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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Filmes: "Deixe-me Entrar"

UMA GRATA SURPRESA

Filme serve também de alerta para pais que não dão aos filhos a atenção necessária nesse mundo cada vez mais violento e individualista

- por André Lux, crítico-spam

O diretor Matt Reeves confirma seu talento para o gênero terror e suspense com o ótimo “Deixe-me Entrar”, que é uma refilmagem de um filme sueco de 2008. 

Totalmente diferente do sua obra anterior, “Cloverfield”, que possuía a estética frenética de algo que havia sido filmado durante a ação por um dos protagonista, “Deixe-me Entrar” é lento e investe na construção do suspense em cada fotograma, emoldurado por enquadramentos muito bem feitos.

A história gira em torno de duas crianças, sendo uma delas um vampiro, que iniciam uma amizade inusitada. Os atores mirins Kodi Smit-McPhee (do assustador “A Estrada”) e Chloe Moretz dão um show a parte em atuações precisas e muito bem dirigidas por Reeves. 

A luta pela aceitação é o tema básico do filme, já que ambas crianças tem dificuldade imensa em se inserir no mundo que as cerca. Uma delas é atormentada pela violência latente de um grupo de valentões no colégio e sofre também com o divórcio dos pais. A mãe, além de fanática religiosa, é totalmente ausente (ao ponto de nem vermos seu rosto durante o filme todo) fator que apenas aumenta ainda mais as inseguranças da criança.

A outra é uma criatura que vive em corpo de criança mas tem idade muito acima das aparências e necessita de sangue humano para viver. Aos poucos, vai nascendo uma amizade entre ambos, enquanto eventos trágicos vão se acumulando durante a projeção. 

Apesar de ser sobre vampiros, o filme não prioriza as cenas de violência ou de efeitos sanguinolentos, preferindo investir num clima sombrio e trágico, que vai aumentando à medida que a trama avança – no que a trilha musical discreta e assombrosa de Michael Giacchino ajuda muito.

Num gênero que caminha a passos largos para a saturação, “Deixe-me Entrar” é uma grata surpresa e serve também de alerta para pais e mães que não dão aos filhos a atenção necessária para garantir sua proteção nesse mundo cada vez mais violento e individualista no qual vivemos.

Cotação: * * * *

2 comentários:

Marcus Valerio XR disse...

Isso sim, foi uma bela crítica, para um belíssimo filme.

Aliás, se tornou um de meus favoritos, e considero-o bem melhor à versão sueca original.

A estética é tão bem feita e tudo tão comovente, que o fato dos assassinatos seriais e toda a tragédia subjacente fica quase esquecida diante do brilho do relacionamento entre os personagens.

Anônimo disse...

Esse é um remake, eu assisti ao original e gostei bastante.

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