terça-feira, 17 de novembro de 2009

Filmes: 2012

É O FIM DO MUNDO!

Filme é uma sucessão de corridas frenéticas e repetitivas que de vez em quando dá um breque para que os protagonistas troquem diálogos que parecem ter sido escritos pelo Ed Wood

- por André Lux, crítico-spam

Tenha certeza de colocar esse “2012” entre os filmes mais idiotas já feitos por Roliúdi. Daqueles bem trash, que tem um roteiro ridículo e um monte de discursos inflamados que nos fazem morrer de rir quando deveríamos levar tudo aquilo a sério.

Parece que o diretor Roland Emmerich quer se tornar mesmo o novo rei dos filmes-catástrofes, gênero que andou na moda nos anos 70, e que ressuscitou com “Independence Day”. Mas depois daquele divertido filme sobre uma invasão alienígena, Emmerich perdeu a mão e tem produzido verdadeiras bombas, uma atrás da outra. “2012” só não é pior que o grotesco “O Patriota”, que trazia um Mel Gibson ensandecido cortando cabeças de ingleses vilões, mas chega perto.

Esse é o tipo de filme que poderia até ser divertido, caso o roteiro não fosse uma colagem de todos os clichês mais irritantes do cinema, tipo “escritor separado tenta conquistar a amizade dos filhos e o amor da ex-mulher enquanto foge dos prédios que caem e das explosões que pipocam na tela a cada quinze minutos”. E “2012” é apenas isso: uma sucessão de corridas frenéticas e repetitivas por meio de cenários digitais catastróficos que de vez em quando dá um breque para que os protagonistas troquem diálogos que parecem ter sido escritos pelo Ed Wood, o pior diretor de todos os tempos.

O mais incrível é que o filme tem quase três horas de duração sem que houvesse a menor necessidade para isso. Vários personagens e tramas secundárias poderiam ter sido cortadas sem o menor problema e seríamos poupados de tanta chatice junta. Algumas cenas de ação são até legais e provocam alguma tensão, pena que tudo seja sempre estragado pela mensagem xarope de boa vontade entre os homens e pelos risíveis surtos de “bom mocismo” do cientista principal, que passa o filme todo indignado e fazendo discursos piegas. Também não entendi porque o presidente dos EUA (um desanimado Dany Glover), escolheu ficar para trás só para morrer quando tinha lugar de sobra nas Arcas da salvação.

Depois de ver tanta besteira junta, inclusive uma cena "super dramática" que mostra uma dondoca tentando salvar seu pet, só resta mesmo fazer um trocadilho infame: esse filme é mesmo o fim do mundo!

Cotação: * 1/2

13 comentários:

Cybershark disse...

Não boto fé neste aí. Nenhum filme que vi do Emmerich é digno de nota, salvo talvez alguns méritos visuais e técnicos...

Ricardo Melo disse...

DESDE que voce colocou o contador, o blog já passou de 100 MIL VISITAS.

Parabéns, André.

Aliás, quando foi que você iniciou essa contagem?

Abraço.

Anônimo disse...

Assistí a essaporcria, aqí em Gopenhage.

1 lixo.

Nao recomendo e, pr-a se ter 1 idéia, saí antes do fim.
Eu a maioria das pessoas do cinema, menos craro, a geracao "MTV": Merda TeleVision".

Inté,
Murilo

Remindo disse...

Ô meu, o filme é bom. Não é nenhum Alien ou um Caçador de Andróides (queimado pelos críticos na época do lançamento), mas da para se divertir vendo. O governo Yeda é mais catastrófico.

Anônimo disse...

E então, meu caro? Já soubeste que o filmeco do Lula será transmitido como minissérie pela Rede Globo? Pois é, está cada vez mais difícil sustentar essa balela de que a grande mídia está conspirando contra o governo...

André Lux disse...

O mais legal de tudo isso é ver vocês projetos de fascistas se roendo de ódio com o sucesso do Lula... :-D

Maurício disse...

Vc é crítico e não está aceitando criticas, mesmo que elas não sejam ofensivras, como no meu caso>Não achas que deveria agir mais democraticamente em vez de ficar se escondendo atras da auto realização?

André Lux disse...

Democracia é isso: você fala o que quer e ouve o que não quer.

Maurício disse...

Concordo!...por isso disse que vc se esconde...postei um comentário que não foi publicado...mas deixa pra lá!Não vejo motivo pra "ouvir o que não quero"....

André Lux disse...

Vai ver se eu tô lá na esquina, "maurício".

carlos disse...

salve, andré,

esse 2012 é o tipo do filme pra assistir em dvd no final de semana com os filhos e amigos tomando umas geladas na sala, e como eu, prestando atenção nas danações da netinha antes que ela se machuque.

sob o lado da tecnologia, não há o que acrescentar. é perfeito. agora, diálogos, glichês e quejandos é somente uma porcaria. nada a acrescentar.

abçs

Tio Drakul disse...

Também achei que o filme parece uma pilha bem-feita de clichês (bem feita porquê os efeitos especiais são bons), acho que o diretor não esqueceu nenhum deles (como o clássico americano "casal separado reunido novamente por catástrofe").

Só que me estranha que você tenha deixado passar um detalhe: Não notou a mensagem estranha - ou a falta de uma - que o diretor passou com o filme? Por exemplo, o fato de milionários conseguirem o lugar nas arcas na base do dinheiro, o milionário russo que decola com um avião que poderia levar TODAS as pessoas do aeroporto junto, mas no lugar disso decola levando carros de luxo.

Eu devo estar errado, mas para mim ficou a impressão de que ou o diretor não pensou nada sobre uma "mensagem", ou resolveu mostrar a verdade nua e crua e ver o que acontecia

Anônimo disse...

Fui até a locadora e vi na estante 2012: o ano da profecia.
Pensei que fosse o filme, como houve com o titanic, alguém aproveitou e divulgou o outro titanic, de Mosart, apareceu o outro que não era o dos anúncios.
Assisti até o final não acrditanto que fosse o tal. Deu para perceber que é um filme religioso, que tenta misturar cristianismo com crenças maias, etc. Horrível. Até deu para minhal filha de 6 anos assistir.

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