sexta-feira, 27 de maio de 2016

Apartidários pra burro


MBL FOI FINANCIADO POR PMDB, PSDB, DEM E SD, MOSTRAM ÁUDIOS

- do site 247

Uma reportagem dos jornalistas Pedro Lopes e Vinícius Segalla (leia aqui) revela que o Movimento Brasil Livre, liderado por Kim Kataguiri, recebeu apoio financeiro e material dos quatro principais partidos que se engajaram no impeachment da presidente Dilma Rousseff: PSDB, DEM, Solidariedade e, claro, o PMDB.

A reportagem traz áudios em que se negocia o apoio financeiro a atividades do grupo, como a impressão de folhetos, cartazes, camisetas e a organização de manifestações pelo impeachment.

Um dos personagens citados é Moreira Franco, braço direito de Michel Temer, que teria ajudado a custear 20 mil panfletos para o MBL por meio da Fundação Ulysses Guimarães, com o lema "esse impeachment é meu" - Moreira nega ter feito pagamentos ao MBL.

Num dos áudios, Renan Santos, um dos líderes do MBL, confirma como o movimento se articulou com os partidos políticos.

Questionado sobre o apoio, o MBL não confirmou o custeio dos panfletos, disse apenas que o PMDB fazia parte da comissão pró-impeachment.

A reportagem também traz imagens que comprovam a proximidade entre integrantes do MBL e políticos que hoje simbolizam a corrupção, como Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Confira abaixo:
Arquivo Pessoal/reprodução Facebook

Em imagem de dezembro de 2015, coordenadores do MBL (entre eles, Fernando Holiday, coordenador nacional, abaixo, à direita) posam para foto ao lado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), então presidente da Câmara dos Deputados

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Quem é trouxa levanta a mão!


Dilema coxinha


O GOLPE ESTÁ NU

- por Leandro Fortes, jornalista

Depois dos áudios de Romero Jucá, a questão não é mais se houve golpe ou não.

A questão é se você apoia ou não o golpe.

Se você vai ficar calado, mesmo tendo sido um dos bobos a vestir a camisa da CBF para, junto com fascistas e golpistas, bradar contra a corrupção.

Talvez, ironicamente, tenha sido necessário que isso acontecesse para muita gente boba - e uma multidão de analfabetos políticos - que embarcou no impeachment possa entender, finalmente, do que realmente se trata a chegada dessa cleptocracia ao poder.

GRAVAÇÃO COM JUCÁ REVELA QUE IMPEACHMENT FOI PACTO PARA DETER A LAVA JATO

Golpistas: transformando coxinhas em trouxinhas...
Em diálogos gravados em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR) sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.
Segundo reportagem de Rubens Valente, as conversas, que estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República), ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Machado se mostrou preocupado com o envio do seu caso para a PF de Curitiba e chegou a fazer ameaçadas: "Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu 'desça'? Se eu 'descer'...".
O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política: "Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria", diz Jucá. Ele acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional "com o Supremo, com tudo". Machado disse: "aí parava tudo".
Segundo Jucá, "ministros do Supremo" teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato. O ministro do Planejamento afirmou que tem "poucos caras ali [no STF]" ao quais não tem acesso e um deles seria o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, a quem classificou de "um cara fechado".
O atual ministro concordou que o envio do processo para o juiz Sérgio Moro não seria uma boa opção e o chamou de "uma 'Torre de Londres'", em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16. Segundo ele, os suspeitos eram enviados para lá "para o cara confessar".
Na conversa, eles dizem que o único empecilho no pacto era o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), porque odiaria Cunha. "Só Renan que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha. O Eduardo Cunha está morto, porra", afirma Jucá no diálogo, que foi gravado.
"O Renan reage à solução do Michel. Porra, o Michel, é uma solução que a gente pode, antes de resolver, negociar como é que vai ser. 'Michel, vem cá, é isso e isso, isso, vai ser assim, as reformas são essas'", disse Jucá ao ex-presidente da Transpetro.
O advogado do ministro do Planejamento, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que seu cliente "jamais pensaria em fazer qualquer interferência" na Lava Jato e que as conversas não contêm ilegalidades (leia aqui).

O, dó!


terça-feira, 17 de maio de 2016

Sem vaselina pra vc, coxinha


Vivendo "As Pontes de Madison"


Um dos filmes que mais me desconcertam e fazem chorar é AS PONTES DE MADISON, com Clint e Meryl.  Não apenas por ser belíssimo, mas principalmente porque eu vivi por duas vezes situação praticamente idêntica à retratada. E as duas foram com a mesma mulher.

A primeira vez, na época da faculdade, quando nos apaixonamos perdidamente e vivemos um forte caso de amor. Mas, ela namorava e, quando chegaram as férias de julho, perdemos contato (nada de internet e celular naquela época) e, pressionada pelo namorado e pela família, acabou noivando e, claro, me abandonou. Sofri muito. Nunca a esqueci.

Muitos anos depois, reencontrei essa mulher. Triste, rejeitada pelo marido e, assim como eu, sem saber há anos o que era se sentir desejada, amada e admirada. Tivemos um novo caso de amor, mas traição não combinava com o nosso caráter e, depois de uns poucos encontros recheados de muito carinho e ternura, resolvemos nos afastar porque não queríamos destruir nossas famílias e causar sofrimento em nossos parceiros que, para o bem ou para o mal, estavam ao nosso lado há tanto tempo.

A última vez que a vi foi no estacionamento de um shopping, eu parado próximo ao carro dela, no qual entrava com sua família. Ambos tomados pela tristeza e pelo desespero de saber que certamente seria nosso derradeiro vislumbre um do outro. Só não estava chovendo, para ser igual à cena final de AS PONTES DE MADISON...


Antigamente eu considerava a atitude da personagem da Meryl Streep errada, absurda. Como assim ela vai abrir mão do amor de sua vida por causa do marido que não deseja há anos e pelos filhos? A vida me ensinou da maneira mais terrível possível que pessoas como ela são as mais humanas e sensíveis que existem.

E também as mais raras.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Não vale a pena


O golpe está dado

Acho que vou dar um banho de água fria em muita gente, mas prefiro ser sincero, embora saiba que não sou o dono da verdade e possa estar redondamente enganado.

Olha, eu acho maravilhoso ver esse pessoal todo protestando contra o golpe nas ruas, no facebook, nos blogs e até no resto do mundo. Mas a verdade é só uma: o golpe está dado. O impximent será aprovado no Senado e depois tornado legal no STF. THE END.

A única maneira de reverter isso tudo seria politicamente, mas nem o governo Dilma, nem o PT, nem seus aliados tem lastro suficiente para tanto. Quando tentaram derrubar Lula pela primeira vez, com o factóide do "mensalão", quem segurou a onda e impediu o golpe foram os aliados dele no centro e na direita, principalmente o Sarney. Sim, o execrável Sarney, que gostava do Lula, mas, acima de tudo, faria qualquer coisa para frustar os planos do timoneiro do golpe na época, o Zé Serra, que o clã Sarney jamais vai perdoar pela jogada que seus stormtroopers na PF fizeram para implodir a candidatura da Roseana.

A outra maneira seria, claro, uma revolução popular real, de tomada de poder, como aconteceu em Cuba. Mas as chances disso acontecer aqui são menores do que zero.

Movimentos sociais, pressão popular, greve geral, abaixo-assinados virtuais? Esqueçam. Isso não significa nada, nem nunca significou para quem está tomando o poder de assalto. Ou alguém aqui acha que Temer, Cunha, Aécio e esses bandidos todos estão ligando pra isso? Jango e Lugo estão até hoje aguardando os movimentos sociais os levarem de volta ao poder, né?

Se a coisa apertar e o caldo ferver, eles simplesmente mandam a polícia e o exército descer o cacete, igual os tucanos fazem aqui em Sumpaulo todo santo dia quando alguém sai na rua pra protestar contra os (des)governos deles há mais de 20 anos.


E se tudo isso levar o Brasil ao caos absoluto, esses mafiosos simplesmente fazem as malas e vão morar em Miami ou Paris ou qualquer outro lugar do mundo onde tenham mansões e coberturas.

E aí o mais provável é que um Hitler da vez, tipo Bolsonaro, se torne presidente do Brasil, prometendo soluções mágicas que é o que os idiotas úteis adoram ver nessas horas.

Como eu disse, posso estar errado. E gostaria, de verdade. Pena que a História prove que eu não estou...

P.S.: Eu sei, vão dizer que quando deram o golpe no Chávez, o levante popular conseguiu reverter. 


Na verdade, o que fez o Chávez voltar ao poder foi o fato dele ter controle total sobre uma grande parte das forças armadas, que a partir da reação da população, teve força para obrigar os golpistas o devolverem Chávez e picarem a mula. 

Alguém aqui acha que Dilma ou o PT tem esse poder sobre o exército aqui? O Lula talvez teria, esticando muito o otimismo. Mas hoje, com a Lava Jato demonizando ele 24 horas por dia? Nope...
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