quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Fotos que provam como a mídia manipula você


As imagens acima, registradas pelas lentes do fotógrafo Fernando Frazão, da EBC, não estamparam as capas dos principais jornais do País.
Elas mostram, com clareza, um representante da Central Única dos Trabalhadores, a CUT, sendo pisoteado, no Rio de Janeiro, na tarde de ontem, antes do ato em defesa do pré-sal e da manutenção do modelo de partilha do pré-sal.
As imagens escolhidas pelos três principais jornais do País, Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e O Globo mostram agressões cometidas por pessoas que vestem camisas vermelhas.
Eis a capa da Folha e sua legenda: BRUTALIDADE - Em ato da CUT e do PT em defesa da Petrobras perto da Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, petista agride homem que pedia o impeachment de Dilma.
Agora, a capa do Estado de S. Paulo e sua legenda: Pancadaria no Rio - Em ato de petroleiros no Rio, que teve agressões entre manifestantes, o ex-presidente Lula disse que Dilma Rousseff 'não pode ficar dando trela' sobre as investigações na Petrobras e 'tem de levantar a cabeça'.
Por fim, a capa do Globo, com sua legenda: Intolerância - Homens com camisa do PT partem para a briga com manifestantes que pedem a saída de Dilma em frente à ABI, no Rio, onde aliados do governo fizeram ato.
No mínimo, uma cobertura isenta, mostraria agressões dos dois lados, até porque as imagens publicadas nos jornais poderiam ser uma reação a provocações e agressões anteriores, como a captada por Fernando Frazão.
No entanto, já faz tempo que as famílias midiáticas brasileiras deixaram de buscar o equilíbrio e a isenção. No fundo, no fundo, o que eles querem é promover mais violência e mais intolerância num processo continuado de criminalização do PT e de negação da política. É como se houvesse uma espécie de 'reinaldização' dos veículos de comunicação, que, a cada dia, se deixam pautar pelo radicalismo.
Nesta quarta-feira, com seu estilo histérico, Reinaldo Azevedo escreveu que 'milicianos petistas partem pra porrada' (confira aqui). Além disso, chamou o ex-presidente Lula de 'celerado' e afirmou que, para ele, "chegou a hora de rachar algumas cabeças".
Também hoje, o senador Ronaldo Caiado (DEM/GO), que se cala sobre as estripulias de Agripino Maia, denunciado por receber uma propina de R$ 1,1 milhão, classificou Lula como "bandido" e o acusou de incitar a violência. Confira abaixo:
Eis o que disse Lula.  "O mais importante legado que minha mãe deixou foi o direito de eu andar de cabeça erguida e ninguém vai fazer eu baixar a cabeça neste país. Honestidade não é mérito, é obrigação. Eu quero paz e democracia, mas se eles querem guerra, eu sei lutar também".
A manipulação escancarada promovida pelos meios de comunicação visa rachar o País, alimentar mais violência no próximo dia 15 de março e criar as condições para um neofasciscmo no País.

Brasil caminha para uma guerra civil

O Brasil, finalmente, caminha para uma guerra civil.

Digo finalmente porque algo assim nunca aconteceu no país, até onde eu saiba.

Depois de 12 anos de massacre midiático diário contra o governo federal, o PT e tudo que cheire a esquerda, praticamente igual Hitler e seus seguidores fizeram na Alemanha nazista contra judeus, negros, homossexuais e comunistas, o ovo do nazi-fascismo finalmente chocou e agora o resultado será imprevisível.

De um lado temos uma horda de "odiadores irracionais do PT" guiados pela mídia da burguesia com seu discurso vazio e falso moralista contra a "currupissão". 


E do outro pessoas com o mínimo de bom senso e cansadas de serem tratadas como criminosas só porque entendem que, mesmo com todos os erros, o PT elevou o Brasil a outro patamar histórico e tirou milhões de pessoas da pobreza.

O que vai dar desse confronto? Muito difícil dizer, mas uma coisa é certa: o "país cordial" que sempre foi o Brasil acabou. O que virá depois? Quem viver, verá...



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Filmes: "Sniper Americano"

DOUTRINADO PARA MATAR

Coitados como Chris Kyle são ensinados que fazem parte de elite moral e que a violência é sempre a melhor solução

- por André Lux, crítico-spam

Ninguém pode dizer que Clint Eastwood seja um diretor ruim, muito menos que nunca tenha feito um bom filme. "As Pontes de Madison" e "Os Imperdoávei" estão aí para quem quiser tirar a prova. 

Mas também não dá para negar que suas posições políticas estejam, digamos, bastante à direita e que vários de seus filmes, inclusive como ator, são francamente fascistas - vide o horroroso "O Destemido Senhor da Guerra" e seu personagem mais famoso, o detetive "Dirty" Harry, do tipo que atira primeiro e pergunta depois.

Esse "Sniper Americano" é, infelizmente, mais uma peça de propaganda do exército estadunidense e de suas "guerras pela liberdade", leia-se invasões de países em que os EUA tem interesses geopolíticos, leia-se, petróleo. O filme conta a história supostamente verídica do maior atirador de elite dos SEALs, um certo Chris Kyle (interpretado pelo bonitão Bradley Cooper que tem cara de gaiato e não convence muito no papel, apesar de se esforçar). Oficialmente, ele matou mais de 160 pessoas durante a "guerra" do Iraque, inclusive mulheres e crianças (seus primeiros assassinatos, diga-se de passagem).

O roteiro é baseado no livro do próprio Kyle e é muito ruim, sem qualquer tipo de sutileza ou mesmo diálogos verossímeis. Tudo soa como os mais batidos clichês desse tipo de filme, desde o treinamento feito por oficiais sádicos, até a conquista da sua cara-metade num barzinho cafona. Os diálogos entre ele e sua esposa, por sinal, são completamente falsos. Tudo filmado de forma burocrática por Eastwood - nem mesmo as cenas de guerra geram qualquer tipo de suspense.

Não faz mal, pois o que importa nesse tipo de peça de propaganda é espalhar mundo a fora que os estadunidenses são mesmo uma espécie de "raça superior" (Kyle chega a dizer isso quase literalmente no início do filme) e que usar seu exército composto por jovens submetidos a intensa lavagem cerebral para invadir outros países é algo totalmente justificável e louvável até. Afinal, fora dos EUA só existem mesmo "selvagens", não é mesmo?

Muita gente que critica o filme afirma que o protagonista é um psicopata, que não sente remorso por ter matado tanta gente. Mas não acho que é assim. Na verdade, pobres coitados como Chris Kyle são doutrinados desde criança a achar que fazem mesmo parte de uma elite moral e que usar a violência em casos de conflito é sempre a melhor solução, talvez a única. 

Não é à toa que vemos seu pai ensinando-o a matar animais com um rifle quando não passava de um menino (coisa que Kyle obviamente faz com seu filho também). Na mesa do jantar, o patriarca ensina seus filhos que o mal está à espreita e que existem apenas três tipos de seres humanos no planeta: as ovelhas (os mansos), os lobos (os malvados) e os cães pastores (a turma do bem, que protege as ovelhas dos lobos). "Não quero ver filhos meus virando ovelhas e se tornarem-se lobos vou enchê-los de porrada!", grita ao esmurrar a mesa com uma cinta. 

O pequeno Chris absorve bem a lição do pai e corre se alistar no exército quando "terroristas" explodem algumas embaixadas dos EUA no estrangeiro e logo é mandado para o Iraque, acreditando que irá assim vingar os ataques do 11 de setembro e, de quebra, proteger seus entes queridos em casa. 

Não há espaço para qualquer tipo de questionamento na cabeça unidimensional de pessoas como Kyle, que graças à sua pontaria certeira recebe o apelido de "Lenda" e é tratado como herói pelos seus companheiros de armas e também pelo filme. Eastwood em momento algum da projeção levanta qualquer tipo de dilema moral em relação às mortes ou mesmo á "guerra" no Iraque que, como qualquer pessoa minimamente bem informada sabe, foi invadido sob pretextos falsos.

No final, descobrimos que o protagonista foi assassinado por um veterano de guerra ao tentar ajudá-lo. Ou seja, acabou vítima da própria loucura que ele ajudou a criar. Mas pelo menos foi enterrado com muitas honras e seu caixão foi saudado por vários transeuntes que acompanharam o cortejo fúnebre com a bandeira dos EUA tremulando em suas mãos, ao som de um solene solo de trompete. The End.

Cotação: *

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Filmes: "Cinquenta Tons de Cinza"

DEPLORÁVEL

Até quando as mulheres, inclusive muitas feministas, vão defender valores machistas e misóginos como se fossem intrínsecos às mulheres?

- por André Lux, crítico-spam

Existem duas formas de se analisar “Cinquenta Tons de Cinza”, que é baseado num livro escrito por uma mulher de 52 anos que começou como uma “fan fiction” da saga “Crepúsculo” (isso já diz praticamente tudo sobre a obra) e acabou virando febre principalmente entre mulheres acima dos 40 anos.

A primeira é encará-lo como nada mais do que um “pornô light”, daqueles onde o sexo é apenas sugerido e com pitadas de práticas pouco ortodoxas, no caso o sadomasoquismo. Nesse quesito ele é pífio e só vai excitar quem realmente tem pouca experiência sexual ou sofre de repressão aguda.

Outra forma é enxerga-lo como um retrato perfeito da sociedade machista-patriarcal que vem castrando as mulheres há séculos. Nesse sentido, o que mais impressiona nesse "Cinquenta Tons de Cinza" é aquele moralismo tosco e primário que prega que todo mundo que possui fetiches ou gosta de sexo fora dos "padrões" é um louco degenerado que obviamente sofreu abusos quando criança e agora precisa ser "salvo", de preferência por uma donzela virgem de 27 anos (hein??) que dirige um fusca 66 azul calcinha...

Ou seja, nada mais é do que o mito do príncipe encantado que precisa ser salvo de suas "perversões satânicas" para poder amar a donzela pura e casta. Pregação das mais primárias e moralistas do mundo, semelhante à tal "cura-gay" defendida por dementes mundo a fora.

O lance do sadomasoquismo que o sr. Grey diz adorar não tem nada a ver com a trama e aparece de forma totalmente forçada só para atrair pessoas sexualmente reprimidas que fantasiam com essas práticas secretamente e não tem coragem de realizar, mas no fundo querem mesmo é casar, ter um monte de filhos e morar num lindo castelo, com direito a passeio de helicópteros e cartão de crédito ilimitado. Ou alguém acredita que a casta (e aparentemente à beira do retardamento mental) Anastasia também iria se apaixonar e se entregar aos jogos de SM de um sujeito pobre e feio? 


Só isso pode justificar tamanho sucesso de uma obra tão mal escrita e pueril, com personagens ridículos e que agem sem qualquer lógica ou motivação palpável, repleta de clichês patéticos e diálogos risíveis ("Eu não faço amor, eu fodo!" e "O que são plugs anais?" fizeram eu e minha esposa gargalhar incontrolavelmente).

Do ponto de vista puramente cinematográfico, o filme é uma piada. Fotografado de forma abaixo do medíocre, sem qualquer erotismo e com uma trupe de atores tão ruins que chega a dar vergonha alheia, particularmente os dois protagonistas que, além de tudo, ainda são feios e completamente sem graça. É tudo tão tosco que nem vale a pena comentar mais.

O que mais entristece, todavia, é ver tantas mulheres louvando uma obra tão grotesca e deplorável como essa e morrendo de desejo por um homem abusivo que compra suas parceiras para tratá-las literalmente como escravas, só porque ele é podre de rico e bonitão. Até quando essas as mulheres, inclusive muitas que se dizem feministas, vão continuar defendendo valores absolutamente machistas e misóginos como se fossem valores intrínsecos às mulheres? 

Pelo jeito, ainda vai demorar para conseguirem se livrar desse lixo que foi enfiado em suas goelas abaixo por uma sociedade cada vez mais doente e inviável.

Cotação: ABAIXO DE ZERO

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Trollei o Roger Inú-teeeel no twitter e ele vestiu!

Fazia tempo que não usava o twitter. Ontem a noite resolvi dar uma trollada em alguns ícones máximos da direita pão-com-ovo, como Roger Inú-teeel, Lobão Xadrez Com Pombos e Joaquim Capitão do Mato Barbosa.

E não é que o Inú-teeeel mordeu a isca, vestiu a carapuça e me bloqueou? Eu me divirto!

Confiram:










Vai rolar processo!


domingo, 15 de fevereiro de 2015

Dicionário Coxinha (atualizado)

DEMOCRACIA: Quando o PSDB ganha as eleição;

DITADURA: Quando o PeTê ganha as eleição;

PSDB: Um monte de rico que protege a gente;

PeTê: Um monte de bandido fedido que quer me fazer virar pobre. Tudo que tem de errado no Brazil é culpa dele;

STF: Lugar que manda PeTralha pra cadeia;

CURRUPISSÃO (sou contra): Quando os denunciados são do PeTê;

CURRUPISSÃO (não ligo): Quando sou eu ou os do PSDB que fazemos;

IMPEACHMENT (leia-se "Impitximen"): Negócio que tira a Dilma e bota o Aécio no lugar;

JOAQUIM BARBOSA: Um preto que eu gosto;

CAPITALISMO: Negócio que vai me deixar podre de rico um dia se eu trabalhar duro e vestir a camisa do patrão;

COMUNISMO: Bagulho do mal que vai dividir minha casa alugada ao meio e dar pra uns pobre morar dentro;

CUBA: Lugar que era um paraíso antes do Fidel Castro e do Che Guevara transformarem em ditadura. Agora só tem pobre lá e carro velho;

HUGO CHÁVEZ: Feio, fedido, ditador. Li na Veja;

VEJA: Revista que leio a capa e fico sabendo tudo sobre como o PeTê é do mal;

GLOBO: Tem as novela e o Big Broder que assisto e o Jornal Nacional que me ensina o quanto o PeTê é do mal;

MIAMI: Lugar lindo e luxuoso que vou morar quando ficar podre de rico;

NORDESTE: Onde moram feios burros que votam no PeTê. Vou lá pra passar as férias e no Carnaval também;

SUMPAULO: Onde moram lindos espertos que não votam no PeTê;

ELEIÇÃO: Feriado bom pra ir pra praia;

POLÍTICA: Negócio chato e inútil que eu converso quando tem eleição pra falar mal do PeTê;

GOLPE MILITAR: Treco que tira a Dilma e bota o Aécio no lugar (= Democracia);

SENADOR: Não sei bem pra que serve;

DEPUTADO FEDERAL: Não sei direito pra que serve;

DEPUTADO ESTADUAL: Serve pra algum coisa que não sei direito;

VEREADOR: Já votei, mas não sei pra que serve;

PREFEITO: É culpado pelos problema da minha cidade (se ele for do PeTê ou outro partido amigo do PeTê);

PETROBRÁIZ: O PeTê rouba, então tem que privatizar;

ABORTO: Já fiz vários, mas sou contra (pró-vida);

MULHER: Ser inferior, mas tem uns buraco gostoso pra meter a rola;

HOMEM: Quero um sensível, romântico, carinhoso, inteligen... Que nada, quero um rico mesmo, depois eu arrumo um amante!;

PAI: Cara que me dá mesada e tem ódio do PeTê;

MÃE: Pessoa que lava minha roupa e me dá comida e não vota no PeTê;

EMPREGADA: Limpa minha privada. Outra preta que eu até gosto desde que não me toque;

BRAZIL: Terra maldita onde nasci, mas logo logo vou pra Maiami quando ficar podre de rico trabalhando.

Jesus tá vendo!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Filmes: "O Destino de Júpiter"

FLASH GORDON 2.0

Se você não é um cínico e tem um Q.I. maior do que uma ostra em coma, certamente vai curtir o novo filme dos criadores de "Matrix"

- por André Lux, crítico-spam 

“O Destino de Júpiter” é mais um caso de delírio coletivo dos profissionais da opinião, só que às avessas, pois quase todos eles estão malhando o novo filme dos irmãos Wachowski (de “Matrix) com o argumento básico de que tem uma trama confusa e sem sentido.

Por aí a gente percebe o estado lamentável que se encontra hoje a crítica cinematográfica mundial, repleta de curiosos que não entendem absolutamente nada de cinema, muito menos da história da sétima arte, caso contrário teriam percebido de imediato que “O Destino de Júpiter” é uma divertida homenagem aos clássicos da ficção científica do passado, especialmente “Flash Gordon”.

Além disso, o filme é repleto de citações a obras como “Brazil” (com direito a uma participação especial do próprio Terry Gilliam numa das cenas mais divertidas), “Soylent Green” (aquele em que Charlton Heston descobre no final que a bolachinha verde que a população come é feita de gente!), “Duna”, "Cinderela" e, claro, ao próprio “Matrix”. De quebra, descobrimos até como são feitos aquele benditos sinais nas plantações mundo a fora e qual o verdadeiro motivo da extinção dos dinossauros!

Obviamente que não são só esses ingredientes que garantem a qualidade de um filme, mas “O Destino de Júpiter” tem muitos outros. Depois de sucessivos desastres (“Speed Racer” e “Cloud Atlas”), os Wachowski voltam a forma e criam um roteiro bastante interessante, cheio de reviravoltas e boas sacadas que, infelizmente, vai exigir do espectador um mínimo de inteligência e raciocínio lógico. Digo infelizmente porque hoje em dia o nível do Q.I. do espectador médio é o mesmo de uma ostra em coma, portanto qualquer obra que obrigue-o a pensar e tirar conclusões por conta própria vai ser imediatamente tachada de “confusa” ou “chata”.

Não estou dizendo que o filme seja uma obra prima complexa e profunda, longe disso. Tem bastante falhas por sinal, principalmente nas cenas de perseguição que acabam sendo esticadas e exageradas demais e no uso de clichês bobocas que poderiam ter sido facilmente evitados (aquela cena com as abelhas deu vergonha alheia), mas não é nada que comprometa o resultado final, até porque os cineastas não tem vergonha de deixar claro desde o começo as origens e pretensões da obra.

O bom e velho Terry em ação
Gostei muito do desenho de produção, bem bizarro e às vezes no limite do exagero, mas muito criativo e original. 

Outro destaque positivo é a música de Michael Giachinno (dos novos “Star Trek” e "Os Incríveis"), composta no idioma de mestres como John Williams, Jerry Goldsmith e John Barry sem a complexidade e genialidade deles, é verdade, porém mil anos luz à frente do som simplório que picaretas como Hans Zimmer e seus clones despejam nas telas atualmente.

Os dois protagonistas são fracos, mas não comprometam e até mesmo o canastrão do Channing Tatum segura as pontas, ainda mais num personagem que beira o ridículo: um albino mutante, mistura de homem e lobo com orelhas de elfo. Ou seja, não é para ser levado a sério mesmo!

Em tempos de cinismo exacerbado como esse em que vivemos é fácil entender porque um filme como "O Destino de Júpiter" não agrada aos críticos e acaba naufragando nas bilheterias. Mas, se você não é um desses e tem um Q.I. mais alto do que o de uma ostra em coma, certamente vai curtir esse "Flash Gordon 2.0", cheio de efeitos visuais bacanas, personagens rocambolescos e até comentários críticos ao consumismo desenfreado do capitalismo. Tem coragem?

Cotação: * * * 1/2

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Lula é eleito o melhor presidente da história do Brasil


Ao apurar a baixa geral de popularidade das autoridades, a divulgação Datafolha deixou de dar destaque a um conjunto de respostas para uma pergunta objetiva feita no levantamento: qual foi o melhor presidente do Brasil em todos os tempos? 

O motivo da edição não ter destacado esse ponto pode ter sido a expressividade das avaliações. O ex-presidente Lula, em meio à ampla debacle no prestígio dos executivos públicos, foi reconhecido por 56% dos entrevistados como o melhor presidente da história.

Pode-se alegar que há, no resultado, um efeito recall, mas, da mesma geração, o ex-presidente Fernando Henrique ficou em segundo lugar – mas com apenas 13% de menções. Getúlio Vargas teve 6% de aprovação. Sarney ficou com índice de 2% e Itamar Franco e Collor 1%.

Essa faceta da pesquisa Datafolha deixa claro que, apesar de amargar neste momento uma baixa na popularidade da presidente Dilma, que desceu para 23%, o PT ainda detém a maior perspectiva de poder entre todas as legendas – exatamente com Lula como candidato a presidente em 2018.

Em seu discurso na festa de 35 anos do PT, o ex-presidente deixou claro que segue querendo comandar uma renovação do partido. Mesmo um tanto abatido pelo momento, Lula chamou seus partidários a enfrentarem acusações e adotarem a postura necessária para punir que se desviou da rota original da agremiação.

Entre os que apontaram Lula como o melhor presidente que o Brasil já teve, 64% são jovens. Segundo a pesquisa, a aprovação de Lula é maior entre os mais pobres, com 61%. Na categoria por regiões, Nordeste e Norte apresentam índice elevado de aprovação a ele.

Mercado em polvorosa!


sábado, 7 de fevereiro de 2015

Humor pra burro


Lula aos golpistas: vão prestar contas à história

Ex-presidente Lula usa a festa de 35 anos do PT para levantar o ânimo dos militantes; ele disse que todos devem ser orgulhar da história do PT e afirmou que o critério da mídia para noticiar escândalos de corrupção é a criminalização do partido



247 - O ex-presidente Lula fez um discurso de injeção de ânimo na militância no encontro dos 35 anos do PT, em Minas Gerais. Ele criticou a mídia e saiu em defesa das medidas econômicas tomadas pela presidente Dilma Rousseff.


Ao ser chamado para discursar, Lula foi ovacionado pela plateia. "Ontem fiquei indignado, mais do que em outros dias, mas tomei cuidado para não repassar aqui a indignação que fiquei ontem. Seria muito mais simples a PF ter convidado nosso tesoureiro para se apresentar do que ir buscar em casa, seria muito mais simples dizer o que eles estão repetindo o mesmo ritual desde 2005 quando começaram as denúncias que eles chamaram de mensalão. 

Toda quinta-feira sai boato, sexta sai denúncia nas revistas, sábado e domingo massacre na televisão, e na outra semana, começa tudo outra vez", afirmou logo no início do discurso. 

Lula afirmou que o critério da mídia é a criminalização do PT. "Eles trabalham com a convicção de que é preciso criminalizar o nosso partido. Não importa nem se é verdade", acusou. O ex-presidente Lula destacou trechos de um manifesto de fundação do PT, ressalvando que o PT "contribuiu para transformar este país". Em defesa do legado do PT, o petista afirmou que "nova política foi acabar com a fome neste país". Lula disse que "medidas amargas" foram necessárias nos 12 anos de governos petistas. 

O ex-presidente disse que o objetivo dos adversários é "querer que o povo nos esqueça". "Mas, ao invés disso, em outubro, o povo preferiu eleger a presidente Dilma", afirmou.

Lula saiu em defesa das medidas tomadas pela presidente Dilma Rousseff no campo econômico. "A companheira Dilma teve que tomar medidas necessárias, mas temos que pensar que de vez em quando temos que tomar fôlego. Mesmo reclamando nos corredores, Dilma, tenha a certeza de que nós sabemos que o que você vai fazer vai levar o país a um momento muito melhor. Faça o que tiver que fazer, porque por um erro desastroso nosso, quem vai sofrer é o povo mais humilde deste país", afirmou.

Ainda em discurso, o ex-presidente disse que "a quarta vitória eleitoral consecutiva do PT despertou os mais baixos instintos dos nossos adversários". "Vencemos, mas a luta está longe de acabar. Nossos adversários não podem dizer qual é o seu projeto, porque é antinacional. Só podem atacar o PT com a arma do ódio", afirmou.

Ao falar da operação Lava Jato, o ex-presidente afirmou que "é a repetição de um filme já conhecido". "Não há contraditório, não há direito de defesa. O julgamento é feito pela imprensa. Os condenados já estão escolhidos. Eles não estão preocupados com os enormes prejuízos à Petrobras e ao País. O que eles querem é criminalizar o PT e paralisar o País", afirmou.

Acompanhe neste link como foram os discursos anteriores ao do ex-presidente. 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Indy 4 (Deluxe Edition)


Aos canalhas que querem destruir a Petrobras

A Petrobras não é apenas uma empresa. Ela é uma Nação. Um conceito. Uma bandeira. E por isso, seu valor é tão grande, incomensurável, insubstituível. Esta é a crença que impulsiona os que a defendem. E, sem dúvida alguma, também, a abjeta motivação que está por trás dos canalhas que pretendem destruí-la.


- Por Mauro Santayanna

O adiamento do balanço da Petrobras do terceiro trimestre do ano passado foi um equívoco estratégico da direção da companhia, cada vez mais vulnerável à pressão que vem recebendo de todos os lados, que deveria, desde o início do processo, ter afirmado que só faria a baixa contábil dos eventuais prejuízos com a corrupção, depois que eles tivessem, um a um, sua apuração concluída, com o avanço das investigações.
A divulgação do balanço há poucos dias, sem números que não deveriam ter sido prometidos, levou a nova queda no preço das ações.
E, naturalmente, a novas reações iradas e estapafúrdias, com mais especulação sobre qual seria o valor — subjetivo, sujeito a flutuação, como o de toda empresa de capital aberto presente em bolsa — da Petrobras, e o aumento dos ataques por parte dos que pretendem aproveitar o que está ocorrendo para destruir a empresa — incluindo hienas de outros países, vide as últimas idiotices do Financial Times – que adorariam estraçalhar e dividir, entre baba e dentes, os eventuais despojos de uma das maiores empresas petrolíferas do mundo.
O que importa mais na Petrobras?
O valor das ações, espremido também por uma campanha que vai muito além da intenção de sanear a empresa e combater eventuais casos de corrupção e que inclui de apelos, nas redes sociais, para que consumidores deixem de abastecer seus carros nos postos BR; à aberta torcida para que “ela quebre, para acabar com o governo”; ou para que seja privatizada, de preferência, com a entrega de seu controle para estrangeiros, para que se possa — como afirmou um internauta — “pagar um real por litro de gasolina, como nos EUA”?
Para quem investe em bolsa, o valor da Petrobras se mede em dólares, ou em reais, pela cotação do momento, e muitos especuladores estão fazendo fortunas, dentro e fora do Brasil, da noite para o dia, com a flutuação dos títulos derivada, também, da campanha antinacional em curso, refletida no clima de “terrorismo” e no desejo de “jogar gasolina na fogueira”, que tomou conta dos espaços mais conservadores — para não dizer golpistas, fascistas, até mesmo por conivência — da internet.
Para os patriotas, e ainda os há, graças a Deus, o que importa mais, na Petrobras, é seu valor intrínseco, simbólico, permanente, e intangível, e o seu papel estratégico para o desenvolvimento e o fortalecimento do Brasil.
Quanto vale a luta, a coragem, a determinação, daqueles que, em nossa geração, foram para as ruas e para a prisão, e apanharam de cassetete e bombas de gás, para exigir a criação de uma empresa nacional voltada para a exploração de uma das maiores riquezas econômicas e estratégicas da época, em um momento em que todos diziam que não havia petróleo no Brasil, e que, se houvesse, não teríamos, atrasados e subdesenvolvidos que “somos”, condições técnicas de explorá-lo?
Quanto vale a formação, ao longo de décadas, de uma equipe de 86.000 funcionários, trabalhadores, técnicos e engenheiros, em um dos segmentos mais complexos da atuação humana?
Quanto vale a luta, o trabalho, a coragem, a determinação daqueles, que, não tendo achado petróleo em grande quantidade em terra, foram buscá-lo no mar, batendo sucessivos recordes de poços mais profundos do planeta; criaram soluções, “know-how”, conhecimento; transformaram a Petrobras na primeira referência no campo da exploração de petróleo a centenas, milhares de metros de profundidade; a dezenas, centenas de quilômetros da costa; e na mais premiada empresa da história da OTC – Offshore Technology Conferences, o “Oscar” tecnológico da exploração de petróleo em alto mar, que se realiza a cada dois anos, na cidade de Houston, no Texas, nos Estados Unidos?
Quanto vale a luta, a coragem, a determinação, daqueles que, ao longo da história da maior empresa brasileira — condição que ultrapassa em muito, seu eventual valor de “mercado” — enfrentaram todas as ameaças à sua desnacionalização, incluindo a ignominiosa tentativa de alterar seu nome, retirando-lhe a condição de brasileira, mudando-o para “Petrobrax”, durante a tragédia privatista e “entreguista” dos anos 1990?
Quanto vale uma companhia presente em 17 países, que provou o seu valor, na descoberta e exploração de óleo e gás, dos campos do Oriente Médio ao Mar Cáspio, da costa africana às águas norte-americanas do Golfo do México?
Quanto vale uma empresa que reuniu à sua volta, no Brasil, uma das maiores estruturas do mundo em Pesquisa e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, trazendo para cá os principais laboratórios, fora de seus países de origem, de algumas das mais avançadas empresas do planeta?
Por que enquanto virou moda — nas redes sociais e fora da internet — mostrar desprezo, ódio e descrédito pela Petrobras, as mais importantes empresas mundiais de tecnologia seguem acreditando nela, e querem desenvolver e desbravar, junto com a maior empresa brasileira, as novas fronteiras da tecnologia de exploração de óleo e gás em águas profundas?
Por que em novembro de 2014, há apenas pouco mais de três meses, portanto, a General Electric inaugurou, no Rio de Janeiro, com um investimento de 1 bilhão de reais, o seu Centro Global de Inovação, junto a outras empresas que já trouxeram seus principais laboratórios para perto da Petrobras, como a BG, a Schlumberger, a Halliburton, a FMC, aSiemens, a Baker Hughes, a Tenaris Confab, a EMC2 a V&M e a Statoil?
Quanto vale o fato de a Petrobras ser a maior empresa da América Latina, e a de maior lucro em 2013 — mais de 10 bilhões de dólares — enquanto a PEMEX mexicana, por exemplo, teve um prejuízo de mais de 12 bilhões de dólares no mesmo período?
Quanto vale o fato de a Petrobras ter ultrapassado, no terceiro trimestre de 2014, a EXXON norte-americana como a maior produtora de petróleo do mundo, entre as maiores companhias petrolíferas mundiais de capital aberto?
É preciso tomar cuidado com a desconstrução artificial, rasteira, e odiosa, da Petrobras e com a especulação com suas potenciais perdas no âmbito da corrupção, especulação esta que não é apenas econômica, mas também política.
A PETROBRAS teve um faturamento de 305 bilhões de reais em 2013, investe mais de 100 bilhões de reais por ano, opera uma frota de 326 navios, tem 35.000 quilômetros de dutos, mais de 17 bilhões de barris em reservas, 15 refinarias e 134 plataformas de produção de gás e de petróleo.
É óbvio que uma empresa de energia com essa dimensão e complexidade, que, além dessas áreas, atua também com termoeletricidade, biodiesel, fertilizantes e etanol, só poderia lançar em balanço eventuais prejuízos com o desvio de recursos por corrupção, à medida que esses desvios ou prejuízos fossem “quantificados” sem sombra de dúvida, para depois ser — como diz o “mercado” — “precificados”, um por um, e não por atacado, com números aleatórios, multiplicados até quase o infinito, como tem ocorrido até agora.
As cifras estratosféricas (de 10 a dezenas de bilhões de reais), que contrastam com o dinheiro efetivamente descoberto e desviado para o exterior até agora, e enchem a boca de “analistas”, ao falar dos prejuízos, sem citar fatos ou documentos que as justifiquem, lembram o caso do “Mensalão”.
Naquela época, adversários dos envolvidos cansaram-se de repetir, na imprensa e fora dela, ao longo de meses a fio, tratar-se a denúncia de Roberto Jefferson, depois de ter um apaniguado filmado roubando nos Correios, de o “maior escândalo da história da República”, bordão esse que voltou a ser utilizado maciçamente, agora, no caso da Petrobras.
Em dezembro de 2014, um estudo feito pelo instituto Avante Brasil, que, com certeza não defende a “situação”, levantou os 31 maiores escândalos de corrupção dos últimos 20 anos.
Nesse estudo, o “mensalão” — o nacional, não o “mineiro” — acabou ficando em décimo-oitavo lugar no ranking, tendo envolvido menos da metade dos recursos do “trensalão” tucano de São Paulo e uma parcela duzentas menor que a cifra relacionada ao escândalo do Banestado, ocorrido durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso, que, em primeiríssimo lugar, envolveu, segundo o levantamento, em valores atualizados, aproximadamente 60 bilhões de reais.
E ninguém, absolutamente ninguém, que dizia ser o mensalão o maior dos escândalos da história do Brasil, tomou a iniciativa de tocar, sequer, no tema — apesar do “doleiro” do caso Petrobras, Alberto Youssef, ser o mesmo do caso Banestado — até agora.
Os problemas derivados da queda da cotação do preço internacional do petróleo não são de responsabilidade da Petrobras e afetam igualmente suas principais concorrentes.
Eles advém da decisão tomada pela Arábia Saudita de tentar quebrar a indústria de extração de óleo de xisto nos Estados Unidos, aumentando a oferta saudita e diminuindo a cotação do produto no mercado global.
Como o petróleo extraído pela Petrobras destina-se à produção de combustíveis para o próprio mercado brasileiro, que deve aumentar com a entrada em produção de novas refinarias, como a Abreu e Lima; ou para a “troca” por petróleo de outra graduação, com outros países, a empresa deverá ser menos prejudicada por esse processo.
A produção de petróleo da companhia está aumentando, e também as descobertas, que já somam várias depois da eclosão do escândalo.
E, mesmo que houvesse prejuízo — e não há — na extração de petróleo do pré-sal, que já passa de 500.000 barris por dia, ainda assim valeria a pena para o país, pelo efeito multiplicador das atividades da empresa, que garante, com a política de conteúdo nacional mínimo, milhares de empregos qualificados na construção naval, na indústria de equipamentos, na siderurgia, na metalurgia, na tecnologia.
A Petrobras foi, é e será, com todos os seus problemas, um instrumento de fundamental importância estratégica para o desenvolvimento nacional, e especialmente para os estados onde tem maior atuação, como é o caso do Rio de Janeiro.
Em vez de acabar com ela, como muitos gostariam, o que o Brasil precisaria é ter duas, três, quatro, cinco Petrobras.
É necessário punir os ladrões que a assaltaram?
Ninguém duvida disso.
Mas é preciso lembrar, também, uma verdade cristalina.
A Petrobras não é apenas uma empresa.
Ela é uma Nação.
Um conceito.
Uma bandeira.
E por isso, seu valor é tão grande, incomensurável, insubstituível.
Esta é a crença que impulsiona os que a defendem.
E, sem dúvida alguma, também, a abjeta motivação que está por trás dos canalhas que pretendem destruí-la.
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