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domingo, 29 de maio de 2011

Saiu a 9ª edição da Folha do Japi!

Essa semana passei por uma cirurgia de retirada da vesícula e fechei o jornal, literalmente, do meu leito hospitalar! Mas valeu a pena! Confiram abaixo a edição virtual do jornal e procurem nas bancas a edição impressa. A distribuição é gratuita.

sábado, 28 de maio de 2011

Sem proteção, tragédia acontece na 9 de Julho: não foi por falta de aviso

Será que nenhum motorista tem o direito de errar? Será que os riscos não poderiam ter sido minimizados, com alguma segurança na borda do córrego?

- do blog Mais Jundiaí

Infelizmente, mesmo após todos os avisos, petições e requerimentos enviados à Prefeitura e à Caixa Econômica Federal (financiadora da obra), nada foi feito e o pior aconteceu. Na tarde desta sexta-feira, um automóvel caiu no Córrego do Mato, na avenida 9 de Julho, matando mãe e filha. O acidente, que entristece toda a cidade, porém, poderia ter sido evitado. Em dezembro do ano passado, o atento colaborador deste blog, professor Paulo Taffarello, havia comentado:

"Caso haja um acidente e um carro caia no leito do córrego (posto que não há proteção alguma , como guard-rail), a diminuição da largura das margens pode impedir que as portas do veículo sejam abertas e o aumento da profundidade pode dificultar o socorro à vítima. Em época de chuva (dezembro/janeiro), um indivíduo pode, em casos extremos, morrer afogado. Como a Prefeitura pretende trazer mais segurança nesta questão?", perguntava, à época.

Preocupados com esta situação, postamos em 26 de janeiro deste ano (há exatos 4 meses) o alerta: "9 de Julho sem defensas e sem defesa", estampando reportagem do JJ Regional, que noticiou a falta de defensas e proteções no entorno do Córrego do Mato. A afirmação era do próprio secretário de Obras do município, Sinésio Scarabello Filho."Pelo traçado e pelas características físicas, a avenida não é perigosa. Os acidentes ocorridos tiveram como causa a imprudência", afirmou. Assim, o que evitaria quedas de veículos no leito do córrego seria, segundo ele, o paisagismo. "Haverá árvores de grande, médio e pequeno portes e o espaçamento entre elas será reduzido", garantia (leia aqui o post completo).

Será que nenhum motorista tem o direito de errar? Será que os riscos não poderiam ter sido minimizados, com alguma segurança na borda do córrego?

É triste, porém ainda dá tempo de evitar novas tragédias como a da tarde dessa sexta-feira.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Suite de "Outland", de Jerry Goldsmith

Uma das minhas trilhas favoritas do mestre, vi o filme no cinema em 1981 com a minha avó!
É um "Matar ou Morrer" no espaço sideral, mais precisamente em uma das luas de Júpiter, com um clima de "Alien" (mas sem monstros).
Ouçam abaixo duas suites da trilha sensacional de Jerry Goldsmith, que se inspirou bastante no estilo de Stravinsky - principalmente nas faixas de ação.



Distribuidora ameaça donos de bancas por distribuirem a Folha do Japi.

- por Cesar Tayar, no blog do Beduíno

Carta assinada por Paulo Lazarini faz
ameaças veladas aos donos de bancas
Por volta do ano de 1973 o Brasil vivia uma época chamada por muitos de "anos de chumbo". Naqueles tempos o país era dominado por uma ditadura sangrenta sob a orientação do general Emílio Garrastazu Médici.

Eram os tempos bárbaros das torturas nos porões do Doi-Codi e da Operação Bandeirante. Através de atos absurdos e totalitários, o então Ministro da Justiça, Prof. Dr. Alfredo Buzaid, liquidou com os últimos resquícios de liberdade no país. O resto da história todos já sabem como terminou. Muito bem.

Hoje, em Jundiaí, estão querendo reviver os tempos do arbítrio, não mais através da ponta da baioneta mas sim pelo domínio dos interesses que rodeiam o poder político e econômico local. O governo do PSDB, instalado há 20 anos no executivo municipal, não admite a petulância daqueles que querem exercer a crítica livre, preceito básico de qualquer democracia que se preze. Há algumas semanas foi lançado na cidade um novo jornal chamado Folha do Japi.

Este semanário tem exercido a sua função de informar mostrando à toda a cidade os desmandos da prefeitura através de matérias muito bem colocadas sobre os problemas de nosso cotidiano. Pronto. Foi só aparecer um jornal isento que a guarda pretoriana do PSDB entrou em ação.

Dias atrás todas as bancas de jornal da cidade receberam uma circular altamente ameaçadora, colocando os jornaleiros na parede através de ameaças veladas pelo fato de que as bancas estão distribuindo jornais cujo intuito é "caluniar e ofender aos outros" além de "confundir a opinião do leitor".

Esta circular é uma peça da mais pura e indigna política remanescente dos tempos da ditadura onde até jornalistas foram assassinados, cujo exemplo maior foi o de Vladimir Herzog. Leiam abaixo a lamentável circular, na íntegra, e sintam-se arrebatados ao ano de 1973 quando o país respirava os ares cinzentos oriundos dos quartéis. Mas lembrem-se: Não são os generais que estão no poder em Jundiaí e sim o PSDB.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Palocci: À mulher de César, não basta ser honesta...

- por Edgar Borges Jr., no blog Pitacos Genéricos

No fim de semana, a Folha de São Paulo publicou matéria demonstrando o grande crescimento dos bens pessoais do ex deputado federal e atual chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Entre 2006 e 2010, o patrimônio do ministro foi de R$375 mil para R$7,5 milhões, através da Consultoria Projeto, que ele montou com a sua esposa Margareth.

Com a publicação da matéria, a imprensa correu atrás dos envolvidos, para repercutir e tentar esclarecer o crescimento patrimonial de Palocci. O Ministro se recusou a detalhar a natureza de suas consultorias ou os clientes envolvidos, e o Planalto, pela palavra do Secretário Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, considera o assunto encerrado.

Tendo em vista a conturbada relação do Governo Lula com a imprensa, que o perseguiu implacavelmente durante os seus oito anos de presidência (e ainda o persegue), talvez fosse o caso de o Planalto refletir melhor sobre essa sua postura de não se preocupar em explicar nada para a imprensa. Senão, vejamos:

desde o mensalão, em 2005 (sei que o caso não ocorreu como a imprensa noticiou, de deputados receberem mesadas para votar com o governo, mas o fato é que no mínimo ocorreu caixa 2 de campanha ali naquele caso, o que também é crime), o fato é que o PT deixou de ter o monopólio sobre a moral e a ética na política. Se antes de ganhar a presidência, essa era a imagem que boa parte da população tinha do Partido dos Trabalhadores, isso esfarelou no escândalo dos Correios e caiu por terra de vez no mensalão. Desta forma, o PT passou a ser visto como mais um partido, igual aos outros, que utiliza das mesmas armas para chegar ao poder. O que é bom, pois deixa muito claro que no nosso atual sistema político, não há brechas para a ingenuidade.

Assim, a imprensa dedica boa parte de seu tempo e energias para encontrar escândalos ligados ao governo federal, pois sabemos que essa grande imprensa é aliada dos partidos que hoje estão na oposição (que o diga a Judith Brito). Vieram os aloprados, muitas invenções, assassinatos de reputação, desembocando no caso Erenice, em meio à campanha do ano passado. De início, com as juras de inocência da então ministra, o Planalto bancou a sua permanência no cargo. Mas por fim, se verificou que Erenice abusara de suas funções, e ela foi defenestrada do cargo.

Todo esse nariz de cera é para analisar o que hoje ocorre com o ministro Palocci. Não me parece bom negócio essa arrogância do Planalto, em não dar explicações públicas sobre o caso. Ainda que a justiça proteja o sigilo fiscal e bancário de todos os cidadãos, o caso é que Palocci já esteve encrencado em caso semelhante, quando vazou os dados fiscais do caseiro Francenildo de seu gabinete, há alguns anos. Vendo o papel da imprensa em sua cobertura política, chegamos em duas direções:

- Palocci é visto por muitos como um "mercadista" dentro do governo, ou seja, alguém que defende os interesses dos rentistas dentro da atual administração, o que vai de encontro aos interesses dos grupos oligárquicos brasileiros e internacionais, do qual a grande imprensa bem representa os seus interesses. E se a grande imprensa veio pra cima do Palocci com tanta gana, é de se esperar que tenha alguma prova de que o Ministro da Casa Civil enriqueceu de alguma forma ilícita, e que portanto vale a pena queimar um dos "seus" pra dar uma enfraquecida no governo Dilma.

- talvez Palocci não seja esse mercadista que o Paulo Henrique Amorim tanto fala, e a imprensa resolveu fustigá-lo com um traque, uma biribinha, só pra causar um pouco de constrangimento ao Governo. Sendo assim, o caso vai ter mais alguns dias de sobrevida, a oposição vai espernear pra tentar convocá-lo a se explicar no Congresso e a mídia vai manchetear mais um pouquinho.

Cada uma das opções contém um risco. A grande mídia pode ter alguma prova de que a evolução patrimonial de Palocci não foi totalmente honesta, e trazer a tona a qualquer momento, o que causaria grandes estragos ao governo, que o bancou, ou pode ser só um traque mesmo, a consultoria dele era legal e legítima e ele recebeu o justo pelos serviços prestados.

Mas já era hora de o governo aprender que apanhar calado dá prejuízos sim. A grande mídia pode estar em decadência, mas ainda forma opinião de bastante gente. Se durante dias e dias ela coloca manchetes de que os membros do PT enriquecem de forma estranha, quem só passa pela banca de jornal e nem sabe da existência da blogosfera, pode acabar comprando a idéia de que o PT está aí só pra roubar mesmo. E aí, na época de eleições, pra tirar esse tipo de percepção das pessoas é extremamente complicado.

Não adianta a gente aqui nos blogs berrar e espernear, que a grande mídia é hipócrita, faz denúncias seletivas, não mostra os descalabros das administrações tucanas. Isso já tem que ser contado pelos partidos de esquerda, faz parte do jogo. Tentamos fazer a nossa parte e desmascarar isso. Mas fica difícil lutar contra Golias, quando o próprio governo não se põe a enfrentá-lo.

Olhando pelo lado político, era muito mais interessante o Palocci vir a público e mostrar que suas consultorias foram legítimas e ele ganhou a grana que merecia. Mata o escândalo pela raiz. Ao tergiversar, deixa todo um campo aberto pra mídia e oposição avançarem, mesmo que sem provas, só na base da elocubração e insinuação. E quando ele solta uma nota e se compara a antigos ministros que tiveram o mesmo caminho, apenas reforça a opinião de que o PT é igual aos outros. Então, depois que o estrago estiver feito, nada de chorar pelo leite derramado.

sábado, 21 de maio de 2011

Saiu a 8ª edição da Folha do Japi!

Edição digital da Folha do Japi número 8 já está no blog.
A partir de domingo nas bancas. Peça ao seu jornaleiro!
Distribuição gratuita.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Preconceito descortina país pouco cordial

- por Marcelo Semer, no Terra Magazine

O típico eleitor de Jair Boçalnaro
tenta se expressar pela internet
Homofobia, xenofobia, sexismo. Ojeriza ao pobre e um renascido antissemitismo.

Houve de tudo um pouco no cardápio tétrico dessa última semana de nenhum orgulho e muito preconceito.

Onde foi parar, afinal, aquele Brasil, um país de todos?

O deputado Jair Bolsonaro acusa seus colegas de querer transformar crianças em gays - como se uma campanha contra a intolerância pudesse controlar orientações sexuais.

Pelo sim, pelo não, a bancada religiosa impede a aprovação da lei que criminaliza a homofobia, para que os portadores das palavras de fé e esperança possam gozar da liberdade de disseminar preconceitos.

Parece piada, mas não é.

E o que é piada nem parece.

Rafinha Bastos tenta em vão fazer rir ao dizer que "toda mulher que se diz vítima de estupro é feia". O estuprador, então, não merece pena, mas um abraço. Ria-se com um barulho desses.

Rafinha, o homem mais influente do Twitter, segundo o nada desprezível New York Times, não está sozinho nesse novo humor bolsonaro, que busca agredir e chocar, custe o que custar.

Seu colega Danilo Gentili tuíta a um milhão e meio de seguidores grotesca piada com o Holocausto, para justificar uma imaginária aversão de judeus a vagões, sem compreender o que havia de preconceito de classe no repúdio ao Metrô em Higienópolis.

Moradores do bairro fizeram um abaixo-assinado contra a estação Angélica, e uma psicóloga descortinou em entrevista o principal motivo da rejeição: a chegada ao bairro de uma "gente diferenciada" que acompanha estações de Metrô - drogados, mendigos e, enfim, faltou acrescentar: pobres de todo o gênero.

A reação positiva e bem-humorada ao preconceito se deu com um churrasco-manifesto diante do luxuoso shopping Higienópolis, sábado último, em uma mobilização espontânea e sem líderes, provocada a partir de um convite que se alastrou no Facebook.

Mas nem o próprio Facebook escapou incólume da semana trágica.

O site de relacionamentos censurou a foto de perfil de uma mulher amamentando.

A imagem era justamente o ponto de partida para a campanha contra a proibição de amamentar em público, tomada pelo instituto Itaú Cultural. A campanha acabou resultado em um "mamaço" diante da própria instituição.

Curioso como o sexismo convive bem com a exposição erótica, mas não com o ato de saúde e carinho que é mais pura expressão do amor materno. Corpo nu da mulher só como objeto, jamais como sujeito.

Infelizmente, porém, nem todos os atos de preconceito ganharam a mesma indignação na rede social.

O jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem mostrando que com o crescimento de roubos no bairro do Morumbi, a Polícia Militar decidiu isolar a favela de Paraisópolis com uma operação chamada Saturação.

Os detalhes do tratamento daquela "gente diferenciada" são simplesmente impactantes: bloqueios da entrada da favela das 7h às 23h, três incursões diárias por suas vielas e ladeiras e soldados armados com potentes metralhadoras revistando as pessoas que entram ou saem da comunidade.

Os desabafos dos moradores não repercutiram no Facebook, mas merecem destaque: "Isso só serve para marcar todos como bandidos"; "Fui levar meu filho à escola com um monte de soldados e cavalos cercando minha rua".

Já imaginou se isso acontecesse em Higienópolis?

Se todas as pessoas da cidade são revistadas quando saem de suas casas, vivemos em um Estado Policial. Mas se apenas os favelados o são, vivemos um Estado ainda pior. Naquele que discrimina a suspeita, e em decorrência da maior vigilância, criminaliza a pobreza.

Alguém duvida que uma Operação Saturação, próxima a badaladas casas noturnas, não resultaria também em inúmeros crimes vinculados a entorpecentes?

Ou uma revista casa a casa em ruas dos Jardins não levaria à apreensão de armas ilegais, como muitas vezes se faz nas comunidades com mandados de busca coletivos?

A presunção de culpa não está distribuída igualmente pela sociedade.

E não está, porque, afinal de contas, a presunção de culpa é nada mais nada menos do que a mais fiel tradução do preconceito.

Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de "Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho" (LTr) e autor de "Crime Impossível" (Malheiros) e do romance "Certas Canções" (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Bin Laden morreu em 2001. O 11/9 foi serviço interno

- por Paul Joseph Watson, “False Flag Attack Theory”, Prisonplanet

O Dr. Steve R. Pieczenik[1] não pode ser acusado de servir a alguma “teoria conspiratória”. Foi assistente do Secretário de Estado de três presidentes (Nixon, Ford e Carter), trabalhou para os governos de Reagan e Bush pai, e ainda é consultor do Departamento de Defesa. Ex-capitão da Marinha dos EUA, Pieczenik recebeu duas vezes o prestigioso prêmio Harry C. Solomon da Escola de Medicina de Harvard, ao tempo em que completava seu doutoramento no MIT.

Recrutado por Lawrence Eagleburger para trabalhar como assistente do secretário de Estado para Assuntos de Administração, Pieczenik desenvolveu “os princípios básicos da guerra psicológica e do contraterrorismo, além de estratégicas e táticas para negociações transculturais para o Departamento de Estado, comunidades militares e de inteligência e outras agências do governo dos EUA”, ao mesmo tempo em que desenvolvia os primeiros fundamentos teóricos das estratégias para resgatar reféns, que são hoje itens de manuais usados em todo o mundo.

Pieczenik foi técnico sênior de planejamento de políticas públicas de Henry Kissinger, Cyrus Vance, George Schultz e James Baker e trabalhou na campanha eleitoral de George W. Bush contra Al Gore. É conhecido por ser dos nomes mais profundamente conectados com os círculos de inteligência nos EUA há mais de três décadas. (O agente Jack Ryan, personagem de vários romances de Tom Clancy, representado por Harrison Ford no filme “Jogos Patrióticos”, de 1992, foi inspirado na vida de Steve Pieczenik.)

Em abril de 2002, há mais de nove anos, Pieczenik disse, em entrevista ao programa Alex Jones Show[2] que Bin Laden “morreu há vários meses” e que o governo esperava ocasião mais politicamente importante para apresentar o cadáver. O depoimento de Pieczenik foi considerado verdadeiro, porque conhecia bin Laden pessoalmente, desde quando trabalhou em íntima associação com ele, na guerra contra os soviéticos no Afeganistão, no início dos anos 1980, quando bin Laden era aliado dos EUA.

Pieczenik disse, naquela ocasião, que Osama Bin Laden morrera em 2001, “Não por ação de forças especiais, mas de uma doença chamada Síndrome de Marfan, como sabem todos os médicos da CIA que trataram dele e todo o setor de inteligência que sempre soube de tudo isso”. Disse também que o governo dos EUA já sabia que bin Laden estava morto, desde bem antes de o país invadir o Afeganistão. A Síndrome de Marfan é doença genética degenerativa incurável, que encurta consideravelmente a expectativa de vida dos doentes.

“Morreu da Síndrome de Marfan. Bush Filho sabia disso, toda a comunidade de inteligência sempre soube”, disse Pieczenik, que lembrou também que vários médicos da CIA visitaram Bin Laden em julho de 2001 no Hospital Americano em Dubai.

“A Síndrome estava evoluindo e ele estava morrendo. Evidentemente ninguém o matou,” acrescentou Pieczenik. Disse também que Bin Laden morreu pouco depois do 11/9, no complexo onde vivia em Tora Bora.

“Se a pergunta é se a comunidade de inteligência e os médicos da CIA sabiam de tudo isso, a resposta é sim, categoricamente sim” disse Pieczenik, ao comentar as notícias de que bin Laden teria sido morto no Paquistão. “Aquela cena em que se veem várias pessoas olhando para uma tela de televisão, como se estivessem assistindo a cenas impressionantes, é completa loucura” – disse ele, sobre as imagens divulgadas pela Casa Branca, nas quais Biden, Obama e Hillary Clinton estariam assistindo ao assassinato de Bin Laden ao vivo, pela televisão.

“É total encenação, tudo encenado, vivemos hoje o teatro norte-americano do absurdo. Por que fazer tudo isso outra vez, nove anos depois de o homem ter morrido... Por que o governo dos EUA insiste sempre em mentir aos norte-americanos?”, pergunta Pieczenik.

“Osama Bin Laden está completamente morto há anos. Não há como acreditar que alguém atacou uma casa, que encontraram resistência e que, na troca de tiros, Osama Bin laden foi morto”. E concluiu, com ironia: “Só se as forças especiais atacaram um necrotério.”

Para Pieczenik, decidiu-se que agora seria boa hora para divulgar a morte de bin Laden, porque Obama alcançara o ponto mais baixo nas pesquisas de popularidade, continuava a cair e logo alcançaria um ponto tão baixo, que seria praticamente impossível recuperar-se.

“As coisas chegaram a tal ponto que Obama teve de provar que é mais do que apenas cidadão norte-americano. Os especialistas em Relações Públicas que já trabalham na campanha eleitoral devem ter decidido que, para recuperar popularidade, Obama, além de provar que é americano, teria de provar também que é agressivo”, diz Pieczenik. “E a farsa foi também um modo de isolar o Paquistão, como retaliação por o governo não estar reprimindo a oposição crescente no país contra o programa dos assassinatos seletivos, com os aviões-robôs pilotados à distância, os drones norte-americanos, que têm matado centenas de civis paquistaneses.[3]

“Foi tudo planejado, quero dizer, tudo foi encenado. O que se viu foi gente reunida olhando para uma tela em que não se sabe o que estava sendo mostrado, no centro de operações da Casa Branca; e, depois, o presidente, falando como zumbi, para dizer que acabavam de matar alguém que já está morto há nove anos”. Para Pieczenik, “jamais ouvi falar de mais absoluta falsificação. Tudo é absurdo.”

“O modo como o governo dos EUA está apresentando aos cidadãos o assassinato de bin Laden é uma piada doentia”. E Pieczenik continua: “Querem tão desesperadamente viabilizar o segundo mandato de Obama, precisam tanto torná-lo impermeável aos ataques que virão durante a campanha, que armaram essa encenação, para apresentar Obama como ‘firme e assertivo’, como líder capaz de tomar decisões, como ‘presidente de guerra’ e para, de fato, enganar os EUA mais uma vez.”

O que Pieczenik diz sobre Bin Laden estar morto há muitos anos começa a ser confirmado por vários agentes dos setores de inteligência e por autoridades em todo o planeta[4].

Para Pieczenik, Bin Laden “foi usado, exatamente como usaram o 11/9 para mobilizar as emoções e sentimentos dos norte-americanos, para que aceitassem ir a uma guerra que o país só aceitaria se fosse completamente envolvido na narrativa que Bush Filho e Dick Cheney criaram sobre o mundo do terrorismo.”

Ontem, na entrevista ao programa Alex Jones Show, Pieczenik disse que ouviu diretamente de um importante general que o 11/9 foi “serviço interno”. Disse também que, se for ouvido em tribunal legal, revelará o nome desse general. “Mas há outros envolvidos naquela ação e esses são do conhecimento de todos: além de Dick Cheney, Paul Wolfowitz, Stephen Hadley, Elliott Abrams e Condoleezza Rice estão todos diretamente envolvidos”.

“Foi um plano, um plano construído e executado aqui, para mobilizar o povo norte-americano. Ouvi isso, exatamente, de um general da equipe de Wolfowitz. Se for convocado por uma comissão federal de inquérito, revelarei esse nome, que é a chave para investigar toda a ação”. E continuou: “No Colégio Nacional de Guerra, eu ensinei a planejar e executar ações secretas, com vistas a alterar tendências de opinião pública. Ensinei a fazer, durante anos. Sei, portanto, o que foi feito e como foi feito. Depois fiquei sabendo também quem fez.”

Pieczenik repetiu que revelará o nome do general que lhe disse que o 11/9 foi serviço interno, em tribunal federal. “É o único modo legal admissível, para provar que o 11/9 foi serviço interno. A Comissão que deveria ter investigado o 11/9 nada investigou. Mais um absurdo.”

Pieczenik disse ainda que não é de esquerda, nem liberal, nem conservador nem simpatizante do Tea Party. Que é apenas um cidadão norte-americano profundamente preocupado com a direção em que os EUA estão andando.

NOTAS





Saiu a sétima edição da Folha do Japi!

Já está no ar a edição 7 da Folha do Japi.
Confira no blog do jornal, neste link.
Procure a edição impressa nas principais bancas de Jundiaí.
A distribuição é gratuita!

sábado, 14 de maio de 2011

DVD: "Battlestar Galactica"

MEU DEUS!

Série que começou muito bem implode na conclusão ridícula e absurda

- por André Lux, crítico-spam

Finalmente consegui terminar de assistir às quatro temporadas da série de ficção científica "Battlestar Galactica" (incluindo aí o piloto de duas horas). O mais engraçado é que eu já havia tentado assistir antes, quando estava sendo exibido na tv a cabo (entre 2004 e 2009), mas depois de alguns episódios a rejeitei totalmente, certamente por ser um fã da série original que foi exibida no Brasil no início dos anos 1980 (o filme piloto foi inclusive passou nos cinemas aqui).

O problema, na época, é que não consegui aceitar todas as mudanças radicais que a nova série tinha em relação à original (como colocar Starbuck e Boomer como mulheres, o latino Edward James Olmos como Adama, até o clima ultra realista e a música minimalista e tribal).

"Battlestar Galactica" original, que teve apenas uma temporada, era um dos muitos subprodutos dos sucesso de "Star Wars" e trazia no enredo uma simples disputa do bem contra o mal. No caso, o bem era representado pelos humanos enquanto o mal estava encarnado nos malvados Cylons, que eram uns robôs zarolhos comandados por uma criatura que parecia uma formiga gigante com cabelo afro, chamado apenas de "Líder Imperioso".

Na nova versão, os Cylons foram criados pelos próprios humanos, se rebelaram e, depois de um longo tempo de trégua, resolvem exterminar a humanidade de vez. Assim como na série original, os poucos sobreviventes se reúnem num comboio e partem em direção à mítica Terra, sob a vigilância da nave de combate Galactica. Mas as semelhanças param por aí.

Na nova série há um desejo de deixar a diferença entre o bem e o mal mais cinzenta, não tão bem definida. O personagem do doutor Baltar é o ponto mais forte deste aspecto, já que vendeu segredos da segurança das 12 colônias a uma agente Cylon em troca de sexo sem saber o mal que estava causando. Aí entra outro diferencial radical em relação à série original: os Cylons evoluíram e agora tem modelos que são idênticos aos humanos (e que no desenrolar da série passam a ser chamados de "skyn jobs", numa referência direta ao filme "Blade Runner"). Ou seja, seriam replicantes.

Tanto o piloto de duas horas, quando as duas primeiras temporadas do novo "Battlestar Galactica" são excelentes e conseguem mesclar o que poderia existir de melhor na ficção científica. Mas, a partir de terceira temporada, as coisas começam a derrapar até chegar a um final completamente ridículo e absurdo.

A série original, de 1978
O criador da nova série, Ronald D. Moore, ao que tudo indica é um religioso fervoroso que milita contra a tecnologia e isso fica claro na conclusão. Mas nem é isso que estraga a série. O problema é que Moore e sua equipe de roteiristas criaram dezenas de situações e mistérios que não foram solucionados de maneira satisfatória e coerente ou simplesmente foram deixados de lado.

Fica claro desde o início que existem doze modelos de Cylons que se parecem com humanos - e isso serve para criar um clima de paranóia muito interessante nas duas primeiras temporadas. Com o passar do tempo, sete deles são revelados. Depois disso, fica bastante óbvio que Moore não sabe o que fazer com os cinco finais e aí começa a inventar uma série de besteiras relacionadas a eles (como o fato de não saberem que são Cylons e todos estarem a bordo da Galactica), preenchendo os buracos da trama como sonhos premonitórios, papo furado sobre anjos e deuses e pregação religiosa da mais irritante.

No último episódio da série, com duração de três horas e dividido em três partes, todos os mistérios e pontas soltas deixadas durante a série são explicadas da maneira mais simples e idiota possível: "Tudo foi obra de deus". E ponto final. É um brutal Deus Ex Machina jogado como uma bomba atômica no final da série que praticamente destrói tudo que foi visto antes. E que negócio foi aquele dos sobreviventes decidirem, ao chegar na nova Terra, abandonar toda a tecnologia e o conforto que tinham para viver ao relento e usando tangas feitas de pele? No mínimo iam morrer de fome, de doenças, de frio ou do ataque de algum predador selvagem!

É uma pena, pois a série realmente era muito boa no seu começo...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

FIRST KNIGHT: LIMITED EDITION (2CD-SET)

La-La Land Records and Sony Music proudly present the expanded, 2CD presentation of legendary composer Jerry Goldsmith's (PATTON, THE OMEN, BASIC INSTINCT) powerful orchestral score to the 1995 Columbia Pictures feature film FIRST KNIGHT, starring Sean Connery, Richard Gere and Julia Ormond, directed by Jerry Zucker.

Considered by many, including the maestro himself, to be one of Goldsmith's finest scores, this important work, (presented in its film version for the first time), has been expanded over the original soundtrack release by more than a full hour, including additional alternate tracks. The original 1995 soundtrack release is also presented here, remastered.

Produced by Bruce Botnick, Mike Matessino and Didier C. Deutsch, and mastered by Bruce Botnick from Mr. Botnick's own 1st generation digital masters straight from the mixing board, this limited edition release is the definitive presentation of this masterful Goldsmith score. Exclusive, in-depth liner notes are by film music writer Jeff Bond, with additional comments from Bruce Botnick. This is a limited edition release of 5000 Units.

TRACK LISTING:

Disc 1
The Film Score
The Legend Of Camelot :58
Raid On Leonesse 5:12
True Love/The Ambush/First Sight 6:24
Does It Please You/ Look At Me 3:25
Promise Me 2:20
Camelot 2:37
Gauntlet Drums 1:50
Meet the Queen :45
The Gauntlet/No Kiss 2:02
No Joy/Try Her/Wedding Plans/I Will Fight 2:58
Boat Trip 2:03
The Cave 2:14
Walls Of Air 1:33
Escape From The Cave 3:25
Prove It 2:55
A New Life 5:38
To Leonesse 3:24
Night Battle 5:53
Village Ruins 3:19
The Kiss 1:59
Open The Door/No One Move 1:58
Arthur’s Farewell 5:25
Never Surrender 5:40
Camelot Lives 4:04

Disc 1 Time: 78:50

Disc 2
The 1995 Soundtrack Album
Arthur's Fanfare 0:45
Promise Me 4:04
Camelot 2:19
Raid On Leonesse 4:26
A New Life 4:54
To Leonesse 3:25
Night Battle 5:39
Village Ruins 3:20
Arthur’s Farewell 5:25
Camelot Lives 5:40
1995 Soundtrack Time: 40:17

Additional Music
The Ambush / First Sight (alternate) 5:46
Boat Trip (alternate segment) 1:05
A New Life (alternate 1) 5:37
A New Life (alternate 2) 3:14
To Leonesse (alternate) 2:40
Village Ruins (alternate) 3:29
Never Surrender (alternate) 5:20
Additional Music Time: 27:29

Disc 2 Time: 67:53

Compre aqui.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Comprovado: pedágios de São Paulo estão entre os mais caros do mundo

Paulistas pagam em média 16 reais por 100km, o mesmo valor que na França, Noruega e Portugal, e bem superior aos valores nos EUA, no Chile e na Argentina.

- do Transparência SP

As revistas do grupo Abril, assim como grande parte da mídia, fogem o quanto podem da questão, mas pressionados por seus leitores, a revista Quatro Rodas teve que fazer uma matéria ampla sobre o alto preço dos pedágios, sobretudo nas rodovias paulistas. É claro que a reportagem busca despolitizar a questão, mas acaba apontando as questões principais.

As empresas concessionárias das rodovias paulistas faturam bilhões por ano e investem cada vez menos em razão do modelo de concessão aplicado, que garante taxas de lucro (retorno) astronômicas (18% ao ano) e não exigem contrapartidas em investimentos. O índice de correção dos contratos (IGP-DI) também é apontado como fator importante para o aumento abusivo dos preços dos pedágios.

A reportagem só não diz que os contratos de concessão das rodovias paulistas foram renovados pelo governo do Estado em 2006, sem que estas distorções fossem corrigidas.

O preço do quilômetro

- da Revista Quatro Rodas, por Maria Paola de Salvo e Sara Duarte Feijó

Na próxima vez que o gerente do banco o orientar a investir em ações da Petrobrás ou da CSN, proponha a ele uma aposta na cartela de concessão de rodovias. Em Janeiro de 2002, a CCR, maior empresa do ramo em receita, abriu seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo. Naquela época, se alguém gastasse 450 reais na compra de um lote de 100 ações, poderia ter resgatado, em 12 de abril, 4.705 reais. Os papeis da empresa se valorizaram 945% nesses nove anos, o dobro da media de rendimento das 66 ações mais negociadas na Bovespa no mesmo periodo. Desde o inicio de suas operações na bolsa, as empresas OHL e Ecorodovias também tiveram desempenho invejável. Os papeis das administradoras dos pedágios brasileiros já são os queridinhos de analistas de corretoras do mercado financeiro. A explicação está na boa rentabilidade do setor.

Segundo levantamento feito pela Austin Rating para QUATRO RODAS com as 15 principais concessionárias brasileiras, o ramo e o quarto mais rentável do país. Perde apenas para empresas de cartão de crédito, bebidas, cigarro e mineração, mas está a frente dos setores de calçados, indústria e até dos bancos. A Ecorodovias, que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, em São Paulo, ocupa o 16° lugar no ranking de rentabilidade composto por 330 empresas brasileiras e é duas vezes mais lucrativa que o Bradesco e o Banco do Brasil, que renderam, respectivamente, 20,9% e 23,3% em 2010. E ainda há muito espaço para crescer. Os 15.000 km de rodovias pedagiadas, 33% deles concentrados no estado de São Paulo, representam apenas 7% da malha viária brasileira. Segundo especialistas, e possivel chegar a 15%.

É claro que os bons ventos da economia brasileira, que cresceu 7,5% em 2010, ajudam a explicar tamanho retorno financeiro. "Por causa desse aquecimento, as viagens e o escoamento de mercadorias aumentaram", afirma Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating. Em 2010,1,4 bilhão de veiculos passaram pelas praças das quatro maiores concessionárias do Brasil - Ecodorovias, CCR, OHL eTPI.Trata-se de um aumento médio de 28% em relação a 2009.

Mas só o aquecimento econômico não explica o apetite dos pedágios. "Quando há lucro excessivo, duas coisas podem estar ocorrendo: sobrevalorização do preço ou falta de investimentos", diz Paulo Resende, coordenador do departamento de Infraestrutura e Logistica da Fundação Dom Cabral. A resposta está nos balancetes das quatro maiores empresas do ramo.

Responsáveis pela metade das 54 concessões no Brasil, Ecodorovias, CCR, OHL e TPI faturaram juntas 8,6 bilhões de reais em 2010. O montante arrecadado nas praças é 22% maior que em 2009. Apesar disso, no último ano, elas investiram 16% menos em melhorias nas rodovias sob sua administração. "Ter uma concessão é o melhor negócio do mundo", diz o economista Carlos Campos, coordenador de Infraestrutura Economica do Instituto de Pesquisa Economica Aplicada (Ipea). "O principal risco que essas empresas correm é a variação do fluxo de veiculos, que só tende a aumentar no futuro."

Em 2007, Campos analisou os contratos de concessões de rodovias estaduais e federais, firmados na década de 90, e notou que boa parte dos investimentos na infraestrutura das estradas é feita nos primeiros anos do acordo, principalmente nos seis meses iniciais. "As empresas são obrigadas a deixar as rodovias em boas condições antes da abertura das praças", afirma. "Depois que o pesado já foi feito, os gastos tendem a diminuir, mas a partir dai a arrecadação e a rentabilidade só aumentam." A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) diz que as empresas já investiram 22,5 bilhões de reais em melhorias de 1995, inicio das concessões, até 2010. E admite que uma das caracteristicas do setor é fazer a maior parte dos investimentos nos primeiros anos de contrato.

É o que acontece agora com a Ecopistas, concessionária do Sistema Ayrton Senna/Carvalho Pinto, em São Paulo, que passou a administração da Ecorodovias em 2008. Para melhorar a rodovia, a empresa teve de aplicar mais dinheiro em recuperação do pavimento e na ampliação da Marginal Tiete, que dá acesso a estrada. Resultado: os investimentos mais que dobraram. Já com a Autovias, conjunto de rodovias do nordeste de São Paulo, controlada pela OHL desde 1998, ocorre o inverso. O montante reaplicado na estrada no ano passado foi 24% menor que em 2009.

Outras 11 concessões, das 22 analisadas pela reportagem, tiveram alta de faturamento e queda de investimentos em melhorias. Não por acaso, nesse grupo estão as rodovias paulistas com contratos mais antigos, firmados no fim da decada de 90. É o caso da Ecovias dos Imigrantes, que cobra 33 centavos por quilometro percorrido, a maior taxa do pais. A concessão arrecadou 635 milhões de reais no ano passado, mas aplicou 52,2 milhões de reais na estrada, 14 milhões a menos que em 2009. De acordo com a empresa, isso ocorre porque os investimentos mais pesados já foram feitos em 2002, quando a segunda pista da Imigrantes foi inaugurada.

A Autoban, que administra os 316 km do Sistema Anhanguera-Bandeirantes, em São Paulo, foi a concessao que mais faturou no Brasil em 2010 - 1,3 bilhão de reais -, mas aplicou em suas bem pavimentadas rodovias 223 milhões, 63,9 milhões a menos que em 2009. A CCR admite em um de seus boletins financeiros que "grande parte dos investimentos realizados pelas concessionarias e feita nos primeiros cinco anos de operação das concessões". E completa: "A maioria das concessoes do Grupo CCR tern mais de cinco anos e a maior parte dos investimentos em tais concessões já foi realizada." que inclui, entre outros itens, pavimento bem conservado, boa sinalização e serviço de atendimento ao usuário. No Chile, é diferente. O acordo com o governo termina quando a empresa atinge o faturamento que ela diz ser necessário para cobrir as despesas e ainda alcangar a margem de lucro estabelecida em contrato. "Se o Brasil seguisse o modelo chileno, as atuais concessões teriam de ser encerradas, pois já atingiram seus objetivos", afirma Campos, do Ipea.

O problema é que os acordos tem validade entre 25 e 35 anos. Ou seja, passado o periodo de gastos, é natural que a arrecadação seja maior que o montante empregado em obras, ampliações e melhorias. Além disso, a grande maioria dos contratos não determina percentuais de investimento ao longo dos anos. Exigem apenas que as rodovias sejam mantidas em perfeitas condições de uso.

Preços nas alturas

Apesar da queda nos investimentos, as tarifas continuam subindo. Desde a concessão dos primeiros trechos rodoviários, em 1995, até Janeiro de 2011, os valores cobrados nas praças cresceram, em média, 120% acima da inflação, segundo o Ipea. A diferença influencia o preço dos fretes e dos alimentos, já que cerca de 60% da produção agrícola brasileira é escoada por rodovias.

Não há motorista que não sinta ao volante as mais bem conservadas e seguras. Segundo pesquisa realizada neste ano pela Fundação Dom Cabral, o número de acidentes com vitimas fatais em rodovias concedidas é a metade do que acontece nas vias públicas. Apesar de o tráfego ter dobrado nas rodovias concedidas nos últimos quatro anos, a taxa de acidentes por 10.000 veículos caiu ligeiramente. "Os benefícios são inegáveis", diz o engenheiro José Bento Ferreira, especialista em engenharia de transportes. "O que tem de ser discutido é o preço que se paga por isso."

Segundo levantamento do Ipea com base nos preços divulgados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), o motorista brasileiro gasta, em média, 9,13 reais para percorrer 100 km de uma rodovia pedagiada. O valor é mais alto que o das estradas do Chile, dos Estados Unidos e da Argentina. Nas rodovias paulistas, são 16,04 reais para rodar 100 km, quase o dobro da média nacional e equivalente ao valor na França, Portugal e Noruega, cuja renda média per capita de 59.100 dólares é cinco vezes maior que a nossa. Os baianos são os que pagam menos: 3,91 reais.

A explicação para diferenças tão gritantes está, de novo, nos contratos. Há dois tipos de concessão rodoviária em vigor hoje no país. As mais antigas, assinadas no fim da década de 90 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e pelos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. E os novos, de 2007, celebrados pelo governo federal. Enquanto a média de preço nas estaduais é de 10,41 reais por 100 km, as mais recentes cobram 3,06.

Isso acontece porque os acordos pioneiros foram firmados em tempos de economia estagnada e eram considerados de risco. Para torna-los atrativos, o poder publico concordou em incluir nas clausulas uma taxa maior de retorno de investimento, cerca de 18%. Ou seja: em qualquer cenário, a concessionária tinha assegurada uma boa margem de lucro.

Outro problema dos contratos antigos é que os valores são reajustados pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas. No periodo entre 1997 e 2007 ele variou bem acima do Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo governo para medir a inflação. Nesse periodo, as tarifas do Sistema Anhanguera-Bandeirantes, que continuam reajustadas pelo IGP-M, aumentaram 270% acima da inflação oficial medida pelo IBGE.

Em 2005, o governo federal concluiu que administrar rodovias não era mais um negócio de risco. Fixou, então, uma taxa de retorno menor e possibilitou maior flexibilidade no cronograma de obras. Permitia, por exemplo, antecipar obras previstas caso a receita aumentasse ou postergar duplicações, se o fluxo diminuísse. Com isso, foi possivel buscar quem oferecesse o preço mais baixo. É o caso da Litoral Sul, que cobra 1,57 real a cada 100 km, o menor valor do pais. Mas mesmo essas concessões recentes aumentaram os preços em 3,5% acima da inflação por ano, entre 2008 e 2011.

Nos tempos de bonança de hoje, as concessões antigas continuam praticando preços que refletem o cenário do fim da década de 90. Atualmente, mais da metade dos contratos da CCR seguem calcados no IGP-M. Uma saída seria os governos estaduais abrirem mão da chamada outorga onerosa, uma taxa anual milionária que as empresas tem de repassar ao estado para que ele possa manter estradas vicinais. Em troca, as empresas adequariam seus índices de reajuste aos da inflação.

Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin reconhece que os contratos precisam ser revistos e os valores, equacionados. Passados mais de 100 dias de governo, sua equipe estuda como isso sera feito.

Procurados por QUATRO RODAS, Alckmin e seu secretario de Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, não quiseram dar entrevista. A assessoria de imprensa do governo informa que um novo indicador para reajuste está em estudo. Existe a possibilidade de se cobrar pedágio por quilometro rodado, por faixa de horário ou peso do veículo. O sistema usaria placas eletrônicas para monitorar os carros e organizar o trânsito, como já ocorre em países europeus, como a Itália.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Noam Chomsky: “Minha reação ante a morte de Osama"

Poderíamos perguntar como reagiríamos se um comando iraquiano pousasse de surpresa na mansão de George W. Bush, o assassinasse e, em seguida, atirasse seu corpo no Oceano Atlântico.

- Por Noam Chomsky*, no Guernica Magazine

Fica cada vez fica mais evidente que a operação foi um assassinato planejado, violando de múltiplas maneiras normas elementares de direito internacional. Aparentemente não fizeram nenhuma tentativa de aprisionar a vítima desarmada, o que presumivelmente 80 soldados poderiam ter feito sem trabalho, já que virtualmente não enfrentaram nenhuma oposição, exceto, como afirmara, a da esposa de Osama bin Laden, que se atirou contra eles.

Em sociedades que professam um certo respeito pela lei, os suspeitos são detidos e passam por um processo justo. Sublinho a palavra "suspeitos". Em abril de 2002, o chefe do FBI, Robert Mueller, informou à mídia que, depois da investigação mais intensiva da história, o FBI só podia dizer que "acreditava" que a conspiração foi tramada no Afeganistão, embora tenha sido implementada nos Emirados Árabes Unidos e na Alemanha.

O que apenas acreditavam em abril de 2002, obviamente sabiam 8 meses antes, quando Washington desdenhou ofertas tentadoras dos talibãs (não sabemos a que ponto eram sérias, pois foram descartadas instantâneamente) de extraditar a Bin Laden se lhes mostrassem alguma prova, que, como logo soubemos, Washington não tinha. Por tanto, Obama simplesmente mentiu quando disse sua declaração da Casa Branca, que "rapidamente soubemos que os ataques de 11 de setembro de 2001 foram realizados pela al-Qaida".

Desde então não revelaram mais nada sério. Falaram muito da "confissão" de Bin Laden, mas isso soa mais como se eu confessasse que venci a Maratona de Boston. Bin Laden alardeou um feito que considerava uma grande vitória.

Também há muita discussão sobre a cólera de Washington contra o Paquistão, por este não ter entregado Bin Laden, embora seguramente elementos das forças militares e de segurança estavam informados de sua presença em Abbottabad. Fala-se menos da cólera do Paquistão por ter tido seu território invadido pelos Estados Unidos para realizarem um assassinato político.

O fervor antiestadunidense já é muito forte no Paquistão, e esse evento certamente o exarcebaria. A decisão de lançar o corpo ao mar já provoca, previsivelmente, cólera e ceticismo em grande parte do mundo muçulmano.

Poderiamos perguntar como reagiriamos se uns comandos iraquianos aterrizassem na mansão de George W. Bush, o assassinassem e lançassem seu corpo no Atlântico. Sem deixar dúvidas, seus crimes excederam em muito os que Bin Laden cometeu, e não é um "suspeito", mas sim, indiscutivelmente, o sujeito que "tomou as decisões", quem deu as ordens de cometer o "supremo crime internacional, que difere só de outros crimes de guerra porque contém em si o mal acumulado do conjunto" (citando o Tribunal de Nuremberg), pelo qual foram enforcados os criminosos nazistas: os centenas de milhares de mortos, milhões de refugiados, destruição de grande parte do país, o encarniçado conflito sectário que agora se propagou pelo resto da região.

Há também mais coisas a dizer sobre Bosch (Orlando Bosch, o terrorista que explodiu um avião cubano), que acaba de morrer pacificamente na Flórica, e sobre a "doutrina Bush", de que as sociedades que recebem e protegem terroristas são tão culpadas como os próprios terroristas, e que é preciso tratá-las da mesma maneira. Parece que ninguém se deu conta de que Bush estava, ao pronunciar aquilo, conclamando a invadirem, destruirem os Estados Unidos e assassinarem seu presidente criminoso.

O mesmo passa com o nome: Operação Gerônimo. A mentalidade imperial está tão arraigada, em toda a sociedade ocidental, que parece que ninguém percebe que estão glorificando Bin Laden, ao identificá-lo com a valorosa resistência frente aos invasores genocidas.

É como batizar nossas armas assassinas com os nomes das vítimas de nossos crimes: Apache, Tomahawk (nomes de tribos indígenas dos Estados Unidos). Seria algo parecido à Luftwaffe dar nomes a seus caças como "Judeu", ou "Cigano".

Há muito mais a dizer, mas os fatos mais óbvios e elementares, inclusive, deveriam nos dar mais o que pensar.

*Noam Chomsky é professor emérito do Departamento de Linguística e Filosofía del MIT. É autor de numerosas obras políticas. Seus últimos livros são uma nova edição de "Power and Terror", "The Essential Chomsky" (editado por Anthony Arnove), uma coletânea de seus trabalhos sobre política e linguagem, desde os anos 1950 até hoje, "Gaza in Crisis", com Ilan Pappé, e "Hopes and Prospects", também disponível em áudio.

Fonte: Cubadebate

sábado, 7 de maio de 2011

Saiu a sexta edição da Folha do Japi!

Já está no ar a sexta edição da Folha do Japi.

Confira a edição virtual no blog do jornal e procure nas bancas a partir de domingo!


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Por unanimidade, STF reconhece união estável gay

LARYSSA BORGES
Direto de Brasília

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira garantir o reconhecimento de união estável entre pessoas do mesmo sexo e estender a parceiros homossexuais direitos hoje previstos a casais heterossexuais.

O plenário não delimitou a abrangência da decisão e tampouco atestou, por exemplo, autorização a casamentos civis entre gays ou o direito de registro de ambos os parceiros no documento de adoção de uma criança. Após publicado o acórdão, os cartórios não deverão se recusar, por exemplo, a registrar um contrato de união estável homoafetiva, sob pena de serem acionados judicialmente.

Ainda assim, os magistrados abriram espaço para o direito a gays em união estável de terem acesso a herança e pensões alimentícia ou por morte, além do aval de tornarem-se dependentes em planos de saúde e de previdência.

"Em relação aos desdobramentos desse importante julgamento da Suprema Corte brasileira, não podemos examinar exaustivamente por diversos motivos. Primeiro, porque os pedidos não comportam; segundo porque nossa imaginação não seria capaz de prever as consequências e os desdobramentos advindos do pronunciamento da Corte. O Poder Legislativo, a partir de hoje, tem que se expor e regulamentar as situações em que a aplicação da decisão da Corte será justificada também do ponto de vista da Constituição. Há, portanto, uma convocação que a decisão da Corte implica em relação ao Poder Legislativo para que ele assuma essa tarefa, a qual parece que até agora não se sentiu muito propenso a exercer", explicou o presidente do STF, Cezar Peluso.

O plenário é composto por 11 integrantes, mas apenas dez se manifestaram no caso. O ministro José Antonio Dias Toffoli se declarou impedido de participar do julgamento, uma vez que atuou como advogado-geral da União (AGU) no caso e deu, no passado, parecer sobre o processo.

A linha geral dos votos proferidos em dois dias de julgamento girou em torno dos direitos universais à liberdade, à dignidade humana e do princípio da proibição de atos discriminatórios. "Absolutamente ninguém pode ser privado de seus direitos nem sofrer quaisquer restrições de ordem jurídica por motivo de sua orientação sexual", resumiu o decano do STF, ministro Celso de Mello.

Os ministros lembraram em seus votos o preconceito sofrido por homossexuais e reclamaram da falta de atuação do Congresso Nacional na aprovação de leis que garantissem, sem a necessidade de arbitragem do Supremo, direitos civis a casais gays. O ministro Ricardo Lewandowski chegou a ponderar que o fato de o Supremo ter conferido o reconhecimento das uniões estáveis para gays era uma resposta à omissão do Poder Legislativo em deixar claro em leis a abrangência das uniões estáveis.

Nos processos analisados hoje, os magistrados avaliaram ainda que o fato de o artigo 226 da Constituição prever o reconhecimento de união estável apenas "entre o homem e a mulher" não exclui de casais homossexuais o direito de serem classificados como entidade familiar.
Confira como votou cada um dos ministros no julgamento que reconheceu o direito a uniões estáveis a parceiros gays:

Carlos Ayres Britto: relator do caso, ele defendeu a garantia de uniões estáveis para casais gays e disse que a preferência sexual de cada indivíduo não pode ser utilizada como argumento para se aplicar leis e direitos diferentes aos cidadãos. Ressaltou o direito à intimidade sexual de cada um, a ampliação do conceito de família para além do par homem-mulher e defendeu uma "concreta liberdade" para os casais homossexuais.

Luiz Fux: Disse que a Constituição Federal permite o reconhecimento de casais gays como entidades familiares e lembrou que é papel do Poder Judiciário "suprir lacunas" caso o Congresso Nacional, responsável por criar leis, não tenha garantido legalmente direitos civis aos homossexuais. "Há uma liberdade sexual consagrada como cláusula pétrea", disse.

Cármen Lúcia: Baseou sua defesa ao reconhecimento de direitos civis a casais gays no cumprimento do direito à liberdade, cláusula pétrea da Constituição. Condenou "atos de covardia e violência" contra minorias, como os impostos aos casais homossexuais, e observou que o Direito constitucional discutido no Supremo tem também por objetivo combater "todas as formas de preconceito".

Ricardo Lewandowski: Afirmou que as uniões homoafetivas devem ser reconhecidas pelo Direito, "pois dos fatos nasce o direito". Fez a ressalva de que a Constituição faz referência apenas a uniões estáveis entre homens e mulheres, mas observou que isso não significa que "a união homoafetiva não possa ser identificada como entidade familiar apta a receber proteção estatal".

Joaquim Barbosa: Admitiu que o Direito não foi capaz de acompanhar as mudanças e criações de novos perfis familiares e, ao defender o reconhecimento de direitos civis a parceiros homossexuais, disse que não há na Constituição "qualquer alusão ou proibição ao reconhecimento jurídico das uniões homoafetivas". "Todos, sem exceção, tem direito a uma igual consideração", resumiu.

Gilmar Mendes: Também favorável ao reconhecimento de uniões estáveis para parceiros gays, disse que a decisão garante um "modelo mínimo de proteção institucional como instrumento para evitar uma caracterização continuada de crime, de discriminação". Evitou afirmar em que proporção a decisão da maioria afetaria na prática os direitos dos casais gay e observou que a proteção aos homossexuais poderia ser feita por meio de leis no Congresso Nacional, mas que teve de ser levada a cabo pelo STF porque o Poder Legislativo não agiu.

Ellen Gracie: Ressaltou que reconhecimento de direitos aos casais homossexuais coloca o Brasil entre países mais avançados do mundo. "Uma sociedade decente é uma sociedade que não humilha seus integrantes. O tribunal lhes restitui o respeito que merecem, reconhece seus direitos, restaura sua dignidade, afirma sua identidade e restaura sua liberdade", disse a ministra.

Marco Aurélio Mello: Lembrou que anualmente cerca de 100 homossexuais são assassinados no Brasil por conta de sua orientação sexual e disse que o reconhecimento de direitos civis a parceiros do mesmo sexo fortaleceria o Estado democrático de Direito. "O Brasil está vencendo a guerra desumana contra o preconceito, o que significa fortalecer o Estado democrático de Direito. O livre arbítrio também é um valor moral relevante", declarou.

Celso de Mello: Decano do STF, Mello buscou separar a religião de direitos que devem ser garantidos pelo Estado e opinou que nenhum cidadão pode ser privado de seus direitos por ser homossexual, sob pena de estar inserido em um regime de leis "arbitrárias e autoritárias". "Ninguém, absolutamente ninguém pode ser privado de seus direitos nem sofrer quaisquer restrições de ordem jurídica por motivo de sua orientação sexual. Isso significa que também os homossexuais têm o direito de receber a igual proteção das leis e do sistema político-jurídico instituído pela Constituição Federal, mostrando-se arbitrário e autoritário qualquer estatuto que puna, discrimine (...) e que desiguale as pessoas em razão de sua orientação sexual", disse.

Cezar Peluso: Opinou que a Constituição Federal não exclui em seus artigos "outras modalidades de entidade familiar". "Seria imperdoável que eu tentasse acrescentar alguma coisa, sobretudo em relação a essa postura consensual da Corte em relação à condenação de todas as formas de discriminação e contrárias não apenas ao nosso direito constitucional, mas à raça humana", resumiu o presidente do STF, confirmando a unanimidade do julgamento.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Documentário: “A Guerra que você não vê”

John Pilger revela como os meios de comunicação agem de modo orquestrado para beneficiar as políticas imperialistas dos Estados Unidos, por exemplo, e de seus agentes no Oriente Médio (Israel).

A vida humana nada conta para estas potências imperialistas (ou sub-imperialistas) nem para a mídia que as defende.

Nada está acima dos interesses econômicos ou estratégicos militares dos estados e grupos econômicos que exercem a hegemonia política no planeta. As cenas das atrocidades cometidas no Iraque, no Afeganistão e na Palestina são amostras do grau de perversidade a que se pode chegar com o objetivo de garantir privilégios.

Bin Laden morreu. Outra vez.

- por Massimo De Maria, no blog Informação Incorreta

Fotos manipuladas no photoshop
Sim, tudo bem, voltamos a falar de Bin Laden.
Afinal é a notícia do dia.

Por isso: Osama Bin Laden morreu.

Outra vez? Mas não tinha já morrido em 2002?
Sim, tinha. Mas o bom Bin sempre foi um tipo esquisito, por isso pode ser que no futuro volte a morrer. É feito assim, é precisa paciência.

Ok, mas as provas? Há provas?
Claro que há.

Em primeiro lugar temos uma fotografia que a estação televisiva Geo Tv transmitiu. Como em Internet nem todos são estúpidos, alguém reparou logo no medíocre trabalho feito com o Photoshop. E a mesma Geo Tv foi obrigada a admitir: a fotografia é falsa.

Qual o sentido de publicar uma falsa fotografia? Bah...
E porque ninguém nos Estados Unidos desmentiu? Bah, outra vez...

Mesmo assim, a fotografia é o mal menor. Alias, parece ser a prova melhor.
Vamos ver as outras.

Quem conseguiu justiçar o Senhor do Mal? Um commando dos Seals, os soldados com a barba mais rija de todos os Estados Unidos.

De facto a operação não era fácil: os terríveis Seals tiveram que penetrar num País não em guerra (o Paquistão), num território desconhecido (Abbottabad, este o nome da aldeia), desértico (menos de uma hora da capital, Islamabad) e hostil (na aldeia há vários quartéis do exército paquistanês, um campo de treino, uma escola de oficiais e uma secção dos serviços secretos).

Tudo, no meio duma multidão feroz (Abbottabad é frequentada por turistas).

O homem mais procurado do mundo numa aldeia turística, a menos de uma hora de Islamabad, no meio de quartéis do exército e secções dos serviços secretos?
Eu já disse que o bom Bin é um tipo esquisito.

Ao que parece, o Terror do Mundo Livre vivia nas profundezas duma gruta.
Não, desculpem: era uma pequeno bunker.
Não, nem um bunker: era uma vivenda.
E luxuosa também.

Por isso, num País em paz mas sob a constante ameaça terrorista, com um serviço de intelligence penetrante e poderoso, numa sociedade tribal, onde o controle do território tem sido sempre nas mãos dos chefes de família, a presença dum grupo de árabes numa luxuosa vivenda alugada passou despercebida ao longo de muito tempo.

Sim, acho que faz sentido.
Por isso: avancemos.

Os 14 homens com as barbas rijas conseguiram assim penetrar na misteriosa localidade e individuar os árabes camuflados no interior da luxuosa vivenda camuflada de gruta.

Aqui começou um duro conflito armado, pois o bom Bin tentou resistir ao grito de "Esperem que consiga desligar a máquina da diálise e vão ver!"; mas as 14 barbas rijas conseguiram atingi-lo e entregar assim o homem mais perigoso do mundo ao Criador.

Seja Ele quem for.

E a seguir? Simples imaginar a cena:

"Sargento de barba rija, posso tirar uma fotografia ao Terror do Mundo Livre?"
"Não não é necessária, em breve a Geo Tv vai publicar uma. Em vez disso, preparem-se para transportar o corpo".
"Transportar? Epa, não, é pesado. Sargento, somos homens de barba rija mas as costas doem".
"Yeah, têm razão. E se começar a cheirar mal? Não, vamos fazer assim: vamos fecha-lo no congelador".
"Sargento, mas isso é incorrecto! É sempre o corpo dum ser humano, malandro mas sempre humano. Um mínimo de respeito!".
"Yeah, Então vamos fazer assim. Vamos sepulta-lo segundo a tradição islâmica".
"Boa! Mas como é esta tradição?"
"Todos os Islâmicos são sepultados no mar. E assim evitamos também que o lugar se torne um local de peregrinação".
"Genial, meu Sargento! E onde fica o mar?"
"Aqui pertinho: são apenas 1.300 quilómetros mais a Sul".

Assim, os homens com a barba mais rija do que o aço carregaram o corpo do malandro Bin ao longo de 1.300 quilómetros, pois a simpática aldeia de Abbottabad fica bem no interior.

E uma vez alcançado o mar, onde supostamente havia também os navios da Marinha dos Estados Unidos, o corpo foi deitado no mar, segundo a tradição islâmica (sic!!!).

O leitor pernicioso poderia argumentar: "Mas porque tanta fadiga para transportar o corpo até o mar e, uma vez chegados aos navios, não embarcar os restos do bom Bin para os Estados Unidos?"

Ó leitor, vamos ver se percebe: os Seals são homens de barba rija, não uma agência funerária. O transporte deveria ser pago pelos familiares, não por eles. Como os familiares não apareceram (e não é difícil imaginar os Seals à espera, na praia), eis que deram digna sepultura ao bom Bin. Segundo tradição islâmica (!!!).

Barba rija mas cérebro fino: antes de deita-lo no meio das ondas, os Seals retiraram algumas amostras para os testes de laboratório. E enquanto na ruas dos Estados Unidos as pessoas festejavam como se tivessem ganho a Copa do Mundo, eis que chega a confirmação do DNA: ao 99% é ele.

Moral da história: o Mundo é agora um lugar melhor.
Mais limpo, sem dúvida, mais justo.

Olho para fora da janela e parece-me que o Sol brilhe com mais intensidade.
Em verdade chove, mas não importa. Atrás das nuvens há o Sol e tenho a certeza de que esteja a brilhar melhor.

Os Estados Unidos conseguiram eliminar um outro pedaço do Mal.
E não importa o facto deste pedaço ter sido um ex agente da Cia, nunca ter sido ligado aos ataques do 11 de Setembro, ter morrido há 9 anos. Estes são pormenores para pessoas de alma pequena, que não conseguem ver além dos factos.

O que importa é que os Estados Unidos, ainda uma vez, confirmaram-se como o Bem.
E o Bem triunfa contra o Mal.
Sempre.

Agora falta só um novo vídeo de Bin Laden para ter a certeza.

Aleluia!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Filmes: "THOR"

FRAQUINHO

Filme tem roteiro ruim, desenho de produção feio e é cheio de situações forçadas

- por André Lux, crítico-spam

É bem fraquinha essa adaptação de mais um personagem da Marvel. Não adiantou nada chamarem o outrora prestigiado diretor Kenneth Branagh, famoso por suas adaptações cinematográficas da obra da Shakspeare, porque a única coisa que ele fez de diferente foi entortar a câmera toda hora, ao ponto de irritar.

Mas a culpa nem é tanto do diretor, pois o roteiro é muito ruim e não dá a menor chance para os atores, além de ser incapaz de gerar qualquer envolvimento ou emoção. Cheio de diálogos constrangedores e situações forçadas, a trama vai capengando até o final óbvio - o embate entre o herói e o vilão. Mas, detalhe: ambos são imortais, portanto não dá para esperar muito dessa luta.

Não faz o menor sentido tentarem pintar Thor como um garotão arrogante e bobo, chegado a um bullying intergaláctico, só para inventarem uma desculpa para ele ser banido para a Terra (para diminuir os custos da produção), onde ele já chega de jeans e camiseta! Também não convence nem um minuto o romance entre ele e a cientista Jane, pois o fortão Chris Hemsworth e Natalie Portman tem química zero na tela.

A loucura do vilão Loki, meio irmão de Thor, também não convence, embora o diretor Branagh tente imprimir (sem sucesso) algum conflito shakespereano entre ele e o pai Odin (um Anthony Hopkins barbudo e caolho). O filme também tem um desenho de produção que tenta ser retrô, mas só consegue ser feio e brega (algumas cenas parecem desfile de escola de samba). Pior é a trupe de guerreiros amigos do Thor que parecem ter saído direto de uma montagem escolar de "O Senhor dos Anéis".

Desfile de escola de samba em Asgard?
Nem mesmo a trilha musical de Patrick Doyle, colaborador habitual de Branagh desde "Henrique V", chega a brilhar. Se não bastasse ter um material tão fraco para buscar inspiração, ainda fica óbvio que foi forçado pelos produtores a emular o "estilo" do abominável Hans Zimmer e seus clones, que atualmente fazem a cabeça de adolescentes que frequentam os cinemas.

Cheguei a ver alguns críticos dizerem que esse "Thor" é tão bom quanto o "Superman" do Richard Donner. Só pode ser brincadeira, porque este está muito mais para aquele desastroso filme do "He-Man" em carne e osso, estrelado pelo megacanastrão Dolph Lundgren. Por sinal, é incrível que a adaptação das aventuras do homem de aço, feita em 1978, consiga ter efeitos visuais mais criativos e bacanas do que algo feito com tudo que há de mais moderno em computação gráfica! Ah, velhos tempos...

Cotação: * *

Como os Estados Unidos criaram Bin Laden

A história proibida da aliança entre Washington e o homem que ordenaria os ataques de 11 de setembro

Por Antonio Martins* | Imagem: Dragão, de M.C. Escher (detalhe)

A ordem formal para detonar o último esconderijo de Bin Laden foi dada por Barack Obama na manhã de sexta-feira, informou nesta manhã (2/5) o New York Times. Antes de rumar para o Alabama, onde acompanhou o socorro às vítimas de tornados violentos, o presidente determinou que forças especiais da central de inteligência dos EUA – a CIA desencadeassem o ataque. Instalado numa casa em Abbottabad, a apenas 50 quilômetros da capital do Paquistão, o líder da Al Qaeda teria resistido ao comando que o localizou. Segundo fontes norte-americanas, foi ferido na cabeça e em seguida, estranhamente, sepultado no mar. As circunstâncias exatas da operação ainda são desconhecidas.

Ironicamente, a CIA, encarregada de conduzir a operação que liquidou Bin Laden, está estreitamente associada ao surgimento do terrorista. Pouco se falará a respeito, nos próximos dias, mas tanto o homem de barbas longas e olhar calmo quanto a própria Al Qaeda foram conscientemente criados pelos Estados Unidos, no contexto da disputa contra a União Soviética, na “guerra fria”.

Os fatos estão disponíveis em algumas publicações alternativas norte-americanas, entre as quais destacam-se, o site Z-Net, a revista The Nation. Para esta escreve Robert Fisk, um repórter veterano e especializado em questões de Oriente Médio. Ele fala com a autoridade de quem se encontrou várias vezes, na condição de jornalista, com Bin Laden.

A última delas, conta, foi em 1997, nas montanhas do Afeganistão. Avistou o saudita na pose e nos trajes em que aparece costumeiramente na imprensa ocidental. Roupas afegãs tradicionais, refestelado em sua caverna, ar tranqüilo. Bin Laden aparentou um conhecimento muito superficial sobre a situação do mundo. Atirou-se sobre o jornal que Fisk tinha consigo. Deu a entender que a leitura lhe trazia muitas novidades, mas abandonou a atividade depois de meia hora. Preferiu falar sobre sua crença na proteção que lhe seria assegurada por Alá. Relatou os muitos episódios em que, ao enfrentar os ocupantes soviéticos do Afeganistão, salvou-se porque os foguetes que foram atirados sobre seus esconderijos deixaram de explodir. Afirmou não temer a morte, porque “como muçulmano, acredito que, quando morremos em combate, vamos para o Paraíso”. Mas não deixou, nem por um instante, o abrigo em que se encontrava. Fisk registra: era “uma relíquia dos dias em que combateu os soviéticos: um nicho de oito metros de altura escavado na rocha, à prova até mesmo de ataques de mísseis”.

Em nome da vitória sobre os soviéticos, acordo com os extremistas

Num outro texto — um artigo analítico assinado por Dilip Hiro, intitulado “O custo da ‘vitória’ afegã” The Nation revive as circunstâncias da aliança que acabaria envolvendo Washington e Bin Laden. O cenário é o Afeganistão; a época, a última fase da Guerra Fria. Em 1979, um golpe militar havia levado ao poder grupos ligados à União Soviética (URSS). Anticomunista fervoroso, Zbigniew Brzezinsky, assessor de Segurança Nacional do então presidente Jimmy Carter, vislumbra uma oportunidade de passar da defesa ao ataque. Não quer apenas reinstalar em Kabul um governo aliado ao Ocidente. Pretende disseminar, entre as populações muçulmanas da URSS, um tipo de pensamento religioso capaz de incitá-las ao máximo contra o governo de Moscou. The Nation frisa: havia alternativas, mesmo para os que, como o assessor de Segurança Nacional, estavam empenhados em promover a Guerra Fria. Exitiam no Afeganistão “diversos grupos seculares e nacionalistas opostos aos soviéticos”. Ao invés de apoiá-los, no entanto, a Casa Branca parte para o que julga ser uma cartada genial. Impulsiona as organizações afegãs mais fundamentalistas, reunidas, desde 1983, na Aliança Islâmica do Mujahedin Afegão (IAAM, em inglês).

Os instrutores valorizam ao máximo a guerra santa (Jihad) contra Moscou. A Casa Branca quer matar dois coelhos com uma só paulada. A suposta defesa do islamismo contra os ateus soviéticos serve para consolidar, no Paquistão, o poder de Zia ul-Haq, fiel aliado do Ocidente. O terceiro elo da coalizão é a Arábia Saudita, onde outro governo pró-americano, embora muito rico, necessita de reforço ideológico. Ao longo de alguns anos, os príncipes sauditas serão convidados a “doar” 20 bilhões de dólares para a cruzada da IAAM. Através da CIA, os Estados Unidos comparecerão com mais US$ 20 bi. Os rios de dinheiro verde servirão para recrutar e formar guerrilheiros fanatizados e armá-los até os dentes. Fazem parte de seu arsenal mísseis anti-helicópteros que serão decisivos para enfrentar e vencer tanto o governo pró-URSS quanto as próprias tropas soviéticas, que, em favor de seu aliado, ocuparam o país em 1979.

Um milionário saudita adere a estranhos “lutadores da liberdade”

É esse clima de extremismo e intolerância suscitado por Washington que atrairá o saudita Osama bin Laden ao Afeganistão. No início dos anos 80, quando chegou ao país, ele era apenas o jovem herdeiro milionário de uma família de empresários do ramo da construção. Estava fascinado pela jihad patrocinada pelos EUA. Foi o primeiro saudita a aderir a ela, e levou consigo, ao longo do tempo, pelo menos 4 mil compatriotas. Tornou-se líder dos “voluntários” no Afeganistão. Aproximou-se dos dirigentes do IAAM, que, graças ao apoio recebido da Casa Branca, constituiriam anos depois o governo Taliban. Construiu abrigos reforçados para depósito de armas, participou de ações guerrilheiras. Jamais lhe faltou apoio moral do Ocidente. O repórter Robert Fisk relata: “Estava no Afeganistão em 1980, quando Laden chegou. Ainda tenho minhas notas de reportagem daqueles dias. Elas recordam que os guerilheiros mujahedin queimavam escolas e cortavam as gargantas das professoras, porque o governo tinha decidido formar classes mistas, com meninos e meninas. O Times de Londres os chamava de ‘lutadores da liberdade’. Mais tarde, quando os mujahedins derrubaram (com um míssil inglês Blowpipe) um avião civil afegão com tripulação e 49 passageiros, o mesmo jornal os chamou de ‘rebeldes’. Estranhamente, a palavra ‘terroristas’ nunca foi usada para qualificá-los”

A partir de 1989, com o colapso do governo pró-soviético no Afeganistão e da própria União Soviética, os “voluntários” começaram a voltar a seus países. Ao retornarem ao mundo árabe, explica Dilip Hiro, formaram um grupo à parte, que se tornou conhecido como os “afegãos”. Tinham marcas muito características. A intolerância e o desprezo pela vida humana eram os mesmos cultivados sob comando e por determinação consciente dos Estados Unidos. Haviam adquirido, nos anos da luta anti-soviética, alta capacitação em práticas terroristas. Eram, contudo, menos inexperientes do ponto de vista político. Passaram a observar que países como a Arábia Saudita e o Egito eram governados por elites tão submissas aos Estados Unidos quanto era subordinado aos soviéticos o governo afegão contra o qual lutaram.

A cobra volta-se contra o ninho em que se criou

A guerra do Golfo os voltou de vez contra Washington. Encerrada a campanha contra o Iraque, em 1991, a Casa Branca descumpriu a promessa de retirar da Arábia Saudita — país onde estão as cidades sagradas de Meca e Medina — as bases militares e os milhares de soldados mobilizados contra Saddan Hussein. Bin Laden e seus liderados lembraram que isso contraria a Sharia , lei islâmica. Em 1993, o rei Fahd, talvez o mais fiel aliado dos EUA no mundo árabe, ainda cortejou o milionário, chegando a ponto de nomeá-lo para um Conselho Consultivo real. Em 94, depois de novos desentendimentos, Bin Laden foi expulso da Arábia Saudita. Em 96, declarou uma jihad contra a presença norte-americana no país. Afirmou então que “expulsar o ocupante americano é o mais importante dever dos muçulmanos, depois do dever da crença em Deus”. Dois anos depois, uma declaração conjunta assinada por uma frente de organizações fundamentalistas formada por Bin Laden exortava: “A determinação de matar os americanos e seus aliados — civis e militares — é um dever individual para todo muçulmano que possa fazê-lo em qualquer país onde isso for possível, com objetivo de libertar de suas garras a Mesquita de Al-Aqsa [em Jerusalém] e a Mesquita Sagrada [Meca]. Isso está em consonância com as palavras de Deus todo poderoso”.

Em seu relato para The Nation, Robert Fisk lembra que Bin Laden não é o primeiro aliado com quem a Casa Branca se relaciona intimamente durante certo tempo, para mais tarde, quando já não necessita de seus serviços, acusá-lo — com ou sem motivos — de terrorista. Ele cita os casos de Saddan Hussein, visto como herói quando atacou com armas químicas o Irã; ou de Iasser Arafat, considerado “super-terrorista” quando liderava a luta pela libertação da Palestina e mais tarde “respeitável homem de Estado”, ao firmar com Israel acordos de paz jamais cumpridos.

Bastaria olhar para a América Latina para encontrar outros múltiplos exemplos de relações privilegiadas entre Washington e terroristas, praticantes de golpes de Estado, governantes tirânicos, corruptos, torturadores. Num outro sentido, menos direto, porém mais ameaçador, a aliança com o terror está, aliás, sendo reeditada neste exato momento. Bin Laden usa a opressão dos EUA e de Israel contra o mundo árabe como pretexto para justificar sua intolerância e atos criminosos. Todas as declarações dos governantes norte-americanos feitas após os atentados de 11 de setembro indicam que a Casa Branca pretendem apoiar-se no risco real do terror para desencadear uma ofensiva militar e política que, se não for barrada, transformará o planeta num local muito mais violento, antidemocrático e desigual. Talvez por isso, as sociedades tenham o direito de dizer que, contra a barbárie dos extremistas e do Império, a única saída é a construção de um mundo novo.

* As partes essenciais deste texto foram escritas em setembro de 2001 e publicadas no site Planeta Porto Alegre, cujos arquivos – recentemente resgatados pelo webmaster e midiativista Rafael Banto — estão disponíveis aqui

domingo, 1 de maio de 2011

Non Nobis Domine, de "Henrique V", composta por Patrick Doyle

Confira abaixo o concerto em Ubeda, na Espanha, da trilha de Patrick Doyle para "Henrique V", de Kenneth Branagh. Doyle é o solista que começa a música e a orquestra é conduzida por Joel McNeely. De arrepiar até o último fio de cabelo!



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