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sábado, 31 de dezembro de 2011

2011: O ano em que a grande mídia morreu

O episódio “Privataria...” foi como o “fechar o caixão” da coerência e dignidade de uma mídia que desonra há anos a palavra JORNALISMO, e em seu desespero e confusão mental, dão mesmo a impressão de que não sabem mais como se conduzir dentro da profissão que escolheram.

- Por Eduardo Ramos, no blog do Nassif

Se eu fosse batizar esse ano, não citaria o primeiro ano de uma presidenta no Brasil, nem o Privataria Tucana, nem vaticinaria a morte do PSDB.

O que mais me marcou em 2011 foi o fim definitivo da coerência e da dignidade da grande mídia no Brasil!

Ora, poderia alguém contestar, isso já se deu há muito tempo, desde que Daniel Dantas e/ou outras forças corromperam de vez a mídia, e junto com José Serra deu as cartas nas redações nos últimos anos. Discordo: esse foi “o processo da morte em si”, mas foi nesse ano que, aos meus olhos, “o fato se consumou”.

Lembro bem do dia exato em que tive essa sensação. Foi num momento até tolo, quase insignificante. Um dos jornais da Globo News, naquela parte em que o apresentador faz uma triangulação entre um dos jornalistas e um convidado, no telão. O jornalista era o George Vidor, e o convidado, um economista careca, pedante, creio que o tal Alexandre, (esqueci o sobrenome) que o Nassif debocha chamando de “o economista de deus”. De fato, é estarrecedor o que o rapaz é capaz de dizer, o ar de sapiência absoluta, enquanto desfia asneiras de doer.

O coitado do Vidor chegou a ficar sem graça, quando questionou – e fez auto-crítica... – o fato de vários economistas e colunistas de jornais terem metido o pau no Tombini quando o BC iniciou esse movimento de baixa dos juros, antecipando o agravamento da crise na Europa.

O Alexandre “de deus” não se deu por vencido, vaticinou que o BC havia errado, sim, e por mais que o Vidor insistisse, ele batia sempre na mesma tecla, não cedendo um milímetro apesar da lógica irrefutável – e humilde... – do jornalista. A coisa foi tão constrangedora, que ficou parecendo “conversa de bêbado” e o Vidor se viu obrigado a mudar de assunto.

Foi nesse instante, diante dessa cena, pequena em si mesma, grotesca, banal, que percebi que há algumas semanas a mídia já vinha “batendo cabeça” ao longo do ano, de modo sutil, e nessa questão de juros, um constrangimento se plantou de vez. Porque, para atingir o governo mais uma vez, realmente massacraram o BC naquele episódio. O governo estava atacando a independência do Banco Central, Tombini era um fraco, a inflação nos devoraria, a crise européia nem era tão grave, e mais um bando de sandices, cujo único objetivo era ter algo a criticar no governo Dilma.

Com o acerto absoluto da decisão, inclusive do motivo alegado, o que se provou logo ali na frente, a mídia não fez a única coisa digna a ser feita: reconhecer seu erro, e parabenizar o governo e o Banco Central pela coragem de agir no momento certo. Alguns hipócritas falaram que poderia ter começado antes, outros, que o ritmo deveria ser mais prudente. O fato, é que pegos de surpresa, a coerência do discurso se despedaçou, e os argumentos se fragmentaram, contra e a favor, outros totalmente “em cima do muro” – o famoso “temos que esperar para ver se o governo acertou...” – o que não quer dizer coisa alguma.

Só então, percebi a fragilidade absurda desse gigante imponente que chamamos “grande mídia”. Ao perder o foco no que é o alimento natural de sua profissão, (o jornalismo), que é a busca da verdade, a mídia entrou num caminho sem volta, de CRIAR UMA FICÇÃO E MANTÊ-LA A QUALQUER CUSTO! Essa ficção se chama “vamos brincar de escrever e fazer qualquer coisa que ferre o governo!” – Ora, é claro que uma ficção, dentro do mundo real, não pode durar para sempre, por mais poderosos que sejam os agentes por trás da tal ficção.

As paredes começam a ruir, óbvio! São de areia fofa, não do concreto da verdade, da argamassa do jornalismo honesto.

Então, percebe-se que suas pequenas vitórias – a queda de alguns ministros, uma irritação provocada aqui ou ali – são “vitórias de pirro”, inconseqüentes, são “birras”, não constroem e não construirão nenhum perigo real para seu adversário – o governo.

Estão, na verdade, perdidos, sem discurso aprofundado, sem idéias novas, sem ideologias a propor, e, agora, mesmo INTERNAMENTE, começam a se desfacelar, a envergonhar a si próprios, quando não sabem explicar as vitórias do governo e seus prognósticos furados, numa questão simples, como essa do BC abaixar os juros.

Seu denuncismo continuado e exacerbado É PROVA DE SUA FRAQUEZA, NÃO DE SUA FORÇA! Descobrir isso me deixou aliviado, porque demonstra sim, que não têm outra arma para usar – o debate inteligente e honesto, por exemplo... – por isso a repetição exaustiva da única que possuem. Denúncias, denúncias, denúncias...

Antes disso, a tentativa canhestra de opor Dilma à Lula, e logo depois, o deboche bobo de falar do constrangimento de Dilma com a “herança maldita” de Lula – os ministros corruptos – como se Lula não soubesse – e, com certeza, admira essa característica... – da personalidade forte de Dilma, e de seu direito em mexer no ministério sempre que necessário. Os tolos parecem não saber que se Lula quisesse um “poste” ou fantoche, JAMAIS TERIA ESCOLHIDO DILMA PARA SUCEDÊ-LO! Não compreendem que a lealdade inquestionável de Dilma não é posta à prova, quando exerce seu também inquestionável direito, como presidente, de governar segundo sua consciência.

O episódio “Privataria...” foi como o “fechar o caixão” da coerência e dignidade de uma mídia que desonra há anos a palavra JORNALISMO, e em seu desespero e confusão mental, dão mesmo a impressão de que não sabem mais como se conduzir dentro da profissão que escolheram.

Termino dizendo algo que parece incoerente, mas não é. O mais indigno adversário, só mantém alguma legitimidade, quando dentro da sua indignidade ele se reserva ALGUMA DIGNIDADE, ALGUMA VERDADE, ALGUMA IDEOLOGIA. Na velha parábola do rei nu, equivale a dizer que um rei ainda é rei, se ao menos não está nu aos olhos do seu povo.

É nesse aspecto que digo que a mídia morreu, mesmo que dêem a volta por cima, no sentido mercadológico, de triplicarem suas vendas, de causarem a queda de trinta ministros. Estão nus! Ao perderem a verdade do jornalismo de vez, toda e qualquer coerência, toda ou qualquer dignidade, ao se focarem EXCLUSIVAMENTE EM ATACAR O GOVERNO E DEFENDER SEUS ALIADOS POLÍTICOS, assumem-se publica e definitivamente, como PANFLETOS, panfletos de papel, panfletos televisivos, panfletos milionários, de alta penetração na sociedade, e com toda uma roupagem tecnológica e de aparência profissional, tentando desesperadamente mostrar o que já não são.

2011, para mim, estará sempre marcado, como o ano em que a grande mídia morreu.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Filmes: "Tudo Pelo Poder"

OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS?

Filmes sobre política geralmente não caem bem no gosto popular, porém este merece ser visto e, principalmente, debatido, pois levanta questões que não possuem respostas fáceis.

- por André Lux, crítico-spam

George Clooney, em seu quarto trabalho na direção, mostra que é um cineasta inteligente e engajado politicamente. “Tudo Pelo Poder” (adaptação pobre para o título original “Os Idos de Março”, uma referência a Julio Cesar, de Shakespeare) é um filme sobre os bastidores da campanha política de dois candidatos do partido Democrata que pleiteiam a vaga para a próxima disputa pela presidência da república dos EUA. Um deles, interpretado por Clooney, é um homem de fortes ideais humanistas e trabalhistas e que defende projetos francamente radicais (como acabar com os motores de combustão a petróleo e taxar os milionários, coisas que soam como total heresia na sociedade de consumo dos EUA).

Por trás dele existem dois assessores, especializados no jogo político. O mais experiente e calejado, interpretado por Phillip Seymour Hoffman com seus maneirismos de sempre, e o novato e cheio de ideais nobres (o excelente Ryan Gosling, de “Diários de Uma Paixão”). A trama traz o básico nesse tipo de filme: intrigas, traições, decepções, suspeitas, as chantagens da mídia e debates sobre ideologias. Mas acima de tudo, Clooney deixa no ar a pergunta mais importante de todas quando se trata de política e eleições: afinal, os fins justificam os meios?

Quem vai ter que respondê-la é justamente o assessor jovem e idealista que descobre, da pior maneira possível, que seu estimado candidato é, afinal de contas, apenas um ser humano com qualidades e defeitos. Assim Clooney, que também é co-autor do roteiro inspirado em uma peça de teatro, mostra de forma contundente que todo ser humano é passível de falhas e de cometer atos desprezíveis, mesmo que tenha bom caráter e as melhores intenções. E é justamente essas falhas e deslizes que os políticos sem escrúpulos buscam encontrar espionando e escrutinando com uma lupa a vida de seus adversários.

“Tudo Pelo Poder” é também uma verdadeira aula de realpolitik, algo que todo radical de esquerda deveria entender de uma vez por todas: no sistema democrático capitalista não é possível ganhar uma eleição e governar sem fazer concessões e alianças, mesmo que elas em última instância manchem os nobres ideais daquele político ou de seu partido. Quem não entende isso, obviamente não pode ser levado a sério quando se fala em disputa política dentro do atual sistema eleitoral, a não ser é claro que queira apenas servir de bobo da corte, tanto à direita quando à esquerda.

Filmes sobre política geralmente não caem bem no gosto popular, porém “Tudo Pelo Poder” merece ser visto e, principalmente, debatido, pois levanta questões que não possuem respostas fáceis. Assista e comprove.

Cotação: * * * *

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Blu-Ray: Trilogia "Jurassic Park"

JURASSIC PARK: O PARQUE DOS DINOSSAUROS

DINOSSAUROS PSICOPATAS

Spielberg mexeu demais na história e banalizou e diluiu uma trama extremamente rica e promissora

- por André Lux, crítico-spam

É uma decepção total essa adaptação do best seller JURASSIC PARK, escrito pelo também cineasta Michael Crichton (COMA, O 13º GUERREIRO). Mas a culpa é do diretor Steven Spielberg, que mexeu demais na história e banalizou e diluiu uma trama extremamente rica e promissora. 

Quem leu o livro de Crichton sabe que ele estava mais interessado em abordar a questão da intervenção do homem na natureza, principalmente na genética - tema que o filme explora de maneira débil. 

Em uma das passagens mais terríveis do livro, por exemplo, o dr. Grant (Sam Neil) descobre que os dinossauros, criados todos fêmeas pela engenharia genética, estão se reproduzindo na ilha, fator que, somado aos acontecimentos descritos no início do livro, indicam nada menos do que a extinção da raça humana. No filme, a descoberta é seguida de um sorrisinho do tipo "ohhhh, eles estão se reproduzindo, que fofo!".

Entretanto, o livro não se limita a discussão intelectual e filosófica, pois traz momentos realmente genuínos de tensão e aventura, além de uma quantidade impressionante de perseguições e dinossauros dos mais variados tipos. Já JURASSIC PARK, o filme, é basicamente um engodo, pois é visivelmente um filme de segunda unidade, já que Spielberg estava com sua atenção voltada totalmente para A LISTA DE SCHINDLER, que foi filmado simultaneamente. A trama foi sumariamente reduzida e idiotizada e o sucesso do filme justifica-se apenas pela estrondosa campanha de marketing em cima dos efeitos especiais digitais que embora impressionem, são poucos, já que a maioria das criaturas era mesmo animatronicks criadas pelo saudoso Stan Winston.

A única cena realmente boa do filme é a da chegada à ilha, que conseguiu reproduzir por alguns momentos (graças à majestosa trilha musical de John Williams) aquele clima mágico dos filmes antigos de Spielberg. Mas tirando isso e uma ou outra cena de suspense legítimo, o resto de JURASSIC PARK resume-se a uma correria desenfreada e cansativa, onde além da canastrice geral do elenco, temos que aturar criancinhas metidas a engraçadinhas, dinossauros psicopatas (que perseguem os personagens sem nenhuma explicação lógica e abrem até portas!) e incriveis furos no roteiro (como a jaula do T-Rex, que em uma cena fica no nível do solo, mas instantes depois é mostrada como um altíssimo precipício).

A expressão "muito barulho por nada" nunca fez tanto sentido para descrever um filme como JURASSIC PARK - embora a continuação O MUNDO PERDIDO tenha conseguido a proeza de ser ainda pior!

Cotação: **1/2

JURASSIC PARK: O MUNDO PERDIDO

DINOSSAUROS PSICOPATAS: O RETORNO

Mais uma vez somos obrigados a ver personagens burros e esquemáticos correndo de um lado para o outro enquanto são perseguidos por monstros digitais

- por André Lux, crítico-spam

Não dava mesmo para esperar muito desse O MUNDO PERDIDO, seqüência do já fraco JURASSIC PARK. Mas Spielberg e sua trupe realmente superaram-se! É difícil dizer o que é pior nesse filme, que mais parece uma produção B de Roger Corman, só que sem o charme e o clima de auto-gozação daquelas películas.

Não há história, já que O MUNDO PERDIDO basicamente é uma refilmagem do primeiro filme. Mais uma vez somos obrigados a ver um monte de personagens burros e esquemáticos correndo de um lado para o outro enquanto são perseguidos (e devorados) por dinossauros digitais psicopatas.

Entretanto, o troféu abacaxi certamente vai para Jeff Goldblum (no auge da canastrice) e sua filha que proferem alguns dos diálogos constrangedores em atuações amadorísticas. Sem falar que o personagem dele, o dr. Ian Malcom, mudou completamente de personalidade de um filme para o outro! Nem mesmo a sempre competente Juliane Moore salva-se, completamente perdida em um personagem irritante, profundo como uma poça d'água e extremamente burro. O que dizer então do cientista/ativista "interpretado" por Vince Vaughan, que passa o filme todo dizendo frases de efeito e piadinhas fora de hora - e que simplesmente evapora na segunda parte do filme?

Para piorar tudo, os conflitos e situações de perigo são filmados apressada e displicentemente (tipo, "deixa como está que o pessoal da computação gráfica dá um jeito") e as cenas de ação são forçadas e banais - atingindo o ápice do rídículo na seqüência onde a menina negra derrota um Velociraptor usando seus dotes de ginástica olímpica!

No final, um T-Rex corre solto pela cidade de San Diego e, em uma seqüência grotesca, devora um homem interpretado pelo próprio roteirista do filme, David Koepp. Pena que isso não tenha acontecido na vida real, pois daí não teríamos que aturar mais essa irritante bomba cinematográfica que não serve nem mesmo como comédia involuntária...

Cotação: *

JURASSIC PARK III

DINOSSAUROS DIVERTIDOS, ENFIM!

Filme é divertido, alucinante, assumidamente B e, por que não, verdadeiramente assustador.

- por André Lux, crítico-spam

Depois do decepcionante JURASSIC PARK e da ridícula continuação O MUNDO PERDIDO, esse JURASSIC PARK III parecia ser o fundo do poço para o franchise baseado no ótimo livro de Michael Crichton.

Mas, para surpresa geral, o terceiro exemplar da série é o mais divertido e bem realizado de todos. Tudo bem, não é nem de longe uma "obra-prima" da sétima arte, mas é exatamente a falta de pretensão (que sobrou no primeiro) e da pieguice do segundo, que transforma este filme em uma boa pedida para quem está em busca de ação e aventura incessantes.

Basicamente não há história - até aí nenhuma novidade, já que os outros dois também não tinham - e o roteiro aproveita diversas situações dos livros, que haviam ficado de fora dos dois primeiros filmes (como toda a sequência dentro da gaiola dos Pterodáctilos, o ataque no barco e mesmo a conclusão). Entretanto, o maior acerto do filme é não se levar a sério, evitando papo-furado pseudo científico e as irritantes piadinhas fora de hora (fatores que ajudaram a arruinar os anteriores).

E finalmente os dinossauros são mostrados em toda sua grandeza, lutando, destruindo e comendo gente sem dó, ao contrário da baboseira politicamente correta imposta por Spielberg nas outras produções - nos quais as cenas mais eletrizantes ficavam por conta de carros pendurados em desfiladeiros. Por sinal, a saída de Spielberg da direção parece ter sido a melhor coisa que poderia acontecer com a série, já que Joe Johnston ficou livre para ir direto à jugular do espectador, tendo a seu lado efeitos especiais assombrosos. 

Também é uma grata surpresa a ausência de criancinhas chatas e intrometidas e de Jeff Goldblum, cuja atuação constrangedora arrasou o segundo filmes.

Enfim, JURASSIC PARK III é tudo aquilo que os dois antecessores não eram: divertido, alucinante, assumidamente B e, por que não, verdadeiramente assustador. Sem dúvida uma boa surpresa - se você não estiver esperando muito mesmo...

Cotação: ***

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Luiz Fernando Machado, do PSDB de Jundiaí, fica atrás de Tiririca no ranking dos melhores deputados da Veja

Segundo Veja, Tiririca é melhor deputado do que
Luiz Fernando Machado, do PSDB de Jundiaí

A revista Veja, da editora Abril, divulgou em sua última edição um ranking que supostamente indicaria, segundo critérios definidos pela própria publicação, quais seriam os melhores deputados federais e senadores do Brasil durante 2011. Fica óbvio, pelo alto número de deputados do PSDB, que o tal ranking foi criado para favorecer os tucanos.

Independente do juízo que se faça da avaliação da revista Veja, causa espanto aos jundiaienses o fato do deputado federal Luiz Fernando Machado, do PSDB, não ter sequer aparecido no ranking da revista, que destacou apenas os parlamentares que atingiram até a nota 1.1 (numa variação de zero a 10). O tucano de Jundiaí ficou inclusive muito atrás do polêmico palhaço Tiririca, que foi o mais votado nas últimas eleições no estado de São Paulo e tirou nota 4.3 no ranking da revista Veja.

As notas de cada deputado e senador foram aferidas por Veja levando em consideração os seguintes eixos:


Clique aqui para ver o ranking da Veja.

Mensagem

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

No colo da Justiça. E agora...?

Livro "A Privataria Tucana" dá um nocaute na mídia tucana

“Quando eu vi que não saiu nada sobre o livro na Veja, percebi que tínhamos acertado em cheio. Os grandes meios de comunicação ignoram o livro, mas as pessoas divulgam nas redes sociais, na mídia alternativa. O frentista do posto de gasolina em que eu abasteço me parou para dizer que quer uma cópia”, afirmou Amaury Ribeiro Jr.

- por Altamiro Borges, em seu blog

Em debate que marcou o lançamento oficial do livro A Privataria Tucana, na noite desta quarta-feira (21), em São Paulo, Amaury Ribeiro Júnior, autor da obra, afirmou que o livro é “um nocaute na blindagem que a mídia dá aos tucanos”. A Privataria Tucana vendeu 15 mil exemplares em um fim de semana e já teve mais 30 mil encomendadas pela Geração Editorial. É o assunto mais comentado nas redes sociais e no meio político. Apesar disso, tem sido solenemente ignorado pela grande mídia.

O evento, promovido pelo Barão de Itararé em parceria com o Sindicato dos Bancários, contou também com a presença do jornalista Paulo Henrique Amorim e do deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), responsável pela criação da CPI da Privataria (protocolada no mesmo dia do debate). Cerca de 500 pessoas lotaram o Sindicato dos Bancários: além do auditório, também havia uma sala com telão, para que todos acompanhassem a discussão.

Amaury Ribeiro Júnior falou sobre o processo de investigação e escrita, mas enfatizou a reação da grande mídia ao lançamento de A Privataria Tucana. “Quando eu vi que não saiu nada sobre o livro na Veja, percebi que tínhamos acertado em cheio. Os grandes meios de comunicação ignoram o livro, mas as pessoas divulgam nas redes sociais, na mídia alternativa. O frentista do posto de gasolina em que eu abasteço me parou para dizer que quer uma cópia”, afirmou. A grande mídia praticamente omitiu o lançamento do livro, limitando-se, no máximo, a publicar a versão dos tucanos e dos acusados na investigação.

Com a repercussão da obra e a CPI da Privataria, criada por Protógenes Queiroz, Amaury acredita que José Serra, um dos principais acusados no livro, irá reagir. “Eles continuarão tentando desqualificar os autores da denúncia, como estão fazendo comigo e com o Protógenes. Tentam transformar réu em herói e quem investiga em réu”, disse.

A CPI da Privataria

Na abertura do debate, Altamiro Borges, do Barão de Itararé, deu a boa notícia: a CPI da Privataria foi protocolada em Brasília. Protógenes Queiroz, criador da CPI, disse que o livro de Amaury é um poderoso documento sobre as privatizações tucanas. “Esses bilionários que surgiram do nada, como demonstrado em A Privataria Tucana, precisam ser investigados e prestar contas à sociedade”, declarou.

O parlamentar exaltou o papel da mídia alternativa na repercussão do livro e revelou que ele próprio tomou conhecimento da obra através dos meios alternativos e mídias sociais. “Aproveito a presença do Paulo Henrique Amorim e também cito o Luis Nassif para parabenizar a mídia alternativa, a blogosfera e as redes sociais. Conheci o livro por meio da divulgação massiva nesses meios e senti que deveria contribuir, dizer ao mundo que o Amaury não está sozinho”.

A CPI da Privataria recebeu 206 assinaturas na Câmara dos Deputados, em apenas oito dias. “É um número impressionante, ainda mais se considerarmos que estamos às vésperas do final do ano e muitos não puderam assinar por estarem ausentes”, disse Queiroz. Para ele, a CPI é produto direto do livro, que traz informações contra José Serra, com diversos familiares denunciados por envolvimento em lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos, e Ricardo Sérgio, ex-caixa de campanha do PSDB e ex-diretor internacional do Banco do Brasil, que seria responsável por articular os consórcios de privatização e o recebimento de propinas. “A CPI fará o livro parecer ‘pequeno’”, afirma Queiroz, que prometeu revelar à sociedade como grandes veículos de comunicação tiveram suas dívidas perdoadas após a privatização.

A grande reportagem da Privataria Tucana

Renata Mielli, do Barão de Itararé, que coordenou a mesa de debate ao lado de Maria Inês Nassif, da Agência CartaMaior, comentou que o livro resgata a grande reportagem no país, obliterada pela grande imprensa em favor de um jornalismo “superficial e proselitista, preocupado apenas em derrubar ministros e mandar no país”.

Paulo Henrique Amorim endossou o coro, afirmando que “jornalismo investigativo é um pleonasmo”. Ele elogiou Amaury por “provar que a atividade de repórter está viva”. Amorim ainda afirmou que a valorosa investigação conduzida por Amaury diz respeito à “maior roubalheira da história das privatizações latinoamericanas”.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Conheça o destino dos presidentes latinoamericanos que fizeram as privatizações em seus países!

Sabe o que aconteceu com os presidentes que fizeram privatizações em seus países, no auge da onda neoliberal nos anos 1990?

- O presidente do México que fez a privatização fugiu para a Irlanda e hoje vive escondido num bunker na cidade do México.

- O presidente da Bolívia que fez a privatização saiu a correr para o aeroporto ao gritos de “assassino! ” e fugiu para Miami (Miami!).

- O presidente do Peru que fez a privatização está numa cadeia peruana.

- O presidente da Argentina que fez a privatização arrumou um mandato de senador para escapar da cadeia.

- E no Brasil… Fernando Henrique Cardoso (PSDB) cobra R$ 50 mil para dar palestras e tem seus livros medíocres comentados com grande carinho em toda a mídia corporativa.

Até quando vamos tolerar isso? CPI DA PRIVATARIA JÁ! CADEIA PARA FHC, SERRA E TODOS OS OUTROS BANDIDOS QUE FICARAM MILIONÁRIOS ÀS CUSTAS DO DINHEIRO PÚBLICO!

Deputados do PT que NÃO assinaram a CPI da Privataria

Deputados do PT (?), que NÃO assinaram o pedido de CPI da Privatização Tucana. E que portanto, devem explicações aos seus eleitores!

BENEDITA DA SILVA PT RJ – dep.beneditadasilva@camara.gov.br
CÂNDIDO VACCAREZZA PT SP – dep.candidovaccarezza@camara.gov.br (líder do governo Dilma)
CARLINHOS ALMEIDA PT SP – dep.carlinhosalmeida@camara.gov.br
DALVA FIGUEIREDO PT AP – dep.dalvafigueiredo@camara.gov.br
DÉCIO LIMA PT SC – dep.deciolima@camara.gov.br
EDSON SANTOS PT RJ – dep.edsonsantos@camara.gov.br
GILMAR MACHADO PT – MG dep.gilmarmachado@camara.gov.br
JESUS RODRIGUES PT PI – dep.jesusrodrigues@camara.gov.br
JILMAR TATTO PT SP – dep.jilmartatto@camara.gov.br
JOSÉ AIRTON PT CE – dep.joseairton@camara.gov.br
MARCO MAIA PT RS – dep.marcomaia@camara.gov.br (presidente da Câmara)
MIGUEL CORRÊA PT MG – dep.miguelcorrea@camara.gov.br
ODAIR CUNHA PT MG dep.odaircunha@camara.gov.br
PAULO TEIXEIRA PT SP dep.pauloteixeira@camara.gov.br
PEDRO EUGÊNIO PT PE dep.pedroeugenio@camara.gov.br
RUI COSTA PT BA dep.ruicosta@camara.gov.br
SÉRGIO BARRADAS CARNEIRO PT BA dep.sergiobarradascarneiro@camara.gov.br
ZECA DIRCEU PT PR dep.zecadirceu@camara.gov.br

Assista ao debate "Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia"

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, promoveu um debate sobre o livro "A Privataria Tucana" que contou com a participação do autor do livro, Amaury Ribeiro Jr., do jornalista Paulo Henrique Amorim e do Deputado Federal Protógenes Queiroz.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A lista dos deputados federais que assinaram a CPI. Quatro são do PSDB!

Não há como retirar assinatura: CPI tem número regimental para ser instalada. Depois de verificadas as assinaturas que não conferiam e as em duplicata, 185 deputados, 14 a mais que o necessário, assinaram o pedido de CPI da Privataria feito pelo Deputado Protógenes Queiroz.

Eis a lista completa, retirada do documento oficial da mesa da Câmara:

1 ABELARDO CAMARINHA PSB SP
2 ADEMIR CAMILO PSD MG
3 ADRIAN PMDB RJ
4 ALBERTO FILHO PMDB MA
5 ALESSANDRO MOLON PT RJ
6 ALEXANDRE LEITE DEM SP
7 ALICE PORTUGAL PCdoB BA
8 ALINE CORRÊA PP SP
9 ALMEIDA LIMA PPS SE
10 AMAURI TEIXEIRA PT BA
11 ANDRÉ FIGUEIREDO PDT CE
12 ANDRE MOURA PSC SE
13 ANDRE VARGAS PT PR
14 ÂNGELO AGNOLIN PDT TO
15 ANGELO VANHONI PT PR
16 ANÍBAL GOMES PMDB CE
17 ANTHONY GAROTINHO PR RJ
18 ANTONIO BALHMANN PSB CE
19 ARIOSTO HOLANDA PSB CE
20 ARNON BEZERRA PTB CE
21 ARTUR BRUNO PT CE
22 ASSIS CARVALHO PT PI
23 ASSIS DO COUTO PT 23 PR
24 ASSIS MELO PCdoB RS
25 BETO FARO PT PA
26 BIFFI PT MS
27 BOHN GASS PT RS
28 BRIZOLA NETO PDT RJ
29 CABO JULIANO RABELO PSB MT
30 CARLOS ZARATTINI PT SP
31 CHICO ALENCAR PSOL RJ
32 CHICO D’ANGELO PT RJ
33 CHICO LOPES PCdoB CE
34 CIDA BORGHETTI PP PR
35 CLÁUDIO PUTY PT PA
36 CLEBER VERDE PRB MA
37 DANIEL ALMEIDA PCdoB BA
38 DANILO FORTE PMDB CE
39 DELEGADO PROTÓGENES PCdoB SP
40 DEVANIR RIBEIRO PT SP
41 DOMINGOS DUTRA PT MA
42 DR. GRILO PSL MG
43 DR. JORGE SILVA PDT ES
44 DR. PAULO CÉSAR PSD RJ
45 DR. ROSINHA PT PR
46 DR. UBIALI PSB SP
47 EDINHO ARAÚJO PMDB SP
48 EDSON EZEQUIEL PMDB RJ
49 EDSON SILVA PSB CE
50 EFRAIM FILHO DEM PB
51 ELCIONE BARBALHO PMDB PA
52 ELIANE ROLIM PT RJ
53 EMILIANO JOSÉ PT BA
54 ENIO BACCI PDT RS
55 ERIKA KOKAY PT DF
56 EUDES XAVIER PT CE
57 EVANDRO MILHOMEN PCdoB AP
58 FÁTIMA BEZERRA PT RN
59 FERNANDO FERRO PT PE
60 FERNANDO FRANCISCHINI PSDB PR
61 FERNANDO MARRONI PT RS
62 FRANCISCO ARAÚJO PSD RR
63 FRANCISCO ESCÓRCIO PMDB MA
64 FRANCISCO PRACIANO PT AM
65 GABRIEL GUIMARÃES PT MG
66 GERALDO SIMÕES PT BA
67 GIACOBO PR PR
68 GIVALDO CARIMBÃO PSB AL
69 GLAUBER BRAGA PSB RJ
70 GONZAGA PATRIOTA PSB PE
71 HENRIQUE FONTANA PT RS
72 HENRIQUE OLIVEIRA PR AM
73 IRACEMA PORTELLA PP PI
74 IVAN VALENTE PSOL SP
75 IZALCI PR DF
76 JAIR BOLSONARO PP RJ
77 JANDIRA FEGHALI PCdoB RJ
78 JANETE CAPIBERIBE PSB AP
79 JANETE ROCHA PIETÁ PT SP
80 JÂNIO NATAL PRP BA
81 JEAN WYLLYS PSOL RJ
82 JÔ MORAES PCdoB MG
83 JOÃO ANANIAS PCdoB CE
84 JOÃO PAULO CUNHA PT SP
85 JOÃO PAULO LIMA PT PE
86 JORGINHO MELLO PSDB SC
87 JOSÉ DE FILIPPI PT SP
88 JOSÉ GUIMARÃES PT CE
89 JOSÉ MENTOR PT SP
90 JOSE STÉDILE PSB RS
91 JOSEPH BANDEIRA PT BA
92 JOSIAS GOMES PT BA
93 KEIKO OTA PSB SP
94 LAERCIO OLIVEIRA PR SE
95 LAUREZ MOREIRA PSB TO
96 LEONARDO MONTEIRO PT MG
97 LINCOLN PORTELA PR MG
98 LOURIVAL MENDES PTdoB MA
99 LUCI CHOINACKI PT SC
100 LUCIANA SANTOS PCdoB PE
101 LUCIANO CASTRO PR RR
102 LUIZ ALBERTO PT BA
103 LUIZ CARLOS PSDB AP
104 LUIZ COUTO PT PB
105 LUIZ NOÉ PSB RS
106 LUIZA ERUNDINA PSB SP
107 MANATO PDT ES
108 MANUELA D’ÁVILA PCdoB RS
109 MARCELO MATOS PDT RJ
110 MÁRCIO MACÊDO PT SE
111 MARCON PT RS
112 MARCOS MEDRADO PDT BA
113 MARCOS ROGÉRIO PDT RO
114 MARINA SANTANNA PT GO
115 MARLLOS SAMPAIO PMDB PI
116 MAURÍCIO QUINTELLA LESSA PR AL
117 MAURO BENEVIDES PMDB CE
118 MAURO LOPES PMDB MG
119 MENDONÇA PRADO DEM SE
120 MIRIQUINHO BATISTA PT PA
121 MIRO TEIXEIRA PDT RJ
122 NAZARENO FONTELES PT PI
123 NELSON BORNIER PMDB RJ
124 NELSON MARCHEZAN JUNIOR PSDB RS
125 NELSON MARQUEZELLI PTB SP
126 NELSON PELLEGRINO PT BA
127 NEWTON LIMA PT SP
128 ONOFRE SANTO AGOSTINI PSD SC
129 ONYX LORENZONI DEM RS
130 OSMAR JÚNIOR PCdoB PI
131 OSMAR SERRAGLIO PMDB PR
132 PADRE JOÃO PT MG
133 PADRE TON PT RO
134 PASTOR MARCO FELICIANO PSC SP
135 PAUDERNEY AVELINO DEM AM
136 PAULO FEIJÓ PR RJ
137 PAULO FOLETTO PSB ES
138 PAULO FREIRE PR SP
139 PAULO PIMENTA PT RS
140 PAULO RUBEM SANTIAGO PDT PE
141 PAULO WAGNER PV RN
142 PEDRO UCZAI PT SC
143 PEPE VARGAS PT RS
144 PERPÉTUA ALMEIDA PCdoB AC
145 POLICARPO PT DF
146 PROFESSOR SETIMO PMDB MA
147 RAIMUNDÃO PMDB CE
148 REBECCA GARCIA PP AM
149 REGINALDO LOPES PT MG
150 REGUFFE PDT DF
151 RENAN FILHO PMDB AL
152 RICARDO BERZOINI PT SP
153 RICARDO IZAR PSD SP
154 ROGÉRIO CARVALHO PT SE
155 ROMÁRIO PSB RJ
156 RONALDO FONSECA PR DF
157 RONALDO ZULKE PT RS
158 RUBENS BUENO PPS PR
159 RUBENS OTONI PT GO
160 SANDES JÚNIOR PP GO
161 SANDRO ALEX PPS PR
162 SEBASTIÃO BALA ROCHA PDT AP
163 SEVERINO NINHO PSB PE
164 SIBÁ MACHADO PT AC
165 SILVIO COSTA PTB PE
166 SUELI VIDIGAL PDT ES
167 TAUMATURGO LIMA PT AC
168 TIRIRICA PR SP
169 VALDEMAR COSTA NETO PR SP
170 VALMIR ASSUNÇÃO PT BA
171 VANDER LOUBET PT MS
172 VANDERLEI SIRAQUE PT SP
173 VICENTE CANDIDO PT SP
174 VICENTINHO PT SP
175 VIEIRA DA CUNHA PDT RS
176 WALDENOR PEREIRA PT BA
177 WALTER TOSTA PSD MG
178 WASHINGTON REIS PMDB RJ
179 WELITON PRADO PT MG
180 WELLINGTON FAGUNDES PR MT
181 WEVERTON ROCHA PDT MA
182 WILSON FILHO PMDB PB
183 WOLNEY QUEIROZ PDT PE
184 ZÉ GERALDO PT PA
185 ZOINHO PR RJ

Privataria Tucana e o silêncio da mídia: assista ao vivo

Dia histórico para o Brasil: Protógenes protocola CPI que pode levar tucanos para a cadeia

Deputados entregam a Marco Maia
requerimento para criação da CPI
Um dia histórico para o país. Nesta quarta-feira (21), o deputado Protógenes Queiroz protocolou junto ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), o requerimento para a instalação da CPI da Privataria Tucana. “A Câmara hoje se mobiliza atendendo a um apelo popular muito forte, através principalmente das redes sociais”, comentou Protógenes.

“Começou como CPI da Privataria, mas muitos já estão chamando de CPI da Cidadania, pois é uma CPI pluripartidária, com assinaturas de todos os partidos. Muitos deputados da oposição assinaram porque também se disseram surpreendidos com as revelações do livro”, informou o deputado comunista.

Foram colhidas 206 assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que pretende investigar um grande esquema de corrupção ocorrido durante o processo de privatizações das estatais no governo de Fernando Henrique Cardoso.

O fato novo que motivou o pedido de CPI foi a publicação do livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Junior, que trouxe centenas de documentos comprovando o recebimento de propinas e lavagem de dinheiro em paraísos fiscais. Participaram da entrega do requerimento, ao lado de Protógenes, os deputados Jô Moraes (PCdoB-MG), Reginaldo Lopes (PT-MG), Ricardo Berzoini (PT-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ).

Clamor popular

Protógenes considerou um dia histórico, pois os deputados atendem a um clamor popular pela criação da CPI. “Queremos esclarecer e dizimar uns fantasmas que rondam a política brasileira. Nas privatizações da década de 90, nós pagamos um custo social muito alto e agora descobrimos para onde foi o dinheiro”.

O deputado fez questão de ressaltar que todo o movimento que surgiu no país se deve `a publicação do jornalista Amaury, “é muito mais que um livro, é um verdadeiro documento, uma espécie de libelo acusatório. E nós vamos procurar através dessas acusações as verdades que o Brasil quer e precisa saber”.

Delegado da Operação Satiagraha, que em 2008 prendeu o banqueiro Daniel Dantas, Protógenes viu conexões entre as informações do livro e outras operações policiais. “Nunca imaginávamos que grande volume de dinheiro enviado para o exterior era do processo de privatização”, afirmou.

Presidente

O presidente Marco Maia considerou que esta pode ser uma “CPI explosiva, com contornos muito claros de debate político”. Maia informou que recebido o requerimento, o próximo passo é encaminhar para a secretaria geral da Câmara para as devidas conferências. “Além disso, será feita uma análise jurídica do conteúdo do requerimento. Vamos cumprir na integralidade do regimento no que diz respeito a instalação da CPI e assim identificar se há um fato determinado”.

Maia comunicou também que ainda essa semana vai assinar a constituição de duas CPIs para começarem a funcionar a partir do início do próximo ano. A primeira investigará o possível aumento do trabalho escravo no país e outra terá como foco o tráfico de pessoas, em um trabalho complementar ao que foi desenvolvido no Senado.

De Brasília, Kerison Lopes

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

“A Privataria Tucana” marca o fim de José Serra

O livro "A Privataria Tucana" marca o desfecho de uma era, ao decretar o fim político de José Serra. A falta de respostas de Serra ao livro - limitou-se a taxá-lo de "lixo" - foi a comprovação final de que não havia como responder às denúncias ali levantadas.

- por Luis Nassif, em seu blog

O livro "A Privataria Tucana" marca o desfecho de uma era, ao decretar o fim político de José Serra. A falta de respostas de Serra ao livro - limitou-se a taxá-lo de "lixo" - foi a comprovação final de que não havia como responder às denúncias ali levantadas.

O livro mostra como, após as privatizaçōes, o Banco Opportunity - um dos maiores beneficiados - aportou recursos em paraísos fiscais, em empresas da filha Verônica Serra. Depois, como esse dinheiro entrou no país e serviu, entre outras coisas, para (simular) a compra da casa em que Serra vive.

Tem muito mais. Mostra a extensa rede de pessoas cercando Serra que, desde o início dos anos 90, fazia negócios entre si, utilizando o Banespa, o Banco do Brasil, circuitos de paraísos fiscais, as mesmas holdings utilizadas por outros personagens controvertidos para esquentar dinheiro

Provavelmente o livro não suscitará uma CPI, pela relevante razão de que o sistema de doleiros, paraísos fiscais, foi abundantemente utilizado por todos os partidos políticos, incluindo o PT. Aliás, uma das grandes estratégias de José Dirceu, assim que Lula é eleito, foi mapear e cooptar os personagens estrangeiros da privatização que, antes, orbitavam em torno de Serra.

Essa a razão de ter terminado em pizza a CPI do Banestado, que expunha personagens de todos os partidos.

Nesse imbróglio nacional, a posição mais sensível é a de Serra - e não propriamente para a opinião pública em geral, mas para seus próprios correligionários. Afinal, montou um esquema que em nada ficou a dever a notórios personagens da República, como Paulo Maluf. Jogou pesado para enriquecimento pessoal e da família.

Com as revelações do livro, quebra-se a grande defesa de Serra, algo que talvez a sociologia tenha estudado e que poderia ser chamada de "a blindagem dos salões". É quando personagens controvertidos se valem ou do mecenato, das artes, ou da proximidade com intelectuais para se blindarem. O caso recente mais notável foi o de Edemar Cid Ferreira e seu Banco Santos.

Serra dispunha dessa blindagem, por sua condição de economista reputado nos anos 80, de sua aproximação com o Instituto de Economia da Unicamp. Graças a isso, todos os pequenos sinais de desvio de conduta eram minimizados, tratados como futrica de adversários.

O livro provocou uma rachadura no cristal. De repente todas aquelas peças soltas da história de Serra foram sendo relidas, o quebra-cabeças remontado à luz das revelações do livro.

Os sistemas de arapongagem, que permitiram a ele derrubar a candidatura de Roseana Sarney no episódio Lunus; o chamado "jornalismo de esgoto" que o apoiou, as campanhas difamatórias pela Internet, as suspeitas de dossiê contra Paulo Renato de Souza, Aécio Neves, o discurso duplo na privatização (em particular apresentando-se como crítico, internamente operando os esquemas mais polêmicos), tudo ganhou sentido à luz da lógica desvendada pelo livro.

Fica claro, também, porque o PSDB - que ambicionava os 20 anos de poder - jogou as eleições no colo de Lula.

Todas as oportunidades de legitimação da atuação partidária foram preteridas, em benefício dos interesses pessoais da chamada ala intelectual do partido.

A perda do bonde do real
No início do real, os economistas enriqueceram com operações cambiais, em cima de uma apreciação do real que matou a grande oportunidade de criação de um mercado de consumo interno. A privatização poderia ter sido conduzida dentro de um modelo de fundos sociais, que permitiria legitimá-la e criar um mercado de capitais popular no país. Mas os interesses pessoais se interpuseram no caminho do projeto político do partido.

O cavalo encilhado
O fim da inflação permitiu o desabrochar de um mercado de consumo de massa, dez anos antes que o salário mínimo, Bolsa Família e Pronaf abrissem espaço para a nova classe média. Estariam assegurados os 20 anos de poder preconizados por Sérgio Motta, não fosse o jogo cambial, uma manobra de apreciação do real que enriqueceu os economistas mas estagnou a economia por uma década. FHC jogou fora a chance do partido e do país. Conto em detalhes essa história no livro "Os Cabeças de Planilha".

A falta de Mário Covas
Fica claro, também, a falta que Mário Covas fez ao PSDB. Com todas as críticas que possam ser feitas a ele, a Lula e a outros grandes políticos, havia neles o sentimento de povo. Na campanha de 2006, ouvi de Geraldo Alckmin a crítica - velada - à ala supostamente intelectual do PSDB. "Covas sempre me dizia para, nos finais de semana, andar pelas ruas, visitar bairros, cidades, para não perder o sentido do povo".

Os construtores e os arrivistas
Não se vá julgar impolutos Covas, Lula, Tancredo, Ulisses, o grande Montoro, Grama e outros fundadores do Brasil moderno. Dentro do modelo político brasileiro, montaram acordos nem sempre transparentes, participaram dos pactos que permitiam o financiamento partidário, familiares se aproveitaram das relações políticas para pavimentar a vida profissional. Mesmo assim, imperfeitos que eram - como políticos e seres humanos - havia neles a centelha da transformação, a vontade de deixar um legado, o apelo da redemocratização.

A ala intectual do PSDB
Esses atributos passavam ao largo das ambições da ala intelectual do partido, os economistas financistas de um lado, o grupo de Serra do outro. O individualismo exacerbado, a ambição pessoal, a falta de compromisso com o próprio partido e, menos ainda, com o país, fizeram com que não abrissem espaço para a renovação. Com exceção de Serra, FHC não legou para o partido um ministro sequer com fôlego político. Como governador, Serra não permitiu o lançamento político de um secretário sequer.

A renovação tímida
A renovação do PSDB se deu pelas mãos de Alckmin - ele próprio não revelando um secretário sequer com fôlego para sucedê-lo - e, fora de São Paulo, de Aécio Neves. Ao desvendar as manobras de Serra, o livro fecha um ciclo de ódio, personalismo, de enriquecimento de pessoas em detrimento do país e do próprio partido. No começo, será um baque para o PSDB. Passado o impacto inicial, será a libertação para o penoso reinício político.

Mais um livro imperdível: "Crime de Imprensa"


- Escrito por Palmério Dória e Mylton Severiano

Crime de Imprensa é o primeiro livro a mostrar, na história das eleições, como se comporta a mídia corporativa antipopular e atrelada a interesses que não coincidem com a vontade do nosso povo. Uma mídia que não hesita em usar os mesmos métodos do inescrupuloso magnata das comunicações Rudolph Murdoch. Em tom de sátira, os autores transmitem a perplexidade das pessoas lúcidas deste País não só com a cobertura jornalística falsamente “isenta” das campanhas eleitorais, mas também com a posição dos grandes veículos de comunicação diante de outros episódios da vida brasileira.

Autores
Os autores de Crime de Imprensa se conheceram no início da década de 1970 ao colaborar num número especial sobre Amazônia para Realidade, da Editora Abril – o paraense de Santarém Palmério Dória como repórter; e o paulista de Marília Mylton Severiano, o Myltainho, como editor de texto, função que já havia exercido ali ao participar da equipe fundadora daquela revista mensal que virou “cult”. Ficaram amigos nas redações da família Mesquita, Palmério no Estadão, Myltainho no Jornal da Tarde.

Juntos, formando “dupla de criação”, ou separados, passaram por inúmeras outras redações, dentre elas TV Cultura, O Bondinho (bimensal de contracultura), Rede Globo, Aqui São Paulo (semanário de política e comportamento), TV Record, Canja (semanário dedicado à MPB), Folha de S. Paulo, Interview, Extra-Realidade Brasileira (série de livros-reportagem), e o mensário ex- (único a publicar reportagem sobre a morte do jornalista Vladimir Herzog, hoje nome de prêmio para quem defende os direitos humanos). Por coincidência, um trabalho de que se orgulham deu-se justamente em Londrina (1974-1975). Estavam na equipe que, a convite de Paulo Pimentel, criou Panorama, sob a direção de Narciso Kalili, Délio Cezar e Nacib Jabur.

A turma pretendia tocar um diário que rivalizasse com Estadão e Jornal do Brasil, então mais importantes periódicos do país. A intenção foi frustrada por razões alheias à vontade do grupo, formado por profissionais de fora e da cidade – os locais em sua maioria jovens que se tornariam grandes nomes do jornalismo e da cultura paranaenses. Crime de Imprensa é o segundo volume de uma trilogia dedicada a expor mazelas do comportamento brasileiro (o terceiro está em preparo).

O primeiro, Honoráveis Bandidos, “um retrato do Brasil na Era Sarney”, tornou-se inédito sucesso do jornalismo político: vendeu mais de 100 mil exemplares só nos três primeiros meses após o lançamento (setembro de 2009, Geração Editorial); Crime de Imprensa, pela editora Plena, mostra agora como boa parte dos empresários da mídia usa seus veículos mais como pontas-de-lança para fazer negócios do que para defender os interesses de nossa gente. Diziam os latinos que o riso corrige os costumes. Os dois jornalistas não perdem o bom humor e, amparados em fatos, não mais que fatos, da narrativa fazem divertido meio para você se informar melhor sobre bandalheiras midiáticas nacionais. Eis como um crime pode compensar: Crime de Imprensa, o livro.

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Centro Barão de Itararé promove o debate "A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia"

O livro “A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Jr, será tema do debate “A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia”, promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, nesta quarta-feira (21), no Sindicato dos Bancários de São Paulo. Além do autor, também estarão presentes Paulo Henrique Amorim, jornalista e blogueiro, e Protógenes Queiroz, deputado autor do pedido da instalação da CPI da Privataria. Até a última sexta-feira, segundo informações da editora (Geração Editorial), cerca de de 45 mil exemplares já tinham sido vendidos. Uma nova edição, com 70 mil exemplares, está sendo preparada.

Um dos assuntos mais comentados nos últimos dias, o livro “A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Jr, será tema do debate “A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia”, promovido pelo Barão de Itararé, na próxima quarta-feira (21), em São Paulo. Além do autor, também estarão presentes Paulo Henrique Amorim, jornalista e blogueiro, e Protógenes Queiroz, deputado autor do pedido da instalação da CPI da Privataria.

Na ocasião, também haverá o coquetel de lançamento do livro e festa de confraternização de fim de ano do Barão de Itararé. O evento acontece no Sindicato dos Bancários de São Paulo (Rua São Bento, 413, Centro), a partir das 19h.

Apesar da primeira edição, de 15 mil exemplares, ter esgotado em cerca de quatro dias, os principais veículos de comunicação do país adotaram um silêncio ensurdecedor sobre o tema. Até a última sexta-feira, segundo informações da editora (Geração Editorial), cerca de de 45 mil exemplares já tinham sido vendidos. Será lançada uma segunda edição, com 70 mil exemplares, que já estão praticamente todos vendidos.

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O ano em que um livro desmascarou a imprensa

Por mais que cada vez menos gente acreditasse nessa conversa, seus porta-vozes sempre insistiam em garantir que a mídia grande era independente, apartidária, isenta, preocupada apenas em contar o que está acontecendo e denunciar os malfeitos do governo, em defesa do interesse nacional e da felicidade de todos. Agora, caiu definitivamente a máscara.

- Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho

"Se a Gazeta Esportiva não deu, ninguém sabe o que aconteceu".
(Slogan de um antigo jornal de São Paulo, nos tempos pré-internet, que ainda inspira muitos jornalistas brasileiros).


Daqui a cem anos, quando os historiadores do futuro contarem a história da velha mídia brasileira, certamente vão reservar um capítulo especial para o que aconteceu em 2011.

Foi o ano em que um livro desmascarou o que ainda restava de importância e influência da chamada grande imprensa na formação da opinião pública brasileira.

O suicídio coletivo foi provocado pelo lançamento de um livro polêmico, A Privataria Tucana, do premiado repórter Amaury Ribeiro Júnior, com denúncias sobre o destino dado a bilhões de reais na época do processo de privatização promovido nos anos FHC.

Como envolve personagens do alto tucanato em nebulosas viagens de dinheiro pelo mundo, o livro foi primeiro ignorado pelos principais veículos do país, com exceção da revista "Carta Capital" e dos telejornais da Rede Record.

Nos dias seguintes, os poucos que se atreveram a tocar no assunto se limitaram a detonar o livro e o seu autor. Sem entrar no mérito da obra, o fato é que, em poucos dias, A Privataria Tucana alcançou o topo dos livros mais vendidos do país e invadiu as redes sociais, tornando-se tema dominante nas rodas de conversa do Brasil que tem acesso à internet. .

No final de semana, o fenomeno editorial apareceu nas listas de jornais e revistas, mas não mereceu qualquer resenha ou reportagem sobre o seu conteúdo.

Em 47 anos de trabalho nas principais redações da imprensa brasileira, com exceção da revista "Veja", nunca tinha visto nada igual, nem mesmo na época da ditadura militar, quando a gente não era proibido de escrever, apenas os censores não deixavam publicar.

Foi como se todos houvessem combinado que o livro simplesmente não existiria. Esqueceram-se que há alguns anos o mundo foi revolucionado por um negócio chamado internet, em que todos nos tornamos emissores e receptores de informações, tornando-se impossível esconder qualquer notícia.

O que mais me espantou foi o silêncio dos principais colunistas e blogueiros do país - falo dos profissionais considerados sérios -, muitos deles meus amigos e mestres no ofício, que sempre preservaram sua independência, mesmo quando discordavam da posição editorial da empresa onde estão trabalhando. Nenhum deles ousou escrever, nem bem nem mal, sobre A Privataria Tucana, com a honrosa exceção de José Simão.

Alguns ainda tentaram dar alguma desculpa esfarrapada, como falta de tempo para ler e investigar os documentos publicados no livro, mas a grande maioria simplesmente saiu por aí assobiando e mudando de assunto.

O que aconteceu? Faz algum tempo, as entidades representativas da velha mídia criaram o Instituto Millenium, uma instituição voltada à defesa dos seus interesses e negócios, o que é muito justo.

Sob a bandeira da "defesa da liberdade de expressão", segundo eles sempre ameaçada por malfeitores do PT e de setores do governo federal, os barões da mídia promoveram vários saraus para denunciar os perigos que enfrentavam. O principal deles, claro, era "a volta da censura".

Pois a censura voltou a imperar escandalosamente na semana passada, só que, desta vez, não promovida por orgãos do Estado, mas pelas próprias empresas jornalísticas abrigadas no Millenium, que decidiram apagar do mapa, não uma reportagem ou uma foto, mas um livro.

O episódio certamente será um divisor de águas no relacionamento entre a grande imprensa e seus clientes. Por mais que cada vez menos gente acreditasse nessa conversa, seus porta-vozes sempre insistiam em garantir que a mídia grande era independente, apartidária, isenta, preocupada apenas em contar o que está acontecendo e denunciar os malfeitos do governo, em defesa do interesse nacional e da felicidade de todos.

Agora, caiu definitivamente a máscara. Neste final de semana, ouvi de várias pessoas, em diferentes ambientes, que vão cancelar assinaturas de publicações em que não confiam mais.

Como jornalista ainda apaixonado pela profissão, fico triste com tudo isso, mas não posso brigar com os fatos. Foi vergonhoso ver o que aconteceu e não deu para esconder. Graças à internet, todo mundo ficou sabendo.

E agora? O que vão dizer aos seus ouvintes, leitores e telespectadores?

domingo, 18 de dezembro de 2011

Merdal Perereira sai em socorro de Zé Pedágio

Jornalista sério de O Globo chama livro "A Privataria Tucana" de ficção

O jornalista sério e membro da Academia Brasileira de Letras, Merval Pereira, não gostou do livro "A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Jr. Em sua coluna no O Globo, jornal sério, ele esculhambou a obra. Confira neste link o texto do imortal Merval (com comentários do jornalista não-sério Luis Nassif).

Abaixo, o momento exato em que Merval, o sério, chegou à conclusão brilhante sobre o livro "A Privataria Tucana":

sábado, 17 de dezembro de 2011

Revelações de "A Privataria Tucana" são assustadoras e enojantes!

Acho que é uma ilusão sonhar que um dia veremos esses mafiosos na cadeia. Porém, para mim serviria de consolo que essa corja toda fosse enterrada politicamente de uma vez por todas, desprezados até pelo mais empedernido odiador das esquerdas que tenha o mínimo de bom senso e incapazes de se elegerem sequer para síndicos de seus condomínios...

- por André Lux, jornalista

Estou na página 172 do livro "A Privataria Tucana". Olha, o que o livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr. relata até agora, com farta documentação, é de arrepiar. Mostra como Serra, Ricardo Sérgio (que foi diretor do Banco do Brasil) e outros tucanos de alta plumagem roubaram BILHÕES de dólares dos cofres públicos não só na época das privatizações. Os esquemas de corrupção deles vem de muito antes, segundo o livro, da época que Serra era ainda do PMDB.

Confesso que, mesmo sentindo total repúdio por Serra por achá-lo autoritário, mentiroso, psicopata até, nunca imaginei que ele fosse TÃO corrupto. Os esquemas que ele, seus familiares e sócios armaram para lavar dinheiro da corrupção são os mesmos usados por narcotraficantes e pela máfia italiana. É assustador isso!

Não estamos falando aqui de uma empresa tal que, querendo levar a melhor numa privatização, entrou na sala do diretor do Banco do Brasil e ofereceu a ele uma mala cheia de dinheiro para beneficiá-la. Não, os esquemas desse pessoal são coisa de gente que entrou naquilo para enriquecer ilicitamente de forma "profissional". É coisa meticulosamente planejada, feita por quem sabe do assunto e se envolveu com gente da pior espécie para levar tudo a cabo.

Qualquer pessoa minimamente inteligente e bem informada desconfiava que as privatizações feitas no governo FHC foram os maiores esquemas de corrupção da história do Brasil, porém ninguém tinha como provar isso. Até agora. O livro do Amaury comprova isso de forma incontestável.

Em momentos como esse sinto uma profunda tristeza por todos aqueles brasileiros que, ingênuos, mal informados ou guiados por um ódio irracional e cego às esquerdas (PT principalmente), votaram e votam em pessoas como Serra ou FHC. Agora está mais do que provado que são pessoas que não possuem o menor apreço pela coisa pública e que estão na política única e e exclusivamente para enriquecer às custas do dinheiro público. Por isso, merecem todo o nosso repúdio - e não apenas politicamente, mas como pessoas também. Se ao menos, mesmo com TODA essa corrupção revelada no livro do Amaury, tivessem feito algo de bom para o Brasil... mas nem isso. O governo de FHC foi um desastre para toda a população do país, principalmente a mais pobre, em todos os aspectos!

Outra coisa importante que está nas entrelinhas do livro é como a imprensa corporativa do Brasil (Veja, Globo, Folha, Estadão, etc) deve estar metida até o pescoço nesse lamaçal de corrupção, caso contrário teria divulgado tudo isso muito tempo antes. Se um mero jornalista, em menos de 10 anos, conseguiu levantar todas as informações contidas em "A Privataria Tucana" (que fala apenas de 10% de tudo que foi privatizado no país), imagine o que essa imprensa que tem à disposição um exército de jornalistas poderia ter feito! 1/10 do rigor em denunciar supostos esquemas de corrupção durante os 9 anos que a esquerda está no poder (90% deles, sabemos, meros factóides) já estaria de bom tamanho. É preciso ir mais fundo nessa relação entre os esquemas BILIONÁRIOS de corrupção dos tucanos e a imprensa corporativa do Brasil que é dominada por meia dúzia de famiglias. Não dá mais para viver num país onde uma mídia atua como uma verdadeira quadrilha para destruir reputações de seus inimigos políticos, ao mesmo tempo que defende com unhas e dentes criminosos cujas ações estão fartamente documentadas! É preciso dizer chega a isso de uma vez por todas!

Acho que é uma ilusão sonhar que um dia veremos esses mafiosos na cadeia, depois de terem devolvido tudo que roubaram dos cofres públicos. Até porque essa gente tem tentáculos em todas as esferas públicas, como afirmou o jornalista Amaury Ribeiro Jr., inclusive na Polícia Federal, no Judiciário e no Ministério Público. Porém, para mim serviria de consolo que essa corja toda fosse enterrada politicamente de uma vez por todas, desprezados até pelo mais empedernido odiador das esquerdas que tenha o mínimo de bom senso e incapazes de se elegerem sequer para síndicos de seus condomínios...

Por tudo isso, leiam o livro "A Privataria Tucana" (mas não esqueçam de comprar um saco de vômito para deixar por perto) e, por favor, disseminem seu conteúdo para o maior número de pessoas possível! O que essa quadrilha fez em termos de corrupção durante as privatizações do governo FHC é algo simplesmente enojante! Como bem diz o meu amigo Ricardo Melo, foi um verdadeiro saque ao patrimônio público nacional. Se cada um de nós, cidadãos de bem desse país, fizermos a nossa parte, muita coisa pode mudar. Acreditem!

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Assim não dá, assim não pode!

Uma capa sensacional!

Mino Carta: Só mesmo no Brazil-zil-zil

Não sei até que ponto os barões midiáticos e seus sabujos percebem as mudanças pelas quais o País passa, ou se fingem não perceber, na esperança até ontem certeza de que nada acontece se não for noticiado por seus jornalões, revistonas, canais de tevê, ondas radiofônicas.

- por Mino Carta, na CartaCapital

Pergunto aos meus intrigados botões por que a mídia nativa praticamente ignorou as denúncias do livro de Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, divulgadas na reportagem de capa da edição passada de -CartaCapital em primeira mão. Pergunto também se o mesmo se daria em países democráticos e civilizados em circunstâncias análogas. Como se fosse possível, digamos, que episódios da recente história dos Estados Unidos, como os casos Watergate ou Pentagon Papers, uma vez trazidos à tona por um órgão de imprensa, não fossem repercutidos pelos demais. Lacônicos os botões respondem: aqui, no Brazil-zil-zil, a aposta se dá na ignorância, na parvoíce, na credulidade da plateia.

Ou, por outra: a mídia nativa empenha-se até o ridículo pela felicidade da minoria, e com isso não hesita em lançar uma sombra de primarismo troglodita, de primeva indigência mental, sobre a nação em peso. Não sei até que ponto os barões midiáticos e seus sabujos percebem as mudanças pelas quais o País passa, ou se fingem não perceber, na esperança até ontem certeza de que nada acontece se não for noticiado por seus jornalões, revistonas, canais de tevê, ondas radiofônicas.

Mudanças, contudo, se dão, e estão longe de serem superficiais. Para ficar neste específico episódio gerado pelo Escândalo Serra, o novo rumo, e nem tão novo, se exprime nas reações dos blogueiros mais respeitáveis e de milhões de navegantes da internet, na venda extraordinária de um livro que já é best seller e na demanda de milhares de leitores a pressionarem as livrarias onde a obra esgotou. A editora cuida febrilmente da reimpressão. Este é um fato, e se houver um Vale de Josaphat para o jornalismo (?) brasileiro barões e sabujos terão de explicar também por que não o registraram, até para contestá-lo.

Quero ir um pouco além da resposta dos botões, e de pronto tropeço em -duas razões para o costumeiro silêncio ensurdecedor da mídia nativa. A primeira é tradição desse pseudojornalismo arcaico: não se repercutem informações publicadas pela concorrência mesmo que se trate do assassínio do arquiduque, príncipe herdeiro. Tanto mais quando saem nas páginas impressas por quem não fala a língua dos vetustos donos do poder e até ousa remar contracorrente. A segunda razão é o próprio José Serra e o tucanato em peso. Ali, ai de quem mexe, é a reserva moral do País.

Estranho percurso o do ex-governador e candidato derrotado duas vezes em eleições presidenciais, assim como é o de outra ave misteriosa, Fernando Henrique Cardoso, representativos um e outro de um típico esquerdismo à moda. Impávidos, descambaram para a pior direita, esta também à moda, ou seja, talhada sob medida -para um país- que não passou pela Revolução Francesa. Donde, de alguns pontos de -vista, atado à Idade Média. O movimento de leste para oeste é oportunista, cevado na falta de crença.

Não cabe mais o pasmo, Serra e FHC tornaram-se heróis do reacionarismo verde-amarelo, São Paulo na vanguarda. Estive recentemente em Salvador para participar de um evento ao qual compareceram Jaques Wagner, Eduardo Campos e Cid Gomes, governadores em um Nordeste hoje em nítido progresso. Enxergo-o como o ex-fundão redimido por uma leva crescente de cidadãos cada vez mais conscientes das -suas possibilidades e do acerto de suas escolhas eleitorais. Disse eu por lá que São Paulo é o estado mais reacionário da Federação, choveram sobre mim os insultos de inúmeros navegantes paulistas.

Haverá motivos para definir mais claramente o conservadorismo retrógado de marca paulista? E de onde saem Folha e Estadão, e Veja e IstoÉ, fontes do besteirol burguesote, sempre inclinados à omissão da verdade factual, embora tão dedicados à defesa do que chamam de liberdade de imprensa? Quanto às Organizações Globo e seus órgãos de comunicação, apresso-me a lhes conferir a cidadania honorária de São Paulo, totalmente merecida.

Blogueiro mostra que máfia midiática também se locupletou com as privatarias tucanas


Meu amigo Ricardo Melo postou um comentário aqui no blog que traz luz sobre um dos motivos que levam o PiG a fazer de tudo para primeiro ignorar o livro "A Privataria Tucana" e depois, quando não dava mais pra esconder, sair em defesa de Serra, FHC e todo o resto da corja que, segundo os documentos contidos no livro do Jornalista Amaury Ribeiro Jr., tungaram bilhões de dólares dos cofres públicos durante as privatizações do PSDB. Confiram:

Agora o Eduardo Guimarães mostrou porquê a mídia vai fazer o possível e o impossível para abafar a Privataria e desqualificar o Amaury Ribeiro Jr. Leiam:

"A família Mesquita, do Estadão, saiu do processo de privatização como sócia da empresa de telefonia celular BCP (atualmente, Claro) na região Metropolina de São Paulo. O Grupo OESP (Estadão) ficou com 6% do consórcio, o Banco Safra com 44%, a Bell South (EUA) com 44% e o grupo Splice com 6%.

Já a família Frias, dona da Folha de São Paulo, aproveitou a liquidação da privataria para adquirir opção de compra de 5% do consórcio Avantel Comunicações – Air Touch (EUA) 25% e grupo Stelar mais 25% -, que ficou com 50% da telefonia paulistana, tendo a construtora Camargo Correa comprado mais 25% e o Unibanco os 25% restantes.

Finalmente, a família Marinho. Mergulhou fundo na Globopar, empresa de participações formada para adquirir parte da privataria, tendo comprado 40% do consórcio TT2, que disputava a telefonia celular nas áreas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, ficando o resto com a americana ATT, que comprou 37%, com o Bradesco, que comprou 20%, e com a italiana Stet, que se contentou com 3%.

Os Marinho também abocanharam o consórcio Vicunha Telecomunicações, que envolvia telefonia celular na Bahia e em Sergipe. A Stet (Itália) ficou com 44%, o Grupo Vicunha com37% e a Globopar e o Bradesco com 20%.

Abaixo, a tabela de participação de cada empresa no processo de privataria da telefonia, o apetitoso Sistema Telebrás, que os barões da mídia defenderam no Estadão, no Globo e na Folha sem informarem aos seus leitores que estavam envolvidos nos negócios que adviriam da venda de patrimônio público.

Quem quiser conferir melhor essa divisão do saque ao patrimônio público que o livro A Privataria Tucana denuncia, pode acessar o estudo “INVESTIMENTO E PRIVATIZAÇÃO DAS TELECOMUNICAÇÕES NO BRASIL: DOIS VETORES DA MESMA ESTRATÉGIA”. Não contém opiniões, contém fatos – quem comprou o quê durante o processo de privatização do governo FHC.

Como se vê, a mídia tem todas as razões do mundo para temer uma investigação que, para ser totalmente franco, deveria ter sido aberta pelo governo Lula no primeiro dia de 2003, tão logo o poder finalmente mudou de mãos no Brasil. Mas a grande maioria do governo do PT achou que evitaria uma guerra com a mídia e a oposição se prevaricasse e não investigasse nada."

Abaixo a planilha que comprova as afirmações acima:

Meu vídeo é destaque no site do Jornalista Paulo Henrique Amorim!

O video gozação que eu criei para o maior escândalo de corrupção da história do Brasil que envolve diretamente o abominável José Serra e seus familiares e outros tucanos de alta plumagem, revelado no excelente livro do jornalista premiado Amaury Ribeiro Jr. "A Privataria Tucana", está em destaque no site do Paulo Henrique Amorim! Confiram neste link!

Ombusman da Folha detona jornal por matéria chapa branca sobre o livro "A Privataria Tucana"

ANTES TARDE DO QUE NUNCA

- por Suzana Singer, ombudsman da Folha de S.Paulo


Ainda bem que a Folha deu a notícia sobre o livro “A Privataria Tucana” (A11). A matéria está correta, com o destaque devido, mas o jornal deveria continuar no assunto, porque há mais pautas no livro.

Exemplo: por que Verônica Serra e o marido têm offshores? Não deveríamos investigar e questioná-los? É já publicamos que Alexandre Bourgeois, marido de Verônica, foi condenado por dever ao INSS? É verdade que as declarações que ela deu na época das eleições, sobre a sociedade com a irmã de Daniel Dantas, eram mentirosas? Fomos muito rigorosos com o caso Lulinha, por exemplo.

Outra frente é a o tal QG de dossiês anti-Serra na época da eleição presidencial, que a Folha deu com bastante destaque. O livro conta coisas de arrepiar a respeito de Rui Falcão. Ao mesmo tempo, sua versão de roubo dos seus arquivos parece inverossímel. Seria bom investigar, já que ele faz acusações graves contra a imprensa, especialmente “Veja” e “Folha”.

Teria sido bom editar um “acervo Folha conta a história da privatização” para lembrar ao leitor que o jornal foi muito duro com o governo FHC. É um erro subestimar a capacidade da internet -e da Record- de disseminar a tese do “PIG”. E também seria bom esclarecer, com mais detalhes, o que é novidade no livro sobre esse período.

O Painel do Leitor só deu hoje uma carta cobrando a cobertura do livro. Eu recebi 141 mensagens. Quem escreveu hoje criticou a matéria publicada por:

1) ter um viés de defesa dos tucanos;

2) não ter apresentado Amaury Ribeiro Jr. devidamente e não tê-lo ouvido;

3) exigir provas que são impossíveis (ligação das transações financeiras entre Dantas e Ricardo Sérgio e as privatizações);

4) não ter esse grau de exigência em outras denúncias, entre as mais recentes, as que derrubaram o ministro do Esporte (cadê o vídeo que mostra dinheiro sendo entregue na garagem?);

5) não ter citado que o livro está sendo bem vendido

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Empresa de filho de FHC fica sob o mesmo teto de empresas de fachada de Ricardo Sérgio e Veronica Serra

O livro “Privataria Tucana” mostra que as empresas de fachada offshore de Ricardo Sérgio Oliveira, Verônica Serra e seu marido Alexandre Bourgeois foram abrigadas na mesma Citco, só que foram diretamente para a matriz no Citco Building, edifício-sede de um grupo de companhias que, além das Ilhas Virgens, onde se situa, se espalha pelos ancoradouros piratas de Aruba, Curaçao, Bahamas, Ilhas Cayman, Barbados e outras.

- por SÉRGIO CRUZ, na Hora do Povo

O filho de Fernando Henrique, Paulo Henrique Cardoso, é dono de 98,6% das ações da Radio Holdings AS, que tem um capital social de 10 mil reais. Recentemente esta “pequena” empresa fez uma estranha aquisição milionária. Comprou por R$ 2,98 milhões – 300 vezes seu capital social – a Rádio Itapema FM, que pertenceu ao grupo Manchete e ao RBS. O negócio fez de Paulo Henrique sócio majoritário (provável laranja) da Walt Disney Company, sob o nome de ABC Venture Corp, localizada no endereço nos estúdios de Burbank, na Califórnia.

Além disso, a empresa de Paulo Henrique Cardoso “hospeda-se” dentro de outra, uma espécie de arapuca “guarda-chuva”, de nome Citco Corporate Serviços Limitada, com sede na região central de São Paulo, segundo relata o blog do deputado Brizola Neto. Não há funcionários na empresa do filho de FHC. Se a chamada “mídia investigativa”, tão zelosa nas investigações de parentes e assessores de presidentes e ex-presidentes, alguma vez investigasse os tucanos, concluiria que a empresa do Paulo Henrique Cardoso é uma empresa fantasma. Se eles quisessem fazer “reportagens” sobre uma típica “empresa laranja”, com filmagens de uma sede sem nenhum funcionário, era só ir ao 14º andar do número 98 da Av. Bernardino de Campos e procurar os diretores e funcionários da Radio Holdings.

A Citco Corporate, onde fica hospedada a empresa de PHC, é dirigida pelo senhor José Tavares de Lucena, que por sua vez é representante plenipotenciário da Citco Corporate Services, situada no 26° andar do número 701 da Brickell Avenue, em Miami, Flórida. A Citco do Brasil é também a sede, além da empresa do filho de FHC, de inúmeras outras empresas virtuais. O senhor José Tavares Lucena “administra” várias empresas ao mesmo tempo dedicadas a vários tipos de negócios. Negócios imobiliários (a Select Brasil Investimentos), de telecomunicações (BBT do Brasil), informática (Torex International Sistemas de Informática), de embalagens (Dixie Toga) e muitas outras. Ele é ajudado por um contador, Jobelino Vitoriano Locateli, ambos com múltiplas tarefas de representar oficialmente dezenas de empresas, inclusive também instituições de grande porte, como o JP Morgan e Citibank.

Por coincidência, o livro “Privataria Tucana”, lançado recentemente pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr, mostra que as empresas de fachada offshore de Ricardo Sérgio Oliveira, Verônica Serra e seu marido Alexandre Bourgeois foram abrigadas na mesma Citco, só que não a mesma onde fica a do filho de FHC. Eles foram diretamente para a matriz no Citco Building, edifício-sede de um grupo de companhias que, além das Ilhas Virgens, onde se situa, se espalha pelos ancoradouros piratas de Aruba, Curaçao, Bahamas, Ilhas Cayman, Barbados e outras.

Ricardo Sergio mantinha há muitos anos empresas “offshore” em paraísos fiscais. O livro de Amaury mostra que na mesma ilha e no mesmo endereço (um escritório no Citco Building), onde Ricardo Sérgio tinha suas empresas offshores, o genro de Serra, Alexandre Bourgeois, abriu outras duas empresas offshores, logo depois das privatizações de FHC: a Vex Capital e a IConexa Inc. No mesmo endereço, ficava ainda a Decidir.com – empresa criada (originalmente com sede na Flórida) por Verônica Dantas (irmã do banqueiro Daniel Dantas) e Verônica Serra (filha do ex-governador José Serra). A filha de Serra atualmente é ré e responde processo aberto pela quebra, por sua empresa, a Decidir.com, de sigilo bancário de mais de 60 milhões de pessoas.

As negociatas de Ricardo Sérgio e Verônica Serra, segundo o livro de Amauri, foram feitas a partir da sede da Citco B.V.I. Limited, em Tortola. Tortola é uma das maiores ilhas da dependência do Reino Unido nas Caraíbas, as Ilhas Virgens Britânicas. Era de lá que eles internalizavam os milhões de reais para o Brasil.

O livro de Amauri traz também documentos que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma empresa de Ricardo Sérgio nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que o primo de José Serra, Gregório Marin Preciado, movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Ricardo Sérgio. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.

Ricardo Sérgio foi um dos principais operadores nas privatizações promovidas por Fernando Henrique Cardoso, especialmente nos casos da Companhia Vale do Rio Doce e do sistema Telebrás, duas das maiores negociatas do mundo. Em 1998, no episódio conhecido como “Grampo do BNDES”, Ricardo Sérgio foi flagrado confessando como agiam ao armar os negócios para o leilão das teles: “no limite da irresponsabilidade”, disse. Ricardo Sérgio foi caixa das campanhas de José Serra (1990 a 1996) e de Fernando Henrique (1994 e 1998).

Empresa da filha do José Serra cresceu 50.000 vezes em apenas 42 dias!

Verônica Allende Serra não era apenas filha de José Serra. Também era sócia do pai em outra empresa, de consultoria, simultaneamente. José Serra era ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso, nesta época, e pré-candidato à presidência da República.

- Zé Augusto, no blog Os Amigos do Brasil

A imprensa brasileira que divulgou o dossiê Palocci, noticiando que seu patrimônio aumentou 20 vezes em 4 anos, o que dirá do aumento vertiginoso de 50.000 vezes da empresa da filha de José Serra (PSDB/SP) em 42 dias?

Verônica Allende Serra, filha de José Serra, era sócia da empresa DECIDIR.COM BRASIL, já conhecida de outras reportagens.

A empresa teve seu capital multiplicado por 50.000 (cinquenta mil vezes)… repetindo para você ter certeza do que está lendo: 50 MIL VEZES!

E isso em apenas 42 dias.

A empresa foi criada no dia 8 de fevereiro de 2000, com capital de R$ 100,00 (cem reais).

Quinze dias depois, no dia 22 de fevereiro de 2000, o nome da empresa mudou para “Decidir.com Brasil S.A.” e a sócia Verônica Allende Serra (filha de José Serra) assumiu o cargo de Diretora e de Vice-presidente da empresa.

Em 21 de março de 2000, passados 42 dias da criação da empresa, o capital foi aumentado para R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais), ou seja 50 mil vezes o valor incial.

Detalhes:

Verônica Allende Serra não era apenas filha de José Serra. Também era sócia do pai em outra empresa, de consultoria, simultaneamente: na ACP – ANÁLISE DA CONJUNTURA ECONÔMICA E PERSPECTIVAS LTDA (conforme citado na ação proposta do Ministério Público Federal, aqui)

José Serra era ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso, nesta época, e pré-candidato à presidência da República.

O Ministério Público Federal apurou que José Serra NÃO DECLAROU sua empresa de consultoria à Justiça Eleitoral, nas eleições em que concorreu em 1994, 1996 e 2002.

Documentação comprova: Nosso blog não precisou bisbilhotar o sigilo fiscal na Secretaria de Fazenda de São Paulo (comanda pelo serrista Mauro Ricardo), para obter os documentos abaixo:


José Serra entra em crise...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Serra, quando governador, pagou R$ 34 milhões à editora da revista VEJA com dinheiro público

A compra das assinaturas representa cerca de 25% da tiragem declarada da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do empresário Victor Civita.

- por Correio do Brasil e Altamiro Borges, no blog Pragmatismo Político

Carinho de VEJA por Serra foi comprado
com milhões de reais dos cofres públicos
O jornalista Altamiro Borges realizou minuciosa pesquisa junto aos editais publicados no Diário Oficial do Estado de São Paulo e divulgou o resultado, nesta terça-feira, após descobrir indícios de um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril. A liberação dos recursos ficou gravada no histórico do Diário Oficial do Estado:

■ DO (Diário Oficial do Estado de São Paulo) de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara ‘inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola’.

■ DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.

■ DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.

■ DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.

■ DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.

■ DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.

■ DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.

■ DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.

■ DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.

■ DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.

Negócio milionário

Somente com as aquisições de quatro publicações “pedagógicas” e mais as assinaturas de Veja, o governo tucano de José Serra transferiu, dos cofres públicos para as contas do Grupo Civita, R$ 34.704.472,52 ao longo de um ano. O Ministério Público Estadual já acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.

A compra das assinaturas representa cerca de 25% da tiragem declarada da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do empresário Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao Grupo Abril. O tucano Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do Guia do Estudante, outra publicação do grupo.
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