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quinta-feira, 30 de março de 2017

Filmes: "Fragmentado"

VOLTA POR CIMA

Longa de suspense e terror conta com atuação impressionante de James McAvoy e marca o retorno do diretor de “O Sexto Sentido” à boa forma

- por André Lux, crítico-spam

Fazia muito tempo que o diretor M. Nigh Shyamalan não acertava uma. Depois de uma estreia retumbante com o ótimo “O Sexto Sentido”, seguida pelo interessante “Corpo Fechado”, sua carreira desceu ladeira abaixo alternando filmes apenas ruins (“A Vila”, “Sinais”) com outros francamente ridículos (“Fim dos Tempos”, “A Dama na Água”), ao ponto de começar a ficar escondido nas peças publicitárias de filmes como “Depois da Terra”.

A verdade é que o sucesso lhe subiu à cabeça e começou a acreditar que qualquer roteiro criado por ele merecia virar longa metragem. Enquanto o público embarcou os estúdios continuaram a lhe dar carta branca, mas logo a farsa veio à tona e as torneiras de Hollywood começaram a ser fechadas para ele.

Mas isso foi bom, pois o obrigou a repensar a carreira e passar a produzir filmes mais baratos e melhor resolvidos, sem tanta besteira e pretensão. É o caso deste “Fragmentado”, um longa de suspense psicológico com pitadas de terror que deve muito do seu sucesso à atuação espetacular do jovem James McAvoy, sem dúvida um dos melhores atores de sua geração, que foi descoberto na minissérie “Os Filhos de Duna”, onde já demonstrava imenso carisma e domínio de cena, e que depois fez carreira meteórica vivendo inclusive o Professor X nos novos “X-Men”, mas também estrelando filmes de arte como “Desejo e Reparação”.

Ele faz o papel de um sujeito que sofre de um distúrbio psiquiátrico causado por abusos paternos que o deixa com 23 personalidades diferentes. As mudanças entre uma personalidade e outra são feitas de maneira exemplar por McAvoy sem nunca cair para a caricatura ou exagero, exceto quando o roteiro pede por isso.

Shyamalan, autor da história, acerta também na caracterização de uma das vítimas do protagonista, pintada como uma jovem que vamos descobrindo ao longo da trama também ser vítima de abusos. A personagem é feita por Anya Taylor-Joy em excelente caracterização, alternando momentos de fragilidade e força de forma convincente.

Felizmente, o cineasta não apela para sustos fáceis ou truques batidos do gênero, preferindo investir na relação entre os protagonistas, num clima de tensão e na sutiliza, o que fica muito evidente durante as sessões de psicoterapia que se tornam um verdadeiro duelo de atuações entre McAvoy e sua psiquiatra, feita por Betty Buckley.

Como nem tudo é perfeito, o personagem da médica acaba sendo o único ponto mais fraco da trama, pois suas ações perto do final são completamente ilógicas e servem apenas para impulsionar a trama. Outro problema é que uma pessoa com uma patologia mental tão grave e já diagnosticada jamais seria aceita num emprego normal e é mais provável que estaria internado em uma instituição psiquiátrica. Mas não chega a atrapalhar muito o resultado final.

Shyamalan ainda se dá ao luxo de amarrar “Fragmentado” ao universo apresentado em “Corpo Fechado”, com direito até a uma ponta de Bruce Willis, sem que isso soe intrusivo ou fora de contexto. Vale a pena assistir, nem que seja só para conferir a atuação impressionante de McAvoy.

Cotação: * * * *

2 comentários:

Anônimo disse...

Não precisa publicar o comentário, mas você tá dando um tempo nas análises políticas? Obrigado.

Ulisses Tarraf disse...

Fala sério. Este filme é mais um péssimo para a coleção de fracassos.

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