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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A homofobia é uma doença. Pena não ser fatal!

Finalmente: trilha completa de "Hook - A Volta do Capitão Gancho" será lançada em março!

O selo La-La Land, especializado em trilhas sonoras de filmes, anunciou em sua página no facebook que vai lançar em 27 de março o album com a trilha completa do filme "Hook - A Volta do Capitão Gancho", sem dúvida uma das melhores e mais ricas partituras compostas pelo mestre John Williams!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Deputado Pedro Bigardi (PCdoB) defende Serra do Japi contra a especulação imobiliária

Em discurso na sessão Plenária do dia 28 de fevereiro na Assembléia Legislativa, deputado Pedro Bigardi defende Serra do Japi contra a especulação imobiliária que põe em risco o Patrimônio Ambiental da Humanidade.

Três pessoas tiveram que perder a vida para que Miguel Haddad (PSDB) resolvesse instalar defensas na Nove de Julho!

Haddad e PSDB: brincando com a vida alheia
O panfletinho oficioso do PSDB local, conhecido como "Jornaleco de Jundiaí", informa em mais uma matéria que certamente já veio pronta da assessoria de marketing da Prefeitura, que finalmente estão sendo instaladas defensas na avenida Nove de Julho - nada menos do que OITO meses depois da sua inauguração!

Outro detalhe macabro: para que isso ocorresse TRÊS pessoas tiveram que perder suas vidas após caírem dentro do Córrego do Mato, que passa no meio da avenida. Mortes trágicas, resultantes de acidentes banais que poderiam ter sido evitadas por simples defensas (guard-rails) instalados na avenida.

Mas o panfleto do PSDB local não deixa por menos. Veja como justifica esse fato lamentável: "Os acidentes com automóveis que ´mergulham´ para dentro do Córrego do Mato, na Avenida 9 de Julho, podem chegar ao fim. Após meses de processo licitatório, as defensas ao longo da via começarão a ser instaladas ainda esta semana."

Viu só que engraçadinho? Os carros "mergulham" para dentro do Córrego do Mato! O prefeito Miguel Haddad poderia inclusive organizar um concurso entre a população da cidade para ver qual é o carro que "mergulha" mais bonito dentro do Córrego do Mato, que tal? O vencedor receberia de presente um Cargo Comissionado na Prefeitura, com direito a passar o dia todo fazendo politicagem favorável ao PSDB nas redes sociais em pleno horário de serviço! Não seria um must para Jundiaí, digno de sair na capa e na coluna social do "Jornaleco de Jundiaí"?

Simples defensas teriam evitado as mortes
E, como deixa claro o panfleto dirigido pelo bisonho Sindey Mazzaropi (que só gosta de comunistas perfumados), a culpa pela falta de defensas na Nove de Julho é do processo licitatório que durou meses...

Puxa, fiquei até com dó do prefeito Miguel Haddad e de sua patota do PSDB! Imagina só, os caras doidos para colocarem as defensas na avenida, mas o maldito processo licitatório não deixava! Bem, talvez se eles tivessem feito a tal licitação DURANTE a reforma da avenida talvez não precisassem passar por esse sufoco todo, né? Vamos lembrar que a reforma de "embelezamento" da av. Nove de Julho durou praticamente TRÊS ANOS!

Mas só de sacanagem, vamos lembrar agora o que disse o secretário de Obras do município, Sinésio Scarabello Filho, no mesmo "Jornaleco de Jundiaí" (segundo informações do blog Mais Jundiaí), quando foi questionado sobre o perigo da falta de defensas na Nove de Julho: "Pelo traçado e pelas características físicas, a avenida não é perigosa. Os acidentes ocorridos tiveram como causa a imprudência", afirmou. Assim, o que evitaria quedas de veículos no leito do córrego seria, segundo ele, o paisagismo. "Haverá árvores de grande, médio e pequeno portes e o espaçamento entre elas será reduzido", garantia

Eu sei que parece brincadeira, só que o assunto é sério. Nada menos do que TRÊS pessoas tiveram que perder suas vidas para que o sr. Miguel Haddad e seus subalternos resolvessem agir. Cupinchas e capachos do PSDB certamente aparecerão aqui para tentar defender a incompetência dessa administração tucana, mas nós sabemos que não fariam o mesmo se alguma das vítimas fosse um membro da família deles, certo?

Até quando a população honesta e trabalhadora de Jundiaí vai aguentar esse descalabro calada?

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ateísmo não é religião!

Mais fogo amigo: matéria de 4 de fevereiro do Estadão dava outra paulada na avançada destruição da Serra do Japi

Avanço de condomínios na Serra do Japi afeta animais

ONG recebe araras, lontras, macacos e outros bichos feridos encontrados em áreas urbanas

- TEXTOS: Diego Zanchetta / FOTOS: Tiago Queiroz - O Estado de S.Paulo

Coruja tratada por ONG na Serra do Japi
SÃO PAULO - De pontos altos nos limites de Jundiaí com a Serra do Japi, é possível ver o avanço de prédios e condomínios sobre as franjas da mata preservada, em fenômeno semelhante ao que já ocorreu com a ocupação da Serra da Cantareira na zona norte da capital, nos anos 1990. No distrito do Parque Eloy Chaves, ao lado da Rodovia dos Bandeirantes, por exemplo, os primeiros prédios de 10 andares começaram a chegar em 2008 e não param de se multiplicar.

No mesmo bairro, condomínios com bosques de matas nativas administradas pelo Ibama também atraem famílias de paulistanos que querem morar "com vista para a serra". As placas de apartamentos à venda estão pregadas nos postes de estradas de terra da serra.

Segundo ambientalistas, essa ocupação urbana próxima da serra já provoca uma "diáspora" de animais silvestres. O reflexo mais direto está na Associação Mata Ciliar, ONG que recebe em média 9,7 animais por dia achados em áreas urbanas da região. Até 2007, esse número não passava de 5. "Quem mais sofre com essa construção desenfreada de condomínios são as onças pardas. Já encontramos oito nos últimos três anos", afirma a veterinária Cristina Harumi Adamia, de 52 anos, coordenadora da ONG.

Araras, lontras, macacos, corujas, gatos selvagens. O dia todo policiais, vizinhos e motoristas que cruzam a Bandeirantes levam animais feridos ou abandonados para a associação, localizada dentro de área de preservação permanente. A coordenadora conta que nos últimos oito meses 20 bugios morreram eletrocutados em fios de alta tensão de condomínios de Eloy Chaves, em Jundiaí. "Antes eles pulavam em galhos. Mas as árvores que usavam foram cortadas para dar lugar aos condomínios. E agora estamos ainda mais assustados com a possibilidade da chegada de hotéis. Isso vai acentuar a tentativa de fuga de animais silvestres."

A Serra do Japi também conta com nascentes e mananciais que fazem parte da Bacia do Rio Piracicaba, cujo volume hídrico é usado para o abastecimento de 2 milhões de pessoas no interior e na Grande São Paulo.

"A Serra do Japi é o último fragmento de Mata Atlântica antes do início do Cerrado. Por isso, tem espécies de fauna dos dois ecossistemas, algo único no Brasil. Se a borda da serra não for congelada, todos esses animais silvestres vão acabar fugindo para áreas urbanas, correndo risco de ser mortos", completou.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Dono do jet ski que matou menina de 3 anos é barão do lixo ligado ao PSDB

Se você, assim como eu, estava achando estranho que nenhum jornal ou TV estava dizendo o nome do dono do jet-sky que matou a menina de 3 anos em Bertioga, a matéria abaixo dá uma boa pista do motivo... E não me venham os canalhas dizendo que estou fazendo polticagem em cima de uma tragédia, pois se o sujeito fosse ligado ao PT ou algum outro partido de esquerda isso seria a manchete principal de todos os veículos do PiG, a semana toda!

Dono do jet ski é barão do lixo ligado ao PSDB

MÁQUINA PERTENCE À FAMÍLIA DO EMPRESÁRIO JOSÉ CARDOSO, QUE PRETENDIA DISPUTAR A PREFEITURA DE SUZANO EM 2012 COM APOIO DE ALCKMIN; SEU LIXÃO COLECIONA MULTAS POR IRREGULARIDADES E AGORA ELE PODE SER INDICIADO POR HOMICÍDIO DOLOSO, JÁ QUE EMPRESTOU O APARELHO, QUE MATOU GRAZIELLY, AO AFILHADO

- do site Brasil247


247 - A polícia de Bertioga, no litoral de São Paulo, divulgou nesta quarta-feira o nome do dono do jet ski que matou uma menina de três anos no último final de semana. Ele pertence à família do empresário José Augusto Cardoso, o Zé Cardoso. Ele emprestou a máquina ao afilhado, um adolescente de 14 anos, que supostamente a pilotova no momento do acidente que matou Grazielly.

O governador Geraldo Alckmin estudava apoiar Zé Cardoso para disputar a eleição municipal de Suzano este ano, pelo PSDB. O vice-presidente Nacional do PSDB e secretário de Estado de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, no entanto, se mostrou contra a nomeação. Para ele, o partido deveria lançar Paulo Tokuzumi. Um dos principais motivos pela resistência é que Zé Cardoso está com seu aterro fechado por determinação da Cetesb e da Justiça há meses e tem recebido uma multa atrás da outra por irregularidades diversas no aterro Pajoan de Itaquá

Na semana passada, a última multa recebida pelo Pajoan chegou a R$ 900 mil. Agência regional da Cetesb constatou que a empresa de Cardoso vinha recebendo novas cargas de resíduos sólidos, provenientes da coleta pública, em descumprimento à interdição imposta judicialmente desde maio do ano passado, conforme denúncia feita pela Diocese de Mogi das Cruzes. A Companhia também cancelou a autorização provisória para a área de transbordo que estava sendo utilizada pela empreiteira para transportar cerca de 250 toneladas de resíduos de Poá e Itaquaquecetuba para o encaminhamento a aterros sanitários licenciados.

Zé Cardoso pode agora ser indiciado por homicídio pelo caso Grazielly. A menina de três anos havia chegado à cidade na sexta-feira (17) junto com um grupo de dez pessoas, entre familiares e amigos, da cidade de Artur Nogueira, também no interior paulista. Era o primeiro passeio dela na praia. Ela fazia castelos de areia com a mãe na beira do mar quando foi atropelada pelo veículo em alta velocidade que saiu da água. O adolescente, segundo testemunhas, fugiu do local sem prestar socorro.

Aula rápida sobre o capitalismo segundo Marx

Tucanos em guerra: militante do PSDB chama Serra de imaturo e palhaço!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Filmes: "A Invenção de Hugo Cabret"

BELÍSSIMA CHATICE

Não dá pra endeusar um filme só porque ele homenageia o cinema, principalmente um tão sem graça.

- por André Lux, crítico-spam

É impressionante como um filme fraco e tedioso como "A Inveção de Hugo Cabret" receba tantos louvores da crítica e da academia de cinema estadunidense, ao ponto de ser o recordista de indicações para o Oscar de 2011. Tudo bem, eu concordo que o filme é muito bonito e bem feito, tem uma fotografia exuberante, um desenho de produção primoroso e uma música excelente de Howard Shore. Mas é só. O filme pode ser resumido em duas palavras: belíssima chatice!

A grande sacada do diretor Martin Scorsese, porém, foi ter feito um filme que é na verdade uma homenagem nada sutil ao próprio cinema, representado aqui na figura de Georges Meliès, que morreu na miséria depois de ter sido o primeiro grande cineasta ("Da Terra à Lua" foi um dos únicos trabalhos dele que conseguiram ser preservados). Críticos e pessoas ligadas ao cinema simplesmente adoram uma boa autoindulgência quando o assunto é a sétima arte. Nada contra, porém não dá pra endeusar um filme só porque ele homenageia o cinema, principalmente um tão sem graça.

Para piorar tudo, fica claro que Scorsese, um cineasta acostumado a fazer filmes violentos sobre gangsters e criminosos em geral (como "Os Bons Companheiros" e "Os Infiltrados"), não tem a menor noção de como construir uma narrativa alegre e voltada ao público infantil. Assim, "A Invenção de Hugo Cabret" torna-se um filme chato, arrastado, sem conflitos e incapaz de passar qualquer emoção. Suas mais de duas horas de duração saltam aos olhos e o filme parece interminável (como a maioria dos filmes do cineasta).

O roteiro, baseado em livro de Brian Selznick, é incapaz de construir qualquer surpresa ou reviravolta e é claramente dividido em dois atos que nada tem entre si. No primeiro acompanhamos o órfão Hugo Cabret tentando consertar um automato que herdou de seu falecido pai, enquanto faz a manutenção dos relógios de uma estação de trem e foge do inspetor de polícia local. De repente, tudo muda de figura quando ele descobre o segredo do robô e daí o filme vira uma modorrenta "homenagem ao cinema". Por sinal, nem o título da obra faz qualquer sentido, já que o protagonista não inventa coisa alguma!

Quem teve a brilhante ideia de escalar o Borat?
Scoresese estava tão fora de seu métier que nos apresenta uma péssima direção de atores, onde nem mesmo o grande Ben Kingsley consegue se salvar. Fiquei com pena da menina Chloe Grace Moretz, que esteve tão bem em "Deixe-me Entrar", mas aqui passa o filme todo dando o mesmo sorrisinho amarelo para a câmera. E o que dizer então da opção dele em escalar o abominável Sacha Baron Cohen, o "Borat" em pessoa, para o papel chave do inspetor de polícia? Sua "atuação" é de longe uma das coisas mais constrangedoras e caricatas que eu vi nos últimos tempos!

O fato de ter todo sido rodado com o que há de mais avançado na tecnologia 3D não acrescenta nada, exceto se você conseguir se impressionar com aquelas cenas manjadas de longos travellings da câmera e de objetos sendo jogados em direção à tela. Eu, por sinal, já deixo claro que não gosto nem um pouco de ver filmes em 3D, pois esse recurso em nada se assemelha ao que vemos no mundo real e deixa os filmes totalmente artificiais e sem qualquer profundidade de campo.

"A Inveção de Hugo Cabret" é um filme que talvez nas mãos de um Spielberg, na época em que ainda era inspirado, poderia se tornar algo interessante. Mas, feito sob a mão pesada do superestimado Scorsese acaba sendo algo penoso de se assistir.

Cotação: * *

Saída pela direita...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Filmes: "Diário de Um Jornalista Bêbado"

O PAI DO GONZO

Filme é baseado no primeiro livro de Hunter S. Thompson, autor do famoso "Medo e Delírio em Las Vegas: Uma Jornada Selvagem ao Coração do Sonho Americano"

- por André Lux, crítico-spam

"Diário de Um Jornalista Bêbado" é baseado no primeiro livro de Hunter S. Thompson, autor do famoso "Medo e Delírio em Las Vegas: Uma Jornada Selvagem ao Coração do Sonho Americano". O filme é um projeto pessoal do ator Jonhy Depp que era amigo de Thompson e atuou também na versão para os cinemas de "Medo e Delírio", do Terry Gilliam (que mesmo não resistindo a uma análise mais profunda é um dos filmes mais alucinantes e engraçados do ex-Monty Python).

Hunter S. Thompson é um jornalista que sem querer inventou o chamado "jornalismo gonzo", que é definido pelo Wikipédia como "um estilo de narrativa em jornalismo, cinematografia ou qualquer outra produção de mídia em que o narrador abandona qualquer pretensão de objetividade e se mistura profundamente com a ação". Besteira. "Jornalismo Gonzo" é o resultado do trabalho de alguém que cobriu um evento completamente bêbado e/ou drogado e aí coloca no papel suas lembranças e experiências obtidas enquanto sob efeito das drogas. Thompson, um notório alcoólatra e drogado, foi um grande crítico do chamado "sonho americano" e tirou a própria vida com um tiro de espingarda aos 68 anos de idade.

"Diário de Um Jornalista Bêbado" conta a história de um jornalista chamado Paul Kemp (alter-ego do próprio Thompson numa atuação muito boa e contida de Depp) que vai trabalhar em um pequeno jornal em Porto Rico e logo faz amizade com outro repórter igualmente alcoólatra e viciado em rinha de galo. A primeira parte do filme é uma longa sucessão de divertidas cenas de personagens alcoolizados fazendo loucuras.

Numa dessas, Kemp esbarra no novo rico Hal Sanderson (Aaron Eckhart, excelente) que quer contratar o jornalista bebum para que ele escreva matérias positivas sobre uma jogada de especulação imobiliária que vai trazer grande fortuna para os envolvidos e desgraça para os porto-riquenhos. As coisas se complicam ainda mais quando Kemp fica deslumbrado com a namorada de Sanderson, Chenault (na pele da lindíssima Amber Heard).

Esse primeiro ato é o que o filme tem de melhor, alternando cenas engraçadas com outras de crise moral que passa a sofrer o protagonista, arrastado para dentro de um esquema corrupto sem querer. É uma pena que na segunda parte a história perca a vibração e o interesse. Nem mesmo o conflito moral de Kemp é resolvido de forma minimamente satisfatória e o filme se resuma em tolas perseguições pelas estradas de terra de Porto Rico. O romance entre o protagonista e a bela Chenault não gera nenhum tipo de conflito e também é resolvido bestamente. Outra coisa que estraga o filme é a presença do péssimo Giovanni Ribisi, aqui interpretando um jornalista ainda mais louco e drogado (que ainda por cima adora ouvir discursos gravados de Hitler!), o qual poderia ter se tornado antológico caso fosse representado por um ator de verdade.

O fato é que o livro original (que só foi publicado após a morte de Thompson) não era mesmo grande coisa e traz apenas algumas pinceladas bem básicas do que viria a ser o estilo "gonzo" e as críticas ácidas do autor ao "sonho americano". Enfim, vale uma espiada, mas não espere muito.

Cotação: * * 1/2

A direita e suas meias verdades

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Miguel Haddad (PSDB) oferece cargos na Prefeitura a pastores em troca de apoio político!

- por Cesar Tayar, no blog do Beduíno

Fé demais: "Senhor, apoiei o PSDB e agora
quero aquele carguinho na prefeitura!"
O Conselho de Pastores de Jundiaí está enviando um e-mail aos seus fiéis relatando o que foi discutido e decidido com o prefeito Miguel Haddad no café da manhã realizado esta semana no Paço Municipal. UMA VERGONHA !!!

O prefeito está usando o poder público para oferecer empregos aos evangélicos em troca do apoio destes na sucessão municipal de 2012. Usam a máquina pública sem o menor constrangimento para se perpetuarem no poder. UMA LÁSTIMA !!!

E o pior. Estes pastores que se prestam a este tipo de trabalho são, na verdade, lobos vestidos de cordeiros. Usam a religião em seu próprio benefício colhendo dividendos dos acordos com este grupo político patrimonialista que suga o sangue desta pobre cidade há 20 anos. Leiam abaixo o " abençoado " e-mail e se revoltem.

De: conpas_jundiai@googlegroups.com

" Amados irmãos,

No café da manhã com o prefeito nesta quinta-feira, um dos secretários anunciou que há vagas para muitas áreas e pediu que pedíssemos para as pessoas entregar seus CV na Secretaria de Desenvolvimento Econômico no 6º andar do Paço Municipal. Peço que divulguem para suas listas. Ele falou que podem ser todas as áreas, pois se no momento não houver vaga, futuramente poderá haver.

*O Senhor te abençoe e te guarde;
o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, *
*e tenha misericórdia de ti;
o Senhor levante sobre ti o seu rosto, e te dê a paz. *
Números 6:24-26 "

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

“A grande mídia imprime no inconsciente coletivo uma visão deformada do mundo”

Livro Latifúndio midiota, do jornalista Leonardo Severo, foi lançado no Fórum Social Temático, em Porto Alegre (RS)

- por Vivian Fernandes, no Brasil de Fato

A crítica à manipulação da sociedade feita pelos grandes meios de comunicação e o papel democrático que cumpre o jornalismo alternativo. Com o debate sobre essa dupla face da mídia, o jornalista Leonardo Severo lançou seu novo livro. Sob o título Latifúndio midiota: crise$, crime$ e trapaça$, a obra traz artigos e matérias nacionais e internacionais sobre temas da luta dos trabalhadores e movimentos sociais.

Com extensa trajetória no jornalismo de resistência, Leonardo é redator do jornal Hora do Povo, assessor na área de comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), além de colaborador do jornal Brasil de Fato. O livro inaugura o selo do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

O lançamento ocorreu em 27 de janeiro durante o Fórum Social Temático, em Porto Alegre (RS). Outro lançamento está marcado para 7 de fevereiro, em São Paulo (SP), a partir das 18:30, na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509). O livro pode ser adquirido nas livrarias ou pela internet.

Como Leonardo salienta, sua obra é acima de tudo um livro militante, comprometido com a defesa do Brasil, de seu povo e da classe trabalhadora.

Leonardo, você poderia fazer uma breve apresentação do que os leitores irão encontrar no seu livro?

Leonardo Severo – Latifúndio midiota é um livro que faz uma reflexão sobre os descaminhos e a manipulação da mídia em nosso país. São conglomerados de comunicação que imprimem no inconsciente coletivo uma visão deformada do mundo. Na nossa visão, jogam para cultuar valores egocêntricos e individualistas, banalizando a violência, a mulher e as relações sociais, no sentido de manter a dominação de uma casta – que é o setor financeiro ao qual ela serve. Então, Latifúndio midiota reúne artigos publicados sobre Venezuela, Bolívia, Cuba, Paraguai e sobre o próprio Brasil no âmbito da construção de uma postura mais social e coletivista.

O que na sua experiência como jornalista o levou até a construção dessa obra?

A minha experiência indica que esses artigos que foram publicados na internet mereciam ser melhor trabalhados e debatidos. E que nesse momento de discussão do novo marco regulatório da comunicação era uma oportunidade para debater determinados temas. O livro dialoga com a necessidade de nós fortalecermos o papel protagônico do Estado – na indução ao desenvolvimento, no estímulo à empresa nacional, ao emprego e ao fortalecimento dos salários. Com isso, nós damos visibilidade a análises críticas que não aparecem nos meios de comunicação da grande mídia. O livro é uma forma que eu encontrei de sistematizar essa denúncia e de fazer uma conclamação. É um livro militante.

Qual dos artigos e matérias você destacaria como representativo do livro?

Um dos artigos que eu gosto muito é um no qual eu sistematizei uma visita que fi z à Palestina em 2001, onde me encontrei com [Yasser Arafat (1929-2004), então presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP)]. Na época a ministra de Educação superior palestina, Hanan Ashrawi, falava que as principais vítimas das balas de aço revestidas com borracha dos israelenses eram os olhos das crianças palestinas. O livro traz fotos dessas balas, do que elas faziam no cérebro das crianças. Era uma coisa bastante cínica, que era para cegar e não matar. Isso era o resultado da segunda Intifada do levante popular árabe-palestino. Essa é uma das reportagens que eu acho que dá bastante visibilidade a um tema que é totalmente manipulado pelos grandes meios de comunicação.

Você poderia relatar também alguma matéria brasileira presente no livro?

Uma matéria que nós fizemos sobre o Marcos Antonio Pedro, que foi um indígena de etnia Terena, na cidade de Sidrolândia, no interior do Mato Grosso do Sul, onde ele foi literalmente moído dentro de um frigorífi co avícola da multinacional Cargil. Esse trabalhador foi acusado de ter se suicidado. Ele caiu [em uma máquina] porque não havia as mínimas condições de segurança. A empresa, de uma hora para outra, modificou todo o local do crime. Quando ele caiu, nós temos relatos de que disseram “bom, vamos abrir por baixo [do equipamento] para tentar socorrê-lo”, mas o fiscal da empresa disse: “não, porque isso vai parar a produção”. A partir disso, nós nos dirigimos até a aldeia de onde ele era proveniente. Conseguimos reconstituir as últimas horas [de vida dele] e comprovar que na verdade Marcos tinha um grande apego pela vida. Conversei com a companheira dele, com as fi lhas. Eu tenho um orgulho muito grande do livro porque ele procura abrir espaço aos que não têm voz. (Radioagência NP)


SERVIÇO
Título: Latifúndio midiota: crime$, crise$ e trapaça$
Autor: Leonardo Wexell Severo
Editora: Papiro
Nº de páginas: 136
Preço: R$ 20,00

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Morre terceira vítima da nova 9 de Julho de Miguel Haddad (PSDB). Até quando?

Na ânsia em defender a Prefeitura, alguns chegaram a acusar injustamente, nas redes sociais, a vítima mais recente de "estar embriagado", o que é ainda mais lamentável perante o sofrimento que as famílias passam em situações como esta.

Foto: Marcelo Langue/Jornal de Jundiaí
- do blog Mais Jundiaí

Morreu no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo a terceira vítima da falta de segurança na avenida 9 de Julho. Antonio Belmiro das Virgens, 41 anos, estava internado desde o último dia 15 de janeiro, após cair com seu carro no córrego da avenida, recém-reformada. Sem defensas ou guard-rails nas margens, essa é a terceira vítima da chamada 'Nova 9'.

Vale lembrar que a Prefeitura ficou de rever a ideia de que “o paisagismo é que faria a segurança” para veículos e pedestres após, no dia 27 de maio do ano passad, mãe e filha morrerem após também cairem no córrego.

Ainda no hospital, Belmiro havia concedido uma entrevista à repórter Tereza Orrú, do Jornal de Jundiaí, em que afirmava após o acidente: "Moro em Campinas, mas costumo vir a Jundiaí visitar meu irmão. Tinha observado que não tinha nenhuma proteção e que isso poderia causar acidente", disse. Belmiro recordou ainda que no dia do acidente chovia muito e, ao passar por um cruzamento um veículo passou em alta velocidade, cortando a frente do seu carro.

Antes disso, já preocupado com a situação, este blog já alertava para o problema. "Pelo traçado e pelas características físicas, a avenida não é perigosa. Os acidentes ocorridos tiveram como causa a imprudência", afirmava o secretário de Obras, Sinésio Scarabello Filho, à época.

Na ânsia em defender a Prefeitura, alguns chegaram a acusar injustamente, nas redes sociais, a vítima mais recente de "estar embriagado", o que é ainda mais lamentável perante o sofrimento que as famílias passam em situações como esta.

A morte de Belmiro foi anunciada no próprio Jornal de Jundiaí na seção de falecimentos do último dia 9, mas não foi repercutida, passando despercebida pela opinião pública local. (colaborou Emerson Leite)

Filmes: "Um Método Perigoso"

AMORFO

Apesar do tema interessante, filme resulta no trabalho mais frio e distanciado de Cronenberg até hoje

- por André Lux, crítico-spam

O diretor David Cronenberg é conhecido por seus filmes chocantes ou, no mínimo, contundentes. Muitos deles de terror explícito repletos de efeitos especiais (o mais notável sendo “A Mosca”).

É verdade que em seus últimos filmes demonstrou uma maturidade surpreendente, fugindo do gênero que o consagrou, nos fortes suspenses policiais “Marcas da Violência” e “Senhores do Crime”.

Mesmo assim, é difícil entender porque resolveu realizar este “Um Método Perigoso”, que resultou em seu trabalho mais frio e distanciado até hoje.

O maior defeito do filme é que ele simplesmente não tem foco narrativo definido. Não decide se está contando a história da amizade entre os pais da psicanálise Jung e Freud (que depois se tornariam inimigos) ou da paciente Sabina Spielrein, a qual sofria de histeria e, depois de tratada por Jung, tornou-se ela também uma importante psicanalista.

O roteiro do badalado Christopher Hampton, baseado em sua própria peça teatral que por sua vez é inspirada em fatos reais, é muito picotado, pulando de um evento para outro sem muita coerência. Isso deixa o filme episódico e mal amarrado, impedindo o envolvimento na história e deixando até as conversas entre Jung e Freud enfadonhas.

Outros pontos negativos do filme são as interpretações de Keira Knightley (principalmente no começo, quando faz umas caretas constrangedoras) e de Viggo Mortensen como Freud, numa atuação posada e artificial. Tudo isso acaba destruindo qualquer boa intenção do projeto, que tem excelentes recriação de época, fotografia e música (de Howard Shore, colaborador constante de Cronenberg), além das boas atuações de Michael Fassbender como Jung e de Vincent Cassel como Otto Gross.

É uma pena que um assunto tão interessante tenha resultado num filme tão amorfo e indiferente.

Cotação: * *

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cenas do cotidiano...

Melhor definição de Capitalismo que já li

‎"O capitalismo é um sistema de roubo planetário exacerbado. Pode-se dizer que o capitalismo é uma ordem democrática e pacífica, mas é um regime de depredadores, é um regime de banditismo universal. E digo banditismo de maneira objetiva: chamo bandido a qualquer um que considere que a única lei de sua atividade é seu próprio proveito. Mas um sistema como este que, por um lado, tem a capacidade de se estender e, por outro, de deslocar seu centro de gravidade é um sistema que está longe de estar moribundo". - Alain Badiou, filósofo francês comunista

Alain Badiou: "O comunismo é a ideia da emancipação de toda humanidade"

O filósofo francês Alain Badiou é um homem que não teme riscos: nunca renunciou a defender um conceito que muitos acreditam ter sido queimado pela história: o comunismo. Em entrevista à Carta Maior, Badiou fala da “ideia comunista” ou da “hipótese comunista”. Segundo ele, tudo o que estava na ideia comunista, sua visão igualitária do ser humano e da sociedade, merece ser resgatado em um mundo onde tudo passou a ter um valor mercantil. Pensador crítico da modernidade, Badiou define o processo político atual como uma “guerra das democracias contra os pobres”.

- por Eduardo Febbro, Direto de Paris

Paris - Alain Badiou não tem fronteiras. Este filósofo original é o pensador francês mais conhecido fora de seu país e autor de uma obra extensa e sem concessões. Filosofia, matemática, política, literatura e até o amor circulam em seu catálogo de produções e reflexões. Sua obra, de caráter multidisciplinar, traz uma crítica férrea ao que Alain Badiou chama de “materialismo democrático”, ou seja, um sistema humano onde tudo tem um valor mercantil.

Este filósofo insubmisso é também um homem de riscos: nunca renunciou a defender um conceito que muitos acreditam ter sido queimado pela história: o comunismo. Em sua pena, Badiou fala mais da “ideia comunista” ou da “hipótese comunista” do que do sistema comunista em si. Segundo o filósofo francês, tudo o que estava na ideia comunista, sua visão igualitária do ser humano e da sociedade, merece ser resgatado.

Defensor incondicional de Marx e da ideia de uma internacionalização positiva da revolta, o horizonte de sua filosofia é polifônico: seus componente não são a exposição de um sistema fechado, mas sim um sistema metafísico exigente que inclui as teorias matemáticas modernas – Gödel – e quatro dimensões da existência: o amor, a arte, a política e a ciência. Pensador crítico da modernidade numérica, Badiou definiu os processos políticos atuais como uma “guerra das democracias contra os pobres”.

O filósofo francês é um teórico dos processos de ruptura e não um mero panfletário. Ele convoca com método a repensar o mundo, a redefinir o papel do Estado, traça os limites da “perfeição democrática”, reinterpreta a ideia de República, reatualiza as formas possíveis e não aceitas de oposição e coloca no centro da evolução social a relegitimação das lutas sociais.

Alain Badiou propõe um princípio de ação sem o qual, sugere, nenhuma vida tem sentido: a ideia. Sem ela toda existência é vazia. Com mais de 70 anos, Badiou introduziu em sua reflexão o tema do amor em um livro brilhante e comovedor, no qual o autor de “O ser e o acontecimento” define o amor como uma categoria da verdade e o sentimento amoroso como o pacto mais elevado que os indivíduos podem firmar para viver. Sua lucidez analítica o conduz inclusive a dizer que o amor, porque grátis e total, está ameaçado pelo mundo contemporâneo.

Revoluções árabes, movimento dos indignados, mobilização crescente dos grupos que estão contra a globalização, a luta ou a oposição contra as modalidades do sistema atual se multiplicaram e sofisticaram. Analisando o que ocorreu, o que você diria hoje a todos esses rebeldes do mundo para que sua ação conduza a uma autêntica construção?

Eu diria a eles que, para mim, mais importante que a consigna da anti-globalização, a qual parece sugerir que, por meio de várias medidas, pode-se re-humanizar a situação, incluindo a re-humanização do capitalismo, é a globalização da vontade popular. Globalização quer dizer vigor internacional. Mas essa globalização internacional necessita de uma ideia positiva para uni-la e não só a ideia crítica ou a combinação de desacordos e protestos. Trata-se de um ponto muito importante. Passar da revolta à ideia é passar da negação á afirmação. Somente no plano afirmativo poderemos nos unir de forma duradoura.

Um dos princípios de sua filosofia consiste em dizer que uma vida que não está regida pelo signo da ideia não é uma vida verdadeira. Agora, como defender hoje essa ideia sob a ameaça do hiper-consumo, das falsidades e injustiças da democracia parlamentar e em um mundo onde nossa relação com o outro passa pela relação com o objeto e não com as ideias ou com os indivíduos? No mundo contemporâneo, a ideia é o produto e não a relação humana.

A verdadeira vida é uma vida que aceita estar sob o signo da ideia. Dito de outro modo, uma vida que aceita ser outra coisa do que uma vida animal. Alguns dirão que há valores transcendentes, religiosos, e que é preciso submeter o animal; outros dirão, ao contrário, que devemos nos libertar desses valores transcendentes, que Deus está morto, que viva os apetites selvagens. Mas, entre ambas, há uma solução intermediária, dialética, que consiste em dizer que, na vida, através de encontros e metamorfoses, pode haver um trajeto que nos liga à universalidade. Isso é o que eu chamo “uma vida verdadeira”, ou seja, uma vida que encontrou ao menos algumas verdades.

Chamo "ideia" esse intermediário entre as verdades universais, digamos eternas para provocar um pouco os contemporâneos, e o indivíduo. Que é então uma vida sob o signo da ideia em um mundo como este? Faz falta uma distância com a circulação geral. Mas essa distância não pode ser criada só com a vontade, faz falta algo que nos ocorra, um acontecimento que nos leve a tomar posição frente ao que se passou. Pode ser um amor, um levante político, uma decepção, enfim, muitas coisas. Aí se põe em jogo a vontade para criar um mundo novo que não estará baseado na ordem do mundo tal como é, com sua lei de circulação mercantil, mas sim em um elemento novo de minha experiência.

O mundo moderno se caracteriza pela soberania das opiniões. E a opinião é algo contrário à ideia. A opinião não pretende ser universal, é minha opinião e vale tanto quanto a opinião de qualquer outra pessoa. A opinião se relaciona com a distribuição de objetos e a satisfação pessoal. Há um mercado das opiniões assim como há um mercado das ações financeiras. Há momentos em que uma opinião vale mais do que outra; mais tarde essa opinião quebra como um país. Estamos no regime geral do comércio da comunicação no qual a ideia não existe. Inclusive se suspeita da ideia e se dirá que ela é opressiva, totalitária, que se trata de uma alienação. E por que isso ocorre? Simplesmente porque a ideia é grátis. Ao contrário da opinião, a ideia não entra em nenhum mercado. Se defendemos nossa convicção, o fazemos com a ideia de que é universal. Essa ideia é, então, uma proposta compartilhada, não se pode colocá-la à venda no mercado. Mas como tudo o que é grátis, a ideia está sob suspeita.

Pergunta-se: qual é o valor do que é grátis? Justamente, o valor do grátis é que não tem valor no sentido das trocas. Seu valor é intrínseco. E como não se pode distinguir a ideia do preço do objeto a única existência da ideia está em um tipo de fidelidade existencial e vital para a ideia. A melhor metáfora para isso é encontrada no amor. Se queremos profundamente a alguém, esse amor não tem preço. É preciso aceitar os sofrimentos, as dificuldades, o fato de que sempre há uma tensão entre o que desejamos imediatamente e a resposta do outro. É preciso atravessar tudo isso.

Quando estamos enamorados, trata-se de uma ideia e isso é o que garante a continuidade desse amor. Para se opor ao mundo contemporâneo pode-se atuar na política, mas estar cativado completamente por uma obra de arte ou estar profundamente enamorado é como uma rebelião secreta e pessoal contra o mundo contemporâneo. Esse é o principal problema da vida contemporânea. Estabeleceu-se um regime de existência no qual tudo deve ser transformado em produto, em mercadoria, inclusive os textos, as ideias, os pensamentos. Marx havia antecipado isso muito bem: tudo pode ser medido segundo seu valor monetário.

Você é um dos poucos filósofos que defende o que você mesmo chama “a ideia comunista”. Como é possível defender a ideia comunista quando seu conteúdo histórico foi desastroso.

Penso que o conteúdo histórico das ideias sempre pode ser declarado desastroso. Os democratas nos falam da democracia, mas se olhamos de perto a história das democracias, ela está cheia de desastres. Para tomar o exemplo mais elementar, se tomamos a Primeira Guerra Mundial, ela foi lançada por democratas, democratas alemães, ingleses e franceses. Foi um massacre inimaginável, o qual já se demonstrou esteve ligado a apetites financeiros nas colônias africanas, apetites que não diziam respeito aqueles que seriam massacrados mais tarde. Houve milhões de mortos e de sacrificados em condições espantosas e, aceite-se ou não, isso é parte da história das democracias. Se interrogamos o conjunto das experiências históricas veremos que todo o mundo tem sangue até as orelhas.

No que se refere à palavra “comunista” em si, da mesma maneira que ocorre com a palavra “democracia”, sempre se pode argumentar que ambas tem sangue até as orelhas. Mas, por acaso, é preciso sempre inventar outra palavra? Tomemos, por exemplo, o cristianismo. O cristianismo é São Francisco de Assis, a santidade verdadeira, o advento da ideia de uma verdadeira generosidade para com os pobres, a caridade, etc.,etc. Mas, do outro lado, também é a inquisição, o terror, a tortura e o suplício. Por acaso vamos dizer que é um crime alguém se chamar de cristão? Ninguém diz isso. Eu defendo uma espécie de absolvição dos vocábulos. Eles têm o sentido dado pela sequência histórica da qual falamos.

De fato, o comunismo conheceu duas sequências histórias. A sequência histórica do século XIX, quando a palavra foi inventada e propagada para designar uma esperança histórica humana fundamental, a esperança da igualdade, da emancipação das classes oprimidas, de uma organização social igualitária e coletiva. Depois há outra sequência muito diferente onde se experimentou o comunismo, ou seja, se construiu uma forma de poder particular que buscou coletivizar a indústria e essas coisas, mas que, no final, se tornou uma forma de Estado despótico.

Eu proponho que não se sacrifique a palavra “comunismo” por causa desta segunda sequência, mas sim que ela seja resgatada com base na primeira sequência, possibilitando assim a abertura de uma terceira sequência.

Nesta terceira sequência, a palavra “comunismo” significaria o que sempre significou: a ideia de uma organização social totalmente distinta da que conhecemos e que já sabemos que está dominada por uma oligarquia financeira e econômica absolutamente feroz e indiferente aos interesses gerais da humanidade. Eu proponho então voltar ao comunismo sob a forma da ideia comunista: a ideia comunista é a ideia da emancipação de toda a humanidade, é a ideia do internacionalismo, de uma organização econômica mobilizando diretamente os produtores e não as potências exteriores; é a ideia da igualdade entre os distintos componentes da humanidade, do fim do racismo e da segregação e também é a ideia do fim das fronteiras.

Não esqueçamos que as fronteiras são uma grande característica do mundo contemporâneo. O comunismo é tudo isso. Se alguém inventar uma palavra formidável para designar tudo isso, que não seja a palavra comunismo, eu aceito. Mas a história da política não é a história das palavras, mas sim a história dos novos significados que podem ter as palavras. Em geral se opõe a palavra “democracia” à palavra “comunismo”. Eu digo que uma palavra não é mais inocente do que a outra. Não lutemos pela inocência das palavras. Discutamos sobre o que significam e o que significa aquilo que eu digo.

Agora chegamos a Marx, ou melhor dizendo, aos dois Marx: o Marx marxista e o Marx de antes do marxismo. Qual dos dois você reivindica?

Marx e marxismo têm significados muito distintos. Marx pode significar a tentativa de uma análise científica da história humana com base nos conceitos fundamentais de classe e de luta de classe, e também a ideia de que a base das diferentes formas que a organização da humanidade adquiriu no curso da história é a organização da economia. Nesta parte da obra de Marx há coisas muito interessantes como, por exemplo, a crítica da economia política. Mas também há outro Marx que é um Marx filósofo, que vem depois de Engels e que tenta mostrar que a lei das coisas deve ser buscada nas contradições principais que podem ser percebidas dentro das coisas. É o pensamento dialético, o materialismo dialético. No concreto, há uma base material de todo pensamento e este se desenvolve através de sistemas de contradição, de negação. Este é o segundo Marx. Mas também há um terceiro Marx que é o militante político. É um Marx que, em nome da ideia comunista, indica o que fazer: é o Marx fundador da Primeira Internacional, é o Marx que escreve textos admiráveis sobre a Comuna de Paris ou sobre a luta de classes na França.

Há pelo menos três Marx e o que mais me interessa, reconhecendo o mérito imenso de todos eles, é o Marx que tenta ligar a ideia comunista em sua pureza ideológica e filosófica às circunstâncias concretas. É o Marx que se pergunta pelo caminho para organizar as pessoas politicamente na direção da ideia comunista. Há ideias fundamentais que foram experimentadas e que ainda permanecem e, em cujo centro, encontramos a convicção segundo a qual nada ocorrerá enquanto uma fração significativa dos intelectuais não aceite estar organicamente ligada às grandes massas populares. Esse ponto está totalmente ausente hoje em várias regiões do mundo. Em maio de 68 e nos anos 70, este ponto foi abandonado. Hoje pagamos o preço desse abandono que significou a vitória completa e provisória do capitalismo mais brutal.

A vida concreta de Marx e Engels consistiu em participar nas manifestações na Alemanha e em tentar criar uma Internacional. E o que era a Internacional? A aliança dos intelectuais com os operários. É sempre por aí que se começa. Eu chamo então a que comecemos de novo: por um lado com a ideia comunista e, por outro, com um processo de organização sob esta ideia que, evidentemente, levará em conta o conjunto do balanço histórico, mas que, em certo sentido, terá que começar de novo.

Caído, derrotado no abismo ou simplesmente ferido? Na sua avaliação, em que fase se encontra o capitalismo: em seu ocaso, como acreditam alguns, ou somente vivendo um recesso devido a suas enormes contradições internas?

O capitalismo é um sistema de roubo planetário exacerbado. Pode-se dizer que o capitalismo é uma ordem democrática e pacífica, mas é um regime de depredadores, é um regime de banditismo universal. E digo banditismo de maneira objetiva: chamo bandido a qualquer um que considere que a única lei de sua atividade é seu próprio proveito. Mas um sistema como este que, por um lado, tem a capacidade de se estender e, por outro, de deslocar seu centro de gravidade é um sistema que está longe de estar moribundo.

Não é o caso de acreditar que, pelo fato de estarmos em uma crise sistêmica, nos encontramos à beira do colapso do capitalismo mundializado. Acreditar nisso seria ver as coisas através da pequena janela da Europa. Creio que há dois fenômenos que estão entrelaçados. O primeiro é a derrocada da segunda etapa da experiência comunista, a falência dos Estados socialistas. Essa falência abriu uma enorme brecha para o outro termo da contradição planetária que é o capitalismo mundializado. Mas também abriu novos espaços de tensões materiais. O desenvolvimento capitalista de países do porte da China e da Índia, assim como a recapitalização da ex-União Soviética tem o mesmo papel que o colonialismo no século XIX. Abriu espaços gigantes de manobra, de clientela de novos mercados.

Estamos vivendo agora esse fenômeno: a mundialização do capitalismo que se fez potente e se multiplicou pelo enfraquecimento de seu adversário histórico do período precedente. Esse fenômeno faz com que, pela primeira vez na história da humanidade, se possa falar realmente de um mercado mundial. Esse é um primeiro fenômeno. O segundo é o deslocamento do centro de gravidade. Estou convencido de que as antigas figuras imperiais, a velha Europa, por exemplo, a qual apesar de sua arrogância tem uma quantidade considerável de crimes que ainda aguardam perdão, e os Estados Unidos, apesar do fato de ainda ocupar um lugar muito importante, são na verdade entidades capitalistas progressivamente decadentes e até um pouco crepusculares. Na Ásia, na América Latina, com a dinâmica brasileira, e inclusive em algumas regiões do Oriente Médio, vemos aparecer novas potências. O sistema da expansão capitalista chegou a uma escala mundial, mas o sistema das contradições internas do capitalismo modifica sua geopolítica. As crises sistêmicas do capitalismo – hoje estamos em uma grave crise sistêmica – não têm o mesmo impacto segundo a região. Temos assim um sistema expansivo com dificuldades internas.

Mas esses novos polos se desenvolvem segundo o mesmo modelo.

Sim, e não creio que esses novos polos introduzam uma diferenciação qualitativa. É um deslocamento interno ao sistema que dá a ele margem de manobra.

Há duas versões de um de seus livros mais importantes: trata-se do Manifesto para a Filosofia. O primeiro Manifesto foi publicado há vinte anos, o segundo há dois. Se levamos em conta as revoluções árabes e as crises do sistema financeiro internacional, o que mudou fundamentalmente no mundo e no ser humano entre os dois manifestos?

O que mudou mais profundamente é a divisão subjetiva. As escolhas fundamentais às quais estiveram confrontados os indivíduos durante o primeiro período estavam ainda dominadas pela ideia da alternativa entre orientação revolucionária e democracia e economia de mercado. Dito de outro modo, estávamos na constituição do debate entre totalitarismo e democracia. Isso exige dizer quer todo o mundo estava sob o influxo do balanço da experiência histórica do século XX. O primeiro Manifesto foi publicado em 1989, quase ao final do século XX. Em escala mundial, esta discussão, que adquiriu formas distintas segundo os lugares, se focalizou em qual poderia ser o balanço deste século XX. Por acaso, temos que condenar definitivamente as experiências revolucionárias? É preciso abandoná-las porque foram despóticas, violentas? Neste sentido, a pergunta era: devemos ou não nos unir à corrente democrática e entrar na aceitação do capitalismo como um mal menor?

A eficácia do sistema não consistiu em dizer que o capitalismo era magnífico, mas sim que era o mal menor. Na verdade, tirando um punhado de pessoas ninguém pensa que o capitalismo é magnífico. Mas o que se disse nesse período foi que a alternativa era desastrosa. Há 20 anos estávamos neste contexto, ou seja, a reativação da filosofia inspirada pela moral de Kant. Ou seja, não é o caso de ter grandes ideias de transformação política voluntaristas porque isso conduz ao terror e ao crime, mas sim velar por uma democracia pacificada dentro da qual os direitos humanos estarão protegidos. Hoje esta discussão está terminada e está terminada porque todo mundo vê que o preço pago por essa democracia pacificada é muito elevado. Todo mundo toma consciência que se trata de um mundo violento, com outras violências, que a guerra segue rondando todo o tempo, que as catástrofes ecológicas e econômicas estão na ordem do dia e que, além disso, ninguém sabe para onde vamos.

Podemos imaginar que esta ferocidade da concorrência e esta constante submissão à economia de mercado durem ainda vários séculos? Todo mundo sente que não, que se trata de um sistema patrológico. Foi revelado que este sistema, que nos foi apresentado como um sistema moderado, sem dúvida em nada formidável, mas melhor que todos os demais, é um sistema patológico e extremamente perigoso. Essa é a novidade. Não podemos mais ter confiança no futuro desta visão das coisas. Estamos em uma fase de transição e incerteza. Introduziu-se a hipótese de uma espécie de humanismo renovado que poderíamos chamar de humanismo de mercado, o mercado, mas humano. Creio que essa figura, que segue vigente graças aos políticos e aos meios de comunicação, está morta. É como a União Soviética: estava morta antes de morrer. Creio que, em condições diferentes e em um universo de guerra, de catástrofes, de competição e de crise, esta ideia do capitalismo com rosto humano e da democracia moderada está morta. Agora será preciso não mais escolher entre duas visões constituídas, mas sim inventar uma.

Dessa ambivalência provém talvez a sensação de que as jovens gerações estão perdidas, sem confiança em nada?

Isso é o que sinto na juventude de hoje. Sinto que a juventude está completamente imersa no mundo tal como é, não tem ideia de outra alternativa, mas, ao mesmo tempo, está perdendo confiança neste mundo, está vendo que, na verdade, este mundo não tem futuro, carece de toda significação para o futuro. Creio que estamos em um período onde as propostas de ideias novas estão na ordem do dia, mesmo que uma boa parte da opinião não saiba disso. E não sabe porque ainda não chegamos ao final deste esgotamento interno da promessa democrática. É o que eu chamo de período intervalo: sabemos que as velhas escolhas estão acabadas, mas não sabemos ainda muito bem quais são as novas escolhas.

Vários filósofos apontam o fato de que os valores capitalistas destruíram a dimensão humana. Você acredita, ao contrário, que ainda persiste uma potência altruísta no ser humano.

Devemos olhar o que ocorreu nas manifestações dos países árabes. Nunca acreditei que essas manifestações iam inventar um novo mundo de um dia para o outro, nem pensei que essas revoltas apresentavam soluções novas para os problemas planetários. Mas o que me assombrou foi a reaparição da generosidade do movimento de passa, quer dizer, a possibilidade de agir, de sair, de protestar, de pronunciar-se independentemente do limite dos interesses imediatos e fazê-lo junto a pessoas que, sabemos, não compartilham nossos interesses. Aí encontramos a generosidade da ação, a generosidade do movimento de massa, temos a prova de que esse movimento ainda é capaz de reaparecer e reconstituir-se. Com todos os seus limites, também temos um exemplo semelhante com o movimento dos indignados.

O que fica evidente em tudo isso é que estão aí em nome de uma série de princípios, de ideias, de representações. Esse processo, obviamente, será longo. O movimento da primavera árabe me parece mais interessante que o dos indignados porque tem objetivos precisos, ou seja, a desaparição de um regime autocrático e o tema fundamental que é o horror diante da corrupção. A luta contra a corrupção é um problema capital do mundo contemporâneo. Nos indignados vimos a nostalgia do velho Estado providência. Mas volto a reiterar que o interessante em tudo isso é a capacidade de fazer algo em nome de uma ideia, mesmo que essa ideia tenha acentos nostálgicos. O que me interessa saber é se ainda temos a capacidade histórica de agir no regime da ideia e não simplesmente segundo o regime da concorrência ou da conservação. Isso para mim é fundamental. A reaparição de uma subjetividade dissidente, seja quais forem suas formas e suas referências, isso me parece muito importante.

Você publicou um livro sobre o amor, que é de uma sabedoria comovedora. Para um filósofo comprometido com a ação política e cujo pensamento integra as matemáticas, a aparição do tema do amor é pouco comum.

O amor é um tema essencial, uma experiência total. O amor está ameaçado pela sociedade contemporânea. O amor é um gesto muito forte porque significa que é preciso aceitar que a existência de outra pessoa se converta em nossa preocupação. No amor, o fundamental está em que nos aproximamos do outro com a condição de aceita-lo em minha existência de forma completa, inteira. Isso é o que diferencia o amor do interesse sexual. Este se fixa sobre o que os psicanalistas chamaram de “objetos parciais”, ou seja, eu extraio do outro alguns emblemas fetiches que me interessam e que suscitam minha excitação desejante. Não nego a sexualidade, pelo contrário. Ela é um componente do amor. Mas o amor não é isso. O amor é quando estou em estado de amar, de estar satisfeito e de sofrer e de esperar tudo o que vem do outro: a maneira como viaja, sua ausência, sua chegada, sua presença, o calor de seu corpo, minhas conversas com ele, os gostos compartilhados. Pouco a pouco, a totalidade do que o outro é torna-se um componente de minha própria existência. Isso é muito mais radical que a vaga ideia de preocupar-me com o outro. É o outro com a totalidade infinita que representa e com o qual me relaciono em um movimento subjetivo extraordinariamente profundo.

Em que sentido o amor está ameaçado pelos valores contemporâneos?

Está ameaçado porque o amor é gratuito e, desde o ponto de vista do materialismo democrático, injustificado. Por que deveria me expor ao sofrimento da aceitação da totalidade do outro? O melhor seria extrair dele o que melhor corresponde aos meus interesses imediatos e aos meus gostos e descartar o resto. O amor está ameaçado hoje porque é distribuído em fatias. Observemos como se organizam as relações nestes portais de internet onde as pessoas entram em contato: o outro já vem fatiado em fatias, um pouco como a vaca nos açougues. Seus gostos, seus interesses, a cor dos olhos, o corte dos cabelos, se é grande ou pequeno, loiro ou moreno. Vamos ter uns 40 critérios e, ao final, vamos nos dizer: vou comprar este. É exatamente o contrário do amor. O amor é justamente quando, em certo sentido, não tenho a menor ideia do que estou comprando.

E frente a essa modalidade competitiva das relações, você proclama que o amor deve ser reinventado para nos defendermos, que o amor deve reafirmar seu valor de ruptura e de loucura.

O amor deve reafirmar o fato de que está em ruptura com o conjunto das leis ordinárias do mundo contemporâneo. O amor deve ser reinventado como valor universal, como relação em direção da alteridade, daquilo que não sou eu e onde a generosidade é obrigatória. Se não aceito a generosidade, tampouco aceito o amor. Há uma generosidade amorosa que é inevitável. Sou obrigado a ir na direção do outro para que a aceitação do outro em sua totalidade possa funcionar. Essa é uma excelente escola para romper com o mundo tal como é. Minha ideia sobre a reinvenção do amor quer dizer o seguinte: uma vez que o amor se refere a essa parte da humanidade que não está entregue à competição, à selvageria; uma vez que, em sua intimidade mais poderosa, o amor exige uma espécie de confiança absoluta no outro; uma vez que vamos aceitar que este outro esteja totalmente presente em nossa própria vida, que nossa vida esteja ligada de maneira interna a esse outro, pois bem, já que tudo descrito acima é possível isso prova que não é verdade que a competitividade, o ódio, a violência, a rivalidade e a separação sejam a lei do mundo.

A política não está muito afastada de tudo isso. Para você, há uma dimensão do amor na ação política?

Sim, inclusive pode resultar perigoso. Se buscamos uma analogia política do amor eu diria que, assim como no amor onde a relação com uma pessoa tem que constituir sua totalidade existencial como um componente de minha própria existência, na política autêntica é preciso que haja uma representação inteira da humanidade. Na política verdadeira, que também é um componente da vida verdadeira, há necessariamente essa preocupação, essa convicção segundo a qual estou ali enquanto representante e agente de toda a humanidade. Do mesmo modo que ocorre no amor, onde minha preocupação, minha proposta e minha atividade estão ligadas à existência do outro em sua totalidade.

O que pode fazer um casal jovem e enamorado neste mundo violento, competitivo, onde o projeto do casal já está ameaçado pela própria dinâmica do consumo e da competição?

Creio que o projeto de um casal pode ser uma rama se não se dissolve, se não se metamorfoseia em um projeto que acabe se transformando, no fundo, na acumulação de interesses particulares. Na situação de crise e de desorientação atual o mais importante é segurar as mãos no timão da experiência pela qual estamos passando, seja no amor, na arte, na organização coletiva, no combate político. Hoje, o mais importante é a fidelidade: em um ponto, ainda que seja em apenas um, é preciso não ceder. E para não ceder devemos ser fieis ao que ocorreu, ao acontecimento. No amor, é preciso ser fiel ao encontro com o outro porque vamos criar um mundo a partir desse encontro. Claro, o mundo exerce uma pressão contrária e nos diz: “cuidado, defenda-se, não deixe que o outro abuse de ti”. Com isso está dizendo: “voltem ao comércio ordinário”.

Então, como essa pressão é muito forte, o fato de manter o timão no rumo certo, de manter vivo um elemento de exceção, já é extraordinário. É preciso lutar para conservar o excepcional que ocorre em nossas vidas. Depois veremos. Dessa forma salvaremos a ideia e saberemos o que é exatamente a felicidade. Não sou um asceta, não sou a favor do sacrifício. Estou convencido de que se conseguimos organizar uma reunião com trabalhadores e colocamos em marcha uma dinâmica, se conseguimos superar uma dificuldade no amor e nos reencontramos com a pessoa que amamos, se fazemos uma descoberta científica, então começamos a compreender o que é a felicidade. A felicidade é uma ideia fundamental. A construção amorosa é a aceitação conjunta de um sistema de riscos e de invenções.

Você também introduz uma ideia peculiar e maravilhosa: devemos fazer tudo para preservar o que nos ocorre de excepcional.

Aí está o sentido completo da vida verdadeira. Uma vida verdadeira se configura quando aceitamos os presentes perigosos que a vida nos oferece. A existência nos traz riscos, mas, na maioria das vezes, estamos mais espantados que felizes por esses presentes. Creio que aceitar isso que nos ocorre e que parece raro, estranho, imprevisível, excepcional, que seja o encontro com uma mulher ou o maio de 68, aceitar isso e suas consequências, isso é a vida, a verdadeira vida.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Filmes: "A Pele Que Habito"

REPULSIVO

Este filme ainda faz um grande mal para a luta dos homossexuais contra o preconceito. Recomendado para sádicos ou masoquistas

- por André Lux, crítico-spam

* ATENÇÃO: Essa crítica contém spoilers! *

O diretor Pedro Almodóvar fez alguns filmes muito bons (meu preferido ainda é "Carne Trêmula"), mas também fez algumas porcarias indefensáveis (como "Má Educação"). Esse "A Pele Que Habito" é de longe o seu pior trabalho.

Apesar de ser supostamente baseado na obra "Tarantula", do francês Thierry Jonquet, o filme está mais para uma releitura de "Frankenstein", com o coitado do Antonio Banderas fazendo o papel de um cirurgião plástico que quer fazer renascer os mortos. Só que aqui ele quer transformar alguém vivo num sósia da sua mulher que morreu.

Para isso, ele rapta um rapaz que, bêbado e drogado, tentou transar com sua filha sem sucesso, deixando-a ainda mais traumatizada a ponto dela se suicidar (justo quando ela estava tentando se recuperar do suicídio da mãe). Ou seja, para vingar a morte da filha, o personagem de Bandeiras transforma o pobre rapaz em um transsexual que se parece com a ex-mulher! Essa história não só é ridícula, como extremamente repulsiva (quando queria ser apenas perturbadora). Assistir a esse filme é um exercício penoso.

Aqui os recalques de Almodóvar contra os homens ditos heterossexuais nunca estiveram tão explícitos. No filme todos são loucos, drogados e estupradores (não necessariamente nesta ordem), o que só comprova que o cineasta, que é homossexual assumido, deve ter uma raiva enorme deles e usa seus filmes para se vingar de algum trauma do passado. É evidente também a atração que sente por transsexuais e travestis, figuras sempre presentes em sua obra, e por mulheres fortes e dominadoras (serão elas uma representação de algum figura materna ou da própria mãe do cineasta?).

A verdade é que este filme, além de ser repugnante, ainda faz um grande mal para a luta dos homossexuais contra o preconceito, já que utiliza do mesmo como artifício narrativo. Só recomendado para sádicos ou masoquistas.

Cotação: *

Pessoas de esquerda são mais inteligentes que as de direita, aponta estudo

Um polêmico estudo canadense que inclui dados coletados por mais de 50 anos, diz que as pessoas com opiniões políticas de direita, tendem a ser menos inteligentes do que as de esquerda. Ao mesmo tempo, adverte que as crianças de menor inteligência tendem a desenvolver pensamentos racistas e homofóbicas na idade adulta.

A pesquisa foi realizada por acadêmicos da Universidade Brock, em Ontário, e coletou a informação em mais de 15 mil pessoas, comparando o seu nível de inteligência encontrado na infância com os seus pensamentos políticos como adultos.

Os dados analisados ​​são dois estudos no Reino Unido em 1958 e 1970. Eles mediram a inteligência das crianças com idade entre 10 e 11 anos. Em seguida, são monitorados para descobrir suas posições políticas após 33 anos de idade.

“As habilidades cognitivas são fundamentais na formação de impressões de outras pessoas e ter a mente aberta. Indivíduos com menores capacidades cognitivas gravitar em torno de ideologias conservadoras que mantêm as coisas como elas são, porque isso as fornece um senso de ordem”, dizem no estudo publicado no Journal of Psychological Science.

Segundo as conclusões da equipe, as pessoas com menor nível de inteligência gravitam em torno de pensamentos de direita, porque esse os faz sentir mais seguros no poder, o que pode se relacionaa com o seu nível educacional, inclui o jornal britânico.

Mas esta não é a única conclusão a que chegou o estudo. Analisados dados de um estudo de 1986 nos Estados Unidos sobre o preconceito contra os homossexuais, descobriu-se que pessoas com baixa inteligência detectado na infância tendem a desenvolver pensamentos ligados ao racismo e homofobia.

“As ideologias conservadoras representam um elo crítico através do qual a inteligência na infância pode prever o racismo na fase adulta. Em termos psicológicos, a relação entre inteligência e preconceitos podem ser derivadas de qual a probabilidade de indivíduos com baixas habilidades cognitivas apoiarem com ideologias de direita, conservadoras, porque eles oferecem uma sensação de estabilidade e ordem “, acrescentou.

“No entanto, é claro que nem todas as pessoas pessoas prejudicadas são conservadoras”, disse a equipe de pesquisa.

Quem quiser conferir a entrevista na revista Psychology Today pode acessar o link (em inglês).

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Após denúncia do "Estadão", área que seria usada para especulação imobiliária pega fogo!

Área próxima à Serra do Japi, citada na denúncia do jornal 'O Estado de São Paulo' como provável local para construção de um hotel, ardeu em chamas durante toda a madrugada. Homens do Corpo de Bombeiros lutaram por mais de seis horas na manhã de hoje, até conseguirem extinguir as chamas. Cabe às autoridades competentes saber como este incêndio começou e qual sua real motivação. Vamos acompanhar isso atentamente. O mais estranho é que, como uma das fotos comprova, o fogo teve início em dois pontos diferentes da área. Coincidência, não? Jundiaí é mesmo a "terra das coincidências"...







Grupo de soldados dos EUA posa com símbolo nazista no Afeganistão

Precisa mesmo dizer mais alguma coisa?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Por que é preciso criminalizar a homofobia

Entrevista com Willian do Santos, vítima de atentado que repercute intensamente nas redes sociais. Agredido em Porto Alegre no domingo, garoto perdeu quatro dentes, mas garante que não deixará caso passar em branco.

- Por Rachel Duarte, no Sul21 | Fotos: Daniela Bitencourt

“Tudo que aconteceu comigo é reversível. O que permanecerá em mim é a lembrança da tragédia. Esta eu levarei para o resto da vida”, disse ao Sul21 o jovem Willian dos Santos, vítima de agressão por homofobia no último domingo (5), em Porto Alegre. Com dificuldades na fala, em razão da perda de quatro dentes e deslocamento da mandíbula, por conta da violência sofrida ao sair do cinema no bairro Cidade Baixa, o estudante de 20 anos está disposto a não deixar o caso passar em branco. “O que aconteceu comigo, aconteceu com outras pessoas e pode acontecer de novo. Estou a disposição do estado para novos esclarecimentos”, disse.

Com voz e jeito de rapaz muito humilde, William conta que embarca no próximo domingo (12) para Natal (RN) onde dará continuidade na faculdade de Relações Internacionais que cursava no Rio Grande do Sul. “Eu não estou indo embora por causa da agressão, já tinha esta oportunidade. Vou sentido em deixar os amigos, ainda mais nesta hora que todos estão me apoiando pelo que me aconteceu”, fala. O jovem chegou a aparecer no Sul21 dias antes da agressão, por conta de sua participação na marcha de abertura do Fórum Social Temático.

O coordenador do Grupo Somos, Alexandre Boer, foi procurado pelo jovem no dia da agressão e conta que ele já prestou trabalhos voluntários na ONG. “Ele é muito espontâneo, agilizado. Ele é daqueles que podemos dizer que tem o jeito de ‘bichinha’. Mas para tu seres agredido no Brasil hoje nem precisa ter cara de gay. Qualquer um confundido com homossexual está apanhando na rua”, comenta.

Willian mora com um amigo em Novo Hamburgo e ao deixar a última sessão do cinema no último domingo voltava sozinho em direção ao Centro de Porto Alegre. Na Rua Sarmento Leite, próximo a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), ele foi agredido verbalmente por dois homens. Os agressores, ambos jovens, um branco e outro negro, atacaram fisicamente William sem ele ter manifestado qualquer reação ao xingamento de “veado”.

“Achei que fosse pela minha forma comportamental ou vestimenta. Mas, neste dia eu estava ‘fantasiado de heterossexual’, como eu costumo dizer. Ainda estou costurado por dentro e por fora da boca. Minha gengiva ainda sangra. Também levei quatro pontos na testa e outros no supercílio. Mas os edemas e o inchaço estão passando. O dano estético eu vou poder recuperar”, afirma o jovem que saiu da sedação e voltou a comer apenas nesta quarta-feira (08)

“Ele chegou a ficar desacordado e ao retomar a consciência conseguiu ligar para amigos que o levaram ao HPS. Os homens levaram alguns bens pessoais e a bolsa dele, deixando o celular dele no bolso”, conta Alexandre Boer.

Assim que retomou a consciência, Willian fez uma foto da própria face. “Eu não queria parecer nojento. Foi a forma que encontrei de mostrar para as pessoas o que tinha me acontecido. Eu tentei abordar policiais na rua naquela hora, mas, com todo o sangue que eu tinha, eles não me deram bola. Acho que pensaram que eu era um bêbado qualquer”, revela.

No dia seguinte, com auxílio da ONG Somos e da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos, Willian fez o registro da ocorrência. “Levei ele no Palácio da Polícia porque lá já fazem o exame de corpo de delito. Como homofobia não é crime, o registro vai da sensibilidade da polícia. E no boletim dele o atendente percebeu que era caso de homofobia. Agrediram só o rosto dele e deixaram o telefone pra ele. Foi uma agressão gratuita”, defende o coordenador da Somos.

Casos de agressões por homofobia crescem no RS

De acordo com a diretora estadual de Direitos Humanos, Tâmara Biolo Soares, que foi avisada do caso na noite de domingo e realizou o transporte da vítima para o registro do boletim de ocorrência, infelizmente a agressão de Willian é mais comum do que se divulga. “Vamos publicar uma nota de repúdio, com base neste episódio, contra este tipo de violência, que tem acontecido como muita frequencia em Porto Alegre e aumentado a incidência também no interior do estado”, lamenta.

Segundo Tâmara, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos está atenta aos desdobramentos judiciais que serão dados ao caso de Willian. “Registramos a queixa na Ouvidoria de Segurança Pública que abriu inquérito para identificar os agressores e entrar com processo judicial no Ministério Público. Estamos acompanhando também as investigações do delegado que está com o caso”, explica.

“As pessoas não fazem o tipo de registro por constrangimento, por isso que parece que só acontecem casos fora do RS. Eles muitas vezes dizem que foi só roubo. Os índices estão crescentes e assustadores e esta população está cada vez mais vulnerável, além de estar sendo impedida de usufruir o direito de ir e vir livremente. Por isso que defendemos o projeto de criminalização da homofobia”, defende o coordenador da Somos, Alexandre Boer.

Filmes: "A Dama de Ferro"

OS NEOLIBERAIS TAMBÉM AMAM?

Filme pretende pintar um retrato humano de Margareth Tatcher, mulher que governou seu país durante 11 anos com mão de ferro e crueldade 

- por André Lux, crítico-spam

A ex-primeira ministra da Inglaterra, Margareth Tatcher, é uma espécie de musa máxima dos neoliberais, já que foi ela, em parceria com o presidente dos EUA na época Ronald Reagan, que implantou em seu país essa doutrina econômica que foi festejada pelas elites econômicas mundiais.

Como sabemos hoje, o neoliberalismo é a expressão máxima do capitalismo selvagem, na qual predominam a privatização (leia-se: doação) do patrimônio público, arrochos salariais, corte de gastos do governo com educação, saúde e qualquer outra coisa que cheira a “ser humano”, desregulamentação do mercado e perseguição brutal a sindicatos e organizações trabalhistas. O resultado dessa política desumana nós todos podemos sentir hoje na crise que assola o mundo e é resultado direto dessa doutrina que foi disseminada e implantada no resto do mundo por políticos de direita (inclusive no Brasil, durante os governos de Collor e Fernando Henrique Cardoso).

“A Dama de Ferro” pretende pintar um retrato humano dessa mulher que governou seu país durante 11 anos com mão de ferro e crueldade nunca antes vistas em uma sociedade democrática, ao ponto de seu próprio partido (Conservador) se voltar contra ela e retirá-la do governo numa virada de mesa engendrada por seus ex-aliados.

Meryl Streep tem uma atuação que está sendo bastante elogiada e concorre novamente ao prêmio Oscar da indústria cultural estadunidense, porém na minha opinião não é tudo isso. Primeiro porque é uma atuação de fora para dentro, toda baseada em efeitos de maquiagem e na cópia dos tiques e sotaques de Tatcher. Segundo, porque o roteiro não lhe dá grandes cenas e concentra-se quase todo nos últimos anos da musa do neoliberalismo, quando já sofria de demência em estado avançado, ao ponto de passar a maior parte do tempo conversando com o “fantasma” do marido morto.

Por meio de esparsos flashbacks, o filme vai mostrando sua trajetória, desde a criação familiar (seu pai pobre porém conservador - vejam que paradoxo! - teve importância fundamental na formação do caráter de Tatcher, diz o roteiro) até sua primeira vitória para o parlamento. Nesse ponto “A Dama de Ferro” resvala em uma certa ingenuidade, pintando Tatcher como uma mulher determinada que venceu o preconceito e o machismo dos homens de seu partido impondo sua visão de mundo e conquistando suas vitórias políticas.

Na vida real não me parece que isso tenha ocorrido dessa forma, pois a elite econômica que dominava a política na Inglaterra pode ter muitos defeitos, mas de bobos não tem nada. Assim, é muito mais provável que tenham enxergado na tola e crédula Tatcher uma maneira de seduzir uma parte do eleitorado que era arredio à nata da sociedade, na figura daquela mulher que, embora oriunda das classes inferiores, defendia com unhas e dentes os dogmas ideológicos que serviam para manter os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres (que é o objetivo máximo do neoliberalismo).

Piada pronta: Tatcher recebe a "medalha presidencial 
da liberdade" das mãos do facínora George Bush.

É interessante também o esforço que o filme faz no sentido de “humanizar” o personagem, inclusive mostrando que os neoliberais também podem amar. Só que isso acaba sendo descontruído durante a própria projeção, já que fica óbvio que Tatcher casou por interesse com um rico industrial para poder ser aceita pelas elites de seu partido. Ou seja, o que essa mulher amava mesmo era o dinheiro, o poder e o status (não necessariamente nessa ordem), tanto é que depois praticamente abandonou a família para perseguir obsessivamente seus ideais políticos (ao ponto de ser rejeitada pelo filho).

Nesse ponto ao menos o filme tem sucesso, pois mostra de maneira clara que até uma pessoa cruel, fria e calculista como a Sra. Tatcher é também apenas um ser humano e que, no caso dela, só vai sentir o peso de suas ações monstruosas no final da vida, embora isso não a faça mudar de opinião em relação às suas convicções. “O problema do mundo é que as pessoas sentem demais e pensam de menos”, vaticina a idosa Tatcher. Não, o problema do mundo são pessoas como a senhora.

Deus nos livre de ser governado por gente assim.

Cotação: * * *

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Depois de "puxão de orelha" do PiG, Miguel Haddad volta atrás e posa de defensor da Serra do Japi!

Miguel posa de protetor 
da Serra: pra boi dormir
Fiz questão de publicar a matéria abaixo, que saiu no Estadão sábado dia 04, para mostrar como são hipócritas e demagogos os políticos do PSDB aqui de Jundiaí.

Conforme noticiou o Estadão, que é um panfleto de direita que apoiou abertamente Serra do PSDB nas últimas eleições para Presidente, "a Prefeitura de Jundiaí quer liberar 'empreendimentos sustentáveis' em 7,26 milhões de m², o equivalente a cinco Parques do Ibirapuera, na zona de conservação da Serra do Japi.[...] As fazendas estão em região de proteção tombada pelo patrimônio histórico estadual em 1983, na borda da serra. Mas lei de Jundiaí de 2004 permite hotéis e condomínios nos terrenos. A possibilidade foi divulgada pela própria prefeitura no dia 18, em audiência pública."

Foi um tremendo de um "puxão de orelha" nos tucanos de Jundiaí que, acuados pelo fogo amigo do ultra-reacionário Estadão e pela péssima repercussão dos fatos na cidade, correram para tentar desfazer a burrada. Já no sábado, o prefeito Miguel Haddad, do PSDB, com o rabinho entre as pernas correu para a imprensa amiga aqui de Jundiaí para anunciar que "proibiu na Prefeitura todo e qualquer empreendimento na Serra do Japi durante 5 anos".

O PiG jundiaiense, mais notadamente o Jornal de Jundiaí, anunciou a medida do tucano com toda pompa e circunstância - com direito a manchete na primeira página e matéria que só pode ter vinda pronta da assessoria de imprensa do prefeito!

O combativo blogueiro Cesar Tayar, ex-presidente do PPS de Jundiaí, ironiza em seu blog a iniciativa do prefeito Haddad: "Conversa para boi dormir. Uma lei maior, o Plano Diretor de Jundiaí, permite estes empreendimentos sob a leniência do poder público municipal".

Ou seja, é pura hipocrisia e demagogia em ano de eleição, pois todo mundo sabe que o sonho dessa gente é transformar a Serra do Japi em um imenso condomínio fechado de alto luxo, com uma filial da Daslu lá no topo - algo parecido com isso inclusive já foi defendido abertamente pelo editor do Jornal de Jundiaí, Sidney Mazzoni...

A pergunta que sobra é: até quando o jundiaiense vai tolerar isso? Quem viver, verá...
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