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quinta-feira, 30 de março de 2017

Filmes: "A Bela e a Fera" (2017)

ANIMAÇÃO, O FILME?

Não vejo muita lógica em adaptar um desenho animado com atores que contracenam com... desenhos  animados!

- por André Lux, crítico-spam

A Disney continua com sua nova política de adaptar com atores reais suas animações. Depois de “Malévola” e “Cinderela”, chega agora “A Bela e a Fera”, que é uma adaptação quase literal do desenho lançado nos cinemas em 1991, grande sucesso de público na época.

Implico de cara com o fato de quase todo o filme ser feito em computação gráfica, principalmente o personagem da Fera, todos os coadjuvantes do castelo que viraram utensílios domésticos e grande parte dos cenários. Ou seja, temos aqui alguns atores de carne e osso contracenando com o que são basicamente... desenhos animados! Sinceramente, não vejo muita lógica nisso, já que a proposta era o contrário.

Enfim, se você conseguir esquecer isso e o fato de que temos aquela péssima história da vítima que se apaixona pelo seu captor (conhecida como "Síndrome de Estocolmo"), o filme tem seus encantos e conta com uma boa trilha sonora de canções já clássicas e algumas novas compostas especialmente para ele. 

Todavia, não foi boa ideia escalarem Emma Watson (de “Harry Potter”) para viver Bela, pois ela é uma moça apática e sem grande carisma, o que destoa da caracterização forte e aguerrida da personagem. O ator que arrumaram para ser a Fera, Dan Stevens (da série “Downtown Abbey”), também é muito fraco, embora não atrapalhe enquanto apenas faz a voz e os trejeitos do boneco digital.

Computação gráfica não deixa de ser apenas um desenho animado 
O restante do elenco de “humanos” é muito ruim, especialmente o sujeito que faz Gaston (Luke Evans, de “O Hobbit”) e seu ajudante, que é feito por um rapaz gordo com trejeitos de gay, ambos canastrões e caricatos. Kevin Kline, como o pai de Bela, é desperdiçado e não tem nada a fazer exceto parecer desanimado e os atores que dublam o restante dos personagens criados em computação gráfica só aparece em pontas no começo e no final.

Não gostei também do desenho de produção, da maquiagem e dos figurinos exagerados, feitos em estilo barroco, o que deixa tudo pesado e poluído, bem diferente do estilo leve da animação. A vila em que vive Bela também é muito mal caracterizada, toda espremida no topo de uma montanha.

Claro que a maioria das pessoas não dá a menor bola para todas essas restrições e está adorando o filme que já se tornou um grande sucesso de bilheteria. Mas é inegável que a animação original e até mesmo a versão francesa feita por Christophe Gans em 2014 eram melhores.

Cotação: * * *

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