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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Filmes: "Thor Ragnarok"

DIVERTIDO

Mas é melhor deixar o cérebro na entrada


- por André Lux, crítico-spam

“Thor Ragnarok” é o terceiro da franquia do ex-deus nórdico e o melhor deles. Aqui resolveram transformar tudo em comédia mesmo, sem tentativas de levar a sério, que foi um dos principais erros dos dois primeiros que foram bem fraquinhos. 


Assim fica mais fácil perdoar a falta de coerência do personagem, cujos poderes e limitações nunca ficam claros - em algumas cenas é indestrutível (sobrevive inclusive a uma luta contra o Hulk só com alguns arranhões), enquanto em outras é facilmente dominado por meio de algemas e de um aparelhinho que enfiam em seu pescoço.

O visual do filme é bacana, colorido e vibrante, a trilha musical de Mark Mothersbaugh consegue ser original ao misturar orquestra com teclados típicos dos anos 80 (ele é um dos fundadores da banda Devo) e o elenco de apoio não deixa a peteca cair, principalmente nos momentos mais cômicos.

A trama que dá vida ao filme, sobre a irmã malvada do Thor (Cate Blanchete certamente divertiu-se no papel) que reaparece e quer destruir tudo, é a coisa menos interessante e atrapalha toda vez que volta ao foco, mas parece que isso é necessário para deixar “Thor Ragnarok” acessível ao espectador médio que provavelmente não entenderia a razão de ser do longa sem algum tipo de conflito bem definido entre o bem e o mal.

Não entendo também como é que Odin (Antony Hopkins com visual de Véio do Rio) pode morrer. Ele não é um deus imortal? Thor e Loky passam por todos os tipos de perigos e devastações e continuam firmes e fortes. Já a mãe deles foi morta com uma simples facada no segundo filme e agora o todo-poderoso Odin morre de velhice, ao que parece. Não faz sentido.

Mas, quem liga, não é? Você pagou para ver um filme sobre o Deus do Trovão dos Vikings que virou super-herói da Marvel, então não dá pra exigir muita lógica mesmo. Melhor deixar o cérebro na entrada e se divertir.

Cotação: * * *

sábado, 7 de outubro de 2017

"Blade Runner": diferenças entre as três principais versões

Filmes: "Blade Runner 2049"

PRETENSÃO DEMAIS, EMOÇÃO DE MENOS

O maior problema desse novo filme é que ele QUER ser uma obra-prima e, no final das contas, acaba sendo apenas pretensioso e incrivelmente arrastado

- por André Lux, crítico-spam


Blade Runner” fracassou na sua estreia em 1982, mas ao longo dos anos tornou-se cult e um dos mais influentes de todos os tempos, especialmente nos quesitos cinematografia e direção de arte. Dirigido por Ridley Scott na época em que ainda tinha algo a dizer, o filme é reconhecido hoje como uma obra-prima que mistura com perfeição ficção científica e policial “noir”, mas sua concepção passou longe de ter sido fácil. Pelo contrário, as brigas entre Scott e o elenco (especialmente Harrison Ford) e sua equipe técnica renderam inclusive livros e documentários excelentes.

A verdade é que ninguém sabia muito bem o que estava fazendo a partir de um roteiro vagamente inspirado em livro do excêntrico Phillip K. Dick. Nem mesmo Scott, haja vista o sem número de versões e novos cortes do filme (oficialmente são 6, culminando recentemente com o “Final Cut” supervisionado pelo próprio diretor!). Mas são assim que as obras geniais do cinema geralmente nascem: de produções conturbadas com poucos recursos e duelos homéricos entre artistas e executivos desesperados por espremer cada centavo atrás de lucro.

Surge então, 35 anos depois, a continuação do clássico, chamada de “Blade Runner 2049” e situada três décadas após os acontecimentos descritos no original. O maior problema desse novo filme é que ele QUER ser uma obra-prima e, no final das contas, acaba sendo apenas pretensioso e incrivelmente arrastado. É um filme de duas horas esticado em um de quase três. Embora o roteiro faça um esforço para ligá-lo ao original, não parece que a ação se passa no mesmo mundo. O estilo de fotografia escolhido pelo diretor Denis Villeneuve e o consagrado fotógrafo Roger Deakins é bem diferente do criado por Ridley Scott e pelo genial Jordan Cronenweth. Villeneuve, que acabara de fazer o brilhante “A Chegada”, aplica o mesmo estilo visual sonolento-esfumaçado aqui, mas isso acaba prejudicando seu “Blade Runner”, pois deixa a tela embaçada, opaca, fator que impede que as grandes tomadas com efeitos visuais brilhem. Muitas vezes mal dá pra ver o que está acontecendo ou para onde os personagens estão indo.

Infelizmente, o maior peso morto do filme novo é o próprio Blade Runner feito por Ryan Gosling, um ator limitado que passa o filme todo com a mesma cara de paspalho. Ficamos sabendo logo no início que ele é um “replicante”, ou seja, um clone designado para não ter emoções humanas e memórias implantadas. Não há, portanto, qualquer possibilidade de nos conectarmos com ele, especialmente quando interage com uma mulher que nada mais é do que um holograma tridimensional, no que é basicamente um robô namorando um programa de computador (subtrama que, por sinal, poderia ter sido descartada já que não chega a lugar algum e tem relevância nula para o filme). Como eles querem que a plateia se relacione com isso? Não dá. Logo, as aventuras de K (abreviatura do seu número de série) não passam qualquer emoção, até porque ele é virtualmente indestrutível. E sobra para o espectador acompanhar ele sendo jogado através de paredes, levando 38 socos na cara, 26 facadas e 14 tiros a queima roupa só para sair andando numa boa em seguida. Há uma luta à beira mar entre ele e outra "replicante" que é particularmente tediosa e alongada além da conta.


"Vamos fazer amor?", diz o holograma para o robô
O charme do filme original - e principal motivo do seu brilhantismo - vem do fato dos “replicantes” estarem em busca da sua humanidade e sobrevivência, demonstrando no processo muito mais emoções como empatia e compaixão do que os próprios seres humanos que vivem em estado praticamente catatônico naquele mundo devastado e poluído. Graças a essa construção narrativa bastante simples, porém eficaz, nos conectamos e nos emocionamos com os arcos sofridos pelos personagens, principalmente o “replicante” Roy Batty, magistralmente interpretado pelo holandês Rutger Hauer, e pelo próprio Blade Runner feito por Harrison Ford, o qual no final pode ser ele mesmo um “replicante”. No filme novo não há nada disso. Os personagens humanos praticamente não existem (e são fracos, com destaque negativo para a chefe de polícia, feita pelo Robin Wright, um personagem que só serve para explicar a trama e agir de maneira totalmente ilógica) e os “replicantes” não tem qualquer desenvolvimento, sendo o pior a malvada assistente do magnata Niander Wallace (um Jared Leto sem qualquer sutileza), uma replicante chamada Luv, que é totalmente caricata e feita por uma atriz péssima.

No terceiro ato, o Blade Runner original, Rick Deckard, reaparece, mas Harrison Ford nem mesmo se esforça para atuar da mesma forma abrasiva e sorumbática do primeiro filme, limitando-se a ser... bem, ele mesmo - com direito a todas as caretas e trejeitos de sempre. O filme aí quer apresentar algumas reviravoltas na trama, mas sinceramente já tinha adivinhado quase tudo faz tempo, sendo que algumas não fazem sentido ou são apenas desinteressantes (a revolta dos “replicantes”, certamente uma porta para possíveis continuações).

O ponto mais baixo do filme, como seria de esperar, é a trilha musical composta pelo abominável Hans Zimmer (em parceria com o sujeito que fez a música de “It – A Coisa”), que nada mais é do que um punhado de barulhos irritantes, ora semelhantes ao peido de um rinoceronte, ora imitando o som de uma serra elétrica - com os volumes aumentados à centésima potência! De vez em quando tenta emular a maravilhosa trilha original de Vangelis, mas nem isso sabe fazer direito, acrescentando sempre algum som bombástico irritante por cima sem qualquer requinte. E sou obrigado a dizer que nem fica entre as piores trilhas dele! Zimmer tem a desculpa de ter sido chamado na última hora, depois que a trilha composta por Johann Johannsson (parceiro habitual do diretor Villeneuve) foi rejeitada. Mas é difícil imaginar que ele tenha criado algo pior do que Zimmer e seu afastamento deve ter sido exigência dos executivos do estúdio, preocupados com um possível fracasso do filme (quando isso acontece, a trilha musical é o primeiro item a “dançar”).

Zimmer, o abominável: "vai uns peidos de rinoceronte aí?"
Não vou exagerar dizendo que “Blade Runner 2049” é ruim. Não é. Tem qualidades, porém os defeitos as superam e a metragem exagerada (2h41) atrapalha muito. Uma coisa é ter ritmo lento, outra é caminhar a passos de tartaruga só para alongar a metragem, como se isso fosse sinônimo de profundidade. Não é. Sem dizer que a aproximação hiper-realista e minimalista do novo filme vai contra a poética e existencialista do original. Mas pra mim nem foi isso que atrapalhou e sim a total ausência de emoção e empatia com os protagonistas (chegaram a recriar o personagem de Sean Young, a “replicante” Rachel, em computação gráfica, mas o resultado é simplesmente risível).

Verdade seja dita: esse era um projeto suicida desde o início, já que é impossível superar ou mesmo chegar aos pés de uma obra-prima como “Blade Runner” e, francamente, poderia ter resultado bem pior (mas quem não é no mínimo fã do original não vai entender absolutamente nada do que acontece neste filme). Mas deveriam ter evitado alguns erros e clichês primários e concentrado o foco em construir personagens mais humanos e ao menos ter tentado dar continuidade à paleta visual e estética do filme original. Esses tipos de falhas, na conjuntura atual, são imperdoáveis.

Cotação: * * 1/2

sábado, 30 de setembro de 2017

Série: "13 Reasons Why" (Os 13 Porquês)

GRITO DE ALERTA

Suicídio de adolescente expõe sociedade doente e desumana, em que as pessoas são apenas números e as relações se dão por interesses egoístas

- por André Lux, crítico-spam

A série “13 Reasons Why” (“Os 13 Porquês”) aborda de forma direta e realista um tema tabu em nossa sociedade: o suicídio. Trata-se de uma produção da cantora Selena Gomez inspirada no livro de Jay Asher e adaptado para as telas pelo dramaturgo Brian Yorkey. Narra as razões pelas quais Hanna Baker, uma adolescente de 17 anos, diz ter sido levada a tirar a própria vida. Gravadas em fitas cassetes antigas e enviadas postumamente, as mensagens responsabilizam os colegas de convívio pelo desfecho trágico.

A série provocou forte polêmica, com várias pessoas alegando que ela pode estimular ainda mais o suicídio, que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) mata atualmente um milhão de pessoas por ano (uma a cada 40 segundos), o que equivale a 1,4% dos óbitos totais, sendo que cerca de 75% ocorrem em países de renda média e baixa (mais informações neste link). O principal motivo apontado pelos seus detratores é de que série teria “glamourizado” o suicídio, mostrando as fitas gravadas pela jovem como uma forma de se vingar daqueles que supostamente a teriam levado a tirar a própria vida, fator que pode provocar o chamado efeito Werther, termo científico pelo qual a publicidade de um caso notável serve de estímulo a novas ocorrências.

O psiquiatra Luís Fernando Tófoli, por exemplo, chegou a elaborar 13 parágrafos para alertar sobre os perigos da série. “O programa tem o potencial de causar danos a pessoas que estão emocionalmente fragilizadas e que poderão, sim, ser influenciadas negativamente. Não é absurdo inclusive considerar que, para algumas pessoas, a série possa induzir ao suicídio. Portanto, pessoas em situações de risco deveriam ser desencorajadas a assistir a série”, afirma o médico em seu artigo (leia a íntegra neste link).

Confesso que esse é um tema bastante delicado para qualquer pessoa que, como eu, sofre de Depressão e já teve pensamentos, tentativas de tirar a própria vida ou casos de suicídio entre familiares e amigos. Nesse sentido, “13 Reasons Why” não é um prato fácil de digerir, pois aborda a questão sem medo de colocar o dedo na ferida, elencando de forma bastante didática todos os acontecimentos trágicos que levaram a jovem Hanna a se matar.

Será que a série teria mesmo essa capacidade de estimular o suicídio? A resposta é complexa e, embora entenda perfeitamente os alertas feitos pelos especialistas, acho que ela pode também salvar vidas. O Centro de Valorização da Vida (CVV) relatou ter percebido um aumento de aproximadamente 100% no número de mensagens de texto e ligações de pessoas dispostas a conversar sobre o suicídio. De acordo com a instituição, muitos desses relatos mencionam a trama, que tem como fio condutor a morte de Hannah Baker (leia mais neste link).

Enfim, é uma faca de dois gumes. Se você aborda de forma direita um tema “proibido” desse tipo, corre o risco de estimular novos casos, mas se joga pra baixo do tapete, como faz a maioria das pessoas, certamente não vai ajudar em nada as pessoas que estão sofrendo e pensando em tirar a própria vida. Um dos principais motivos que leva alguém a cometer tal ato é certamente a sensação de isolamento e solidão, fatores que elevam à enésima potência os problemas que a levam tal estado e à Depressão. Ao assistir uma série como “13 Reasons Why”, essa pessoa pode entender que não está só, que não é a única a estar naquela situação sentindo o que sente, e isso pode amenizar sua dor e colocá-la em uma perspectiva menos desesperante.


Dificuldade de comunicação franca e aberta leva a tragédias
Sobre a série em si, que é uma obra de ficção, posso dizer que é muito bem feita e prende a atenção do começo ao fim, embora estique algumas situações além da conta para aumentar o tempo de duração. Não acho que glamourize o suicídio, pelo contrário, penso que mostra com riqueza de detalhes as angústias, pressões e abusos sofridos pelos adolescentes, principalmente dentro da cultura estadunidense, onde a maior ofensa é ser chamado de “perdedor” (looser), cultura essa que já foi exportada com sucesso para grande parte do mundo, especialmente o Brasil.

No final das contas, trata-se de um pertinente grito de alerta em uma sociedade cada dia mais doente e desumana, em que as pessoas são vistas apenas como números ou estatísticas e as relações se dão cada vez mais apenas por valores egoístas e de interesse. A imensa dificuldade de comunicação franca e aberta entre as pessoas, especialmente entre pais e filhos, também é um dos fatores apontados pela série como desencadeadores de mal entendidos que levam a tragédias.

As perguntas que mais se escutam ditas por familiares e amigos de pessoas que se mataram é: “Por que ela fez isso? Por que ninguém percebeu os sinais?”. “13 Reaons Why” dá uma pista das respostas e, acreditem, os sinais são muito fáceis de serem percebidos, porém poucos tem a empatia e o interesse necessários para enxergá-los, muito menos para dar a mão a quem precisa de ajuda. Depois não adianta chorar. Afinal, como diz a chamada da série, “se você está ouvindo isso, já é tarde demais”...

Cotação: * * * *

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Filmes: "IT - A Coisa"

NÃO É UMA OBRA-PRIMA DO MEDO

Apesar de bem feito, filme acaba sendo episódico e repetitivo

- por André Lux, crítico-spam

Essa é a segunda adaptação para as telas do livro gigantesco (mais de mil páginas!) “IT – A Coisa” que Stephen King escreveu em 1986, segundo dizem no auge do seu vício em cocaína. A primeira foi uma minissérie de 6 horas de duração, dividia em dois capítulos e cujo subtítulo era o ridículo "Uma Obra-Prima do Medo". Na época fez sucesso, mas analisada hoje percebe-se que era bem ruim, especialmente a segunda parte com os adultos.

Chega agora uma nova versão para os cinemas, mais bem produzida e que se fixa apenas nas crianças e suas desventuras. Todavia é bom alertar que o filme não tem uma conclusão e mostra só no início dos créditos finais ser o “Capítulo I”, algo que não me parece muito honesto de ser feito, já que omite do espectador que trata-se apenas da primeira parte de um filme duplo, cuja explicação e resolução só vão surgir no “Capítulo II”.

Enfim, enganações à parte, o novo “IT – A Coisa” é certamente muito melhor que a minissérie, mais bem produzido e atuado, porém ainda assim fica num meio termo e a melhor cena é a que já havia sido mostrada no trailer, a do menino e o palhaço no bueiro. As razões são várias, a começar pela dificuldade em se adaptar as obras de King para o cinema, já que seus livros são muito mais calcados nos medos interiores dos personagens do que em cenas de terror meramente visuais.

Segundo porque não é muito bem conduzido e acaba sendo episódico. às vezes parece que estamos vendo dois filmes diferentes. Um sobre o despertar dos jovens para a adolescência e outro de puro terror. Muitas vezes a narrativa pula de um tema para o outro sem muita lógica. Há também um excesso de piadinhas disparadas por um dos garotos (o ator é o protagonista de “Stranger Things”) que simplesmente não funcionam na maior parte das vezes, ainda mais naquele contexto de terror e violência.

Outro problema é justamente a semelhança da obra com tantas outras, desde “Conta Comigo” do próprio King, até as atuais “Super 8” e “Stranger Things”, que são obviamente inspiradas em “IT”. No final acaba sendo uma espécie de “Goonies” versus “Freddie Krugger” com pitadas de “Poltergeist”, mas com defeitos na estrutura que prejudicam o resultado final. 


O maior deles é que nunca ficam claros quais os limites e alcances dos poderes da entidade maligna que persegue os habitantes da pequena cidade, o qual se manifesta na maior parte das vezes como o palhaço Pennywise, feito por Bill Skarsgård destacando apenas a faceta assustadora dele, bem diferente da atuação de Tim Curry na minissérie para a TV. 


Tim Curry e Bill Skarsgård como Pennywise
Em algumas cenas, como a do bueiro, ele primeiro parece ter que seduzir a criança para ir até ele e então a ataca ferozmente, enquanto em outras ele parte direto pra cima, mas deixa as vítimas escaparem sem lógica. E em outra sequência ele atrai um dos meninos para a casa abandonada, o aterroriza na forma de um mendigo infestado por doenças para depois aparecer como o palhaço e ficar só olhando pra ele sinistramente enquanto segura balões. No fim, ele parece inclusive dominar a mente das pessoas, obrigando-as a fazer maldades, algo que parece ser recorrente no livro.

Enfim, não é essa obra-prima do medo que muitos críticos histéricos estão apontando, mas também não chega a ser ruim. Não consegue fugir de alguns clichês mofados do gênero (como a mocinha em perigo, algo que não existe no livro) e acaba apenas sendo um pouco longo, repetitivo e falha em não ser capaz de explicar de forma clara as regras daquele mundo, algo que é essencial para gerar suspense a partir da empatia com os protagonistas.

Cotação:
* * *

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Filmes: "Planeta dos Macacos: A Guerra"

MACACO REDUNDANTE

César, certamente um dos protagonistas mais interessantes dos tempos atuais, merecia mais em sua despedida.

- por André Lux, crítico-spam

Depois de um início titubeante com “A Origem” e de um segundo capitulo excelente, “O Confronto”, o “reboot” da franquia “Planeta dos Macacos” termina de forma decepcionante com “A Guerra”. É verdade que seria mesmo muito difícil superar o filme anterior, uma das melhores e mais surpreendentes super-produções do cinema comercial estadunidense, mas bem que poderiam ter tentado criar um roteiro melhor elaborado e impactante. 

Infelizmente apostaram em reciclar as idéias e situações de “O Confronto”, como se todo o arco vivido pelo macaco César não tivesse acontecido, pecado mortal de muitas continuações feita em Hollywood. Por causa disso, “Planeta dos Macacos: A Guerra” acaba se tornando redundante, já que o protagonista tem que reviver praticamente os mesmo confrontos e dilemas morais do filme anterior, o que deixa narrativa frouxa e arrastada, principalmente no segundo ato quando vira filme de prisão, com direito a várias cenas de tortura e sofrimento.

Há também um excesso de citações ao cristianismo e a outros filmes como o “Planeta dos Macacos” original de 1968, “Apocalipse Now” e “A Ponte do Rio Kway” que, embora sejam divertidas para os cinéfilos, pouco acrescentam ao resultado final, sendo que algumas até atrapalham. É o caso do Coronel obcecado em aniquilar os macacos, numa citação direita ao personagem vivido por Marlon Brando no filme de Coppola, mas que não funciona e por vezes beira o ridículo. Primeiro porque Woody Harrelson não tem o peso necessário para o papel, sendo mais adequado para comédias, e segundo porque o personagem é mal desenvolvido e suas motivações soam forçadas e inconvincentes, ainda mais da forma que são apresentadas em longos discursos expositivos proferidos por ele para César.

A falta de humanos interessantes no filme, defeito que já existia no segundo capítulo em menor escala, também prejudica a narrativa, pois impede que seja criado o conflito necessário para gerar suspense ou empatia. Aqui todos são soldados malvados, caricaturas unidimensionais do que existe de pior na raça humana. Teria sido bem melhor se os personagens do filme anterior tivessem sido reaproveitados, o que certamente aumentaria o interesse. A única pessoa que desperta certa compaixão é uma menina muda que os macacos encontram e adotam, mas o final é outro personagem que não acrescenta nada. A melhor coisa acaba sendo o “Macaco Mau”, feito pelo comediante Steve Zahn, que ao menos traz algum humor e leveza a um filme por demais pesado e sério. 

O impressionante Maurice e sua humana adotiva
O filme desanda de vez no ato final, quando uma série de “deus ex machina” são usados para movimentar a trama e salvar os macacos das ameaças, algo que demonstra o quanto os realizadores estavam perdidos na tentativa de encerrar a trilogia. A cena derradeira então não tem qualquer impacto e falha em passar emoções.

Meu texto pode dar a impressão que o filme é ruim, desagradável. Não é. Ainda tem muitas qualidades, a começar pelos efeitos visuais que deram vida aos símios que são simplesmente impressionantes, particularmente o orangotango Maurice. A música de Michael Giacchino continua muito boa, em especial quando usa percussão, e a fotografia do consagrado Michael Seresin mantém a mesma qualidade do filme anterior. É uma pena que não conseguiram bolar um roteiro mais inteligente e original que ao menos não virasse uma cópia do segundo filme. O macaco César, certamente um dos protagonistas mais interessantes dos tempos atuais, merecia mais em sua despedida.

Cotação: * * *

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Filmes: "Dunkirk"

PASTEL DE VENTO COM BRITADEIRA

Christopher Nolan tenta dar uma de Terrence Malick e falha fragorosamente

- por André Lux, crítico-spam


Quem acompanha minhas críticas já sabe que não sou um dos admiradores incondicionais do diretor Christopher Nolan. Dele só gostei mesmo de “Amnésia” e dos dois primeiros “Batman”, mesmo assim com sérias restrições. Acho ele pretensioso demais e dono de uma mão pesada que deixam seus filmes sutis como um elefante correndo numa loja de cristais. E esse “Dunkirk” não foge à regra.

Aqui Nolan pretende dar uma de Terrence Malick, o recluso cineasta estadunidense que fez jóias como “Além da Linha Vermelha” e “Days of Heaven”, ao contar a trágica história do cerco da cidade francesa de Dunkirk durante a segunda guerra mundial, quando soldados franceses, belgas e ingleses ficaram presos à beira da praia, cercados pelos nazistas enquanto esperavam algum tipo de resgate. Ou seja, ao invés de optar por uma maneira mais trivial, Nolan tenta produzir uma experiência cinematográfica basicamente sensorial, com um mínimo de diálogos e contando quase sempre com imagens, atuações do elenco, som e música para captar os horrores da guerra. E, verdade seja dita, falha fragorosamente.

Primeiro porque Nolan não é Malick e, portanto, não chega nem perto do domínio técnico dele para captar imagens impressionantes do ponto de vista estético. Embora não seja ruim, a fotografia do filme é medíocre e não traz nada de novo ao gênero, cujo ápice certamente foi atingido por Spielberg no claudicante, porém tecnicamente brilhante, “O Resgate do Soldado Ryan”, cuja cena de batalha na abertura é inigualável até hoje. 

Segundo porque Nolan é um diretor de atores fraco. Basta ver como ficam todos parecendo zumbis, sempre com a mesma expressão catatônica, ao ponto da gente nem conseguir distinguir direito um personagem do outro. Sei que estavam todos esgotados física e mentalmente, porém não é por isso que deixariam de expressar emoções, que aqui ficam longe de serem registradas.

E terceiro e mais gritante, claro, é a trilha musical composta pelo abominável Hans Zimmer, que certamente é uma das coisas mais bisonhas que ele já pariu em sua já longa e pavorosa carreira. Basicamente, ele colocou para tocar o tema do Coringa do segundo “Batman” durante toda a projeção. Para quem não sabe, em “O Cavaleiro das Trevas” Zimmer criou um tema para o Coringa que é de um simplismo de dar dó: nada mais do que um zumbido de uma nota só tocada pelo cello, sampleado e acompanhado por guinchos de guitarra e sons que se assemelham a alguém jogando um gato em cima do sintetizador. Esse zumbido insuportável é, de vez em quando, entrecortado por um som semelhante ao tic-tac de um relógio, como se fosse para dar uma sensação de urgência que até poderia ser interessante ou mesmo original caso Ennio Morricone já não tivesse usado esse efeito com maestria em 1973 no filme “Meu Nome é Ninguém”. Quando precisa tentar dar alguma emoção ao filme, Zimmer entra com um tema sintético bombástico que soa como algo que Vangelis poderia ter produzido caso estivesse no meio de uma grave crise intestinal. Enfim, um desastre dantesco que literalmente implode o filme de quaisquer pretensões que tenta atingir (basta ver “Além da Linha Vermelha”, cuja temática é semelhante, para perceber que até um picareta como Zimmer consegue dar seu melhor sob o comando de um verdadeiro cineasta, no caso Terrence Malick).

Zimmer: imortalizando a máxima "nada se cria, tudo se copia"

Não bastasse tudo isso, a montagem também não convence, deixando o filme arrastado e difícil de seguir (as cenas de perseguições entre os aviões são inacreditavelmente desconjuntadas e tediosas). Em alguns momentos falhas gritantes de continuidade saltam aos olhos, como na cena em que o oficial feito por Kenneth Branagh olha para um avião com o sol brilhando forte atrás dele, mas no corte seguinte o mesmo avião passa sob um céu completamente nublado. Ou quando um navio tomba e bate no cais esmagando soldados, mas na sequência aparece há mais de 20 metros do mesmo local.

O roteiro, escrito apenas por Nolan (geralmente seu irmão participa), é pífio e divide a ação em três situações e tempos narrativos que servem apenas para deixar o filme confuso. E o diretor erra também ao pular de um ponto para outro nos momentos de maior tensão, acabando com qualquer tentativa de criar suspense. Os diálogos são muito ruins, empolados e artificiais e muitas vezes repletos de pseudo-profundidade que soam ainda mais ridículos vindos de garotos à beira da morte.

Assim como “Interestelar”, esse é mais um pastel de vento produzido por um cineasta apaixonado pelo próprio umbigo, mas que desta vez inovou nos forçando a ingerir tal iguaria sonsa ao som de algo que parece ser uma britadeira (é sério, em alguns momentos eu achei que estavam fazendo alguma obra fora do cinema, cortesia do sr. Zimmer). Os trágicos eventos de Dunkirk estão muito melhor registrados no maravilhoso “Desejo e Reparação” em uma cena breve, porém de impacto emocional arrebatador, algo que esse filme metido a besta passou longe de atingir. Mas muito longe.

Cotação: * 1/2

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

COMO ERA O BRASIL ANTES DO PT?

Quem não lembra ou não viveu no Brasil antes do PT chegar ao poder deve se perguntar: Como eram as coisas por aqui naquela época? Era assim:

1) Presidente corrupto comprando descaradamente deputados e senadores para votar a favor de projetos que vão ferrar com a vida da maioria das pessoas;

2) Mídia denunciando de vez em quando algum politico para lembrar quem é que manda de verdade ou para fritar alguém que caiu em desgraça com os donos da grana;

3) Corrupção comendo solta e a céu aberto enquanto a polícia e a justiça perseguem ladrões de galinha;

4) Povo vendo tudo anestesiado e no máximo resmungando para os amigos e parentes (agora também no facebook e o whatsapp).

Os midiotas não foram pra rua bater penela com a camisa da CBF para ter "seu país de volta"? Taí ele de volta pra vocês. Gostaram?




sábado, 22 de julho de 2017

O ódio não é à corrupção, mas ao PT e à ralé!

Por que a classe média foi para as ruas?

Não foi contra a corrupção. Foi pelo ódio ao PT.

Porque o Lula e a Dilma fundaram 18 universidades, contra... zero do FHC.

Se fosse contra a corrupção, a Avenida Paulista estaria lotada desde que os Golpistas assaltaram o poder! Mas, as panelas estão em silêncio!

Assista à nova edição da TV Afiada e saiba mais!

O ódio nosso de cada dia


De vez em quando fascistas covardes (desculpem o pleonasmo) defecam na caixa de comentários aqui do meu blog todo seu ódio e frustração, recheados com ataques de cunho pessoal, sempre anonimante como todo covarde fascista (epa!). Eles devem achar que por causa disso eu vou derreter ou ter um colapso nervoso.

O problema dos fascistas covardes (ops!) é que eles medem os outros pela sua própria personalidade degenerada e, portanto, sonham que vomitando publicamente o lixo que tem no cérebro, o qual foi certamente passado a eles por seus familiares igualmente podres, vão conseguir algo além de mostrarem do que são realmente feitos.

De minha parte, reforço: quando quiserem ofender realmente, comecem a me elogiar. Porque da escória humana que hoje tomou conta do nosso país e fez sair dos esgotos esse exército de dementes frustrados eu só quero vaias e xingamentos mesmo.

P.S.: E não se esqueçam de fazer sua doação ao ilustre blogueiro, que seguem com tanto afinco e paixão. Sua contribuição, mesmo sendo de origem imunda e certamente criminosa, será bem vinda e transformada em algo a ser usado para o bem da humanidade.


terça-feira, 18 de julho de 2017

A ficha não cai


A guerra dos tronos no Brasil


Apesar do Brasil ter uma população estimada em mais de 200 milhões de pessoas, quinze famílias detêm 5% de toda riqueza nacional. Isso mesmo, cinco por cento de toda riqueza de um dos 10 países mais ricos do planeta está nas mãos de quinze famílias, um escândalo!

- por Marco Aurélio Mello, no Viomundo

A notícia não é nova. Tem quase um ano.

Mas é tão assombrosa, tão assombrosa, que deveríamos ensinar na escola para todas as nossas crianças.

Apesar do Brasil ter uma população estimada em mais de 200 milhões de pessoas, quinze famílias, apenas quinze, detêm 5% de toda riqueza nacional.

Isso mesmo, cinco por cento de toda riqueza de um dos 10 países mais ricos do planeta está nas mãos de quinze famílias, um escândalo!

A informação é de fonte que rico nenhum questiona, a revista Exame, e se baseia num levantamento feito por outra revista que eles tanto reverenciam, a americana Forbes.

É tanto poder econômico, tanto poder econômico, que políticos – de qualquer partido – e funcionários públicos facilmente se curvam aos interesses deles.

Esta é a verdadeira guerra dos tronos do Brasil.

Em que setores estes grupos atuam? Duas famílias estão ligadas às comunicações: Marinho (número um da lista) e Civita (décima-primeira).

Outras cinco famílias estão ligadas aos bancos: Safra, Itaú-Unibanco e Bradesco.

Duas famílias operam em construção civil: Camargo Corrêa e Odebrecht.

Uma no cartel do cimento: Ermírio de Morais; uma na monocultura da soja: Maggi; uma no cartel da carne: Batista; uma em papel e celulose: Feffer (que também atua em petróleo) e duas em petróleo e derivados: Igel e Penido.

Portanto, somos controlados por conglomerados que disputam espaço, não entre si, mas na política.

Neste intincado jogo de interesses duas famílias caíram em desgraça recentemente: os Odebrecht e os Batista.

A família Odebrecht por causa do escândalo de corrupção na Petrobras e os Batista, primeiro por denúncias de adulteração de carne bovina e, em seguida, pela divulgação de áudios que denunciam políticos em crimes de corrupção, entre eles, o presidente em exercício, Michel Temer.

Mas o que existe por trás desta disputa vai além, muito além de quem vai governar ou não o Brasil.

O que há de realmente importante é: quem pode influenciar o Estado a transferir recursos públicos para estes grandes conglomerados?

São estes os grupos que mais nos exploram e que, em vez de tomar o país de assalto, como sempre fizeram, teriam que devolver aos mais pobres bens e serviços na forma de impostos.

Vejamos os bancos. Faça ou não crise seu faturamento é recorde a cada novo balanço trimestral.

Eles operam com juros da dívida pública e spread bancário (o risco dos clientes darem calote).

Eles odeiam pagar impostos.

À beira das crises apelam para o “risco sistêmico” e para o colapso no “balanço de pagamentos” e são sempre socorridos imediatamente.

Os bancos não perdem nunca!

Reparem que cinco das quinze famílias da lista são banqueiras: os Safra, os Moreira Salles, os Villela, os Aguiar e os Setubal.

Estes você não vê reclamar, não é?

Claro, não precisam, eles têm um exército de economistas e consultores que fazem isso por eles, sutilmente.

Afinal, são os bancos que controlam “os mercados”, o Banco Central e, claro, o noticiário econômico.

Vale lembrar também que são os bancos que operam transferências em paraísos fiscais e que, portanto, podem ter ligações com o crime organizado.

Estruturalmente o que estava acontecendo no Brasil?

O poder econômico estava migrando das mãos desses grupos para outros.

Vejamos:

Os programas de transferência de renda tiram poder dos bancos ao aumentar o poder de compra da população por vias diretas.

A construção foi muito beneficiada pelos programas de infra-estrutura apoiados pelo BNDES.

A ponto de a construção civil brasileira passar a operar em vários países da América do Sul, Caribe, África e Oriente Médio.

O agronegócio – que navegou em mar calmo nos tempos de boom das commodities – internamente passou a disputar crédito com pequenos e médios produtores.

Já a mídia estava deixando de concentrar publicidade oficial em seus veículos, depois de uma política de diversificação que ampliou os atores no mercado de informação, notícias e entretenimento.

Apesar de não ter havido coragem de impor uma reforma tributária capaz de taxar as grandes fortunas, uma transferência de renda silenciosa estava modificando a estrutura econômica da nossa sociedade.

E foi isso que os o poder econômico percebeu antes de todo mundo.

E foi contra isso que eles se uniram, ainda que tivessem que jogar dois de seus “marujos” ao mar: os Odebrecht e os Batista.

Agora a famiglia da Vez pode ser os Marinho.

É difícil.

Seu exército é numeroso e sua tática de “assassinato de reputação” é sutil e muito eficiente.

Ao que parece trata-se de mais uma tormenta que, cedo ou tarde, vai passar.

E quando isso acontecer os ricos vão continuar mais ou menos no mesmo lugar.

Quem perderá com o descrédito que a mídia propaga dia e noite, sem dó?

1. A classe política;

2. Os aparelhos de Estado, incluindo a Justiça;

3. A classe média;

4. O povão em geral.

E se o poder econômico tomar o lugar do poder político, sem intermediários, caminhamos para a barbárie.

Se o viés for fundamentalista religioso então vai ficar ainda pior…

Por isso, minha gente, se nos intervalos desta luta der para fazer um pouco de amor, aproveitem!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Chomsky: Lula foi vítima de um novo tipo de golpe

Um dos maiores intelectuais da atualidade, o filósofo e linguista norte-americano Noam Chomsky afirmou em palestra concedida nesta segunda-feira 17 no Uruguai que as políticas do ex-presidente Lula "foram semelhantes às dos anos 60, que levaram a um golpe militar fortemente apoiado pelos Estados Unidos"


Durante uma conferência na Fundação Liber Seregni, no Uruguai, nesta segunda-feira 17, o filósofo norte-americano Noam Chomsky, um dos maiores intelectuais da atualidade, sugeriu que o ex-presidente Lula tenha sido vítima de um novo tipo de golpe, com apoio dos Estados Unidos.

Ressaltando a "liderança de Lula" na América Latina, Chomsky destacou que as políticas do ex-presidente petista "foram semelhantes às dos anos 60, que levaram a um golpe militar fortemente apoiado pelos Estados Unidos".

"Mas agora [com Lula no governo] os EUA não tinham condições de dar um golpe militar", completou. "E a América Latina foi a primeira região a dispensar e a emergir do Consenso de Washington e do neoliberalismo", disse, segundo a cobertura feita pelo jornalista Rogério Tomaz Jr., pelo Twitter, da palestra do linguista. Chomsky disse ainda que "a estrutura de classes da América Latina possui enorme concentração de renda e desigualdade".

O intelectual norte-americano comentou a crise dos refugiados: "é uma crise cultural e moral da nossa sociedade". E criticou a omissão da mídia ao não cobrar de Donald Trump posição a respeito da mudança de clima global. Ele mencionou também a possibilidade de, numa eventual corrida nuclear, um ataque preventivo da Rússia iniciar uma guerra que aniquile a humanidade.

Reportagem da Record denuncia negociatas da Globo

A Record declarou guerra contra a Rede Globo, exibindo uma reportagem de mais de 15 minutos, em horário nobre, sobre uma série de negociatas da emissora carioca. O ponto de partida da reportagem é uma suposta delação negociada pelo ex-ministro Antonio Palocci. A reportagem mostra como a Globo se beneficiou de um esquema de sonegação fiscal, usou empresas de fachada em paraísos fiscais e recebeu uma série de benesses federais. Segundo a emissora, a televisão da família Marinho também estaria agindo para impedir a concretização da delação de Palocci.

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