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terça-feira, 27 de maio de 2014

Filmes: "X-Men: Dias de um Futuro Esquecido"

QUEIJO SUÍÇO

Se você conseguir desligar o cérebro e esquecer que existiram outros filmes dos X-Men, pode até ser que goste desse novo filme 

- por André Lux, crítico-spam

Gostei muito do primeiro “X-Men”, que foi feito meio às pressas e com um orçamento pequeno para o gênero, fatores que obrigaram o diretor Brian Singer (do ótimo “Os Suspeitos”) a buscar saídas inteligentes para esconder a falta de dinheiro e a focar no desenvolvimento dos personagens, algo raro nesse tipo de produto.

O filme explorou também com maestria a praga do racismo e do preconceito que infesta a raça humana, colocando os mutantes como alvo desse tipo de sentimento, algo que só enriqueceu a trama.

Como fez sucesso, duas continuações e dois filmes solo com o Wolverine vieram e foram progressivamente piores. Como não sabiam mais o que fazer com os personagens originais, decidiram então gerar um daqueles infames prólogos, que mexem com eventos anteriores aos mostrados nos filmes que deram origem à série.

Nasceu então “X-Men: Primeira Classe”, que embora não seja desastroso, não chega aos pés do primeiro filme e ainda por cima bagunçava a mitologia apresentada no início (como sempre fazem esses benditos “prequels”).

Chega agora “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” que tenta ser uma continuação de todos os filmes mostrados anteriormente, inclusive dos do “Wolverine”, ao mesmo tempo que não deixa de ser também um prólogo de tudo que já foi mostrado.

Entendeu? Nem eu.

Não preciso nem dizer que o filme faz pouco sentido e para tentar costurar essa colcha de retalhos imensa apelam para o velho clichê de mandar um dos personagens de volta no tempo, no caso o mesmo Wolverine de sempre que, apesar de participar do filme todo, quase nada faz (e nem usar suas famosas garras metálicas pode, pois volta para quando ainda não havia sido fundido com adamantium).

O filme começa no futuro, quando os mutantes estão à beira da extinção pelas mãos de indestrutíveis robôs criados por um cientista malvado (feito por Peter Dinklage, o anão de “Games of Thrones”, que é desperdiçado num papel tolo) a partir de DNA dos próprios X-Men. A solução inventada pelo Professor X (Patrick Stewart) e Magneto (Ian McKellen) é então mandar alguém para uma época que foi crucial para a produção desses “sentinelas”, no caso 1973.

E a pílula mais difícil de engolir é que a personagem mais importante acaba sendo a Mística que virou meia-irmã do Professor X no “Primeira Classe” e é a chave para os eventos catastróficos do futuro. Essa nova leitura da personagem é bem ridícula, já que nos filmes originais ela não passava de uma capanga boazuda do Magneto sem maior importância. Agora, do nada, vira a perseguida e amada por todas.

O roteiro é também cheio de furos, o maior deles sendo que simplesmente não existia tecnologia em 1973 para fazer aqueles robôs e, se levarmos em conta a cronologia da saga X-Men, levou algo em torno de 50 anos para que as versões finais dos “sentinelas” fossem finalmente colocadas em ação! E como é que o Magneto fez para controlá-los no final? Tudo bem que ele enfiou metal dentro, mas isso no máximo os tornaria marionetes dele, não?

E desde quando a Kitty Pryde consegue mandar “mentes de volta no tempo”? E como é que a "ameaça" mutante só começa a se fazer presente no começo do primeiro "X-Men" se lá em 1973 já estavam todos falando deles abertamente e até foram capazes de prender o Magneto por suspeita de matar o JFK?

Assim como em “Primeira Classe”, a melhor coisa do filme acaba sendo a dupla de atores que interpretam os jovens Professor X e Magneto, feitos por James McAvoy e Michael Fassbender. Embora, verdade seja dita, a maneira como são mostrados na época dos eventos é muito forçada, principalmente o Professor X, que inclusive descobre a cura para a paralisia e depois a esquece.

Não dá pra deixar passar batido o fato de que ele havia sido literalmente desintegrado no final do terceiro filme, mas volta milagrosamente à vida, com o corpo original e tudo, sem que ninguém nem tente esclarecer como isso foi possível (e, sim, eu vi a ceninha no final do “Confronto Final” que mostra ele reencarnando na mente de uma mulher em coma. E daí?).

Tem muitos outros furos imensos na trama e contradições com tudo que foi mostrado antes, então vou parar por aqui para não me estender.

Um ponto que sempre me incomodou na saga dos X-Men no cinema é que foram incapazes de dar aos filmes uma identidade musical coerente através deles. Cada um teve a música composta por diferentes compositores que ignoraram completamente o trabalho de quem veio antes. As únicas exceções foram o 2 e esse novo, ambos com música composta John Ottman (que também é o montador), o qual reusa o tema principal do segundo filme, embora a trilha seja fraca, cheia de cacoetes inventados pelo abominável Hans Zimmer, como a ridícula "Sirene do Inferno" que inventou para "A Origem" e agora é usado em todo santo filme para identificar perigo.

Certamente minha crítica da a impressão que o filme é intragável, mas até que da pra assistir, não chega a ser um desastre também. Consegue até ser um pouco melhor que o "Primeira Classe". Mas, confesso, não consegui deixar de lado todas as incongruências e furos no roteiro e isso estragou completamente qualquer possibilidade de maior engajamento.

A melhor cena acaba sendo quando assistimos a ação do jovem Quicksilver pelo seu ponto de vista. O que levanta outra questão: por que diabos não o levaram junto para o resto da missão? Certamente ele teria ajudado e muito...

Ah, deixa prá lá! Quanto mais eu penso, pior fica. Se você conseguir desligar o cérebro e esquecer que existiram outros filmes dos X-Men, pode até ser que goste desse verdadeiro queijo suíço.

Cotação: * * 1/2


A Liberdade de Expressão nunca servirá de escudo para canalhas

Centenas de brasileiros deram a vida para que o Brasil voltasse a ser uma democracia e para que a liberdade de expressão voltasse a ser garantida para todos.

É por isso que todos nós, que somos verdadeiramente de esquerda e lutamos por justiça social e igualdade, devemos repudiar aqueles canalhas que se envolvem na política apenas para tentar buscar lucros pessoais.

Canalhas que pulam de galho em galho no espectro ideológico e que, ao não terem seus desejos mesquinhos atendidos, procuram se aproveitar desse direito inalienável do ser humano para apunhalar seus ex-aliados pelas costas e tentar destruir a reputação deles, movidos unicamente pelo ódio, pela soberba e pelo rancor.

Pessoas assim devem sentir apenas o peso da Lei. Nada mais.

Calúnia, injúria e difamação são crimes e jamais devem ser confundidos com o direito de criticar um adversário político. Jamais.




sábado, 24 de maio de 2014

Padilha, em Jundiaí: “O Estado de São Paulo tem de recuperar sua importância”.


O ex-ministro Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo do Estado, disse que São Paulo precisa dar um salto de qualidade para poder recuperar a importância econômica perdida nos últimos anos com os sucessivos governos do PSDB.
 
“Precisamos recriar o projeto de desenvolvimento, construir um programa de governo que esteja à altura do estado, com propostas que respeitem cada região”, comentou.
 
Padilha esteve nesta sexta-feira visitando a região de Jundiaí, quando reuniu a militância em plenária no Espaço M, no Clube de Campo.
 
Ele já passou por mais de 100 cidades. “Estou conversando inclusive com aqueles que pensam de maneira diferente, para que nosso programa de governo contemple todas as pessoas”, avisou.


 Governo Alckmin não assume responsabilidades
 
Padilha criticou a falta de ação do governo estadual durante as greves do transporte coletivo, que levaram o caos à capital e outras 11 cidades da região metropolitana.
 
“A postura do governador é não assumir responsabilidade. A greve aconteceu em 12 cidades, e para o Alckmin a culpa foi do prefeito de São Paulo”, comentou.
 
Para a falta de água na Cantareira, a culpa foi da falta de chuva. “A Sabesp lucrou 2 bilhões de reais e não fez as obras necessárias na represa, que vem secando ano a ano”, comentou.
 
Segundo Padilha, essa falta de políticas públicas repercute em todos os setores.
 
Na educação, 70% dos jovens de 15 anos são incapazes de fazer uma equação de segundo grau.
 
“O estado mais rico do País paga o 16º salário aos professores. Ou mudamos a educação ou o futuro dos jovens estará comprometido. O que mais espero da USP, Unesp e Unicamp é o compromisso de melhorar a qualidade da educação”,  avisou.
 
Ele comentou que um dos maiores desafios será em relação à segurança pública.
 
O pré-candidato do PT disse que em agosto vai apresentar as propostas de seu plano de governo.
 
Ele disse que um dos maiores desafios é em relação à segurança pública. “Hoje, as penitenciárias estaduais se transformaram em escritório de uma facção criminosa”, lembrou.
 
“Vamos construir nossa vitória a partir do interior. Vamos ganhar para que
 
São Paulo volte a ser a locomotiva do País”, concluiu.

Depoimentos 


 Eliseu Silva Costa: “O Estado de São Paulo está na UTI e precisa de um médico como Alexandre Padilha. Os metalúrgicos estão com ele”. 
 

Eduardo Suplicy, senador: “Jundiaí tem 9470 famílias em condições de receber o Bolsa Família, mas tem apenas 6420 cadastradas e recebendo o benefício. Vamos achar essas famílias”.  
 

Pedro Bigardi, prefeito de Jundiaí: “O Padilha tem sensibilidade social e tem história, e pensa o País pela liberdade e pela democracia. Chegou a hora de São Paulo mudar. Também temos o compromisso de reeleger Suplicy para o Senado, pois ele é imprescindível para a política”. 
 
 
Marcos Martins, deputado estadual: “A população está cansada de transporte precário, educação precária e saúde precária. Vai dar Padilha na cabeça antes que uma tragédia aconteça”. 
 
 
Paulo Teixeira, deputado federal: É possível ter uma escola estadual melhor como as universidades federais, ter um sistema prisional como as penitenciárias federais, e ter uma polícia melhor como a Polícia Federal”. 
 
 
Durval Orlato, vice-prefeito de Jundiaí e secretário de Educação: “O Estado de São Paulo merece um projeto muito melhor que o atual”. 
 
 
Gerson Sartori, presidente da Câmara Municipal: “Este é mais um passo para a vitória nas eleições de outubro. Cortamos o bico do tucano aqui em Jundiaí, e agora vamos cortar o bico do tucano no estado”. 
 
 
Eduardo Tadeu, ex-prefeito de Várzea e presidente da Associação Brasileira de Municípios: “Padilha mostrou coragem e capacidade de gestão, mostrou competência e vai fazer a transformação que São Paulo precisa”. 
 

Artur Augusto, presidente do PT Jundiaí: “Este é o momento de ganharmos o Estado. Só Padilha tem compromisso com o projeto de mudanças”.

Taís Tosato, coordenadora da Macro Mantiqueira do PT: “Padilha tem capacidade e coragem de promover as mudanças que o Estado precisa”. 
 

Fábio, da União da Juventude Socialista: “Com a participação da militância, São Paulo vai mudar para melhor”.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Filmes: "Godzilla" (2014)

MONSTROS & ARTE

Quem se livrar de preconceitos e abrir a mente para outro tipo de aproximação ao personagem clássico, certamente vai gostar e muito.

- por André Lux, crítico-spam

Confesso que não dei a menor bola quando fiquei sabendo que Róliudi ia produzir mais uma versão do monstro "Godzilla" para os cinemas. Até porque estou entre aqueles que não acharam tão ruim a divertida e estúpida versão de 1998, feita por Roland Emmerich na esteira do sucesso do seu "Independence Day". 

Mas o novo filme entrou no meu radar quando descobri que foi dirigido por Gareth Edwards, cujo filme de estréia, "Monstros", me agradou bastante. Era um filme quase artesanal, feito com um micro orçamento, mas que surpreendia pela forma inusitada de contar uma história que em outras mãos transbordaria de clichês e cenas idiotas.

Indo na contramão, Edwards transformou um filme sobre uma infestação alienígena na fronteira entre os EUA e o México numa interessante reflexão sobre a pequenez e a impotência do ser humano frente a poderosas e indomáveis forças da natureza. E isso ainda misturado a um comentário político pertinente.

Entra então "Godzilla", que eu me atrevo a dizer que é o primeiro grande filme de arte sobre monstros. Os realizadores procuram fugir do "feijão com arroz" de sempre, tipo "monstro nervoso destruindo tudo enquanto é atacado pelo exército até ser morto no final", e o novo filme da cultuada criatura japonesa tem, pasmem, uma história habilmente desenvolvida nas mãos do diretor Edwards, que se esmera em apresentar os personagens e criar clima até a apoteose de destruição no final.

Mas, muito diferente do que vemos atualmente nos chamados "arrasa-quarteirões" produzidos em massa pelos EUA, o novo "Godzilla" não aposta em cenas de ação incessantes, nem em excesso de efeitos visuais, mas em sutilezas e cenas construídas com esmero e excelente noção cinematográfica. 

Inteligente, o diretor mostra muito pouco das criaturas nos dois primeiros atos do filme e, quando o faz, é sempre por meio do ponto de vista de algum dos personagens humanos, novamente reforçando, como em "Monstros", a nossa miudeza frente às forças da natureza, aqui representadas por duas criaturas gigantes que se alimentam de radiação e, claro, pelo próprio Godzilla, que é o predador natural delas e as caça durante todo o filme.

A trama é rebuscada e custa um pouco a engrenar, mas isso não atrapalha, pois permite que o foco fique em cima dos personagens humanos que não tem função de causar impacto aos acontecimentos, mas sim de sofrerem os impactos dela, aumentando assim o suspense e até o terror. Embora o terror aqui não seja do tipo "monstros dando sustos", mas sim aquele terror primordial que sentimos frente à iminência da morte causada por forças muito superiores à nossa.

O filme é tão contra a corrente que se até ao luxo de eliminar logo no começo dois personagens feitos por atores de peso que tinham tudo para serem os protagonistas. O que aumenta ainda mais a sensação de insegurança e suspense.


Cena dos paraquedistas é antológica

Há uma cena antológica quando soldados se jogam sobre a cidade coberta por nuvens de fumaça, bem em cima dos monstros que se digladiam, sob o ponto de vista dos paraquedistas ao som de "Requiem", de Ligeti (que também foi usada por Kubrick em "2001").

A trilha musical, por sinal, é uma das melhores que ouvi em um bom tempo. Composta pelo francês Alexandre Desplat é quase que totalmente atonal e bastante complexa, tanto na orquestração, quanto na execução. O que é uma lufada de ar fresco num meio que hoje é quase completamente dominado pelo lixo que o abominável Hans Zimmer "inventou".

O maior problema do filme acaba sendo justamente o seu nome, pois todos os outros filmes do Godzilla eram, de uma forma ou de outra, um besteirol trash sobre um monstro (geralmente um homem vestindo fantasia de borracha) detonando uma maquete e sendo atacado incansavelmente até o final óbvio.

Isso vai frustrar as expectativas de quem esperar que o novo filme siga a mesma toada e certamente vai gerar reações de ódio nos mais fanáticos. Mas quem se livrar de preconceitos e abrir a mente para outro tipo de aproximação, certamente vai gostar e muito. Esse é um dos raros filmes de grande orçamento feitos pela indústria cultural estadunidense que aposta na inteligência do espectador.

Cotação: * * * *


terça-feira, 20 de maio de 2014

Caos no transporte público de Jundiaí é culpa do PSDB e suas privatizações

O transporte público da cidade, apesar de ter esse nome, não é público. Ele é privado. Foi privatizado pelo PSDB. Está nas mãos de uma empresa que visa apenas o lucro.

- por André Lux, jornalista de esquerda

Foi o PSDB que entregou o transporte público para a iniciativa 
privada, prometendo que tudo ia melhorar, lembra? E aí, melhorou?

A culpa do caos que observamos hoje no transporte “público” de Jundiaí e em outras cidades do país tem nome: PRIVATIZAÇÃO.

Lembram quando aqueles políticos do PSDB e de outros partidos que gravitavam em torno dele aderiram ao chamado “neoliberalismo” e começaram a pregar por aqui as “maravilhas das privatizações de tudo que é público”?

Pois é. Muita, mas muita gente entrou nessa barca furada, graças, claro, ao apoio incondicional da mídia capitalista.

Aqui em Jundiaí, onde o PSDB governou por mais de 20 anos, não foi diferente.

O transporte público da cidade, apesar de ter esse nome, não é público. Ele é privado. Foi privatizado. Está nas mãos de uma empresa que visa apenas o lucro.

A prefeitura apenas aluga os serviços dessa empresa para poder dar o transporte para os milhares de cidadãos que precisam se locomover pela cidade.

Então, o que se vê hoje? Um serviço essencial para a sobrevivência da população, principalmente para os trabalhadores, nas mãos de uma empresa privada que tem compromisso APENAS em gerar lucro para seus acionistas.

À Prefeitura cabe apenas administrar a e dar condições para o bom funcionamento do sistema. Fora isso, nada mais pode fazer.

O prefeito poderia muito bem dar aos trabalhadores do transporte o aumento que eles desejam. Mas não pode, pois quem decide se dá ou não aumento é o DONO DA EMPRESA. Ponto.

As pessoas, infelizmente, não conseguem entender isso e acabam se deixando manipular pelos próprios políticos que geraram essa situação caótica e, claro, pela mídia que os apoia.

É muito fácil para tucanos como Miguel Haddad e seu séquito de puxa-sacos vir a público agora tentar jogar a culpa pela situação que vivemos nas costas do atual prefeito Pedro Bigardi. Muito fácil. 

E para isso ele conta com o apoio incondicional da mídia sabuja da cidade. 

Ou você já viu algum “jornalista” daqui questionando algum político do PSDB sobre as vantagens da privatização do transporte público que eles pregavam com tanta agressividade há alguns anos?

Pode esperar sentado.  Até porque se algum corajoso ousar fazer isso, vai pra rua na mesma hora.

Por isso, é importante que as pessoas minimante esclarecidas e politizadas tragam esse debate à tona para mostrar às pessoas quais são os VERDADEIROS culpados por esse caos todo que enfrentamos nos dias de hoje.

Caso contrário, veremos mais uma vez aqueles que ajudaram a destruir a nossa cidade, saírem ilesos da culpa que tem nesse processo todo. 

E, pior, ainda teremos que aguentar a cara de pau deles agora, vindo a público jogar a responsabilidade dos atos deles nas costas do prefeito Pedro Bigardi.

Ney Matogrosso fala verdades sobre o Brasil... Será?

segunda-feira, 19 de maio de 2014

A "grande imprensa" é imparcial pra burro!


Um dos principais editores da revista Veja, o jornalista Otávio Cabral, deve assumir uma nova função nos próximos dias: a chefia da equipe de comunicação do senador Aécio Neves (PSDB-MG).
Cabral edita a coluna Holofote e é também autor de um polêmico livro sobre o ex-ministro José Dirceu, que, segundo especialistas, teria vários erros factuais. Ele é também casado com a jornalista Vera Magalhães, que edita o Painel, da Folha de S. Paulo.
Nas últimas semanas, o casal viajou de férias ao Japão. Cabral teria comunicado sua decisão ao diretor de Veja, Eurípedes Alcântara, na última sexta-feira. Sua página no Facebook informa que ele "trabalhou" na revista Veja, com o verbo no passado.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Morre ao 74 anos H.R. Giger, o criador do "Alien"


Morreu nesta terça-feira (13), o artista plástico suíço H. R. Giger, que ficou famoso no mundo todo graças ao terrível monstro que criou para o filme "Alien, o Oitavo Passageiro", dirigido por Ridley Scott em 1979. Segundo a imprensa suíça, Giger caiu de uma escada e não resistiu aos ferimentos, falecendo aos 74 anos.

Nascido em 5 de Fevereiro de 1940, na pequena Chur (Suíça), Hans Rudi Giger começou a mostrar ainda na infância interesse pelo sexo e pelo lado mais escuro do ser humano, duas constantes em sua obra. 

A partir de 1964, ano em que morava em Zurique e cursava a Escola de Artes e Ofícios, começam a ser publicados seus primeiros trabalhos, em revistas contestatórias, como "Clou" e "Agitation" e em jornais locais. 

Entretanto, foi só a partir de 1979, depois de muitas exposições, publicações e de uma tentativa frustrada de Alejandro Jodorowsky em adaptar o livro "Duna" para o cinema, que seu trabalho passou a ser conhecido do grande público. 

Tudo isso graças à criatura que criou para o filme ''Alien: O Oitavo Passageiro'', fotografada magistralmente por Ridley Scott, que assustou os freqüentadores do cinema de tal maneira que tornou o filme um dos maiores sucessos daquele ano. 

Giger embarcou na produção de "Alien" depois que os realizadores tiveram contato com seu livro de ilustrações ''Necronomicon''. 

"Alien" rendeu ao artista suíço um merecido prêmio Oscar de Efeitos Visuais da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e o reconhecimento mundial do público à sua obra. 

Giger encarava suas obras como uma espécie de terapia contra seus medos e pesadelos. "Eu venho tendo sempre os mesmo sonhos, e são pesadelos. Eles são terríveis", conta. "Mas eu descobri que quando faço desenhos sobre eles, os sonhos vão embora. Eu me sinto muito melhor. É uma espécie de auto-psicanálise", conclui.

Sua figura e seu jeito estranho de ser, todavia, continuaram a intrigar as pessoas. "Quando Giger começou a trabalhar em 'Alien', ele foi até a secretária de produção e disse: 'Eu quero ossos'", conta um dos membros da equipe. "Então, você entrava no seu estúdio e via aquele cara parecendo o conde Drácula, vestido todo em couro preto, com seu cabelo escuro, pele muito branca e olhos brilhantes, cercado por uma sala repleta de ossos e esqueletos. Era assustador!"

"Um dia, durante as filmagens de 'Alien', fizemos um picnic e todos tiraram as camisas. Exceto Giger. E todo mundo tentou fazê-lo tirar suas roupas, mas ele não o faria", conta o roteirista Dan O'Bannon. "Entenda, eu não acho que ele se atreveria a tirar aquelas roupas, porque se o fizesse todos veriam que ele não é humano. Ele é um personagem de uma estória de H.P. Lovecraft..."

Giger trabalhou também no design de produção de filmes como ''Poltergeist 2: O Outro Lado'', ''A Experiência'', ''The Killer Condom'' (literalmente ''A Camisinha Assassina'', filme trash inédito por aqui) e ''Alien 3'', embora nenhum tenha tido o mesmo impacto ou sucesso do primeiro ''Alien: O Oitavo Passageiro''.

Visite o site oficial do artista.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Deputado ex-sindicalista denuncia: a grande mídia é contra o trabalhador


O deputado estadual Isac Reis (PT) usou a palavra durante a plenária do vereador Gerson Sartori para fazer duras críticas contra o que chamou de “grande imprensa” no Brasil, em especial a rede Globo.

Ex-dirigente do Sindicato dos Frios, na década de 1980, Isac afirmou que a mídia tem lado, mas não é o lado dos trabalhadores.  

Ele comparou também os governos do PT aos do PSDB e disse que não pode haver retrocesso, pois os projetos de Brasil dos dois partidos são completamente diferentes.

Confira abaixo algumas das principais falas do deputado.

Diferenças de projetos

“Os governos Lula e Dilma favoreceram muito a classe trabalhadora. Pobre agora pode entrar na universidade, comprar carro, ter moradia digna e viajar de avião. E a elite tem ódio disso, pois sempre nos desprezou”.

“O que está em jogo hoje são dois projetos completamente diferentes. Um de inclusão e valorização dos trabalhadores e outro é aquele que já conhecemos, do arrocho salarial, do desemprego, dos juros altos, das privatizações, da inflação sem controle. Não podemos retroceder”. 

“Muitos companheiros sindicalistas como eu sabem que o salário mínimo no governo Fernando Henrique era de R$ 150 e um pacote de arroz custava R$ 20 e a carne R$ 22. Pode não ser o salário mínimo dos nossos sonhos, mas o arroz hoje é R$ 10 e a carne R$ 12. É isso que está em jogo”.

Grande mídia

“Não podemos aceitar o que a rede Globo e o resto da mídia falam, pois eles deram apoio ao regime militar, que torturou, assassinou e incutiu na cabeça das pessoas que o importante era só trabalhar e não estudar o que gerou um retrocesso de 20 anos ao país”.

“Essa mídia ajudou a eleger Collor, o caçador de marajás, e o povo teve que ir pra rua para tirar, deu sustentação ao Fernando Henrique. Eles sempre foram contra o trabalhador e a favor dos banqueiros, latifundiários e empresários”. 

“A rede Globo sonegou mais de R$ 600 milhões em impostos, então que moral ela tem para acusar nossos companheiros? Primeiro eles tem que se explicar para depois vir cobrar alguma coisa do PT”.


Sempre contra o trabalhador: Globo foi contra o 13º salário em 1962

Reinado tucano em São Paulo

“Essa turma está no governo de Sâo Paulo há mais de 30 anos, desde que Franco Montoro entrou no palácio dos Bandeirantes, em 1983. Covas estava lá. Serra estava lá. Geraldo Alckmin e José Anibal estavam lá. Tá na hora de oxigenar”. 

“São Paulo não aguenta mais a maneira como eles tratam a segurança, a educação, a saúde públicas, os movimentos sociais e os servidores públicos". 

“Imaginem só como será bom para Jundiaí ter os governos municipais, estaduais e federal falando a mesma lingua e remando para o mesmo lugar”. 


“São 30 segundos para votar e quatro anos para se arrepender, se não votar direito. Não adianta reclamar do leite e continuar votando no dono da vaca”.

Vereador Gerson Sartori presta contas de seu mandato à população de Jundiaí

O vereador Gerson Sartori presta contas de seu mandato à população

O vereador e presidente da Câmara de Jundiaí, Gerson Sartori (PT), realizou uma plenária na noite de quinta-feira (8) onde apresentou um resumo dos “avanços e propostas” do seu mandato. Estima-se que mais de 600 pessoas estiveram presentes.

Diversas personalidades da política e do meio sindical participaram do evento, entre elas o presidente do nosso Sindicato, Eliseu Silva Costa, e os diretores Caé e Daniel Silva, o prefeito Pedro Bigardi (PCdoB), o vereador Riberto (PT) e o senador Eduardo Suplicy (PT), entre outros.

População lotou a plenária 

Sartori agradeceu a presença dos representantes dos metalúrgicos e convidou Eliseu a fazer parte da mesa da plenária e a dar seu depoimento.

“Ter o Eliseu e a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos aqui na plenária é uma felicidade muito grande, pois é o maior sindicato da nossa região e o Eliseu é um grande companheiro e uma grande liderança”, enalteceu Sartori. 

Para o presidente da Câmara, a inserção e a participação do Sindicato dos Metalúrgicos na vida política da cidade é muito bem vinda.

“Os metalúrgicos estão à frente do nosso tempo, pois compreendem que além da luta salarial, o sindicato tem que lutar pela qualidade de vida do trabalhador, pois com a força e a representatividade que tem consegue fazer essa interlocução com o poder público, que é muito importante para todos”, enfatizou.

Eliseu elogiou a prestação de contas ransparente feita por Sartori

Eliseu agradeceu as palavras de Sartori e afirmou estar muito satisfeito com a plenária organizada pelo presidente da Câmara.

“Não poderia esperar outra coisa do Gerson, que está fazendo uma prestação de contas muito clara e transparente, de acordo com o que o PT prega”, analisou. 

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos falta ainda um pouco mais de divulgação de tudo que o atual governo vem fazendo pela cidade.

“O governo Bigardi e a Câmara, com o companheiro Sartori na presidência, tem feito muita coisa boa, muito mais do que as administrações passadas fizeram, mas não está divulgando como deveria”, alerta.

Apesar disso, Eliseu faz questão de frisar que muitos avanços para os trabalhadores já se tornaram realidade nesse um ano e meio de governo, como a implantação do Bilhete Único e a manutenção do preço da passagem em R$ 3, pelo segundo ano. “Sem dúvida é um governo que olha com carinho para o trabalhador”, concluiu. 

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos disse também, durante seu pronunciamento na plenária, que os trabalhadores de Jundiaí e região precisam muito de representantes na assembleia legislativa de São Paulo e no Congresso Nacional.

“Por isso, os companheiros precisam votar com consciência para que temas importantes como a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário e outros mais próximos às necessidades locais estejam na pauta dos deputados”, afirmou.

Prefeito Pedro Bigardi fala durante a plenária

Caé, diretor do Sindicato, também elogiou a conduta de Sartori à frente da Câmara dos Vereadores, que era uma casa de Leis que ficava muito distante da população.

“Com a chegada do Gerson à presidência, as portas se abriram para todos. Espero que a população, principalmente os trabalhadores, saiba aproveitar essa oportunidade, pois Jundiaí se tornou uma cidade muito cara de se viver e as pessoas precisam de políticas públicas que as favoreçam, principalmente a nossa categoria dos metalúrgicos, que sempre foi muito carente de políticas públicas na cidade”, enfatizou Caé.


Para Daniel Silva, diretor do Sindicato, a grande quantidade de pessoas que compareceram à plenária é uma prova de que Sartori está fazendo um ótimo trabalho a frente da Câmara dos Vereadores.

“De fato, ele abriu a Câmara à população, coisa que não existia antes, principalmente com a mudança das sessões para a noite e com a implantação da Tribuna Livre. E tudo isso aproximou muito mais os trabalhadores do poder público”, elogiou.

Riberto, Gersons Sartori, Caé e Daniel Silva

Prefeito Bigardi, secretária Daniela da Camara, Eliseu e Erazê Sutti

Gerson, Eliseu, Riberto, deputado Izaac e Durval Orlato


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Filmes: "Capitão América 2: O Soldado Invernal"

POLITIZADO E SINCERO

O grande vilão do filme é a medida que visa tirar a privacidade das pessoas em nome da ladainha da "defesa da liberdade"

- por André Lux, crítico-spam

Como eu havia dito em minha crítica ao primeiro filme, tinha tudo para dar errado mais esta adaptação de um super-herói da Marvel, a começar pelo nome "Capitão América", que evoca as piores bravatas patrióticas pelas quais os estadunidenses são famosos.

Mas, incrível: conseguiram não apenas fazer um bom filme com o personagem, mas dois! Seguindo a toada do primeiro filme, "Capitão América 2: O Soldado Invernal" também vai contra a corrente do que normalmente seria um filme desse tipo e aborda questões realmente relevantes e atuais em seu enredo, fugindo de maneira inteligente de patriotadas ridículas.

Assim, o grande vilão do filme é justamente a medida que visa tirar a privacidade das pessoas em nome da velha ladainha da "defesa da liberdade", algo que parece bonito no papel, mas que pode (e é) usado para simplesmente perseguir quem pensa diferente do que é aceito pelo sistema. Em tempos de espionagem irrestrita feita pelo governo dos EUA, principalmente no mundo virtual, e contínua restrição de liberdades esse é um debate dos mais pertinentes.

E o politizado e sincero Capitão América representa no filme a luta pela preservação dos direitos humanos contra a máquina de moer gente que deseja enfiar goela abaixo da população mundial o "american way of life". Os realizadores acertam também ao colocar um famoso libertário como Rorbert Redford justamente no papel do vilão - e o ator se deita e rola fazendo o personagem. 


Claro que nem tudo são flores. O tal Soldado Invernal que dá subtítulo ao filme, acaba sendo muito fraco e não acrescenta nada, nem quando descobrimos sua verdadeira identidade. A cena em que tentam matar o Nick Fury (Samuel L. Jackson) é exagerada e sem lógica, afinal se queriam simplesmente eliminá-lo, bastaria lançar um míssil contra o carro dele e pronto!

Não faltam também ao filme as cenas de ação, tiros e pancadarias, típicas desse tipo de produto, que quase sempre são tão grandiosas, quanto inúteis. Sem dizer que de vez em quando o Capitão América fica mais para Superman, principalmente quado é atingido por uma bomba e sai voando de cima de um ponte até se esborrachar num ônibus.

O libertário Redford diverte-se como o vilão
E o problema mais óbvio, que infesta agora todos os filmes solos dos heróis da Marvel: onde diabos estava o resto dos Vingadores? 

A trilha musical, que foi tão boa no primeiro filme graças ao talento do compositor Alan Silvestri, acabou nas mãos de um dos inúmeros clones do abominável Hans Zimmer e, embora não chegue a incomodar, também não ajuda em nada.

Entre mortos e feridos, ambos os filmes do Capitão América acabam tendo um saldo bastante positivo, principalmente por usar um viés tão, digamos, "esquerdista" em sua aproximação. 


Sinceramente, não dá para esperar algo mais nobre de um filme de Roliúdi, ainda mais quando é baseado em um personagem de quadrinhos com nome tão duvidoso...

Cotação: * * * *


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