quinta-feira, 28 de julho de 2016

COMO AJUDAR PESSOAS QUE SÃO VÍTIMAS DE PSICOPATAS


- por Dirce Hage, no blog da Alda

Embora já se tenha bastante informações sobre as características de um psicopata, os profissionais da área de saúde mental recebem cada vez mais vítimas desse algoz social que circulam livremente nas grandes empresas, nos condomínios, nas universidades, na política, na família, na polícia, enfim, ao seu lado.

Sua vítima geralmente é alguém que pode lhe proporcionar alguma vantagem como poder, status, dinheiro, sexo, todas juntas, ou uma ou outra, que responda sua necessidade momentânea. Como o psicopata é um parasita, ele precisa estar abastecendo suas necessidades imediatas, jamais pode ficar sem uma fonte de abastecimento. Engata uma vítima na outra.

A vítima não sente, mas vai se entregando pouco a pouco até se entregar por inteira na relação. Assina e faz procuração dando-lhe plenos poderes de documentos pessoais e comprometedores de móveis e imóveis, entrega a senha de banco, em relação a sua vida afetiva, faz intriga nos vínculos pessoais e familiares com a intenção de afastar todas as pessoas que lhe dão suporte afetivo.


Quando a presa é fisgada, o psicopata começa a atuar. Depois que consegue sugar tudo de sua presa, daí fica entediado, por já ter sugado tudo o que queria, precisando de novidades, se mostrando infeliz, consequentemente, deixando claro que a culpa é toda da vítima. E o pior, a vítima acaba acreditando que é mesmo culpada de tudo e passa por maus tratos e ainda entende que merece, se sentindo subjugada e isolada.

E o que fazer depois que a vítima sente um “estupro” na alma? O primeiro passo é a vítima sair em busca de informação e esclarecimento, independente do grau de envolvimento com o psicopata. O segundo passo é buscar ajuda com um profissional de saúde mental, psicólogo e/ou psiquiatra para que esses profissionais procurem validar todo esse sofrimento na tentativa de apoiar a vítima a sair da relação. Sair mesmo! Até porque a psicopatia não tem cura e nem tratamento.

Amigos e família, infelizmente nesse momento dificilmente não podem ajudar, por conta do vínculo afetivo já destruído das inúmeras situação negativas geradas no decorrer da relação da vítima envolvida. E assim, vale dizer que, quanto mais tarde a vítima tentar sair da relação, mais prejuízos ela terá. Prejuízos de toda ordem, afetivo, financeiro, moral, e social.

- Dirce Hage é Psicóloga especialista em saúde mental e psicoterapeuta no atendimento clínico em consultório particular e no departamento médico e odontológico (DMO) do ministério público do estado.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Filmes: "Batman versus Superman - A Origem da Justiça"

ABOMINAÇÃO

Se quiser ter uma experiência semelhante a ver este filme, assista a um show de sertanejo universitário enquanto bate a cabeça numa parede

- por André Lux, crítico-spam

Quem acompanha minhas críticas sabe o que quanto eu desprezo o último filme baseado no Superman, chamado apenas de “Homem de Aço”, certamente uma das coisas mais grotescas que já assisti na vida. Assim, nem perdi meu tempo indo ao cinema para ver a continuação daquele lixo que, para tentar atrair mais fanáticos por quadrinhos, colocou o Batman no meio e botou os dois para brigarem entre si.

Na verdade, esse conceito surgiu com a espetacular graphic novel “The Dark Knight Returns” que Frank Miller criou em 1986, provocou um terremoto no mundo dos quadrinhos e meio que serviu de base para os filmes sobre o Batman desde então, principalmente os dirigidos pelo Christopher Nolan e estrelados por Christian Bale.

Nasceu então “Batman versus Superman – A Origem da Justiça” que, desculpem o termo chulo, é uma bosta inigualável cujo único “mérito” é conseguir ser ainda pior e mais nojento que o “Homem de Aço”. A gente tem que tirar o chapéu para o diretor Zack Snyder por ser capaz de criar e jogar no mundo tamanha porcaria sem ficar vermelho de vergonha, conseguindo irritar tanto os críticos quanto a maioria absoluta dos fãs dos personagens.

Fui ver logo a Versão Estendida do filme, que acreditem se quiser, tem 3 horas de duração e é praticamente impossível de seguir, tamanho o número de tramas e sub-tramas que os roteiristas enfiam ao longo da projeção para tentar justificar o conflito entre o Superman e o Batman. Tudo é tão forçado e, em última instância, sem sentido, que quando os dois saem na porrada a gente já está completamente exausto e sem o menor interesse para entender o que se passa na tela.

Ou seja, a pessoa precisa aturar quase 2 horas e meia de um filme pesado, escuro e arrastado quase todo focado em políticos e jornalistas questionando as ações do Superman (tudo que a gente sonha em ver num filme sobre um sujeito que usa uma capa e cueca vermelha enquanto voa pelo céu), planos mirabolantes completamente non-sense feitos pelo Lex Luthor para jogar os heróis um contra o outro, investigações que não levam a lugar algum, cenas de enterros intermináveis e aquela trilha sonora insuportável composta pelo abominável Hans Zimmer e seu atual "xapa" Junkie XL. O troféu abacaxi vai para a música que a dupla criou para as aparições da Mulher Maravilha, que parece saída de um episódio do Chapolin Colorado de tão bisonha e risível, mas que acaba sendo a única coisa que ao menos soa como música, já que o resto da trilha parece uma mixagem de sons de motor de dentista, peidos de rinoceronte e alguém socando um sintetizador com luva de boxe.

Praticamente não há qualquer cena de ação nos dois terços iniciais do filme, só papo furado e cenas do Superman com cara de quem está com aquela diarreia das bravas! Inacreditável. A cena de abertura é completamente estúpida, com o Bruce Wayne chegando a Metrópolis (que pelo jeito fica a poucos quilometros de Gothan City) de helicóptero e correndo alucinado pelas ruas da cidade enquanto Superman e Zod lutam e destroem a cidade toda. Por que ele iria fazer isso? E se precisava tanto fazer, por que não foi como Batman, em uma de suas aeronaves? E não para por aí. O filme todo é recheado de sequências como essa, que não fazem o menor sentido sob qualquer ângulo e servem apenas para gerar momentos dramáticos (que nada tem de dramáticos) ou para dar continuidade à trama sem pé nem cabeça.

O ponto mais baixo dessa abominação certamente é o que fizeram com o Batman, que aqui é transformado num psicopata descontrolado que simplesmente mata qualquer um usando inclusive metralhadoras, algo que viola todo o cânone do personagem. Ben Affleck causou a ira dos fãs quando foi anunciado no papel, mas sinceramente ele nem está tão ruim assim, embora não tenha nada a fazer a não ser parecer de saco cheio e dar uns sorrisinhos amarelos (o filme é completamente desprovido de humor!). E ele não funciona nem um pouco quando veste a armadura. Não sei se a culpa é do formato do corpo dele ou do desenho do figurino, mas o Batman ficou parecendo um sujeito obeso, lerdo e troncudo usando uma roupa de borracha tosca.

Jesse Eisenber com certeza vai ganhar o Framboesa de Ouro de pior ator pelo seu desempenho como Lex Luthor, de longe uma das coisas mais ridículas e erradas que já apareceram nas telas do cinema. E a tão esperada luta entre os dois heróis? Bom, ela acontece praticamente no final do filme, dura míseros 8 minutos e acaba porque o Super pede pro Batman salvar a... Martha! Sim, é isso mesmo. Martha é o nome da mãe dele que é o mesmo nome da mãe do Batman. Não estou brincando, é assim mesmo. Sério. Daí aparece do nada o Doomsday, que na outra encarnação foi um troll do Senhor dos Anéis, e todo mundo fica brigando com ele, enquanto o monstro solta raios cor de rosa que, juro, quase me causaram um ataque epiléptico enquanto eu lutava contra o sono!

Vou parar por aqui porque ficar lembrando dessas três horas da minha vida que eu perdi para sempre vendo essa abominação está me dando dor de cabeça. Se quiser ter uma experiência semelhante ao que é ver este filme, experimente assistir a um show de sertanejo universitário enquanto bate a cabeça numa parede de concreto. Minto. Acho que não será a mesma coisa, pois você pode se até que você se divirta no processo, o que certamente não vai acontecer enquanto vê “Batman versus Superman”...

Cotação: ZERO

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Filmes: "Independence Day: O Ressurgimento"

MAIS DO MESMO

Se conseguir desligar o cérebro até vai curtir um pouco tudo isso, mas não dá nem para comparar com o original

- por André Lux, crítico-spam

Pode parecer absurdo, mas sou grande admirador do primeiro "Independence Day". Sim, o filme é estúpido, cheio de buracos no roteiro e de  momentos piegas e patrióticos constrangedores, porém dentro da sua proposta é dos melhores. E foi o primeiro (ou um dos primeiros) a mostrar os invasores do espaço realmente destruindo um monte de cidades e causando tragédias, quando antes ficavam só na ameaça. Além disso, os atores eram bastante carismáticos e o roteiro era bem amarrado a ponto de (quase) nos fazer esquecer de todas as baboseiras jogadas na tela.

Surge então, esse “Independence Day: O Ressurgimento” que parece ser uma continuação, mas é mais um recomeço (ou “reboot”) como está na moda agora com filmes que passaram do tempo de ter uma continuação na época do seu sucesso e inventam uma forma de começar tudo de novo a fim de atrair a nova geração aos cinemas.

Assim, 20 anos depois do filme original, surge isso que é praticamente uma refilmagem do primeiro só que com novo elenco, exceto pela participação de alguns dos personagens antigos que pouco tem a fazer além de recitar frases de efeito e soltar piadinhas sem graça quase todo o tempo.

Se a trama do primeiro filme não fazia muito sentido, agora faz menos ainda. Tudo é maior e mais barulhento, porém sem qualquer novidade ou diversão que existiam no original. A montagem é truncada e os eventos vão acontecendo sem qualquer lógica ou preparação do clima, bem diferente do primeiro. Os jovens atores são neutros e sem carisma, principalmente o que faz o filho do piloto interpretado no original por Will Smith (que pediu uma fortuna para participar da continuação e é visto apenas em uma foto no começo).

Para piorar tudo, a trilha musical é muito fraca e totalmente genérica, não chega nem aos pés da original composta por David Arnold, cujos temas aparecem de leve no meio do filme e só é ouvida novamente no início dos créditos finais. Apesar de ter algumas boas sequências e a presença sempre divertida de Jeff Goldblum, o resto do filme se arrasta até o final redundante e interminável.

Não dá nem pra elogiar os efeitos visuais, pois é quase tudo feito em computação gráfica, enquanto o original ainda é da época em que tinham que explodir maquetes sem dó, o que sempre dá muito mais peso e também obriga os realizadores a inventarem soluções criativas para a falta de recurso. Aqui, como podem fazer o que quiserem no computador, abusam da quantidade de naves, tiros e explosões deixando tudo confuso e inteligível.

Confesso que tenho um fraco por filmes de ficção-científica desse tipo, então até consegui desligar o cérebro e curtir um pouco tudo isso, mas não dá nem para comparar com o “Independence Day” original. É apenas mais do mesmo, só que tudo super-inflado e sem qualquer traço de vida inteligente ou emoção genuína.

Cotação: * *

sábado, 4 de junho de 2016

Filmes: "Zootopia"

O GOLPE, PARA CRIANÇAS

Animação da Disney mostra de forma didática como se constrói uma conspiração que pretende destruir a democracia

- por André Lux, crítico-spam

Impressionante a coincidência que foi o lançamento dessa nova animação da Disney com o momento político atual do Brasil. “Zootopia” mostra, afinal, uma conspiração para derrubar um governante a fim de levar outra pessoa ao poder de forma nada democrática. 

Ou seja, um golpe de estado que usa a velha tática nazista de criminalizar um grupo de indivíduos para unir o resto da sociedade contra o “inimigo comum”.

No caso, o grupo escolhido foi o dos animais predadores que, na utópica cidade de “Zootopia”, vivem em harmonia com as suas antigas presas. Mas por motivos que só serão revelados no final, os predadores começam a ficar selvagens e a atacar novamente os colegas indefesos, gerando pânico na cidade e motivando assim a queda do prefeito, que é um leão. Tudo isso explicado de forma absolutamente didática e bastante convincente.

Infelizmente, mesmo com tanto didatismo, a maioria das pessoas passa longe de fazer essa simples conexão com o que ocorre hoje no Brasil e não enxerga que os golpistas que, no momento que escrevo esse texto, completam quase duas semanas de governo ilegítimo depois de derrubarem a presidenta eleita Dilma Roussef depois de praticamente 13 anos de ataques diuturnos contra o governo e o Partido dos Trabalhadores (PT).

Mais didático, impossível
Além disso, a animação é exemplar em mostrar como o racismo e o preconceito são danosos para a sociedade e podem atacar qualquer um, mesmo quem encontra-se no topo da pirâmide em algum momento. Essa é, no final, a pílula mais amarga que a policial Hopps tem que engolir ao perceber que foram esses valores podres que a levaram a ajudar involuntariamente na concretização do golpe de estado.

Tirando esses fatores que realmente elevam “Zootopia” ao nível das melhores animações do cinema, o longa é também muito bem feito, repleto de humor e citações a outros filmes, como “O Poderoso Chefão”.

É uma pena que a verdadeira mensagem do filme passe em branco para grande parte das pessoas. Mas, quem sabe as crianças consigam enxergar além e entender junto com os personagens de “Zootopia” como se constrói uma conspiração que pretende alienar os cidadãos do processo político e, em última instância, destruir a democracia. A esperança é a última que morre...

Cotação: * * * *



quinta-feira, 2 de junho de 2016

Governo Bigardi criou mais de 3.200 vagas em creches

Contra os fatos, não há mentira que resista
Bem diferente das mentiras e distorções espalhadas pelas redes sociais e sites dos opositores ao governo Pedro Bigardi, a Secretaria de Educação criou, em três anos, mais de 3.200 vagas em creches. 

Isso foi possível graças à construção de novas salas, à compra de vagas em escolas conveniadas e ao planejamento constante de ações.

Hoje, a rede atende mais de seis mil alunos de zero a três anos. “Só em 2016, foram adquiridas mais de 600 novas vagas e a secretaria está ampliando as aquisições. Das 2.680 crianças em fila de espera no início da atual administração, herdada do governo passado, chegou-se, em junho de 2015, a reduzir este total para cerca de 1500”, informa o secretário de Educação, José Renato Polli.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Apartidários pra burro


MBL FOI FINANCIADO POR PMDB, PSDB, DEM E SD, MOSTRAM ÁUDIOS

- do site 247

Uma reportagem dos jornalistas Pedro Lopes e Vinícius Segalla (leia aqui) revela que o Movimento Brasil Livre, liderado por Kim Kataguiri, recebeu apoio financeiro e material dos quatro principais partidos que se engajaram no impeachment da presidente Dilma Rousseff: PSDB, DEM, Solidariedade e, claro, o PMDB.

A reportagem traz áudios em que se negocia o apoio financeiro a atividades do grupo, como a impressão de folhetos, cartazes, camisetas e a organização de manifestações pelo impeachment.

Um dos personagens citados é Moreira Franco, braço direito de Michel Temer, que teria ajudado a custear 20 mil panfletos para o MBL por meio da Fundação Ulysses Guimarães, com o lema "esse impeachment é meu" - Moreira nega ter feito pagamentos ao MBL.

Num dos áudios, Renan Santos, um dos líderes do MBL, confirma como o movimento se articulou com os partidos políticos.

Questionado sobre o apoio, o MBL não confirmou o custeio dos panfletos, disse apenas que o PMDB fazia parte da comissão pró-impeachment.

A reportagem também traz imagens que comprovam a proximidade entre integrantes do MBL e políticos que hoje simbolizam a corrupção, como Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Confira abaixo:
Arquivo Pessoal/reprodução Facebook

Em imagem de dezembro de 2015, coordenadores do MBL (entre eles, Fernando Holiday, coordenador nacional, abaixo, à direita) posam para foto ao lado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), então presidente da Câmara dos Deputados
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