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sábado, 30 de agosto de 2014

Pressionada por Malafaia, Marina recua na causa gay

Marina e Malafaia: diga-me com quem tu andas...
O programa de governo de Marina Silva, divulgado ontem, não durou um dia e já começa a ser modificado no que tange aos direitos dos homossexuais.

O motivo foi a gritaria de setores evangélicos liderados pelo pastor Silas Malafaia. 

“O programa de governo do partido de Marina é pior que o PT e o PSDB, no que tange aos direitos dos gays. Apóia descaradamente o casamento gay e pede, inclusive, a aprovação do extinto PLC 122, que, entre outras coisas, põe pastor na cadeia. É uma vergonha que prevê casamento, adoção de crianças e etc”, disse ontem o religioso.
O resultado foi que Marina recuou e voltou atrás. Neste sábado, ela divulgou nota para dizer que seu programa não estava ainda fechado. 
O fato, no entanto, é que seu programa de governo, lançado ontem, foi amplamente divulgado. Era conservador na economia - tanto que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) a acusou de plagiá-lo - e liberal nos costumes. Era. Mudou após a pressão de Malafaia, provocando a indignação do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ). "Você mentiu a todos nós e não merece a confiança do povo brasileiro", disse o parlamentar (leia aqui).
Nas redes sociais, eis alguns tuítes com a hashtag #MarinaVoltaAtras:

Não vamos desistir do Malafaia. Não vamos desistir dos usineiros. 
": Marina volta atrás e diz que arroz é debaixo do feijão mesmo"
 e diz q nunca participava do Você Decide da Globo por não saber do que ter certeza.
 e diz que o Fluminense foi rebaixado.
 e diz que Chico Mendes é da elite...
Marina volta atrás e diz que engordou 3 quilos apesar da dieta transgênica que adotou por orientação de Neca Itaú. 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Marina acaba de se associar a um crime eleitoral


- por Fernando Brito, no Tijolaço

Independente do resultado “marquetológico” da entrevista de Marina Silva ao Jornal Nacional – e eu acho que foi desastroso – há um elemento gravíssimo nas declarações da nova candidata do PSB.
Marina confessou o conhecimento de um crime eleitoral e a participação nos benefícios desta transgressão.
Ela confessou saber que o avião era produto de um “empréstimo de boca” que seria “ressarcido” – se é ressarcido, tem preço – ao final da campanha.
Poderia, se fosse o caso, dizer que não sabia dos detalhes da contratação do serviço, feita por Eduardo Campos. Mas está amarrada de tal forma no assunto que teve de se acorrentar à fantasiosa versão do PSB.

Que é uma aberração jurídica e contábil, que não pode prevalecer – e não prevalece – em qualquer controle de contas eleitorais.
Até no Acre de Marina Silva, o TRE distribui um formulário onde o dono de um veículo, mesmo que seja um Fusca 82, tem de assinar a cessão e atribuir o valor em dinheiro do bem.
O que dirá para um jato de R$ 20 milhões!
Não há um contrato sequer, não há preço estabelecido e, sobretudo, as empresas (ou o laranjal) que tinham o controle do avião não se dedicam à locação de transporte aéreo.
É um escândalo de proporções amazônicas.
Só menor do que o escândalo que é, depois de tantas confissões, o silêncio do Ministério Público.
Todos se lembram da Procuradora Sandra Cureau, que por um nada partia para cima do Presidente Lula e da candidata Dilma Rousseff.
Está mudo, quieto, silente.
Acovardado diante dos novos santos da mídia.
A partir de agora, prevalecendo isso, se podem emprestar prédios, frotas, aviões, até uma nave espacial para Marina ir conversar com Deus.
De boca, sem recibo, sem contrato, sem papel.
Na fé.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Filmes: "Guardiões da Galáxia"

PERDA DE TEMPO

Ninguém precisa ver essa besteira sem graça

- por André Lux, crítico-spam

Não é por nada, mas os filmes baseados nos quadrinhos da Marvel estão precisando se reciclar. Esse "Guardiões da Galáxia" é o terceiro ou quarto que parte de uma mesmíssima premissa, bem idiota por sinal: "vilão super poderoso precisa pegar um bagulho super poderoso para ficar ainda mais poderoso e destruir o mundo, a galáxia ou o universo".

Foi assim em "Os Vingadores", "Thor 1 e 2", "Capitão América" e sei lá qual mais. Nos outros, os vilões queriam uma caixa azul ou um pó vermelho miraculosos. Em "Guardiões da Galáxia", o vilão quer um cristal rosa igualmente miraculoso.

Baseado num quadrinho obscuro da Marvel, o filme vem recebendo críticas muito favoráveis mundo afora, em mais uma prova de delírio coletivo dos profissionais da opinião em geral. Alguns chegaram a compará-lo com os "Star Wars" originais!

Repleto de furos no roteiro (clique aqui para ver uma pequena lista deles), forçações de barra, piadas sem graça e infindáveis batalhas espaciais feitas em computação gráfica, daquelas que não geram qualquer emoção e dão tontura de tão confusas e exageradas"Guardiões da Galáxia" lembra muito mais os nefastos prólogos de "Star Wars" do que os outros filmes de super-heróis da Marvel.

O elenco é interessante, mas completamente desperdiçado em personagens tolos e rasos com uma poça de água. Benício Del Toro aparece com uma peruca loira ridícula, num personagem que beira o grotesco, mas ao menos fica pouco tempo em cena. E o pobre do Vin Diesel foi contratado para dar voz ao homem-árvore e dizer "Eu sou Groot" trocentas vezes, como se isso fosse a coisa mais engraçada do mundo - só que não é. 

O filme tem uma direção de arte bacana, embora muita coisa seja copiada de outras produções, como o vilão Ronan que é igualzinho ao Molasar de "Fortaleza Infernal". 


Molasar e Ronan: nada se cria, tudo se copia...
A trilha sonora é repleta de músicas pop estadunidenses que pelo jeito deveriam dar um ar nostálgico ao filme, mas confesso que para mim não disseram nada, embora eu reconheça que não sou especialista no assunto. Meu negócio sempre foram as trilhas incidentais, compostas especialmente para os filmes e a desse aqui não chega a ser das piores, embora seu compositor, Tyler Bates, já tenha feito coisas muito ruins, como a trilha do novo "Conan, o Bárbaro".

Mas o que implode mesmo qualquer pretensão do filme é a guinada rumo à pieguice e à filosofia do "vamos nos sacrificar para derrotar o mal" que toma conta do terceiro ato, algo que vai completamente na contramão não só da proposta do filme, como da caracterização "descolada" dos protagonistas feita até então.

"Guardiões da Galáxia" poderia até ser uma boa diversão para a garotada, porém ele tem cenas de violência que, embora não sejam explícitas, são muito fortes, diálogos cheios de palavrões, machismo e misóginia (até quando as mulheres serão retratadas como meros objetos sexuais à espera de um macho nesse tipo de filme?). 

Sinceramente, ninguém precisa ver essa besteira. É perda de tempo.

Cotação: * *

7 motivos pelos quais Marina Silva não representa a “nova política”

Se a sua intenção este ano é votar em uma "nova forma de fazer política", leia este texto antes de encarar a urna eletrônica

- Por Lino Bocchio, na Carta Capital
É comum eleitores justificarem o voto em Marina Silva para presidente nas Eleições 2014 afirmando que ela representaria uma “nova forma de fazer política”. Abaixo, sete razões pelas quais essa afirmação não faz sentido:

1. Marina Silva virou candidata fazendo uma aliança de ocasião. Marina abandonou o PT para ser candidata a presidente pelo PV. Desentendeu-se também com o novo partido e saiu para fundar a Rede -- e ser novamente candidata a presidente. Não conseguiu apoio suficiente e, no último dia do prazo legal, com a ameaça de ficar de fora da eleição, filiou-se ao PSB. Os dois lados assumem que a aliança é puramente eleitoral e será desfeita assim que a Rede for criada. Ou seja: sua candidatura nasce de uma necessidade clara (ser candidata), sem base alguma em propostas ou ideologia. Velha política em estado puro.

2. A chapa de Marina Silva está coligada com o que de mais atrasado existe na política. Em São Paulo, o PSB apoia a reeleição de Geraldo Alckmin, e é inclusive o partido de seu candidato a vice, Márcio França. No Paraná, apoia o também tucano Beto Richa, famoso por censurar blogs e pesquisas. A estratégia de “preservá-la” de tais palanques nada mais é do que isso, uma estratégia. Seu vice, seu partido, seus apoiadores próximos, seus financiadores e sua equipe estão a serviço de tais candidatos.Seu vice, Beto Albuquerque, aliás, é historicamente ligado ao agronegócio. Tudo normal, necessário até. Mas não é “nova política”.

3. As escolhas econômicas de Marina Silva são ainda mais conservadoras que as de Aécio Neves. A campanha de Marina é a que defende de forma mais contundente a independência do Banco Central. Na prática, isso significa deixar na mão do mercado a função de regular a si próprio. Nesse modelo, a política econômica fica nas mãos dos banqueiros, e não com o governo eleito pela população. Nem Aécio Neves é tão contundente em seu neoliberalismo. Os mentores de sua política econômica (futuros ministros?) são dois nomes do governo Fernando Henrique: Eduardo Giannetti da Fonseca (ex-secretário de comércio exterior) e André Lara Rezende, ex-presidente do BNDES e um dos líderes da política de privatizações de FHC. Algum problema? Para quem gosta, nenhum. Não é, contudo, “uma nova forma de se fazer política”.

4. O plano de governo de Marina Silva é feito por megaempresários bilionários. Sua coordenadora de programa de governo e principal arrecadadora de fundos é Maria Alice Setúbal, filha de Olavo Setúbal e acionista do Itaú. Outro parceiro antigo é Guilherme Leal. O sócio da Natura foi seu candidato a vice e um grande doador financeiro individual em 2010. A proximidade ainda mais explícita no debate da Band desta terça-feira. Para defendê-los, Marina chegou a comparar Neca, herdeira do maior banco do Brasil, com um lucro líquido de mais de R$ 9,3 bilhões no primeiro semestre, ao líder seringueiro Chico Mendes, que morreu pobre, assassinado com tiros de escopeta nos fundos de sua casa em Xapuri (AC) em dezembro de 1988. Devemos ter ojeriza dos muito ricos? Claro que não. Deixar o programa de governo a cargo de bilionários, contudo, não é exatamente algo inovador.


5. Marina Silva tem posições conservadoras em relação a gays, drogas e aborto. O discurso ensaiado vem se sofisticando, mas é grande a coleção de vídeos e entrevistas da ex-senadora nas quais ela se alinha aos mais fundamentalistas dogmas evangélicos. Devota da Assembleia de Deus, Marina já colocou-se diversas vezes contra o casamento gay, contra o aborto mesmo nos casos definidos por lei, contra a pesquisa com células-tronco, a favor do ensino do criacionismo nas escolas e contra qualquer flexibilização na legislação das drogas. Nesses temas, a sua posição é a mais conservadora dentre os três principais postulantes à Presidência.

6. Marina Silva usa o marketing político convencional. Como qualquer candidato convencional, Marina tem uma estrutura robusta e profissionalizada de marketing. É defendida por uma assessoria de imprensa forte, age guiada por pesquisas qualitativas, ouve marqueteiros, publicitários e consultores de imagem. A grande diferença é que Marina usa sua equipe de marketing justamente para passar a imagem de não ter uma equipe de marketing.

7. Marina Silva mente ao negar a política. A cada vez que nega qualquer um dos pontos descritos acima, a candidata falta com a verdade. Ou, de forma mais clara: ela mente. E faz isso diariamente, como boa parte dos políticos dos quais diz ser diferente.

Há algum mal no uso de elementos da política tradicional? Nenhum. Dentro do atual sistema político, é assim que as coisas funcionam. E é bom para a democracia que pessoas com ideias diferentes conversem e cheguem a acordos sobre determinados pontos. Isso só vai mudar com uma reforma política para valer, algo que ainda não se sabe quando, como e se de fato será feita no Brasil.

Aécio tem objetivos claros. Quer resgatar as bandeiras históricas do PSDB, fala em enxugamento do Estado, moralização da máquina pública, melhora da economia e o fim do que considera um assistencialismo com a população mais pobre. Dilma também faz política calcada em propósitos claros: manter e aprofundar o conjunto de medidas do governo petista que estão reduzindo a desigualdade social no País.

Se você, entretanto, não gosta da plataforma de Dilma ou da de Aécio e quer fortalecer “uma nova forma de fazer política”, esqueça Marina e ouça Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) com mais atenção.

De Marina Silva, espere tudo menos a tal “nova forma de fazer política”. Até agora a sua principal e quase que única proposta é negar o que faz diariamente: política.

Me engana, que eu gosto...?


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Cidade Administrativa deve facilitar a vida da população de Jundiaí e região

O prefeito Pedro Bigardi anuncia o projeto da Cidade Administrativa
O prefeito Pedro Bigardi apresentou, na segunda-feira (25), no auditório da CIESP, o projeto da Cidade Administrativa, que será construída em uma área de 300 mil m², na Vila Hortolândia, e vai abrigar diversos órgãos públicos da cidade, tais como:

- Fórum Cível (20 mil m²);
- OAB 33º Subseção (3 mil m²);
- Delegacia 2º DP (1,5 mil m²);
- Iprejun (2 mil m²);
- Justiça Federal (7 mil m²);
- Justiça do Trabalho (5 mil m²);
- Delegacia da Receita Federal (6 mil m²).

O projeto também reserva uma área de 31 mil m² para a construção do Hospital da Cidade, que contará com 10 andares e 300 leitos. Segundo Bigardi, o novo hospital vai ampliar o atendimento feito atualmente no hospital São Vicente, que sofre pela falta de espaço.

“Esse vai ser o pólo administrativo mais importante de Jundiaí e região, pois concentrará em um mesmo lugar vários serviços para a população, localizados próximo de três rodovias que cortam a cidade e do terminal de transporte da vila Hortolândia, que será reformado para melhor atender às demandas”, vaticinou o prefeito.


Para Caé, projeto fica num lugar estratégico e de fácil acesso a todos
Caé, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí e região, afirma que esse projeto é muito importante, pois fica num local realmente estratégico e de fácil acesso para quem mora em qualquer região da cidade ou mesmo nos municípios da região.

"O Sindicato apóia essa iniciativa da Prefeitura, pois entende que a Cidade Administrativa bem como o novo hospital vão  beneficiar muito toda a população da cidade e da região, concentrando num único local vários serviços públicos importantes que antes ficavam espalhados em vários pontos distantes da cidade, o que dificultava muito a vida dos trabalhadores", enfatiza.


"Prefeitura retoma a construções de diretrizes públicas", afirma Daniela
Para a secretária de Planejamento Daniela da Câmara Sutti, é preciso coragem política para dar vida a um projeto grandioso como esse.

“O prefeito Pedro Bigardi, assim que assumiu o governo, procurou a secretaria de Planejamento para viabilizar a Cidade Administrativa, que é muito importante para o projeto urbano e vem tirar a cidade do marasmo de planejamento de muitos anos, fazendo com que o poder público retome a construção de diretrizes que vem de fato ao encontro dos interesses dos cidadãos”.

O arquiteto Araken  Martinho, que foi chamado pelo prefeito para atuar como consultor do projeto, fez um breve histórico da área onde será construída a Cidade Administrativa, lembrando que há mais de 20 anos se esperava que o projeto fosse de fato concretizado.


Araken afirmou que ela poderá influir de maneira positiva no desenho da cidade, inclusive integrando as três rodovias que cortam Jundiaí e a ferrovia que, na opinião dele, ainda voltará a ser utilizada para o transporte entre as cidades da região.

O arquiteto Araken diz que projeto vai beneficiar a cidade

Quem compara, vota no PT


terça-feira, 19 de agosto de 2014

6 fatos sobre depressão que todo mundo precisa saber

Morte de Robin Williams e Fausto Fanti levantam a questão sobre a doença que atinge mais de 350 milhões de pessoas no mundo

- por Luciana Carvalho, na Exame

A depressão fez mais uma vítima nesta semana. De acordo com a polícia da Califórnia, tudo indica que o ator Robin Williams tenha se suicidado por asfixia, na última segunda-feira, aos 63 anos.
 
O vencedor do Oscar por “Gênio Indomável” e artista consagrado por filmes como “Sociedade dos Poetas Mortos” e “Patch Adams - O Amor é Contagioso” lutava contra a depressão e o vício em cocaína e álcool.
 
A notícia pegou o mundo inteiro de surpresa e levantou a importante questão que gira em torno dessa doença. Se não for tratada a tempo, ela pode ter um desfecho tão triste quanto o de Williams ou do humorista Fausto Fanti, que, no final de julho, também tirou a própria vida, possivelmente, em decorrência do sofrimento psíquico.
 
Na opinião do médico Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, políticas públicas voltadas para esse problema e um tratamento da mídia sem tabus poderiam ajudar a evitar consequências graves.
 
“Ao contrário do que se pensa, as pessoas não vão se matar se a mídia falar mais sobre o suicídio. O importante é a orientação sobre isso. Deve-se falar disso para prevenir”, afirma. Todos os anos, a ABP realiza uma caminhada no dia 10 de setembro para lembrar o “dia mundial da prevenção ao suicídio” e, nos locais em que acontece esse tipo de ação, segundo ele, a incidência tem parecido menor.
 
O psiquiatra diz que, em cada 100 pessoas com depressão grave, 15 cometem suicídio. O número é preocupante, mas pode ser revertido se preconceitos forem combatidos e informações forem divulgadas.
 
A seguir, você confere fatos que todo mundo deveria saber para lidar melhor com o problema.
 
Depressão é uma doença, não “frescura”
 
Uma das principais dificuldades enfrentadas por quem sofre de depressão é entender e fazer com que os outros entendam que ela não é “frescura”, mas uma doença, como hipertensão ou diabetes.
 
Isso significa que precisa ser tratada por um psiquiatra, capaz de orientar e, se necessário, medicar adequadamente o paciente. A psicoterapia em conjunto pode ser muito útil, mas o tratamento médico é essencial.
 
Preconceito só atrapalha a cura
 
“Psiquiatra é médico de louco e eu não estou doido”. Esta frase, lembrada por Silva, resume boa parte do preconceito que ainda existe em torno da depressão, dos transtornos mentais e até mesmo dessa especialidade da medicina. Por vergonha ou medo de que conhecidos fiquem sabendo, pacientes evitam procurar ajuda ou perdem um apoio importante dos entes queridos.
 
Com um amigo deprimido, não adianta só conversar
 
Outro efeito nocivo do tabu é a desconsideração da gravidade do quadro. Muita gente acredita, por exemplo, que basta conversar com a pessoa deprimida para resolver o problema. Nada mais ilusório.
 
É claro que o apoio, o consolo e a compreensão são estritamente necessários, mas frases como “Calma, vai passar” ou “Deixa isso para lá” não acrescentam e, dependendo da situação, podem ser prejudiciais. Se o paciente estiver com ideias suicidas, por exemplo, a melhor forma de ajudar é incentivá-lo a ir ao médico.
 
E falar coisas como “Poxa, mas você não está nem tentando ficar feliz” ou “Você poderia se esforçar mais para melhorar” é, na opinião do médico, maldade. “Isso é a mesma coisa que, se você usa óculos, alguém pedir para que tire as lentes e ordenar que enxergue tudo sem elas”, afirma o psiquiatra.
 
Os sintomas podem ser físicos e psíquicos
 
A tristeza e o desânimo podem ser sintomas da depressão, mas não são os únicos. De acordo com Antônio Geraldo da Silva, é possível haver sinais físicos, como perda ou ganho de peso, dores inexplicáveis no corpo e insônia ou sonolência em excesso.
 
Entre os sintomas psíquicos estão: desânimo intenso, cansaço, apatia, falta de vontade de fazer suas tarefas, falta de prazer, de alegria, choro fácil, temperamento explosivo, irritabilidade.
 
O diagnóstico, claro, precisa ser feito pelo médico, já que a chamada “síndrome depressiva” tem sintomas que podem ser confundidos com outras enfermidades, como o hipotireoidismo ou o hipertireoidismo.
 
Qualquer pessoa pode ter depressão
 
Assim como grande parte das outras doenças, a depressão não “escolhe” alvos específicos. Segundo o psiquiatra, homens e mulheres, crianças, adultos e idosos podem ser acometidos pelo mal.
 
Esse fato vai de encontro com outro preconceito muito comum: o que diz que “pessoas bem-sucedidas ou ricas não deveriam ficar deprimidas”. Por esse raciocínio, quem não tem motivos aparentes para sofrer deveria ser imune.
 
A realidade, no entanto, é mais complexa. Há pessoas que têm mais propensão à doença devido à genética. Há outras que podem sofrer com o problema devido a suas condições de vida e o ambiente em que convivem.
 
De acordo com o médico, fatores como o uso de álcool e drogas, uma rotina muito estressante e noites sem dormir podem aumentar a incidência da enfermidade.
 
Depressão é uma das principais causas de afastamento do trabalho
 
Apesar de todo estigma existente em torno da depressão, ela é uma das principais doenças que acometem a humanidade atualmente. Dados de 2013 divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que mais de 350 milhões de pessoas no planeta têm depressão – o que representa 5% da população mundial.
 
De acordo com estudo publicado na revista científica PLOS Medicine, no ano passado, ela é a segunda maior causa de invalidez, no mundo, ficando atrás apenas das dores nas costas.
 

Antônio Geraldo da Silva estima que 20% das pessoas já tiveram, têm ou ainda terão a doença ao longo da vida. Por isso, ele ressalta a importância de falar mais sobre o tema, dentro das empresas, na família, nos governos e na sociedade como um todo

Minha opinião

O que eu achei da entrevista da Dilma no Jornal Nacional?

NÃO ASSISTO A REDE GLOBO, há mais de 10 anos.


Ponto.



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