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sábado, 30 de janeiro de 2010

Vox Populi: Dilma sobe 9 pontos; Serra cai 5

A nova pesquisa sobre as eleições presidenciais, realizada pela Vox Populi e divulgada nesta sexta-feira pela Bandeirantes, aponta uma drástica queda na diferença entre a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). A petista subiu 9 pontos percentuais, em ralação à sondagem anterior. Já o tucano caiu 5 pontos.

Dilma, que na pesquisa realizada em dezembro, aparecia com 18% das intenções de voto, agora alcançou os 27%. Já Serra, que antes tinha 39%, despencou para os atuais 34%. Portanto, a diferença entre os dois pré-candidatos à Presidência, - que era de 21 - baixou para 7 pontos percentuais. Isso em apenas um mês.

Também incluídos na pesquisa, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) somou 11%, seguido da senadora Marina Silva (PV), com 6%. Brancos e nulos ficaram em 10%, sendo que 12% não sabem ou não opinaram. Em um cenário sem Ciro na disputa, Serra oscila para 38%, e Dilma, para 29%. Marina fica com 8%. Brancos e nulos somaram 12% e 13% não sabem ou não opinaram.

A Vox Populi também simulou um possível segundo turno entre Serra e Dilma. O tucano somou 46% contra 35% da petista. Os brancos e nulos ficaram em 10%, sendo que 9% estão indecisos ou não opinaram.

Isso quer dizer que, mesmo na simulação do segundo turno, a distência entre o tucano e a petista também diminuiu, mais exatamente 3% em relação ao levantamento anterior. Antes, Serra já aparecia com 46% em uma eventual etapa do pleito. Já Dilma tinha 32%.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 23 Estados e no Distrito Federal, entre os dias 14 a 17 de janeiro. O levantamento, que tem margem de erro de três pontos percentuais, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 1057/2010.

A sondagem mostra, portanto, uma tendência de crescimento rápido e constante de Dilma e uma queda lenda e gradual de Serra. Talvez por isso os jornais deste sábado não tenham mencionado os números.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O naufrágio de Serra: Alagão destrói imagem de competência do PSDB

Trilhas Sonoras: "O Senhor dos Anéis: As Duas Torres", de Howard Shore

DUAS VEZES BRILHANTE

Com ''As Duas Torres'', Peter Jackson confirma que não poderia ter sido mais feliz na escolha do compositor para ''O Senhor dos Anéis''.

- por André Lux, crítico-spam

Com a partitura de ''O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel'', Howard Shore mostrou para todos que é muito mais do que um mero compositor de música de suspense - alcunha que já estava fadado a carregar por causa de sucessivas composições para filmes como ''Seven - Os Sete Crimes Capitais'' e ''O Silêncio dos Inocentes'' (claro que quem afirmava isso nunca deve ter ouvido ''Ricardo III'', ''Nobody's Fool'' ou ''Ed Wood'').

Ele não apenas capturou com grande maestria todas as nuances do mundo criado por J.R.R. Tolkien, mas também teve criatividade e arrojo suficientes para injetar sangue novo à arte de compor música para filmes de fantasia e aventura, terreno já trilhado antes por monstros sagrados como Bernard Herrman, John Williams, Jerry Goldsmith e tantos outros. Ou seja: era fácil deixar-se levar pelas influências e trilhar o caminho mais conhecido dos clichês musicais.

Mas Shore entendia o peso da responsabilidade que carregava e não decepcionou. Não é a toa, portanto, que fisgou os prêmios mais importantes daquele ano, bem como o respeito e a admiração de praticamente todos os apreciadores da música cinematográfica. Depois do sucesso da primeira empreitada, a grande questão que pairava no ar era: será que Shore teria fôlego para criar partituras tão boas quanto a do primeiro para os outros filmes da trilogia? ''As Duas Torres'' chegou e a resposta foi um sonoro SIM! Ele não apenas compôs uma trilha à altura da primeira, como a superou em vários momentos.

Livre das necessidades mercadológicas que acabaram limitando a trilha anterior (como a inclusão da soporífera Enya, cujas canções embora não tenham atrapalhado, também nada acrescentaram), Shore pôde concentrar-se mais na experimentação e na criação de temas menos fáceis de serem digeridos à primeira leitura (como o tema dos Hobbits, cuja simplicidade acabou gerando críticas equivocadas, tais como afirmar que era plágio de ''Titanic'', só por usar instrumentos de sopro semelhantes aos daquela trilha).

A trilha de ''As Duas Torres'' está dividida em duas partes bem claras. Em uma há a recorrência aos temas principais criados para o primeiro filme. Faixas como ''Glamdring'', "The Dead Marshes'', ''Ugluk's Warriors'' e ''Wraiths on Wings'' basicamente refrescam nossa memória acerca do material anterior, mas sempre com uma nova leitura ou desenvolvimento. Já a outra parte apresenta as novidades, que começam em ''The Plains Of Rohan '' e passam a dar o tom a partir da belíssima ''Théoden King'', na qual a nobreza dos Cavaleiros de Rohan é representada no solo do violino norueguês de Dermot Crehan.

O diretor Peter Jackson explica que nesse filme somos apresentados ao ''mundo do dos Homens'' e isso se faz sentir na trilha de modo acentuado. Ficam em segundo plano, portanto, os temas etéreos e místicos (que deram o tom à primeira trilha). Prevalece agora um tom mais melódico, mais ''pé-no-chão'', fazendo eco à tradição musical européia romântica. E isso é sentido claramente nos momentos mais emocionais, principalmente em ''Gandalf, the White'', ''Where Is The Horse And The Rider?'', ''Théoden Rides Forth'' - sem dúvida algumas das melhores faixas do álbum, nas quais as performances dos metais (principalmente das trompas) e do coral de vozes impressionam.

Entretanto, a trilha de ''As Duas Torres'' é mais pesada, soturna e sombria do que a de ''A Sociedade do Anel'', seguindo obviamente o clima do segundo capítulo da saga. Shore às vezes abusa um pouco de gongos e pratos para representar a grandeza na tela, mas ainda assim há espaço para músicas reflexivas e elegantes, representadas em ''One Of The Dúnedain'' e ''Arwen's Fate''. O compositor faz novamente extenso uso de coro de vozes (ainda mais acentuadamente do que na primeira partitura) e de solistas, mas nunca de forma bombástica ou intrusiva (pecado mortal de nove entre dez trilhas que utilizam dessa técnica), ficando como destaque a retumbante ''The Last March of the Ents''. A trilha é encerrada com ''Gollum's Song'', na voz de Emilliana Torrini (sem dúvida uma canção bizarra, mas cujo valor cresce à medida que se entende seu conteúdo já que é o retrato perfeito do atormentado personagem), seguida de uma releitura dos temas principais do filme.

Com ''As Duas Torres'', Peter Jackson confirma que não poderia ter sido mais feliz na escolha do compositor para ''O Senhor dos Anéis'', cuja missão é tão importante quando à do pequeno Hobbit que tem em mãos o destino dos povos da Terra Média.

Cotação: * * * * *

Rir para não chorar: Algumas charges para alegrar o dia















quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Filmes: "Os Garotos Estão de Volta"

BONITO E TOCANTE

Para quem gosta de um bom drama este filme é uma ótima pedida.

- por André Lux, crítico-spam

Scott Hicks deve ser um dos cineastas mais sensíveis em ação atualmente. Ele tem a capacidade de transformar histórias até certo ponto banais em filmes extremamente bonitos e tocantes. Foi assim em “Shine – Brilhante” e no belíssimo “Neve Sobre os Cedros”.

Em “Os Garotos Estão de Volta” ele coloca essa sua sensibilidade mais uma vez a serviço de um enredo que, nas mãos de um diretor medíocre ou com mão pesada, se transformaria em mais um daqueles dramalhões piegas e manipulativos que existem aos montes por aí.

Inspirado em fatos reais, o roteiro conta a história de um jornalista esportivo inglês que, após a trágica morte da esposa, é obrigado a cuidar do filho sozinho no interior da Austrália. Para complicar ainda mais as coisas, um outro filho dele (fruto de casamento anterior) vem da Inglaterra para passar um tempo com o pai.

Acompanhamos então as desventuras do protagonista, encurralado entre as necessidades de seu trabalho e as responsabilidades paternas, enquanto é atormentado pela morte da esposa. Os inevitáveis conflitos entre ele e seu filho adolescente também são tratados de maneira convincente, sem nuca cair em caricaturas ou reducionismos.

O grande trunfo do filme é a direção cativante de Hicks, que faz uso de enquadramentos muito bem elaboradores, de uma fotografia brilhante e de uma trilha musical belíssima, que emoldura a narrativa com contornos poéticos.

Ajuda muito também a presença de Clive Owen como o protagonista, talvez em sua melhor atuação até hoje, que conta com ótimos coadjuvantes (especialmente as crianças) para apóia-lo.

Para quem gosta de um bom drama, “Os Garotos Estão de Volta” é uma ótima pedida.

Cotação: * * * *

Vox Populi: Dilma tem 45% e Serra 23% em Pernambuco

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, alcançou em Pernambuco, na primeira quinzena deste mês, quase o dobro das intenções de voto do pré-candidato do PSDB, José Serra, informa pesquisa do instituto Vox Populi encomendada pela Rede Bandeirantes e divulgada na edição de ontem do Jornal da Noite. De acordo com o Vox Populi, Dilma obteve 45%, Serra 23%, Ciro (PSB) 9% e Marina (PV) 3%.

Os resultados apurados em Pernambuco fazem parte de uma pesquisa de âmbito nacional realizada junto a 2.000 eleitores de todas as regiões entre os dias 14 e 17 de janeiro.

No fim da semana passada, o Jornal da Band havia divulgado os resultados que o Vox Populi apurou no Rio de Janeiro sobre a disputa presidencial. Eles mostram um empate técnico entre Serra (27%) e Dilma (26%), dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ainda no Rio, terceiro maior colégio eleitoral do país, Ciro Gomes obteve 14% e Marina Silva 9%.

Dilma, que estará amanhã em Pernambuco, esteve hoje no Rio, onde iniciou seu dia com entrevista na Rádio Tupi AM. Enfatizou que a Saúde e a Educação terão espaço destacado em sua plataforma de campanha e anunciou “um PAC da creche e um PAC do ensino superior. Um tem tudo a ver com o outro. Para ter uma boa creche, é preciso ter uma universidade que forme bons professores”.

À tarde, acompanhando o presidente Lula, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, a ministra participou da inauguração da creche Zilda Arns e da praça Nossa Senhora Aparecida, obras financiadas pelo PAC na Colônia Juliano Moreira, que está sendo urbanizada no bairro de Jacarepaguá com orçamento de R$ 142 milhões – R$ 112 milhões do governo federal e R$ 20 milhões da Prefeitura. As obras e serviços beneficiarão 6.200 famílias.

GOVERNO DE MINAS

Além de apurar as intenções de voto para a eleição presidencial, a pesquisa Vox Populi para a Rede Bandeirantes incluiu consultas sobre as disputas para os governos dos maiores estados, como Minas Gerais. Em todos os três cenários simulados lá, o atual vice-governador e candidato do governador Aécio Neves (PSDB), Antônio Augusto Anastásia, aparece em segundo lugar, na faixa de 16% a 17%, atrás de Hélio Costa (PMDB) e dos petistas Fernando Pimentel e Patrus Ananias.

Num dos cenários, sem candidato do PT, Hélio Costa soma 37%, Anastasia 16%, Vanessa Portugal (PSTU) 5% e Maria da Conceição (PSOL) 2%.

Nas outras simulações, sem a candidatura de Hélio Costa, um dos pré-candidatos do PT, Fernando Pimentel, soma 34% enquanto Anastasia fica com 17%; e o outro pré-candidato petista, o ministro Patrus Ananias, alcança 28%. Anastasia permanece com 17%.

Fonte: Brasilia Confidencial

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Filmes: "Amor Sem Escalas"

PREGAÇÃO FUNDAMENTALISTA

O que poderia se transformar num ácido retrato da frieza e desumanidade do capitalismo é destruído por mensagem moralista e piegas.

- André Lux, crítico-spam

De vez em quando os profissionais da opinião mundo afora parecem sofrer de uma alucinação coletiva e elegem um filminho bobo e sem graça como sendo algo próximo de uma obra prima da sétima arte.

Fizeram isso novamente com esse “Amor Sem Escalas” (um título nacional idiota que tenta vender o filme como se fosse uma comédia romântica).

Dirigido pelo medíocre Jason Reitman (filho do diretor de “Caça-Fantasmas”) e realizador de outra besteira chamada “Juno” (também louvado inexplicavelmente pela crítica), a única coisa que presta no filme é a presença do carismático George Clooney, à vontade no papel de um executivo especializado em demitir funcionários de empresas que não tem coragem de executar essa ingrata tarefa.

O personagem passa a maior parte de sua vida em aviões viajando de uma cidade para outra e se orgulha de ser tratado como VIP em todos os aeroportos e hotéis que vai e de passar no máximo algumas semanas por ano em sua residência fixa.

O que poderia se transformar num ácido retrato da frieza e desumanidade do sistema capitalista (que inova na crueldade terceirizando até o serviço de demissões!) é destruído por uma necessidade de impor uma mensagem moralista e piegas sobre o “valor da família” e de uma suposta incapacidade do ser humano de ser feliz sozinho.

Assim, o protagonista que, durante o primeiro ato, foi pintado como sendo uma pessoa irônica, bem resolvida, feliz e realizada com sua vida, de repente vira um pobre coitado que passa a invejar até sua irmã medíocre só porque ela vai se casar para levar uma daquelas vidinhas típicas de “Amélia”! Essa é a mensagem que os realizadores querem nos fazer acreditar: só existe felicidade dentro da tradicional estrutura familiar “papai-mamãe-titia” que é a realidade de uma parcela reacionária da sociedade.

Vejam bem, não tenho nada contra nem a favor da família tradicional. O que questiono aqui é essa necessidade de “pregar” um tipo de valor como se ele fosse a única forma de se atingir o nirvana. A partir dessa visão obtusa de mundo, alguém que, por exemplo, decide ser solteiro ou um casal que não quer ter filhos são, necessariamente, infelizes e vazios.

Nada mais ridículo do que ver gente julgando e condenando os outros a partir de seus preconceitos tidos como “verdades absolutas”. Ainda mais no cinema!

Mas o mais ridículo é ver gente idolatrando um filme idiota como esse, que não passa de pregação fundamentalista sutil como um elefante com dor de dentes. Sem comentários.

Cotação: *

sábado, 23 de janeiro de 2010

Ego inflado: Mensagens que me enchem de orgulho!

Evelyn in Mars acabou de deixar a mensagem que reproduzo abaixo em meu texto "Memórias de um Alienado: Como Eu Comecei a Ver e Sentir a Matrix". São manifestações assim que me mostram que estou no caminho certo e que vale a pena tentar repartir com os outros as experiências que passei e a ideologia que escolhi seguir. Obrigado!

"Nossa, adorei este post, cheguei ao seu blog por acaso e agora serei leitora fiel. Estou numa fase que vc já passou, estou saindo da Matrix (achava o filme um lixo, mas graças a minha professora de filosofia aprendi o que realmente significa o filme), mas ainda tenho muito a aprender. Pena que não tenho amigos como vc para me ensinarem algo útil. Assisto TV muito pouco. Chega a ser engraçado como depois de um certo tempo tudo que vc achava legal parece ridículo... até as pessoas que vc anda. Enfim, obrigado por existir e vc ainda me ajudará a ser menos ignorante."

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Filmes: 2019 - O Ano da Extinção (Daybreakers)

TERROR COM CONTEÚDO

Esse é um filme totalmente original que subverte os clichês do gênero e ainda traz uma crítica político-social bastante interessante.

- por André Lux, crítico-spam

"2019 - O Ano da Extinção" (Daybreakers) parece, a princípio, apenas mais um filme sobre vampiros que quer se aproveitar da atual onda de fanatismo que cerca a saga “Crepúsculo”. Mas não se engane. Esse é um filme totalmente original que subverte os clichês do gênero e ainda traz uma crítica político-social bastante interessante.

Estamos na Terra do ano 2019, dez anos após uma epidemia que transformou grande parte da humanidade em vampiros. O problema é que existem cada vez menos humanos e até animais e o precioso sangue está cada vez mais escasso. 

Assim, o que restou da raça humana é caçada e cultivada por uma mega corporação comandada por um vampiro neoliberal sem escrúpulos que lucra horrores com a alta do preço do sangue. E para piorar tudo, a falta do precioso alimento começa a transformar os vampiros mais pobres em verdadeiros monstros sem controle, os quais são perseguidos e destruídos pela polícia.

Temos aí uma ótima alegoria sobre a crueldade do sistema capitalista, que pode remeter à escassez de água que parece estar chegando, onde só os que podem ter acesso a esses “comodities” (como os defensores desse sistema desumano chamam aquilo que pode gerar lucros) poderão sobreviver, enquanto o resto é tratado como lixo e enviado para a morte. Em tempos onde favelas de São Paulo são sistemática e criminosamente incendiadas, o filme não poderia ser mais atual.

Esse subtexto político permeia toda a obra, que conta com boas atuações de um elenco liderado por Ethan Hawke (como um vampiro cientista que se recusa a beber sangue humano e tenta encontrar desesperadamente um substituto sintético para ele), Willem Dafoe (no papel de caçador de vampiros que funciona como alívio cômico) e Sam Neill.

Assistindo a “Daybreakers” podemos notar também o quanto a música é importante para o cinema. Composta pelo australiano Christopher Gordon (das minisséries para a televisão “A Hora Final” e “Moby Dick”), a partitura é simplesmente espetacular e eleva o filme a patamares maiores do que os sonhados pelos seus realizadores (os irmãos Michael e Peter Spierig, também australianos).

Tenso, bem dirigido, com diálogos inteligentes, sem finais redentores idiotas ou excesso de cenas nojentas, “Daybreakers” é um dos raros filmes que misturam terror com ficção científica que valem a pena serem assistidos atualmente. 

Não percam – e não se esqueçam de prestar atenção à música!

Cotação: * * * *

Agora FHC corta os pulsos! Lula receberá prêmio inédito de Estadista Global em Davos

O presidente Lula vai receber um prêmio inédito no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, no dia 29. Ele foi escolhido estadista global, uma homenagem para marcar o aniversário de 40 anos do Fórum. Segundo os organizadores do evento, Lula foi eleito para receber o prêmio por ser um líder político que usou o mandato para melhorar o mundo.

"Estamos encantados que o presidente Lula retorne a Davos em seu último ano de mandato. Queremos fazer uma homenagem pela alta estima do mundo e por seus bem-sucedidos anos à frente do Brasil. Um país em constante crescimento e que será chave no futuro próximo", assinalou em entrevista coletiva Klaus Schwab, diretor executivo do Fórum Econômico Mundial (FEM).

A entrega será feita pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e está prevista para às 11h30 (horário local, 8h30 de Brasília) do dia 29, quando o presidente brasileiro fará um discurso. Em seguida, terá início um painel de discussão sobre o Brasil. O objetivo é debater os atuais condutores do crescimento do País e os desafios à frente, consideração à estimativa que em 2020 será a quinta economia mundial.

O painel contará com a participação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles; o copresidente do conselho de administração da Brasil Foods, Luiz Fernando Furlan; o presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young e o vice-presidente do argentino Banco Hipotecario, Mario Blejer. Lula também fará o encerramento do painel sobre o Brasil.

Muitos eventos

Entre os mais de 200 eventos que ocorrerão nos cinco dias do Fórum de Davos, além da discussão sobre o futuro do Brasil, haverá uma sessão dedicada também à América Latina e aos desafios que enfrenta a região.

Entre os outros chefes de Estado latino-americano que estarão presentes está o presidente do México, Felipe Calderón, o da Colômbia, Álvaro Uribe, e o do Panamá, Ricardo Martinelli.

Calderón centrará sua estadia em Davos para discutir a mudança climática e preparar a nova reunião da ONU sobre o assunto que será no fim do ano no México.

O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, também participará da 40ª edição do Fórum como presidente rotativo da União Europeia.

Discussão sobre Haiti

A inauguração do Fórum será realizada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Dentre os temas atuais que serão discutidos em Davos está o terremoto do Haiti.
"Vamos dedicar uma sessão especial ao Haiti na qual não pediremos dinheiro, mas solicitaremos às empresas e companhias presentes que se comprometam no longo prazo com o crescimento do país. Queremos que ajudem a construir para dar estabilidade ao país", assinalou Schwab.

Desse encontro participará o enviado especial da ONU para o Haiti, Bill Clinton, e Helen Clark, diretora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

O tema geral que englobará todas as sessões do evento é "Melhorar o estado do mundo: repensar, redesenhar, reconstruir".

"O mundo mudou fundamentalmente. Em 2008, houve uma crise econômica; em 2009 houve uma crise financeira; o perigo é que em 2010 haja uma crise social. Vamos analisar o que deve ser feito para evitá-la. Nós não temos de tomar decisões, mas sim sugerir que caminhos seguir", explicou Schwab.

No total, no Fórum participarão neste ano mais de 2,5 mil pessoas de mais de 90 países.

Da sucursal de Brasília
Com agências

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Filmes: "Pintar ou Fazer Amor"

SEM FALSO MORALISMO

Indicado para pessoas bem resolvidas ou para quem procuram um bom drama com conteúdo erótico 

- por André Lux, crítico-spam

Filmes cuja temática aborda o sexo liberal (sexo a três, troca de casais ou fantasias mais picantes consideradas tabu pela nossa sociedade hipócrita) geralmente descambam para um falso moralismo retrógrado e caricato que quase sempre acaba em brigas, assassinatos, extorsões ou coisas tenebrosas do gênero.

Como se a intenção desses cineastas fosse mostrar que essas práticas são erradas e feitas apenas por pessoas degeneradas, embora não se furtem de usar do apelo que esse tipo de erotismo tem junto às pessoas para tentar faturar nas bilheterias.

Só mesmo os franceses poderiam fazer um filme com esses temas de maneira humana, realista e madura. Assim, “Pintar ou Fazer Amor” (“Peindre ou Faire L'amour”) mostra a rotina de um casal de meia idade (os ótimos Daniel Auteuil e Sabine Azéma) que vai morar numa casa de campo no interior do país.

Fazem amizade com outro casal que mora nas redondezas e, aos poucos e com muita naturalidade, o roteiro vai mostrando a atração e cumplicidade crescentes entre eles que culmina numa surpreendente troca de casais.

A nova experiência deixa-os perplexos e amedrontados, tanto é que na manhã seguinte fogem sem rumo e até provocam um acidente de carro. Mas, ao mesmo tempo, a novidade reacende a chama do desejo entre eles.

O contraste dessas fortes emoções e os sentimentos dúbios que elas geram nos protagonistas são explorados de maneira muito sensível pelo casal de diretores Arnaud e Jean-Marie Larrieu (também autores do roteiro), sem nunca cair para reduções simplistas ou discursos moralistas.

Esse é um filme altamente indicado para pessoas sexualmente bem resolvidas, de mente aberta ou para aqueles que simplesmente procuram um bom drama com conteúdo erótico que respeita a inteligência e a sensibilidade do espectador.

Cotação:
* * * *

sábado, 16 de janeiro de 2010

Jerry Goldsmith em "Powder": Música para arrepiar todos os pelos do corpo!

Vejam abaixo a cena final do excelente filme "Energia Pura" ("Powder"). A música do mestre Jerry Goldsmith é maravilhosa e me deixa arrepiado até o último fio de cabelo toda vez que a ouço... Ah, que saudades do mestre!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Rir é o melhor remédio! Vejam a musa do PiG pagando mico ao vivo



- Por André Cintra

Já confundiram o Super-Homem com um pássaro e até um avião. Mas, nestes anos sagrados para a grande mídia, quem há de não reconhecer, sob qualquer circunstância, a contundência da superjornalista Lucia Hippolito — a mais rebelde das “meninas do Jô”, emérita expoente do “padrão Ali Kamel de jornalismo”?

Num programa da Globo News exibido no final de 2009, Hippolito cometeu o singelo deslize de chamar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, de “Gilmar Dantas”. Mas explicou-se aos telespectadores: “Eu não posso nem dizer que eu tenho a primazia do ato falho. Ricardo Noblat, no seu... no seu... (blog?) um dia já o chamou de Gilmar Dantas”. Segundo o jornalista Paulo Henrique Amorim, tratou-se apenas de “outra forma consagradora de o PiG (Partido da Imprensa Golpista) homenagear o Supremo Presidente do Supremo”.

Duas semanas depois, a maga do jornalismo nos brinda — agora na rádio CBN, também da Globo — com uma explanação cuja primazia é, finalmente, só dela. No caso, Hippolito interage (na realidade, faz o possível para falar) com o apresentador Roberto Nonato. Você pode ouvir o áudio da entrevista acima, mas, diante de uma demonstração de jornalismo honesto, corajoso e progressista, vale a pena transcrever o diálogo na íntegra.

ROBERTO NONATO: “Oi, Lucia Hippolito, boa noite!”

LUCIA HIPPOLITO (voz embargada): “Boa noite, Nonato. Boa noite, ouvintes da CBN.”

ROBERTO NONATO: “Ô, Lucia... O presidente Lula assinou o decreto que cria o grupo para elaborar o projeto da Comissão da Verdade, sobre violações de direitos no regime militar. E, para tentar resolver aquela crise entre os ministros da Defesa e dos Direitos Humanos, o texto não usa a apalavra ‘repressão’, Lucia. É uma tentativa de apagar o incêndio entre os ministros, né?”

LUCIA HIPPOLITO (a voz piora): “Olha, Lolito (Lolito?!? Não era Nonato?). Eu... eu... eu, particularmente, acho uma coisa muito complicada. Acho que o presidente... cometeu um... um erro político... no sentido de cooo... de cometer um... um... um mooonte de... de... de... erros.... De... de... de criar um monte de empresas... (empresas??? no Plano Nacional de Direitos Humanos?), um monte de brigas... nesse problema. Agora, eu acho o seguinte: desse ponto de vista exclusivo... das... das... ele num... das, das... dos direitos humanos, do ponto de vista dos direitos humanos... eu vou dizer uma coisa para você... é...”

ROBERTO NONATO: “Ô, Lucia... A gente vai tentar refazer o contato pra voltar daqui a pouco em melhores condições...”

LUCIA HIPPOLITO: “Éééé... esse... o telefone tá piscando (hã?)... tá... ele tá cortando a linha... (desligam o som)."

ROBERTO NONATO: "Tá, ok. Só um instantinho. Daqui a pouco a gente volta..."

O resumo da ópera (bufa) é que nunca um apresentador da CBN esteve tão coberto de razão: silenciar Lucia Hippolito é a melhor maneira de ouvi-la “em melhores condições”.

Do site do Azenha:

Dor de barriga faz comentarista falar mal de Lula

A explicação que a comentarista Lucia Hippolito deu para o comentário esdrúxulo que fez na rádio CBN foi a seguinte:

"Obrigada pelo carinho

Quero agradecer a todos e todas que me escreveram, telefonaram, enviaram emails ou deixaram comentários aqui neste blog, preocupados e preocupadas comigo.

Devo a vocês uma explicação, muito mais prosaica do que as interpretações mirabolantes que possam circular por aí.

Desde o dia 10 de janeiro, domingo, estou padecendo de uma pedestre gastroenterite. Melhoro um dia, pioro no outro, e ninguém encontra uma causa plausível.

No dia 13, quarta-feira, errei ao entrar no ar. Estava com muitas cólicas e, na hora de falar, tive uma cólica lancinante. Não conseguia controlar a dor.

Não tenho ideia nem do que falei, mas preferimos cortar a ligação na hora em que larguei o telefone e corri para vocês-sabem-onde.

Tive febre o dia inteiro na quinta. Tomo remédios, faço todo tipo de exame para saber se é um rotavirus, uma simples virose, uma empadinha estragada ou o quê.

É simples assim. Muito menos glamouroso, mas foi o que aconteceu.

Obrigada de coração pelo carinho de vocês. Vocês são dez!

O resto é a patrulha da lama em ação."


Nota do Viomundo:

Desejamos a pronta recuperação da comentarista.

Aceita a explicação dela, é preciso considerar:

1. Que o comentário dela não faz sentido;

2. Que a única coisa que a gente consegue entender do comentário dela é que o Lula fez alguma coisa de errado e que a culpa é dele;

3. Donde concluímos que, por causa de uma gastroenterite, ela falou mal do presidente da República.

Diria o PHA que é a virose do PIG.

Filmes: "Lula, O Filho do Brasil"

PASMEM: LULA É UM SER HUMANO!

Embora mediano como cinema, filme merece ser visto, pois é um registro necessário da trajetória quase milagrosa desse homem que, contra tudo e contra todos, tornou-se o presidente mais popular da história do país.

- por André Lux, crítico-spam

Eu nunca tinha ouvido falar na história do cinema de uma campanha difamatória tão contundente e sistemática como a que a chamada “grande imprensa” tem feito contra o filme “Lula, O Filho do Brasil”. Nem mesmo os ataques de católicos fundamentalistas contra a “A Última Tentação de Cristo”, de Martin Scorsese, chegaram a tanto. Mas para decifrar de onde vem esse ódio todo, é preciso primeiro entender como funciona a lógica da indústria cultural criada a partir de Róliudi e exportada mundo afora.

Existem duas fórmulas para se fazer filmes com pessoas pobres que são aceitas pelos donos do poder. A primeira é a do “pobre que venceu na vida e ficou rico” e a segunda a que ensina que “os pobres, apesar de não terem dinheiro, são muito mais felizes que os ricos”. Uma serve para vender a ilusão de que o capitalismo oferece oportunidades iguais a todos e para chegar lá no topo da pirâmide social basta se esforçar muito, seguir as regras e fazer muitas horas extras (de preferência sem remuneração, tipo “vestir a camisa” do patrão). Essa aproximação pode ser vista em filmes como “À Procura da Felicidade”, com Will Smith.

Já a outra funciona perfeitamente para convencer os que vivem na base da pirâmide que os ricos, mesmo tendo rios de dinheiro e acesso a tudo que existe de bom e de melhor, no fundo são todos infelizes, solitários e amargurados, enquanto os pobres são bem mais unidos, animados e felizes. Essa ladainha torpe pode ser encontrada em qualquer uma das famigeradas novelas da rede Globo ou em filmes como “Antes de Partir”, com Jack Nicholson e Morgan Freeman.

“Lula, O Filho do Brasil” não se encaixa em nenhuma dessas fórmulas, pois mostra a trajetória de alguém que saiu da miséria, lutou muito e venceu na vida, chegando a ser presidente do Brasil, mas mantendo-se fiel aos seus princípios ideológicos e políticos e sem nunca se esquecer de onde veio ou daqueles que vivem como ele viveu. Obviamente, não é o tipo de mensagem que os donos da revista Veja gostam de verem sendo veiculadas país afora, pois dá mau exemplo à "gentalha"!

Mas a verdade é que a extrema-direita hidrófoba brasileira com essa campanha de difamação toda acaba, mais uma vez, dando um tiro no próprio pé, pois faz muito barulho por quase nada. Afinal, a polêmica toda criada em torno do filme somente vai servir para levar mais pessoas aos cinemas para ver um filme que, por méritos próprios, nem merecia tamanha atenção.

Embora esteja longe de ser o desastre anunciado pela imprensa que busca o lucro acima de tudo, “Lula, O Filho do Brasil” também não é nenhuma obra prima. Em minha opinião, a culpa maior é do diretor Fábio Barreto que filma tudo de forma burocrática e não consegue tirar o melhor do excelente elenco que teve à disposição. Falta dinamismo e naturalidade ao filme que perde feio, por exemplo, para “Dois Filhos de Francisco”, que tinha temática semelhante, mas era bem melhor realizado.

Outro problema é o roteiro, que não sabe aprofundar os personagens (principalmente os secundários, como os irmãos do protagonista, que viram quase figuração) e limita muito a narrativa à relação de Lula com sua mãe, dona Lindu (a sempre confiável Glória Pires). O filme padece também da falta de conflitos e mesmo de suspense e só se sustenta devido à história de Lula, emocionante por si mesma, e à excelente atuação de Rui Ricardo Diaz que em alguns momentos parece "encarnar" o biografado.

Obviamente, a obra tem qualidades positivas, como a trilha musical de Antonio Pinto e Jacques Morelembaum, e o figurino que recria com perfeição as roupas de época, especialmente as usadas nos anos 70.

A acusação de que o filme seria eleitoreiro é uma idiotice sem tamanho. Puro delírio de quem tem preconceito e ódio irracional contra Lula, pois ele não faz em nenhum momento panfletagem político ideológica em favor do biografado, limitando-se apenas a narrar cronologicamente os fatos da vida do atual presidente. O que deve incomodar a turma da direita, além daquilo que já apontei lá em cima, é, pasmem, que o filme mostra que Lula é afinal de contas apenas um ser humano como qualquer outro. E isso torna difícil para seus detratores satanizá-lo como sempre fizeram.

Embora mediano como cinema, “Lula, O Filho do Brasil” merece ser visto, pois é um registro necessário da trajetória quase milagrosa desse homem que, contra tudo e contra todos, tornou-se, para desespero da direita, o presidente da República mais popular da história do país.

Cotação: * * *

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Filmes: "Sherlock Holmes"

SHERLOCK COM LUTINHAS

Perto dessa porcaria barulhenta e idiota, até aquele filminho simpático que brincava de mostrar um Sherlock Holmes jovem parece ser uma obra prima.

- Por André Lux, crítico-spam

Toda vez que alguém anuncia que vai “modernizar” uma obra clássica, eu corro para um abrigo. É sinal de bomba na certa. Não poderia ser diferente com esse “Sherlock Holmes”, cujas semelhanças com o personagem imortal criado por Arthur Conan Doyle terminam no título.

Sinceramente, não há muito que dizer desse filme, cuja definição feita por minha esposa é perfeita: “Sherlock Holmes com lutinhas”. A história é risível e absurda ao extremo (mistura rituais de magia negra e seitas malucas com delírios de dominação mundial de um vilão que parece ter saído direto de algum episódio do “Jaspion”). 

A cada quinze minutos o roteiro dá uma brecada para os protagonistas saírem desferindo golpes de artes marciais em qualquer um que apareça na frente. E a maioria das sacadas dedutivas de Holmes parecem mais coisa de paranormal do que frutos de uma mente aguda!

A direção do outrora promissor Guy Ritchie (dos superestimados “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” e “Snatch – Porcos e Diamantes”) é banal e abusa de efeitos de montagem pseudo-espertos que só vão impressionar quem nunca assistiu a “Matrix” ou a qualquer uma de suas imitações. 

Não ajuda em nada a atuação do insuportável Robert Downey Jr., um atorzinho arrogante e metido a besta que, com sua empáfia perene, só consegue passar a impressão de estar entediado o tempo todo. A única vez que esse sujeito esteve perto de representar um ser humano foi em “Chaplin” e olhe lá.


Sherlock, o lutador
Jude Law, como Watson, e a bela Rachel McAdams não têm o que fazer, exceto servir de escada para piadas sem graça (como as insinuações homossexuais entre Holmes e Watson dignas de um quadro do grotesco "Zorra Total" da TV Globo) e também demonstrarem perícia em kung-fu. 

O que dizer então da “música” composta pelo abominável Hans Zimmer? Faltam-me adjetivos, mas acho que “ridícula” e “sutil como um rinoceronte correndo numa loja de cristais” servem bem para defini-la. Sem dizer que, como sempre, ele copia, nota por nota e sem qualquer pudor, faixas de trilhas clássicas do mestre Ennio Morricone!

Perto dessa porcaria barulhenta e idiota, até aquele filminho simpático que brincava de mostrar um Sherlock Holmes jovem (“O Enigma da Pirâmide”) parece ser uma obra prima da sétima arte. 

Pior é que o final deixa aberto a possibilidade de uma continuação. Quado ela chegar, façam como eu: fujam para o abrigo mais próximo!

Cotação: *

domingo, 10 de janeiro de 2010

Ego inflado: Mais uma crítica minha publicada no site da revista Fórum

Minha análise crítica do ótimo filme "A Culpa é do Fidel!" foi publicada no site da revista Fórum. Nem preciso dizer o quanto me orgulha ver meus humildes textos em destaque no site dessa excelente revista de esquerda, que é editada pelo meu amigo, o Jornalista Renato Rovai (não é puxa-saquismo, o cara é Jornalista com J maiúsculo mesmo, coisa raríssima nos dias de hoje!).

Imagino o quanto isso deve enfurecer os nerds compulsivos, direitosos hidrófobos e profissionais da opinião com complexo de inferioridade que são membros da seita "Eu Odeio André Lux" (sim, por mais patético que possa parecer, isso existe mesmo). Alguns, mais obcecados e fanáticos, chegam a postar links para o meu blog em fóruns do orkut e em seus twiters para provar ao mundo que as minhas opiniões não são corretas (?), fazendo assim propaganda gratuita para mim! Ah, eu me divirto...

Clique aqui para ir à minha crítica no site da Fórum.

sábado, 9 de janeiro de 2010

O óbvio que ninguém diz O que está por trás dessa suposta "crise militar"

Estou acompanhado de longe mais esse factóide inventado pelo Partido da imprensa Golpista (PiG), desta vez sobre uma suposta "crise militar" envolvendo a compra dos tais caças de combate. O Lula parece que quer que sejam oriundos da França. E vocês acham que a máquina de guerra dos EUA vai deixar isso acontecer? Claro que não.

A indústria bélica estadunidense é a mais rentável do mundo e, por causa disso, tem tentáculos em todas as áreas, inclusive na mídia. Portanto, se você ver um milico espumando contra a compra dos caças franceses ou algum jagunço do PiG inventando factóides para "provar" que os caças frances são piores que um Fusca 66 batido, podem ter certeza que é o "big stick" do Tio Sam (na forma de muitos dólare$) que está por trás de tudo isso.

Por sinal, estou lendo o espetacular livro "Formação do Império Americano - da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque", do mestre Luiz Alberto Moniz Bandeira, num capítulo que fala justamente do lobby (legal e ilegal) que a indústria bélica estadunidense faz para garantir que todo mundo compre somente as suas armas.
Vejam abaixo o comentário que meu amigo Ricardo Melo fez sobre esse livro imperdível.

"Formação do Império Americano - da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque" vai responder a todas "as dúvidas que você tinha a respeito do imperialismo estadunidense e tinha medo de perguntar". É porrada mesmo, cara (disso, eles entendem). O livro também é uma porrada, são 851 páginas com um pouco de quase tudo sobre os EUA e as suas conseqüências para o mundo: colonização, independência, guerra da secessão, expansão desde o século XIX até hoje.

É um material super atual, chegando até as Torres Gêmeas e a Guerra do Iraque. Tudo está lá: Destino Manifesto, Doutrina Monroe, Big Stick ("carregue um grande porrete, fale macio e irá longe"), todas as "operações encobertas" que desestabilizaram e manipularam os governos do mundo, principalmente da coitada da América Latina, as operações "abertas" de invasões, etc.

Quer mais? Tentativa de golpe contra o Chavez da Venezuela, tudo sobre a ALCA, o cercamento da América do Sul e da Amazônia com bases militares e aeroportos, o escambau... Grande destaque também para o chamado complexo industrial-militar, que, vide Bush, dá as cartas das Relações Internacionais da atualidade.

O autor é brasileiro, um monstro intelectual cuja família teve um grande destaque na diplomacia brasileira. Ele mesmo, Luiz Alberto Moniz Bandeira,tem títulos mundo afora (governo da Alemanha, da Argentina). Washington não quer saber dele, não sei porquê.

Se achar que é muita coisa, não se impressione. O livro é cronológico, então, se você preferir ler os períodos e fatos que mais interessar, no final vai acabar tomando gosto pela coisa e assimilando todo o resto, pode acreditar.

Bom, aí vão os dados do livro: "Formação do Império Americano - da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque", Luiz Alberto Muniz Bandeira, Civilização Brasileira.


Leia mais dicas de leitura do Ricardo Melo na seção Leitura Recomendada.

Você pensa que a Folha não apoiou a ditadura? Pense melhor...



Do blog Escreva Lola Escreva.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

(ATUALIZADO) Pannunzio tirou a máscara! Preconceito e o partidarismo explícitos do sabujo da Band

Postei o seguinte comentário no texto "O caso Bóris Casoy: reações demonstram sociopatia neonazista", de autoria do suposto "jornalista" Fábio Pannunzio:

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Prezado Sr. Pannunzio, o sr. publicou o seguinte comentário mais acima de um certo ***************:

"Fabio estes ataques ao Boris são motivados pelo odio que a tropa de choque petralha tem por ele, é o mesmo odio que eles possuem pelo Reinaldo Azevedo e todos que ousaram ir contra o apedeuta (para os petralhas que são analfabetos funcionais exclareço que quando digo apedeuta quero dizer lula)."

Sr. Pannuzio, o sr. sabia que a alcunha PETRALHA é ofensiva à moral dos políticos, filiados, militantes e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores, ainda mais quando vem acrescida do termo ANALFABETOS FUNCIONAIS usado de forma pejorativa e preconceituosa?

O sr. sabia que a alcunha APEDEUTA é preconceituosa e ofensiva à moral do Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva?

Se sabia, por que publicou o comentário supra citado, que é um típico exemplo de cyberbuling que o sr. mesmo tanto condena? Não foi o sr. mesmo quem bradou mais ao alto, como um vestal da moral e dos bons costumes, que "Injúrias, calúnia, homofobia, preconceitos de toda ordem serão censurados aqui, sim senhor."

O que o sr. tem a dizer, sr. Pannunzio? Quando o cyberbuling nazi-fascista o favorece é bem vindo? É assim que funciona a sua moral e a sua ética? Exijo uma explicação.

Vou publicar essa mensagem em meu blog para que todos tomem conhecimento do seu comportamento ambíguo e moralmente indefensável.

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Vejam a reposta que o sabujo do PiG deu à minha exigência:

Então Petralha é uma palavra pejorativa ? Para quem ? Os nobres deputados do mensalão ? O chefe da quadrilha, José Dirceu ?
Quer dizer que chamar o Lula, um homem que se ufana de não ter estudado, de apedeuta é uma ofensa ?
Bom, ainda bem que tem gente como o sr. para me esclarecer isso.
Então vou apagar esse comentário que tanto o ofende e todos os outros que fazem menção ao PIG, imprensa bruguesa etc. etc. Fica bom pra você ?

- Fábio Pannunzio


Vejam abaixo a reprodução do blog do sabujo do PiG, para ficar registrado caso ele resolva apagar tudo depois (clique na imagem para vê-la em tamanho real):

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Desonestidade intelectual: Conheçam o funcionário do PiG que defendeu Boris Casoy

O funcionário da TV Bandeirantes, Fábio Pannuzio, que se auto-intitula "jornalista", publicou em seu blog uma defesa canhestra do grotesco Bóris Casoy.

Corporativismo ou puxa-saquismo puro (você decide), no qual, entre outras pérolas que só alguém que se aluga ao PiG pode produzir sem ficar vermelho de vergonha, ele afirma que o lixo elitista e preconceituoso que vazou no áudio do jornal da Band poderia receber outras interpretações, diferentes do que a imensa maioria das pessoas de bom senso teve - inclusive o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo que já anunciou que vai entrar com uma ação judicial contra o âncora do Jornal da Band.

Deixei dois comentários no blog do sujeito testando hipóteses sobre suas motivações (alá Alikamel, o guru máximo de quem trabalha no PiG), mas ele não publicou. Vai ver fui muito agressivo. Ou então o que escrevi tocou fundo. Vai saber...

Mas, não contente com a defesa do indefensável Boris "Lixo" Casoy, Pannunzio publicou depois um texto de um blogueiro que condenava o "cyberbulling" (termo que o "jornalista" usou para tentar desmerecer quem criticou com veemência o preconceituoso Casoy). Depois foi ainda mais fundo e voltou a desmerecer as críticas ao autor dos comentários preconceituosos, no texto "O caso Bóris Casoy: reações demonstram sociopatia neonazista".

Deixei outro comentário no blog do funcionário da Bandeirantes, mas como duvido que ele vá publicar, deixo registrado aqui em meu blog para a posteridade.

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Prezado Pannunzio,
vou ser mais comedido desta vez para que você possa publicar meu comentário.

Parece que o uso do cachimbo realmente deixa a boca torta. Ou, no seu caso, anos manipulando notícias para deixá-las do agrado dos donos das mídias que pagam o seu salário te acostumaram a fazer o mesmo na internet.

Assim, você publica um artigo que condena o "cyberbulling" e depois um de sua autoria para misturar alhos com gubalhos e tentar justificar sua pose de defensor de uma pretensa vítima desse comportamento lamentável - no caso o Boris Casoy.

Eu tenho um blog (
http://tudo-em-cima.blogspot.com), onde publico minhas opiniões claramente de esquerda (não tenho intenção de posar de imparcial, isento ou qualquer outra canalhice mentirosa do tipo), e sofro constamente com "cyberbulling". Sim, dezenas de direitistas raivosos vomitam suas pérolas em meus posts - geralmente anonimamente.

Agora, comparar esse tipo de comportamente covarde e bestial, feito na maioria das vezes por adolescentes carentes e reprimidos, com as críticas sinceras e veementes das quais foi alvo o grotesco Boris Casoy é algo que beira o charlatanismo. Chega a ser desrespeitoso com a inteligência alheia. Ou você também acha que seus leitores são um bando de Homer Simpsons?


Mas o pior mesmo é que você tenta desqualificar os que criticaram com veemência o Casoy por causa de eventuais xingos e ofensas fora de propósitos feitos por uma minoria, tentando colocar todos no mesmo saco e ainda chamando-os de "nazistas". Realmente, é o fim da picada! Vale tudo para provar que sua tese de defesa do Boris está correta, não?

Esse é o nível dos "jornalistas" que trabalham para a autoproclamada grande imprensa...

Se vocês não aguentam lidar com as crítias que recebem na internet então sugiro que fiquem longe da rede. Aqui, meu caro colega, é bateu levou. Muito, mas muito, diferente do que vocês estão acostumados nos jornalões jurássicos que trabalham, nos quais fazem e acontecem sem precisar lidar com qualquer tipo de crítica ou reação às mentiras e distorções que divulgam como sendo "verdades únicas".

Como você não vai ter coragem de publicar esse meu comentário (como fez com os outros), vou registrá-lo em meu blog. Sinta-se à vontade para visitá-lo e comentar (não será censurado, pois eu não tenho medo de críticas).

Saudações,
André Lux
Jornalista nada imparcial

Demorou: Sindicato vai entrar com ação civil contra Boris Casoy

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), José Moacyr Malvino Pereira, afirmou que irá entrar com uma ação civil pública contra o jornalista Boris Casoy, por sua declaração sobre o trabalho dos garis no Jornal da Band. “Vamos entrar com uma ação civil pública para que ele se retrate na Justiça. Já assinei a procuração”, declarou o presidente da entidade.

O apresentador do Jornal da Band tem sido criticado desde o dia 31/12, quando saiu no ar o áudio de uma declaração sobre os garis que desejavam feliz ano novo. Ainda na vinheta do jornal, sem saber que seu microfone estava aberto, Casoy declarou: "Que m... dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros... O mais baixo da escala de trabalho".

No dia seguinte, no mesmo jornal, o apresentador pediu desculpas pela atitude. “Ontem durante o intervalo do Jornal da Band, num vazamento de áudio, eu disse uma frase infeliz, por isso quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do Jornal da Band”, disse.

Nesta segunda-feira (4), o Siemaco entregou na TV Bandeirantes uma carta de repúdio a Boris Casoy. “Não aceitamos as desculpas do apresentador, que foram meramente formais ao ser pego ao manifestar o que pensa e que, infelizmente, reforça o preconceito de vários setores da sociedade contra os trabalhadores garis e varredores..."

Em uma nota oficial no site do sindicato, a entidade também criticou o desmerecimento dado ao trabalho dos garis. “Lamentavelmente Casoy demonstrou não dar valor ao importante serviço prestado por nossos trabalhadores, humilhando-os publicamente. Ele esqueceu-se que limpeza significa saúde pública e, se nossos 'lixeiros no alto de suas vassouras' não cuidassem da nossa cidade, certamente viveríamos no caos. Com certeza, podemos viver sem notícias, mas não sem limpeza", diz a nota.

A assessoria de imprensa da Band informou que o apresentador já pediu desculpas em público. A direção de jornalismo da emissora ainda não se manifestou sobre o caso.

Publicado por Vermelho. Fonte: Comunique-se

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Só rindo mesmo! 'Avatar' é acusado de ser propaganda política da esquerda

Mais ridículos que os profissionais da opinião amestrados pelo sistema, que ficam repetindo jargões criados pelos marketeiros dos estúdios, só mesmo os extremistas de direita que, obtusos, não conseguem nem enexergar que filmes como "Avatar" servem apenas para nublar consciências e provocar acomodação política - ambas ideais para a direita deitar e rolar... Só rindo mesmo!

De bem com as bilheterias e com boa parte das críticas de cinema, James Cameron só tem um pequeno "senão" a lidar depois da estreia de Avatar, seu mais novo filme. Seu pequeno problema agora é com os críticos politicamente mais conservadores dos Estados Unidos que, a partir de diversos jornais, tais como o Los Angeles Times e o The New York Times, estão condenando a produção de Cameron por sua "propaganda política de esquerda".

Na trama, o ex-fuzileiro naval Jake Sully entra para uma missão de espionagem do povo que vive no planeta Pandora, os Na'vi. A relação humanidade (dos Na'vi) versus a ambição capitalista (dos humanos) começa a se construir a partir dessa relação entre Sully e o povo que, a princípio, seria "estrangeiro".

De acordo com o Los Angeles Times, em uma reportagem publicada nessa segunda-feira (4), partidários da direita nos Estados Unidos estão unindo vozes para dizer que Avatar é uma propaganda da "América de Obama". E que existe uma quase não velada mensagem contra o "imperialismo americano" no filme.

Escrevendo para a publicação New York Press, o crítico de cinema Armond White alegou Avatar "deturpa os fatos do militarismo, do capitalismo e do imperialismo" e descreve o filme como "guiado por uma culpa do desejo de matar que surgiu depois do 11 de Setembro". No blog do jornalista americano John Nolte, o Big Hollywood, há "um desejo de morte para os esquerdistas" e que a produção de Cameron seria "uma fantasia simplista, de vinganças revisionistas".

O jornal inglês The Daily Mail, poucos dias depois da estreia do filme, em dezembro de 2009, publicou um artigo com o título "Avatar: o mais caro filme antiamericano já feito".

Na opinião do jornal The New York Times, o filme é uma "22ª versão dos colonialistas americanos versus os colonialistas ingleses, India versus os Rajás, ou a América Latina versus a United Fruit." Ou seja, algo entre brigas de ideologias políticas e luta de classes.

Matéria publicada neste link.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Lixo humano do PiG: Boris Casoy mostra sua verdadeira face

Do blog do Esquerdopata:

Jornal da Band, 31 de dezembro de 2009. Os âncoras Boris CCCasoy e Joelmir Beting não percebem que o microfone ficou aberto e, pensando que ninguém mais os ouvia, fizeram comentários, no mínimo, preconceituoso e constrangedores acerca da dupla de garis que desejava a todos, inclusive aos dois, um feliz 2010. A colega dos dois âncoras da Band, Millena Machado, também não deixou de dar sua risadinha, que pode ser ouvida também. Lamentável!

Transcrição:
Casoy: "Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto da sua vassoura."
Millena: apenas ri (condescendente)
Casoy: "O mais baixo da escala do trabalho..."
Operador: "Deu pau, deu pau..."


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