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sexta-feira, 30 de julho de 2010

A justiça tarda e falha! Bigardi diz que não vai “baixar a cabeça”

O mandato do deputado estadual Pedro Bigardi foi cassado pelo TSE paulista, numa decisão extremamente polêmica e questionável. Assim, não sou mais assessor parlamentar, apesar de continuar trabalhando na campanha para a reeleição de Bigardi - agora ainda com mais vigor! Vamos reverter essa injustiça nas urnas!

Volto, portanto, às postagens normais em meu blog.

- André

TSE nega liminar e Bigardi diz que não vai “baixar a cabeça”

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, negou na noite desta quinta-feira (29) pedido de liminar do deputado estadual Pedro Bigardi, do PCdoB de São Paulo. A ação cautelar – ajuizada pelo próprio parlamentar contra seu antigo partido, o PT – visava suspender o recurso julgado pelo TRE-SP que resultou na perda de seu mandato. Diante da decisão, Bigardi emitiu nota em que diz: “Quem sou eu para abaixar a cabeça”.

“Olho para os lados e vejo quanto ainda vale a pena e continuo em frente neste caminho cheio de obstáculos que exigem coragem e disposição para superá-los”, escreveu Bigardi.

Leia também:
Resposta a quem se incomoda com Bigardi virá das urnas, diz PCdoB


No pedido de liminar, a defesa de Bigardi alega ter havido no PT paulista “discriminação pessoal” contra ele “consubstanciada na desproporcionalidade da distribuição de recursos aos candidatos", motivo que o levou a deixar a legenda e a se filiar mais tarde ao PCdoB, quando ainda era suplente de deputado estadual. Ao assumir a vaga em março de 2009, passou a sofrer ação de seu antigo partido que alegava “infidelidade partidária” e requeria o mandato.

Ainda de acordo com a defesa de Bigardi, houve então “grave discriminação pessoal” também configurada na “verdadeira perseguição odiosa dos próprios ‘companheiros’ de partido, ou seja, os vereadores do PT em Jundiaí (seu reduto eleitoral), que fizeram contra-campanha direta e aberta para que o recorrente não se elegesse em 2006 (algo que acabou ocorrendo, já que o recorrente elegeu-se o 4º Suplente de Deputado Estadual).

Quanto à decisão anterior do TSE – tomada dia 15 – os advogados de Bigardi alegam que o tribunal “não analisou a prova documental e testemunhal produzida pelo ora autor”, entre eles o depoimento de dirigentes do PT, como Nancy Dias, presidente do partido em Jundiaí na época dos fatos. Ela teria revelado haver naquele momento um “inferno de vaidades”, “egos em conflito” e não as “simples disputas internas absolutamente corriqueiras e salutares".

Em sua decisão, o ministro Ricardo Lewandowski apontou que “Examinados os autos, não verifico a presença dos requisitos que autorizam o deferimento da medida liminar”. Concordando com avaliação do TRE, diz que o “acervo probatório dos autos aponta no sentido de que o verdadeiro motivo para a desfiliação partidária foi a disputa interna existente no partido” e alega que “não ficou comprovada qualquer atitude discriminatória contra Pedro Bigardi”.

A liminar não anula o andamento do recurso movido pela defesa de Bigardi que segue tramitando no TSE sem data marcada para julgamento.

"Força estranha"

Leia abaixo nota de Pedro Bigardi divulgada neste sexta-feira, 30, em que ele fala sobre a decisão do TSE.

No final da noite de quinta-feira, 29 de julho, recebemos a informação de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não atendeu ao nosso pedido de liminar para que pudéssemos recuperar o mandato de deputado estadual. A decisão foi dada pelo ministro Ricardo Lewandowski, presidente do TSE, às 23h48, conforme consta no site do Tribunal.

Certa vez, meu amigo Erazê Martinho escreveu um artigo intitulado ‘Força Estranha’, fazendo referência à trajetória de vida de Antonio Galdino, ex-vereador de Jundiaí e uma das maiores lideranças brasileiras na luta dos aposentados e pensionistas. Erazê e Galdino são meus mestres e dediquei minha posse na Assembleia, dia 23 de março de 2009, especialmente a eles e ao meu pai.

A ‘Força Estranha’ que conduz Galdino na sua trajetória política e pessoal certamente vem de diversas fontes. Sua formação, seus ideais, sua família e os camaradas que caminharam junto certamente deram a ele uma enorme disposição para a luta.

Quem sou eu para abaixar a cabeça! Se por alguns instantes faltar disposição, penso na luta de Galdino e do próprio Erazê. Olho para os lados e vejo quanto ainda vale a pena e continuo em frente neste caminho cheio de obstáculos que exigem coragem e disposição para superá-los. Talvez seja a tal ‘Força Estranha’.

Pedro Bigardi – PCdoB/SP

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Filmes: "Predadores"

RECOMEÇO OU REFILMAGEM?

Sem suspense, sem sustos e sem emoção, "Predadores" falha em todas as suas premissas e pretensões. Melhor rever o original e esquecer essa besteira.

- por André Lux, crítico-spam

Eu tenho uma queda por filmes de monstro. Mas são poucos que realmente valem a pena serem vistos. Esse "Predadores" não é um deles. Consegue ser pior do que os dois "Aliens vs. Predador", que pelo menos eram rápidos e despretensiosos.

O roteiro tenta ser uma espécie de continuação do filme original com Arnold Schwarzenegger, que fez sucesso em 1987 e realmente tinha méritos - como a direção segura de John McTiernam, um elenco carismático e uma música vibrante de Alan Silvestri. Mas o novo, no fundo, não passa de uma refilmagem tola e desnecessária daquele, ao ponto da trilha composta por John Debney ser quase toda baseada na de Silvestri.

Só quem nunca viu algum dos filmes originais (e suas muitas imitações) vai se impressionar com essa tolice, que segue passo a passo a construção do suspense do filme de 1987, mas sem qualquer sucesso. Verdade seja dita: filmes de monstros só funcionam quando o elemento humano é forte e bem construído. É preciso que exista um senso de camaradagem entre os personagens e que eles tenham o mínimo de ressonância, profundidade e carisma. Foi isso que garantiu o interesse até o fim em filmes como "Alien" e o "Predador" original.

Mas em "Predadores" os personagens são rasos e não tem qualquer química entre si, pois são jogados do espaço num planeta de caça dos Predadores e se conhecem ali na selva, já no calor da caçada. E é tudo gente mal caráter (para se ter uma idéia, o mais "bonzinho" ali é soldado do exército de Israel, aquele que ataca flotilhas pacíficas e mata ativistas desarmados com tiros na cabeça!). Ou seja, vão fazer você querer torcer pelos monstros! Os diálogos também não ajudam em nada e são meros clichês desse gênero. Tipo: "Onde estamos?", pergunta um deles, só para o outro responder com voz rouca: "No inferno!". Quanta originalidade...

Tecnicamente o filme também é fraco, com desenho de produção feio e direção medíocre. Nem mesmo os efeitos visuais ou de maquiagem impressionam e a edição frenética não ajuda em nada. A história também não faz sentido, principalmente quando quer inovar e inventa um outro tipo de Predador, ainda mais poderoso, que caça também seus "irmãos" menores!

Um gordo e envelhecido Laurence Fishburn, o Morpheus de "Matrix", faz uma ponta ridícula e inútil numa sequência que só traz tédio e o resto do elenco se limita a morrer violentamente até sobrarem apenas aqueles que você já sabia que iam sobreviver desde o começo, restando para o coitado do Adrian Brody (que já ganhou até Oscar!) ser o "Rambo" da vez.

Sem suspense, sem sustos e, acima de tudo, sem emoção, "Predadores" falha em todas as suas premissas e pretensões de ser um reinício da franquia. Melhor rever o original e esquecer essa besteira.

Cotação: *

Vem aí: 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas!

É definitivo. O 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas será em São Paulo nos dias 21 (sábado) e 22 (domingo) de agosto no Sindicato dos Engenheiros, à rua Genebra, 25, ao lado da Câmara Municipal da capital.

Na sexta à noite (20), Luis Nassif, seu bandolim e grupo fazem show de boas-vindas no Sindicato dos Bancários**. Será regado a chorinho, samba, MPB e cerveja caseira (haverá outras) feita especialmente por Hans Bintje (querido leitor) para celebrar esse encontro histórico. Nassif aguarda sugestões para o repertório.

Já estão inscritos 152 blogueiros de 15 unidades da Federação: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

PASSAGEM AÉREA MAIS BARATA E HOSPEDAGEM SOLIDÁRIA

Um acordo fechado com a Gol barateará as passagens. Para saber quanto custará o bilhete, verifique a menor tarifa do seu trecho. Aplique 20% de desconto sobre o valor. É quanto custará.
O objetivo da comissão organizadora é garantir hospedagem gratuita ao maior número possível de participantes de outros estados e do interior de São Paulo.

Aliás, vários leitores já se ofereceram para hospedar em casa blogueiros de fora de São Paulo, capital. Obrigadíssima. Precisamos de mais hospedagem solidária.

Quem puder, por favor,envie e-mail para contato@baraodeitarare.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou telefone para (011)3054-1829. Fale com Daniele Penha, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, uma das entidades apoiadoras do encontro. Apóiam-no institucionalmente também a Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) e o Movimento dos Sem Mídia (MSM).

Daniele Penha informará também sobre inscrições e passagens aéreas. As inscrições custam 100 reais. Estudantes pagarão 20 reais.

JÁ SÃO 15 OS AMIGOS DA BLOGOSFERA

A campanha Amigos da Blogosfera, lançada há duas semanas, está a todo vapor. Ela ajudará a custear parte das despesas de blogueiros que virão de outros estados.

São 20 cotas de 3 mil reais. Estas 15 estão confirmadas:

Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo)

CUT (Central Única dos Trabalhadores) nacional

CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo***

Federação Nacional dos Urbanitários (FNU)

Federação dos Químicos de São Paulo

Agência T1

Café Azul***

Carta Capital

Conversa Afiada

Revista Fórum***

Seja Dita a Verdade

Viomundo

Importante: no início da próxima semana, divulgaremos a programação completa.

* Comissão Organizadora: Luiz Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Altamiro Borges, Conceição Lemes, Eduardo Guimarães, Conceição Oliveira, Rodrigo Vianna e Diego Casaes.

** O Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo fica na rua Genebra, 25. É onde ocorrerão os trabalhos dos dias 21 e 22 de agosto. O show do Luis Nassif será na Regional Paulista do Sindicato dos Bancários: rua Carlos Sampaio, 305.

*** Essas cotas vão ser pagas, respectivamente, com locação, produção de logomarca, banner para web e hotsite e confecção e impressão de cartazes.

(Vi o Mundo)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Rir é o melhor remédio: O Imperador de São Paulo!

Sei que havia prometido não falar de política aqui, mas esse vídeo é genial. Simplesmente irrestível, ainda mais por ser em cima do filme "A Vida de Brian", do Monty Python... Vejam e comprovem.

domingo, 18 de julho de 2010

Convite especial: Lançamento da candidatura de Bigardi a Deputado Estadual



Contamos com você para o lançamento da candidatura de Pedro Bigardi a Deputado Estadual pelo PCdoB!

Data: Sábado, 24 de julho de 2010
Horário: 10h00
Local: Anfiteatro do UniAnchieta
Rodovia Anhanguera Km 55,5
Jundiaí - SP


PEDRO BIGARDI
Deputado Estadual
65123

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Do fundo do baú: "Fuga de Nova York"

SNAKE VIVE!

Filme de 1981 resiste muito bem a uma revisão e continua a ser um das mais bem sucedidas produções classe B da história do cinema

- por André Lux, crítico-spam

“Fuga de Nova York” é uma mistura inteligente e eficaz de vários elementos de ficção científica, faroeste e terror, todos muito bem orquestrados pelo diretor John Carpenter (de “Halloween” e “Starman”), que usa toda sua criatividade para disfarçar o baixo orçamento do filme (apenas US$ 6 milhões).

Calcando seu roteiro em cima da figura carismática do anti-herói rabugento e arredio Snake Plissken (Kurt Russel, em ótima interpretação), Carpenter consegue o milagre de nos fazer acreditar numa trama completamente absurda cujo ponto de partida é a transformação, no futuro (1997!), da cidade de Nova York numa prisão de segurança máxima, dentro da qual são jogados (para nunca mais voltar) todos os tipo de criminosos.

Essa premissa maluca ganha contornos ainda mais surreais quando o avião do presidente dos EUA, o Força Aérea Um, é seqüestrado por um grupo contrário ao governo fascista e jogado dentro da prisão. Mas o presidente escapa, só para ser capturado pela gangue liderada pelo temível Duque (o cantor negro Isaac Hayes).

O problema é que o mundo está em guerra e o presidente estava indo justamente para uma conferência de paz, durante a qual iria apresentar uma fita cassete (que coisa datada!) que poderia mudar os rumos do conflito (não era mais fácil pegar o cara que falava na fita e leva-lo até a tal reunião?).

Como não podem invadir o presídio, resta ao chefe de polícia (Lee Van Cleef, o “Mau” de “Três Homens em Conflito”) coagir Snake, ex-soldado e recém-condenado a ser jogado na prisão de NY, a ajudar no resgate. Obviamente que ele aceita com relutância sem saber que só tem 22 horas para entrar e sair com o presidente, caso contrário será o fim da conferência e também do próprio Snake, que teve injetado em seu corpo duas cápsulas explosivas que só podem ser desativadas pela equipe da polícia!

Mesmo com tantos absurdos na trama, Carpenter segura com mão firme seu roteiro e para isso conta com um desenho de produção que sabe explorar muito bem as locações e com a ótima fotografia de Dean Cundey (ele depois iria trabalhar com Spielberg em vários filmes). Os efeitos especiais também são muito eficientes e nunca parecem ter sido feitos com parcos recursos. James Cameron, futuro diretor de “Titanic”, foi um dos que ajudaram na confecção dos efeitos, muito antes de sonhar em ficar famoso! A trilha musical, feita pelo próprio Carpenter em parceria com Alan Howart, também é um dos ponto altos e garante ao filme um clima de opressão e suspense constantes.

Graças a tudo isso “Fuga de Nova York” virou cult e conquistou uma grande quantidade de apreciados, gerando inclusive várias imitações. Mas, mesmo tendo sido produzido em 1981, resiste muito bem a uma revisão e continua a ser um das mais bem sucedidas produções classe B da história do cinema e, na minha opinião, é o melhor filme do diretor John Carpenter até hoje.

15 anos depois, a mesma equipe produziu uma espécie de continuação, chamada “Fuga de Los Angeles”, mas infelizmente não conseguiram chegar nem perto das qualidades do original.

Cotação: * * * *

terça-feira, 13 de julho de 2010

Comédia: Você nunca vai rir igual depois de conhecer o Monty Python!


Os Pythons: Eric Idle, Graham Chapman, Michael Palin,
John Cleese, Terry Jones e Terry Gilliam

Se você ainda não conhece o Monty Python não sabe o que está perdendo! Formado pelos comediantes ingleses Eric Idle, Graham Chapman (já falecido), Michael Palin, John Cleese, Terry Jones e mais o reforço do estadunidense Terry Gilliam, o grupo começou seus trabalhos na BBC com o programa “The Monty Python Flying Circus” (O Circo Voador do Monty Python), que durou de 1969 até 1973 e conquistou o exigente público britânico com seu estilo de humor anárquico e muitas vezes de total non-sense.

O sucesso logo se tornou mundial quando o programa passou a ser exibido em outros países. Não demorou muito para os Pythons resolverem invadir os cinemas. O primeiro longa metragem deles foi “E Agora para Algo Completamente Diferente”, de 1971, que era somente uma coletânea de vários sketches do programa televisivo filmados em película.

Os outros três filmes do grupo estão entre as melhores comédias de todos os tempos e, felizmente, já foram lançados no Brasil em DVD. Confira abaixo um resumo de cada um deles e não deixe de procurar em sua locadora!

- “Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado”: eleita como uma das dez melhores comédias pela crítica inglesa, essa produção é uma leitura hilariante da lenda do Rei Arthur e seus Cavaleiros da Távola Redonda, onde todos fazem múltiplos e impagáveis papéis (o campeão foi Eric Idle, com nada menos que 13 aparições diferentes!). Apesar do orçamento ser mínimo, a direção de Terry Jones e Terry Gilliam é inspirada e disfarça com maestria as limitações, usando-a inclusive a favor da trama. Um exemplo disso foi baterem duas cascas de coco para fingir que andam a cavalo, já que não tinham dinheiro para alugar os animais! O filme é entrecortado por alucinantes animações de Gilliam que servem como ponte para os diversos atos do roteiro. Os melhores momentos são sem dúvida o confronto entre Arthur e o Cavaleiro Negro, a aparição dos terríveis cavaleiros que dizem “Ni!”, o ataque do coelho assassino e a cena com o velho da ponte. A gozação é tanta que nem mesmo os letreiros de apresentação escapam!

- “A Vida de Brian”: sem dúvida a obra-prima do grupo, essa é uma sátira destruidora que atira para todos os lados e não erra o alvo quase nunca. O fanatismo religioso e a incapacidade das ideologias ditas de “esquerda” em se unirem em torno de um objetivo comum são os focos principais da gozação. Narra a trajetória do pobre Brian, filho de uma judia com um centurião romano chamado “Nojentus Maximus”, que é contemporâneo de Jesus Cristo (ele é visto apenas em um plano inicial em um de seus sermões da montanha), acaba sendo confundindo como mais um messias religioso e passa a ser perseguido por centenas de fanáticos. Por causa disso, quando foi lançado nos cinemas, “A Vida de Brian” sofreu ataques de grupos religiosos do tipo “Não vimos e não gostamos!” que só ajudaram a reforçar ainda mais o caráter satírico da produção. Mas esqueça os intolerantes que acusam o filme de ser anticristão, pois ele é somente uma comédia escachada que brinca sem pudores com assuntos polêmicos, mas sem nunca ser desrespeitoso com qualquer religião. Impossível não rir com esse filme que traz uma quantidade infinita de piadas e situações inacreditáveis de tão absurdas (Brian chega até a participar de uma batalha espacial!). A cena em que Michael Palin, como Pilatus, tenta convencer seus centuriões que tem um amigo chamado “Bigus Dickus” (algo como “Pintus Imensus”) é de fazer qualquer mortal chorar de tanto rir! Não deixe de ver.

- “O Sentido da Vida”: último filme do qual participam todos do grupo e o mais irregular, misturando humor fino com escatologia pura. É uma sucessão de várias sketches ao estilo do show televisivo no qual abordam tudo menos, é claro, o que seria o tal sentido da vida (embora façam menção a isso a todo momento, só para fazer de conta que realmente vão mostrá-lo!). Entre os momentos clássicos estão a famosa cena do gordo que explode num restaurante depois de tanto comer (e vomitar sobre a pobre faxineira), os peixes no aquário (que têm a cara dos membros do grupo) e o musical “Todo Esperma é Sagrado”. Antes do filme começar somos apresentados a um curta metragem dirigido por Terry Gilliam que era para fazer parte da atração principal, mas acabou sendo jogado para o prólogo e mostra um grupo de velhinhos que se revolta contra o sistema e toma o poder de uma firma de contadoria. Simplesmente genial.

Infelizmente o grupo se desfez logo após o último filme, embora tenha se encontrado em um programa de TV para ganhar um prêmio. Os membros do Python partiram para carreiras solo e alguns deles conseguiram bastante sucesso, como Terry Gilliam que virou um excelente cineasta e brindou o mundo com jóias como “Bandidos do Tempo”, “Brazil, O Filme” e “Os Doze Macacos”, e John Cleese que participa de várias superproduções como “Silverado”, “As Panteras Detonando” e virou inclusive o substituto de “Q” na série com o famoso agente secreto inglês, “James Bond” 007.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Aviso: O Tudo Em Cima vai hibernar durante a campanha

Aos meus leitores e leitoras: tomei a decisão de paralisar as minhas postagens sobre política no "Tudo Em Cima" durante o período da campanha eleitoral. Como todos sabem, eu trabalho na Assessoria de Imprensa do Deputado Estadual Pedro Bigardi (PCdoB), portanto penso que não seria ético de minha parte usar meu blog durante a campanha.

O blog continuará aberto para visitas e as ferramentas ficarão em funcionamento.

Desejo a todos uma ótima campanha e que possamos, daqui a alguns meses, estarmos festejando juntos as vitórias dos candidatos da esquerda progressista do Brasil!

Saudações socialistas!

O PiG na berlinda: A velha mídia está derretendo

Pesquisa aponta que quase 60% das pessoas acham que as notícias veiculadas pela imprensa brasileira são tendenciosas. Oito em cada dez brasileiros acreditam muito pouco ou não acreditam no que a imprensa veicula. Quanto maior o nível de renda e de escolaridade do brasileiro, maior o senso crítico em relação ao que a mídia veicula.

- por Antonio Lassance, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política

Como um iceberg a navegar em águas quentes e turbulentas, a velha mídia está derretendo. O mundo está mudando, o Brasil é outro e os brasileiros desenvolvem, aceleradamente, novos hábitos de informação.

Um retrato desse processo pode ser visto na recente pesquisa encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-P.R.), destinada a descobrir o que o brasileiro lê, ouve, vê e como analisa os fatos e forma sua opinião.

A pesquisa revelou as dimensões que o iceberg ainda preserva. A televisão e o rádio permanecem como os meios de comunicação mais comuns aos brasileiros. A TV é assistida por 96,6% da população brasileira, e o rádio, por expressivos 80,3%. Os jornais e revistas ficam bem atrás. Cerca de 46% costumam ler jornais, e menos de 35%, revistas. Perto de apenas 11,5% são leitores diários dos jornais tradicionais.

Quanto à internet, os resultados, da forma como estão apresentados, preferiram escolher o lado cheio do copo. Avalia-se que a internet no Brasil segue a tendência de crescimento mundial e já é utilizada por 46,1% da população brasileira. No entanto, é preciso uma avaliação sobre o lado vazio do copo, ou seja, a constatação de que os 53,9% de pessoas que não têm qualquer acesso à internet ainda revelam um quadro de exclusão digital que precisa ser superado. Ponto para o Programa Nacional da Banda Larga, que representa a chance de uma mudança estrutural e definitiva na forma como os brasileiros se informam e comunicam-se.

A internet tem devorado a TV e o rádio com grande apetite. Os conectados já gastam, em média, mais tempo navegando do que em frente à TV ou ao rádio. Esse avanço relaciona-se não apenas a um novo hábito, mas ao crescimento da renda nacional e à incorporação de contingentes populacionais pobres à classe média, que passaram a ter condições de adquirir um computador conectado.

O processo em curso não levará ao desaparecimento da TV, do rádio e da mídia impressa. O que está havendo é que as velhas mídias estão sendo canibalizadas pela internet, que tornou-se a mídia das mídias, uma plataforma capaz de integrar os mais diversos meios e oferecer ao público alternativas flexíveis e novas opções de entretenimento, comunicação pessoal e “autocomunicação de massa”, como diz o espanhol Manuel Castells.

Ainda usando a analogia do iceberg, a internet tem o poder de diluir, para engolir, a velha mídia.

A pesquisa da Secom-P.R. dá uma boa pista sobre o grande sucesso das plataformas eletrônicas das redes sociais. A formação de opinião entre os brasileiros se dá, em grande medida, na interlocução com amigos (70,9%), família (57,7%), colegas de trabalho (27,3%) e de escola (6,9%), o namorado ou namorada (2,5%), a igreja (1,9%), os movimentos sociais (1,8%) e os sindicatos (0,8%). Alerta para movimentos sociais, sindicatos e igrejas: seu “sex appeal” anda mais baixo que o das(os) namoradas(os).

Estes números confirmam estudos de longa data que afirmam que as redes sociais influem mais na formação da opinião do que os meios de comunicação. Por isso, uma informação muitas vezes bombardeada pela mídia demora a cair nas graças ou desgraças da opinião pública: ela depende do filtro excercido pela rede de relações sociais que envolve a vida de qualquer pessoa. Explica também por que algo que a imprensa bombardeia como negativo pode ser visto pela maioria como positivo. A alta popularidade do Governo Lula, diante do longo e pesado cerco midiático, talvez seja o exemplo mais retumbante.

Em suma, o povo não engole tudo o que se despeja sobre ele: mastiga, deglute, digere e muitas vezes cospe conteúdos que não se encaixam em seus valores, sua percepção da realidade e diante de informações que ele consegue por meios próprios e muito mais confiáveis.

É aqui que mora o perigo para a velha mídia. Sua credibilidade está descendo ladeira abaixo. Segundo a citada pesquisa, quase 60% das pessoas acham que as notícias veiculadas pela imprensa são tendenciosas.

Um dado ainda mais grave: 8 em cada 10 brasileiros acreditam muito pouco ou não acreditam no que a imprensa veicula. Quanto maior o nível de renda e de escolaridade do brasileiro (que é o rumo da atual trajetória do país), maior o senso crítico em relação ao que a mídia veicula - ou “inocula”.

A velha mídia está se tornando cada vez mais salgada para o povo. Em dois sentidos: ela pode estar exagerando em conteúdos cada vez mais difíceis de engolir, e as pessoas estão cada vez menos dispostas a comprar conteúdos que podem conseguir de graça, de forma mais simples, e por canais diretos, mais interativos, confiáveis, simpáticos e prazerosos. Num momento em que tudo o que parece sólido se desmancha... na água, quem quiser sobreviver vai ter que trocar as lições de moral pelas explicações didáticas; vai ter que demitir os pit bulls e contratar mais explicadores, humoristas e chargistas. Terá que abandonar o cargo, em que se autoempossou, de superego da República.

Do contrário, obstinados na defesa de seus próprios interesses e na descarga ideológica coletiva de suas raivas particulares, alguns dos mais tradicionais veículos de comunicação serão vítimas de seu próprio veneno. Ao exagerarem no sal, apenas contribuirão para acelerar o processo de derretimento do impávido colosso iceberg que já não está em terra firme.

sábado, 3 de julho de 2010

Carta Capital: Por que apoiamos Dilma?

Abaixo vocês vão ver um exemplo de coragem e honestidade vindo do editor-chefe de uma revista semanal que faz parte da mídia corporativa brasileira. Em editorial, ele declara de forma clara qual candidato a revista que comanda apóia para as próximas eleições à presidência. Ou seja, trata seus leitores com respeito e inteligência. Coisa que 99,9% dos editores-chefes dos outros veículos da mesma mídia corporativa jamais teriam coragem - ou permissão - de fazer. Leiam e comprovem.

Por que apoiamos Dilma?

Resposta simples: porque escolhemos a candidatura melhor

- por Mino Carta, editor-chefe da Carta Capital

Guerrilheira, há quem diga, para definir Dilma Rousseff. Negativamente, está claro. A verdade factual é outra, talvez a jovem Dilma tenha pensado em pegar em armas, mas nunca chegou a tanto. A questão também é outra: CartaCapital respeita, louva e admira quem se opôs à ditadura e, portanto, enfrentou riscos vertiginosos, desde a censura e a prisão sem mandado, quando não o sequestro por janízaros à paisana, até a tortura e a morte.

O cidadão e a cidadã que se precipitam naquela definição da candidata de Lula ou não perdem a oportunidade de exibir sua ignorância da história do País, ou têm saudades da ditadura. Quem sabe estivessem na Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade há 46 anos, ou apreciem organizar manifestação similar nos dias de hoje.

De todo modo, não é apenas por causa deste destemido passado de Dilma Rousseff que CartaCapital declara aqui e agora apoio à sua candidatura. Vale acentuar que neste mesmo espaço previmos a escolha do presidente da República ainda antes da sua reeleição, quando José Dirceu saiu da chefia da Casa Civil e a então ministra de Minas e Energia o substituiu.

E aqui, em ocasiões diversas, esclareceu-se o porquê da previsão: a competência, a seriedade, a personalidade e a lealdade a Lula daquela que viria a ser candidata. Essas inegáveis qualidades foram ainda mais evidentes na Casa Civil, onde os alcances do titular naturalmente se expandem.

E pesam sobre a decisão de CartaCapital. Em Dilma Rousseff enxergamos sem a necessidade de binóculo a continuidade de um governo vitorioso e do governante mais popular da história do Brasil. Com largos méritos, que em parte transcendem a nítida e decisiva identificação entre o presidente e seu povo. Ninguém como Lula soube valerse das potencialidades gigantescas do País e vulgarizá-las com a retórica mais adequada, sem esquecer um suave toque de senso de humor sempre que as circunstâncias o permitissem.

Sem ter ofendido e perseguido os privilegiados, a despeito dos vaticínios de alguns entre eles, e da mídia praticamente em peso, quanto às consequências de um governo que profetizaram milenarista, Lula deixa a Presidência com o País a atingir índices de crescimento quase chineses e a diminuição do abismo que separa minoria de maioria. Dono de uma política exterior de todo independente e de um prestígio internacional sem precedentes. Neste final de mandato, vinga o talento de um estrategista político finíssimo. E a eleição caminha para o plebiscito que a oposição se achava em condições de evitar.

Escolha certa, precisa, calculada, a de Lula ao ungir Dilma e ao propor o confronto com o governo tucano que o precedeu e do qual José Serra se torna, queira ou não, o herdeiro. Carregar o PSDB é arrastar uma bola de ferro amarrada ao tornozelo, coisa de presidiário. Aí estão os tucanos, novos intérpretes do pensamento udenista. Seria ofender a inteligência e as evidências sustentar que o ex-governador paulista partilha daquelas ideias. Não se livra, porém, da condição de tucano e como tal teria de atuar. Enredado na trama espessa da herança, e da imposição do plebiscito, vive um momento de confusão, instável entre formas díspares e até conflitantes ao conduzir a campanha, de sorte a cometer erros grosseiros e a comprometer sua fama de “preparado”, como insiste em
afirmar seu candidato a vice, Índio da Costa. E não é que sonhavam com Aécio...

Reconhecemos em Dilma Rousseff a candidatura mais qualificada e entendemos como injunção deste momento, em que oficialmente o confronto se abre, a clara definição da nossa preferência. Nada inventamos: é da praxe da mídia mais desenvolvida do mundo tomar partido na ocasião certa, sem implicar postura ideológica ou partidária. Nunca deixamos, dentro da nossa visão, de apontar as falhas do governo Lula. Na política ambiental. Na política econômica, no que diz respeito, entre outros aspectos, aos juros manobrados pelo Banco Central. Na política social, que poderia ter sido bem mais ousada.

E fomos muito críticos quando se fez passivamente a vontade do ministro Nelson Jobim e do então presidente do STF Gilmar Mendes, ao exonerar o diretor da Abin, Paulo Lacerda, demitido por ter ousado apoiar a Operação Satiagraha, ao que tudo indica já enterrada, a esta altura, a favor do banqueiro Daniel Dantas. E quando o mesmo Jobim se arvorou a portavoz dos derradeiros saudosistas da ditadura e ganhou o beneplácito para confirmar a validade de uma Lei da Anistia que desrespeita os Direitos Humanos. E quando o então ministro da Justiça Tarso Genro aceitou a peroração de um grupelho de fanáticos do Apocalipse carentes de conhecimento histórico e deu início a um affair internacional desnecessário e amalucado, como o caso Battisti.

Hoje apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff com a mesma disposição com que o fizemos em 2002 e em 2006 a favor de Lula. Apesar das críticas ao governo que não hesitamos em formular desde então, não nos arrependemos por essas escolhas. Temos certeza de que não nos arrependeremos agora.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Novas charges: O vice-poste do Serra e o "Calaboca Galvão"















Nunca antes na história do Brasil: 75% dos brasileiros confiam no rumo do país

- do blog Tijolaço, do deputado federal Brizola Neto (PDT)

O otimismo que se respira no país, que já se percebia na confiança da população em assumir financiamentos de longo prazo – como o da casa própria – e na certeza da continuidade do progresso, foi confirmada por pesquisa do instituto Latinobarometro, divulgada pela BBC, que aponta os brasileiros com os latino-americanos que mais confiam no rumo do país. Tá ruim pro Serra arrumar alguma coisa com seu discursinho da “roda presa”

Nada menos que 75% dos brasileiros acreditam que o país caminha na direção certa, resultado bem superior à média regional, de 45%. Os brasileiros também estão muito confiantes no rumo de suas famílias, índice que chega a espantosos 91%.

Depois dos brasileiros, na confiança no país, vêm os chilenos, com 65%; os salvadorenhos, com 63%; os uruguaios, com 59%, e os panamenhos, com 58%.

A América Latina é majoritariamente favorável a uma integração econômica, que tem aprovação média de 71%. O Uruguai e a República Dominicana têm os índices mais elevados em relação a essa questão, 84% e 83%, respectivamente, e no Brasil o apoio à integração está em 65%.

Quanto a uma integração política, a média é de 59%, com Argentina (76%) e Uruguai (71%) como os países mais favoráveis. O Brasil apóia a integração política, com 61%.

Tomara que este otimismo com a economia se espalhe, amanhã, também para o futebol, com uma vitória sobre a Holanda.
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