sábado, 4 de junho de 2016

Filmes: "Zootopia"

O GOLPE, PARA CRIANÇAS

Animação da Disney mostra de forma didática como se constrói uma conspiração que pretende destruir a democracia

- por André Lux, crítico-spam

Impressionante a coincidência que foi o lançamento dessa nova animação da Disney com o momento político atual do Brasil. “Zootopia” mostra, afinal, uma conspiração para derrubar um governante a fim de levar outra pessoa ao poder de forma nada democrática. 

Ou seja, um golpe de estado que usa a velha tática nazista de criminalizar um grupo de indivíduos para unir o resto da sociedade contra o “inimigo comum”.

No caso, o grupo escolhido foi o dos animais predadores que, na utópica cidade de “Zootopia”, vivem em harmonia com as suas antigas presas. Mas por motivos que só serão revelados no final, os predadores começam a ficar selvagens e a atacar novamente os colegas indefesos, gerando pânico na cidade e motivando assim a queda do prefeito, que é um leão. Tudo isso explicado de forma absolutamente didática e bastante convincente.

Infelizmente, mesmo com tanto didatismo, a maioria das pessoas passa longe de fazer essa simples conexão com o que ocorre hoje no Brasil e não enxerga que os golpistas que, no momento que escrevo esse texto, completam quase duas semanas de governo ilegítimo depois de derrubarem a presidenta eleita Dilma Roussef depois de praticamente 13 anos de ataques diuturnos contra o governo e o Partido dos Trabalhadores (PT).

Mais didático, impossível
Além disso, a animação é exemplar em mostrar como o racismo e o preconceito são danosos para a sociedade e podem atacar qualquer um, mesmo quem encontra-se no topo da pirâmide em algum momento. Essa é, no final, a pílula mais amarga que a policial Hopps tem que engolir ao perceber que foram esses valores podres que a levaram a ajudar involuntariamente na concretização do golpe de estado.

Tirando esses fatores que realmente elevam “Zootopia” ao nível das melhores animações do cinema, o longa é também muito bem feito, repleto de humor e citações a outros filmes, como “O Poderoso Chefão”.

É uma pena que a verdadeira mensagem do filme passe em branco para grande parte das pessoas. Mas, quem sabe as crianças consigam enxergar além e entender junto com os personagens de “Zootopia” como se constrói uma conspiração que pretende alienar os cidadãos do processo político e, em última instância, destruir a democracia. A esperança é a última que morre...

Cotação: * * * *



quinta-feira, 2 de junho de 2016

Governo Bigardi criou mais de 3.200 vagas em creches

Contra os fatos, não há mentira que resista
Bem diferente das mentiras e distorções espalhadas pelas redes sociais e sites dos opositores ao governo Pedro Bigardi, a Secretaria de Educação criou, em três anos, mais de 3.200 vagas em creches. 

Isso foi possível graças à construção de novas salas, à compra de vagas em escolas conveniadas e ao planejamento constante de ações.

Hoje, a rede atende mais de seis mil alunos de zero a três anos. “Só em 2016, foram adquiridas mais de 600 novas vagas e a secretaria está ampliando as aquisições. Das 2.680 crianças em fila de espera no início da atual administração, herdada do governo passado, chegou-se, em junho de 2015, a reduzir este total para cerca de 1500”, informa o secretário de Educação, José Renato Polli.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Apartidários pra burro


MBL FOI FINANCIADO POR PMDB, PSDB, DEM E SD, MOSTRAM ÁUDIOS

- do site 247

Uma reportagem dos jornalistas Pedro Lopes e Vinícius Segalla (leia aqui) revela que o Movimento Brasil Livre, liderado por Kim Kataguiri, recebeu apoio financeiro e material dos quatro principais partidos que se engajaram no impeachment da presidente Dilma Rousseff: PSDB, DEM, Solidariedade e, claro, o PMDB.

A reportagem traz áudios em que se negocia o apoio financeiro a atividades do grupo, como a impressão de folhetos, cartazes, camisetas e a organização de manifestações pelo impeachment.

Um dos personagens citados é Moreira Franco, braço direito de Michel Temer, que teria ajudado a custear 20 mil panfletos para o MBL por meio da Fundação Ulysses Guimarães, com o lema "esse impeachment é meu" - Moreira nega ter feito pagamentos ao MBL.

Num dos áudios, Renan Santos, um dos líderes do MBL, confirma como o movimento se articulou com os partidos políticos.

Questionado sobre o apoio, o MBL não confirmou o custeio dos panfletos, disse apenas que o PMDB fazia parte da comissão pró-impeachment.

A reportagem também traz imagens que comprovam a proximidade entre integrantes do MBL e políticos que hoje simbolizam a corrupção, como Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Confira abaixo:
Arquivo Pessoal/reprodução Facebook

Em imagem de dezembro de 2015, coordenadores do MBL (entre eles, Fernando Holiday, coordenador nacional, abaixo, à direita) posam para foto ao lado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), então presidente da Câmara dos Deputados

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Quem é trouxa levanta a mão!


Dilema coxinha


O GOLPE ESTÁ NU

- por Leandro Fortes, jornalista

Depois dos áudios de Romero Jucá, a questão não é mais se houve golpe ou não.

A questão é se você apoia ou não o golpe.

Se você vai ficar calado, mesmo tendo sido um dos bobos a vestir a camisa da CBF para, junto com fascistas e golpistas, bradar contra a corrupção.

Talvez, ironicamente, tenha sido necessário que isso acontecesse para muita gente boba - e uma multidão de analfabetos políticos - que embarcou no impeachment possa entender, finalmente, do que realmente se trata a chegada dessa cleptocracia ao poder.

GRAVAÇÃO COM JUCÁ REVELA QUE IMPEACHMENT FOI PACTO PARA DETER A LAVA JATO

Golpistas: transformando coxinhas em trouxinhas...
Em diálogos gravados em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR) sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.
Segundo reportagem de Rubens Valente, as conversas, que estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República), ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Machado se mostrou preocupado com o envio do seu caso para a PF de Curitiba e chegou a fazer ameaçadas: "Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu 'desça'? Se eu 'descer'...".
O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política: "Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria", diz Jucá. Ele acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional "com o Supremo, com tudo". Machado disse: "aí parava tudo".
Segundo Jucá, "ministros do Supremo" teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato. O ministro do Planejamento afirmou que tem "poucos caras ali [no STF]" ao quais não tem acesso e um deles seria o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, a quem classificou de "um cara fechado".
O atual ministro concordou que o envio do processo para o juiz Sérgio Moro não seria uma boa opção e o chamou de "uma 'Torre de Londres'", em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16. Segundo ele, os suspeitos eram enviados para lá "para o cara confessar".
Na conversa, eles dizem que o único empecilho no pacto era o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), porque odiaria Cunha. "Só Renan que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha. O Eduardo Cunha está morto, porra", afirma Jucá no diálogo, que foi gravado.
"O Renan reage à solução do Michel. Porra, o Michel, é uma solução que a gente pode, antes de resolver, negociar como é que vai ser. 'Michel, vem cá, é isso e isso, isso, vai ser assim, as reformas são essas'", disse Jucá ao ex-presidente da Transpetro.
O advogado do ministro do Planejamento, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que seu cliente "jamais pensaria em fazer qualquer interferência" na Lava Jato e que as conversas não contêm ilegalidades (leia aqui).
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