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domingo, 31 de julho de 2011

Saiu a 17ª edição da Folha do Japi!

Acaba de sair a 17ª edição do jornal que é diferente porque respeita a sua inteligência. Procure nas bancas, a distribuição é gratuita!








sexta-feira, 29 de julho de 2011

Até a elite dos EUA reconhece a importância do Brasil, só falta a nossa

- por Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores do governo Lula, na CartaCapital

Nossa elite tem complexo de vira-lata
Até os jornais brasileiros tiveram de noticiar. Uma força-tarefa criada pelo Conselho de Relações Exteriores, organização estreitamente ligada ao establishment político/intelectual/empresarial dos Estados Unidos, acaba de publicar um relatório exclusivamente dedicado ao Brasil, -pontuado de elogios e manifestações de respeito e consideração. Fizeram parte da força-tarefa um ex-ministro da Energia, um ex-subsecretário de Estado e personalidades destacadas do mundo acadêmico e empresarial, além de integrantes de think tanks, homens e mulheres de alto conceito, muitos dos quais estiveram em governos norte-americanos, tanto democratas quanto republicanos.

O texto do relatório abarca cerca de 80 páginas, se descontarmos as notas biográficas dos integrantes da comissão, o índice, agradecimentos etc. Nelas são analisados vários aspectos da economia, da evolução sociopolítica e do relacionamento externo do Brasil, com natural ênfase nas relações com os EUA. Vou ater-me aqui apenas àqueles aspectos que dizem respeito fundamentalmente ao nosso relacionamento internacional.

Logo na introdução, ao justificar a escolha do Brasil como foco do considerável esforço de pesquisa e reflexão colocado no empreendimento, os autores assinalam: “O Brasil é e será uma força integral na evolução de um mundo multipolar”. E segue, no resumo das conclusões, que vêm detalhadas nos capítulos subsequentes: “A Força Tarefa (em maiúscula no original) recomenda que os responsáveis pelas políticas (policy makers) dos Estados Unidos reconheçam a posição do Brasil como um ator global”.

Em virtude da ascensão do Brasil, os autores consideram que é preciso que os EUA alterem sua visão da região como um todo e busquem uma relação conosco que seja “mais ampla e mais madura”. Em recomendação dirigida aos dois países, pregam que a cooperação e “as inevitáveis discordâncias sejam tratadas com respeito e tolerância”. Chegam mesmo a dizer, para provável espanto dos nossos “especialistas” – aqueles que são geralmente convocados pela grande mídia para “explicar” os fracassos da política externa brasileira dos últimos anos – que os EUA deverão ajustar-se (sic) a um Brasil mais afirmativo e independente.

Todos esses raciocínios e constatações desembocam em duas recomendações práticas. Por um lado, o relatório sugere que tanto no Departamento de Estado quanto no poderoso Conselho de Segurança Nacional se proceda a reformas institucionais que deem mais foco ao Brasil, distinguindo-o do contexto regional. Por outro (que surpresa para os céticos de plantão!), a força-tarefa “recomenda que a administração Obama endosse plenamente o Brasil como um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. É curioso notar que mesmo aqueles que expressaram uma opinião discordante e defenderam o apoio morno que Obama estendeu ao Brasil durante sua recente visita sentiram necessidade de justificar essa posição de uma forma peculiar.

Talvez de modo não totalmente sincero, mas de qualquer forma significativo (a hipocrisia, segundo a lição de La Rochefoucault, é a homenagem que o vício paga à virtude), alegam que seria necessária uma preparação prévia ao anúncio de apoio tanto junto a países da região quanto junto ao Congresso. Esse argumento foi, aliás, demolido por David Rothkopf na versão eletrônica da revista Foreign Policy um dia depois da divulgação do relatório. E o empenho em não parecerem meros espíritos de porco leva essas vozes discordantes a afirmar que “a ausência de uma preparação prévia adequada pode prejudicar o êxito do apoio norte-americano ao pleito do Brasil de um posto permanente (no Conselho de Segurança)”.

Seguem-se, ao longo do texto, comentários detalhados sobre a atuação do Brasil em foros multilaterais, da OMC à Conferência do Clima, passando pela criação da Unasul, com referências bem embasadas sobre o Ibas, o BRICS, iniciativas em relação à África e aos países árabes. Mesmo em relação ao Oriente Médio, questão em que a força dos lobbies se faz sentir mesmo no mais independente dos think tanks, as reservas quanto à atuação do Brasil são apresentadas do ponto de vista de um suposto interesse em evitar diluir nossas credenciais para negociar outros itens da agenda internacional. Também nesse caso houve uma “opinião discordante”, que defendeu maior proatividade do Brasil na conturbada região.

Em resumo, mesmo assinalando algumas diferenças que o relatório recomenda sejam tratadas com respeito e tolerância, que abismo entre a visão dos insuspeitos membros da comissão do conselho norte-americanos- e aquela defendida por parte da nossa elite, que insiste em ver o Brasil como um país pequeno (ou, no máximo, para usar o conceito empregado por alguns especialistas, “médio”), que não deve se atrever a contrariar a superpotência remanescente ou se meter em assuntos que não são de sua alçada ou estão além da sua capacidade. Como se a Paz mundial não fosse do nosso interesse ou nada pudéssemos fazer para ajudar a mantê-la ou obtê-la.

Secretário da Prefeitura desaprova o jornalismo da Folha do Japi. Que bom!

No dia 16 de julho, o ex-presidente do PPS de Jundiaí, Cesar Tayar, publicou em seu blog do Beduíno (cesartayar.blogspot.com) uma denúncia sobre a pesquisa apresentada pela Austing Rating, que avalia Jundiaí entre as melhores cidade do mundo.

Movido pela denúncia do blogueiro, a Folha do Japi, através de seu editor, fez alguns questionamentos ao secretário de Finanças da Prefeitura, José Antonio Parimoschi, em um tópico criado por ele no Facebook justamente para se vangloriar em cima do resultado da citada pesquisa. Irritado com as perguntas, o secretário, que é também presidente do PSDB de Jundiaí, exigiu que jornal “ encaminhe suas perguntas para a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Jundiaí, como procedem os órgãos de imprensa da cidade”. Uma estranha reação, ainda mais para quem, alguns dias antes, havia contestado pelo mesmo Facebook uma reportagem da Folha do Japi. Ao ser lembrado disso, o secretário mudou de ideia e revelou que não tem “nenhuma restrição ao uso deste espaço para qualquer que seja o objetivo”, mas não sem antes afirmar que “jornalismo sério não é feito desta forma”.

É impossível para a Folha do Japi saber o que o secretário Parimoschi considera “jornalismo sério”, mas a redação do jornal afirma com traquilidade que ficou satisfeita em saber a opinião dele. Afinal, a Folha do Japi deixou bem claro desde o primeiro número que seu objetivo era cumprir as premissas básicas do jornalismo, que é investigar, denunciar e cobrar o poder público, ficando sempre ao lado da população - principalmente a mais carente.

Neste sentido, saber que um dos secretários da Prefeitura não aprova o jornalismo praticado pela Folha do Japi torna-se motivo de orgulho. A pergunta a ser feita, no caso, é: por que os outros veículos midiáticos de Jundiaí não incomodam da mesma forma os donos do poder? Como diz o ditado popular: o uso do cachimbo deixa a boca torta. E aqui na cidade cachimbos estão sendo usados pelas mesmas bocas há muito tempo...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Saiu a 16ª edição da Folha do Japi!

Acaba de sair a décima sexta edição da Folha do Japi.
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A distribuição é gratuita!








segunda-feira, 18 de julho de 2011

Filme: "Um Conto Chinês"

"LOS HERMANOS" ACERTAM MAIS UMA

O filme é muito hábil em misturar momentos de pura comicidade com outros tocantes.

- por André Lux, crítico-spam

Falar da qualidade excepcional do cinema argentino já é chover no molhado, mas é impressionante a capacidade que "los hermanos" tem em transformar história simples e cotidianas em obras cinematográficas tocantes e ricas em profundidade.

É o caso deste "Um Conto Chinês", que traz o rosto mais conhecido do cinema da Argentina, Ricardo Darin, às voltas com um encontro totalmente inesperado com um chinês que vai parar em seu país depois que sua noiva morre ao ser atingida na cabeça por uma... vaca!

Darin interpreta com a maestria de sempre um dono de loja de ferragens que sofre de Transtorno Obssessivo Compulsivo (TOC). Por isso, é cheio de manias, mal humorado e solitário até o dia em que vê um chinês sendo jogado para fora de um taxi e, depois de fazer de tudo para se livrar dele, acaba sendo obrigado a dar-lhe abrigo.

O chinês não fala uma palavra de espanhol e tem apenas tatuado no braço o endereço de seu tio, que não mora mais no local. Enquanto esperam a embaixada chinesa tentar localizar o tio perdido, o argentino e o chinês são obrigados a conviver, para desespero do primeiro.

O filme é muito hábil em misturar momentos de pura comicidade (principalmente nas tentativas frustradas de comunicação entre ambos) com outros tocantes. Aos poucos, o arredio argentino vai deixando o chinês entrar em sua vida e mudanças começam a acontecer lentamente.

Um tema simples, singelo até, mas que rende um filme muito agradável e que vale a pena ser visto.

Cotação: * * * *

Estilo Dilma demonstra aversão a corrupção

Passado meio ano de sua posse, a presidente Dilma Rousseff tem procurado mostrar o seu estilo de lidar com a corrupção, fenômeno criminal endêmico, capaz de colocar o país entre os mais subdesenvolvidos do mundo quando o assunto é o desvio de recursos públicos para fins escusos.

Episódios recentes levaram à queda de Antonio Palocci, então ministro-chefe da Casa Civil, um dos mais altos cargos do governo, em seguida à renúncia do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, após denúncias de envolvimento com licitações fraudadas e formação de quadrilha.

Embora no primeiro caso o Palácio do Planalto tenha procurado oferecer uma espécie de blindagem ao ministro Palocci, até que a situação dele ficou insustentável, no episódio que envolve o Ministério dos Transportes a atitude foi outra. Dilma determinou uma investigação rasa e veloz o suficiente para mostrar a forma como pretende lidar com futuras ocorrências ligadas à corrupção em seu governo.

Especialistas ouvidos por jornalistas confirmam o retrato da mulher dura e tenaz, construído ao longo dos anos em que exerceu o posto de ministra-chefe da Casa Civil, no governo Lula. Agora, eleita para governar o Brasil até 2014, a presidente mostra sua intolerância à corrupção e à falta de ética de seus comandados.

Personalidade

Para o catedrático de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo (USP), Renato Janine Ribeiro, consolidar sua identidade será essencial para que a presidente mostre que tem nas mãos um governo com marca própria. "O que está em jogo é: ela vai ter uma personalidade própria ou não? Ela tem mesmo que descartar rapidamente as pessoas que estiverem ruins. Ou ela consegue fazer uma consolidação significativa, no sentido de se mostrar como um nome poderoso, capaz de encontrar os caminhos dela, ou então vai ficar muito apagada", afirma Janine Ribeiro.

Já o pesquisador Celso Roma, doutor em Ciência Política pela USP, destaca que o afastamento do diretor-executivo do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), José Henrique Sadok de Sá, ocorrido nesta sexta-feira, foi mais uma pronta resposta do governo a denúncias de corrupção envolvendo a cúpula do Ministério dos Transportes: "até este momento, a presidente Dilma deu sinais claros de que será pouco tolerante com escândalos de corrupção em seu governo. Discrição no estilo de governar e firmeza contra a corrupção se revelaram as principais marcas dos primeiros seis meses do governo", avalia Roma.

Fontes do Palácio do Planalto revelaram que a ordem para a saída de Sadok de Sá foi da própria presidente. O funcionário vinha respondendo pela direção do órgão na ausência de Luiz Antonio Pagot, que também já havia sido afastado por determinação de Dilma. Para Roma, a rapidez para tirar servidores citados em investigações e conter polêmicas que atrapalhem o andamento do governo pode garantir à presidente a manutenção de seus bons níveis de popularidade e aprovação popular. "O resultado das pesquisas de opinião realizadas após o afastamento de Palocci comprova esse ponto", afirmou.

Pesquisa realizada em junho pelo Instituto Datafolha, logo após o desfecho do caso Palocci, revelou a avaliação positiva do governo apesar da turbulência. De acordo com o instituto, 49% dos entrevistados consideravam a gestão Dilma como ótima ou boa. Em março, esse índice era de 47%.

Comunicação

Para Janine Ribeiro, outro fator essencial que deve ser levado em conta pela presidente para construir sua identidade é a capacidade de comunicação. Neste ponto, diz ele, Dilma se diferencia muito de seus dois antecessores: Lula e o tucano Fernando Henrique Cardoso, ambos mais falantes do que ela: "acho que ela ficou calada um pouco demais. Agora está falando mais, e isso é um grande ganho. Ela vai ter que conquistar as pessoas pela fala. O regime democrático exige que a pessoa fale muito, e isso é uma coisa que ela vai ter que fazer cada vez mais, até para as pessoas sentirem que a presidente chega a elas".

Já Roberto Romano, professor do Departamento de Filosofia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), não vê prejuízos na discrição de Dilma. Trata-se, segundo ele, de uma característica natural da presidente: "ela tem um estilo próprio, moldado durante muito tempo pela militância que ela teve na esquerda. Na esquerda, ela era obrigada ao sigilo, à discrição e ao anonimato devido à repressão do regime militar. Então, ela aprendeu a não falar em demasia".

Para o especialista, em períodos mais conturbados, como os ocorridos neste primeiro semestre, o estilo de Dilma acaba sendo benéfico, porque evita exposições desnecessárias e minimiza o risco de declarações precipitadas e gafes.

"Ela tende a primeiro analisar e imediatamente traçar metas para a solução. Acho que essa atitude de mais recato a resguarda mais que se ela começasse a utilizar o verbo para cima e para baixo do Brasil, à maneira de seus antecessores", concluiu.

Fonte: Correio do Brasil

domingo, 17 de julho de 2011

Carlos Ayres Britto: homofóbico “chafurda no lamaçal do ódio”

Pela primeira vez publicamente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, defendeu a criminalização da homofobia.

Conhecido por citações poéticas e votos progressistas, o ministro disse em entrevista aos repórteres que o homofóbico “chafurda no lamaçal do ódio”.

Há dois meses no Senado, o projeto de lei anti-homofobia está parado por causa de protestos de congressistas da bancada evangélica.

Para o ministro, não são necessárias novas leis para garantir aos casais gays os mesmos direitos dos heterossexuais já que a Constituição é “autoaplicável”.

Questionado se qualquer decisão que diferencie a relação entre o homossexual e o heterossexual vai contra o STF, o ministro disse que sim. “A decisão foi claramente no sentido da igualdade de situações entre os parceiros do mesmo sexo e casais de sexos diferentes.”

Fonte: CMI Brasil

Saiu a 15ª edição da Folha do Japi!

Já está no ar a nova edição do jornal que respeita a sua inteligência.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ateus e agnósticos podem desacreditar ou duvidar de Deus?

Admiro a iniciativa da ATEA e como eles compartilho a ideia de que CARÁTER esta desvinculado de religião. Não precisamos de um Deus pra nos dizer o que é moral, o que é certo. É necessário respeitar a opinião, cultura e religião de cada um.

- por Mariana Ushli Poloni, no seu blog Le Pitanga


Eis uma grande questão a ser levantada. Muito mais do que uma questão de cor, de classe social, raça, a religião (ou falta dela) mexe com nossa fé. Você não pode impor fé ou crença à alguém. Ninguém pode obrigar outra pessoa a Acreditar, pode-se obrigá-la a dizer que acredita, agir como se acreditasse, mas o seu fundo espiritual nesse aspecto continuaria vazio.

Agnósticos e ateus têm o direito de acreditar, desacreditar ou duvidar da existência de Deus?

Eu honestamente nunca pensei sobre isso e não me recordo de conhecer algum Ateu ou Agnóstico.

Olhando por uma visão não preconceituosa e de respeito a qualquer ser humano, a resposta é simples: sim. Porém, na história do mundo a Igreja perseguiu e matou milhares de pessoas em nome de um Deus que muitos não compartilhavam a mesma fé.

Ateus e agnósticos passaram suas vidas escondidos e calados. Os poucos que tiveram coragem de expressar seus pensamentos e ideias não estão mais vivos.

A influência da Igreja Católica atualmente está longe de ser desprezível, pois um sexto da população mundial é católica.

Há quem diga que os tempos mudaram e que atualmente “não crer” não é mais uma questão levada a ferro e fogo (vida ou morte) pela Igreja. De fato, a Igreja perdeu muito do seu poder. Na antiguidade a Igreja já foi o poder maior dentro da política de uma sociedade e era ela quem ditava regras e julgava o certo e errado. Atualmente a Igreja em (quase) nada interfere na forma de governar um país.

Recentemente ateus e agnósticos decidiram não se calar mais perante as descriminações. Através da ATEA, a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, retomaram seu poder de fala e suas reinvidicações por respeito.

Em setembro de 2010 a ATEA protocolou uma ação contra o José Luiz Datena. Em um de seus programas na Bandeirantes, no mês de agosto, Datena relata a ação de bandidos que entram num sítio, roubam e ainda estupram uma mulher. Em seu relato ele afirma que esses bandidos “não possuem Deus no coração”. Logicamente que membros da ATEA se enquadram nessa frase e nem por isso são criminosos sem escrúpulos. Datena ainda comenta no ar, afirmando "que se lasque quem não acredita em Deus... quem não acredita em Deus geralmente não tem limites...”

A ATEA esta veiculando uma campanha patrocinada por ateus em ônibus de Porto Alegre e Salvador, com cartazes que nos fazem pelo menos pensar.

A ideia da campanha é clara e não tem como objetivo ganhar seguidores e sim encontrar o seu espaço dentro de uma sociedade majoritariamente católica e nesse aspecto preconceituosa. “Ter um lugar à sociedade significa também que nossos pontos de vista têm o mesmo direito de exposição que todos os demais, atentando sempre para críticas em tom civilizado dirigidas às idéias, e não a pessoas.”

Nesse post falo da Igreja Católica, pois essa é minha religião. Eu sou Católica e fui educada a vida inteira em um colégio religioso. Acredito em Deus e em Jesus Cristo, assim como questiono alguns pontos e condeno alguns comportamentos da Igreja. E isso não me faz melhor ou pior que ninguém.

Porém a minha crítica aqui vale para todas as religiões, lembrando que um dos maiores massacres na moral dos EUA, a queda do WTC, foi assinado por muçulmanos.

Admiro a iniciativa da ATEA e como eles compartilho a ideia de que CARÁTER esta desvinculado de religião. Não precisamos de um Deus pra nos dizer o que é moral, o que é certo. É necessário respeitar a opinião, cultura e religião de cada um.

Num planeta globalizado, mas com tantas diferenças de raças, povos, culturas, formas de governar e viver, é imprescindível o conceito de moralidade para mantermos o equilíbrio da sociedade, respeitando o espaço e a individualidade de cada um. Se cada povo precisa de um Deus pra encontrar a moralidade, que assim seja. E se existe pessoas que a encontram de forma totalmente desvinculada a Deuses e religiões, que assim seja também.

O que é inconcebível é não só ser dependente de um Deus ou doutrina para alcançar a civilidade, como usá-los para transgredir os direitos do outro, matando, aprisionando e discriminando.

Em minha opinião um dos cartazes mais emblemáticos da campanha da ATEA carrega a seguinte frase: "Somos todos ateus com os deuses dos outros".

Então porque condenar aqueles que não acreditam em Deus algum, ou que duvidem da existência e de uma força maior?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Religião não define caráter


Jornalismo de Esgoto da revista VEJA é condenado na Justiça

- por Altamiro Borges, em seu blog

Em abril último, a revista Veja – talvez seguindo as orientações do Departamento de Estado dos EUA – fez estardalhaço com uma reportagem sobre “A rede do terror no Brasil”. Deu capa e várias páginas sobre a presença de “grupos terroristas islâmicos no território nacional”, mas não apresentou provas concretas para justificar as suas graves acusações. A “reporcagem” informava apenas que teve acesso a documentos sigilosos da CIA, a central terrorista dos EUA, e de outros órgãos policiais.

Agora, na quinta-feira (30), a juíza Cláudia Maria Pereira Ravacci, da 35ª Vara Cível de São Paulo, condenou o panfleto colonizado da famiglia Civita por estimular o ódio e o preconceito religioso, tentando associar o islamismo ao terrorismo. Segundo informa a repórter Mariana Ghirello, do sítio Última Instância, a revista será obrigada a dar o mesmo espaço e destaque para uma reportagem sobre a cultura islâmica. Cabe recurso, mas a revista Veja saiu novamente com a sua imagem danificada.

“Reporcagem” ofensiva e tendenciosa

A ação judicial exigindo direito de resposta foi movida pela União Nacional das Entidades Islâmicas, que congrega 16 entidades. Segundo o advogado da entidade, Adib Abdouni, a matéria da Veja é “ofensiva e tendenciosa” e “fere o sentimento religioso islâmico”, que tem mais de 1 bilhão de seguidores no mundo. A partir de denúncias sem consistência, ela generaliza a crítica, insinuando que todo islâmico é terrorista e que o território brasileiro serve de base de operação para grupos anti-estadunidenses.

O objetivo do direito de resposta é “desvincular a idéia de terrorismo junto à fé professada pelos mulçumanos... As ofensas contidas no texto impugnado causam lesão aos direitos da coletividade mulçumana, dando ensejo ao direito de resposta reivindicado”, comemora o advogado.

“De acordo com a petição, houve uma audiência reservada na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, na Câmara dos Deputados, na qual o ministro da Justiça afirmou que as informações publicadas eram falsas. A União alega que no Brasil a Constituição Federal assegura a liberdade de crença e religiosa”, informa repórter.

domingo, 3 de julho de 2011

Saiu a 13ª edição da Folha do Japi!

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