terça-feira, 5 de agosto de 2008

Filme: "Batman - O Cavaleiro das Trevas"

MELHOR, MAS NEM TANTO

Filme não chega a ser essa obra-prima toda que estão dizendo. Não que seja ruim. Mas está distante do quadrinho de Frank Miller, no qual é supostamente inspirado.

- por André Lux, crítico-spam

Eu fui um dos que não ficaram muito entusiasmados com a nova leitura do personagem proposta pelo diretor Christopher Nolan em “Batman Begins” (leia aqui minha análise). Ok, o filme tinha muitas qualidades e era realmente superior aos de Tim Burton e Joel Schumacher (que variavam do medíocre ao puramente grotesco). Só que esbarrei também em vários problemas que depunham contra ele.

Parte desses defeitos foi solucionada em “O Cavaleiro das Trevas”, o que torna a continuação bem mais satisfatória. Assim, diferente do primeiro filme, o desenho de produção hiper-realista mantém-se coerente durante toda a projeção e as perseguições e lutas exageradas dão lugar a seqüências menos mirabolantes e bem mais verossímeis.

Ajuda muito também a caracterização perfeita do diabólico Coringa, que é literalmente encarnado por Heath Ledger, um ator que até então nunca convenceu. Coitado, foi morrer logo quando finalmente demonstrou talento! O tênue limite entre a loucura e a obsessão sugerido no relacionamento entre ele e o Batman é bem orquestrado e chega a perturbar. Assim como a ascensão e queda do promotor Harvey Dent (o carismático Aaron Eckhart), embora sua caracterização como o “Duas Caras” tenha ficado um pouco exagerada e sua mudança de comportamento não seja plenamente justificada no roteiro.

Mas, infelizmente, nem tudo são flores. Vários dos problemas do filme original não foram solucionados e outros foram adicionados. Chrstian Bale continua neutro como Bruce Wayne e, ao vestir a fantasia do homem-morcego, insiste em usar aquela voz de “machão nervoso sussurante” totalmente inconvincente e por vezes ridícula - principalmente quando ele está conversando com alguém que já conhece a sua identidade secreta! E, ainda que tenham tentado criar uma roupa mais leve e flexível, o Batman continua duro e pesado, forçando suas cenas de luta a serem truncadas na edição para esconder esse fato.

A trilha musical de Hans Zimmer e James Newton Howard (cujos "estilos" de composição não casam) até funciona com as imagens, mas é óbvia, pesada demais, sem nuances e não acrescenta nada ao drama dos personagens. Pelo contrário.

Não entendi também porque trocaram a sem graça Katie Holmes do original pela esquisita e igualmente sem graça Maggie Gillenhall. Isso é uma burrice que nunca funcionou em qualquer outro filme. Deveriam ter mantido a mesma atriz, inventado outra personagem para servir de interesse romântico ou, já que iam trocar mesmo, escolher uma atriz mais bonita e carismática para compensar. Do jeito que ficou não faz sentido e ainda atrapalha o resultado final.

Também não gostei nem um pouco da bat-moto, que em várias cenas balança perigosamente e parecia ser bem lenta e difícil de manobrar (o que não conseguem esconder nem apelando para uma montagem rápida das tomadas!). Até ele usá-la em uma emergência, vá lá. Mas depois, quando tem que correr contra o relógio de um lado para o outro para salvar vidas, não cola.

Sei que vão me chamar de mal-humorado, mas tudo bem. Não tenho como mudar minha opinião sobre o filme por causa do que outros pensam dela. Eu queria muito gostar de “O Cavaleiro das Trevas”, mas no final das contas, o filme não chega a ser essa obra-prima toda que os profissionais da opinião estão dizendo. Não que seja ruim, longe disso. Mas ainda está distante do quadrinho de Frank Miller, no qual é supostamente inspirado.

Cotação: * * * 1/2

8 comentários:

leonardo disse...

Essa opinião só mostra que vc não entende nada de cinema andré.Dizer que era melhor colocar uma atriz mais bonita no filme só mostra que vc não está nem ai para interpretação e só pensa em beleza(logo vc que se diz tão indepedente), e mostra também que vc é uma das pessoas que não entederam o filme, e geralmente que alguém não entende um filme, começa a falar mal simplemeste por falar, o filme é ótimo, um dos melhores filmes do ano, pois não é apenas uma aventura, também tem conteúdo.Só um detalhe:Pode parecer estranho bruce wayne mudar a voz quando está fantasiado de batman, mas é uma maneira de tantar esconder a identidade, vc queria que ele continuasse usando a voz de bruce wayne?

ricardo disse...

André é estranho ver voce criticar um filme da qualidade de batman e elogiar "obras primas" como star wars e indiana jones.É como voçe mesmo diz:Cada um tem sua uma opinião diferente.Percebe-se na sua critica que voçê está de muito mal humor, e ela não tem nada de opinião cinematográfica, é apenas uma opinião comum, sem a maior relevancia.

André Lux disse...

Santa intolerância, Batman! :-D

Jamal - bosch disse...

E.. sem duvida o seu comentario André, e de pura ignorancia.
Nao e pegar um quadrinho e fazer dele um filme sem mexer em nada! Nao e possivel, pois o ano do quadrinho nao e o msm do filme, por isso tem as suas adaptaçoes!
Na minha opniao, todos os filmes tem seus erros, maa sao irelevantes perto da cenas que vi nesse filme, posso dizer cm toda certeza, que foi um filme exelente, pra ninguem por defeito!

André Lux disse...

Jamal, discordo da sua opinião sobre o filme em questão, mas nem por isso te acho ignorante.

Abraços.

Anônimo disse...

Não trocaram não bicho!

Ela se recusou a assinar o contrato para a continuação.
Preferiu sair e atuar em uma comédia cujas gravações se deram na mesma época em O CAVALEIRO dAS TREVAS foi filmado.

Mas rapaz!! E voce ainda achando que o diretor NOLAN seria capaz disso?

Diga JOSÉ SERRA !!!!!!!!

Ecristio disse...

André... acho que você foi um tanto ríspido com o filme heheh!! Acontece... apenas discordo, não vejo ignorância até então não! O nome igual ao do quadrinho causou essa confusão mesmo, mas não tem nada a ver com o quadrinho de Miller! Bebeu em várias sagas como o longo dia das bruxas, entre outras!! Até!

Alexandre Figueiredo disse...

Lógico que não é uma obra prima. Porém é o melhor filme de Batman até então. E o Heath Ledger é o Coringa definitivo. Dificilmente será superado.

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