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quinta-feira, 27 de março de 2008

Realidade Paralela: Como seria a capa da Veja na época da escravidão?

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Criei essa capa da Veja na época da escravatura a partir de uma idéia que eu vi no blog do Onipresente, de autoria de Thiago Vilela. Clique na figura para vê-la em tamanho real.


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segunda-feira, 24 de março de 2008

DVD: "O Passado"

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ERRANDO O ALVO

Pretensioso, arrastado e dramaticamente nulo, “O Passado” é mais um daqueles filmes bonitos e bem feitos que acabam se tornando irremediavelmente intragáveis.

- por André Lux, crítico-spam

É uma decepção esse filme do diretor Hector Babenco. Mesmo trabalhando em sua terra natal, a Argentina, e tendo a disposição um ótimo elenco encabeçado pelo mexicano Gael Garcia Bernal, sua adaptação do romance “O Passado”, de Alan Pauls, resulta num filme frio e irritante.

Parece que Babenco, também autor do roteiro, não soube traduzir para a tela o que havia de interessante na história original. No final, ficamos sem saber se o cineasta quis fazer um dramalhão ou um filme de suspense, sendo que ambas as propostas não combinam e, pior, se anulam.

O protagonista interpretado por Bernal não tem qualquer vida e chega a ser apático, transformando-se num “não personagem”. O roteiro episódico e árido nem tenta apontar suas motivações ou conflitos e não ajuda em nada o ator, que passa o filme todo com a mesma expressão, beirando a catatonia. Mesmo depois de ver uma namorada ser atropelada ou ser abandonado pela segunda mulher que o proíbe inclusive de ter qualquer contato com o filho. E tudo fica ainda mais ridículo quando ele “explode” num momento sem qualquer importância – ao ser desprezado por uma coroa rica que transou na academia que dava aulas. Seu vício em cocaína e uma suposta doença que o faz perder a memória também são deixados de lado de maneira completamente inconseqüente.

Personagens entram e saem da narrativa sem deixar qualquer traço de humanidade ou interesse e o filme caminha aos trancos e barrancos até uma conclusão tola e mal amarrada.

Mas pior mesmo é o personagem da primeira ex-mulher, que é retratada pelo cineasta como uma injustiçada que persegue o sujeito o filme inteiro no pior estilo “Amélia é que era mulher de verdade”. Mas a moça não passa de uma histérica obsessiva que precisava era de uma boa terapia e cujas ações absurdas só perdem mesmo para a maluca de “Atração Fatal”.

Pretensioso, arrastado e dramaticamente nulo, “O Passado” é mais um daqueles filmes bonitos e bem feitos que erram feio o alvo e acabam se tornando irremediavelmente intragáveis.

Cotação: *
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Cadê os defensores da "Liberdade de Imprensa"? (2) Os judas mostram a cara

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Vale a pena ler o texto do blogueiro Miguel do Rosário sobre a demissão do jornalista PHAmorim.

Ele aborda a omissão e a comemoração de muitos que, vira e mexe, fazem apologias da tal "liberdade de imprensa". Confira alguns trechos:

"Certos acontecimentos negativos oferecem oportunidade para conhecermos melhor as pessoas. O caso do PHA foi emblemático. Um site de notícias e opinião é brutalmente agredido, através do corte abrupto e sem notificação e depois pelo sequestro de todo o conteúdo armazenado. Muitos blogueiros, por incrível que pareça, acham normal."

"O fato de existir um contrato de trabalho não dá direitos divinos ao portal. Existe uma coisa bem mais importante, chamada Justiça, com J maiúscula, e outra chamada Ética, com é maiúsculo. Essa turminha que fica falando em liberdade de imprensa, em ética, agora mostrou a cara. O rabo ficou à mostra. São uns canalhas."

"Para mim, o que aconteceu com Amorim representou um marco negativo na história da internet brasileira. Muitos não vêem isso. Os blogueiros judas não viram nada de mais. Claro que se a pessoa atingida fosse um ícone qualquer da direita, eles iriam, juntamente com os colunistas de salão, tornar-se em paladinos da liberdade."

"Liberdade de imprensa é impedir que jornalistas e seus leitores sejam desrespeitados, humilhados, como aconteceu no caso de Amorim."


Leia o texto completo de Miguel do Rosário no blog Óleo do Diabo.
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quinta-feira, 20 de março de 2008

Cadê os defensores da "Liberdade de Impresa"? Censura a PH Amorim é ato contra a democracia

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- por André Lux, jornalista e crítico-spam

Sobre a demissão do PH Amorim do IG, é preciso deixar algo bem claro: ninguém está protestando pelo fato dele ter sido demitido, mas sim pela maneira como tudo aconteceu.

Ser demitido ou pedir demissão é algo normal para quem se sujeita às regras da livre iniciativa, ditadas e protegidas pelas leis que regem o sistema capitalista no qual somos todos obrigados a viver. Assim, é absolutamente normal que tanto empregador quanto empregado tenham direito de rescindir seus contratos a hora que quiserem, desde que respeitando e se sujeitando a essas mesmas leis. Não é isso que está em questão neste caso.

O problema da demissão do jornalista Amorim é a forma que ela foi feita e, pior, os argumentos utilizados para justificá-la.

1) O site Conversa Afiada foi simplesmente tirado do ar, deletado, apagado da existência sem qualquer aviso prévio por parte do portal IG. Isso, de cara, já é um monstruoso desrespeito aos usuários daquele portal e aos freqüentadores do site. Para fazer uma comparação esdrúxula, é como se, amanhã, você for fazer um depósito em seu banco e, ao chegar ao local, não encontrar mais nada, nem mesmo o prédio! O banco tem direito de fazer isso? Provavelmente tem, afinal as leis são feitas para proteger quem tem dinheiro no sistema capitalista. Mas, no mínimo, seria uma falta de respeito aos seus clientes e usuários que ficariam totalmente perdidos e sem saber o que fazer.

2) O IG justificou sua decisão, segundo o Portal Imprensa e seu ombudsman, afirmando que o Conversa Afiada não dava o retorno comercial esperado. Piada! De acordo com o próprio site do IG, em setembro do ano passado o Conversa Afiada teve 475 mil acessos únicos e estava em primeiro lugar na corrida pelo prêmio IBEST. Ou seja, a emenda saiu pior que o soneto e ficou claro que a demissão e o sumiço do site foram feitos por motivações político-partidárias e/ou interesses pessoais de gente que se sentia atingida pelas críticas de Amorim. E para isso existe uma palavra: CENSURA. Pura e simples. Leia no novo site Conversa Afiada o texto de Amorim sobre o assunto (“Foi o CITI que me demitiu?”)

3) Amorim foi demitido via fax e seus funcionários foram impedidos de entrar nas dependências do IG, segundo informou o jornalista ao Luiz Carlos Azenha no blog Vi O Mundo. Uma empresa que toma uma atitude covarde e desumana dessa com qualquer funcionário seu já é digna de repúdio para começo de conversa. Agora, fazer isso com alguém que era um dos carros-chefes do portal, responsável por atrair milhares de leitores e usuários, é no mínimo suspeito. Que o capitalismo se define pela exploração do homem pelo homem nós já sabemos. Mas quando essa lógica é transformada em ferramenta de humilhação e perseguição política, temos algo abominável que demonstra bem a falta de caráter e de ética dos autores de tal ato.

4) A forma desrespeitosa e humilhante com que a demissão de PH Amorim foi realizada e a “queima de arquivos” realizada em seu site é um precedente sinistro que abre as portas para a volta da censura ideológica ao país, bem ao gosto da ditadura militar de direita que, por 21 anos, censurou, prendeu e arrebentou quem ousava se opor ao regime. Amanhã, o dono do Blogger (que eu nem sei quem é) pode simplesmente deletar meu blog da existência alegando “quebra de contrato” ou qualquer outro jargão técnico simplesmente por não concordar com o que eu escrevo. E aí, como ficamos?

Sei que muitos por aí vão dizer que eu não estaria aqui escrevendo tudo isso se a vítima dos atos acima descritos fosse o Django Mainardi ou algum outro pitbull da direita. Mas estão errados. O fato de eu jamais ler o que escrevem (ou dizem) não muda o fato de que qualquer tipo de humilhação pública feita por um patrão deve ser repudiada e combatida. A mesma coisa em relação à censura em uma sociedade que se diz “democrática”.

Por sinal, vejam que engraçado: aquela turma que, para citar um exemplo óbvio, vive protestando contra a “falta de liberdade de expressão” em Cuba não soltou nem um pio contra a censura que foi imposta pelo IG ao jornalista Paulo Henrique Amorim. Alguns, pelo contrário, comemoraram o absurdo! Depois eles ficam nervosinhos quando a gente fala que direitistas não têm coerência nem bom senso...
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quarta-feira, 19 de março de 2008

Cheiro de caça às bruxas no ar: PH Amorim é demitido por fax pelo IG

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O jornalista Paulo Henrique Amorim, um dos mais combativos e despojados da internet, foi demitido sumariamente por fax pelos seus chefes do IG.

A explicação? Segundo o blog do Luiz Carlos Azenha, "a apuração realizada pelo veículo dava conta de que o jornalista teria sido demitido por ter baixa audiência".

Só pode ser piada. O site Conversa Afiada do Amorim estava em primeiro lugar na disputa pelo prêmio Ibest e tinha uma média de 475 mil visitantes únicos ao mês, segundo informa o jornalista Renato Rovai, editor da revista Fórum, em seu blog.

A demissão do jornalista está gerando uma onda de protestos e análises entre os blogueiros independentes. Enquanto isso, os pitbulls da direita espumam de alegria. Sim, são aqueles mesmos que fazem escândalos e dizem que a esquerda quer "censurá-los" quando são alvos de críticas...

De qualquer forma, o Paulo Henrique Amorim já inaugurou um novo site e deve se posicionar sobre o assunto em breve. Clique aqui e adicione já o novo Conversa Afiada aos seus favoritos!

terça-feira, 18 de março de 2008

Guia: Como reconhecer um direitista enrustido?

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- por André Lux, jornalista e crítico-spam (de esquerda)

Inspirado pelo texto do jornalista Leandro Fortes (clique aqui para ler), resolvi fazer uma listinha básica com dicas para quem quer aprender a identificar um direitista enrustido. Porque, como bem sabemos, ninguém tem coragem de admitir que é de direita no Brasil, mas prestando atenção aos discursos e atitudes das pessoas fica fácil identifica-los.

Vamos lá:

1) Como bem apontou Fortes, o direitista enrustido costuma bradar que odeia política e políticos em geral e que “não existe esse negócio de direita e esquerda”. Mas, na prática, é diferente. O cara vota no Maluf, em alguém do PFL, do PSDB ou em qualquer um que for o anti-petista ou anti-esquerdista da vez. Se Adolf Hitler em pessoa ressuscitar e chegar ao segundo turno contra Marta Suplicy, por exemplo, adivinhem só em quem ele vai votar?

2) Eles adoram xingar os abusos da Telefônica, da CPFL e os pedágios caríssimos das estradas. Enquanto você concorda, são só sorrisos. Porém, na hora que você lembra que a culpa de tudo isso recai sobre as privatizações lesa-pátria ocorridas nos oito anos de governo FHC, ele fecha a cara e começa a defendê-las, alegando que “antes a gente tinha que esperar anos pra conseguir um telefone” e que a culpa é das “agências reguladoras” (que também foram criadas pelo FHC). Aí você explica que não é contra parcerias público-privadas, desde que elas sejam feitas em favor da população e não de um grupelho de “amigos do rei”. E então faz aquela fatídica constatação: “Realmente, hoje você consegue uma linha rapidinho, só que paga as tarifas mais caras do mundo, recebe em troca um serviço horrível e não tem ninguém para reclamar”. Se depois disso a pessoa se enfurecer e começar a falar mal do Lula, do PT ou de Cuba, pode ter certeza que você está diante de um direitista.

3) Toda pessoa de direita acredita piamente que as pessoas são pobres porque querem. “O problema do Brasil é que pobre não gosta de trabalhar”, costumam repetir. De tanto ler a Veja e ver o Jornal Nacional, eles passam a crer que o sujeito mora numa favela e só consegue trabalhar de lixeiro porque “não quis estudar” ou “não se esforçou o suficiente para subir na vida”. Quando você lembra que essas pessoas não têm condições nem para comer, são obrigadas a trabalhar desde cedo largando os estudos e, devido a tudo isso, só conseguem arrumar subempregos, o direitista novamente vai fechar a cara e começar a resmungar coisas sem nexo do tipo: “Pode ser, mas se um vagabundo desses entrar na minha casa eu meto tiro!”.

4) Ainda em relação aos excluídos, o direitista vive dizendo que a solução para os problemas sociais do país é “investir em educação”. Claro que, como bom esquerdista, você vai concordar com ele. Mas você será obrigado a explicar que a direita, que governou o país desde que o Cabral invadiu essas terras, nunca investiu em cultura e em educação. Pelo contrário. E foi durante a ditadura militar de direita que o sistema público de ensino sofreu seu golpe mais duro, ficando totalmente sucateado. Então vai lembrar ao direitista que se todo mundo tivesse estudo e condições iguais para “subir na vida”, ele (ou ela) seria obrigado(a) a fazer faxina na própria casa ou a recolher o lixo da rua, já que ninguém mais precisaria se sujeitar a trabalhar nesses subempregos, exceto de forma voluntária para ajudar a comunidade - igual acontece em Cuba – ou no mínimo ganharia um salário igual ao de um médico. Pronto. Depois dessa é melhor você correr para um abrigo!

5) Pessoas de direita tendem a ser extremamente incoerentes. Via de regra, elas falam mal de tudo (política e políticos, programas na TV, filmes, jornalistas, sexualidade, música) e repetem que “o mundo está perdido”, “nada mais presta” ou “na minha época não tinha nada disso”. E geralmente terminam suas reclamações dizendo que a única solução para tudo isso é “jogar uma bomba atômica e começar tudo de novo”. Aí, logo depois, eles afirmar que são “conservadores”...

6) Conheço uma dúzia de caras, por exemplo, que adoram o Pink Floyd (até tocam suas músicas em bandas cover) enquanto repetem jargões que deixariam até um nazista envergonhado. “Vai dizer que o Roger Waters é petista agora??” costumam vociferar quando você aponta essa incongruência a eles. Obviamente, os direitistas confundem ser “de esquerda” com “ser petista” ou “ser comunista”. Quando eles cantam “Imagine”, do Lennon, com certeza não se tocam que aquela é uma música que contesta o sistema vigente que eles defendem, ou seja, é de esquerda. E aí, voltamos à lógica esquizofrênica exposta acima: o direitista enrustido é contra tudo, acha que o mundo está perdido, que o ser humano não presta e que político é tudo FDP, mas na hora das eleições, dá seu voto aos sujeitos mais conservadores, reacionários e corruptos que existem. Justamente aqueles que, além de não mudar nada, vão deixar tudo ainda pior. Aqueles que, como diz Mino Carta, “querem deixar as coisas como estão para ver como é que ficam”.

7) Uma forma fácil de identificar um(a) direitista enrustido(a) é começar a falar sobre Cuba. Disfarçado no discurso “a favor da democracia e da liberdade”, você vai poder identificar todos os clichês mais obtusos que a mídia de direita usa para doutrinar os incautos. Não adianta você dizer que antes do Fidel, Cuba era uma ditadura de direita na qual a maioria esmagadora da população passava fome e não tinha direitos. Nem que, depois do Fidel, ninguém mais passa fome e todos têm acesso gratuito à educação, à saúde, à alimentação e ao transporte. Também é inútil explicar que, em Cuba, não existem crianças na rua pedindo esmola e que a maioria da população tem curso superior adquirido gratuitamente. Pois o direitista vai jogar na sua cara que em Cuba não existem carros zero km, nem telefone celular, nem shopping centers, nem DVD, nem liberdade de imprensa. Sim, trata-se da mesma pessoa que acabou de vociferar que “o mundo está perdido”, “na televisão só tem porcaria”, “jornalista é tudo safado e a imprensa é uma merda”, “hoje em dia essa molecada só quer gastar dinheiro com lixo” e “o problema do Brasil é a falta de educação e cultura”. Eu disse que coerência não é o forte deles, não disse?

8) Direitista enrustido que se preze é a favor do neoliberalismo. Não, ele não tem idéia do que é isso nem quem inventou esse negócio, mas como ouviu o Arnaldo Jabor e o Django Mainardi dizendo que era a solução para os problemas do mundo, ele acreditou. E passou a repetir tudo como um bom papagaio: são contra o Estado e as Estatais (mas não reclamam quando dinheiro público é usado para salvar bancos privados da falência), a favor das privatizações (sim, as mesmas que o fazem espumar de ódio contra a Telefônica) e pregam a “redução dos impostos” (ao mesmo tempo em que choram de raiva por terem que pagar fortunas para ter plano de saúde privado). Como são manipulados pela mídia de direita, adoram meter o pau no governo Lula, não reconhecem nenhum mérito nele e acreditam (mesmo!) que tudo de bom que acontece hoje no país é resultado do governo FHC (embora eles odeiem política e todos os políticos, inclusive os do PSDB, lembram?).

9) Outra característica marcante da turma da direita é a certeza absoluta que são donos da verdade. Quando eles falam sobre qualquer assunto, não estão emitindo uma opinião, mas sim uma verdade única e incontestável. A melhor forma de fazer um tipinho desses sair do armário e mostrar sua verdadeira face é simplesmente contestá-lo com argumentos sólidos e muita calma. Eles até vão tentar rebater, mas quando perceberem que o que estão dizendo é APENAS uma opinião e que, por mais que tentem te ridicularizar ou denegrir, você não vai mudar a sua opinião, o direitista enrustido vai então partir para ataques chulos e de cunho pessoal, como que tentando convencer os outros que o que você diz não tem valor, afinal trata-se de uma pessoa má, feia, fedida, chata ou qualquer outra coisa. Em última instância, o direitista enrustido vai perder todas as estribeiras e acabará apelando para o último recurso usado na tentativa de calar o interlocutor: ameaçar processá-lo!

E então? Você conhece um não conhece um monte de gente assim por aí? Vai ver você é uma delas. Mas não se desespere, pois sempre é hora para mudar.

E, como diz John Lennon, eu espero que um dia você possa se juntar a nós para que o mundo possa ser um só...
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Saindo do armário: Direita, eu?

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Para se identificar alguém de direita é preciso observar o conjunto dos atos e o tom do discurso, uma mistura de falsa simulação ideológica que inclui a negação das divisões políticas ou, no limite, da própria política. Outra saída é dizer que odeia política, que é apolítico (?), que político é tudo canalha, que não vai mais dar o voto para ninguém. Mentira: vai votar na direita.

- por Leandro Fortes

Chega a ser engraçado essa coisa de, no Brasil, ninguém ser de direita. Por aqui, alguém só se diz de direita quando quer chocar ou demonstrar certa ferocidade política e pessoal do tipo “sou de direita mesmo, vai encarar?”. Coisa de cabo eleitoral da TFP e bestas-feras do gênero.

Mas a regra é diferente. Quem é de direita só abre a boca quando percebe receptividade no ambiente. Mais ou menos como quem é racista. Normalmente, para se identificar alguém de direita é preciso observar o conjunto dos atos e o tom do discurso, uma mistura de falsa simulação ideológica que inclui, necessariamente, a negação das divisões políticas ou, no limite, a própria negação da política.

Dessa forma, ao ser questionado sobre pendores ideológicos, o indivíduo de direita se sai sempre com o clichê da queda do muro de Berlim – embora a maioria apenas desconfie, ligeiramente, do verdadeiro significado do evento e do processo que o deflagrou. Depois da queda do muro de Berlim, portanto, não tem mais direita nem esquerda, é tudo muito relativo. Outra saída é dizer que odeia política, que é apolítico (?), que político é tudo canalha, que não vai mais dar o voto para ninguém. Mentira: vai votar na direita.

No Brasil, há casos clássicos de políticos e intelectuais que migraram para a direita, um pouco pelo desencanto do comunismo, pela perda natural dos ideais que a idade provoca, mas muito pela oportunidade de ficar rico ou fazer parte da elite nacional que toma uísque escocês e freqüenta balneários de luxo, ainda que forma subalterna e humilhante. Não é preciso citar nomes, mas muitos pululam pelos parlamentos, partidos políticos e redações de jornais. Pergunte a qualquer deputado ou senador se ele é de direita, e não vai aparecer nenhum.

Todo mundo tem uma desculpa para não ser de direita, mesmo os mais conservadores e reacionários, mesmo as viúvas da ditadura militar, mesmo os risíveis neodemocratas de plantão. Todos vão dizer que esquerda e direita não existem mais. Que depois da queda do muro de Berlim, etc,etc,etc.

A verdade é que ninguém quer se admitir de direita porque, no Brasil, ou em qualquer outra nação latino-americana que tenha sido submetida a regimes neofascistas comandados por generais, ser de direita tem pouco a ver com a clássica postura liberal econômica ou com a defesa das leis de mercado. Tem a ver é com truculência, violência, racismo, fundamentalismo religioso, obscurantismo político, coronelismo, ódio de classe e, é claro, golpismo. Por isso há tão poucos direitistas assumidos.

Assim, de cabeça, aliás, não lembro de nenhum. Ah, de repente me lembrei de uma confissão antológica do ex-deputado Wigberto Tartuce, o Vigão, parlamentar do PTB brasiliense, de riquíssimo prontuário policial, temeroso de ser confundido na multidão: “Eu sou de direita, mas sou honesto”. Até agora, a única confirmação das autoridades policiais é a de que Vigão é mesmo de direita.
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terça-feira, 11 de março de 2008

É mico em cima de mico: Mídia corporativa passa por novos vexames

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Eu tenho pena de quem ainda perde tempo lendo porcarias como Época, Veja, Folha, Estadão e afins ou assistindo aos Jornais Nacionais da vida.

Não apenas a pessoa gasta seu dinheiro e seu tempo precioso com lixo puro e simples, mas ainda paga mico repetindo as "informações" que esses veículos de direita enfiam em suas goelas abaixo como se fossem "verdades únicas".

A revista Veja, imbatível no conceito "jornalismo de esgoto", produziu mais uma barriga jornalística esta semana. Colocou em sua capa os dirigentes de esquerda da América Latina como se fossem bestas-feras do inferno (igual fez com os "radicais" do PT antes da primeira eleição do Lula), insinuando que eles querem é guerra no continente. Que nada!

Depois de uma reunião no Rio, quem teve que enfiar o rabo entre as pernas e aceitar a condenação da OEA foi justamente o queridinho da direita internacional, Álvaro Uribe, presidente da Colômbia que mandou invadir o território soberano do Equador para chacinar os guerrilheiros das FARC enquanto dormiam! E, no final do encontro, ainda teve que abraçar o Hugo Chávez, que segundo os aráutos da direita, é o anti-cristo em pessoa!

Outra derrota de Uribe, o capacho de Bush Jr., foi o desmascaramento da farsa dos US$ 300 milhões supostamente doados por Chávez às FARC. Segundo o governo da Colômbia, essa informação foi encontrada no computador do líder da guerrilha. Mas o jornalista da BBC, Greg Palast, teve acesso ao documento original e mostrou que a verdade é outra.

Com a palavra, o blogueiro e jornalista Antônio Mello:

"Veja o trecho de onde Uribe criou os US$ 300 milhões, e também de onde ele disse que o codinome de Chávez na operação seria Ángel.

Camaradas secretariado. Cordial saludo. Por dos días nos reunimos con Rodríguez. Conclusiones principales:
1- Con relación a 300, que en adelante llamaremos ossierya hay gestiones adelantadas por instrucciones del jefe del cojo, las cuales comentaré en nota aparte. Al jefe lo llamaremos Ángel, y al cojo Ernesto.
2- Para recibir a los tres liberados, Chávez plantea tres opciones: Plan A…[O documento está reproduzido aqui, na íntegra.]

Como se vê, o número 300 está relacionado à gestão para liberação de reféns. Provavelmente, segundo Palast, seria o número de reféns a serem libertos. E Chávez é citado como Chávez e não como Ángel.

A reportagem está na página de Palast desde 7 de março. No entanto, nossa grande imprensa não deu uma mísera notinha sobre a farsa.

OBS 1: Quem conseguiu esse furo por aqui foi o Abundacanalha, e em seguida o Argemiro Ferreira, na Tribuna da Imprensa."


São micos atrás de micos cometidos pela nossa gloriosa imprensa corporativa que, seguindo os dogmas do "deus mercados", visa o lucro acima de tudo e de todos.

Felizmente, ainda existem jornalistas sérios no mundo e é graças ao trabalho deles que as mentiras, as manipulações e os erros grosseiros cometidos pelos capachos do "deus mercado" e seu barões são expostos. E, graças à internet e ao trabalho dos blogueiros militantes, esses vexames vêem à tona cada vez mais rapido.

Só não vê quem é muito obtuso mesmo...
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Um outro mundo é possível: A ILHA

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O texto abaixo me foi enviado pelo amigo Ricardo Melo. Dá uma excelente visão do que nós, da esquerda, pensamos sobre Cuba e o futuro do regime socialista. É o tipo de texto que vai fazer a turminha da direita e seus papagaios espumarem de ódio... Leiam e comprovem (a charge é do Angeli e não carece de comentários).

A ILHA

Torço para que os cubanos consigam preservar suas seus princípios de educação e saúde públicas, de prevalência das questões sociais sobre as particulares, da valorização de sua História. Torço para que não vendam por um punhado de dólares um sonho tão duramente construído. Que sigam sempre como um sinal luminoso de que uma outra sociedade é possível, com menos neon e mais escola, menos celebridades e mais saúde.

- por André Catani, do blog Lapse of Reason.

É claro que eu não podia deixar de tocar no assunto: Fidel, quem diria, renunciou ao poder em Cuba. Conheci alguns cubanos. Entre eles, uma que ficou amiga, a Rosabel. Quem me conhece um pouco sabe muito bem, sempre me agradou a idéia do que aconteceu em Cuba: dar uma banana bem dada a um bando de gringos chupins, e mostrar que dá pra ter alfabetização, dentes na boca, boa música, atletas decentes e vacinas de ponta sem dizer amém para o império (com i minúsculo mesmo). Viver lá não tem sido fácil, eu sei.

Cansei de ouvir da Rosabel as histórias (que até ela mesma protagonizou), de malas cheias dos confortos mínimos da "vida moderna", como sabonetes perfumados, abridores de lata, canetas hidrográficas e videocassetes, que cada cubano carregava ao voltar pra Cuba. Mas também ouvi de todos os cubanos que conheci, sempre sadios e divertidíssimos, a história de seu povo e de seu país de cabo a rabo, contada com um sentimento de orgulho e propriedade que me faziam passar vergonha. Isso sem falar no quanto sabem do mundo, das atualidades, de tudo que acontece por aí.

Queria estar errado, mas acho que Cuba não vai resistir. Eles vivem a poucos quilômetros do maior playground do mundo, que os sacaneia com suas dezenas de emissoras de rádio e tv de antenas voltadas para a ilha, enchendo a cabeça da meninada com os afetados da MTV e os "60 minutes" narrando histórias comoventes de cubanos molóides que não agüentaram o repuxo e correram pra abraçar o Mickey. Os jovens cubanos de hoje não são mais os filhos da revolução, mas os netos.

Uma coisa é ouvir da boca do seu pai as coisas que ele viveu. Outra é a história ser contada por sua avó. Uma coisa é ter visto um país com 25% de analfabetos erradicar o problema em vinte anos. Outra é ter nascido numa ilha onde não existem analfabetos. Não sei até onde ou até quando La Revolución poderá estender seus braços, mas algo me diz que bugigangas eletrônicas, grifes famosas e lucro desonesto têm poder de sedução um pouco maior. Travestido de "democracia", o velho, moribundo e asqueroso modelo econômico dominante entoa o seu canto de sereia para os netos mais incautos da revolução.

É mais do que compreensível que Cuba tenha enfurecido os Estados Unidos e o resto da corja dominante dos países "emergentes" (sempre penso num vaso sanitário...), como uma praga a ser dizimada a todo custo. Alguém já parou pra pensar por que motivo uma potência econômica descomunal como os EUA sempre estiveram tão interessados em embargar por mais de 50 anos uma ilhota perdida no Caribe? Por que aquela meia-dúzia de ilhéus socialistas causa comoção quando vira assunto no domingão regado a uísque 12 anos?

É simples: Fidel e o povo de Cuba apontam o dedo na cara do mundo e mostram que É POSSÍVEL construir uma sociedade em outras bases. Um país sem território, sem indústria, sem riquezas minerais pode, com decência e determinação, enfrentar por mais de meio século um embargo econômico covarde e mostrar excelência em áreas vitais como a saúde pública e a educação. Fico imaginando o que Cuba seria hoje, se o mundo capitalista não tivesse se rebaixado e se humilhado perante os EUA, e tivessem permitido aos cubanos o livre acesso a combustíveis, insumos e outras trocas comerciais e culturais estratégicas...

Torço muito para que os cubanos consigam preservar suas principais instituições. Seus princípios de educação e saúde públicas, de prevalência das grandes questões sociais sobre as particulares, da valorização incondicional de sua História. Torço para que sejam hábeis o bastante para não vender por um punhado de dólares um sonho tão duramente construído. Que sigam sempre como um sinal luminoso de que uma outra sociedade é possível, com menos neon e mais escola, menos celebridades e mais saúde.
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segunda-feira, 10 de março de 2008

O debate inútil: A opinião, da opinião, da opinião, da opinião...

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Recebi vários emails de apoio em relação ao lamentável fato descrito abaixo ("O Inimigo Está à Espreita") e também algumas cobranças do tipo "Você tem que responder a esse cara!". Já os doutrinados pela mídia corporativa vociferam em êxtase que "O cara destruiu você!".

Gente... na boa, qual a utilidade de eu replicar o texto do rapaz, já que se trata apenas da opinião dele sobre a minha opinião? É igual você escrever uma crítica de um filme e aí alguém escrever uma crítica à sua crítica, dizendo que você não entende nada de cinema porque não gostou do filme Tal... Non sense puro. Coisa de gente problemática.

Tirando os ataques pessoais e covardes dirigidos ao fígado, que devem ser tratados com o repúdio de sempre e servem apenas para revelar o caráter do agressor, o resto é apenas a opinião de um sujeito que se alinha ideologicamente ao que há de mais podre no mundo. Vocês queriam o que, que o garotão fosse a favor de Cuba? Como, se ele idolatra o "Deus Mercado" e as falácias produzidas em volta disso? Estranho seria se o sujeito defendesse Cuba. Aí sim a gente começaria a ficar preocupado...

Sem dizer que meu texto "Perguntas aos Doutrinados Pela Mídia" era apenas uma provocação, cheio de perguntas meramente retóricas, cujas respostas nós já estamos carecas de saber. Escrevi aquilo só para ver se os direitistas enrustidos saíam do armário. O fato de alguém perder seu tempo realmente respondendo as perguntas que fiz chega a ser hilariante!

Eu não tenho problema nenhum com o cara discordar da minha opinião e aí escrever a dele refutando. Não leio pois não me interessa perder tempo lendo o que eu já sei. Com tanta coisa do Emir Sader ou do Noam Chomsky para eu devorar, só faltava mesmo ficar lendo as opiniões e críticas de um sujeito que nem tem coragem de assinar o próprio nome embaixo do que escreve com tanta empáfia... Até porque eu já estive do lado dele - quem leu minhas "Memórias De Um Alienado" sabe do que estou falando.

Eu sei bem que o que move esse tipo de pensamento e ação, no fundo, é a raiva e a inveja e não o conhecimento e a reflexão. É típico de quem aceita passivamente o que a mídia corporativa e seus papagaios enfiam goela abaixo e passa a repetir tudo sem critério. Só que isso acaba deixando um gosto amargo na boca do sujeito e, quando alguém que realmente tem convicção ideológica e argumentos próprios, vai contra o que repetem como papagaios, só resta a eles espumar de ódio e tentar "destruir" o outro de qualquer jeito - inclusive com golpes baixos. Porque no fundo, sejam opiniões sobre política ou sobre cinema, tudo não passa da maneira que cada um enxerga o mundo através do seu filtro ideológico.

É por isso que gente assim prefere morrer a admitir que está apenas emitindo uma opinião, pois se esforçaram tanto para convencer a sí próprios que são "donos da verdade", que estão acima do bem e do mal e que não seguem ideologias, que passam mesmo a acreditar que o que escrevem é inquestionável...

Não é à toa que, ao serem refutados, os castelinhos de cartas sobre os quais construíram suas convicções desaba e eles sentem um ódio profundo e passam a perseguir seu interlocutor de maneira obsessiva e sem limites!

E não falo isso porque sou sábio ou melhor do que ninguém, não. Falo isso porque já senti e já agi assim no passado - para minha eterna vergonha! Felizmente, percebi isso a tempo e, depois de muito esforço, consegui começar a mudar esse quadro. É difícil, eu sei, e você acaba tendo umas recaídas às vezes. Mas é possível... Basta realmente querer e procurar um bom psicólogo. Admitir um erro não é vergonha para ninguém (ou não deveria ser).

Mudando um pouco de assunto, fiquei muito feliz ao ler a entrevista do Luis Nassif na revista Caros Amigos (que felizmente sobrevive graças ao apoio do Estado, caso contrário já teria sucumbido à ditadura do "Deus Mercado"). Além é claro das porradas que ele dá no PIG e em seus colunistas-pitbulls, ele revela que também já teve seus momentos de babunçar fóruns de discussão. Vejam só: "Pra mim é o seguinte: quando começaram aquelas salas de mir, ir, ali foi um período muito gozado, eu gostava de entrar lá com pseudônimo e provocar todo mundo, fazia todo tipo de molecagem, um dia eu vou contar".

Ufa, e eu aqui me martirizando por ter feito o mesmo. Se até um cara respeitável e sério como o Nassif já fez isso... Como diria a Marta, o negócio é relaxar e gozar!
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sábado, 8 de março de 2008

Todo cuidado é pouco: O inimigo está à espreita...

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Não deu nem cinco minutos que eu havia postado o texto abaixo e o tal Merengue já enviou um comentário a este blog. Na certa o sujeito deve ter passado a noite inteira acordado vigiando o "Tudo Em Cima" à espera da minha resposta ao seu texto (o qual não li e não vou ler).

Não publiquei o comentário dele pois, no final, ele trouxe à tona um fato lamentável que eu fiz um dia em minha vida, num momento de forte emoção, com a óbvia intenção de me intimidar.

O fato é o seguinte: na ânsia de responder a um ataque covarde que eu havia sofrido na internet por um profissional da opinião, tentei dar uma de irônico na página do orkut do autor dos ataques, mas obviamente me expressei mal no calor do momento e acabei dando margem para interpretações dúbias.

O fato do tal Merengue tentar usar isso para me denegrir mostra bem o caráter desse tipo de gente. Na falta de melhores argumentos, apelam para ataques de cunho puramente pessoal para tentar amedrontar seus críticos. Para vocês verem como o estilo revista Veja faz escola, mesmo entre aqueles que dizem criticá-la...

Pior é que o sujeito ainda me chama de covarde. Como assim, se eu escrevi minha besteira provocativa, que acabou se voltando contra mim, usando meu nome verdadeiro? Se eu fosse um covarde teria criado um perfil falso e usado um pseudônimo do tipo Bravataí Seringa para "ameaçar" os outros, certo? Ok, pode me chamar de burro, mas de covarde...

E eu pergunto: quem é que nunca cometeu um erro ou fez uma burrada achando que estava fazendo a coisa mais legal do mundo? Eu, confesso, já fiz várias dessas. Algumas não tiveram conseqüências, mas outras tiveram. E são fatos que obviamente terei que lidar pelo resto da minha vida. O filme "Desejo e Reparação" mostra bem esse tipo de coisa triste.

A palavra escrita tem dessas coisas: você acha que está sendo engraçadão ou irônico, mas pode dar a entender o contrário, que está agredindo ou ameaçando. Eu ao menos aprendi a minha lição e passei a tomar muito cuidado com o que escrevo pessoalmente às pessoas. E, quando vou criticar alguém, tento me ater apenas aos conteúdos ideológico, sem trazer à tona podres ou erros cometidos por elas (porque, como eu já disse, sob a análise de uma lupa, todo mundo tem algo que pode ser usado dessa forma). Pode até ser que às vezes isso aconteça em meus textos, mas garanto que só se for de forma inconsciente.

De minha parte, obviamente me arrependo das burradas que fiz - como perturbar a paz de fóruns de discussão com piadas infames no pior estilo Monty Phyton no começo da minha prática na internet ou escrever ironias mal pensadas em páginas pessoais de gente que me odeia -, tanto é que nunca mais dirigi palavra aos que me atacaram e também nunca mais li qualquer coisa que escreveram depois daqueles lamentáveis episódios, dos quais apenas eu sai prejudicado.

Enfim, a vida é uma eterna lição e eu, felizmente, não me furto de aprender com as porradas que tomo. Agora tenho mais uma lição para eu aprender: certos tipos de pessoas devem ser sumariamente ignoradas. E ponto.

Responder aos seus ataques é tudo que eles querem para passar a te hostilizar obsessivamente com todas as armas que possuem pelo resto da vida. É assim que eles se sentem "vivos", coitados... E, para quem tenta aprender com os erros para levar uma vida mais digna e lutar pelas causas justas, não vale a pena ser tragado para o fundo do poço da má-fé...

Aos meus prezados leitores e leitoras, peço desculpas por arrastá-los a esse lamentável debacle de péssimo nível. Prometo que será o último. Quem gostar desse tipo de coisa, sabe bem onde encontrar, não é mesmo?

E, por favor, não pensem vocês que estou aqui querendo posar de santo ou de pobre coitado. Tenho consciência das besteiras que fiz e vou entender se as pessoas me condenarem - até mesmo quem me conhece no mundo real e sabe que seria incapaz de cometer um ato de violência contra qualquer outra pessoa.

P.S.: Por engano, eu havia pego a arte feita pelo tal Merengue para ilustrar o link do Dossiê Veja do Nassif. Vejam que ironia: a arte que eu mais gostei é essa que está agora no início do site, mas eu acabei pegando justamente a de baixo porque achei que a mais bonita era do Merengue! Mais um erro que cometi e será usado contra mim até o final dos tempos... Putz!

P.S. II: Por motivos óbvios, estarei desabilitando a opção "comentários", pelo menos até que os clones de Mainardi e sua horda de seguidores voltem suas baterias para outras bandas.


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Vestindo a carapuça Falem mal, mas falem de mim!

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Como era de esperar, várias pessoas sentiram-se atingidas pelo meu texto-desabafo "Perguntas aos Doutrinados Pela Mídia", vestiram a carapuça e partiram para o ataque.

E, como sempre, não conseguem defender nada, não tem ninguém para admirar, muito menos para sentir orgulho. No máximo, falam mal de todo mundo e dizem que são todos farinha do mesmo saco...

Alguns deixaram seus recados aqui mesmo, enquanto outros postaram textos em seus respectivos blogs.

Me contataram, inclusive, que um tal de Gravata Merengue (pseudônimo) escreveu um ataque frontal às minhas reflexões em seu blog Imprensa Marrom (o nome já diz tudo, não?). Com certeza "espinafrou" parágrafo por parágrafo do meu texto, prática deselegante e intelectualmente pobre que visa interromper o fluxo do pensamento do autor para descontextualizar o que foi dito.

Esse sujeito já é velho conhecido. Antigamente eu perdia meu tempo lendo o que ele escrevia, por achar que se trava de um crítico da mídia. Na verdade, não é. O rapaz gosta apenas de "espinafrar" aquilo que ele acha tecnicamente ruim na mídia de direita ou de esquerda, mas foge do debate principal, que é justamente apontar o conteúdo ideológico por trás do discurso do imprensalão. A maioria dos textos dele limita-se a apontar erros gramaticais dos seus autores. Sem dizer que o sujeito se esconde atrás de um nome falso, algo deplorável para quem vive apenas para criticar o trabalho dos outros. Pois é...

No fundo, ele adora a mídia marrom (tanto é que batiza seu blog com o nome) e vive por ela. Deve morrer de vontade de ser contratado pela Veja ou pelo Estadão. Estive engajado em algumas "discussões" com o rapaz em um site, onde ele atacava com ferocidade publicações assumidamente de esquerda por dependerem de dinheiro estatal para sobreviver, algo totalmente absurdo na cabeça dele.

Expliquei ao rapaz que essa era apenas a opinião dele e não uma verdade absoluta. É direito dele achar que o "deus mercado" deve regular e comandar a sociedade e quee publicações que não conseguirem patrocínio dele devem sucumbir. Mas, esclareci, muitas outras pessoas pensam diferente e aprovam o apoio do Estado à sobrevivência da mídia alternativa. Pode não ser o ideal, mas, convenhamos, chega a ser ridículo exigir que uma imprensa que luta para a construção de um outro sistema (contrário ao da exploração do homem pelo homem) sobreviva às custas justamente de corporações que só existem graças a esse sistema atualmente vigente!

Expostas sua incoerência e falta de lógica, obviamente o rapaz não me respondeu mais e sumiu. E eu também não perdi mais meu tempo lendo o que ele escreve ou entrando em debates. Como eu já disse, se for pra ler asneiras escritas por gente da direita (assumida ou não), prefiro ir direto à fonte e comprar a Veja, que pelo menos é bonitinha, cheirosa e tem colunas assinadas com nomes verdadeiros.

Portanto, dá para entender perfeitamente sua fúria contra mim... Eu sabia que era uma questão de tempo até eu virar alvo dos seus ataques peudo-irônicos. Não tem problema. Não tenho medo de polêmica e estou aqui de cara limpa. E se o rapaz que não tem coragem de assinar o próprio nome perdeu tanto tempo "espinafrando" o que eu escrevi é porque vestiu a carapuça e, lógico, considera importante o que eu escrevo.

Sinceramente, eu ficaria preocupado se uma figura dessas começasse a falar bem de mim, isso sim. Fale mal, mas fale de mim...

P.S.: Os mais atentos vão reparar que no quadrinho acima grafei a palavra "iniciou" de forma errada. Não estou a fim de corrigir o erro e, assim, os meus ferozes críticos vão ter assunto para seus próximos ataques!
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quinta-feira, 6 de março de 2008

A ignorância NÃO é uma benção! Entenda o que está por trás de Colômbia x Equador

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Os USA estão pouco se lixando para o narcotráfico e para as Farc. O objetivo deles é matar o Chávez para botar as mãos no petróleo venezuelano. As reservas de petróleo dos USA só duram por mais 8 anos. Os jornais O Globo, Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, revista Veja, TV Band, TV Globo, SBT rádio CBN, apóiam a invasão colombiana.

- Por Cláudio Tognolli, em 5 de março de 2008.

Entenda o que está por trás da invasão do Equador pelo exército colombiano, liderado pelos norte-americanos e o serviço secreto de Israel o Mossad, que matou mais de vinte pessoas entre elas o porta-voz das Farc que negociava a libertação de reféns.

1 - Não é a primeira vez que O governo colombiano entra em conflito com as Farc.

2 - Não é a primeira vez que UM governo colombiano entra em conflito com as Farc.

3 - Não é a primeira vez que as Farc entram em território do Equador, Brasil e Venezuela para se proteger e/ou abastecer, sem o conhecimento e o consentimento de seus respectivos governos.

4 - MAS É a primeira vez que o governo colombiano invade território estrangeiro para eliminar tropas das Farc.

5 - Por que agora? Qual a urgência? Por que justamente o líder das Farc mais favorável ao diálogo e aquele que dialogava com a França e com Chávez para a libertação dos reféns?

6 - Até agora, quem mentiu foi o governo colombiano. Disse que havia entrado no Equador em perseguição a uma coluna das Farc em fuga e reagido a tiros daquela. O que se viu no sítio foram sinais de execução de guerrilheiros que dormiam (todos estavam usando pijamas) e foram surpreendidos por tropas bem equipadas, inclusive por ataque aéreo, e treinadas para tal. ...

7 - A operação foi ato pensado e refletido e com retaguarda política de peso. Não havia justificativa para este extremo. As Farc de longe não têm poder para desafiar o governo. O governo não fazia operação para libertar reféns ou ganhar território. Era para eliminar liderança.

8 - Uribe vinha sendo seguidamente colocado contra a parede com as negociações entre Chávez, as Farc e o governo francês. Tinha que engolir o que não queria fazer. Encontrou um meio de acabar com isto em alto estilo. E os EUA? Mantêm Uribe sob proteção.

9 - Além de acabar com sua principal fonte de preocupação ultimamente, as conversações entre as Farc e Chávez, Uribe consegue unir o país em torno de si em momento de crise e retoma sua principal plataforma política, que é a solução militar contra as Farc.

10 - De quebra, pode eliminar também uma futura concorrente política, Ingrid betancourt, que poderia ser libertada e lhe fazer frente, com legitimidade para apresentar-se capaz de bancar um acordo político com as Farc, anulando a principal plataforma de campanha de Uribe.

11 - Os EUA têm na Colômbia de Uribe seu único porto seguro na América do Sul. Ver o aliado enfraquecido não é bom. Um acordo de paz com as Farc também não é bom. Retira dos EUA sua desculpa para permanecer na Colômbia...

12 - A crise política entre as nações é uma mão na roda para os EUA. Provoca instabilidade, torna Uribe ainda mais dependente dos americanos e é desculpa para reforçar sua presença no continente.

13 - O alvo principal dos americanos é a Venezuela. Os americanos não dão a mínima para a coca da Colômbia. Dependendo do desenrolar da crise, os americanos podem achar o que procuravam há muito para eliminar Chávez.

14 - Cabe ao governo brasileiro diagnosticar bem a situação e posicionar-se como mediador e tentar anular o passo americano. É uma grande oportunidade de exercer liderança. Nada de declarações apressadas. O momento é de conversa de bastidor...

Veja abaixo um trecho de texto de uma matéria da conceituada revista norte-americana Newsweek onde fala sobre um relatório da inteligência do Departamento de Defesa dos USA que diz que o Uribe, presidente da Colômbia, tinha e tem envolvimento com os narcotraficantes...continua...

As mídias do Brasil tentam fazer a gente aceitar que as Farc é que são ligadas aos traficantes da Colômbia. (quem for alienado que acredite)

“Da lista negra para uma lista
Uma vez julgado como mau garoto, Uribe é agora um aliado superior.

por Joseph Contreras e Steven Ambrus Newsweek

Edição de 9 de agosto de 2004

Um relatório da inteligência do Departamento de Defesa, datado setembro 1991, que era secreto, mas foi liberado para o público, indica quem é quem no comércio da cocaína da Colômbia.

A lista inclui o mestre do cartel de Medellin, Pablo Escobar, e mais de outros 100 entre assassinos, traficantes e advogados contratados pelo tráfico. No documento na página 82 diz: “Alvaro Uribe Vélez -- um político e senador colombiano se dedicou à colaboração com o cartel de Medellin em níveis elevados do governo.

Uribe foi ligado a um negócio envolvido em atividades do narcotráfico nos Estados Unidos.…. Uribe trabalhou para o cartel de Medellin e é um amigo pessoal próximo de Pablo Escobar Gaviria. “Escobar morreu em uma invasão pela polícia em 1993 . Dois anos atrás nesta semana, Uribe se tornou presidente da Colômbia...

Washington o ama. (The list was obtained by the National Security Archive, an independent U.S. research group.) (…)"

Os USA estão pouco se lixando para o narcotráfico e para as Farc. O objetivo deles é matar o Chávez para botar as mãos no petróleo venezuelano. As reservas de petróleo dos USA só duram por mais 8 anos.

Os jornais O Globo, Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, revista Veja, TV Band, TV Globo, SBT rádio CBN, apóiam a invasão colombiana.

Quase todas essas mídias que citei acima trazem hoje como manchete o " suposto" e inverossímil envio para as Farc pelo Chávez de U$ 300 milhões de dólares, (INVENCIONICE) TUDO NÃO PASSA DE uma tentativa de desviar o foco dos leitores da questão principal que é a invasão de um país por outro o que é gravíssimo.

Tudo o que está escrito aqui, legitima tudo o que o Chávez vem fazendo para proteger a Venezuela, seu povo, se proteger e proteger a América do Sul dos USA...
http://www.newsweek.com/id/54793

Pergunto:
Se a Venezuela não tivesse petróleo será que os USA estariam de briga com o Chávez? NÃO.

Será que se o Afeganistão, Iraque e Irã não tivessem jazidas de petróleo e gás os USA, mesmo assim, teriam arrumado encrenca com esses países? NÃO.

A Arábia Saudita, que tem a maior jazida de petróleo fino do mundo e que é um dos aliados dos USA, e que é uma ditadura deveria também ser invadida pelos USA? Pela lógica acima = SIM.

Ultimamente os USA têm se relacionado como aliado ou inimigo de países que têm jazidas de petróleo e gás? Como aliado, lógico. Será coincidência?

Será que os interesses dos USA são os mesmos da Colômbia e da América do Sul?


Vejam abaixo, trecho do livro da biografia não autorizada do Uribe, feita pelo mesmo jornalista da Newsweek da matéria acima:

Uribe, o narcotraficante

O pai de Álvaro Uribe Velez, Alberto Uribe Sierra, foi narcotraficante detido com o objectivo de o extraditar para os Estados Unidos em 1982 mas, graças às manipulações de Álvaro Uribe filho, foi posto em liberdade, sendo depois, como o declara o mesmo Álvaro Uribe, morto pelas FARC-EP, assim o dizem, pelas suas acções narcoparamilitares.

O jornalista Joseph Contreras, no seu livro "O Senhor das Sombras", "Biografia de Álvaro Uribe", disse que é bem conhecido que o helicóptero que trasladou o cadáver de Alberto Uribe, pai do actual Presidente da oligarquia colombiana, da herdade familiar até Medellin era um aparelho que do Cartel de Medellin, de Pedro Escobar", especificamente.

Ao enterro do fazendeiro, segundo o jornalista Fábio Castillo, assistiu o então Presidente da Republica, Belisário Betancourt Cuartas e uma boa parte da nata da sociedade antioquenha, no meio de velados protestos dos que conheciam os vínculos de Uribe Sierra com a cocaína.

Algum tempo depois o helicóptero Huges 500 de matrícula colombiana HK2704X, propriedade da família de Álvaro Uribe, foi encontrado no maior laboratório de cocaína descoberto na Colômbia, chamado "Traquilandia". Ao ser interrogado sobre o assunto, Uribe, visivelmente acabrunhado, respondeu com a desculpa infantil, que tinham perdido o aparelhito e que se tinham esquecido de participar o desaparecimento.

O mais espantoso (e perigoso) para nós brasileiros é ver grande parte da mídia (GLOBO - SBT - BAND - ESTADÃO - VEJA - FOLHA) apoiarem essa invasão. Prova de que essas "organizações midiáticas" estão atreladas de forma "UNDERSECRET" ao Governo dos Estados Unidos.

Se quiser mais informação deste "narcotraficante e pelego do governo do Her Bush" leia a biografia não autorizada com 260 páginas, que é o resultado do trabalho de investigação de Joseph Contreras, correspondente da revista. Newsweek. Clicando aqui.
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quarta-feira, 5 de março de 2008

Aos doutrinados pela mídia corporativa: Perguntas que não querem calar

Quando você se assume como sendo de "esquerda", isto significa, ao menos no meu caso, que você luta pelo paz, pelo humanismo, pela justiça social, pelos direitos iguais, pelo fim da exploração do homem pelo homem, pelo respeito às leis (desde que justas e igualitárias), pelo fim do racismo, do preconceito, da homofobia, do chauvinismo machista, do fanatismo (religioso e ideológico), entre outras coisas.

E daí, obviamente, você vai se alinhar a outras pessoas que também lutam pela mesma coisa ou que, pelo menos, lutam pelo maior número possível de itens da sua lista particular. Nem sempre todos os esquerdistas lutam exatamente pelos mesmos ideais ou concordam sobre qual é a melhor forma de conquistá-los. Mas, em linhas gerais, existe um consenso de que quem é de esquerda é progressista e libertário.

A partir do momento que você assume publicamente essa posição, começa imediatamente a ser "questionado" pelos doutrinados pela mídia corporativa de direita, que busca o lucro acima de tudo e de todos e está alinhada sempre ao que há de mais reacionário, conservador e intolerante. Essas pessoas, em sua raiva cega e sem sentido, não percebem o quanto são incoerentes e obtusas.

Mas agora é a minha vez de questionar esse pessoal com algumas perguntas básicas. Vamos ver se algum deles se manifesta. Se bem que eu duvido muito, afinal, nunca encontrei alguém que tenha coragem de se assumir como sendo de direita...

1) Por que vocês vivem indignados com o regime socialista de Cuba e sua suposta "falta de liberdade", mas não dirigem sua raiva a regimes muito mais selvagens e totalitários que o cubano, como os da Arábia Saudita ou do Kuwait, por exemplo? Será que é porque a mídia que vocês consomem nunca contou que esses países são governados por verdadeiros "faraós" que dominam a população com mão de ferro e praticam os piores tipos de perseguição política? Será que é porque esses países são aliados de primeira linha dos EUA, cuja doutrina imperialista dita o que a mídia corporativa mundial deve ou não divulgar, condenar, denunciar ou esconder?

2) Por que vocês estrebucham em feridas quando lembram das execuções cometidas pelo regime cubano contra criminosos julgados e condenados juridicamente, mas não soltam um pio em relação às execuções cometidas até hoje nos EUA da mesma forma? Bush Jr., por exemplo, foi o rei das execuções quando governou o Texas. Ele pode e o Fidel não pode? Por que essa indignação seletiva?

3) Por que todos vocês chamam Hugo Chávez de "ditador" mesmo sabendo que ele foi ELEITO por voto democrático pela maioria absoluta de seu país por nada menos que três vezes, sendo aprovado inclusive em um plebiscito no meio do primeiro mandato? Será que é porque Chávez é contra o imperialismo dos EUA e luta pra proteger os interesses da nação dele, ao contrário do que faziam os governantes antes dele, que vendiam a preço de banana as reservas do país e deixavam a maioria da população na maior miséria?

4) Por que vocês não chamam de ditador Pervez Musharraf, que chegou ao poder no Paquistão depois de um golpe militar em 1999 e massacra e prende qualquer pessoa que ouse ir contra seu governo? Será que é porque Musharraf é favorável às políticas imperialistas dos EUA e deixa seu país ser usado como base pelo exército estadunidense?

5) Por que vocês têm ódio da FARC, que é uma guerrilha que realmente usa de práticas condenáveis como o sequestro, mas adoram o Álvaro Uribe, que era aliado de narcotraficantes como Pablo Escobar, tem a seu serviço milícias para-militares que assassinam sindicalistas e serve com capacho de Bush Jr. para usar a Colômbia como quintal de seus interesses nada nobres na região?

6) Por que vocês têm orgasmos toda vez que algum petista ou esquerdista é linchado publicamente pela mídia, sem qualquer prova ou direito de resposta, mas ficam revoltados quando o mesmo acontece com algum parente ou amigo de vocês?

7) Vocês protestam o tempo todo contra a suposta "falta de liberdade" em Cuba, mas se amanhã rolar um novo golpe militar no Brasil e Lula for derrubado, não vão vibrar quando derem a ordem de "prender e arrebentar" essa corja de petistas, lulistas e esquerdistas em geral? Em 1964 foi assim. Os mesmos que xingavam a revolução cubana e a dita falta de democracia deles, batiam palmas para os milicos na rua, para as prisões, torturas, perseguições políticas, assassinatos e desaparecimento dos corpos, não é mesmo?

8) Vocês dizem que em Cuba o povo não pode pegar um avião e ir para a Europa. Poder, eles podem, só que lá ninguém tem dinheiro para fazer isso. Já aqui no Brasil, terra da liberdade, qualquer um pode ir para a Europa a hora que quiser, certo? Ah, não pode? Por que será, hein?

9) Ok, confesso que eu não tenho medo de dizer que admiro pessoas como Che Guevara, Ghandi, Olga Benário, Fidel, Lennon, Chomsky, Ramonet, Lenin, Marighella, Lamarca, Mino Carta, Vladmir Herzog e muitas outras figuras que, sim, são controversas, mas ao menos lutaram e lutam por um mundo mais justo e igualitário. E vocês? Têm coragem mesmo de se alinhar a gente como delegado Fleury, coronel Ubiratan, Mussolini, Hitler, Jorge Bornhausen, ACM, Garrastazu Médici, Pinochet, Bush Jr., Geisel, Carlos Lacerda, Uribe e outros figurões da extrema-direita, que faziam e fazem seu serviço covarde e sujo em nome da manutenção dos privilégios de meia-dúzia de podres de rico?

Bom, eu poderia fazer muitas outras perguntas, mas vou parar por aqui.
Vamos ver se alguém se manifesta de forma coerente, sem apelar para os velhos clichés do anti-esquerdismo midiático de sempre...
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terça-feira, 4 de março de 2008

Deu na Newsweek: Uribe entre os 100 aliados do traficante Pablo Escobar



Vejam o que diz a revista Newsweek estadunidense (portanto, não é do PT nem comunista, certo?) sobre o atual presidente da Colombia, Álvaro Uribe, o novo queridinho da direita internacional....

Para quem não entende inglês:
"DA LISTA NEGRA PARA A LISTA A"
Outrora rotulado de vilão, Uribe é agora um aliado de primeira (dos EUA)

A matéria cita Uribe entre os 100 mais importantes capangas, assassinos, traficantes e advogados obscuros que trabalham para o traficante Pablo Escobar. A lista é do Departamento de Defesa dos EUA...

BLACKLIST TO THE A LIST
ONCE DEEMED A BAD GUY, URIBE IS NOW A TOP ALLY

By JOSEPH CONTRERAS AND STEVEN AMBRUS - NEWSWEEK

Clique aqui para ler a matéria original em inglês.
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Morrendo pela boca... Diretor de "Tropa de Elite" é clone do Cap. Nascimento!

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Quanto mais tenta defender seu filme, mais o diretor José Padilha expõe seu lado "Capitão Nascimento".

Incapaz de aceitar críticas negativas, o cineasta agora está apelando para o preconceito puro e simples para tentar desqualificar qualquer um que acuse seu filme de ser fascista.

Ter ganho um prêmio no festival de Berlim e um monte de dinheiro parece não satisfazer o sujeito, que faz questão de ficar explicando seu filme a toda hora e xingando aqueles que não o apreciaram.

E, convenhamos, não existe nada mais ridículo do que um artista "explicando" sua obra. Ela não deveria falar por si mesma? Se o cara tem que ficar o tempo todo explicando e defendendo seu trabalho ou atacando quem o critica, então é porque algo deu muito errado, não é mesmo?

Sua última pérola está na capa da revista de mulher pelada "Playboy". Confiram: "O cara escreve que Tropa de Elite é fascista e depois acende um baseado".

Bom, pra começar, não pensem que eu acho que ele disse isso pra mim. Não passo de um humilde blogueiro e crítico-spam insignificante. Também não vesti a carapuça, pois nem todo mundo que diz que "Tropa de Elite" é fascista fuma um baseado.

Eu, por exemplo, não fumo. Prefiro tomar uma caipirinha de cachaça, uma cerveja ou um vinhozinho. Não por moralismo, mas porque não me dou bem com cigarros e também porque não consumo drogas ilícitas - embora seja favorável à liberação de todas as drogas.

Também não entendi a lógica do cineasta. Quem fuma maconha não pode considerar seu filme fascista? Só porque o cara optou por usar uma droga ilícita ele não pode sentir repulsa pela obra do Padilha, que em última instância glorifica a tortura e a violência praticadas pelos "heróis" do filme?

Ah, entendi. O cara quer dizer que quem usa drogas proibidas e achou seu filme fascista é um hipócrita. Isso signifca que, seguindo a lógica brilhante do cineasta, todo mundo que fuma maconha ou cheira cocaína deve, automaticamente, ser a favor do "prendo e arrebento" e se emocionar com as sessões de tortura praticadas pelo Capitão Nascimento e sua gangue!

Inacreditável. O pensamento desse cidadão é de uma pobreza e de um reducionismo de dar dó. Não é à toa, portanto, que o filme "Tropa de Elite" é um produto tão desprezível, tosco e mal conduzido. E quanto mais abre a boca para atacar os críticos ou "explicar" sua obra, mais isso fica evidente.

Chega a ser patético! Depois quando a gente diz que sua obra é fascista ainda tem gente que reclama...

P.S.: O comentário abaixo foi postado no meu texto sobre "Porque considero Tropa de Elite fascista" no site da revista Fórum:

"MARCO - 4/3/2008 11:43:00
Como se alguma brutalidade fisica resolvesse algo.
Queria dizer que concordo com o Andre Lux. Fazem filmes, documentarios como um produto de vendas no qual lucram em cima da miseria e violencia. Pergunto: No faturamento do filme algum numero foi repassado ao povo da comunidade em forma de projeto ou algo do tipo? Por que a violencia na qual usam contra a comunidade nao ha preco que pague! So o que eu vi foi o diretor do filme faturar e ganhar um premio la fora.
O que mais me espanta sao as pessoas assintirem o filme e achar que a policia vai mudar o problema do trafico no pais. A policia somente tarda ele, ou lapida o mesmo. Consciencia seria a palavra certa que o Andre Lux se referiu ao contexto do filme.
Um grande abraco a todos.

(obs: perdoa a falta de acentuacao, pois meu teclado esta desconfigurado)"

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DVD: "Blade Runner" (The Final Cut)

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FUTURO DO PRESENTE

Filme mostra sociedade neoliberal dominada por megacorporação que fabricam clones para serem usados como escravos. Mais atual, impossível.


- por André Lux, crítico-spam

É praticamente impossível analisar um filme como “Blade Runner” de maneira objetiva. Primeiro, porque ele tem sido objeto de escrutínio de críticos, especialistas e apreciadores há décadas. Segundo, porque existem dezenas de versões do filme, algumas radicalmente diferentes umas das outras – com e sem narração, com e sem final feliz, com e sem unicórnio, etc. E, dependendo de qual dessas versões você viu primeiro, sua compreensão e sentimentos em relação ao filme podem mudar completamente.

Agora, 26 anos após seu lançamento nos cinemas, o filme de Ridley Scott volta à cena graças ao lançamento da “Versão Final” (Final Cut) engendrada pelo próprio diretor, a qual seria a versão definitiva de “Blade Runner”. Assim, muita gente que detonou o filme na época, hoje se aproveita do status de cult que cerca o filme para se redimir, dizendo que ele só merece sua apreciação agora, depois que tiraram a narração do protagonista e coisas do gênero. Mas não é bem assim e muita gente se gaba atualmente de entender muita coisa só porque já havia assistido à versão antiga com a narração - que era realmente ruim.

Eu, por exemplo, vi “Blade Runner” pela primeira vez em um VHS pirata, por volta de 1984 quando tinha no máximo 14 anos. Nem preciso dizer que não gostei do filme. Naquela época, filme de ficção científica para mim tinha que ser sinônimo de “Star Wars”, ainda mais com Harrison Ford no elenco. Obviamente não estava preparado para entrar no clima noir existencialista da obra. E, convenhamos, o ridículo título “O Caçador de Andróides” que deram ao filme aqui no Brasil não ajudava em nada.

Mas, mesmo não tendo gostado nem entendido, ele ficou na minha cabeça desde então. Talvez pela grandiosidade dos efeitos visuais (que ainda impressionam), pela fotografia revolucionária de Jordan Cronenweth (que gera imitações até hoje), pela música inspirada de Vangelis, pela atuação impecável de todo o elenco (especialmente Rutger Hauer como o replicante Roy Batty) ou pela descrição de um futuro possível para a humanidade (do qual estamos cada vez mais próximos, infelizmente).



A verdade é que “Blade Runner” era um filme muito à frente de seu tempo – o que, na opinião do diretor Ridley Scott, é algo tão ruim quanto estar atrasado no tempo. A visão totalmente sombria de um futuro distópico, onde o planeta foi reduzido a uma terra arrasada sob constante chuva ácida e os animais já estavam extintos, não agradou a platéia daquela época, acostumada com uma leitura mais agradável do futuro da humanidade.



Além disso, Scott estava também à frente do tempo ao mostrar de forma crítica uma sociedade neoliberal ao extremo, completamente dominada por megacorporações, onde o Estado praticamente só existe na forma de polícia e a maioria da população perambula pelas ruas poluídas e congestionadas sem esperança, enquanto os ricos já foram colonizar outros planetas. 

Uma sociedade na qual a cereja do bolo é a Tyrell Corporation, especializada na produção de “replicantes” para uso fora da Terra – que nada mais são do que clones humanos, fabricados para realizar trabalho escravo em operações militares, serviços domésticos ou sexuais nas colônias habitadas pelos privilegiados. Como se vê, o filme está mais atual do que nunca.



O interessante, porém, é entender que “Blade Runner” resultou de uma produção extremamente complicada e conturbada. Não havia nem mesmo consenso entre os realizadores a respeito do roteiro a ser seguido, que foi vagamente inspirado no livro “Do Androids Dream of Eletrical Sheep?”, de Phillip K. Dick. O diretor Scott trabalhou no filme como um verdadeiro artista, que muda o tom e o rumo da obra à medida que novas inspirações surgiam em sua mente, fator que deixava toda sua equipe e, principalmente, os executivos do estúdio de cabelos em pé.



A mais famosa controvérsia, que gera polêmica até hoje, é: será que Deckard é também um replicante? Nem mesmo os membros da equipe de produção e do elenco de “Blade Runner” chegam a conclusões iguais nesse tópico, embora seja fato que Scott tenha coberto o filme de dicas que levam a crer que o detetive era realmente um replicante. 

Reparem que ele também possui dezenas de fotos espalhadas pelo seu piano, seus olhos brilham na cena anterior ao sexo com Rachel (Sean Young), a fala “Você fez um trabalho de homem” proferida por Gaff (Edward James Olmos) ao final e, claro, o sonho com o unicórnio cujo arco se completa na última cena com o origami deixado pelo mesmo Gaff em seu apartamento. 

Muitas dessas dicas são extremamente sutis e propositalmente dúbias, sendo que algumas só fazem sentido e se encaixam na “Versão Final” que traz várias cenas restauradas e lima a narração do protagonista (que, como toda voz em off tosca, não condiz com as atitudes dele).



Particularmente, “Blade Runner” só faz sentido e eleva seu valor se Rick Deckard for mesmo um replicante. A partir do mundo do futuro visualizado por Scott, onde as pessoas são cada vez mais desumanas, miseráveis e apáticas, só mesmo um replicante com implante de memória (ou seja, que não sabe da sua verdadeira condição) pode redimir a humanidade desenvolvendo emoções e valores que já não existem mais naquela sociedade. Sob esse aspecto, o arco vivido por Deckard ao longo do filme serve como um alerta em relação ao tipo de sociedade que construímos e ao mundo que estamos deixando para as futuras gerações.

E, à medida que nos aproximamos do futuro de “Blade Runner”, percebemos o quanto tudo fica mais parecido com o que é retratado no filme. Aquecimento global, poluição, superpopulação, escassez de água e combustíveis, extinção de animais, consumismo desenfreado e o domínio de megacorporações sobre os Estados são apenas alguns dos fatores que estão deixando as pessoas cada vez mais desumanas, apáticas e sem esperança em um mundo que caminha para a autodestruição a passos largos.



A única diferença em relação ao filme é que ainda não existem colônias fora da Terra. Portanto, quando o futuro de “Blade Runner” virar presente, todos vão sofrer as conseqüências...

Cotação: * * * * *
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