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sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Imparcialidade em ação no Puleiro de Tucanos: Jornalista da Cultura é demitida ao criticar bancos

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Dêem uma lida na notícia abaixo e vejam meu comentário a seguir:

Salete Lemos critica TV Cultura e diz que foi demitida por censura

Salete Lemos está fazendo participação fixa, com cachê, no "Hebe", mas ainda não digeriu sua demissão da Cultura, em julho. Ela diz que foi dispensada após criticar os bancos e o governo. "Um banco ameaçou tirar o patrocínio se eu não me retratasse no ar. A Cultura perdeu o compromisso com a liberdade editorial", afirma Salete. A Cultura diz que a demissão dela não teve relação com o comentário. - Fonte Folha Online.

Reparem na pegadinha da notícia da Folha (quem mais?): um banco ameaçou retirar o patrocínio da Cultura, mas, segundo a Folha, ela foi demitida por criticar os bancos e o governo!

Olha, sabem de uma coisa: bem feito! Enquanto a dona Salete Lemos e o resto da corja que trabalha hoje no "Puleiro de Tucanos" (extinta TV Cultura) metia o pau no governo Lula deviam ganhar muitos tapinhas nas costas...

Mas, foi só criticar uma corporação privada para ser sumariamente demitida.

Essa é outra jornalistazinha que vou querer ver falando de novo que existe "liberdade de imprensa" no Brasil. Igual àquele bobo do Jorge Cajuru, que achava que falava tudo que queria na televisão, até criticar o governador de Minhas Gerais, Aécio Neves (do PSDB) e ser enxotado na Bandeirantes no meio da transmissão!
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Cadê o imprensalão imparcial? Outra capa de VEJA que nunca veremos...

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Clique na imagem para vê-la em tamanho real.


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Cadê os vigaristas do CANSEI? "Promotor de Justiça" assassino segue recebendo R$ 10.800!

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Engraçado, disso o presidente da OAB/SP e líder do ridículo movimento "Cansei" não fica cansado, não é? Vejam que absurdo!

Diego Modanez, rapaz de 20 anos era filho de um conhecido meu, ex-jogador de basquete profissional. Ele foi assassinado por esse playboy podre (na foto ao lado) que nas horas vagas em que não está dando tiros à queima roupa em quem chama a namorada dele de gostosa, atua como "promotor de justiça"...

É essa a elite que, segundo a revista VEJA, enche o Brasil de orgulho por ser tão letrada, culta e superior?? E onde está a nossa gloriosa mídia corporativa denunciando esse absurdo? Que nada, o negócio deles é "mensalão", isso sim é que é notícia quente!

Depois tem uns idiotas manipulados por essa mesma mídia venal que não entendem porque a justiça brasileira é esse lixo e ainda querem jogar a culpa no governo Lula... Vejam só quem é "promotor de justiça" por aqui!

Promotores de justiça que nos MATAM de raiva

Mesmo sendo acusado de homicídio e tentativa de homicídio, ambos por motivo fútil, Thales Schoedl vem recebendo desde 2004 sem trabalhar e continuará recebendo, pelos próximos anos, agora já trabalhando, o salário de cerca de R$ 10.800 reais que os promotores recebem.

- por Cristina Moreno de Castro, do Tamos com Raiva.

Leiam o texto completo clicando neste link.
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Polêmica: Dúvidas sobre "Cartas de Iwo Jima"

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Minha crítica ao filme "Cartas de Iwo Jima" publicada na Agência Carta Maior gerou polêmica. Eu já esperava por isso, é claro, pois trata-se de um daqueles filmes super-inflados pelas agências de marketing dos mega-estúdios de Roliúdi e que ainda por cima vem cercado por uma áurea de "seriedade", sem dizer que concorreu a vários prêmios da indústria cultural deles.

Mas alguns leitores levantaram um ponto interessante que, confesso, eu mesmo fiquei bastante em dúvida quando vi o filme. Trata-se da minha afirmação que o general Kuribayashi não participou da batalha de Iwo Jima e que as cartas dele, nas quais o filme diz ser baseado, foram escritas décadas antes do conflito. Bem, essa informação eu peguei da boca dos próprios roteiristas do filme ao assistir o making of que vem nos extras do DVD.

De minha parte, não tenho o menor constrangimento de corrigir essa informação, caso ela seja mesmo incorreta. Pode ser que os roteiristas do filme se enganaram ou, quem sabe, eu entendi errado o que disseram no making of.

Todavia, é bom ressaltar que, mesmo que o tal general tenha efetivamente participado da batalha e escrito as cartas lá na ilha, minha opinião geral negativa sobre o filme não muda, nem poderia, afinal ela advém em grande parte da maneira maniqueísta e melodramática que o diretor Clint Eastwood usou para retratar os personagens japoneses, conforme procurei deixar claro em meu texto original.

Enfim, como não sou dono da verdade, reproduzo abaixo uma parte da mensagem enviada ao site por André M, que refuta as informações sobre o general em questão:

"Veja o livro "The Rising Sun", por John Tolland (por sinal uma excelente obra, que tenta mostrar não o "nosso lado" ou o "lado deles" da Guerra do Pacífico, mas faz um relato relativamente neutro do conflito e suas causas), em seu capítulo 26 , diz que Kuribayashi chegou na ilha em junho de 1944. E ainda diz que ele (durante o período em que ficou na ilha e preparava as defesas descritas no filme) escrevia para casa regularmente, sendo os destinatários sua esposa e seu filho, Taro. E levando em conta tudo o que já li sobre Kuribayashi, vejo ele representado no filme de uma forma bastante realista e sensível, pois vários atos que são atribuídos a ele no filme, como por exemplo evacuar os civis da ilha, realmente ocorreram por suas ordens. Ele era um samurai, um militar japonês, aquela classe social que tanto sofrimento trouxe ao Japão, mas ele era, sim, um ser humano, com capacidade para sentir compaixão e escrever poesias também..."

Se alguém alugar o DVD, não deixe de assistir ao making of e comprovar (ou não) as informações. E, por favor, não deixe de contribuir ao debate!
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terça-feira, 28 de agosto de 2007

Vale a pena ver de novo: Neo encontra Homer e Bonner na Matrix!

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Eu já havia postado isso aqui faz tempo, mas é sempre bom lembrar.
Neo encontra Bonner e Homer na Matrix!

O interessante é que o filme "Matrix" fala exatamente disso, da manipulação das mentes a partir da ditadura das máquinas como uma parábola à atual condição humana, escravizada por um sistema desumano e autodestruidor que trata a imensa maioria das pessoas como gado e massa de manobra.

O que o autor do vídeo abaixo fez foi apenas tirar a parábola e adaptar o tema tratado pelo filme à realidade da ditadura midiática que sofremos aqui no Brasil. A referência ao Homer Simpson, além do óbvio, vem do fato da opinião que o leitor de teleprompter da TV Globo tem em relação ao espectador médio do Jornal Nacional, proferida por ele na frente de um grupo de professores que visitava a redação.

Mas, incrível, tem gente que vê "Matrix" apenas como um filminho de ação descerebrado...

Abaixo algumas cenas do vídeo:















É sensacional!! Clique aqui e veja agora.
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Caros Amigos Especial: "CUBA, SEMPRE!"

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Meu amigo Gabriel Haddad enviou uma mensagem sobre a edição especial da revista Caros Amigos sobre Cuba. Eu já comprei, está realmente excelente! Quem quer ir além do lixo mentiroso divulgado diariamente no imprensalão e obter informações verdadeiras e honestas sobre a polêmica ilha não pode perder...

“Cuba, Sempre”
A heróica ilha que poucos conhecem de perto


O repórter Sérgio Kalili e o fotógrafo Daniel Kfouri passaram dois meses em Cuba. Por meio das dezenas de entrevistas realizadas por Kalili e da seleção das centenas de fotos registradas por Kfouri, o leitor de Caros Amigos tem um painel da Cuba que vivenciaram nesse espaço de tempo.

Os assinantes NÃO recebem a edição. É necessário comprar nas bancas, pois não é edição regular, mas especial. Reproduzirei os títulos das matérias para aguçar a curiosidade de vocês:

PERFIL: Fidel Quixote

POVO: O charme discreto do povão

SAÚDE: Os Estados Unidos se curvam

EDUCAÇÃO: Um professor para cada dez alunos

DIVERSÃO: Um ninho de esportistas

SOLIDARIEDADE: Os filhos de Fidel

MÚSICA: O rap se apresenta

DRAMA: Caso de amor entre uma americana e um cubano

CINEMA: O salto cinematográfico

SISTEMA POLÍTICO: Democracia socialista é uma redundância

ARTIGO: É preciso conhecer o país - por Alessandra Silvestri-Levy

Está imperdível!
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Incoerências do imprensalão e seus papagaios - parte 2: Afinal, a (z)elite existe ou não existe?

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Os capitães do mato do imprensalão corporativo vivem afirmando que não existe luta de classes no Brasil e que essa tal de elite que domina o país há 500 anos "é uma invenção dos cripto-comunistas e dos petralhas lulistas", sempre ávidos para devorarem criancinhas e descolarem uma grana para o "mensalão".

O sumo-sacerdote deles, aquele tal de Reynaldo Azevedo, um sujeito que com certeza nunca tomou sol na vida e costumava comandar o falido panfleto tucano "Primeira Leitura", inventou até uma alcunha maldosa para tentar tripudiar sobre o fato: Zelite - termo repetido ad nauseum pelos seus fiéis adoradores, por sinal.

Mas, semana passada, a revista Veja, porta-voz do imperialismo estadunidense e do nazi-fascismo tupiniquim, nos fez chorar de rir com uma matéria que afirmava categoricamente: "Um estudo mostra que a elite é o lado bom do Brasil". O tal estudo, diga-se de passagem, foi destroçado com requintes de crueldade pela revista Carta Capital desta semana (A elite esperneia).

Vem então aquela perguntinha básica que qualquer pessoa com o mínimo de bom senso e pensamento crítico quer fazer aos sabujos e aos papagaios da mídia de direita: mas, afinal, a (z)elite existe ou não? Com certeza eles não vão responder a pergunta, preferindo fingir-se de mortos ou então apelando para a velha tática direitista de mudar de assunto.

A mesma coisa aconteceu com o embate entre esquerda e direita. Durante décadas, os porta-vozes da direita juraram de pés juntos que as ideologias estavam mortas, que esquerda e direita não existem mais, que agora tudo é globalizado, formatado, pré-fabricado e o mundo já havia entrado na era de ouro do capitalismo de mercado cujas maravilhas só não serão aproveitadas pelos vagabundos ou fracassomaníacos...

Bom, mas batou um nazi-fascista ganhar as eleições na França para a mesma Veja trazer na capa uma chamadinha dizendo "FRANÇA - a aposta em um futuro de direita" para uma matéria cujo título afirmava: "Sarkozy: sem receio de encarnar valores de direita". Ué? Mas não diziam que esse negócio de esquerda e direita não existe?

O problema dos sabujojs do imprensalão é que, em suas ânsias de tentar detonar o governo Lula, o PT e qualquer outra ideologia progressista, ficam histéricos demais e metem os pés pelas mãos, deixando órfãos todos aqueles odiadores irracionais das esquerdas que repetem como um mantra as abobrinhas que publicam em suas páginas ou exibem em suas telas.

E, o mais triste nessa história toda, é perceber que os papagaios da direita nem se dão conta disso e continuam repetindo aqueles jargões antigos como se ainda valesssem alguma coisa, mesmo depois de terem sidos abandonados pelos seus próprios gurus...
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sábado, 25 de agosto de 2007

Choque de Gestão do PSDB: Solucionador de problemas e Manual do Tucanês

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Muito engraçado!! E pior que é assim mesmo que eles fazem...
Do blog
República Vermelha.


APRENDA TUCANÊS

Seja um mestre na arte de não dizer nada com palavras pomposas. Veja como é fácil dizer frases bombásticas em ocasiões que deseja impressionar os ouvintes, mas que não querem dizer absolutamente nada.

Você será como os grandes intelectuais tucanos, com minguados recursos de expressão, semelhantes a personagem Fabiano (de Vidas Secas de Graciliano Ramos) que decorava algumas palavras difíceis e empregava-as inteiramente fora de propósito. Ninguém fará a mais remota idéia do que foi dito, mas não admitirá tal fato, lógico... e o mais importante, as frases soam maravilhosamente bem...

Agora você vai fazer sua carreira política sem muito esforço, como o Geraldo, o FHC, José Serra... ou então vai poder ser um novo Noblábláblá... ou um Mainardi...

O método é o seguinte: Veja as palavras chaves na tabela abaixo. Escolhe-se ao acaso, um número qualquer de três algarismos e se busca a palavra correspondente a cada algarismo em cada uma das três colunas. Por exemplo: número 3-1-6 produz “planificação operacional coordenada”: e o número 7-4-0, produz “instrumentação estrutural sistemática”.

Qualquer delas pode ser referida em conversas, com indiscutível autoridade. Nada de usar metáforas claras para população entender o que está acontecendo como faz o Lula, isso é coisa de pobre!!! O objetivo do tucanês é confundir...para depois poder chamar os petistas de ignorantes, apedeutas e por ai vai:

coluna 1...... coluna 2...... coluna3
0-programação 0-funcional 0-sistemática
1-estratégia 1-operacional 1-integrada
2-mobilidade 2-dimensional 2-equilibrada
3-planificação 3-transacional 3- totalizada
4-dinâmica 4-estrutural 4-presumida
5-flexibilidade 5-global 5-balanceada
6-implementação 6-direcional 6-coordenada
7-instrumentação 7-opcional 7-combinada
8-retroação 8-central 8-estabilizada
9-projeção 9-logística 9-paralela

Pronto agora você será um intelectual tucano de classe média!!!
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sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Correção: Sobre a Enciclopédia Latinoamericana

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Eu disse que há havia comprado a minha edição da enciclopédia Latinoamericana.

Na verdade, eu ganhei da minha deliciosa esposa como presente de aniversário!

Nem preciso dizer o quanto fiquei feliz - pelo presente recebido e pela esposa que tenho -, preciso?
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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Eu já comprei e você? A maravilhosa Enciclopédia Latinoamericana



ENCICLOPÉDIA
Latinoamericana ganha prêmio Jabuti 2007

A Latinoamericana, enciclopédia contemporânea sobre a América Latina e o Caribe, organizada por Emir Sader e Ivana Jinkings, ganhou o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro de 2007, na categoria "Ciências Humanas".

- por Flávio Aguiar, da Carta Maior

SÃO PAULO - A Latinoamericana, Enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe, publicada pela Boitempo Editorial e coordenada por nosso articulista Emir Sader e Ivana Jinkings, ganhou o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, na categoria Ciencias Humanas. O prêmio Jabuti, que tem curadoria de José Goldfarb, é dos mais antigos em atividade no Brasil, e dos de maior prestígio.

A Latinoamericana tem cerca de 1400 páginas, e quase mil verbetes sobre os mais variados assuntos, de política a gastronomia, de literatura a esportes, e assim por diante. Trata da América Latina e do Caribe a partir de 1950, embora em seus verbetes haja referências históricas anteriores. Ela contou com 120 colaboradores de muitos países, entre eles vários colaboradores ou redatores da Carta Maior, como Ana Esther Ceceña, Atilio Boron, Flávio Wolf de Aguiar, Francisco de Oliveira, Gian-Carlo Delgado Ramos, Gilberto Maringoni, Marcel Gomes, Marcio Pochmann, Pablo Gentili, Ricardo Antunes.

No seu Conselho Consultivo estãp Boaventura de Souza Santos, Eduardo Galeano, István Mezsáros, Marilena Chauí, Michael Löwy e Pablo González Casanova.

A recepção da Latinoamericana na mídia brasileira convencional foi entre fria e desdenhosa, com poucas exceções. Talvez a temática da América Latina não tenha agradado, ou quem sabe a Enciclopédia foi considerada demasiadamente à esquerda, pela orientação de seus organizadores e da grande maioria de seus colaboradores. Ainda assim, embora seja uma Enciclopédia auto definida como "de posição", os verbetes são abrangentes e se pautam por procurar caracterizar o mosaico de posições ideológicas no continente.

Segundo Ivana Jinkings diz na Apresentação: "Vista de fora, essa região do planeta ainda pode parecer uma grande oportunidade perdida. No entanto, a partir deste início do século XXI nada será como antes nas terras que Simón Bolívar sonhou unificar. Porque a América Latina mudou, e porque tudo o que se passa em nossos países aponta para um futuro sem roteiros preestabelecidos. É dessa América Latina, que emerge como um conjunto para si, por meio de caminhos próprios, que este volume trata. Como um instrumento fundamental de auto-conhecimento e de divulgação de um espaço geográfico, histórico, cultural muito maior que a submissão com a qual foi historicamente identificado".

De fato, algo que a direita jamais compreenderá. Ou aceitará.

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Clique aqui para ver um pdf sobre a Enciclopédia.

Onde comprar: Livraria Cultura, Saraiva.

Atenção: não encomendem na Siciliano, pois eles não receberam e mesmo assim anunciam como se tivéssem!
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Boicote: TV Globo nunca mais!

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sexta-feira, 17 de agosto de 2007

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Racismo escancarado: Presidente da Philips e líder do "Cansei" ofende povo do Piauí

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Nossa campanha contra os golpistas do "Cansei" está dando resultados!

O presidente da Philips, em vias de ter um ataque histérico de tanto levar porrada, já queimou de vez o filme dele e do movimento golpista e anti-democrático numa entrevista ao "Valor Econômico" tecendo comentários racistas contra o povo do Piauí, que enfureceram até os fascistas do DEMo, e já anuncia que vai deixar o "Cansei" caso ele se transforme em algo "partidário". Se ele se transformar? Piada, não?

Basta apertar um pouco que esses canalhas revelam suas verdadeiras faces!

A blogosfera e a guerrilha de emails comprova sua força mais uma vez! Leiam e comprovem:

Senadores do Piauí atacam Zottolo em plenário

- por Felipe Corazza Barreto (Terra Magazine)

Senadores do Piauí reagiram em plenário às declarações do presidente da Philips, Roberto Zottolo. Em entrevista ao jornal Valor, o executivo afirmou que "Não se pode achar que o país é um Piauí, no sentido de tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado. Estamos vivendo uma calamidade, não uma tragédia".

"É um tolo, um arrogante tolo, porque tem uns dólares da Philips, ignorante da nossa história. Ó tolo, ó ignorante, imbecil mesmo. Nunca vi. É tolo. O nome dele é tolo", vociferou o senador Mão Santa (PMDB).

O parlamentar continuou: "Hoje é o aniversário, ó tolo, ó ignorante, ó imbecil, de Teresina. Teresina, tolo, ignorante, imbecil da Philips. Você está cansado? Nós não nos cansamos, não. Nós somos da luta".

Lembrando a história do estado, Mão Santa segue com os ataques a Zottolo: "Ali, está Rui Barbosa, ó tolo, ó ignorante, da Philips, cansado! Rui Barbosa, olhe lá, veja nos resultados eleitorais, ele só venceu em Teresina, mostrando uma clarividência. Ó tolo, ó ignorante, ó imbecil e cansado da Philips".

Heráclito Fortes (DEM), disse que concorda com o movimento "Cansei", fundado por Zottolo e outros empresários. Mas, logo, ataca as declarações do executivo: "Para comandar uma campanha dessa natureza, como o Cansei, é preciso, no mínimo, ter equilíbrio e respeitar os Estados da Federação, porque também cansei de arrogância e de prepotência".

Fortes continua: "Na sua entrevista apresenta algumas soluções, mas, de maneira preconceituosa, ataca o meu Estado, o Piauí". Encerrando o discurso, o senador repete o tratamento dado por Mão Santa ao executivo e completa: "Só me resta chegar à conclusão de que, além de tolo, Zottolo é megalomaníaco"

A Philips ainda não se pronunciou sobre o caso.


Governador do Piauí repudia comentário de líder do ''Cansei''

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmou que encaminhará ao presidente Lula e ao Congresso Nacional um ofício para que o governo e o parlamento se posicionem quanto ao que considera ''um deboche'' do presidente da Phillips, Paulo Zottolo, ao Estado.

Em entrevista ao jornal ''Valor Econômico'', Zottolo disse que o Brasil não pode se transformar em um ''Piauí'', isto é, ''tanto faz como tanto fez''. Para ele, o Piauí é um estado que se sumir do mapa, ninguém vai sentir falta. ''Não se pode achar que o país é um Piauí, no sentido de tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado'', comentou.
Por ironia, o comentário foi publicado justo no dia do aniversário de Teresina, que comemora hoje, 16 de agosto, 155 anos.

Em nota, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmou que ''lamentavelmente, o presidente da Philips desconhece o Piauí.''Tenho certeza de que o capitalismo afasta o homem do ser humano. Que Deus dê a ele a oportunidade de conhecer o Piauí e os homens e mulheres que aqui vivem. Para se ter uma idéia, o Piauí tem 80% de suas florestas nativas preservadas e produz oxigênio para o Brasil e para o mundo. O Piauí, segundo estudos em andamento, tem uma das maiores bacias de gás e petróleo do país'', diz a nota.

No documento, Dias lembra ainda que ''É do Piauí a melhor escola do Brasil, eleita dois anos consecutivos pelo Enem. O Piauí tem a melhor produtividade de soja, mel e algodão do país. Por coincidência, um piauiense, José Horácio de Freitas, foi diretor financeiro da Philips. Por ele e por todos os cidadãos piauienses deveríamos ter respeito. E faço a ele o convite para vir conhecer o Piauí.'' Dias afirmou ainda que enviará ofícios a todos os governadores do Nordeste e ao de São Paulo, José Serra, para que se unam ao protesto contra as declarações de Zottolo.

Matriz preocupada

Na entrevista ao Valor, Zottolo afirma que a matriz da multinacional Holandesa Philips lhe deu carta branca para atuar junto ao movimento Cansei e que ao contrário do que algumas notas de jornais afirmam, ele não está com o emprego em risco, pelo contrário, até teria recebido uma recente promoção.

Mas um relatório reservado divulgado há poucos dias mostra que a imagem de Zottolo perante a matriz da Philips não é tão cor de rosa como ele quer fazer crer e a empresa está realmente preocupada com a adesão de um de seus executivos em movimento político tido como golpista. A informação consta na edição 3194 do Relatório Reservado, boletim eletrônico diário especializado em negócios e finanças, restrito para assinantes.
"Os dirigentes do grupo na Holanda exigiram o desligamento do nome da Philips de qualquer material ou evento alusivo à campanha" – revela o Relatório.

"A voluntariosa e desastrada postura de Zottolo resultou em considerável desgaste institucional para a companhia. A repercussão virou, inclusive, agenda diplomática. A Embaixada da Holanda no Brasil teve de entrar no circuito para desfazer o profundo mal-estar que a postura da Philips gerou junto ao Palácio do Planalto" - informa.

Ao aderir o movimento de cunho político-partidário, a companhia descumpriu uma determinação da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - de que as multinacionais não interfiram na política local dos países em que atuam.

A CUT formalizou denúncia contra a Philips no Brasil na OCDE nesta quarta-feira (15).

A matéria do Valor onde consta os comentários preconceituosos do executivo da Philips, de autoria das jornalistas Maria Cristina Fernandes e Claudia Facchin, é intitulada ''Política - Zottolo diz que retira Philips do 'Cansei' se houver partidarização'' e foi publicada no jornal e na edição on-line do 'Valor Ecônomico' (www.valoronline.com.br), o 'Valor Online' só pode ser vista por assinantes, mas o Vermelho disponibiliza abaixo a íntegra do texto. Confira:

Zottolo diz que retira Philips do 'Cansei' se houver partidarização

Experimenta colocar ''Paulo Zottolo'' mais ''cansei'' no Google. Nunca fui tão xingado na minha vida. As pessoas ofendem muito facilmente sem a menor base. Saem chutando. Tem sites que dizem que sou homossexual, outros que a Philips está querendo fazer como a ATT na derrubada do Allende, no Chile''. Desde que publicou o anúncio de meia página em cinco jornais do país, ao custo de R$ 70 mil para a empresa, o presidente da Philips para a América Latina, Paulo Zottolo, caiu na boca do povo.

''Já disseram que estou sendo mandado embora e que o presidente da República exigiu ao embaixador da Holanda minha cabeça''. É rápido ao ser indagado se houve pressão. ''Promoção'', responde, sacando prontamente uma carta do integrante do conselho de administração da matriz, responsável pelas subsidiárias, Gottfried H. Dutiné, datada de 14 de agosto. Nela, a multinacional adiciona ao seu cargo o título de vice-presidente executivo da Royal Philips Electronics. A promoção não muda suas atribuições na empresa.

Antes da carta, a área de comunicação corporativa da multinacional, na Holanda, havia soltado o seguinte comunicado oficial: ''A Royal Philips Electronics informa que suas subsidiárias têm autonomia para gerenciar e responder por eventos locais''.

De capital fechado no Brasil, a empresa tem ações negociadas em bolsa na Holanda. Zottolo não vê conflito no interesse público da empresa com suas convicções privadas. Ele estará amanhã no ato que o movimento convocou para a praça da Sé, centro da cidade. Mas diz que, se o movimento for partidarizado - e ele acredita que acabará sendo - vai tirar a Philips da jogada, apesar de manter seu apoio pessoal à causa.

A Philips guarda uma extensa pauta de interesses a ser tratada com o governo federal. No dia seguinte ao acidente da TAM, o executivo tinha uma audiência marcada com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Na véspera, acamada por uma gripe forte, Dilma mandou cancelar a agenda do dia seguinte. ''Tinha ficado para o dia 14 ou 15 (de agosto), mas não recebi mais notícias''. Na audiência, Zottolo pretendia discutir com a ministra três pontos.

O primeiro item da agenda seria a instalação de uma nova fábrica da empresa no país para a produzir lâmpadas fluorescentes num amplo programa nacional de substituição das unidades incandescentes - um projeto que, avalia, poderia trazer uma economia de 30% no consumo de energia no país e evitar o anunciado apagão no setor.

O segundo era a fabricação do conversor para a captação do sinal digital de televisão: ''O governo diz que vai custar R$ 150, mas, na verdade, não vai sair por menos de R$ 800 a R$ 1 mil''.

O terceiro ponto da audiência com a ministra era a fabricação de um fogareiro que não emite fumaça e foi desenvolvido pela Philips na Índia para ser usado por famílias carentes que ainda cozinham com fogão a lenha. Ele levanta-se e tira da caixa o produto: ''Era para mostrar à ministra. Agora ela não quer mais''.

O produto seria mais uma demonstração do engajamento social da empresa: ''Seria vendido por uns quatro ou cinco dólares. Não queríamos fazer isso para ganhar dinheiro''.

Zottolo reconhece que a recusa do governo brasileiro em adotar o padrão europeu de TV digital desgastou a relação com a Philips - ''Mas isso é uma página virada''. O engajamento da empresa no ''Cansei'' iniciou um novo capítulo da relação da Philips com o governo. Ao movimento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu com o não-há-quem-ponha-mais gente-na-rua-do-que-eu.

Zottolo nunca votou em Lula - do PT, apenas o senador Eduardo Suplicy já mereceu seu voto - mas divide com o presidente as mesmas metáforas. Para dizer que o momento político exige que oposição e governo se unam em torno de objetivos comuns, apela ao casamento - ''Se você quebra o pau com seu marido por pontos de vista completamente diferentes sobre um assunto, ou porque você gosta de sushi e ele de comida italiana, ou você gosta de novela e ele de filme de terror, vocês não vão se separar. Por quê? Porque existe o amor. E o nosso amor tem que ser o Brasil''.

Compara a adesão ao ''Cansei'' a outros movimentos civis nos quais a Philips já se engajou, como o voto consciente e os programas que buscam atrair o setor privado a investir na educação pública. Mas reconhece que o momento em que o ''Cansei'' foi lançado - quando Lula era tido como o culpado número 1 do acidente da TAM - facilitou a apropriação política do movimento. ''Qualquer ação para ter impacto parte do coração. Você pede alguém em casamento no auge da paixão. Não tinha como lançar um movimento desses no dia seguinte à conquista do pentacampeonato da Copa do Mundo pelo Brasil''.

Assim como o presidente, acha que a política e o futebol têm tudo a ver. Critica quem vê o ''Cansei'' com reservas porque tem a adesão do empresário João Dória Jr, um dos arregimentadores de apoio empresarial à campanha presidencial do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. ''É o mesmo de se recusar a torcer pela seleção brasileira porque tem um jogador do Corinthians''. Como Lula, também acha que o melhor do Brasil é o brasileiro. ''Não há quem não se emocione ao ouvir o hino nacional e pense nas pessoas sofridas desse país. Acredito no patriotismo''.

Diz que quer remexer no que chama de ''marasmo cívico'' do país, que o estaria levando a se transformar num ''Piauí'': ''Não se pode achar que o país é um Piauí, no sentido de tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado. Estamos vivendo uma calamidade, não uma tragédia''.

O presidente da Philips está agora preocupado em preservar sua liberdade de opinião e em despartidarizar o movimento: ''Eu cansei, na verdade, dos partidos de oposição. Se tenho oito milhões de razões para estar contra o PT, tenho outras dez milhões contra o PSDB. É um partido que não se entende. A oposição é ridícula, destrutiva. Cada um fala o que quer e o partido age como um bloqueador de projetos no Congresso Nacional. É um absurdo que a reforma tributária não saia porque os governadores não querem. Não podemos nos conformar em ficar crescendo 4,5% ao ano e distribuindo o Bolsa Família. O Brasil quer mais. E precisamos de reformas para isso''.

Avalia que o governo, com a reação ao movimento, está perdendo a oportunidade de engajar seu grupo na pressão sobre a oposição pela união nacional.

Ao longo desses 20 dias em que o executivo envolveu-se publicamente na polêmica, não conseguiu que outras empresas de grande porte seguissem o caminho da Philips e surpreendeu-se com o medo que as pessoas de seu meio têm de se posicionar. ''Alguns disseram para mim: ''Paulo, você é muito inocente''. Respondi: ''Sou. Precisamos de 25 anos para derrubar uma ditadura e conseguir liberdade. Tudo isso para agora as pessoas terem medo do governo?''''

Na carta que enviou ontem a amigos, convocando para o ato da praça da Sé, reconhece que o engajamento da Philips é inédito. ''Alguns empresários me dizem: ''Paulo, você é muito corajoso. Admiro sua coragem de se expor desse jeito''. Mas coragem de quê? Se expor a quê? O que queremos é reposicionar o papel das empresas no debate nacional''.

O executivo diz que não se arrependerá do seu engajamento mesmo se a audiência com a ministra não for remarcada. E diz não temer represálias. ''Seria um absurdo temer represália do governo por iniciativas que a empresa tomou apenas querendo ajudar o país. O que é que o governo pode fazer? Devassa fiscal, me dizem. Mas nem as empresas podem ter medo de devassa nem o governo pode usar isso como instrumento de pressão''.

No cargo há quatro meses, depois de uma carreira na Nivea marcada pela ênfase nas estratégias de marketing, Zottolo chegou à Philips com o desafio de alavancar a marca da empresa seguindo as mesmas diretrizes mundiais do grupo. Líder em televisores no Brasil, a Philips vem enfrentando uma concorrência cada vez mais acirrada das coreanas LG e Samsung.

Sentado à mesa da antesala de seu escritório, na zona sul de São Paulo, na tarde de ontem, com as mangas arregaçadas de sua camisa branca, sem gravata, Zottolo já viu as ameaças de boicote aos produtos da Philips que circulam na internet, mas não acusa preocupação. ''Tem muita gente que é contra e que vai deixar de comprar produto Philips, mas isso é secundário. Qual é a minha função aqui? Maximizar lucro. Não mais. A empresa deve gerar lucro e ser socialmente responsável''.

Zottolo não teme que a empresa fique marcada pelo anti-lulismo: ''É uma noção do papel das empresas que está sendo colocada pela primeira vez no Brasil. A noção predominante na década de 1970, de explorar o proletariado para dar lucro ao capitalista não vale mais. A nova geração tem responsabilidade social. E a Philips, que está há 83 anos no Brasil, não pode ser acusada de querer mal ao país''.

Ainda que não se contabilizem adesões de seus pares ao movimento, Zottolo tem a convicção de que está fazendo escola no país.

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=23260
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Revolução à vista: Para entender o desespero dos reacionários

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Luiz Carlos Azenha é Jornalista com J maísculo. Daqueles que ainda nos dão orgulho da profissão. Daqueles que buscam a verdade dos fatos e que denunciam mazelas de qualquer político ou instituição, seja da direita ou da esquerda, sempre com ética e honestidade, doa a quem doer.

Eu sou petista, mas isso não quer dizer que vou tolerar, por exemplo, corrupção comprovada feita por alguém do PT, muito menos vou defenestrar o jornalista que a denunciar. Pelo contrário. O que exigimos é, apenas, pesos e medidas iguais para todos os lados - o que, convenhamos, simplesmente não existe na mídia corporativa que tem rabo preso com tudo, menos com o leitor...

Agora, Azenha escreveu um texto brilhante sobre a revolução que estamos vivendo neste exato instante e que tem provocado tanto ódio e histeria nos conservadores e reacionários que, como sempre, são os últimos a perceberm que a única constante no universo é a mudança... Leiam até o final, pois vale a pena!


Surtou? Relaxe, você não está sozinho

A internet traz um mundo diferente e ameaçador para dentro de sua casa. É uma cacofonia incrível, gritos que se multiplicam, opiniões conflitantes, baixarias e muita, muita vida inteligente. Os intelectuais perderam o monopólio do saber. Sentem-se inúteis. Bate o banzo, a angústia de quem se sente "descartado" porque desnecessário. Os jornalistas perderam o monópolio da informação. Os "especialistas" perderam o monopólio da opinião.

- por Luiz Carlos Azenha (http://viomundo.globo.com)

O Estadão lançou uma campanha publicitária tirando uma onda dos blogueiros, como se eles fossem incapazes de produzir informação de qualidade.

A resposta veio logo, na ilustração que aparece ao lado (clique na figura para vê-la em tamanho real).

Quando uma sociedade muda muito rapidamente, o que está acontecendo agora - numa velocidade de 100 km por segundo - afloram o medo e a ansiedade.

Temos visto o desalento de pensadores brasileiros expresso aqui e ali - o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, disse que o Brasil não tem jeito, "é isso aí". Cansou?

Leram a Christiane Torloni na Folha?

Ela aderiu a um movimento de protesto sem saber no que vai dar.

É política sem projeto, sem raízes sociais, política de coluna social, política de oportunismo, política do medo - tudo isso misturado num caldeirão.
Fiquemos, no entanto, no FHC, que afinal leu bem mais do que um livro.

As teorias que ele usou a vida inteira para "entender" o mundo passaram a valer tanto quanto uma nota de dois reais.

E vocês sabem que um trem tem muita dificuldade para mudar de trilho, feito o cérebro treinado para reagir de maneira automática às novidades.
Como FHC deixou de entender o mundo, passou a achar que o mundo acabou, ou está para acabar.

Sim, FHC, o SEU mundo acabou. Já era. Vem coisa nova aí. Pode ser melhor, pode ser pior, com certeza será diferente.
Alguns têm medo de mudanças, outros não.

Eu não quero preservar ESTE mundo que está aí - quando eu digo aí, FHC, não estou falando do Higienópolis, ok?

O mundo em que vivo tem 22 milhões de jovens que não trabalham e nem estudam, só na América Latina.

Por isso não sou reacionário.

É mesmo difícil entender um mundo em que a globalização cria atritos tão fortes com nossos impulsos "tribais", com o renascimento do nacionalismo em contraposição a essas forças que chegam de fora, em impulsos, "invisíveis", fazendo cabeças e fortunas especialmente através da internet.

O novo é angustiante porque gostamos da previsibilidade. Buscamos todas as noites, nos noticiários da televisão, a confirmação de que o mundo ainda existe e a segurança de que aquilo que o Bonner noticia não nos toca, estamos salvos da "crueldade" dos bandidos, das guerras, das tragédias "dos outros".

A televisão conforta pela repetição, a gente se emociona com a mãe que perdeu o filho, desliga e vai jantar. Francamente? Uma sociedade que "se vê" pela televisão está morta.

Mas isso é assunto para sociólogos e estou falando da mídia.

Enquanto a TV é o conforto do "previsível", a não ser pelas blusas da Fátima Bernardes, o jornal impresso é estático. Você lê e as letras continuam ali. Você lê, reflete, e as letras continuam no mesmo lugar. Ninguém muda de opinião no jornal impresso.

Já a internet traz um mundo diferente e ameaçador para dentro de sua casa.

É uma cacofonia incrível, gritos que se multiplicam, opiniões conflitantes, baixarias e muita, muita vida inteligente.

Os intelectuais perderam o monopólio do saber.

Sentem-se inúteis. Bate o banzo, a angústia de quem se sente "descartado" porque desnecessário.

Os jornalistas perderam o monópolio da informação.

Os "especialistas" perderam o monopólio da opinião.

Qual é o motivo que me levaria a acreditar mais num repórter do Estadão que foi a Maresias do que num morador de Maresias com o qual converso pelo Messenger?

O sujeito vive lá, conhece a praia, conhece as pessoas, ele sim é um "especialista" em Maresias.

E não cobra nada.

Recebo dele informações e fotos de Maresias sem pagar um tostão.

Posso me dar ao luxo de ter um "correspondente" em cada praia do litoral.

Mas não é só.

O documentário A Revolução não será Televisionada, sobre o golpe de 2002 na Venezuela, já foi visto por centenas de milhares de pessoas no You Tube.

No Brasil, só passou na TV Câmara e na TV Educativa do Paraná.

Mesmo a supressão da informação tem seus dias contados.

Hoje eu me informo sobre a Venezuela lendo na internet o Tal Cual, de oposição a Chávez, além da Agência Bolivariana de Notícias, que dá sua versão dos fatos.

Basta um clique e eu faço o milagre de teletransportar o internauta até a Venezuela:
http://www.talcualdigital.com/
http://www.abn.info.ve/

Também leio sobre a Venezuela no blog do Eduardo Guimarães, que é vendedor de autopeças, conhece toda a América Latina e em quem eu confio "pessoalmente", apesar de nunca tê-lo encontrado.

Essa intimidade eu não tenho com a Ana Maria Braga, nem com o Louro José, porque já tentei várias vezes falar com eles pelo aparelho de televisão e eles não me ouvem.

Meu ponto: a linguagem do jornal, da rádio e do telejornal é distante, é fria. E a gente não pode responder. Nem debater. Nem xingar.

A linguagem da internet é uma balbúrdia.

A linguagem da internet produzida pela mídia corporativa é caduca, é a linguagem de jornal transferida para o mundo digital.

Os internautas escrevem de forma apaixonada, debatem, discutem, trocam informações, fofocas, teorias conspiratórias, textos fajutos ou de altíssima qualidade.

O Luiz Alphaplus, engenheiro do ramo de telecomunicações que mora em Curitiba, escreveu - e publiquei no site - uma das análises mais interessantes sobre a privatização da telefonia que aconteceu no Brasil.

Duvido que um repórter teria um insight como o do Luiz, que matou a charada porque é do ramo: as empresas da área, segundo ele, focalizam seus esforços no marketing e nas finanças, terceirizando serviços, atendimento ao cliente e assim por diante.

São como embrulhos bonitos por fora mas feios por dentro.

Depois de ler o texto dele eu entendi melhor porque é que a gritaria dos consumidores não chega ao alto escalão de uma empresa telefônica com a mesma rapidez que chegava antes.

É a terceirização do atendimento ao cliente, que passa a ser feito, de graça, pelo Procon.

Essa nova arquitetura corporativa também é novidade.

Mal sabemos o impacto que tem em nossas vidas, além de produzir vagas com baixos salários.

O Hudson Lacerda, que ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, é um incansável batalhador contra o modelo atual de urnas eletrônicas que, segundo ele, são vulneráveis à fraude.

Não é jornalista mas tem um blog.

Veio dele a informação de que o governo da Califórnia acaba de tirar a certificação das urnas eletrônicas no estado, depois de um estudo que demonstrou que os modelos analisados são vulneráveis.

Não vi nos jornais brasileiros, mas achei relevante porque as eleições brasileiras são 100% dependentes de urnas eletrônicas.

O que quero dizer é que não tenho motivo para trocar os meus blogueiros pelo Estadão.

Mesmo porque o Estadão impresso não responde às perguntas que eu faço.

Outro dia travei o seguinte diálogo com o jornal que estava em minhas mãos:
Eu: Eu acho que essa informação que você escreveu está furada.
Jornal: [Mudo]
Eu: Responda, cara, eu quero saber mais dessa história.
Jornal: [Mudo]
Eu: Vou te rasgar todo, desgraçado, se você não responder agora!
Jornal: [Mudo]

O meu amigo do Messenger, aquele que me passa informações de Maresias, nunca fica mudo.
No máximo demora um pouco para responder porque "conversa" com 20 pessoas ao mesmo tempo.
Para todos os efeitos, é meu repórter.

Se a mídia brasileira está ansiosa e insegura diante de tantas mudanças, se os intelectuais estão perdidos com o desmoronamento de suas teorias, se a classe média medrosa aderiu maciçamente ao milenarismo, vocês que trabalham em agências de publicidade que se preparem.

Vai chegar o dia em que as grandes empresas, donas das maiores contas, vão descobrir que são vítimas de embromation.

Isso já aconteceu nos Estados Unidos.

Se eu fosse vendedor de automóveis e tivesse recursos limitados, jamais gastaria todo o meu orçamento dando tiros de canhão com o alcance da Globo.

Eu faria economia atirando em nichos específicos de mercado.

Graças à expansão da internet e da banda larga no Brasil isso vai se tornar possível.
Tiros menores, pontaria melhor, redução de custos.

Também os publicitários vão perder o monopólio da propaganda, seja ela política ou institucional.

Eu só sei que estamos em plena revolução da informação. Aposto que quem viveu em plena revolução industrial também não entendeu direito o que estava acontecendo.

Quem está no meio de um tornado não consegue enxergar o todo.

Sente medo, ansiedade, desalento, angústia.

Tudo isso se expressa socialmente: os cansados, por exemplo, nem sabem direito onde querem chegar e espero que andem, apesar do cansaço; espero que fundem um partido de direita genuíno, que dê voz às suas angústias existenciais, ou que ao menos façam psicanálise de grupo na Vila Belmiro.

O mesmo serve para o FHC, para os executivos de televisão e os editorialistas dos jornalões.

Segurem firme na cadeira, meus caros, que lucro garantido num momento como esse só o da fábrica de ansiolíticos.

O sonho do faraó FHC é ser o Eduardo Frei brasileiro.

Não há aventura política em que ele não se meta para "recuperar" o poder.

Em oito anos ele dilapidou o patrimônio público e destruiu o estado brasileiro.

Dizer que a comemoração do 7 de Setembro é "uma palhaçada", como ele disse, foi ato falho: ele não suporta ver o Brasil independente.
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terça-feira, 14 de agosto de 2007

Cansei é um luxo! Musas da máquina de fazer doido aderem ao movimento

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Tá cansada? Deita e descansa!

- por Helena Sthephanowitz, do blog Amigos do Presidente Lula.

Agora vai! quatro dondocas enfadadas com vidas enfadonhas, pertencentes à elite branca e que vivem às custas do povão que assiste seus programas, enfeitam o site do cansei. Regina Duarte mostra a "carinha" novamente, ao lado da Hebe, Ana Maria Braga (a madrinha do Passeio de Cães de Campos do Jordão) e Ivete Sangalo. Todas as quatro com cara de mal-amadas e frustradas. De quanto será que foi o cachê das cansadas? Sim por que, principalmente, a Ivete Sangalo Foi Contratada, pela Phillips, para isso. Legal mesmo é a frase das cansadas. "Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros" Como assim senhora? Eu sou Brasileira e não autorizei cansadas a falarem em meu nome, além do mais, quero fazer umas perguntas às cansadas.

- Cansou do quê? De um país que se livrou do FMI e da dívida externa?
- Cansou dos juros mais baixos da história?
- Cansou de pobre não se deixar encabrestar pela elite (de)formadora de opinião?

- Cansou de entrar na fila do aeroporto porque tem pobre viajando?
- Cansou de crédito barato?
- Cansou de tratamento de dente gratuito do Brasil Sorridente e remédio a preço simbólico?
- Cansou de ver a Polícia Federal prendendo os teus?
- Cansou de ganhar na bolsa?
- Cansou da inflação lá em baixo?
- Cansou de economia crescendo 18 trimestres seguidos?
- Cansou de política externa independente?
- Cansou de autosuficiência de petróleo?
- Cansou do melhor PAN da história?
- Cansou de ter aumento salarial acima da inflação?
- Cansou de ver a desigualdade cair?
- Cansou de ver o Nordeste crescer em ritmo chinês?
- Cansou da idéia de que seu país se imponha como vanguarda energética mundial?
- Cansou de tentar, em vão, explorar bóia-fria que agora se recusa ao trabalho degradante porque tem bolsa-família?
- Cansou de tanta terra indígena demarcada?
- Cansou da drástica redução do desmatamento na Amazônia?
- Cansou dos recordes de produção, safra e exportação agrícola?
- Cansou de ser o maior exportador de carne do mundo?
- Cansou de conviver com o otimismo e a prosperidade do povão deste país?
- Já sei, cansou de ver o operário resolvendo o que nenhum doutor ou sociólogo tiveram competência para resolver?

Não é cansaço, meu rei! É inveja...

Enquanto isso, nós que somos brasileiros e nunca cansamos, vamos continuar nosso bem-sucedido boicote.



Para boicotar o patrocinador da Ana Maria Braga, ligue 0800 727 3090 e sugira a troca da "garota" propaganda ou escreva para: http://www.carrefour.com.br/web/br/sac/default.aspx

Para boicotar a Ivete Sangalo: Não compre os cds e ainda escreva para Philips:
jayson.otke@philips.com

Para boicotar o programa da Hebe: http://www.sbt.com.br/hebe/fale

Quanto à Regina Duarte, vocês já sabem né, vamos questionar os patrocinadores estatais que fazem propaganda na Globo. Envie para a sua lista de emails, repasse aos seus amigos, familiares.

Caixa: https://www1.caixa.gov.br/ouvidoria/index.asp
(Importante você deixar seu número de telefone, a Caixa entra em contato com você de imediato).

Se preferir contato por telefone, a Central de Ouvidoria CAIXA funciona de segunda à sexta-feira no horário de 7:00 às 20:00 h pelo 0800 725 7474.

Banco do Brasil: https://www16.bancodobrasil.com.br/appbb/portal/fs/rsp/ouvidoria/index.jsp?site=ouvidoria&tipo=02
Você pode usar, também, o telefone da Ouvidoria BB 0800 729-5678

Petrobras:
Ouvidoria - http://www2.petrobras.com.br/portugues/ads/ads_Ouvidoria.html
Fale Conosco - http://www2.petrobras.com.br/portugues/ads/ads_faleconosco.html

Você pode, também, falar com o site da SECOM:
http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/Subsecretaria
A página do Fale conosco da SECOM é:
http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/Subsecretaria/fale_com
A Coordenação de Imprensa / Secom
Eduardo Luiz Correia - Fones: (61) 3411- 4883 / 4860
eduardo.correia@planalto.gov.br
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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Papagaios do Imprensalão ao Ataque: Mais pérolas do "pensamento" tucano-pefelento

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De vez em quando aparecem uns comentários aqui no meu blog que me fazem chorar de rir.

Reproduzo abaixo um deles, postado por um certo "Gabriel" que, como todo bom papagaio do imprensalão, não tem coragem de colocar seu nome completo (ou verdadeiro) para escrever essas asneiras recheadas de elitismo, preconceito e ignorância.

Para vocês verem como eles têm sim consciência de que estão dizendo besteiras indefensáveis, caso contrário teriam orgulho de assinarem seus nome completos, não é mesmo?

O mais interessante de tudo é vê-los arrotando elitismo e uma suposta superioridade sócio-cultural, enquanto são incapazes sequer de acentuar corretamente as palavras ou escrever uma frase que respeite as regras mínimas da concordância verbo-nominal exigida pela lingua portuguesa. Certamente o "Gabriel" deve ter se educado numa daquelas maravilhosas escolas-empresas dos amigos da turma do PSDB, onde jovens incautos são ensinados, acima de tudo, a serem consumidores e a aceitarem tudo sem questionar.

Leiam e divirtam-se com mais algumas pérolas do pensamento tucano-pefelento que a mídia corporativa (que visa o lucro acima de tudo e de todos) enfia goela abaixo dos alienados da classe média tupiniquim...

"Ao visitar esse blog podemos ver o porque somos um pais subdesenvolvido, vivendo as margens da miseria e mediocridade...criticas ao governo FHC, elogios ao Sr. Lula...bem venho lembrar que os rpestadores de serviço no govervno de nosso atual presidente tiveram sua carga tributaria aumentada em mais de 60%, venho ainda lembrar que suas promessas de campanha contra o desemprego nao chegaram a 10%, a atual politica cambial esta levando ao caos o setor agopecuario nacional (quem acompanhou o "GLOBO RURAL" dia 05/08/2007, onde se falou muito do referido tema). Vejo inumeras criticas ao banqueiros, emrpesarios...so que os mesmos que falam nao se recordam que sem os patroes nao teriamos empregados, esses mesmos patroes estao trbaalhando mais para o governo do que para qualquer emrpegado que ele possua, podemos analisar que em uma empresa pelo atual simples nacional (cuja redacao contem erros gritantes) cede na media 10% de sua receita ao governo do nosso Presidente, voce entao que defende a classe operaria, me diga qual operario nesse pais consegue receber 10% da receita de uma empresa? lembro que isso e a receita bruta...Parabens para essa grande massa que tanto apoia um governo que a cada dia se afunda mais e mais e um mar de corrupcao!!!

Obs.: O que leva um jovem no Brasil a escola? nosso presidente nao estudou, nao possui formacao sueprior e chegou aonde chegou!!! como diz a letra de uma musica, "quem nasceu na malandragem nao quer ser doutor!!!"


Sobre a última observação do raivoso cidadão, que certamente se julga um "doutor" por direito divino adquirido no nascimento, coloco a foto abaixo que é de longe a melhor resposta que ele pode merecer (clique nela para vê-la em tamanho maior)...


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sábado, 11 de agosto de 2007

Boa notícia! Le Monde Diplomatique no Brasil

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Le Monde Diplomatique no Brasil

- por Emir Sader, no blog do Emir

Saiu, finalmente, no Brasil, a edição impressa do Le Monde Diplomatique, a melhor publicação de política internacional do mundo. Fundado há 50 anos por Claude Julien, o Diplô – como é conhecido – se afirmou como o mais importante veículo de política internacional sob a direção de Ignacio Ramonet – seu editor – e de Bernard Cassen.

A edição brasileira, publicada graças a um enorme esforço de entidades civis – em que a Polis teve um papel central, sob a direção de Silvio Caccia Bava – chega às bancas com uma tiragem de 40 mil exemplares, na contra-mão da grande mídia oligárquica – que, como se poderia esperar, trata de desconhecer o lançamento do Diplô no Brasil, ao invés de saudá-lo.

Na contra-mão porque se lança corajosamente na rua, quando a imprensa tradicional diminui de tamanho – em tiragem, em prestígio e no plano ético -, porque sabe que se soma à imprensa alternativa no Brasil, recentemente consagrada por pesquisa insuspeita da revista Imprensa – em particular Carta Capital, Carta Maior e o blog de Luis Nassif. Porque teve sensibilidade do vazio que existe nas análises de um mundo sobre o qual informa tão mal e de maneira tão deformada a mídia tradicional.

Uma vez perguntei ao editor-chefe de um dos jornais mais conhecidos da imprensa tradicional – ele também filho do seu pai, proprietário do jornal – por que a cobertura internacional do jornal era tão ruim. Ele respondeu que era porque a demanda dos leitores não valorizava a cobertura internacional. Argumentei que era um raciocínio circular, que a péssima cobertura não alimentava a demanda. Ele mesmo não havia lido o que eu considerava a notícia mais importante que o seu própio jornal havia publicado com certo destaque naquela semana – a maquiagem dos danos causados numa das guerra imperiais, que os militares dos EUA confessavam terem feito, para influenciarem o governo e a opinião pública, para passarem a idéia de que estavam ganhando a guerra e poderem seguir adiante.

E, no entanto, a direita – incluído esse jornal – usam a política internacional como exemplos seletivos do que seriam exemplos de suas teses conservadoras. Para tanto tem que informar mal ao público, tem que omitir informações, tem que ser totalmente parciais em temas como a globalização neoliberal, a China, os EUA, a Venezuela, Cuba, Bolívia, a Argentina, a Coréia do Sul, a Índia, o Equador, entre tantos outros.

O Diplô chega na contramão também porque se situa inequivocamente na onda da construção do mundo alternativo. Não por acaso, o editorial de Ramonet denunciando o pensamento único – publicado há dez anos – e convocando à construção de um pensamento crítico e alternativo, faz parte da história da luta anti-neoliberal. Não por acaso, Bernard Cassen foi o grande idealizador do projeto do Fórum Social Mundial de Porto Alegre. Não por acaso, o Diplô conta atualmente com com dezenas de edições nacionais pelo mundo afora, que somam várias centenas de milhares de exemplares, incluindo edições na Argentina e no Chile, às quais se soma agora a do Brasil. Publica, além disso, o caderno Maneiras de Ver, a cada dois meses, um indispensável dossiê sobre temas fundamentais do mundo contemporâneo.

A edição brasileira, que deve ser saudada, lida, assinada e propagandeada por todos os que lutam por um outro mundo possível – procurem nas bancas ou em assinaturas@diplomatique.org.br – tem os artigos essenciais da edição mensal francesa e textos produzidos no Brasil. Neste primeiro número, em particular, entrevista con Chomsky sobre a América rebelde; artigo de Cassen contra a globalização do idioma inglês; dossiê de Regis Debray sobre a Palestina; dossiê sobre o conflito entre muçulmanos; artigo sobre o genoma e a biologia como armas de guerra; artigo sobre a segurança alimentar e os direitos humanos; um balanço da esquerda francesa depois das eleições; um artigo sobre a nova América Latina, que a imprensa oligárquica não consegue captar; um artigo sobre o resgate da memória histórica, por John Berger; um debate sobre o etanol; um artigo sobre Sade e o espírito do capitalismo; um sobre a Amazônia e a busca do desenvolvimento responsável; um sobre a redescoberta da literatura indiana; um sobre os intelectuais e a rede mundial do saber, por Pierre Lévy; um artigo de Armand Mattelart sobre a batalha das palavras; um de Leo Ferrez sobre o nosso rosto da periferia.

Tudo isso numa bela edição, mais bonita que todas as outras que conheço do velho e cada vez mais novo Diplô, agora, para alegria nossa, também no Brasil. Comprem, leiam, aproveitem, opinem, recomendem, critiquem, debatam, gozem, mas não relaxem, nunca.

Benvindo ao Diplô no Brasil.

- Vá ao site do Le Monde Diplomatique
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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Imprensalão contra a parede: Editor da FÓRUM desafio o Torquemada da rede Globo

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Uma resposta ao artigo de Ali Kamel, que fala pela TV Globo

- por Renato Rovai, Revista Fórum

Hoje Ali Kamel, atual diretor executivo do jornalismo da Rede Globo, publica artigo no jornal carioca do grupo. O título: “A grande imprensa”. Ali Kamel também é autor do livro: “Não somos racistas”. Curiosamente, na capa, as letras do título explodem num fundo branco, bem branquinho. Nesse seu trabalho de “investigação intelectual” a tese de fundo é a de que as diferenças se resolvem com educação e saúde de qualidade para todos. Ou seja, segundo ele, quando brancos e negros tiverem as mesmas condições, não haverá desigualdade. Foram umas 200 páginas para provar tal tese. Faço-lhe duas perguntas:

1 - Por que os negros ganham correspondentes a 53% do salário dos brancos com o mesmo nível educacional?

2 -Por que a distância percentual entre o salário de brancos e negros aumenta quanto maior o nível escolar de ambos os grupos?


Como é autor de um livro sobre o tema, talvez esteja disposto ao debate. Há muita gente disposta, tenho certeza, mas se preferir fazê-lo comigo, aqui estamos. Não sou especialista, mas, sinceramente, você também não é.

Mas de comunicação Ali Kamel deve entender ou não seria diretor executivo do jornalismo da TV Globo. Como do tema também entendo um pouco, ao debate.

Ele se diz preocupado com os ataques que a “grande imprensa” está sofrendo. Separei alguns trechos do artigo, para que o leitor possa fazer suas comparações. Duvido que ele fizesse o mesmo na democrática Globo ou no democrático jornal da família. Falaria sozinho.

Diz Kamel: “A grande imprensa está sob ataque. Não do público, que continua considerando o jornalismo que aqui se produz como algo de extrema confiabilidade, conforme atestam pesquisas de opinião recentes. Os ataques vêm de setores autoritários e antidemocráticos, que, diante do noticiário, sentem-se ameaçados.”

Digo eu: Primeiro, a grande imprensa deixou de ser grande faz tempo. Só ela mesma e o pessoal que articula a comunicação no governo Lula é que acreditam nisso. Quanto à confiabilidade e a credibilidade dessa parte da mídia, piada. Se a população acreditasse na mídia comercial teria ido à rua derrubar Lula em 2006. Ela utilizou toda a sua “credibilidade e confiabilidade” para que isso se realizasse. Perdeu. Se quiser saber um pouco mais de credibilidade e confiabilidade na mídia comercial, pode ler Midiático Poder – O Caso Venezuela e a Guerrilha Informativa. Sou o autor do livro, mas as histórias são da mídia. Lá tem algumas a respeito da cobertura do Jornal Nacional e do Jornal da Globo no dia do golpe midiático-militar contra Hugo Chávez.

Diz Kamel: “Costumam seguir o seguinte padrão: mentem, atribuem à grande imprensa coisas que ela não fez e denunciam conspirações que não existem. Sempre num tom indignado, dourando a grita com defesas "apaixonadas" da liberdade de expressão e do que chamam de democratização da mídia. Um disfarce.”

Digo eu: Apresente as teses mentirosas dessa mídia que tanto lhe incomoda e que lhe motivou a escrever tal artigo, que daqui listo as “conspirações” que você considera falsas. Por favor, usando documentos ou depoimentos que não sejam em off. Assim não vale. Jornalismo, Kamel, jornalismo. Quanto à tese de democratização da mídia, por acaso a preocupação se deve ao fato de as concessões da TV Globo vencerem em outubro? Se for, lhe digo, estaremos fazendo campanha, sim, para levar o Brasil ao primeiro mundo. Não é isso o que os senhores querem? Vamos fazer campanha para que a legislação das comunicações no Brasil adote padrão que não seja o das capitanias hereditárias e da barganha política. Isso é disfarce? Disfarce é o que vem a seguir.

Diz Kamel: “Às vezes, publicam livros, financiados por partidos, com estudos pseudocientíficos como os que tentam demonstrar que, em 2006, os jornais penderam pesadamente a favor de [Geraldo] Alckmin e contra Lula, no noticiário eleitoral. Tais estudos se esquecem apenas de contar que todo o noticiário sobre o mensalão e outros escândalos foi considerado prova de desequilíbrio contra Lula. Ora, se é assim, qual seria a alternativa para que o estudo apontasse equilíbrio? Não noticiar os escândalos? Mas isso sim seria perder o equilíbrio e a isenção.”

Digo eu: Coragem, Kamel, nome aos bois. Diga com todas as letras que está tratando do livro A mídia e as eleições de 2006, organizado pelo professor Venício A. Lima e no qual tenho um texto publicado. O livro é da Editora Fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT. Curioso é que nunca li nada de Kamel tratando do Instituto FHC. Ou mesmo falando do financiamento do mesmo. Quanto ao argumento do “mensalão”, pergunto: na cobertura da TV Globo em Minas Gerais, por exemplo, o “jornalismo” fez questão de mostrar em que momento nasceu o Valerioduto? Isso foi explorado como deveria, ao menos em Minas Gerais? Venhamos, Kamel, venhamos.

Kamel diz: “Quanto mais variadas forem as fontes de recursos que sustentam um jornal, uma revista, um portal de internet ou uma emissora de rádio e televisão, mais livres e independentes serão esses veículos. O leitor pode fazer o teste. Veja os anunciantes da grande imprensa e verifique: a variedade é tanta que o veículo não depende, nem de longe, de ninguém isoladamente para sobreviver. E por isso é livre. E por isso é independente. O leitor poderá fazer outro teste. Procure algum veículo que se diga livre e independente e ao mesmo tempo se dedique costumeiramente a atacar a grande imprensa e a defender este ou qualquer governo. Veja os anunciantes. Eles serão poucos e a concentração, grande. Quase sempre, será propaganda governamental. Se o veículo for um portal de internet, verifique quem são os controladores: fundos de pensão de órgãos do governo.”

Digo eu: Ok, aceito o desafio. Kamel abre as contas da TV Globo, daqui abrimos a da revista Fórum, que tal? Não posso responder pelo IG, que me parece ser o portal que ele acusa, mas falta-lhe coragem para nomear. Não posso responder por Carta Capital ou outras publicações que costumam apontar o profundo pântano de mídia comercial brasileira. Posso adiantar-lhe que nunca fomos ao BNDES assaltar os cofres públicos, que não fizemos lobby por Proer da mídia e que não ganhamos concessões. Mas, permanece o desafio, contas na mesa.

Kamel ainda diz: “Portanto, livre mesmo, só a grande imprensa. Só ela tem os meios para investir em recursos humanos e tecnológicos capazes de torná-la apta a noticiar os fatos com rapidez, correção, isenção e pluralismo.”

Eu retruco: A verdade é que a tal ‘grande imprensa’ já está se coçando porque meia dúzia de veículos e alguns jornalistas livres e pouco afeitos a serem papagaios de patrões têm utilizado seus espaços para fazer o contraditório. E com isso tem conseguido garantir não só um pouco de diversidade informativa, como obtém furos como os de Raimundo Rodrigues, que desmascarou a armação daquele Jornal Nacional que não noticiou o acidente do avião da Gol, lembra Kamel? Ele está no livro que você chama de “comprado” pelo PT. Se quiser, releia-o.

E assim ele encerra seu artigo: "Já aqui, temos de conviver com essas bazófias. Porque aqui, ao contrário de lá [refere-se aos EUA], há quem queira que a informação esteja a reboque de projetos de poder."

E eu pergunto: Kamel, quando você fala em informação a reboque de projetos de poder refere-se à posição da TV Globo na época da ditadura ou nos anos FHC?
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terça-feira, 7 de agosto de 2007

DVD: "Cartas de Iwo Jima"

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CARTAS DE MENTIRA

A cultura japonesa é por demais complexa para ser traduzida de forma ligeira e fica mais ridículo quando tentam encaixá-la nos moldes do pensamento maniqueísta estadunidense.

- por André Lux, crítico-spam

Antes de iniciar minha análise, faço questão de deixar bem claro que só tolero filmes sobre “grandes guerras” quando são: 1) críticas ferozes ou sátiras ácidas à estupidez da mentalidade militarista e a governos que metem seus povos em tragédias inúteis, como “Platoon”, “M.A.S.H.”, “Doutor Fantástico” e “O Sentido da Vida”, do Monty Phyton; ou 2) documentários que servem como registro histórico. Com a exceção das citadas acima, acho qualquer outra abordagem feita sobre esse assunto infeliz e duvidosa, por mais bem intencionada ou ingênua que seja.

“Cartas de Iwo Jima”, portanto, não ganha minha simpatia na partida. A minha repulsa a um projeto como esse aumenta ainda mais quando me dou conta que se trata de um filme estadunidense que pretende contar a história de um conflito vencido por eles, mas só que mostrando o outro lado, ou seja, o lado dos soldados derrotados – no caso, os japoneses. Maior petulância e arrogância não podem existir, convenhamos.

E, por mais que o superestimado diretor Clint Eastwood, que alterna abominações ultra-fascistas como “O Destemido Senhor da Guerra” com obras sensíveis tipo “As Pontes de Madison”, se esforce em pintar seu filme com tintas realistas e neutras, é impossível engolir o roteiro esquemático e raso típico dos enlatados de Roliudí. A intenção, em “Cartas de Iwo Jima”, parece ser a de tentar ensinar ao povo estadunidense que por trás dos soldados japoneses existiam também seres humanos. Derrotados, sim. Humilhados, também. Mas, vejam só: humanos como eu e você. Incrível, não?

Para comprovar sua tese, Eastwood constrói uma série de personagens que se somam aos inúmeros estereótipos inventados pela indústria cultural dos EUA para garantir emoções fáceis no cinema e grana no bolso dos estúdios. Mas, aqui, a embalagem vem disfarçada de filme "sério e profundo”, “vencedor de prêmios tal e tal”, “elogiado pela crítica mundial”.

Então temos o padeiro bonzinho que é obrigado a ir para a guerra abandonando a mulher grávida, o general sensível e culto (formado em Havard, claro!) que sofre por saber que a derrota é inevitável, o rígido que desejava entrar para a “gestapo” japonesa, mas foi expulso depois de recusar-se a matar um cachorrinho na frente de crianças, o fanático que quer se suicidar em nome da honra, o galante oficial praticante de equitação (que, obviamente, também morou nos EUA)... e por aí vai. Já deu para sentir, não? E não vamos nos esquecer que, para deixar tudo mais perfumado, ainda temos a mão inconfundível de Steven Spielberg, que assina como um dos produtores.

Não tenho nada contra melodramas humanos ou pieguice, mas tudo isso inserido num filme de guerra supostamente sério e realista não dá pé. Podem até dizer que os personagens foram baseados em relatos reais, porém a cultura japonesa é por demais complexa para ser traduzida de forma tão ligeira e tudo fica ainda mais ridículo quando tentam encaixá-la nos moldes do pensamento maniqueísta estadunidense (como já havíamos comprovado no também sofrível “Memórias de uma Gueixa”). Eastwood chega ao cúmulo de usar uma trilha musical melosa, com direito a manjados solos de trompete, totalmente incompatível com a cultura que aborda!

Ao ver o making of do filme, que foi rodado simultaneamente com “A Conquista da Honra” (que trata do mesmo assunto, só que do ponto de vista estadunidense), descobri algo que causou ainda mais irritação: as supostas cartas do militar, nas quais o filme diz ser baseado, foram escritas décadas antes pelo general Kuribayashi que nem participou do conflito em Iwo Jima! Depois dessa desisti de tentar levar esse filme a sério e percebi que era só mais um projeto pretensioso que alguns cineastas apaixonados pelo próprio umbigo inventam para ver se descolam mais prêmios da indústria cultural para a sua coleção privada.

Enfim, ainda resta a pergunta: será que “Cartas de Iwo Jima” conseguiu convencer os espectadores estadunidenses que em outros países do planeta Terra também existem seres humanos parecidos com eles? Se a resposta for sim, então ao menos serviu para alguma coisa. Mas, sinceramente, eu duvido muito. Afinal, por lá os "formadores de opinião" são gente boa como o Rambo e o Duro de Matar...

Cotação: * *
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segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Popularidade de Lula continua alta: Penas de aluguel do imprensalão entram em pânico!

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É fácil entender o motivo: a campanha que realizam diariamente contra Lula e o PT não está surtindo lucro e, seguindo a lógica do capitalismo, logo a turma que sustenta essa corja vai perceber que não vale mais a pena investir rios de dinheiro neles...

- por André Lux, jornalista

Os textos e os discursos veiculados diriamente na mídia corporativa (que visa o lucro acima de tudo e de todos) pelos "penas de aluguel" da direita golpista tupiniquim, estão ficando cada vez mais agressivos e desesperados.

Mas é fácil entender o motivo do pânico de gente como Fernando Rodrigues, Eliane Cantanhede, Arnaldo Jabor, Mainardi, Azevedo, Noblat e afins: a campanha que eles realizam diariamente contra Lula e o PT não está surtindo nenhum lucro para quem os banca. Prova disso são as últimas pesquisas publicadas no imprensalão que, para desgosto da elite racista e predadora do país (cerca de 7% da população), mostra claramente que o presidente Lula continua com altos índices de aprovação em todas as camadas da sociedade.

Assim, seguindo a lógica do capitalismo, logo logo a turma que sustenta essa corja de canalhas do imprensalão vai perceber que não vale mais a pena pagar rios de dinheiro para eles e vai preferir investir sua grana em outras bandas.

E esses capitães do mato, que saíram diretamente da classe média para virar serviçais da elite golpista do país por uns trocados, sabem muito bem disso. Por isso estão cade vez mais histéricos... Eles não querem perder a boquinha que conseguiram tão facilmente, é ou não é?

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Datafolha mostra que popularidade de Lula segue inalterada

Pesquisa nacional do Datafolha realizada nos dias 1 e 2 de agosto, duas semanas após o acidente da TAM em Congonhas que matou 199 pessoas, mostra que 48% dos brasileiros acham que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua ótimo ou bom.

- por Fernando Damasceno, da redação.

O percentual é idêntico ao registrado em março e praticamente igual ao que Lula tinha no início de outubro de 2006 (49%). Os números mostram que, ao contrário do que insiste a mídia hegemônica e parte da elite brasileira, a população tem discernimento suficiente para não atribuir tragédias dessa natureza a eventuais problemas do governo.

Entre o mês de março e agora, a taxa de ruim/péssimo do governo apenas oscilou, de 14% para 15%. Em outubro passado era maior: 17%.

A reportagem da Folha de S.Paulo deste domingo (5) mostra o inconformismo do jornal diante dos números. Entre as explicações para a não-alteração da popularidade do presidente estão o fato de que a grande maioria dos brasileiros é pobre e a constatação de que apenas uma minoria viaja de avião (8%).

Além disso, a Folha entende que a boa situação do país a situação econômica do país e a cada vez maior eficiência do programa Bolsa Família “também ajudam a entender a manutenção da alta popularidade de Lula”. Apenas isso e nada mais que isso.

Avaliação inadequada

Entre os mais ricos, com renda familiar mensal acima de dez mínimos (R$ 3.500), a avaliação do presidente Lula despencou sete pontos entre março e agora. Mas entre os que ganham até cinco mínimos (R$ 1.750), ela oscilou positivamente dois pontos –dentro da margem de erro do levantamento.

É nesse nicho que o jornal dos Frias se agarra. O trecho abaixo é emblemático: “A variação mais significativa na avaliação de Lula ocorreu entre os brasileiros com renda familiar mensal acima dos dez salários mínimos (R$ 3.500), segmento no qual 39% costumam viajar de avião, taxa cinco vezes maior do que a verificada entre o total dos entrevistados. Comportamento semelhante ocorreu entre os pesquisados quando se leva em conta o grau de escolaridade”.

Para os Frias, somente essa parte da população (cerca de 7% dos brasileiros) é capaz de fazer uma avaliação adequada do governo. No total, o Datafolha ouviu 2.095 pessoas em 211 municípios em todas as regiões do país. Talvez o jornal devesse enviar para essas regiões mais do que pesquisadores, mas também alguns repórteres para descobrir que há um Brasil diferente daquele a que pertence a “população esclarecida” do país.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Hipocrisia e Golpismo: Movimento "Cansei" não é apartidário e apolítico?

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Você acredita nisso mesmo?
Então veja abaixo o convite para as manifestações que estão sendo veiculadas pela internet...
Não esqueça de deixar um saco de vômito por perto, pois o negócio é asqueroso.
Tampei o horário e os locais para não incentivar a participação.


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quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Cansado comprova: Movimento da elite paulista é partidário sim!

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Se alguém ainda tinha dúvidas quanto às intenções partidárias e golpistas do movimento "Cansei", organizado por publicitários ligados ao PSDB e representantes da elite que depreda o Brasil há séculos, o comentário abaixo - enviado a este blog por um certo Ângelo Duarte - explicita de vez o que todo mundo já sabia.

Leiam e comprovem que o movimento "Cansei" nada mais é do que uma manifestação que visa derrubar um governo eleito democraticamente por 63% da população brasileira (maioria absoluta), por duas vezes, e que tem hoje os maiores índices de aprovação que qualquer presidente do país já teve em qualquer perído de governo.

Seria cômico se não fosse tão trágico ver um jovem de 25 anos pregando a favor do arbítrio e do golpe contra a constituição... E pensar que até os meus 18 anos eu também seria capaz de vociferar esse tipo de asneira com total convicção, mesmo sem ter qualquer conhecimento de história, sociologia ou ética. Apenas repetia como um papagaio o que meus parentes e a mídia enfiavam goela abaixo como "verdade absoluta".

Observação: os grifos são de minha autoria, mas os erros crassos de gramática são de responsabilidade do autor que, pasmem, se rotula como "estudante".

"Também cansei!!!ATENÇÃO: Vamos abraças a causa prqu... Também cansei!!!

ATENÇÃO:
Vamos abraças a causa prque somos brasileiros simplesmente porque queremos Paz, justiça e que o dinheiro do contribuinte seja usado de forma honesta.

Precisamos que este movimento ( UM MINUTO DE SILÊNCIO) para o bem do Brasil, seja mais claro e divulgado em todo o Brasil.


É preciso que seja um grito de CANSEI por Brasileiros que não aceitam mais um Governo que tem como referência a Corrupção.
Precisamos gritar CANSEI para dizer bem alto as autoridades, que não aceitamos a impunidade continua de políticos corruptos que fazem uso do poder para subi trair do povo o que é do povo.


Precisamos gritar bem alto CANSEI dos altos níveis de violência por causa de governos que são omissos e incompetentes no combate a violência.

Precisamos gritar bem alto CANSEI de ter um governo que apóia e incentiva que pessoas violentas atrás de uma fantasia de sem terra invadam as propriedades aléias se achando no direito de agredir e tomar na força bens adquiridos por verdadeiros trabalhadores.

Precisamos gritar bem alto CANSEI de saber que o dinheiro do contribuinte é mal investido e por muitas vezes desviado porque o governo se omite na fiscalização devida.

Precisamos gritar bem alto CANSEI de ver este Governo sempre se justificando e pedindo desculpas por atos incompetentes e por muitas vezes por atos premeditados de má fé.
Precisamos convocar convidar os estudantes, o povo em Geral em todo o País para que este minuto de silêncio seja apenas uma amostra que se for preciso haverá horas, dias e séculos de silencio para mostrar que não é brincadeira o nosso grito de CANSEI !!

Ou mostramos agora que cansamos de verdade, ou com nossa fraqueza iremos simplesmente fortalecer um governo que se acha certo.

Não devemos nos incomodar com os gritos dos Petistas e partidários deste Governo que tentam intimidar este movimento quando dizem que é um golpe.

Na verdade eles são bons em usar todo tipo de terrorismo para não ver suas mamadas e atos errados descobertos .
Não podemos agora recuar!!!

Não devemos recuar porque o nosso recuo agora só vai fortalecer a idéia de que este governo estar certo e com isso iremos fortalecer a continuidade de tudo que a maioria do Povo [?] não aceita e quer dizer CHEGA !!

Ângelo Duarte, 25 anos, Estudante."


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