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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Instituto Federal de Educação vai trazer ensino público de qualidade para Jundiaí e região


O secretário de Educação, Durval Orlato, abriu a audiência pública
Na última quinta-feira (27), no anfiteatro da Biblioteca Municipal Professor Nelson Foot, foi realizada uma audiência pública para a escolha do primeiro curso a ser oferecido gratuitamente na cidade pelo Instituto Federal de Educação (IFE).

Depois de uma apresentação institucional do IFE e da participação da população presente à audiência, que pode fazer perguntas e sugestões, foi decidido que o curso de Técnico em Comércio, inédito na cidade, é o mais adequado para iniciar, em agosto, os trabalhos do Instituto em um espaço no complexo Argos com oito salas de aula cedido pela Secretaria de Educação à entidade. 


Auditório ficou lotado durante a apresentação
O curso faz parte do eixo de Gestão de Negócios, escolhido após um estudo na cidade e de um levantamento de dados a partir de órgãos como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O presidente do nosso Sindicato, Eliseu Silva Costa, afirmou que essa iniciativa é muito bem vinda para a cidade e a região, pois a falta de uma universidade pública na cidade prejudica toda a sociedade. 

“Esperamos que os novos cursos sejam, efetivamente, o embrião da universidade pública que a população reivindica há tanto tempo, pois sem acesso à faculdade o trabalhador sai perdendo. O diploma universitário significa posto de trabalho melhor e salário maior. A condição de vida tem um salto de qualidade”, enfatizou.



Secretaria de Planejamento, Daniela da Camara Sutti, no evento
Para Durval Orlato, vice-prefeito e secretário de Educação de Jundiaí, o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos foi fundamental para trazer o Instituto para a cidade.

"O Eliseu sempre esteve junto com a gente nessa luta para trazer um ensino profissionalizante de qualidade e público para os nossos trabalhadores. A implantação do Instituto Federal aqui em Jundiaí é uma vitória da população e também do Sindicato dos Metalúrgicos, que sempre esteve à frente dessa reivindicação e nos ajudou muito quando fomos a Brasília tornar esse desejo realidade", agradeceu.



População participou ativamente da audiência
Daniel Silva, trabalhador na Itautec e diretor do Sindicato, participou ativamente da audiência pública e aprovou a vinda do IFE para a cidade. "Esse é um sonho antigo da nossa categoria e batalhamos muito para que se concretizasse. Esse Instituto Federal é uma semente que está sendo plantada hoje que pode gerar muitos frutos para os trabalhadores, inclusive trazendo uma universidade pública para a região". 



Daniel enaltece também a iniciativa do governo Bigardi em buscar esse investimento para a cidade e para a região logo no início da gestão. "Isso deixa todos nós orgulhosos, pois a gente percebe que é um governo social, que ouve a população e isso é um excelente retorno para a nosso voto, pois o trabalhador precisa estar sempre estudando e se qualificando para poder acompanhar os avanços da sociedade, caso contrário o capitalismo vai deixar ele para trás", alertou.


Evandro Oliveira Santos, diretor do Sindicato, e Daniela da Camara Sutti, secretária de Planejamento, entre outras autoridades, também participaram da audiência pública.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Filmes: "Robocop" (2014)

O CAPITÃO NASCIMENTO DO FUTURO

Até esse filme, não conseguia decidir se o cineasta José Padilha era apenas um inocente útil ou um canalha mesmo. Agora eu sei.

- por André Lux, crítico-spam

Esse novo “Robocop” não chega a ser um filme ruim, tecnicamente falando (exceto a trilha musical, que é lamentável - leia aqui minha análise dela). É muito bem feito, tem excelentes atores e consegue manter o interesse nos dois primeiros terços da projeção. 

O problema mesmo é o terceiro ato, que joga tudo que foi mostrado antes para o alto e descamba para os clichês mais imbecis do cinema de ação made in USA. Mas o que implode mesmo o filme é a mensagem fascista que a obra transmite.

Eu vou ser sincero: até ver esse filme, não conseguia decidir se o cineasta José Padilha era apenas um inocente útil ou um canalha mesmo. Seu “Tropa de Elite” é um dos filmes mais asquerosos já produzidos, do tipo que faria Adolf Hitler e seus seguidores aplaudirem de pé (e como aplaudiram!). 

Chamado de fascista por um grande número de analistas, Padilha negou de pés juntos e aí fez o “Tropa de Elite 2”, que é uma tentativa desesperada (e sem sucesso) de provar que não reza pela cartilha dos nazi-fascistas. Mas, diabos, ele fez aquele excelente documentário “Ônibus 174” que era uma defesa valorosa dos direitos humanos!

Todavia, um cidadão que faz parte do Instituto Millenium (clique aqui para saber o que é isso, mas prepare o saco de vômito) e ganhou nada menos do que TRÊS capas da revista Veja, o maior panfleto da extrema-direita tupiniquim, não pode bancar o inocente. Então...

Diga-me com quem tu andas: Padilha é membro orgulhoso do Instituto Millenium
Agora vem esse “Robocop”, refilmagem do original feito em 1987 pelo holandês Paul Verhoeven que é considerado hoje um mini-clássico do gênero e este sim uma forte bofetada na cara dos extremistas de direita. Na época, buscando projetos para filmar nos EUA pela segunda vez (seu primeiro filme é o poderoso “Conquista Sangrenta”, que quase ninguém viu), Verhoeven leu o roteiro de “Robocop” e jogou de lado, desinteressado. 

Alguns dias depois, sua esposa perguntou a ele: “Não vai filmar a história do Jesus Cristo fascista”? E aí ele releu o roteiro e, claro, sua mente fervilhou com ideias subversivas para jogar na história e o resultado já é bem conhecido.

O que era para ser apenas um filminho de ação feito com míseros US$ 17 milhões (uma ninharia para se fazer um filme de ficção científica) sobre um Frankstein robótico dando tiros e sopapos, tornou-se uma das obras mais ácidas da história do cinema, lembrada até hoje com carinho pelos fãs que, sim, percebem claramente a crítica feroz a tudo que existe de errado na civilização ocidental liderada pelos EUA (naquela Detroit futurista, até a polícia havia sido privatizada).

O que torna o filme de Verhoeven tão fora de série dentro do gênero é exatamente a subversão que faz dos clichês. Assim, não existem mocinhos e bandidos no filme. Todo mundo é meio podre, esquisito, problemático, neurótico, aproveitador. Pegue o sujeito que criou o Robocop.

Se Veja elogia, boa coisa não pode ser
No novo filme do Padilha ele é praticamente um santo, que aceita vender seus ideais para ajudar a construir um policial meio homem e meio máquina com as melhores intenções do mundo e, quando descobre que foi enganado, praticamente dá a vida pela causa. 

Já no filme do Verhoeven, o cara é um tremendo almofadinha, que só quer saber de subir na empresa às custas do seu projeto e é morto pelo vilão no meio de uma orgia com prostitutas e cocaína (nada contra as prostitutas, muito pelo contrário).

Eu lembro perfeitamente como esse tipo de subversão, pequena é verdade, é eficiente em acionar partes dormentes do cérebro, justamente por ser algo tão fora do padrão. Ou seja, é o tipo de artifício sutil que te faz pensar e questionar coisas que normalmente você não questionaria.

E ao mesmo tempo que joga com esse tipo de sutileza, Verhoeven choca em seguida com sequências absolutamente exageradas, beirando a caricatura, como a morte do policial Murphy, colocado em posição de crucificação (lembram do Jesus Fascista?) pelo psicopata interpretado com maestria por  (da série “The 70’s Show” que tem cara de bonzinho e é também uma adição saborosa ao delírio subversivo de Verhoeven).

Enfim, é impossível não comparar as duas obras e, claro, a nova versão dirigida pelo Padilha perde feio. Primeiro, porque o brasileiro não é chegado em sutilezas. Filma tudo com mão pesada e marreta suas supostas mensagens com a delicadeza de um rinoceronte com dor de dente. 

Assim, como todo bom fascista, Padilha finge criticar e ironizar as manias de grandeza dos EUA e sua sociedade do consumo colocando tudo isso nas costas dos dois vilões principais do filme: o dono da corporação que produz o Robocop e manda na polícia (Michael Keaton, péssimo como sempre) e no apresentador de TV ultra-reacionário interpretado por Samuel L. Jackson, que não deveria se prestar a esse tipo de besteira (as cenas com ele são as piores do filme).

São aqueles tipo de vilões extremamente caricatos que a gente vê todos os dias nos filmes enlatados dos EUA, que fazem maldades simplesmente porque... são maus e sabem que são maus. Isso é algo tão ridículo e longe da realidade, que não causa o menor impacto ou reflexão. Simplesmente porque ninguém é mau, sabe que é mau e gosta de fazer maldades, nem mesmo o Hitler. 

O ser humano é por demais complexo para esse tipo de reducionismo barato que é usado pelo cinema estadunidense com maestria para entorpecer a mente dos espectadores enquanto as VERDADEIRAS mensagens são passadas de maneira muito mais sutil e subliminar.

No filme original, quando o Robocop vai prender o traficante psicopata (notem, um doente mental, não uma caricatura), ele refreia no último instante seu instinto de simplesmente esmagar o pescoço do seu executor lembrando que é um POLICIAL, ou seja, alguém que tem como profissão o respeito às leis. Não existe, na minha opinião, mensagem mais anti-fascista do que essa.

O Capitão Nascimento do Futuro, 
prendendo e arrebentando
Já no novo filme, o herói invade a fábrica de drogas do vilão (que é mau, sabe que é mau e gosta de fazer maldades) e simplesmente mata todo mundo, mesmo quando obviamente não havia mais necessidade. 

Ou seja, age como policial, juiz, júri e executor. Faz justiça com as próprias mãos, dando uma banana para a lei e a ordem, que ele teria como obrigação proteger, exatamente como o nefasto Capitão Nascimento dos "Tropa de Elite", naquela estilo "prendo e arrebento" tão comum durante a ditadura militar no Brasil. Coincidência. Só que não.

Falando agora apenas do filme em si, achei muito ruim a ideia de mostrar o Robocop como uma pessoa normal já de cara, com todas suas memórias intactas. No original, ele tem todas as memórias apagadas e é apenas uma máquina com algum tecido humano, porém com o passar do tempo, suas emoções vão ressurgindo e com elas as memórias, diminuindo a parte mecânica e aumentando a parte humana. Só na cena final é que ele finalmente diz seu nome, reconhecendo que, afinal, é um homem. Perfeito.

No novo filme, ele começa normal, depois tem as emoções retiradas, depois a memória e, em menos de 10 minutos, volta ao normal de novo e pronto, parte para a vingança. Assim, tirando esses poucos minutos em que realmente foi o Robocop, no resto do filme ele não passa de uma versão em preto do “Homem de Ferro”, só que com uma armadura colada eternamente ao corpo. 

Esse vai e vem de memórias e sentimentos humanos até é bem utilizado nas primeiras duas partes, mas, como eu disse, é jogado para o alto no final e tudo vira mais uma daquelas intermináveis sequências de ação, tiro e luta que são obrigatórias em qualquer filme de Roliúdi nos últimos dez anos...

Já falei demais de um filme tão desprezível. Nem vale a pena. A não ser para confirmar que José Padilha, definitivamente, de ingênuo não tem nada. 

Cotação: *

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Um alerta aos extremistas de esquerda, enquanto é tempo

Meu amigo Ricardo Melo, em um texto irretocável, faz um alerta aos ultra-esquerdistas-utópicos que repetem hoje o mesmo erro que seu similares repetiram no passado. Vale a pena ler.


Estupidez dos sectários é ridicularizada pelo Monty Phyton em "A Vida de Brian"
- por Ricardo Melo, geógrafo

Os pretensos radicais de esquerda que me perdoem, mas eles ainda não entenderam absolutamente nada do que está acontecendo no Brasil. 

Eles PENSAM que são a vanguarda das movimentações de massa. Mas não são. Então eu gostaria mesmo é que pissolistas e afins entendessem algo realmente importante: a direita aprendeu a encher as ruas. 

É isso. A direita enche as ruas, mesmo não tendo suporte da ampla base da população. Toda essa movimentação "descentralizada" feita pelas "redes" é calcada em uma presença de multidões, só que estas são basicamente formadas pela classe média cheia de ódio, estupidificada pela verborragia da mídia. 

É por isso que os chavões mais frequentes nesses movimentos são anti-Dilma, anti-Haddad. PSOL & Cia. são inexpressivos numericamente nesses movimentos quase o tanto quando o são nas eleições (onde mal alcançam 1%). 

O problema é que, no meio do "caudal" das novas marchas "com deus e pela família" os radicais se iludem, pensam que estão conduzindo algo quando, na verdade, eles é que estão em posição de "adereço". Os black blocs, então, sem comentário. O teor das manifestações é claríssimo: são pela derrubada de um governo popular, apoiado pela população e eleito pelo voto democrático. 

Agem como se estivessem diante de um governo ditatorial. Então tudo isso é uma baita confusão de percepções. E, para piorar a confusão, o grande conjunto da classe média pensa que toda essa confusão é causada por...."petistas e seus assemelhados". 

Afinal, dentro da ótica analfabeto-política da classe média, os comunistas do PT estão "cubanizando" a Nação. Para ela, os "vermelhos"estão levando o país ao caos. Nesse ponto, alguém me pergunta: "pô, cara, deixa de ser babaca, deixa de se preocupar tanto com o que a classe média pensa ou deixa de pensar". 

Aí, eu gostaria de que esse pessoal retomasse as aulas de História e viesse a saber que basta causar pânico na classe média e só na classe média para virar o jogo democrático e instalar a ditadura. Quando Jango caiu o IBOPE dele estava nas alturas. Quer dizer, estava nas alturas na aprovação pelo "povão", não pela classe média. E deu no que deu. Com Allende foi a mesmíssima coisa.



Altamirano, líder do "PSOL chileno", 
atuou contra Allende e fugiu para 
não ser morto por Pinochet 
Carlos Altamirano, líder do radicalíssimo Partido Socialista do Chile, fez de tudo para radicalizar o governo Allende e entrou em conflito com ele por ser "moderado". 

A ala do PS liderada por Altamirano, MAPU, IC, o MIR e outras tendências mais à esquerda advogavam um avanço mais rápido no sentido da construção do poder popular, em oposição à orientação moderada de Allende, PC e Partido Radical.

A ultra-esquerda armou milícias populares e chegou a implementar reforma agrária "na marra", gerando pânico na classe média, o que contribuiu muito para a campanha da direita no golpe. Quando Pinochet tomou o poder e implantou a ditadura, Altamirano fugiu do Chile dentro do porta-malas de um carro.

Mas ocorre que a ultra-esquerda vive de sonhos. Está num movimento que na verdade não é dela. E ainda pensa que o conduz. E pensa, imagina, devaneia que representa o povo todo. 

Mas também não representa. Basta ver o alcance eleitoral que os ditos radicais tem nas eleições! Se a direita conseguir entornar o caldo, como tudo indica que ela está fazendo agora, no primeiro momento esses pretensos representantes "radicais" de um povo que nem ao menos os conhece será descartado. 

Está na hora de a análise fria dos acontecimentos da lugar aos devaneios. Sonhar é bom, mas a luta exige atenção, exige discernimento.

Só para deixar claro

Só para deixar claro:

1) As opiniões que publico aqui em meu blog são MINHAS, pessoais. Não falo em nome do PT, do PCdoB, nem de qualquer político, assessor ou cupincha de assessor. PONTO.

2) Quem quiser discordar, xingar, espernear ou simplesmente debater, será muito bem vindo e será tratado da mesma maneira que me tratou. 

3) Já quem quiser vir dar lições de moral ou me patrulhar, eu aviso: será chutado na canela e deletado sumariamente. Tenho tolerância zero a hipócritas, falsos moralistas ou idiotas que se acham o "oráculo da verdade esquerdística".

4) Não me julgo dono da verdade, nem sou inflexível. Porém, lutei muito para adquirir a visão de mundo que tenho hoje e, embora esteja aberto a novas visões e sempre procurando me questionar e me auto-criticar, se alguém quiser que eu mude de opinião sobre algum assunto vai ter que apresentar PROVAS do que está falando e não meras suposições, opiniões ou "ouvi dizer". 

5) Quando critico posições políticas de adversários sou geralmente contundente e não me privo do direito de colocar "pingos nos is": como chamar bostas de bostas e filhos da puta de filhos da puta (embora eu peça desculpas antecipadamente à merda e às putas que não merecem serem comparados a essa gente, especialmente aos que traíram seus ex-companheiros de luta e agora cravam facas em suas costas 24 horas por dia). Então, se você é muito sensível ou acha que bostas não devem ser chamados de bostas, sugiro que não entre mais aqui e procure pessoas de esquerda que tem Síndrome de Estocolmo, que não é meu caso.

É isso. Qualquer coisa, estamos aí.

Um alerta, enquanto é tempo

- Luis Fernando Verissimo - O Estado de S.Paulo

Quem viu o filme de Stanley Kubrick 2001: Uma Odisseia no Espaço se lembra do monólito, aquela pedra lisa encontrada por astronautas em Júpiter que se revela estar ali há milhões de anos como uma espécie de alarme. 

Sua descoberta por terrenos significaria que essa raça predatória e assassina já tinha a capacidade técnica de invadir, e fatalmente envenenar, o Universo. O monólito era um aviso. Esta interpretação não fica clara no filme, mas o título do conto de Arthur C. Clarke no qual Kubrick e o próprio Clarke basearam seu roteiro é O Sentinela.

Haveria um momento na vida das pessoas ou das sociedades em que funcionaria um alarme parecido com o que alertou o Universo para a chegada dos temíveis humanos, no filme. Pode-se especular sobre qual seria esse momento para um judeu na Alemanha, nas primeiras manifestações do nazismo, por exemplo. 

Seria a pregação racista do partido mesmo antes de assumir o poder? Seria o que já se sabia do pensamento de Hitler e outros teóricos do fascismo? Qual o exato instante em que este hipotético judeu se convenceu que era preciso fugir do holocausto que se aproximava?

Para muitos, o aviso nunca veio, ou veio tarde. Muitos não acreditaram que o nazismo chegaria ao poder e depois aos seus excessos. E pagaram por não reconhecer o momento. Demorou algum tempo para que o resto do mundo se desse conta do que estava acontecendo na Alemanha nazista. 

O fascismo foi visto como um bem-vindo antídoto para a ameaça comunista. Já havia perseguição a judeus e outras minorias no país e a companhia Ford continuava fazendo negócios com a Alemanha - e continuou a fazer negócios depois do começo da guerra. 

Henry Ford era um notório antissemita, mas os produtores de Hollywood que desencorajavam críticas ao regime de Hitler nos seus filmes para não perder o mercado alemão eram todos judeus. Nenhum reconheceu o momento.

Na falta de um sentinela para nos alertar que os bárbaros estão tomando conta, resta confiar no nosso instinto. Quando chegará o momento que nos convencerá que isto aqui não tem jeito mesmo, e a procurar uma saída? Será que o momento já veio e já foi e nós não notamos? E sair pra onde? Pra dentro, para a alienação e a burrice induzida, ou para fora, com o euro caro desse jeito?

Breno Altman difama petistas para defender amigo golpista do PSOL e violência dos Black Blocks

Em sua fúria para defender Maringoni e Black Blocks, Altman compara a militância petista a "cachorros loucos", "arrogantes e agressivos", "ignorantes e dispensáveis", "sociopatas" e "covardes e pulsilânimes". Reinaldo Azevedo? Olavo de Carvalho? Não... Breno Altman


Vergonha alheia: suposto "petista" usa armas
nazi-fascistas para tentar calar quem o contesta
Eu sempre digo a vocês: certas pessoas só mostram suas verdadeiras faces quando são contrariadas de forma contundente e não tem argumentos para responder. 

Aí apelam para ataques pessoais, geralmente jogando na sua cara publicamente algum "podre" da sua vida, pois assim eles acreditam que vão te assustar e te calar.

Quando um coxinhas nazi-fascista-demo-tucano faz isso, a gente entende e até gosta. Vai para o curriculo. Agora, quando alguém que se diz de esquerda e, pior, posa de intelectual, faz o mesmo, a coisa é grave.

Não bastasse o canalha do Gilberbo Maringoni ter tripudiado em cima de uma Depressão que tive há dois anos, agora foi a vez do "petista" (??) Breno Altman, mais um daqueles auto-proclamados "gurus da esquerdalha" que vive escrevendo textos intermináveis que ninguém lê e dando autógrafo para esquerdo-groupies, via mensagem privada. 


Ele postou alguns comentários difamantes não apenas à minha pessoa (de forma indireta, como todo covarde faz), mas à toda militância petista que tem nojo da esquerdalha sectária do PSOL e afins em uma postagem minha no facebook. 

Entre as ofensas, Altman compara a aguerrida militância petista a "cachorros loucos", "arrogantes e agressivos", "ignorantes e dispensáveis", "sociopatas" e "covardes e pulsilânimes". Se dissessem que foi o Reinaldo Azevedo ou o Olavo de Carvalho os autores de tais ataques a petistas eu acreditaria na hora, mas... Breno Altman?


Acredite se quiser: isso tudo foi escrito por um suposto "petista"

Confuso com os ataques irracionais a quem coloca a cara para bater na vida real pela esquerda, sofrendo inclusive risco de vida, exigi explicações via mensagem privada. Como não tinha maneira racional de justificar suas agressões gratuitas, claro, Altman apelou para o mesmo tipo de ataque pessoal à minha condição de saúde passada, digno dos fascistas mais torpes. 


E detalhe: CONTINOU me ridicularizando pela Depressão mesmo depois de eu afirmar que já estava curado e que a doença, na época, me deixou completamente paralisado por pelo menos 6 meses, como um zumbi, e unicamente com desejos suicidas. Não conseguia sentir nada nem pela minha filha recém-nascida!

Ou seja, ao tentar associar agressividade e surtos com a Depressão ainda demonstra preconceito e ignorância. Sem dizer que trazer um tema assim para uma discussão política é o mesmo que tentar humilhar alguém fazendo menção à sua cor de pele, sexualidade ou gênero. 


Se eu fosse negro ele me mandaria calar a boca e voltar para a Senzala? Se eu fosse mulher, diria que era hora de um lavar a louça e parar de encher o saco dele? Se eu fosse um travesti, ele me acusaria de falta de "rola no cú" como motivo dos meus questionamentos?

Novamente, coisa de fascistas da pior espécie, que todos nós da esquerda enfrentamos em nosso dia a dia de militância. Algo que um esquerdista de gabinete certamente não vive.

Comprove abaixo.




Agora eu pergunto: esse é o tipo de gente que se diz o "farol da intelectualidade esquerdista"? Adianta o cara escrever milhões de artigos defendendo a esquerda, se quando é contrariado publicamente, age como um "camisa negra" do Mussolini?

Confesso que não esperava isso de um cara assim. Mas eu sempre digo: esquerdista da porta pra fora, fascista da porta pra dentro. Conheço vários.


O que será que os petistas clássicos que tem ligação a essa pessoa tem a dizer sobre o caso?

E nem venham me acusar de fogo amigo, pois alguém que agride seus companheiros de partido para defender um canalha comprovadamente sem escrúpulos como Gilberto Maringoni não deveria nem estar no PT.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Gilberto Maringoni, do PSOL, usa doença que tive para me difamar publicamente


Há dois anos, sofri de Depressão e quase perdi minha vida. Se não fosse meu médico, certamente teria ido desta para melhor. 

Em uma postagem canalha que Gilberto Maringoni, guru intelectual do PSOL e dos Black Bostas, publicou em seu perfil novamente difamando o PT, ataquei-o de forma contundente em relação à sua postura ideológica e apoio aos golpistas no Brasil. 


Fui duro e o chamei inclusive de "bosta" (que o bolo fecal verdadeiro me perdoe pela comparação, pois não merece, afinal nunca vi um cocô esfaqueando pelas costas seus ex-companheiros de luta). 



Mas minha crítica foi APENAS contra seus posicionamentos, nunca contra sua pessoa. Poderia até ter feito ataques pessoais, pois alguns podres do Maringoni são de domínio público, porém jamais faria isso com um inimigo político, nem mesmo um "come mierda" como ele (que é como os cubanos chamam os traíras).

Mas, a resposta que ele me deu foi a que posto abaixo, como imagem. 




Fez referências jocosas à minha doença, que certamente foi dita a ele por algum de seus cupinchas, até porque eu nunca escondi isso e inclusive usei minha experiência com a terrível doença para alertar outras pessoas, falando sobre isso em meu blog (clique aqui para ler)

E detalhe: bloqueou-me em seguida, impedindo que eu respondesse.

Esse é o comportamento de alguém que se diz de esquerda? Ainda por cima um suposto intelectual?

Tirem suas próprias conclusões. Depois pensem bem se querem realmente seguir canalhas sem escrúpulos como ele. Amanhã, a vítima pode ser você...




sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Por que a Globo é contra o governo venezuelano

Chávez e Globo tinham um história de beligerância explícita. Ambos defendem  interesses antagônicos. Se estivéssemos na França de 1789, a Globo defenderia a Bastilha e Chávez seria um jacobino. 


- por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

Noto, nas redes sociais, revolta contra a maneira como a Globo vem cobrindo a crise na Venezuela.

A Globo ataca, ataca e ainda ataca o governo eleito.

Não existe razão para surpresa. Inimaginável seria a Globo apoiar qualquer tipo de causa popular.

O problema começou com Chávez.

Chávez e Globo tinham um história de beligerância explícita. Ambos defendem interesses antagônicos.

Se estivéssemos na França de 1789, a Globo defenderia a Bastilha e Chávez seria um jacobino. Em vez de recitar Bolívar, ele repetiria Rousseau.

Chávez cometeu um crime mortal para a Globo: não renovou a concessão de uma emissora que tramara sua queda. Veja: um grupo empresarial usara algo que ganhara do Estado — a concessão para um canal de tevê — para tentar derrubar o presidente que o povo elegera. Chávez fez o que tinha que fazer. E o que ele fez é o maior pesadelo das Organizações Globo: a ruptura da concessão.

Há uma cena clássica que registra a hostilidade entre Chávez e a Globo. Foi, felizmente, registrada pelas câmaras. É um documento histórico. Você pode vê-la no pé deste artigo.

Chávez está dando uma coletiva, e um repórter ganha a palavra para uma pergunta. É um brasileiro, e trabalha na Globo. Fala num espanhol decente, e depois de se apresentar interroga Chávez sobre supostas agressões à liberdade de expressão.

Toca, especificamente, numa multa aplicada a um jornalista pela justiça venezuelana.

Chávez ouve pacientemente. No meio da longa questão, ele indaga se o jornalista já concluiu a pergunta. E depois diz: “Sei que você veio aqui com uma missão e, se não a cumprir, vai ser demitido. Não adianta eu sugerir a você que visite determinados lugares ou fale com certas pessoas, porque você vai ter que fazer o que esperam que você faça.”

Quem conhece os bastidores do jornalismo sabe que quando um repórter da Globo vai para a Venezuela a pauta já está pronta. É só preencher os brancos. Não existe uma genuína investigação. A condenação da reportagem já está estabelecida antes que a pauta seja passada ao repórter.

Lamento se isso desilude os ingênuos que acreditam em objetividade jornalística brasileira, mas a vida é o que é. Na BBC, o repórter poderia de fato narrar o que viu. Na Globo, vai confirmar o que o seu chefe lhe disse. É uma viagem, a rigor, inútil: serve apenas para chancelar, aspas, a paulada que será dada.

“Como cidadão latino-americano, você é bem-vindo”, diz Chávez ao repórter da Globo. “Como representante da Globo, não.”

Chávez lembrou coisas óbvias: o quanto a Globo esteve envolvida em coisas nocivas ao povo brasileiro, como a derrubada de João Goulart e a instalação de uma ditadura militar em 1964.

Essa ditadura, patrocinada pela Globo, tornou o Brasil um dos campeões mundiais em iniquidade social. Conquistas trabalhistas foram pilhadas, como a estabilidade no emprego, e os trabalhadores ficaram impedidos de reagir porque foi proibida pelos ditadores sua única arma – a greve.

Não vou falar na destruição do ensino público de qualidade pela ditadura, uma obra que ceifou uma das mais eficientes escadas de mobilidade social. Também não vou falar nas torturas e assassinatos dos que se insurgiram contra o golpe.

Chávez, na coletiva, acusou a Globo de servir aos interesses americanos.
Aí tenho para mim que ele errou parcialmente.

A Globo, ao longo de sua história, colocou sempre à frente não os interesses americanos – mas os seus próprios, confundidos, na retórica, com o interesse público, aspas.

Tem sido bem sucedida nisso.

O Brasil tem milhões de favelados, milhões de pessoas atiradas na pobreza porque lhes foi negado ensino digno, milhões de crianças nascidas e crescidas sem coisas como água encanada.

Mas a família Marinho, antes com Roberto Marinho e agora com seus três filhos, está no topo da lista de bilionários do Brasil. 

Roberto Marinho se dizia “condenado ao sucesso”. O que ele não disse é que para que isso ocorresse uma quantidade vergonhosa de brasileiros seria condenada à miséria.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Trilhas: "Robocop" (2014), por Pedro Bromfman

Brasileiro vai a Roliúdi imitar Hanzimmer

- por André Lux, crítico-spam

Não vi o novo "Robocop", dirigido pelo queridinho da revista Veja José Padilha, mas a trilha composta pelo seu parceiro de "Tropa de Elite", Pedro Bromfman, eu já ouvi e posso dizer: é um lixo.

É triste ver um brasileiro conseguindo a proeza de compor a partitura para um filme classe A de um grande estúdio estadunidense para simplesmente copiar o "estilo" do abominável Hanzimmer e seu exército de clones (alguns mais talentosos que o "mestre", diga-se de passagem!).

Mas, imagino que nem seja culpa do compositor, pois certamente foi obrigado a emular o "estilo" Zimmer de fazer trilhas para o cinema, que é a última moda hoje em Roliúdi. Afinal, deu certo nos filmes do "Batman", então é tudo que os adolescentes que lotam os cinemas hoje em dia querem ouvir, certamente imaginam os executivos dos estúdios.

Então, a trilha do novo "Robocop" é o resultado dos sons de uma grande orquestra, sintetizadores, percussão em loop e instrumentos de rock'n roll manipulados ao ponto de tudo parecer a mesma coisa, tocando aqueles manjados ostinatos que Zimmer utilizou em "Batman" e agora aparecem em todas as trilhas de filmes de ação estadunidense (a grande questão, todavia, é: será que Zimmer ao menos sabe o que ostinato significa?).

Bromfman? Zimmer? Tanto faz
Solos pesados de violoncelos são usados em qualquer cena "dramática" e os metais explodem em grandes notas em uníssono nos momentos de perigo, no que os críticos passaram a chamar ironicamente de "As Buzinas da Perdição" (Horns of Doom) - ambos marcas registradas do abominável Zimmer.

O pior é quando Bromfman cita o tema clássico para o filme original, composto pelo grande Basil Poledouris, na faixa "Title Card", pois isso nos lembra o quanto aquela trilha era boa e perfeita para o filme e o quanto essa nova é ruim e absolutamente genérica.

O fato é que essa música poderia ser colocada para tocar em qualquer um desses filmes de ação produzidos nos EUA nos últimos 10 anos, tipo "Transformers" ou o novo "Fúria de Titãs", sem qualquer prejuízo, ninguém ia nem perceber a diferença.

É uma pena ver um brasileiro sendo obrigado a produzir uma música tão sem personalidade, ao ponto de soar burocrática e anônima. Enfim, mais um produto que mostra o quanto o cinemão comercial estadunidense decaiu e continua decaindo. 

Cotação: *

A música de John Williams na Orquestra Sinfônica Brasileira


Homenagem ao compositor John Williams é uma das atrações da Temporada 2014 da Orquestra Sinfônica Brasileira

Em agosto, no Rio e em São Paulo, sob regência deRoberto Minczuk, a OSB apresentará as trilhas sonoras de filmes como “Harry Poter e a Pedra Filosofal”, “Jurassic Park”, “E.T”, “Tubarão”, “Guerra nas Estrelas”, “Superman” e “A lista de Schindler”.

O lançamento oficial da Temporada 2014 acontecerá em 15 de março. E, no dia 18, iniciam-se as vendas de assinaturas para as séries no Rio (Theatro Municipal do Rio de Janeiro).

Acompanhe as notícias da Orquestra Sinfônica Brasileira pela página no facebook e também, em nosso site: http://osb.com.br/.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Black Blocs querem desestabilizar a democracia a serviço dos "sem votos"


- por Edgar Borges Júnior

Sobre o assassinato (sim, chamemos as coisas pelo nome, o cara não estava andando na rua, infartou e morreu) do cinegrafista Santiago Andrade, cabem algumas considerações:

1 - Alguns vem falar que não se deve criminalizar os movimentos sociais por conta do assassinato. E desde quando é movimento social andar com rojão na mochila? Com soco inglês, mascarados? Lula, José Rainha, João Pedro Stédile, Betinho, Dom Paulo Evaristo Arns, FHC nas passeatas pelas Diretas Já, todos, fizeram seus protestos, os seus movimentos sociais, sem violência e de cara limpa.

2 - Esse "movimento social" dos black blocks reivindica o quê? Representa quem? Quem delegou representação a eles para destruir pontos de ônibus, lixeiras, lojas e assassinar cinegrafistas e queimar o Fusca de um trabalhador quem voltava da igreja com a família? 


Desde quando alguém lhes outorgou o direito de exercer a violência como forma de protesto? Até disposição em contrário, só o Estado tem o monopólio do uso da violência, pois se cada um usasse a violência que lhe é inerente e potencial, teríamos a lei de Talião, olho por olho, dente por dente. Então, para o bem e para o mal, fica o uso da violência reservado apenas para o Estado.

3 - "Temos que garantir a liberdade de expressão". Ah vá? E desde quando a liberdade de expressão, dentro de uma democracia, pode ser usada como o gérmen de destruição do seu próprio sistema? 


Aos defensores intransigentes da liberdade de expressão, vai lá na Alemanha defender Hitler e o Nazismo pra ver o que lhe acontece. Que raios de liberdade de expressão é essa que me permite soltar rojões no meio da multidão, em direção das pessoas, e matar uma delas?

4 - "Ah, mas a PM mata muito mais". Ah vá(2)? E quem aqui não protesta contra os assassinatos cometidos por policiais, geralmente contra a juventude negra nas periferias?


E desde quando dois erros fazem um acerto? Ou agora virou competição: se a PM matar uma pessoa, o "movimento social" (e não consigo parar de gargalhar quando escrevo movimento social para os black blocks) tbem tem o direito de fazê-lo?

5 - Só não vê quem não quer: a atuação desse "movimento social" dos black blocks tem como tarefa única embaralhar o processo eleitoral e evitar a reeleição da Dilma no primeiro turno. Com todo o apoio da mídia, da direita (tanto a partidária, como a enrustida) e a outra face da direita, os partidos trotskistas de extrema esquerda. 


A quinta-coluna marcha com força no Brasil, se pretendendo como esquerda revolucionária, mas que só atravanca os avanços sociais para a maioria da população. E o mais triste é saber que esses vagabundos pegam jovens na periferia e pagam uma grana pra eles irem barbarizar no meio desses "protestos".

6 - Primavera árabe, movimentos na Espanha, Egito, Síria, Ucrânia, todos tem um ponto em comum: desestabilizar governos não alinhados com o imperialismo americano. Onde os black blocks atuaram, ou a direita venceu as eleições seguintes, ou se instalou uma ditadura que defende os interesses dos EUA. Como esse ano temos eleição no Brasil, é aqui que eles estão atuando com toda a força.

7 - Que a mídia e a direita recebem apoio financeiro e logístico do capital financeiro mundial para atuar no Brasil pelos seus interesses e contra a nossa pátria, é sabido desde a ditadura militar. Ou o quê os exilados e "comunistas" FHC e Serra foram estudar nos EUA? 


O que ninguém diz, em alto e bom som, e que com certeza acontece, é que a extrema-esquerda trotskista tbem está na mesma lista de pagamentos por serviços prestados. Como bem demonstrou o miserável Plínio, ao apoiar o "esquerdista" José Serra contra o Fernando Haddad.

8 - Outro grupo social ávido por apoiar o "movimento social" dos black blocks é o de professores universitários. Muitos deles atuaram no movimento estudantil secundarista e universitário e fizeram parte de partidos de esquerda, mas por conta de seu fracasso na política partidária hoje se dedicam a atacar por todos os lados o projeto popular democrático no poder desde 2003. 


Além da inveja, tem todos os holofotes da mídia que atacar o PT e o Lula garantem, e não há classe mais pavão de auditório da mídia do que esses "intelectuais" (gargalhando e chorando de rir ao escrever intelectuais pra esse tipo de gente).

Muito brevemente essa é a minha posição sobre o que vem acontecendo no Brasil. Quem é da esquerda popular democrática e apoia o ciclo de transformações iniciado em 2003 pelo Lula e está defendendo os black blocks está dando um grande tiro no pé. 


O primeiro passo para travar o bom combate político é saber identificar os companheiros e os adversários. Sem isso, vai dar abraço em cobra e acabar picado e enrolado e esmagado por ela. 

Toda a liberdade do mundo para os verdadeiros movimentos sociais protestarem pelo que quiserem e acharem justo. Para os black blocks, a força do Estado Democrático de Direito.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Homenagem ao mestre Jerry Goldsmith

Hoje, 10 de fevereiro, seria o 85º aniversário do grande mestre Jerry Goldsmith. Infelizmente, ele perdeu a batalha para o câncer em 2004. Abaixo, o texto que escrevi no momento que soube da sua morte.

O cinema nunca será o mesmo sem Jerry Goldsmith

A morte do genial compositor é como uma luz que se apaga para nunca mais ser acesa

- por André Lux



2004 foi um ano difícil para mim e, suponho, para qualquer pessoa que tenha crescido apreciando a boa música do cinema. Um dos maiores compositores de trilhas sonoras nos deixou: Jerry Goldsmith.

Confesso que nada me havia preparado para o choque de receber a notícia de que tão ilustre artista não estava mais entre nós. 

No início a sensação era de incredulidade. Depois veio um sentimento amargo, deprimente, do tipo que se tem quando um bom e velho amigo deixa de viver. Mas como é possível sentir isso por uma pessoa que nunca havia sequer chegado perto? Como é possível ter sentimentos e laços tão profundos por alguém que jamais havia conhecido?

A resposta para essas perguntas só pode ser: a música que escrevia falava diretamente à minha alma. Era como se aquele senhor, ao escrever suas partituras, estivesse se comunicando diretamente comigo, num nível de intimidade que só pessoas realmente chegadas tem.

Afinal de contas eu cresci ouvindo a música dele e seria impossível não sofrer algum tipo de influência da sua imensa e grandiosa obra. No caso de Jerry Goldsmith, essa influência foi infinitamente maior, assim como a dor que senti ao saber que havia falecido. 



Apesar de ter começado a tomar gosto pela música do cinema com John Williams e sua trilha para ''Star Wars'', foi Goldsmith quem realmente me fisgou para esse mundo com sua partitura majestosa para ''Jornada nas Estrelas - O Filme''.

Lembro até hoje do dia em que, com apenas 9 anos de idade, arrastei meu pai até uma loja de discos para comprar essa trilha, mas só conseguimos achá-la em fita Cassete, a qual ouvi durante a minha adolescência até o ponto em que ela simplesmente se desmanchou! Felizmente com o advento do CD, não corro o risco de ver isso acontecer novamente...

Daí por diante minha vida nunca mais foi a mesma. Enquanto meus amigos corriam para ouvir o novo álbum do Duran-Duran ou do U2, lá estava eu, como um verdadeiro (e orgulhoso!) nerd, ouvindo a nova trilha do maestro Jerry Goldsmith! 

Nada mais engraçado do que chegar a uma rodinha de jovens que discutem música pop todos cheios de si e dizer que estava ouvindo em casa a trilha sonora de... ''Gremlins''! ''Como você é esquisito! De que planeta você é, cara??'', muitos me perguntavam. 

Mas eu nunca liguei para esse rótulos e tampouco sentia necessidade de deixar de ouvir o que realmente gostava só para me enturmar ou ser aceito. A música daqueles sujeitos tocava tão a fundo que não havia a menor possibilidade de não ouvi-la mais. 

É como dizem: uma vez fisgado, não tem mais volta. Mas é claro que esse gosto adquirido acaba se tornando algo solitário, afinal é muito difícil encontrar alguém que o compartilhe. Eu mesmo só fui encontrar outro colecionador de trilhas quando tinha 17 anos!



Penso que minha sorte foi ter conhecido a obra de Jerry Goldsmith bem cedo, pois sua música me abriu horizontes e me ajudou a passar pelos momentos mais difíceis, já que elas exprimiam com perfeição meus sentimentos e acabavam servindo como uma saudável catarse. 

Ou seja: quando estava nervoso, era só colocar a trilha de ''O Vento e o Leão'' ou de ''O Vingador do Futuro'' e me imaginar regendo furiosamente aquela orquestra. 

Quando sentia tristeza, bastava ouvir a ternura de ''A Ilha do Adeus'' para que meu coração voltasse a bater normalmente. Ao ter medo, nada melhor do que ouvir ''Alien: O Oitavo Passageiro'' ou ''Poltergeist'' para sentir na pele o que é o medo realmente. E assim por diante.

E Goldsmith, além de ser esse genial músico, era também uma pessoa maravilhosa. Tímido, arredio, humilde e sincero, era o tipo de profissional que levava seu trabalho muito a sério, mas que sensatamente jamais levou a si mesmo a sério a ponto de tornar-se arrogante, prepotente ou dono da verdade. 



O que mais atraia os diretores em seu trabalho era sua capacidade de colocar-se à serviço do filme, sempre disposto a colaborar e melhorar seu trabalho caso não agradasse num primeiro momento - até mesmo de produções visivelmente trash, como "Leviathan" ou "O Enxame", só para citar dois exemplos.

Essas atitudes louváveis e tão raras podem ser percebidas claramente em todas as entrevistas que ele concedeu ou nos comentários que gravou para os DVDs cujos filmes musicou. E isso é confirmado também pelas pessoas que trabalharam com ele, por seus amigos e por seus familiares, como pudemos perceber nas homenagens que recebeu mundo afora pela ocasião de sua morte.


Na semana da morte do maestro, tive uma surpresa emocionante: recebi pelo correio uma cópia do documentário que Fred Karlin fez sobre Jerry Goldsmith, o qual eu já havia assistido mas não havia copiado. E que hoje tornou-se uma raridade. O presente me foi enviado por um amigo que conheci num desses fóruns de discussões da vida, que também estava sentindo a mesma dor que eu sentia. 

Só mesmo um apreciador deste incrível compositor poderia fazer isso, assim de livre e espontânea vontade, sem pedir nada em troca. Ainda mais para alguém que nunca conheceu pessoalmente... Mais uma prova do poder de união e carinho que a música de Jerry pode ter sobre as pessoas!

A morte de Jerry Goldsmith é como uma luz que se apaga para nunca mais ser acesa. Uma perda insubstituível. Saber que nunca mais vou ao cinema só para curtir a nova trilha dele (e nunca vou perdoá-lo por ter me obrigado a ver bombas como ''A Múmia'', ''Rambo III'' ou ''A Soma de Todos os Medos''!) dá uma grande sensação de vazio. 

A sétima arte perdeu um de seus mais talentosos e versáteis artistas. E o mundo perdeu uma das pessoas mais amáveis e honestas que por aqui já estiveram, que foi capaz de, com meras notas espalhadas por uma folha de papel, tocar o coração e a mente de tantas pessoas, no mundo inteiro.

Agora, se vocês me dão licença, vou voltar a ouvir o Tema de Amor de ''Chinatown'' e chorar um pouco... 




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