quarta-feira, 20 de maio de 2015

Filmes: "Mad Max: Estrada da Fúria"

NÃO CUMPRE NEM O QUE PROMETE

Novo filme da série Mad Max parece uma colcha de retalhos da perseguição do segundo com o que existiu de pior no terceiro 

- por André Lux, crítico-spam

Esse novo Mad Max é uma grande decepção. Confesso que não estava esperando muito depois de ver os trailers, que já deixavam claro que o excesso e a histeria iriam prevalecer. 


Mas mesmo assim esperava algo um pouco melhor do que uma longa (e tediosa) sequência de perseguição que dura duas horas e, basicamente, sai do nada e chega a lugar nenhum.

O filme tem pouca relação com os anteriores, estrelados por Mel Gibson, cujo segundo capítulo é uma obra-prima do cinema, especialmente nos quesitos edição e fotografia. 


Apesar de ter sido concebido e dirigido pelo mesmo George Miller, "Mad Max: Estrada da Fúria" parece uma colcha de retalhos da perseguição ao caminhão tanque do segundo filme com o que existiu de pior no terceiro capítulo, "Mad Max Além da Cúpula do Trovão", que foi estragado pelo excesso de figuras caricatas, histeria e uma narrativa flácida.

Já começa mal, com Max sendo preso facilmente e passando os próximos trinta minutos de projeção sendo arrastado de um lado para o outro, dando a impressão que é um sujeito incompetente e burro - o oposto do que deveria ser.

Mas o que mata mesmo o novo filme é a falta de qualquer elemento dramático que nos ligue aos personagens e nos faça sentir algo por eles. Embora algumas cenas de perseguição sejam bacanas e bem encenadas "ao vivo" e sem muitos efeitos digitais, é tudo tão primário, caricatural e excessivamente coreografado que a gente acaba não dando a mínima para o que acontece. Não há aqui nem sombra da tensão e suspense de "Mad Max 2", que ainda se dava ao luxo de ter um humor negro afiadíssimo, inexistente aqui.

O problema nem é tanto a premissa de fazer um filme que é, basicamente, uma única e longa cena de perseguição, mas sim a falta de sutileza como que tudo é mostrado e o grande número de clichês de filmes de ação. A primeira parte, que termina durante uma tempestade imensa, não chega a incomodar. Mas, depois disso, o filme vai ficando cada vez mais absurdo, já que não tem como um caminhão daquele tamanho e peso continuar correndo mais que centenas de carros potentes.


Também não foi uma boa ideia colocar no papel título Tom Hardy (que surgiu no cinema como o ridículo vilão Shinzon de "Star Trek: Nemesis"), pois continua sendo um ator neutro, que fala pra dentro e não tem o menor carisma (algo que sobrava para Gibson). 

Quem nasceu para Shinzon nunca será Mad Max...
É triste também ver um diretor como Miller, que trabalhou com monstros da música cinematográfica como Jerry Goldsmith, John Williams, Maurice Jarre e Brian May, rendendo-se ao que há de pior no gênero hoje ao chamar para compor a trilha musical um tal de Tom Holkenborg, que se auto-intitula “Junkie XL” (um nome artístico que já diz tudo!). 

O sujeito é um DJ ou coisa parecida que andou participando de algumas trilhas do abominável Hans Zimmer, como “Homem de Aço”, e, claro, segue a cartilha zimerística de “como compor música ensurdecedora, opressiva, quase sempre em ré menor (como ensinou-me meu amigo músico Rogério Ferrari) e repleta de ostinatos simplórios e repetitivos”. Haja saco para aguentar esse lixo que está agora em tudo quanto é filme e periga estourar nossos sensíveis tímpanos!

Para ser sincero, a única coisa positiva no filme é o tom feminista que guia às ações da personagem Furiosa (feita por uma apática Charlize Theron), embora seu plano de fuga seja completamente absurdo e forçado.

Estranhamente, esse novo Mad Max está sendo altamente elogiado pelos críticos mundo afora, mais uma prova do delírio coletivo que de vez em quando toma conta dos profissionais da opinião que, aparentemente, também são vítimas do “efeito manada”. 

Mas, infelizmente, é muito barulho por nada pra variar e não cumpre nem o que promete.

Cotação: * *

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Sonho de nerd: ver "Mad Max 2" no cinema!



É impressionante como ver um filme no cinema, com a sala lotada, é uma experiência inigualável. Eu perdi a conta de quantas vezes já vi "Mad Max 2" em casa, um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. 

Mas ontem pude ver na tela grande do cinema, na maratona "Mad Max" promovida pelo Cinemark, e foi como se tivesse visto pela primeira vez na vida! 

Emocionante é pouco para descrever...


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Filmes: "Vingadores 2: A Era de Ultron"

PROBLEMÁTICO, MAS DIVERTIDO

Filme é movimentado, divertido, tem atores adequados e sabe manipular as emoções na hora certa

- por André Lux, crítico-spam

Esse segundo filme dos "Vingadores" é quase tão legal quanto o primeiro, o que, convenhamos, é um milagre tendo em vista o excesso de personagens e a disparidade entre os heróis e seus poderes, que variam de um deus imortal portador de um martelo mágico a um simples sujeito bom no arco e flecha.

O mérito desse sucesso continua sendo do diretor e roteirista Joss Whedon que acerta novamente em não se levar muito a sério e inserir bastante humor e cenas calmas de interação entre os personagens.


A história, todavia, faz ainda menos sentido que a do original, já que nunca fica claro, por exemplo, o que é exatamente o tal Ultron, como foi criado, quais são suas intenções e poderes e o que o vilão da Hydra (derrotado logo no começo) tem a ver com essa salada toda. 

Quase tudo parece entrar na trama de maneira forçada, principalmente uma cientista coreana e sua máquina de recriar tecido humano e os gêmeos mutantes (feitos pelos atores que foram marido e mulher no novo "Godzilla") que odeiam Tony Stark, mas não o matam quando poderiam (sei que a ação deles fazia parte de um plano maior ligado à Hydra, mas no final não fica muito claro que plano era esse e tudo é descartado sem explicações). A atração da Viúva Negra pelo dr. Banner também não convence e o personagem Visão faz muito pouco.

O filme teve problemas na pós-produção, ao ponto de chamarem o compositor Danny Elfman para reescrever a música para algumas sequências, substituindo o que já havia sido feito por Brian Tyler (que fez a música para "Homem de Ferro 3" e "Thor 2"). Mas, na prática, trocaram seis por meia dúzia, já que não dá pra notar muita diferença e a trilha acaba sendo bastante genérica, só chamando a atenção quando usa o tema dos "Vingadores" composto por Alan Silvestri para o primeiro filme.

Todavia, esses problemas todos não chegam a incomodar muito porque o filme é movimentado, divertido, tem atores adequados e sabe manipular as emoções na hora certa. Não dá pra exigir muito mais desse tipo de produto, convenhamos...

Cotação: * * *

O brasileiro


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Subiu pra cima


10 perguntas que você sempre quis fazer sobre o socialismo (mas deveria ter vergonha de perguntar)


- por Cynara Menezes, no Socialista Morena

Dada a imensa ignorância e falta de leitura sobre o socialismo que grassa nas redes sociais, resolvi fazer um rápido P & R (pergunta e resposta) sobre a ideologia que qualquer pessoa minimamente preocupada com a igualdade entre os seres humanos consegue entender – e amar.

1. Para ser socialista é preciso gostar do Taiguara ou da Mercedes Sosa?

No socialismo que sonhamos, o democrático, não tem essa de música obrigatória ou música proibida. Pode ouvir Chico Buarque, Taiguara ou Lobão, até porque somos contra a censura (ao contrário do que ocorria aqui na ditadura militar, o regime capitalista que a direita adora defender). Acreditamos no livre-arbítrio e na liberdade cognitiva e, por isso, muitos de nós também somos a favor da descriminalização de todas as drogas.

2. Se o socialismo vencer, terei que abrir mão do meu iPhone?

É o oposto: em um socialismo ideal, todas as pessoas teriam iPhone, não apenas as ricas. O socialismo, porém, prevê educar as pessoas para entender que o consumismo é ruim para o planeta e que é perfeitamente possível viver sem possuir tantas coisas. Pessoalmente, não tenho um iPhone ou smartphone e não sinto a menor falta. Mas me parece um comportamento totalitário exigir dos outros que pensem igual a mim.

3. Com o socialismo, o Brasil ficaria igual a Cuba, Coreia do Norte ou Venezuela?

Basta raciocinar um pouco para chegar à conclusão que é impossível um país ficar igual ao outro. Cada país tem sua história, suas características, seu povo. Dizer que o Brasil ficaria igual à Venezuela com o socialismo é o mesmo que dizer que os Estados Unidos são iguais ao Iraque, ao Japão ou à Indonésia, que também são países capitalistas. Quanto à Coreia do Norte, ninguém sabe exatamente que regime é aquele. Socialista é que não é.

4. O socialismo significa fim da democracia, como na União Soviética?

Experiências socialistas fracassadas não são sinônimos de socialismo. O socialismo é uma ideia, não um governo. A experiência socialista no Chile, por exemplo, foi bem diferente da cubana e da russa, primeiro porque não houve revolução; o socialista Salvador Allende chegou ao poder pelo voto. Existiam jornais e liberdade de imprensa –tanto é que foram eles que derrubaram Allende, com o apoio dos Estados Unidos. A sangrenta ditadura militar que veio a seguir, capitalista, fechou todos os jornais contrários ao regime, instaurou a censura, torturou e matou opositores. É preciso que se diga que, diferentemente dos capitalistas, os socialistas possuem autocrítica e aprendem com os erros do passado.

5. Com o socialismo haverá o fim da propriedade privada?

Muitos socialistas atuais, como eu, não acreditam em modelos implantados à força, como aconteceu no Camboja ou na China. Na verdade, mesmo na China (que só é chamada de “comunista” quando se fala de atentados aos direitos humanos) existe propriedade privada. No meu ponto de vista (explicitado aqui), o socialismo é, principalmente, uma maneira de tornar o capitalismo menos cruel e um caminho para uma sociedade menos desigual. Tanto é que, antes de o socialismo aparecer, as pessoas trabalhavam até 18 horas por dia, inclusive mulheres e crianças. Não havia férias nem jornada de oito horas e por isso muitos morriam antes dos 40 anos de idade.

6. O socialismo defende a intervenção do Estado na economia?

Sim. Achamos que deixar a economia nas mãos do mercado favorece as desigualdades, como, aliás, está ocorrendo atualmente entre os países mais desenvolvidos no mundo, onde o fosso social cresce cada vez mais –ao contrário dos países criticados como “bolivarianos” da América do Sul, onde a pobreza e a desigualdade diminuíram. O curioso é que os defensores do livre mercado e do “Estado mínimo” aceitam de forma bovina quando os bancos são socorridos pelo Estado com bilhões nos momentos de crise.

7. Com o socialismo os homens seriam massacrados pelas feministas?

O socialismo defende que homens e mulheres possuem direitos iguais. Ou seja, nenhum dos sexos está acima do outro. Atualmente, os homens ganham mais do que as mulheres ainda que ocupem o mesmo posto de trabalho e detêm a maioria dos cargos de mando. O socialismo não aceita essa disparidade.

8. A descriminalização do aborto é uma ideia socialista?

Os primeiros socialistas sempre defenderam o direito da mulher ao aborto como uma prática de saúde pública e como um direito feminino a decidir sobre o próprio corpo. No entanto, o aborto também é legalizado em países capitalistas como os Estados Unidos ou a Espanha. Na Venezuela o aborto é proibido e em Cuba, não. A legalização do aborto parece estar mais relacionada à maturidade de uma determinada sociedade do que à ideologia.

9. Todo mundo será obrigado a ser homossexual no socialismo?

Ao contrário: todo mundo poderá ser o que quiser, inclusive homossexual, sem ser xingado, ameaçado ou espancado por isso. Cuba, que os reaças adoram citar, já perseguiu homossexuais no passado, mas hoje a filha do presidente Raul Castro, Mariela, é uma das maiores personalidades mundiais em defesa dos direitos LGBTs. A cirurgia de mudança de sexo, por exemplo, pode ser feita gratuitamente na rede pública cubana.

10. Se o socialismo fracassou na União Soviética, por que seguir uma ideologia assim?

Porque enquanto houver miséria e desigualdades no mundo sempre haverá um socialista para criticar o sistema e sonhar com outro mundo possível, onde todos tenham o que comer, o que vestir e oportunidades verdadeiramente iguais. Quando vemos uma criança pedindo esmola, não fechamos o vidro do carro nem nos satisfazemos em dar uma moedinha para ela: não queremos caridade, queremos que o sistema melhore. Abra o olho: não existem capitalistas críticos do capitalismo. Quem aponta as crueldades do sistema somos nós, os socialistas. Na verdade, em vez de nos xingar, muitos deveriam nos agradecer por existir.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

E aí, valeu a pena ser um idiota útil?


Você que por ódio irracional ao PT e à esquerda, manipulado por uma mídia criminosa e desonesta, ajudou a eleger um dos congressos mais conservadores e reacionários da história do Brasil, agora aguente as consequências.

Hoje, eles aprovaram a terceirização total e irrestrita, que vai impactar diretamente NO SEU trabalho e também no dos seus filhos, netos e bisnetos.

Sabe-se lá o que vão aprovar amanhã.

E você só tem a si próprio para culpar. Parabéns!


E aí, valeu a pena ser um idiota útil daqueles que só querem lucrar em cima de todos nós?

Diferenças


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