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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Filmes: "Sherlock Holmes"

SHERLOCK COM LUTINHAS

Perto dessa porcaria barulhenta e idiota, até aquele filminho simpático que brincava de mostrar um Sherlock Holmes jovem parece ser uma obra prima.

- Por André Lux, crítico-spam

Toda vez que alguém anuncia que vai “modernizar” uma obra clássica, eu corro para um abrigo. É sinal de bomba na certa. Não poderia ser diferente com esse “Sherlock Holmes”, cujas semelhanças com o personagem imortal criado por Arthur Conan Doyle terminam no título.

Sinceramente, não há muito que dizer desse filme, cuja definição feita por minha esposa é perfeita: “Sherlock Holmes com lutinhas”. A história é risível e absurda ao extremo (mistura rituais de magia negra e seitas malucas com delírios de dominação mundial de um vilão que parece ter saído direto de algum episódio do “Jaspion”). 

A cada quinze minutos o roteiro dá uma brecada para os protagonistas saírem desferindo golpes de artes marciais em qualquer um que apareça na frente. E a maioria das sacadas dedutivas de Holmes parecem mais coisa de paranormal do que frutos de uma mente aguda!

A direção do outrora promissor Guy Ritchie (dos superestimados “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” e “Snatch – Porcos e Diamantes”) é banal e abusa de efeitos de montagem pseudo-espertos que só vão impressionar quem nunca assistiu a “Matrix” ou a qualquer uma de suas imitações. 

Não ajuda em nada a atuação do insuportável Robert Downey Jr., um atorzinho arrogante e metido a besta que, com sua empáfia perene, só consegue passar a impressão de estar entediado o tempo todo. A única vez que esse sujeito esteve perto de representar um ser humano foi em “Chaplin” e olhe lá.


Sherlock, o lutador
Jude Law, como Watson, e a bela Rachel McAdams não têm o que fazer, exceto servir de escada para piadas sem graça (como as insinuações homossexuais entre Holmes e Watson dignas de um quadro do grotesco "Zorra Total" da TV Globo) e também demonstrarem perícia em kung-fu. 

O que dizer então da “música” composta pelo abominável Hans Zimmer? Faltam-me adjetivos, mas acho que “ridícula” e “sutil como um rinoceronte correndo numa loja de cristais” servem bem para defini-la. Sem dizer que, como sempre, ele copia, nota por nota e sem qualquer pudor, faixas de trilhas clássicas do mestre Ennio Morricone!

Perto dessa porcaria barulhenta e idiota, até aquele filminho simpático que brincava de mostrar um Sherlock Holmes jovem (“O Enigma da Pirâmide”) parece ser uma obra prima da sétima arte. 

Pior é que o final deixa aberto a possibilidade de uma continuação. Quado ela chegar, façam como eu: fujam para o abrigo mais próximo!

Cotação: *

10 comentários:

Magali disse...

André, venho te acompanhando há mais ou menos dois meses, e nunca comentei nada (acho). Agora, só pra constar: ri muito com o seu texto, está muito divertido. E olha que me fazer rir é difícil, viu? Um grande abraço.

Cybershark disse...

Vi o trailer, que tem pinta de "Conan Doyle encontra Jerry Bruckheimer". Não pretendo assistir tão cedo...

cappacete disse...

Parece que a trilogia "Bourne" dominou todo o cinema, primeiro foi o James Bond, agora é Sherlock Holmes, daqui a pouco eles vão fazer uma versão de Jesus Cristo dando porrada geral e explodindo tudo. Não vi, não vou ver e não gostei!

Ciralus disse...

Que pena!!! Adoro Holmes, achei que o filme fosse ser bom. Só fico feliz de ter sido prevenida pelo seu comentário. Kung Fu me deixou chocada!

Christian disse...

Pegando carona no comentário do Cappacete, a hora que você tiver um tempo dá uma olhada nisso:

http://www.youtube.com/watch?v=zsvemLYpOq4

Crucify THIS!

lola aronovich disse...

Dessa vez nós concordamos: o filme é uma bomba! Mas incrível como tem gente que adorou, né? Não sei, tem que ser muito fã do Sherlock Holmes, do Guy Ritchie ou das lutinhas do gênero pra gostar. E lógico que vai ter sequência! Ah, só discordo do que vc diz do Robert Downey Jr. Eu em geral gosto dele, e acho que o problema maior de Sherlock não é ele, mas o roteiro e a direção estilosa. Um tédio só.

Tati disse...

O filme é muito bom, e mostra o que ficou subentendido nos livros, nos faz enxergar que tipo de personalidade realmente tinha Sherlock Holmes, um homem egoista e excentrico.

Pedro disse...

Filmaço! Quem não gostou é porque nao entendeu nada. Na boa André, sua esposa nao entende nada de cinema.

Anônimo disse...

Se o cinema retrata a vida no homem como ele a conhece de alguma forma que seja... não acredito que exista esta história de entender de cinema e achar que tem licensa pra falar o que vêm na cabeça achando certo fazê-lo xD

Diego disse...

concordo com a análise, meu amigo. Mas tu me fez o desfavor de citar aquele filme do jovem Sherlock, que até então eu não tinha ouvido falar. Com certeza eu era mais feliz sem saber, rs.

Mas, se olhar o filme apenas como um filme de ação, ignorando ser uma tentativa de fazer um filme do SH, aí vira um filme assistível.

De fato é uma bomba esse filme. Tanto que faço questão de ignorar o 2° filme...

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