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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Filmes: "Star Trek: Além da Escuridão" (spoilers!)

A ECA DE KHAN

Filme não é ruim, mas o roteiro é uma das coisas mais sem pé nem cabeça que já vi na vida

- por André Lux, crítico-spam

Quando vi os primeiros trailers desse novo "Star Trek" fiquei preocupado, pois parecia que iam pisar no mesmo território já explorado no filme anterior, que deu um "reboot" na série iniciada no final dos anos 60 por Gene Rodenberry. Ficava claro que a motivação por trás dos atos do vilão era a vingança, igual ao que queria o Nero do primeiro filme. 

Tinha esperança que não fosse isso, porém "Star Trek: Além da Escuridão" bate na mesma tecla e, pior, traz de volta um dos vilões mais memoráveis da série antiga: o terrível Khan, que no segundo longa da tripulação original é o responsável pela morte do Spock (Leonard Nimoy, que aparece novamente aqui em ponta). Acaba sendo uma mescla do segundo e do sexto filmes da tripulação original, "A Ira de Khan" e "A Terra Desconhecida".

Não vou dizer que o filme é ruim, longe disso. É muito bem feito, tem desenho de produção e feitos visuais excelente, muita ação e música bacana de Michael Giacchino. É como uma volta na montanha russa. O problema mesmo é o roteiro, que é uma das coisas mais sem pé nem cabeça que já vi na vida, com furos do tamanho de uma cratera.

São tantas coisas sem sentido que acontecem no filme que não dá nem para ficar enumerando (vi alguns sites estadunidenses listando por perto de 20 furos!), mas tem algumas coisas que realmente são absurdas demais. Entre elas, o vilão se teletransportar da Terra para um planeta dentro do império Klingon, a sabe-se lá quantos anos-luz de distância! E o que diabos ele foi fazer lá?

Depois, tem a história do almirante Marcus (feito pelo "Robocop" Peter Weller) que manda Kirk ir até o local para bombardear o vilão e entrega para ele 72 torpedos supostamente de última geração! Como assim, era para a Enterprise lançar 72 torpedos sobre um único sujeito, no meio do império Klingon?

Tem muitas outras coisas absurdas no filme (o Dr. McCoy, por exemplo, simplesmente descobre o segredo da vida eterna, mas depois ninguém mais fala disso!), mas vou parando por aqui até porque elas incomodam mais depois que você sai do cinema e começa a pensar nelas. Durante a projeção tem tanta ação e correria que até dá para esquecer tudo isso.

Mas o que realmente detona o filme é o rapaz que colocaram para fazer o Khan, um tal de Benedict Cumberbatch, que não é mau ator. O problema é que se trata de um sujeito baixinho, franzino e com cara de "mauricinho" que não convence nem um segundo na pele do que seria um "super-homem" criado artificialmente no passado para comandar a Terra durante as chamadas "guerras eugênicas" (pelo menos é assim na iconografia original, no novo filme não se fala disso).

Khans: o "mauricinho" e o "fodão"
Nada a ver com o Khan original, feito com propriedade e carisma pelo grande Ricardo Montalban. E a história que inventaram para justificar o ódio dele contra a Federação é muito forçada e, para variar, não faz muito sentido também.

As melhores coisas do filme acabam sendo, além das cenas de ação (que são muitas), a interação do elenco da Enterprise e algumas piadinhas que funcionam. Como eu disse, o filme no todo não é ruim dentro do que se propõe, porém ficou bem aquém do esperado, principalmente quando você pensa nele depois da exibição, e não chega nem perto do primeiro. Tomara que melhorem no próximo, porque um novo "Star Trek" é sempre bem vindo!

Cotação: * * *

Prefeitura anuncia reforma do hospital São Vicente, encontrado em situação de calamidade

O prefeito Pedro Bigardi realizou no dia 25 de abril uma coletiva de imprensa para anunciar os esforços que, nos próximos três meses, serão realizados para melhorar a situação do Hospital São Vicente de Paulo. Serão, inicialmente, quase R$ 7 milhões em investimentos.
O anúncio foi antecedido por um “tour” da imprensa pelo interior da instituição, que mostrou situações como infiltrações de chuva, móveis e equipamentos em mau estado, janelas enferrujadas e também as péssimas condições de acomodações para médicos e funcionários, entre outros.
O prefeito Pedro Bigardi visitou as instalações do hospital
“Todos os pacientes com que conversamos elogiam o profissionalismo dos que trabalham no hospital. Mas a verdade é que antes de contarmos com um futuro novo estabelecimento e mesmo com os novos Pronto-Atendimentos 24 horas, como o Central, é urgente melhorarmos a situação do hospital”, afirmou o prefeito.
O secretário de Saúde, Cláudio Miranda, afirmou que a situação encontrada exigiu a preparação de um projeto emergencial. “O hospital é uma referência não apenas da cidade mas da região e precisa de apoio”, afirmou Miranda.
Dados levantados na Fundação Seade pelo Hospital São Vicente de Paulo mostram que, em 1993, a cidade contava com 3 leitos SUS (Sistema Único de Saúde) para cada 1 mil habitantes. Em 2013, a proporção caiu para 0,8 leitos SUS para cada 1 mil habitantes no município. A população da região atendida também cresceu.
Ainda usando dados da Fundação Seade, do governo estadual, o hospital mostrou que, mesmo com todas as UPAs e um novo hospital, a proporção de leitos no município ainda ficará abaixo do patamar de 20 anos atrás. Do lado externo, foram mostradas paredes de quartos e apartamentos sem pintura há mais de 17 anos.
Fued Maluf mostra paredes sem pintura há mais de 17 anos
“Encontramos o hospital com 1,5 muda de cama para cada paciente. Uma das mudanças é terceirizar a lavanderia, com meta de cinco mudas por paciente e a condição de não haver demissões destes colaboradores que chegam a enfrentar condições de insalubridade”, afirmou Fued Maluf, superintendente do São Vicente.
Para o presidente da Câmara, Gerson Sartori, em outros setores as mesmas condições de trabalho “teriam provocado uma greve”.
Mais recursos
O primeiro lote de investimentos, de R$ 5 milhões, é formado pelo remanejamento de recurso de R$ 2 milhões do próprio hospital e mais R$ 3 milhões do Orçamento da prefeitura que estavam na rubrica de desapropriações. E o secretário de Finanças, Paulo Galvão, estuda outras possibilidades. Para Cláudio Miranda, “há um forte consenso no governo de que o sistema de saúde precisa ser mesmo reestruturado e fortalecido”.
O restante da verba, segundo o prefeito Pedro Bigardi, viria do Governo do Estado. “Estive com o secretário estadual Edison Aparecido, e ele confirmou que duas emendas voltadas para a instituição, de R$ 400 mil e de R$ 1,5 milhão, podem ser liberadas já nos próximos meses, destinadas a equipamentos. E ainda estou dialogando com parlamentares, como o Baleia Rossi, que nos visitou nesta quinta (25), sobre a perspectiva de novos recursos”, disse.
Por José Arnaldo de Oliveira
Fotos: Alessandro Rosman

Prefeitura concede 13% de aumento aos funcionários do hospital São Vicente

O prefeito Pedro Bigardi
Os funcionários do hospital São Vicente aceitaram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (27), a proposta de 13% de reajuste oferecida pela prefeitura municipal em acordo firmado no Ministério Público do Trabalho, em Campinas.

Na opinião da Prefeitura, o reajuste representa um grande avanço na valorização dos profissionais da Saúde já que, nos últimos anos, repassava-se a eles basicamente a reposição da inflação nos dissídios – o que tornou os salários dos trabalhadores daquele hospital um dos mais defasados da região.

Leide Mengatti, vice-presidente do Sindicato da Saúde de Campinas e Região, afirma que esse é o maior reajuste de salários que o sindicato atingiu em 170 municípios do Estado e, por isso, algo histórico à categoria. 

A greve durou cerca de 12 horas e, aprovado o reajuste, os funcionários retornaram ao trabalho imediatamente.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Manifestantes lotam Câmara e levam suas reivindicações aos vereadores

Cerca de 100 manifestantes lotaram a Câmara Municipal de Jundiaí e, gritando palavras de ordem, interromperam os trabalhos da 21ª Sessão desta terça-feira (25). O presidente da Câmara Gerson Sartori (PT) consultou dos outros vereadores e, num gesto inédito, permitiu que as pessoas se manifestem livremente na tribuna.

Um dos manifestantes, que usava camisa da União Estadual dos Estudantes (UEE), tentou organizar o protesto para que fosse formulada uma carta com as principais reivindicações. Entre propostas constavam melhorias no transporte público, reformas política e agrária, aumento de salário para os professores, 10% do PIB para a educação.

Após a participação de todos que quiseram se manifestar, Sartori enumerou a todos o que, na opinião dele, foram os avanços conquistados pela atual gestão da Câmara e da Prefeitura até agora e explicou que muitas das demandas apresentadas não são da alçada dos vereadores. No final, convidou a todos para participarem dos debates sobre o orçamento da cidade, que irão começar nas sessões de agosto. 

Alan, de 25 anos, revela que veio protestar pela melhoria do transporte público o qual ele considera ruim e caro. Ele também tentou convencer os outros manifestantes a limitarem suas reivindicações ao âmbito municipal. “Estamos na Câmara dos Vereadores, não tem abrangência nacional, não adianta a gente querer abraçar o mundo, temos que focar em reivindicações como transporte, saúde, educação e outros assuntos que dizem respeito à cidade, aproveitando esse espaço que temos aqui hoje”, enfatiza. 

O vereador Doca (PP) aprovou a manifestação inédita. “É a voz do povo e ele protesta no lugar certo, porque essa casa é do povo. Fomos eleitos com todos os votos válidos e eles tem razão em vir até aqui de forma pacífica com suas reivindicações, que são muito justas”, conclui.
















O problema da má distribuição dos médicos no Brasil

Os ministros de Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, e de Cuba, Bruno Eduardo Rodríguez Parrilla
- por Tainah Medeiros
“As pessoas não têm mais a quem pedir ajuda a não ser a mim. Se tiver mais de três casos urgentes para atender imediatamente, como eu faço?” Em tom de desabafo, o cardiologista Sérgio Perini conta que desde abril de 2012 é o único médico em atividade na cidade de Santa Maria das Barreiras, no interior do Pará. O único para atender uma população carente de 18 mil habitantes.
Essa situação não é exclusividade de Santa Maria das Barreiras. A cidade divide o problema com milhares de municípios que, como ela, são pequenos e afastados de grandes centros urbanos. Segundo o último levantamento do CFM (Conselho Federal de Medicina), feito em 2012, o Brasil abriga 388.015 médicos, cerca de 1,8 por mil habitantes. A Argentina tem 3,2, Espanha e Portugal têm 4 e Inglaterra, 2,7. Ainda assim, a quantidade de médicos brasileiros é considerada razoável, mas não resolve o problema de saúde do país porque apenas 8% dos profissionais estão em municípios de até 50 mil pessoas. E municípios desse porte representam quase 90% das cidades (veja tabelas no final desta matéria).
O restante dos profissionais está aglomerado em grandes regiões. Distrito Federal e os estados de Rio de Janeiro e São Paulo têm respectivamente taxas de 4,09, 3,62 e 2,64 médicos por mil habitantes, enquanto outros estados não somam nem um profissional por habitante, como é o caso do Amapá (0,95), Pará (0,84) e Maranhão (0,71). Ainda assim, a taxa maior em um estado não significa que cidades pequenas daquela região ofereçam atendimento adequado.
Nesse cenário, Santa Maria das Barreiras e tantas outras cidades brasileiras tentam lidar com a carência da maneira que podem. “Como faltam profissionais, as ocorrências mais graves não têm como ser atendidas aqui, então encaminhamos para a cidade de Redenção, que fica a 130 km. O trajeto de 2 horas é feito por estrada de terra”, relata o dr. Perini.Para tentar resolver a questão, o governo federal criou em 2011 o Provab (Programa de Valorização dos Profissionais da Atenção Básica), uma iniciativa para levar médicos recém-formados a regiões carentes oferecendo uma bolsa de R$8 mil. O incentivo, porém, não foi suficiente. O último levantamento, feito com base nos dados de 2012, mostrou que 2.856 prefeituras solicitaram 13 mil médicos. Menos da metade, 1.291, foi atendida por pelo menos um profissional, já que apenas 4.392 médicos se inscreveram e 3.800 assinaram contrato. O número equivale a 29% das vagas abertas.
Em maio de 2013, o Ministério da Saúde anunciou que havia um ano vinha estudando uma política para trazer médicos estrangeiros até essas regiões a fim de minimizar o déficit de profissionais em áreas carentes. A princípio, a intenção era trazer 6 mil médicos cubanos, além de profissionais de Portugal e Espanha. A estratégia é vista pelo governo como uma alternativa de curto prazo, mas para entidades médicas como o CFM, que questiona a qualidade do atendimento que seria oferecido, trata-se de uma “pseudo-assistência”.
Revalida
O presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, afirmou em nota que acredita que a população brasileira corre o risco de ser atendida por pessoas com formação médica insuficiente e incompleta. “Se essa intenção fosse séria, o governo traria médicos preparados para fazer cirurgias, trabalhar em UTIs e atender casos de alta complexidade. Não há médicos pela metade e é isso que está sendo proposto. Se o médico ‘importado’ sem revalidação receber um caso grave, cruzará os braços.”
O temor da entidade surgiu devido à possibilidade de que os médicos estrangeiros sejam dispensados de fazer o Revalida, exame nacional para revalidação de diplomas obtidos no exterior. O ministério cogita a alternativa porque quem é aprovado na avaliação recebe registro permanente e pode atuar dentro de sua especialidade em qualquer região do país, mas a ideia do novo programa é que os profissionais de fora tenham permissão temporária de três anos para trabalhar apenas nos campos considerados de prioridade, como o de atenção básica em saúde. Segundo a assessoria do ministério, portanto, a dispensa está sendo pensada justamente para limitar a área de atuação dos estrangeiros, evitando que migrem para postos mais atrativos e compitam com profissionais brasileiros.
“O CFM não abre mão do Revalida. Ele apoia a entrada de médicos, desde que sejam submetidos a esse exame e sejam qualificados para trabalhar no Brasil, independentemente de sua nacionalidade”, afirma o vice-presidente da entidade, Carlos Vital. O Ministério da Saúde enfatiza que a dispensa não significa que os estrangeiros estarão isentos de avaliação. “Ainda não está definido de que maneira eles vão ser avaliados, mas já é sabido que eles vão precisar falar português, serão provenientes de faculdades reconhecidas pelos países de origem e obrigatoriamente haverá triagem, que poderá ser feita por meio de exame prático ou análise curricular.”
O ministério afirmou ainda que confia na qualidade das universidades do exterior e acredita que o governo de cada país tem discernimento para reconhecer como legítimas suas instituições de ensino da mesma maneira que o governo brasileiro tem.  O CFM, porém, firma seu argumento nos dados oficiais da subcomissão que acompanha a aplicação do Revalida. No ano de 2011, 536 médicos graduados no exterior se submeteram ao exame, e somente 65 (12%) foram aprovados. Em 2012, o resultado foi pior: de 884 médicos avaliados, 77 (8,7%) foram aprovados.
Na lista de 200 cursos de medicina da QS Top University, organização de referência para rankings de universidades, a Universidade de Barcelona, na Espanha (um dos países cogitados a enviar profissionais), e a Universidade de São Paulo ocupam posição entre a 51a e 100a melhores (o ranking não especifica a posição a partir da 51a colocada). Cuba e Portugal não têm universidades na relação.
Concentração nos grandes centros
O único médico de Santa Maria das Barreiras é graduado pelo ISCM-VC (Instituto Superior de Ciências Médicas de Villa Clara), em Cuba, com o qual a Faculdade de Medicina da UNESP de Botucatu-SP mantém convênio desde 2002. Dr. Perini ressalta que o conceito de priorizar o atendimento às regiões carentes foi uma das coisas que aprendeu no curso. O viés ideológico de sua formação o incentivou a trocar a cidade de São Simão, em Goiás, que tinha cerca de 15 médicos para seus 17 mil habitantes, para viver com a família no interior do Pará, mesmo por um salário menor. “Quando escuto o CFM falando que os médicos estrangeiros podem não ter formação suficiente, fico indignado. Me dá a impressão de que eles não fazem ideia do que aprendemos por lá”, afirma.
No Brasil, existem apenas 2 mil médicos especializados em medicina da família cadastrados na SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade), entidade que congrega médicos atuantes em postos e outros serviços de Atenção Primária em Saúde. Para o presidente da Sociedade, Nulvio Lermen Junior, o Brasil enfrenta dificuldades para formar especialistas na área. “Há mais médicos interessados em especialidades como dermatologia e endocrinologia do que em medicina de família e comunidade ou terapia intensiva, por exemplo. Essas últimas especialidades são menos valorizadas no mercado privado”, explica.
Para Paulo Henrique Gomes, que assumiu a Secretaria de Saúde de Santa Maria das Barreiras no final de 2012, a medida serve como um alívio. “Eu preciso urgentemente de mais médicos na minha cidade, imagino que outros municípios também devam precisar. Eu só tenho um médico no hospital. Os profissionais do Pará não querem o salário que Santa Maria das Barreiras pode pagar, que é de R$ 16 mil. Eles querem R$ 20 mil, R$ 25 mil. Acredito que os profissionais que vão chegar estarão mais dispostos a receber o que temos a oferecer.”
Em nota, a SBMFC afirma acreditar que os sistemas nacionais de saúde possam necessitar do aporte de médicos estrangeiros, mas reforçou que tal política deve fazer parte de estratégias maiores de reestruturação do sistema de saúde.
Para Carlos Vital, vice-presidente do CFM, a má distribuição de profissionais brasileiros não é reflexo do desinteresse dos médicos, e sim um problema muito mais grave. “Os médicos brasileiros até migram para essas regiões, mas se deparam com uma cidade sem infraestrutura. Não há hospitais, não há UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) nem UBSs (Unidade Básica de Saúde). Não há transporte, ou seja, não há o mínimo de condições para atender a população. O médico se sente impotente diante de uma situação como essa. Ele vai fazer o quê, sem um local para atender? Só prescrever medicamento? O problema tem uma base complexa que não pode ser resolvida simplesmente com a vinda de médicos estrangeiros. O Brasil precisa, primeiro, melhorar as condições de infraestrutura de saúde.”
Santa Maria das Barreiras conta com apenas uma Unidade Mista de Atendimento (local para atendimento básico com pequeno centro cirúrgico). É lá que o dr. Perini recebe diariamente de 40 a 50 pacientes. Desde janeiro de 2013, o Secretário de Saúde Paulo Henrique conseguiu ampliar de 17 para 22 o número de leitos e comprar mais uma ambulância para o município, totalizando duas, mas o problema com que o município lida há anos permanece: “temos uma unidade para atender, mas não temos médicos”.
Modelo a ser seguido
O Ministério da Saúde ainda não sabe exatamente qual modelo de captação de médicos estrangeiros irá seguir, mas acredita que o brasileiro deva tratar o assunto de maneira positiva. “Eu quero repetir que esse assunto não pode ser um tabu por aqui. O Ministério da Saúde brasileiro estuda uma politica de atração de profissionais estrangeiros baseada na de outros países que fazem isso. No Canadá e Austrália, por exemplo, existe um exame de validação do diploma igual o Revalida, mas também há programas específicos que dão autorização especial para o médico atuar na áreas de maior carência de médicos. Nós estamos estudando como esses países fazem para dar visto de trabalho e registro profissional restrito para atuar naquela área de carência. Descartamos validação automática do diploma e uma política que busque atrair médicos de países que tenham menos profissionais por mil habitantes que o Brasil. Caso da Bolívia e do Paraguai, que têm menos que 1,8 médicos por mil habitantes”, explica o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Padilha ressalta que cerca de 37% dos médicos da Inglaterra são formados fora do país, assim como 25% dos médicos que atuam nos EUA, 22% dos médicos do Canadá e 17% dos médicos da Austrália. Mas Carlos Vital, do CFM, reforça que esses dados não podem ser comparados com o Brasil, já que o sistema de saúde daqui é completamente diferente dos países tomados como base. “É diferente você levar um médico estrangeiro para atuar em um hospital da Inglaterra e outro para atuar aqui. Eles têm uma infraestrutura muito melhor que a do Brasil, muito mais equipamento, mais plano de carreira. Simplesmente, não dá.”
O ministro afirmou que apenas os municípios que participarem do Programa de Requalificação da UBS (Unidade Básica de Saúde) vão receber médicos do exterior. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 2.810 municípios devem apresentar propostas de construção de centros médicos em 2013. O Governo Federal dá incentivo financeiro para a construção de postos que variam de acordo com o porte de cada unidade, oscilando entre R$ 408 mil (construção de UBS porte 1 — capacitada para atender até 50 mil habitantes) a R$ 773 mil (construção de UBS porte 4 — capacitada para atender mais de 500 mil). Para reforma, são destinados de R$ 30 mil a R$ 150 mil (porte 1) e de R$30 a R$ 350 mil (porte 2).
Medidas de longo prazo
Diante da polêmica, a OMS (Organização Mundial da Saúde) se pronunciou. Em entrevista concedida à BBC Brasil, Hans Kluge, diretor da Divisão dos Sistemas de Saúde e Saúde Pública da OMS, afirmou que o assunto não deve ser visto como “panaceia” e que a contratação de médicos estrangeiros pelo Brasil é uma solução de curto prazo. A organização defendeu ainda que o país fortaleça seu próprio sistema de saúde para suprir a demanda interna.
O CFM defende que seja programada uma carreira federal dentro do SUS, nos moldes do que já existe para os cargos de juiz e promotor no âmbito do Poder Judiciário. Na carreira proposta, o acesso se daria por concurso público, realizado pelo Ministério da Saúde. Entre as características da proposta consta jornada de trabalho de 40 horas semanais no atendimento exclusivo ao SUS, com plano de cargos, carreira e salários.
A entidade não descarta com isso a necessidade de criar um outro programa para interiorização do médico brasileiro. Sem uma carreira, os jovens médicos, ‘importados’ ou brasileiros, podem até aceitar o desafio de ir para zonas distantes, mas diante da falta de perspectiva irão abandonar os postos e buscar abrigo nas grandes cidades, acirrando o cenário de desigualdade na distribuição dos profissionais”, afirmou em nota o presidente D’Ávila.
Já a SBMFC acredita que é preciso, também, investir de forma semelhante na área de medicina da família. “Implantar uma carreira e valorizar a contratação de especialistas em medicina de família no setor público, em especial na estratégia de Saúde da Família; regular a formação de especialistas por meio da criação de vagas de residência médica, priorizar o investimento e oferecer condições de trabalho adequadas. Essa estratégia bem estruturada pode resolver de forma mais econômica e eficiente cerca de 90% dos problemas da população”, afirma o presidente Nulvio Lermen Junior.
O governo garante que tem propostas para melhorar as condições de saúde no longo prazo. Independentemente de quais sejam os posicionamentos políticos, a discussão envolve, principalmente, uma população que necessita de atendimento médico imediatamente e que não pode esperar o sistema de saúde se re-estruturar por inteiro para ser atendida. “Como médico, posso afirmar que a vinda de profissionais estrangeiros pode ‘ameaçar’ meu cargo, mas presenciando o dia a dia das pessoas que vivem em Santa Maria das Barreiras e não têm ninguém além de mim para socorrê-las, é um deslize se posicionar contra a vinda desses médicos. Erro é não ter ninguém para atender essa população”, afirma o dr. Perini.
Veja a tabela de distribuição de médicos por cada Estado do País:
tabela medicos estado



Veja a distribuição de serviços de saúde segundo população dos municípios:
tabela medicos municipios

A revolta dos "coxinhas"


Calma lá, Exame! Dilma ainda é a favorita

Game of Thrones no Brasil...


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Dilma quer plebiscito por constituinte exclusiva

Sem partido?


domingo, 23 de junho de 2013

Anonymous fala a verdade!

Médicos cubanos no Brasil?

Se não chegam médicos cubanos, o que dizer à população desassistida de nossas periferias e do interior? Que suporte as dores? Que morra de enfermidades facilmente tratáveis? Que peça a Deus o milagre da cura?
 - por Frei Betto 
O Conselho Federal de Medicina (CFM) está indignado frente ao anúncio da presidente Dilma de que o governo trará 6.000 médicos de Cuba, e outros tantos de Portugal e Espanha, para atuarem em municípios carentes de profissionais da saúde. Por que aqui a grita se restringe aos médicos cubanos? Detalhe: 40% dos médicos do Reino Unido são estrangeiros.
Também em Portugal e Espanha há, como em qualquer país, médicos de nível técnico sofrível. A Espanha dispõe do 7º melhor sistema de saúde do mundo, e Portugal, o 12º. Em terras lusitanas, 10% dos médicos são estrangeiros, inclusive cubanos, importados desde 2009. Submetidos a exames, a maioria obteve aprovação, o que levou o governo português a renovar a parceria em 2012.
Ninguém é contra o CFM submeter médicos cubanos a exames (Revalida), como deve ocorrer com os brasileiros, muitos formados por faculdades particulares que funcionam como verdadeiras máquinas de caça-níqueis.
O CFM reclama da suposta validação automática dos diplomas dos médicos cubanos. Em nenhum momento isso foi defendido pelo governo. O ministro Padilha, da Saúde, deixou claro que pretende seguir critérios de qualidade e responsabilidade profissionais.
A opinião do CFM importa menos que a dos habitantes do interior e das periferias de nosso país que tanto necessitam de cuidados médicos. Estudos do próprio CFM, em parceria com o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, sobre a “demografia médica no Brasil”, demonstram que, em 2011, o Brasil dispunha de 1,8 médico para cada 1.000 habitantes.
Temos de esperar até 2021 para que o índice chegue a 2,5/1.000. Segundo projeções, só em 2050 teremos 4,3/1.000. Hoje, Cuba dispõe de 6,4 médicos por cada 1.000 habitantes. Em 2005, a Argentina contava com mais de 3/1.000, índice que o Brasil só alcançará em 2031.
Dos 372 mil médicos registrados no Brasil em 2011, 209 mil se concentravam nas regiões Sul e Sudeste, e pouco mais de 15 mil na região Norte.
O governo federal se empenha em melhorar essa distribuição de profissionais da saúde através do Provab (Programa de Valorização do Profissional de Atenção Básica), oferecendo salário inicial de R$ 8 mil e pontos de progressão na carreira, para incentivá-los a prestar serviços de atenção primária à população de 1.407 municípios brasileiros. Mais de 4 mil médicos já aderiram.
O senador Cristovam Buarque propõe que médicos formados em universidades públicas, pagas com o seu, o meu, o nosso dinheiro, trabalhem dois anos em áreas carentes para que seus registros profissionais sejam reconhecidos.
Se a medicina cubana é de má qualidade, como se explica a saúde daquela população apresentar, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), índices bem melhores que os do Brasil e comparáveis aos dos EUA?
O Brasil, antes de reclamar de medidas que beneficiam a população mais pobre, deveria se olhar no espelho. No ranking da OMS (dados de 2011), o melhor sistema de saúde do mundo é o da França. Os EUA ocupam o 37º lugar. Cuba, o 39º. O Brasil, o 125º lugar!
Se não chegam médicos cubanos, o que dizer à população desassistida de nossas periferias e do interior? Que suporte as dores? Que morra de enfermidades facilmente tratáveis? Que peça a Deus o milagre da cura?
Cuba, especialista em medicina preventiva, exporta médicos para 70 países. Graças a essa solidariedade, a população do Haiti teve amenizado o sofrimento causado pelo terremoto de 2010. Enquanto o Brasil enviou tropas, Cuba remeteu médicos treinados para atuar em condições precárias e situações de emergência.
Médico cubano não virá para o Brasil para emitir laudos de ressonância magnética ou atuar em medicina nuclear. Virá tratar de verminose e malária, diarreia e desidratação, reduzindo as mortalidades infantil e materna, aplicando vacinas, ensinando medidas preventivas, como cuidados de higiene.
O prestigioso New England Journal of Medicine, na edição de 24 de janeiro deste ano, elogiou a medicina cubana, que alcança as maiores taxas de vacinação do mundo, “porque o sistema não foi projetado para a escolha do consumidor ou iniciativas individuais”. Em outras palavras, não é o mercado que manda, é o direito do cidadão.
Por que o CFM nunca reclamou do excelente serviço prestado no Brasil pela Pastoral da Criança, embora ela disponha de poucos recursos e improvise a formação de mães que atendem à infância? A resposta é simples: é bom para uma medicina cada vez mais mercantilizada, voltada mais ao lucro que à saúde, contar com o trabalho altruísta da Pastoral da Criança. O temor é encarar a competência de médicos estrangeiros.
Quem dera que, um dia, o Brasil possa expor em suas cidades este outdoor que vi nas ruas de Havana: “A cada ano, 80 mil crianças do mundo morrem de doenças facilmente tratáveis. Nenhuma delas é cubana”. 
Frei Betto é escritor, autor de “O que a vida me ensinou”, que a editora Saraiva faz chegar esta semana às livrarias.

Globo e Gurgel querem você contra PEC 37. É bom?

Gigante ignorante


Gritaria contra vinda de médicos cubanos é ideológica


A gritaria toda contra a vinda dos médicos cubanos não passa de uma posição ideológica. As pessoas precisam entender que a elite que domina o Brasil desde que Cabral invadiu essas áreas tem horror ao sistema socialista de Cuba e de qualquer coisa que cheira a justiça social e distribuição de renda. Por isso, o ataca diariamente por meio de seu braço midiático (Globo, Veja, Folha, Estadão e afins).

Por que estão contra a vinda dos médicos cubanos?

Ora, pense um pouco: se Cuba é esse horror todo que eles pintam, um país dominado por uma ditadura terrível onde a população é miserável e reprimida violentamente, como podem existir lá médicos que aceitariam vir trabalhar, por exemplo, no meio da floresta amazônica num lugar totalmente ermo para tratar pessoas absolutamente pobres e, ofensa das ofensas, DE GRAÇA?

Esse tipo de coisa FAZ AS PESSOAS PENSAREM, entende? "Puxa, mas falavam tão mal de Cuba, mas esses médicos estão aqui tratando da gente tão bem e sem receber  nada. Como assim? Talvez Cuba não seja tão ruim assim, como eles dizem, né?".

Não precisa ser um gênio para entender isso. 

Mas, como a elite no Brasil é apenas 1% da população, eles precisam manipular o resto do povo, principalmente a classe média, para que defendam os seus interesses em nome deles, mas sem saber disso. Então, inventam um monte de abobrinhas como "O diploma dos cubanos não vale no Brasil!", "São guerrilheiros comunistas disfarçados!", "Os médicos brasileiros não vão para esses locais porque falta estrutura!" e idiotices do tipo.

E para isso, claro, contam com um parte da classe médica do país que, como sabemos, faz parte desse elite e quer apenas ganhar rios de dinheiro em cima da doença dos outros. 

Agora, pergunta pra esses médicos "mauricinhos" e "patricinhas" se eles aceitariam ir para um rincão do nordeste, onde não tem shopping center nem água tratada, mesmo que fosse recebendo um alto salário. Alguns vão até mentir, dizendo que iriam sim. Mas todos nós sabemos que não iriam coisa nenhuma.

Então, pense um pouco antes de sair por aí repetindo o que você leu na Veja ou ouviu no Jornal Nacional. Porque você pode estar defendendo interesses que não são os seus, mas sim daqueles que estão cagando e andando para todos nós, a maioria do povo brasileiro que precisa trabalhar todos os dias para sobreviver e que, amanhã, pode perder tudo que tem e vir a precisar de um médico cubano...

Sobre os protestos: vale a pena assistir!

sábado, 22 de junho de 2013

Coxinhas e a PEC 37




Tenha medo. Tenha muito medo.

Esta semana vi meu próprio pai fazendo apologia da ditadura no facebook, mais especificamente ao general-torturador João Batista Figueiredo. 

Agora imagine só: se esse regime voltar eu, minha esposa e minha filha de 3 anos seremos perseguidos, presos e torturados até a morte por gente "bacana" e "honesta" como o general abaixo. Igual eles faziam com todos os "esquerdalhas" naquela época gloriosa...



Esse ódio irracional contra o PT e qualquer coisa que cheira a esquerda, insuflado diariamente pela mídia golpista que eles consomem como zumbis, transforma pessoas aparentemente normais em verdadeiros psicopatas. 

Dá medo sim.

Nada como conhecer a História...


Olha só porque a Globo e a Veja são contra a PEC 37...

Ministério Público perde prazo da Satiagraha e Dantas se livra da cadeia 

Daniel Dantas, o “Dono do Brasil”

O título que você lê acima não é uma piada. A Procuradoria Geral da República perdeu o prazo para recorrer no STJ da decisão que anulou as provas obtidas pela Polícia Federal na Operação Satiagraha. 

Isso mesmo, o nosso zeloso Ministério Público Federal vai deixar Daniel Dantas ficar livre simplesmente porque perdeu o prazo para recorrer de uma decisão que muitos ministros do STJ consideravam absurdas, e que cairia no Pleno do Tribunal. 

Não estamos falando de um processo trabalhista de 500 merréis. Estamos falando do processo penal mais importante em andamento no país, contra a quadrilha mais poderosa que se tem notícia. O maior absurdo disso tudo é que a PGR disse que não foi notificada, depois que passou para um subprocurador que teria se aposentado. Daqui a pouco vai colocar a culpa no contínuo.
Gurgel, tome vergonha na cara  e peça pra sair

Se este fosse um país sério, neste momento o Procurador Geral, Roberto Gurgel, estaria demitido, e o responsável pelo processo estaria se preparando para dormir na prisão. Mas não, semana que vem nosso “Procurador” estará todo serelepe na televisão dando alguma entrevista em nome da moralidade, ou ainda articulando o aumento no seu salário, próximo de R$ 30 mil. 

E ninguém vai cobrar do magistral Ministério Público uma investigação para saber o responsável pela impunidade dantesca? Daniel Dantas já tinha dado a senha a seu advogado: “resolva meus problemas na primeira instância, que lá em Brasília eu resolvo”. Daniel Dantas pode bater no peito e dizer: “Este país tem dono… Eu sou o Dono do Brasil."
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