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sábado, 14 de maio de 2011

DVD: "Battlestar Galactica"

MEU DEUS!

Série que começou muito bem implode na conclusão ridícula e absurda

- por André Lux, crítico-spam

Finalmente consegui terminar de assistir às quatro temporadas da série de ficção científica "Battlestar Galactica" (incluindo aí o piloto de duas horas). O mais engraçado é que eu já havia tentado assistir antes, quando estava sendo exibido na tv a cabo (entre 2004 e 2009), mas depois de alguns episódios a rejeitei totalmente, certamente por ser um fã da série original que foi exibida no Brasil no início dos anos 1980 (o filme piloto foi inclusive passou nos cinemas aqui).

O problema, na época, é que não consegui aceitar todas as mudanças radicais que a nova série tinha em relação à original (como colocar Starbuck e Boomer como mulheres, o latino Edward James Olmos como Adama, até o clima ultra realista e a música minimalista e tribal).

"Battlestar Galactica" original, que teve apenas uma temporada, era um dos muitos subprodutos dos sucesso de "Star Wars" e trazia no enredo uma simples disputa do bem contra o mal. No caso, o bem era representado pelos humanos enquanto o mal estava encarnado nos malvados Cylons, que eram uns robôs zarolhos comandados por uma criatura que parecia uma formiga gigante com cabelo afro, chamado apenas de "Líder Imperioso".

Na nova versão, os Cylons foram criados pelos próprios humanos, se rebelaram e, depois de um longo tempo de trégua, resolvem exterminar a humanidade de vez. Assim como na série original, os poucos sobreviventes se reúnem num comboio e partem em direção à mítica Terra, sob a vigilância da nave de combate Galactica. Mas as semelhanças param por aí.

Na nova série há um desejo de deixar a diferença entre o bem e o mal mais cinzenta, não tão bem definida. O personagem do doutor Baltar é o ponto mais forte deste aspecto, já que vendeu segredos da segurança das 12 colônias a uma agente Cylon em troca de sexo sem saber o mal que estava causando. Aí entra outro diferencial radical em relação à série original: os Cylons evoluíram e agora tem modelos que são idênticos aos humanos (e que no desenrolar da série passam a ser chamados de "skyn jobs", numa referência direta ao filme "Blade Runner"). Ou seja, seriam replicantes.

Tanto o piloto de duas horas, quando as duas primeiras temporadas do novo "Battlestar Galactica" são excelentes e conseguem mesclar o que poderia existir de melhor na ficção científica. Mas, a partir de terceira temporada, as coisas começam a derrapar até chegar a um final completamente ridículo e absurdo.

A série original, de 1978
O criador da nova série, Ronald D. Moore, ao que tudo indica é um religioso fervoroso que milita contra a tecnologia e isso fica claro na conclusão. Mas nem é isso que estraga a série. O problema é que Moore e sua equipe de roteiristas criaram dezenas de situações e mistérios que não foram solucionados de maneira satisfatória e coerente ou simplesmente foram deixados de lado.

Fica claro desde o início que existem doze modelos de Cylons que se parecem com humanos - e isso serve para criar um clima de paranóia muito interessante nas duas primeiras temporadas. Com o passar do tempo, sete deles são revelados. Depois disso, fica bastante óbvio que Moore não sabe o que fazer com os cinco finais e aí começa a inventar uma série de besteiras relacionadas a eles (como o fato de não saberem que são Cylons e todos estarem a bordo da Galactica), preenchendo os buracos da trama como sonhos premonitórios, papo furado sobre anjos e deuses e pregação religiosa da mais irritante.

No último episódio da série, com duração de três horas e dividido em três partes, todos os mistérios e pontas soltas deixadas durante a série são explicadas da maneira mais simples e idiota possível: "Tudo foi obra de deus". E ponto final. É um brutal Deus Ex Machina jogado como uma bomba atômica no final da série que praticamente destrói tudo que foi visto antes. E que negócio foi aquele dos sobreviventes decidirem, ao chegar na nova Terra, abandonar toda a tecnologia e o conforto que tinham para viver ao relento e usando tangas feitas de pele? No mínimo iam morrer de fome, de doenças, de frio ou do ataque de algum predador selvagem!

É uma pena, pois a série realmente era muito boa no seu começo...

2 comentários:

Leonardo disse...

O mais engraçado foi que o criador da série original (Glen A. Larson) usou o visor dos Cylons na frente do carro do seu próximo seriado, Knight Rider (pra quem não conhece, passou aqui como Super-Máquina, que também teve um remake porcaria que durou 18 episódios)

Tio Drakul disse...

Também não entendi esse final que deram, ficou a impressão para mim que aconteceu algo parecido com o seriado Lost: Começaram bem, começaram a "vagar" na trama, começaram a deixar pontas soltas para aumentar a audiência e no final as idéias começaram a acabar e tiveram que "se virar" para conseguir concluir a história de alguma forma.Final que concordo plenamente que ficou completamente nada a ver

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