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sexta-feira, 24 de abril de 2020

segunda-feira, 20 de abril de 2020

"Heal" faz marketing do charlatanismo


- por André Lux

"Heal" é  um "documentário" que faz  propaganda descarada da famigerada auto-ajuda e seus gurus.

Repleto de frases feitas e depoimentos duvidosos dos maiores charlatões do gênero, como o ridículo Deepak Chopra, e de inocentes úteis que acreditam que foram realmente "curados" pelas pseudociências que pregam quase como uma nova religião.

Pode ser que o "poder da mente" e do "pensamento positivo" ajude as pessoas a melhorarem (assim como fazem os placebos), porém sem cuidados médicos e/ou psicólogos  muita gente morre por causa dessa ladainha ou então permanece parada no tempo com suas neuroses e traumas sendo usadas para gerar riqueza para os gurus picaretas.

Se fosse um documentário sério procuraria também  depoimentos das vítimas desse tipo de vigarice que está se proliferando como praga.

Por quê? Simples: porque oferece pseudo-soluções fáceis e rápidas para problemas graves e profundos que só podem ser realmente tratados por bons profissionais das áreas da psicanálise e/ou da psiquiatria (porque tem muito vigarista e incompetente nessas áreas também). Fujam!

Cotação: Zero

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Bolsonaro: a anatomia de um psicopata


Bolsonaro não é louco

- Por Ruth de Aquino

Vamos chamar a coisa pelo nome. O presidente eleito por milhões de brasileiros não é louco. Psicóticos e neuróticos podem ser classificados assim. Eles sofrem e enxergam o sofrimento do outro. Eles não têm método.

Bolsonaro é diferente. Pelos estudos da psiquiatria inglesa no século XIX, Bolsonaro se encaixaria em outra categoria: a dos psicopatas.

Conversei com o psicanalista Joel Birman para entender essas fronteiras entre transtornos mentais. “A psicopatia não é uma loucura no sentido clássico, mas uma insanidade moral, um desvio de caráter de quem não tem como se retificar porque não sente culpa ou remorso”. Os psicopatas são “autocentrados, agem com frieza e método”. “Não têm empatia em relação ao outro, o que lhes interessa é o que lhes convém”. A palavra psicopatia vem do grego psyché, alma, e pathos, enfermidade.

A pandemia só tornou esses traços de Bolsonaro mais gritantes. Desde os primeiros grandes gestos do presidente, ficou claro, disse Birman, que seus atos “são marcados por crueldade e violência”. Proposição de liberar fuzis para civis. Proposição de acabar com os radares nas estradas. Proposição de não multar a falta de cadeirinha para crianças. Proposição de acabar com os exames toxicológicos para motoristas de caminhão e ônibus. Proposição de legalizar o garimpo predatório nas florestas e terras indígenas. Tudo isso é um atentado à vida.

Eu poderia lembrar o que muitos teimam em esquecer. Que Bolsonaro já era assim antes de ser eleito. Quem defende torturador e condena as vítimas, publicamente, no Congresso, não é uma pessoa que preza a vida. Não surpreende, portanto, que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, denuncie, sem meias palavras, a “política genocida” de Bolsonaro. O presidente trocou seu ministro da Saúde, era sua prerrogativa, mas será barrado pelo STF se insistir em condenar o isolamento social e ameaçar a saúde pública.

Ao criar uma realidade paralela, Bolsonaro desfruta sua liberdade de ir e vir sem se importar com as consequências de seu exemplo. Ele refuta a ciência, ignora as normas sanitárias nacionais e internacionais, receita remédios polêmicos sem autoridade para isso, ironiza quem se isola, chamando a mim e a você de “moleques”. Coloca em maior risco os pobres. O presidente é uma temeridade ambulante. Troca um ministro da Saúde competente e popular em plena batalha.

Ao se recusar a divulgar o resultado de seu exame, Bolsonaro despreza a população, se acovarda e age diferente dos homens públicos que honram seus cargos. Pode até ser que esteja imune após uma versão branda da Covid-19 e por isso se sinta apto a saracotear pelas ruas e padarias, mexendo em dinheiro e comida, enxugando o nariz e apertando as mãos do povo aglomerado. Bolsonaro não é burro nem louco. É perverso, ao estimular um comportamento de altíssimo risco.

A OMS classifica a psicopatia como um transtorno de personalidade caracterizado por um desprezo das obrigações sociais. A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, autora do livro Mentes perigosas, diz que a “psicopatia não é uma doença, é uma maneira de ser”. O psicopata, segundo ela, sempre vai buscar poder, status e diversão. Enxerga o outro apenas como um objeto útil para conseguir seus objetivos.

Mandetta tinha deixado de ser útil. Por brilhar demais, por ter trânsito com o Congresso e por não se curvar a suas teses temerárias. Um ministro como esse, generoso e articulado, enlouquece um presidente transtornado. A ciência é a luz. O resto é escuridão.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Palavras que nos animam


Um leitor do meu blog que se identifica apenas como "Espírito" deixou a mensagem abaixo nos comentários:

André Lux, adoro as tuas críticas de cinema, já fazia algum tempo que vinha acompanhando teu canal do youtube, e foi através de um vídeo teu que eu descobri o negócio do narcisismo e a partir dali comecei a estudar o assunto para iniciar meu processo de libertação, então tenho que te agradecer por ter aberto os meus olhos. 

O último vídeo sobre o capitalismo e o vírus, também o melhor que eu vi sobre o assunto. 

Pena que tu desativa os comentários e aí a gente não pode elogiar nem apoiar verbalmente. Sugiro que faça que nem o Peninha, libera os comentários e nunca olha, deixa os fãs e os haters se engalfinharem. 

No mais, te acho um grande cara, como se fosse um amigo pessoal meu, gostaria de um dia poder conhecer pessoalmente. Um abraço e continue o grande trabalho!

São palavras como essas que fazem a gente ter ânimo de continuar... Obrigado!

segunda-feira, 13 de abril de 2020

“A Odisseia dos Tontos” mistura de forma hábil comédia e drama com filme de roubo


Filme foi dirigido por Sebastián Borensztein (de “Um Conto Chinês”) e conta com a presença do formidável ator Ricardo Dárin

- por André Lux

Falar bem da qualidade do cinema argentino é chover no molhado. Mas não tem como a gente não bater palmas para a capacidade dos nossos vizinhos em produzir filmes que conseguem com tanta maestria mesclar diversos tipos de gêneros num mesmo produto sem nunca deixar cair a peteca.

“A Odisseia dos Tontos” foi dirigido por Sebastián Borensztein (do ótimo “Um Conto Chinês”) e conta com a presença do formidável ator Ricardo Dárin, sem dúvida um dos atores mais versáteis e carismáticos já vistos em cena.

O filme começa em tom de comédia ao apresentar os seus vários personagens, todos unidos em torno da formação de uma cooperativa que visa reformar uma velha fábrica da cidadezinha em que moram. Cada um deles possui suas características marcantes que depois vão servir para mover a trama adiante.

Mas tudo muda quando eles são vítimas de um golpe armado por um banqueiro e um advogado um dia antes da economia ruir ante a implantação das típicas medidas neoliberais em 2002, quando nada menos do que cinco presidentes tentaram em menos de 12 dias governar a Argentina depois da renúncia de Fernando de La Rua, em dezembro de 2001.

O filme muda de tom completamente frente à falência e à revolta que se abate sobre os protagonistas, algumas com trágicas consequências. Impressiona a maneira natural como Dárin abraça essa mudança. É aqui que o “A Odisseia dos Tontos” faz sua denúncia da impotência do homem comum (o “tonto”) frente à opressão do sistema capitalista e das forças governamentais que atual contra os trabalhadores e em favor sempre dos banqueiros e da elite econômica.

Mas logo a veia cômica da produção volta à tona quando o grupo recebe informações valiosas sobre o possível paradeiro do dinheiro que deles foi roubado e aí, como Robin Hood e seu bando, resolvem partir para a ação e reaver o que lhes foi tirado. A elaboração e execução do plano é o ponto alto do filme e a direção segura mantém o interesse e o suspense até a resolução.

“A Odisseia dos Tontos” mistura de forma muito hábil comédia e drama com filme de roubo e suspense, deixando a gente sempre com um sorriso no rosto, exceto claro nos momentos mais tristes. Vale a pena assistir.

Cotação: * * * 1/2

sábado, 4 de abril de 2020

“Ameaça Profunda” mistura “Alien” e “O Segredo do Abismo” com resultado irregular


Apesar dos defeitos e dos clichês, é perfeitamente desfrutável dentro do gênero "terror sub-aquático"

- por André Lux

“Ameaça Profunda” foi massacrado pela crítica e passou em branco nos cinemas, porém não chega a ser ruim. É mais um filme de terror com monstros, mas que se passa no fundo do mar e, por isso, bebe de diversas fontes, principalmente “Alien”, “O Segredo do Abismo”, “Leviathan”, “Pandorum” e “Deep Rising”, entre outros.

Confesso que gosto bastante de filmes de monstro, embaixo da água então, melhor ainda. O grande problema deste filme é que ele começa muito mal, em plena ação, já de cara com o acidente que destrói a estação sub-aquática enquanto alguns personagens tentam escapar e sobreviver.

Se fosse um filme como “Pandorum”, onde o que importa é a revelação final de quem são e de onde vieram aquelas criaturas que infestavam a nave, tudo bem. Não haveria necessidade de apresentar os personagens, nem criar conexões entre eles, já que o foco narrativo estaria fora e eles serviriam apenas para reforçar o clima de mistério e irracionalidade da trama.

Mas “Ameaça Profunda” não vai por esse caminho. Embora contenha sim criaturas desconhecidas, não são elas nem suas origens que servem de esteio à obra, mas sim o drama dos personagens em sua luta para sobreviver ao desastre e aos ataques dos monstros. Só que como não fomos apresentados a eles de maneira apropriada, tudo soa muito superficial e aí fica difícil nos identificarmos com seus problemas e medos.

O elenco é encabeçado pela fraquíssima Kristen Stewart, de “Crepúsculo”, que deveria funcionar como uma Ripley, de “Alien”, mas acaba sendo um peso morto devido à sua total falta de expressão e empatia. O comediante T. J. Miller, de “Deadpool”, tenta em vão fazer graça, porém só consegue irritar com suas piadinhas fora de hora. O único que deixa alguma impressão é o experiente Vincent Cassel, como o Capitão, pena que não tem muito o que fazer, inclusive há uma sub-trama onde ele pode saber mais do que aparenta, mas que não chega a lugar algum.

O filme é prejudicado também pelo excesso de clichês do gênero e por uma fraca trilha musical composta por Marco Beltrami e Brandon Roberts, desprovida de melodia e que só serve para provocar desconforto. Compare, por exemplo, com as sensacionais partituras que Jerry Goldsmith compôs para “Alien” e até mesmo para o fraco “Leviathan”.

*CONTÉM SPOILERS a partir daqui*

A única coisa interessante do filme é a caracterização do “chefão” das criaturas que é uma representação do famoso monstro Cthulhu, da obra do mestre do horror H.P. Lovecraft, segundo o próprio diretor de “Ameaça Profunda” revelou em uma entrevista


Mas, sinceramente, podia ser qualquer coisa, pois nem mesmo conseguimos ver direito a criatura já que a fotografia é muito escura e borrada, o que prejudica demais o resultado final. Na maior parte do tempo mal conseguimos ver o que se passa na tela, principalmente nas cenas de ataque dos monstros na água. 

Pela minha análise o filme parece pior do que realmente é. Apesar de todos os defeitos, é perfeitamente desfrutável dentro do gênero, é bem feito e até prende a atenção se você conseguir perdoar os sustos manjados.

Cotação: * * *