quarta-feira, 23 de abril de 2014

Prefeito Pedro Bigardi anuncia Bilhete Único e manutenção da tarifa em R$ 3 pelo segundo ano

Prefeito Bigardi anuncia a implantação do Bilhete Único em Jundiaí

O prefeito Pedro Bigardi (PCdoB) fez, nesta quarta-feira (23), dois importantes anúncios na área de transporte público.

O primeiro é o início do processo de implantação do Bilhete Único na cidade, que deve começar a funcionar efetivamente em setembro deste ano.

E o segundo é a manutenção da tarifa dos ônibus urbanos em R$ 3 pelo segundo ano consecutivo.


O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Eliseu Silva Costa, aprovou as medidas da Prefeitura, pois, segundo ele, vão trazer muitos benefícios aos trabalhadores de Jundiaí e região.

“Acho esse esforço em não aumentar a passagem dos ônibus muito importante, pois impacta de forma positiva diretamente no bolso no trabalhador. E o Bilhete Único também, pois com certeza vai diminuir o dinheiro que os companheiros gastam ao se deslocar para o trabalho. O prefeito Pedro Bigardi está cumprindo o que prometeu e isso é muito bom para a população”, afirmou Eliseu.

O prefeito Pedro Bigardi considera as duas medidas como conquistas do povo de Jundiaí, pois vão baratear a vida do cidadão.

“Entendemos que o transporte, assim como a saúde e a educação, é um benefício social e precisa servir à toda comunidade da melhor maneira possível e pelo menor preço. A oposição tenta de toda maneira transformar tudo isso em fatos negativos, porém a verdade é que nós estamos fazendo o que eles tiveram a oportunidade de fazer em 25 anos e não fizeram”, alfinetou.

Novos ônibus articulados e modernos entram em funcionamento

O secretário de Transporte, Wilson Folgozi, explica que o Bilhete Único terá a duração de 1 hora e meia e poderá ser usado em qualquer ônibus durante esse período.

Para ele, o Bilhete Único vai trazer ainda mais uma vantagem concreta para os trabalhadores. “Sabemos que muitas empresas não contratavam pessoas que precisavam pagar mais de uma tarifa para se deslocar até o trabalho. Agora, isso deve acabar, pois com o Bilhete Único todos vão pagar uma vez só”, garantiu.

Novos ônibus já tem rampa de acesso para cadeirantes

O presidente da Câmara, vereador Gerson Sartori (PT), lembrou que a implantação do Bilhete Único em Jundiaí é uma luta dos partidos de esquerda na cidade desde o ano 2000 e com certeza vai trazer muitos benefícios para a população.

“As pessoas perdem trinta, quarenta minutos indo de um terminal para o outro para não ter que pagar mais nesse sistema de integração que existe hoje. Com o Bilhete Único isso vai acabar. E a manutenção da tarifa nos três reais significa também um grande avanço, principalmente para os trabalhadores de Jundiaí que teriam que pagar 20% a mais caso o valor não estivesse sendo subsidiado pela prefeitura”, enfatizou.

Sartori destacou também que o Bilhete Único de Jundiaí está preparado para ser integrado com todas as cidades do aglomerado urbano da região.

O cadastramento dos usuários do Bilhete Único começa em julho.

Durante o anúncio das medidas, a Prefeitura apresentou também quatro novos ônibus articulados que começam a circular pela cidade já esta semana.

sábado, 19 de abril de 2014

Para alguns, nunca vai cair...


E assim se constrói o machão troglodita, homofóbico e machista…

- por Regina Navarro Lins, psicanalista e escritora, autora de 11 livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller “A Cama na Varanda” e “O Livro do Amor”.
 
A questão da semana é o caso do homem, que aos 12 anos o pai o obrigava a espiar a prima tomando banho para se excitar, provando que era macho. 

Os valores estão mudando, e cada vez mais homens se libertam da exigência de ter que provar o tempo todo que são machos.
 
Mas será que algum dia haverá realmente igualdade de direitos entre os sexos? Acredito que sim, mas ainda temos um longo caminho pela frente. 

A masculinidade é uma ideologia que justifica a dominação exercida pelo homem. Ela é ensinada e construída, portanto, pode ser diferente em cada época e lugar.
 
O menino nasce de uma mulher. A mãe o amamenta, cuida dele, lhe dá carinho. Ele, por isso, sente-se gratificado na condição de bebê, totalmente dependente dela. Essa relação com a mãe vai deixar uma marca profunda em seu psiquismo. No início da vida conhece o prazer dessa dependência passiva, mas durante toda a sua existência terá que lutar contra o desejo de retornar a essa condição.
 
Para tornar-se “homem'' é preciso se diferenciar da mãe, reprimindo profundamente o forte vínculo com ela, junto com o prazer da passividade. É uma luta contínua, onde deve estar sempre alerta. Isso não acontece com a menina. Para ela é mais fácil, já que a relação inicial com a mãe é a base da identificação com seu próprio sexo.
 
Numa sociedade patriarcal, para ter um comportamento classificado como masculino o homem utiliza muitas manobras defensivas. Geralmente o menino se defende temendo as mulheres e também repudiando em si próprio qualquer aspecto considerado feminino como ternura e passividade.
 
Por conta de todos os seus temores, encontramos um comportamento padrão na maioria dos meninos que se transformam em homens: são brutos, barulhentos, brigões, depreciam as mulheres ridicularizando suas atividades, privilegiam amizades com outros homens, mas odeiam homossexuais.
 
O sistema patriarcal utiliza métodos variados para transformar um menino em “homem de verdade”, mas essa identidade masculina é adquirida com grande esforço. Para a menina é mais simples porque a menstruação, que surge no início da adolescência, não deixa dúvidas de que pode ter filhos, fundamentando naturalmente sua identidade feminina. Nesse momento ela passa de menina a mulher. No homem, ao contrário, um processo educativo, muitas vezes traumático, deve substituir a natureza.
 
Pela atividade sexual que desempenha o homem toma consciência de sua identidade e virilidade. É considerado homem quando seu pênis fica ereto e “come” uma mulher. E isso deve acontecer o mais cedo possível. De maneira explícita ou não é pressionado pelos amigos ou pelo próprio pai.
 
No Ocidente, onde os rituais de iniciação não são claramente definidos, a masculinidade necessita ser provada durante toda a vida de um homem, sempre havendo o risco de se ver diminuído ao nível de condição feminina. Para corresponder ao ideal masculino da nossa cultura o homem tem que rejeitar uma parte de si mesmo, lutando para não se entregar à passividade e à fraqueza.
 
O modelo do homem masculino ideal manteve-se imutável durante um longo período da História. Dois americanos tornaram-se famosos ao enunciar quatro imperativos da masculinidade sob a forma de slogans:
 
1°: No sissy stuff (nada de fricotes) — Mesmo sabendo que homens e mulheres têm as mesmas necessidades afetivas, o estereótipo masculino impõe ao homem a mutilação parcial do seu lado humano. Um homem de verdade é isento de toda feminilidade, portanto, ele deve abandonar uma parte de si mesmo.
 
2°: The big wheel (uma pessoa importante) — Seria o verdadeiro macho. Há uma exigência de superioridade em relação aos outros. A masculinidade é medida pelo sucesso, poder e admiração que provoca.
 
3°: The study oak (o carvalho sólido) — O macho deve ser independente e só contar consigo mesmo. Jamais manifestar emoção ou dependência, sinais femininos de fraqueza.
 
4°: Give’em hell (mande todos para o inferno) — Obrigação de ser mais forte que os outros, nem que seja pela violência. Sua aparência deve ser de audácia e agressividade, estando sempre pronto a correr todos os riscos, mesmo que a razão ou o medo lhe aconselhem o contrário.
 

Contudo, em várias partes do mundo os homens já demonstram insatisfação em ter que corresponder ao que deles se espera, e discutem cada vez mais a desconstrução do masculino. 

John Lennon deu a sua contribuição para a mudança de mentalidade quando, há algumas décadas, declarou: “Gosto que se saiba que, sim, cuido do bebê e faço pão, que eu era dono de casa e me orgulho disso.”

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Só Jundiaí recebeu livros com erros. Secretário Orlato suspeita de sabotagem

Somente Jundiaí recebeu livro com erros gritantes no mapa geográfico

Em uma reportagem publicada pelo jornal conservador "O Estado de São Paulo", a editora Mathema afirmou que somente Jundiaí recebeu os livros contendo o mapa geográfico com falhas gritantes.

O livro foi distribuído a cerca de 4 mil alunos da rede municipal de Jundiaí com erros grosseiros na grafia dos Estados do Acre, Minas Gerais e Espírito Santo, além da ausência de localização do Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e do Distrito Federal.

A editora divulgou uma nota para a imprensa onde pede desculpas pelo problema ocorrido e garante que enviou as páginas corretas para serem inseridas nos livros. 

O secretário de Educação de Jundiaí, Durval Orlato (PT), confirmou que as correções já foram recebidas e devidamente coladas por cima dos mapas que apresentavam erros.

"Felizmente o problema não causou danos pedagógicos aos alunos, mas mesmo assim o setor jurídico da Prefeitura estuda as penalidades contra a editora com base no que está previsto em contrato", enfatizou Orlato.

Questionado sobre a possibilidade de os erros terem sido fruto de sabotagem contra a Prefeitura de Jundiaí, que é governada por uma aliança entre PCdoB e PT desde 2013, Orlato afirmou que essa possibilidade está sendo investigada, porém que ainda não é possível confirmar nem negar essa suspeita, embora ela exista pelo fato de apenas Jundiaí ter recebido livros com defeitos.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Orgulho


Pedro Bigardi discursa durante a Parada Gay de Jundiaí 2014
Tenho muito orgulho de ter ajudado a eleger Pedro Bigardi prefeito de Jundiaí.
Um homem que não tem medo de lutar abertamente pelos excluídos e por aqueles que são vítimas de preconceito e discriminação devido à opção sexual, cor de pele, etnia ou deficiência física ou mental.
E faz isso abertamente mesmo sabendo que pode perder votos entre os conservadores, homofóbicos e intolerantes em geral.
Parabéns, Pedro, pela coragem! Não é fácil ser assim, pode ter certeza que eu sei.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Valores da família?

Os "valores da família" que esse psicopata defende são aqueles onde a mulher é a santa do lar e fica em casa lavando pratos e cuidando dos filhos, enquanto o macho vive seus desejos sexuais com amantes, putas e em saunas gay...


Ato na Câmara de Jundiaí relembra os horrores da ditadura no Brasil


A Câmara Municipal de Jundiaí realizou um ato em memória aos 50 anos do golpe cívico-militar que derrubou um presidente democraticamente eleito para colocar em seu lugar uma ditadura militar que durou 21 anos.

Organizado pelas bancadas do PT e do PCdoB, o ato contou com a distribuição de cartazes com fotos e nomes de algumas vítimas da ditadura e com a palavra de autoridades políticas e representantes da OAB, de entidades estudantis e de defesa dos direitos humanos.

Maitê, da UNE, lembrou da perseguição sofrida pelos estudantes na ditadura
"Esse é um ótimo momento para trazer os crimes da ditadura à tona, ainda mais nesse momento em que surgem vozes e movimentos pedindo a volta desse tipo de regime. É importante dar um basta nisso tudo e mostrar que a democracia e a liberdade de expressão são os melhores caminhos para o país e para as pessoas", afirmou o vereador Rafael Purgato, do PCdoB.

O vereador Celso Arantes, do PT, lembrou que a época da ditadura foi muito difícil, principalmente para a classe trabalhadora que sofreu muito com os arrochos salariais, a inflação alta, perseguição de sindicalistas e a proibição do direito de greve. "As pessoas precisam conhecer a história daquele período justamente para que esse tipo de absurdo nunca mais volte a acontecer", enfatizou.

Cartazes em memória das vítimas do regime de exceção foram colocados nos assentos
Paulo Malerba, vereador do PT, reforçou esse fato e explicou que a ditadura trouxe uma perda de qualidade de vida para os trabalhadores com a redução de salários, direitos e benefícios, perda de estabilidade no emprego. 

"Isso sem falar da inflação altíssima, do endividamento público de 1,2 trilhões de dólares. Enfim, foi um desastre também do ponto de vista econômico que gera consequências negativas para o país até hoje", comentou.

Durante a sessão de ontem, também foram aprovados dois projetos de Lei vinculados diretamente à ditadura.

Um deles, de autoria do vereador Rafael Purgato, proíbe o uso de nome de pessoas que tenham cometido crimes contra a humanidade ou violação de direitos humanos.

O outro, apresentado por Paulo Malerba, acabou com a prática de sessões secretas na Câmara, que eram muito comuns na época da ditadura e que ainda foram usadas até 1996.


Hipocrisia de sempre


Capas da Veja comprovam apoio da revista à Ditadura

Por que será que hoje a Revista Veja evita, até nos momentos mais marcantes, falar de certos temas que vão contra os seus interesses? 

Essa prática é recorrente com temas de âmbito político e social, entretanto, não é o mais sombrio de seus recursos. 

Desde sua fundação em 1968, a Veja abusou do verbo para demonizar seus inimigos ante a opinião pública. 

Isso fica evidente quando observamos as edições mais distantes do presente, uma simples leitura das capas da revista durante a Ditadura Militar pode se absurdamente reveladora. 

Isso me levou à fonte primária, o próprio acervo digital de sua obra, para buscar algumas das capas mais evidentes sobre o apoio escancarado da revista aos golpistas militares. As palavras revolução e terrorismo representam o antagonismo de duas vertentes políticas.

Veja as capas:








sábado, 29 de março de 2014

65% dos brasileiros ainda vivem na Idade das Trevas

Para 65%, mulher com roupa que mostra corpo merece ser estuprada



“Se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros”. Ao ler essa afirmação em um questionário do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 58,5% dos 3.810 entrevistados concordaram totalmente ou parcialmente com a frase. 

O dado aparece no estudo Tolerância social à violência contra as mulheres, realizado pelo Sistema de Indicadores de Percepção Social e divulgado nesta quinta-feira.

Realizada entre maio e junho de 2013, a pesquisa aponta ainda que 65% dos entrevistados concordam, total ou parcialmente, que mulher com roupa que mostra o corpo merece ser atacada. 

Além disso, 63% concordaram, total ou parcialmente, que “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família”. E mais: 89%, somando aqueles que concordaram totalmente e parcialmente, disseram concordar que “a roupa suja deve ser lavada em casa”. 

O percentual dos que acreditam que “em briga de marido e mulher não se mete a colher” também foi alto: 82%.







"Eu, o Direitista Raivoso"

Eu não vou cumprimentar ninguém porque estou com raiva.
Então vamos direto.
Eu sou o DIRAI. O Diretista Raivoso.
Eu tenho raiva. Eu vivo da raiva. Eu morro de raiva.
Eu sou a raiva.
Odeio pobre.
Odeio negros.
Odeio cotas.
Odeio gays.
Odeio nordestinos.
Odeio comunistas.
Odeio petralhas.
Odeio esquerdopatas.
Odeio black blocs.
Odeio Cuba e Venezuela.
Odeio mais ainda o Brasil e os brasileiros.
Odeio o lulismo, o lulopetismo, o lulodilmismo, o bolivarianismo e o chavismo.
Odeio o socialismo.
Odeio ciclistas, ativistas, feministas.
Odeio o Bolsa Família, o Mais Médicos e todas as esmolas governamentais.
Odeio essencialmente tudo.
Amo algumas coisas, no intervalo de minhas sessões de ódio.
Amo a internet, porque me permite ir a sites e xingar, incógnito, as pessoas sem consequência nenhuma.
Amo trollar no G1 e no uol.
Amo a palavra mensaleiros.
Amo o Mainardi pai e o Mainardi filho.
Amo a Scheherazade, o Reinaldo de Azevedo, o Rodrigo Constantino, e comento sempre nos blogs dos dois últimos.
Amo o Lobão, amo o Gentilli, amo o Roger do Ultrage.
Amo, ainda mais, o Olavo de Carvalho, o pai de todos estes aí em cima, e carrego seu último livro como um mórmon carrega sua bíblia.
Amo a Veja.
Amo os militares, que trouxeram ordem e progresso ao Brasil quando o comunismo ateu rondava perigosamente o país.
Amo a tradição.
Amo justiceiros e justiçamentos.
Amo os cânceres que mataram o Chávez e quase mataram o Lula e a Dilma, e tenho a esperança de que no caso destes dois últimos o serviço ainda se complete.
Amo – acima de tudo – o ódio, o ódio, o ódio.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Marco civil da internet é aprovado


Caos urbano em Jundiaí é fruto da falta de contrapartidas e de planejamento

Para diretor de Planejamento, quadro atual é reflexo da ideologia neoliberal que políticos que estavam no poder defendem, que é a de priorizar o privado sobre o público

A Praça das Rosas está sendo revitalizada por meio de contrapartidas
As chamadas "contrapartidas" são uma ferramenta gerada por meio do Estudo de Impacto na Vizinhança (EIV), que é realizado durante a fase de licenciamento dos empreendimentos.

O seu objetivo é garantir que os empreendedores invistam no entorno de suas obra para diminuir o impacto delas nas comunidades ou qualificar os espaço público por meio de reforma de praças e parques, construção ou expansão de creches, escolas ou unidades de saúde, e melhorias no sistema de trânsito e transporte público, entre outras.

"Apesar da lei ter sido aprovada em 2011, foi só na atual gestão que ela passou a ser efetivamente aplicada", afirma Décio Luiz Pradella, diretor de Planejamento.

Como exemplo dessa nova política da Prefeitura de Jundiaí, ele cita as revitalizações completas das praças das Rosas, Frederico Ozanan e Mosteiro de São Bento, que serão bancadas e executadas inteiramente pela empreiteira Odebrechet como contrapartida pela aprovação de um empreendimento comercial que será inaugurado em breve na região central.

"Esse é um exemplo de uma obra que estava praticamente aprovada e não iria gerar qualquer contrapartida, mas já em janeiro de 2013 chamamos a empresa para uma conversa e eles prontamente entenderam a necessidade das contrapartidas não só para beneficiar a cidade, como para valorizar o próprio empreendimento", garante Décio.

Outro exemplo das contrapartidas vão acontecer no empreendimento próximo do Escadão e do Parque Guapeva, cujo entorno também receberá obras de melhorias a partir da parceria feita entre os empreendedores e o poder público numa área que já estava muito degrada, principalmente no período noturno.

Além disso, Décio revela que uma obra comercial que está sendo realizada na Rua Bandeirantes vai garantir a doação de uma área para a Prefeitura, a construção de quatro novos abrigos de ônibus, a ampliação da escola pública no local e a revitalização da ligação do Parque Sororoca com o Jardim Botânico, que contará inclusive com ciclovia, pista de caminhada e sistema de drenagem.

Nova Praça das Rosas teve custo zero para o contribuinte
O diretor de Planejamento explica que essa política de planejamento urbano não era aplicada nas gestões passadas em Jundiaí e por causa disso a cidade perdeu muito em qualidade de vida.

"Nós, como agentes públicos, temos que defender o interesse público sempre, o que nem sempre era feito no passado. Dava-se mais importância à construção de empreendimentos em detrimento da questão pública", lamenta.

Como consequência daquele planejamento feito para garantir o lucro sobre a questão humana, Jundiaí entrou em colapso nos últimos anos, causando problemas graves como trânsito caótico, falta de vagas em creches e a degradação dos espaços públicos.

"Em 2012 a cidade já dava sinais sérios de colapso, mas mesmo assim foi aprovada uma nova Lei de Zoneamento que potencializou ainda mais as ocupações dos empreendimentos em locais que necessitavam de uma forte desaceleração. Quem ditou as regras do planejamento urbano na cidade nos últimos 10 anos foi a iniciativa privada, sem dar qualquer contrapartida e sem olhar para o território", denuncia.

Para Décio, esse quadro não é fruto de incompetência dos governos anteriores, mas sim um reflexo direto da ideologia neoliberal que os políticos que estavam no poder da cidade defendem, que é a de priorizar o privado sobre o público.

"Basta comparar o Plano Diretor com a Lei de Zoneamento. O primeiro parece uma peça literária, bonita e idealizada, mas totalmente descolada da realidade, enquanto a Lei de Zoneamento trata, por exemplo, como zona de expansão urbana regiões que são indicadas como zona de conservação de manancial no Plano Diretor", explica.

A secretaria de Planejamento e Meio Ambiente Daniela da Camara Sutti afirma que esse processo de crescimento desordenado fez também com que  bairros tradicionais da cidade fossem sendo desqualificados, gerando muita reclamação por parte dos moradores que começam a não reconhecer mais sua comunidade e padecem pela perda de qualidade de vida, aumento da violência, do barulho e do trânsito.

Entre os bairros mais prejudicados, ela cita Vianelo, Jardim Bonfiglioli, Jardim Florestal, Vila Progresso, Vila Bela, Jardim do Lago, Vila Guarani, Medeiros e Engordadouro.

Praça São Bento também passará por reformas bancadas por empreiteira
"Não somos contrários à expansão imobiliária, mas não pode ser como era antes, visando apenas o lucro e deixando de lado a questão humana, a qualidade de vida dos cidadãos", defende Daniela.

Todavia, apesar dessa mudança radical na política de planejamento urbano de Jundiaí, Décio vislumbra um futuro ainda mais sombrio para a cidade.

"Vamos ter problemas sérios para os próximos anos, pois milhares de novas unidades comerciais e residenciais foram aprovadas no final da gestão passada sem qualquer previsão de impacto urbano ou exigência de contrapartida. Isso nos preocupa muito, pois não temos qualquer instrumento legal para intervir nesse processo", denuncia.

Apesar do quadro pouco animador para os próximos anos, a secretária de Planejamento garante que a nova política de governo foi bem aceita pelos empresários do setor.


"Em um primeiro momento houve uma resistência, mas as empresas que tem tradição, qualidade e se preocupam realmente com o consumidor entenderam que é obrigação do poder público ter esse cuidado com a qualidade de vida dos cidadãos e perceberam que com investimentos em contrapartidas todos sairiam ganhando com essa parceria que tem o objetivo maior de colaborar com a cidade", comemora Daniela.

terça-feira, 25 de março de 2014

Políticos corruptos são reflexo de um povo corrupto

Furar fila, colar na prova e sentar em assentos reservados são alguns atos que tornam o país mais corrupto, afirmam especialistas

- por Janaína Marques



Aprender é mudar posturas. Essa foi uma lição dos gregos, especificamente de Platão. Mas, no País do “jeitinho”, levante a mão quem nunca furou fila? Ou colou na prova? 

Pois estas são algumas das dez posturas que entram na campanha intitulada “Pequenas Corrupções - Diga Não”, lançada pela Controladoria-Geral da União (CGU) na rede social Facebook. 

O Órgão do Governo Federal, que é responsável por fiscalizar o patrimônio público, veiculou uma imagem com dez mensagens, que focam em atitudes antiéticas, ou ilegais, do cotidiano da sociedade brasileira.

Entre as atitudes citadas pela CGU, estão as ações de falsificar carteirinha de estudante, roubar TV a cabo, comprar produtos piratas e tentar subornar o guarda de trânsito para evitar multas. 

“Cada qual faz a corrupção que pode fazer: deixar de pagar o imposto de renda, não respeitar os direitos trabalhistas da empregada doméstica, estacionar em lugar proibido, passar no sinal vermelho... Tudo isso é uma forma de tirar vantagem da situação”, analisa o professor de Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), André Haguete.

Entendendo corrupção como “tudo aquilo que vai contra a lei ou age a favor de interesses particulares em detrimento dos coletivos”, Haguete concorda que todas essas atitudes possam ser consideradas “corruptas”, mesmo que seja em pequena escala. Para o docente, o tema se relaciona com o “caráter de cada pessoa e uma ética cívica coletiva”.

Para a chefe da Assessoria de Comunicação Social da CGU, Thaisis Barboza, responsável pela concepção e criação da campanha, corrupção representa qualquer ato que gera algum benefício próprio, de forma indevida. “Furar fila não é o mesmo que desviar dinheiro público, mas entendemos que é uma forma de corrupção, mesmo que seja em um grau menor”, explica.

Thaisis ainda argumenta que esses pequenos atos são capazes de propagar atitudes mais graves e defende que: “se uma pessoa é capaz de subornar um policial, lá na frente, poderá ser capaz de subornar para ganhar uma licitação”.

Outros exemplos não escapam aos olhos. “Um condomínio colocou estacas de cimento na praia e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) ameaçou a iniciativa com uma multa. As pessoas decidiram pagar a multa e ir contra a lei, porque tem dinheiro para desobedece-la. E ai?”, afirma, citando uma história verídica.

O sociólogo também não esconde que “todos nós”, alguma vez na vida, já praticamos pelo menos alguma dessas “pequenas corrupções”. “Confesso que quando vou ao exterior sou até mais obediente do que no Brasil”, diz.

Na opinião do professor, a solução para atingir uma mudança efetiva de comportamento, poderia estar no ato de punir o indivíduo, já que “todo mundo sabe o que é proibido”. “Se houvesse uma multa de R$ 1.500 para não jogar lixo pela janela, ninguém faria isso”.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...