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domingo, 7 de junho de 2009

Filmes: "Meu Irmão é Filho Único"

DA DIREITA PARA A ESQUERDA

A mensagem do filme é clara: passar da direita para a esquerda é um processo de difícil amadurecimento. Mas e o contrário? Bom, olhe para gente como Soninha ou Gabeira e você vai saber a resposta...

- por André Lux, crítico-spam

Esse filme me tocou particularmente, afinal conta a história de um sujeito que era fascista na juventude e virou socialista ao amadurecer. Quem leu minhas “Memórias de um alienado” sabe do que estou falando.

“Meu Irmão é Filho Único” é inspirado num livro autobiográfico de Antonio Pennachi chamado "Il Fasciocomunista”. Começa como comédia, passa para o drama e termina de forma emocionante.

Na Itália do início dos anos 1960, o jovem Accio é mandado para um seminário. Mas o irmão mais velho, comunista e ateu, “salva” o moleque dessa fria dando umas revistinhas pornôs para o irmão que, pego em flagrante durante ato onanista, é convidado a se retirar pelos padres.

O problema é que o garoto é feioso pra chuchu, meio tonto e entende as coisas tudo ao contrário. Revoltado com o sucesso do irmão mais velho na liderança sindical e na conquista de belas garotas, o coitado começa a ser influenciado por um velho fascista careca, seguidor fervoroso de Mussolini e o único que leva o Accio a sério.

Não dá outra. O menino alienado e mal influenciado começa a escutar hinos nazi-fascistas e repetir aquelas nojeiras irracionais repletas de preconceito, ódio e rancor que ficariam bem na boca de qualquer senador do DEMo. Para piorar, quando vira adolescente e depois de levar a enésima “coça” do irmão mais velho, Accio se filia ao partido Fascista e sai pelas ruas com seus novos amigos espancando comunistas e botando fogo em seus carros (isso pelo menos eu não fiz... ufa!).

Tudo é mostrado em tons cômicos, principalmente a burrice e a alienação do Accio. Mas as coisas mudam quando seu irmão vira alvo dos odiosos fascistas e aí o filme troca de figura, ganhando contornos mais dramáticos e realistas.

Não vou entregar a história toda, mas basta dizer que “Meu Irmão é Filho Único” termina de forma tocante, com Accio finalmente mudando de lado e entendendo que passou um terço da sua vida do “lado errado”. A mensagem é clara: passar da direita para a esquerda é um processo de difícil amadurecimento. Mas e o contrário? Bom, olhe para gente como Soninha ou Gabeira e você vai saber a resposta...

Cotação: * * * *

Um comentário:

Ricardo Melo disse...

Boa dica. Quando vi o nome no cartaz eu achei que era besteirol.

Abraço.

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