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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Carlos Latuff: Golpistas lá em Honduras e aqui

São golpistas os que derrubaram Manuel Zelaya, como golpista também é a mídia brasileira, que tenta a todo custo nos convencer do contrário

- por Carlos Latuff



No caso de Roberto Micheletti renunciar e buscar asilo político, o Brasil poderia recebê-lo de braços abertos. Ou melhor, a imprensa brasileira. Quem sabe lhe arrumar um cargo de editor-chefe no Estadão, que em suas páginas tem culpabilizado a todos pelo golpe de estado em Honduras: Lula, Hugo Chaves, a diplomacia brasileira, o presidente deposto Manuel Zelaya. Menos os próprios golpistas, que aliás, para as rádios, jornais e TVs no Brasil, nem sequer são golpistas. Referem-se ao processo pelo qual Zelaya foi expulso como legítimo e constitucional.

Constitucional, a meu ver, foi o "impeachment"que afastou Fernando Collor da presidência, seguindo todo um trâmite legislativo. A menos, é claro, que a constituição hondurenha entenda como legítimo mandar soldados encapuçados invadir na calada da noite a residência de um presidente eleito, e sob a mira de fuzis, enfiá-lo num avião rumo a outro país.

Mas o que esperar da mídia brasileira que tem uma Folha de São Paulo, que emprestou seus veículos de reportagem para agentes da repressão, e que mais recentemente referiu-se a ditadura no Brasil como "Ditabranda"? Ou mesmo as Organizações Globo, cujo capo di tutti i capi Roberto Marinho, expandiu seus negócios graças ao apoio dado ao regime militar ? São os mesmos veículos que chamaram de "oposição" os golpistas que tentaram derrubar os governos eleitos de Hugo Chaves e Evo Morales.

A culpa pelo golpe em Honduras é de Manuel Zelaya, assim como a culpa pelo golpe no Chile provavelmente foi de Salvador Allende. Os militares e os civis que os comandam não tem culpa. Nunca tiveram. Sejam eles oficiais que torturaram e mataram presos políticos Brasil nos anos 60 e 70, ou mesmo policiais que torturam e matam nas favelas cariocas nos dias atuais. Assim como Berlusconi tenta reabilitar o fascismo quando disse que Mussolini "nunca matou ninguem" e que enviava seus opositores a "colônias de férias", a mídia brasileira tenta, com seus maneirismos, reabilitar as ditaduras.

São golpistas os que derrubaram Manuel Zelaya, como golpista também é a mídia brasileira, que tenta a todo custo nos convencer do contrário

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Golpe em Honduras: Diferenças entre esquerda e direita em evidência



O golpe cívico militar que depôs o presidente democraticamente eleito de Honduras, Manoel Zelaya, serve como um excelente divisor de águas entre esquerda e direita, principalmente na mídia.

Todos que se definem como sendo de esquerda defendem a volta imediata do presidente Zelaya ao governo de direito, enquanto a turma da direita chama os golpistas de "governantes interinos" e inventa um monte de desculpas ridículas para tentar justificar o golpe contra a democracia.



É sempre assim, não? Nós, da esquerda, lutando por democracia, liberdade, justiça social e direitos iguais para todos, enquanto a patota direitista demonstra toda sua truculência e arrogância ao pisar da democracia e na liberdade em favor de uma meida dúzia de bem nascidos que se acham detendores de direito divino de governar a massa ignara...



Dá próxima vez que alguma garganta vier falar da inexistência de ideologias ou que esquerda e direita são iguais, lembre-se desse caso específico, que está acontecendo agora debaixo de nossos narizes, e você vai ver como esse tipo de argumentação é mentirosa e estúpida.

Deixo aqui registrado também meus cumprimentos e apoio ao governo do presidente Lula que, em nome da democracia e da liberdade, está dando uma lição ao resto do mundo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Na Jundiaí do PSDB é assim: Prefeitura produz rombo de R$ 45 milhões na Saúde

Será que o ex-prefeito Ary Fossen ou o prefeito interino Miguel Haddad irão arcar com este prejuízo? Claro que não. Quem vai pagar é o trouxa do povo, que acreditou nas mentiras durante a campanha de 2008 e agora ganha de presente este rombo financeiro monumental para pagar.

- por Cesar Tayar (http://cesartayar.blogspot.com)

A administração interina do prefeito interino Miguel Haddad está mais perdida do que cego em tiroteio. A situação da Casa de Saúde Dr. Domingos Anastácio mostra que, cada vez mais, o governo dos coronéis afunda nossa cidade na lama da mentira e do estelionato eleitoral.

Durante a campanha mentirosa do PSDB em 2008, dentre as muitas enganações promovidas pelos espertalhões de plantão, jogou-se na cara do povo que teríamos em Jundiaí um hospital regional. É claro que tudo foi apenas para ludibriar o eleitor menos avisado. A realidade está aí para todos verem.

Os coronéis tiraram o hospital da UNIMED apenas para favorecerem os donos da SOBAM que possuem cadeira no diretório tucano. Só que esta história esta cada vez mais escabrosa. Vamos fazer as contas? Vamos lá. A prefeitura desapropriou a Casa de Saúde e pagou à UNIMED R$13 milhões; o prefeito interino disse na imprensa que terá de gastar mais R$18 milhões para colocar o prédio em condições do governo do estado operar o hospital; agora apareceu uma dívida do hospital com o INSS de R$14 milhões, que terá de ser paga senão o INSS toma o prédio da prefeitura.

Nessa brincadeira toda, a mentira do PSDB vai causar um prejuízo ao povo desta cidade de R$45 milhões. Será que o ex-prefeito Ary Fossen ou o prefeito interino Miguel Haddad irão arcar com este prejuízo? Claro que não. Quem vai pagar é o trouxa do povo, que acreditou nas mentiras durante a campanha de 2008 e agora ganha de presente este rombo financeiro monumental para pagar.

Na realidade, se nos morássemos em um país com uma população de sangue quente, todos entraríamos na prefeitura e pegaríamos o prefeito pelos colarinhos, daríamos um pontapé nos seus fundilhos e mandaríamos ele de volta para casa. Mas, infelizmente, o povão daqui não é dessas coisas. Resultado disso ? Vamos pagar uma conta de R$45 milhões dos perdulários do PSDB.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Em nome da verdade: Os fatos de Honduras e as versões distorcidas

O que ocorreu em Honduras e tem ocorrido na América Latina é o conflito entre um presidente eleito por voto majoritário, com amplo apoio popular, e um Congresso que representa, sobretudo, o poder econômico conservador.

- por Mauro Santayana, jornalista

O governo de fato de Honduras restabeleceu o suprimento de água e energia elétrica à Embaixada do Brasil, que havia sido cortado em flagrante violência aos princípios diplomáticos internacionais. Esperava-se, no início da noite, a chegada do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, a Tegucigalpa, com o objetivo de retomar o diálogo. Qualquer que venha a ser o desfecho da crise, o Brasil não pode desculpar o insulto à sua soberania. Os Estados Unidos estão atuando com firmeza no episódio, como mostram as declarações da secretária de Estado Hillary Clinton. Espera-se que Obama, passadas estas horas em que esteve ocupado com o problema da Palestina – onde se situa o Estado de Israel – venha a ocupar-se com maior atenção do que ocorre na América Central.

Quem ouve os comentários dos cientistas políticos e analistas internacionais das emissoras de televisão e lê alguns jornais brasileiros está certo de que Zelaya pretendia, em referendum popular – que ocorreria em junho passado – disputar um segundo mandato presidencial. Não é verdade. Zelaya queria – e sem efeito vinculante – que o povo dissesse se concordava, ou não, que nas eleições de novembro próximo uma quarta urna fosse colocada nas seções eleitorais. Nessa urna especial, os eleitores aceitariam, ou não, a convocação de Assembléia Nacional Constituinte para redigir nova Carta Política. A consulta direta ao povo, por iniciativa do presidente da República, é prevista pela atual Constituição de Honduras, em seu artigo 5º. Embora provavelmente nova Assembleia Constituinte pudesse tratar também do problema dos mandatos, a consulta de novembro não faria referência expressa a isso, nem Zelaya seria beneficiado: ela coincidiria com a eleição de seu sucessor, dentro das regras atuais do jogo.

Portanto, não é verdade que Zelaya pretendesse, com a consulta prévia – e frustrada com o golpe de junho – obter um segundo mandato presidencial. Zelaya e as forças políticas que o apoiam pareciam dispostas a avançar na luta pelo desenvolvimento econômico e social de um dos países mais pobres do mundo. Tendo sido eleito pelas oligarquias conservadoras, às quais pertence por origem familiar, Zelaya, no exercício do poder, modificou a sua orientação ideológica, encaminhando-se para uma posição de centro-esquerda.

A Constituição hondurenha, mesmo estando ultrapassada pela nova situação mundial, é taxativa, em seu artigo 3º, na condenação aos golpes de Estado. Diz o dispositivo: “Nadie debe obediencia a un gobierno usurpador ni a quienes asuman funciones o empleos publicos por la fuerza de las armas o usando medios o procedimientos que quebranten o desconozcan lo que esta Constitución y las leyes establecen. Los actos verificados por tales autoridades son nulos. El pueblo tiene derecho a recurrir a la insurrección en defensa del orden constitucional”. Se assim é, não foi exatamente Zelaya quem violou a Constituição, mas os golpistas, civis e militares, que o sequestraram com sua família, alta madrugada, e o baniram do país.

O que ocorreu em Honduras e tem ocorrido na América Latina é o conflito entre um presidente eleito por voto majoritário, com amplo apoio popular, e um Congresso que representa, sobretudo, o poder econômico conservador. Pouco a pouco, Zelaya se foi distanciando das forças que o haviam elegido. Daí, provavelmente, a sua preocupação em buscar a convocação de nova Assembleia Nacional Constituinte – que poderia, eventualmente, promover a sua volta ao poder em 2014 – mas, também, consolidar algumas de suas medidas.

Se o ocupante da Casa Branca ainda fosse Bush, provavelmente Washington passaria a mão na cabeça de Micheletti. Caberia aos partidários de Zelaya organizar movimento armado, como tem ocorrido em algumas ocasiões, contra os golpistas, ou suportar a ditadura, como em outras. Os tempos, felizmente, são outros. É preciso fazer da oportunidade – a da condenação continental quase unânime contra os golpistas hondurenhos – um ponto de inflexão na história continental.

O Brasil agiu corretamente. Não poderia ter fechado as suas portas a um presidente legitimamente eleito e violentamente deposto por um golpe. Os senadores Arthur Virgílio e Heráclito Fortes precisam reler os acordos internacionais sobre direito de asilo e de refúgio, além da inviolabilidade das representações diplomáticas e de sua proteção pela comunidade internacional, antes de criticar o Itamaraty.

Em resposta ao senhor Roberto Freire, a chancelaria pode informar que Zelaya chegou à embaixada de automóvel.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Chora direita... Popularidade de Lula sobe para 81% e Serra cai 4 pontos

Enquanto a grande imprensa tenta desesperadamente carimbar a pesquisa CNI/Ibope como uma má notícia para o bloco governista, os números mostram que é a oposição quem deveria se preocupar com os resultados. A pesquisa não apenas mostra que a popularidade do governo Lula continua nas alturas, com a aprovação ao presidente alcançando 81%, como também mostra que o principal candidato da direita, José Serra (PSDB), perdeu intenções de voto, caindo de 38 para 34% dos votos.

A pesquisa revela ainda que, na cabeça do eleitor, não está consolidada a identidade dos candidatos com os programas que eles representam. Esse dado fica evidente no contraste entre a aprovação do governo (69%) e a intenção de voto da candidata Dilma Rousseff (18 a 14%) que representa a continuidade deste governo. A oposição também não consegue mostrar-se como alternativa programática, já que quando seu candidato preferencial (José Serra) é substituído pelo também tucano Aécio Neves, as intenções de voto da oposição de direita despencam de 34 para 12%.

Avaliação positiva
Segundo a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira, a avaliação do governo Lula oscilou positivamente e retornou ao mesmo patamar de setembro do ano passado, o segundo melhor resultado de toda a série realizada desde a posse do presidente, em 2003.

A avaliação positiva do governo subiu de 68% em junho para 69% em setembro. 22% avaliam o governo Lula como regular, e 9% como ruim ou péssimo.

A aprovação do presidente Lula (a pergunta é: você aprova ou desaprova a maneira como o presidente Lula está governando o Brasil?) também aumentou, subiu de 80% em junho para 81% em setembro. No Nordeste, chega a 90%. O índice dos que desaprovam a forma de Lula governar foi de 16% em junho para 17% agora.

A pesquisa CNI/Ibope também traz um índice que mede o grau de confiança da população no presidente da República. Os entrevistados são questionados se confiam ou não no presidente. Os que confiam foram 76% tanto agora quanto em junho. Já os que não confiam passou de 21% em junho para 22% em setembro.

A nota média de Lula em setembro foi de 7,6, contra 7,5 recebida pelo petista em junho deste ano. Na comparação entre o primeiro e o segundo mandatos do presidente, 44% consideram em setembro que o segundo é melhor que o anterior. Outros 40% consideram igual, e 14% dizem que o segundo é pior que o primeiro. Os índices foram similares a junho deste ano.

Cenários para 2010: Ciro sobe, Serra e Dilma descem
No capítulo sobre as eleições de 2010, a pesquisa CNI/Ibope testou seis cenários de candidaturas a presidente, alternando para cada simulação os nomes mais cotados do PSDB, o governador de São Paulo, José Serra, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Em quatro deles, foi incluído pela primeira vez o nome da senadora Marina Silva, que aparece com intenções de voto entre 6% e 11%.

Em apenas dois cenários, nos quais Marina não aparece, é possível fazer a comparação com a pesquisa anterior. Nestas duas simulações, Serra ee Dilma registram queda nas intenções de voto. O tucano recua quatro pontos percentuais e Dilma recua de três a quatro pontos, dependendo do nome do candidato do PSDB. A pesquisa aponta crescimento das intenções de voto do deputado federal Ciro Gomes e da vereadora e ex-senadora Heloísa Helena.Veja os dados abaixo:

Lista 1

* José Serra – 34% (Eram 38% em junho).

* Ciro Gomes – 17% (Eram 12% em junho).

* Dilma Rousseff – 15% (Eram 18% em junho).

* Heloísa Helena – 10% (Eram 7% em junho).

* Não sabe – 10% (Eram 12% em junho).


Lista 2

* Ciro Gomes – 27% (Eram 22% em junho).

* Dilma Rousseff – 17% (Eram 21% em junho).

* Aécio Neves – 12% (Eram 12% em junho).

* Heloísa Helena – 13% (Eram 11% em junho).

* Não sabe – 12% (Eram 15% em junho).

Nos cenários em que a provável candidata do PV aparece, Serra continua liderando quando seu nome é incluído, mas com margem menor de vantagem sobre os adversários. Quando Aécio é o candidato tucano, Ciro Gomes passa a liderar a disputa.

Veja os números:

Lista 3 (com Serra e Heloisa)

* José Serra – 34%

* Dilma Rousseff – 14%

* Ciro Gomes – 14%

* Heloísa Helena – 8%

* Marina Silva – 6%

* Não sabe – 10%

Lista 4 (com Aécio e Heloisa)

* Ciro Gomes – 25%

* Dilma Rousseff – 16%

* Aécio Neves – 12%

* Heloísa Helena – 11%

* Marina Silva – 8%

* Não sabe – 12%

Lista 5 (com Serra e Sem Heloisa)

* José Serra – 35%

* Ciro Gomes – 17%

* Dilma Rousseff – 15%

* Marina Silva – 8%

* Não sabe – 10%

Lista 6 (com Aécio e Sem Heloisa)

* Ciro Gomes – 28%

* Dilma Rousseff – 18%

* Aécio Neves – 13%

* Marina Silva – 11%

* Não sabe – 12%

Educação em alta, desemprego em baixa
No capítulo da pesquisa que aborda áreas específicas de atuação, todos os nove itens investigados registram melhora da avaliação do governo. Os aumentos mais expressivos ocorrem no combate à fome e à pobreza, na área do meio ambiente, na educação e no combate ao desemprego.

A área com a maior melhora do governo foi a educação. A aprovação da atuação do governo na área subiu dez pontos percentuais e agora é de 69%.

Pela primeira vez este ano, cai para menos da metade da população o percentual dos que acreditam que o desemprego irá aumentar. Um recuo até março, mostra como essa mudança de perspectiva em relação ao desemprego é expressiva. Há seis meses, 68% acreditavam que o desemprego “aumentaria muito” ou “aumentaria” e apenas 13% apostavam no aumento da oferta de empregos. Nesse intervalo, houve uma queda notável de 28 pontos percentuais na perspectiva de piora do mercado de trabalho. Hoje, para 40% dos brasileiros, o desemprego “aumentará muito” ou “aumentará”, enquanto 25% acreditam no aumento da oferta de empregos. Outros 30% acreditam que o emprego se manterá nos níveis atuais. No
intervalo entre junho e setembro, os movimentos se mantiveram expressivos.

Os itens que ainda são desaprovados pela maioria da população: juros, impostos, saúde e segurança pública.

Pré-sal é a notícia mais lembrada
Entre as notícias mais lembradas pelos entrevistados, a que aparece em primeiro lugar é o anúncio do marco regulatório do pré-sal. Segundo a pesquisa, 16% disseram lembrar dessa informação. Em seguida, aparece a crise do Senado Federal (15%) e a compra de caças pela FAB, a Força Aérea Brasileira (11%).

Questionados especificamente sobre o pré-sal, 59% dos entrevistados dizem que já ouviram falar da exploração do petróleo na camada pré-sal. Outros 39% dizem que nunca ouviram falar.

Segundo a pesquisa, baixou de 78%, na pesquisa anterior, para 71% aqueles que consideram a crise econômica mundial muito grave. Ainda segundo o Ibope, 52% dos entrevistados dizem que o governo teve uma atuação positiva no combate à crise.

Mais de metade dos entrevistados (59%) acha que a saúde deve estar entre as áreas prioritárias para o próximo presidente. Em seguida, estão educação (44%), empregos (35%) e segurança (30%).

A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, feita pelo Ibope, ouviu 2002 pessoas entre 11 a 14 de setembro em 142 municípios. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos e grau de confiança de 95%. A Pesquisa CNI-Ibope é realizada trimestralmente para avaliar o desempenho da administração federal.. Chama atenção o fato da pesquisa ter sido divulgada apenas 8 dias depois de finalizada, um prazo bastante elevado se comparado com pesquisas anteriores, que eram divulgadas com dois ou no máximo três dias após sua conclusão.

Clique aqui para baixar a íntegra da pesquisa: CNI-Ibope 2009/09 (PDF - 1880kb)

Da redação,
com agências

Mata a cobra e mostra o pau: Vejam Ciro Gomes detonando os jagunços do PiG

Não deixem de ver nos links abaixo, Ciro Gomes se livrando das perguntas cretinas dos insuportáveis jagunços do PiG, no caso da TV Bandeirantes, e dando um show de como se deve enfrentar essas verdadeiras cobras criadas que visam única e exclusivamente denegrir o governo Lula e qualquer coisa que cheire a esquerda.

Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=9NsQiE0uqD8
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=M_3xG7xS6lY
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=DLPDItD1tcw
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=SbJ6Pcz_f14

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Conquista do governo Lula: 31 milhões de brasileiros ascenderam de classe social

Segundo estudo divulgado nesta segunda-feira, 21, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cerca de 31 milhões de brasileiros ascenderam de classe social entre os anos de 2003 e 2008. A pesquisa é baseada nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008, anunciada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os brasileiros que subiram socialmente, 19,4 milhões deixaram a classe E, que traça a linha da pobreza no país, com renda domiciliar inferior a R$ 768,00. Mais 1,5 milhão de pessoas deixaram a classe D (de R$ 768,00 a R$ 1.114,00). Com isso, houve uma queda acumulada de 43% no grupo dos mais pobres neste período. Aproximadamente 6 milhões de pessoas ascenderam à classe AB, cuja renda familiar é superior a R$ 4.807,00. A classe C, com renda entre R$ 1.115,00 e 4.807,00, é a maioria da população. Chegaram a ela mais 25,9 milhões de brasileiros nos últimos cinco anos.

O economista Marcelo Néri, da FGV, responsável pelo estudo, atribui os dados positivos às políticas de transferência de renda do governo federal, como o Bolsa Família. “Se eu reajusto o Bolsa Família, a grande beneficiária é a classe E. Se eu aumento o salário mínimo, por exemplo, quem mais ganha é a classe D. Já se faço reajuste das aposentadorias acima do [salário] mínimo, quem ganha mais é a classe AB", diz Néri.

"Por isso, defendo mais reajustes transitórios ao Bolsa Família do que reajustes permanentes ao mínimo e muito menos ganhos de pensões acima do mínimo, que não beneficiam nem a classe média brasileira”, explica.

Segundo Néri, desde 2001 o Brasil vive um processo de redução da desigualdade. Neste período, a renda per capita dos 10% mais pobres da população subiu 72%, enquanto a dos 10% mais ricos cresceu, aproximadamente, 11%. A renda do trabalho, diz Néri, foi a principal responsável por alavancar essa evolução. (Com Agência Brasil)

sábado, 19 de setembro de 2009

Registro Fotográfico: Conferência Municipal do PCdoB de Jundiaí

Confiram abaixo as fotos que eu tirei da Conferência Municipal do PCdoB de Jundiaí. Várias personalidades e muitos militantes prestigiaram o evento, que foi realmente grandioso! No final, houve a eleição para a nova diretoria do partido. Eu fui eleito, com muito orgulho, secretário de comunicação do PCdoB! Começa agora uma nova fase da minha vida, engajada diretamente na luta partidária pela construção de uma nova Jundiaí e de um Brasil mais justo e solidário. Desejem-me sorte!


Cristiano Guimarães abre os trabalhos


Execução dos Hinos Nacional e de Jundiaí


Tércio Marinho, presidente do PCdoB de Jundiaí


A militância lotou a Câmara Municipal de Jundiaí


Delegado Protógenes Queiroz saúda os camaradas


Protógenes discursa em defesa do socialismo


A Câmara ficou pequena para tanta gente


Célio Turino, Secretário do Ministério da Cultura


José Reinaldo, Sec. de Relações Internacionais do PCdoB


Fala do deputado estadual Pedro Bigardi


Bigardi destaca a importância do PCdoB para o Brasil


Pedro Bigardi, deputado estadual do PCdoB


Netinho de Paula, Vereador de São Paulo


Tércio, Protógenes, Bigardi e Orlando Silva


Netinho é artista e político engajado do PCdoB


Militância do PCdoB participa da Conferência


A nova diretoria eleita do PCdoB de Jundiaí


Eu com o delegado Protógenes Queiroz


Ao lado do Ministro dos Esportes Orlando Silva


Com o Secretário do Ministério da Cultura, Célio Turino

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ricardo Melo: Mídia e hegemonia de classe

Meu amigo Ricardo Melo teve um texto de sua autoria publicado no site Olhar Analítico. Reproduzo-o abaixo, pois vale a pena ser lido!

- André

MÍDIA E HEGEMONIA DE CLASSE

Se Gramsci estivesse vivo, tenho certeza que ele faria o máximo possível para divulgar a necessidade de se democratizar as comunicações, afinal ele propunha a chegada ao poder via Democracia. E é lógico, sem diversidade de pontos de vista não existe a tal Democracia.

- por Ricardo Melo

Para que ninguém pense que eu sou dado a estrelismos e nem me chamem de convencido, já vou avisando: escolhi a imagem do italiano Antonio Gramsci só porque acho que ele é “o cara” em termos de pensamento político. Não, não me pareço nem um pouco com ele, nem fisicamente e nem em inteligência. E também não sou assim um especialista em Gramsci, não li a sua obra completa. Não li nem os cadernos do cárcere, que ele escreveu enquanto mofava em uma prisão entre 1926 e 1934. Resumindo, seu eu fosse criancinha hoje, gostaria de ser que nem o Gramsci quando crescer. Com certeza, alguém vai aparecer para falar que isso tudo não é “original”, mas quem disse que tudo precisa ser “original” na vida?

O Gramsci foi original. Ele pegou a doutrina marxista e deu uma volta no velho barbudo. Concluiu e provou que o Socialismo não seria alcançado apenas com a luta direta do proletariado pela apropriação dos meios de produção, via Revolução.

Ele propôs que os trabalhadores, antes de conquistar a posse dos meios de produção, deveriam estabelecer por conta própria uma Hegemonia na super-estrutura, ou seja, deveriam estabelecer na cultura e na política os seus próprios pontos de vista como consenso.

Eu acho que ele estava coberto de razão. A própria burguesia fez isso para chegar ao poder. Estabeleceu os seus valores de classe como os “válidos” na sociedade, colocou o Aristocracia na sinuca (inclusive economicamente) e depois sim é que partiu para a Revolução.

Gramsci mostrou que, apesar da infra-estrutura (a produção econômica) determinar o tipo de sociedade em que vivemos, a super-estrutura (a cultura, a política, a ciência, etc.) tem um papel fundamental para quem se propõe chegar a uma transformação social. E como se tudo isso não bastasse, Gramsci propôs que o Socialismo poderia ser alcançado democraticamente, justamente através do estabelecimento de uma Hegemonia Cultural por parte do proletariado. Eu acho esse ponto de vista bárbaro.

Mas interessante mesmo seria analisar a realidade do nosso contexto a partir do ponto de vista do Gramsci, aliás isso precisa ser feito também por causa do nome da coluna (Última Análise), afinal eu não sou ninguém para escrever uma análise derradeira sobre a filosofia do nosso Antonio.

E eu acho que do ponto de vista do Antonio (olha aí, já ganhei proximidade com “o cara”), o mundo passa por um momento em que a Hegemonia do capital financeiro sofreu um abalo considerável, abrindo um vácuo para que as esquerdas proponham novos pontos de vista e se candidatem a uma Hegemonia na cultura e na política.

O Consenso de Washington não é mais consenso algum, a especulação financeira colocou os países ricos de joelhos, os países emergentes estão se saindo melhor na crise e isso ocorre justamente por causa da ação do Estado na economia. Tudo isso contradiz aquela fé ortodoxa na capacidade dos Mercados se auto-regularem.

Nesse contexto, o Brasil cresceu como nunca, diminuiu a desigualdade como nunca, controlou a inflação como nunca e passou a ser reconhecido no plano global como exemplo de condução econômica e social eficiente. Foi através da ação do Estado que o Brasil estabeleceu o maior programa de complementação de renda do mundo, aumentou o salário-mínimo, está investindo fortemente na infra-estrutura produtiva, aumentou o número de empregos formais, equalizou a questão da previdência e civilizou o atendimento, descobriu o Pré-Sal e por aí vai.

Há pouco tempo, mesmo a contragosto, a mídia teve que anunciar que no mês passado o país gerou um saldo positivo de 240 mil postos de trabalho formais. Esse é também mais um resultado do governo Lula, que conseguiu combater a maior crise internacional desde a década de 1920 utilizando recursos equivalentes a 1% do PIB e mais nada. Só para comparar, a China “torrou” nada menos do que 13% do PIB. Muito mais.

Sim, as conquistas no governo Lula são inquestionáveis, mas a mídia não mostra isso. Com certeza as famílias que gerem a mídia conhecem algo de Gramsci ou mandaram os seus “feitores” ler os escritos do nosso Antonio. Eles manipulam, distorcem e mentem. Pois sabem que o fato objetivo é que um operário conduziu bem o Brasil nos tempos de calmaria e recentemente salvou o nosso “navio” de uma tempestade perfeita.

Se as famílias Marinho, Civita e Mesquita assumissem essa realidade, estariam dando pano pra manga. Teriam de concordar que existe uma transformação na Hegemonia Política em que os donos do poder perdem eleição e perdem a moral também. E isso não pegaria bem para o “andar de cima” desse país não é mesmo? Daí é que eles dizem que esse Lula tem mesmo é “sorte” e fim de papo.

Agora falando sério: está em andamento na Argentina a aprovação de uma nova lei do audiovisual, que vai democratizar no país o controle dos meios de comunicação.

No Brasil também existem iniciativas semelhantes, mas elas encontram uma rejeição enorme por parte da própria mídia, que por sua vez representa os verdadeiros “donos do poder”.

Se Gramsci estivesse vivo, tenho certeza que ele faria o máximo possível para divulgar a necessidade de se democratizar as comunicações, afinal ele propunha a chegada ao poder via Democracia. E é lógico, sem diversidade de pontos de vista não existe a tal Democracia.

Chega daquela velha (e mesma) opinião formada sobre tudo na nossa mídia. A grande maioria da população tem muito interesse nesse tema e muitos precisam ser avisados disso.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

DVD: "Monty Python em Busca do Cálice Sagrado"

PURO NONSENSE

Esse é o tipo de filme para ver e rever sempre com enorme alegria, ainda mais numa sala repleta de amigos

- André Lux, crítico-spam

"Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado", eleita como uma das dez melhores comédias de todos os tempos pela crítica inglesa, é uma leitura hilariante puro nonsense da lenda do Rei Arthur e seus Cavaleiros da Távola Redonda, onde todos os seis membros do grupo Monty Python fazem múltiplos e impagáveis papéis (o campeão foi Eric Idle, com nada menos que 13 aparições diferentes!).

Apesar do orçamento ser mínimo, a direção de Terry Jones e Terry Gilliam (que depois seguiu carreira solo e realizou filmes como "Brazil, o Filme" e "Os Doze Macacos") é inspirada e disfarça com maestria as limitações, usando-as inclusive a favor da comédia. Um exemplo disso foi baterem duas cascas de côco para fingir que andam a cavalo, já que não tinham dinheiro para alugar os animais verdadeiros!

O filme é entrecortado por alucinantes animações do próprio Gilliam que servem como ponte para os diversos atos do roteiro. Os melhores momentos são sem dúvida o confronto sangrento entre Arthur e o Cavaleiro Negro, a aparição dos terríveis cavaleiros que dizem "Ni!", o ataque do coelho assassino e a cena com o velho da ponte. A gozação é tanta que nem mesmo os letreiros de apresentação escapam!

Esse é o tipo de filme para ver e rever sempre com enorme alegria, ainda mais numa sala repleta de amigos.

Cotação: * * * * *

Veja uma das melhores cenas do filme:

Não perca! Delegado Protógenes estará em Jundiaí no sábado

Salário Mínimo: Comparação do aumento nos governos FHC e Lula

Minha amiga Helena Sthephanowitz, do blog Amigos do Presidente Lula, me enviou essa análise comparativa do aumento do salário mínimo durante os governos de FHC e Lula.
Boa leitura!



No início do atual Governo, o salário mínimo comprava 1,4 cesta básica (valor
médio nacional segundo o DIEESE). Com o reajuste para R$ 465,00, o seu poder aquisitivocresceu para 2,3 cestas básicas (+64%) em julho/2009. Neste mês, um trabalhador queganhasse um salário mínimo na cidade de São Paulo poderia comprar 241 kg de arroz ou 159kg de feijão ou 25 sacos de 50 kg de cimento.
Salário Mínimo – utilizando o IPCA/IBGE, e ampliando a comparação com o início do
governo FHCO valor do salário mínimo de R$ 465,00 fixado para vigorar a partir de em fevereiro de2009, equivale a R$ 178,41 em termos de valor da moeda nacional que vigorava em maio de1995. Esse valor do salário mínimo real implica em um ganho real de mais de 70%, quandocomparado com o valor do salário mínimo vigente em maio de 1995, primeiro ano doGoverno FHC. É o maior valor do salário mínimo no período considerado.



O gráfico 1 mostra a evolução do salário mínimo real (IPCA), com base de
comparação em 1995. Esse gráfico permite visualizar de forma fácil a evolução do salário
mínimo real em todo período de governo FHC e do Presidente Lula. Permite ainda observar o salário mínimo real médio que vigorou nos dois Governos.

Gráfico 1 – Evolução do salário mínimo real, 1995 a 2009: reais constantes de maio de
1995 (IPCA)



Fica claro a vantagem do Governo Lula em relação ao Governo FHC, pois o salário
mínimo médio do Governo Lula foi de R$ 148,94 contra R$ 103,81 do Governo FHC.
O Gráfico 2 mostra a evolução do salário mínimo em dólares. Esse gráfico mostra que
se considerar um valor médio de venda do dólar em janeiro de 2009 de R$ 2,32, o valor de R$465,00 garante o maior valor em dólares desde de maio de 1995. A grande perda do poder aquisitivo do salário mínimo em relação ao dólar ocorreu quando o Governo FHC promoveu a desvalorização cambial em janeiro de 1999 e no segundo semestre de 2002, quando o dólar se apreciou de forma explosiva em razão da subida do risco país.




Gráfico 3 - Evolução do salário mínimo real (IPCA), entre maio de 1985 e janeiro de 2009.



Mais um aumento de salário

O salário mínimo deve subir dos atuais R$ 465 para R$ 506,44 no próximo ano. Este é o valor previsto no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2010, apresentado pelo governo Lula No próximo ano, o reajuste será antecipado de 1º de fevereiro para 1º de janeiro.
O reajuste do mínimo considera a inflação de 2009 e o crescimento da economia registrado em 2008. Os dois dados ainda vão sofrer alterações e revisões até o fim do ano, o que deve alterar o valor final.
Na lei orçamentária apresentada hoje, o governo manteve a previsão de crescimento de 2% da economia para este ano. Para 2010, a previsão é de um avanço de 4,5%. Para 2011 e 2012, o resultado será maior, 5%.
A previsão de inflação para todos esses anos é de 4,5%, tanto nos preços ao consumidor como nos índices gerais (IGPs, utilizados na correção de aluguéis, contratos e tarifas).
Para a cotação média do dólar, as previsões são de R$ 2,31 (2009), R$ 2,29 (2010), R$ 2,25 (2011) e R$ 2,26 (2012). Para a taxa média de juros, foi utilizada uma previsão em torno de 10% para os quatro anos.
“Mínimo ficará em R$ 506 a partir de janeiro”

Ou seja, o último salário mínimo do Governo Lula será de U$ 266.

Duzentos e sessenta e seis dólares.

No último dia de (des)Governo, Fernando Henrique pagava um salário mínimo de US$ 56.

Ou seja, o salário mínimo de Lula será cinco vezes maior, em dólar, do que o de FHC.

E eles ainda querem governar o Brasil e São Paulo, ao mesmo tempo …

Em tempo: imagine, amigo navegante, o que isso vai significar no bolso dos 26 milhões de aposentados.

Aposentados que o FHC chamou de “vagabundos”.

PiG na berlinda: Índice de aprovação da mídia é o mais baixo em 20 anos


Linha azul escura: se a mídia é factualmente correta
Linha azul clara: se é justa com todos os lados


do site do Pew Research Center

A avaliação que o público faz das notícias atingiu o seu índice mais baixo em mais de duas décadas de pesquisas do Pew e a opinião dos americanos sobre a independência da mídia se equipara a pontos baixos anteriores.

Somente 29% dos americanos dizem que as organizações noticiosas em geral acertam nos fatos, enquanto 63% dizem que as notícias são geralmente errôneas. Na pesquisa inicial desta série sobre a performance da mídia, em 1985, 55% disseram que as notícias eram corretas, enquanto 36% afirmaram que eram incorretas. Essa porcentagem caiu profundamente desde o fim dos anos 90 e se mantém em baixa na última década.

Da mesma forma, somente um quarto (26%) agora dizem que as organizações noticiosas são cuidadosas para evitar que seu noticiário não seja distorcido por preferencias políticas. E a porcentagem dos que dizem que as empresas são independentes em relação a pessoas e organizações poderosas (20%) ou que admitem seus erros (21%) agora se equipara a índices baixos anteriores.

Os republicanos continuam a ser altamente críticos da mídia em todos os aspectos. No entanto, muito do aumento das atitudes negativas em relação à mídia nos últimos dois anos é resultado de avaliações desfavoráveis de democratas.

Em várias medidas, as críticas dos democratas à mídia cresceram mais de 10% desde 2007. Hoje, a maioria dos democratas (59%) diz que as notícias da mídia são geralmente erradas; somente 43% diziam isso dois anos atrás. Os democratas também identificam favoritismo da mídia muito mais agora que no passado: dois terços (67%) dizem que a imprensa tende a favorecer um lado, em vez de tratar todos os lados de uma questão com justiça, sendo 54% o número anterior. E enquanto um terço dos democratas (33%) diz que a mídia é "muito crítica em relação aos Estados Unidos", isso reflete um aumento de 10% desde 2007.

As diferenças de avaliação entre partidários, que tinham aumentado muito na última década, diminuiram. Há algumas notáveis exceções, no entanto, já que republicanos dizem que a mídia é cada vez mais influenciada por gente e organizações poderosas e não-profissional; nesse item a posição dos democratas mudou pouco.

A pesquisa bienal de atitudes do Pew Research Center para o Povo e a Mídia, conduzida de 22 a 26 de julho entre 1.506 adultos entrevistados por telefone -- linhas fixas e celulares -- descobriu que a diferença de avaliação entre democratas e republicanos caiu, mas que a avaliação de alguns veículos da mídia depende muito do ponto-de-vista político.

Os democratas têm uma visão muito mais positiva que os republicanos das emissoras CNN, MSNBC, do New York Times e das redes de TV e têm uma visão um pouco mais favorável da NPR [a rádio pública dos Estados Unidos]. Em contraste, a opinião sobre a Fox News -- e, em menor medida, do Wall Street Journal -- são mais positivas entre republicanos do que democratas.

A visão partidarizada da Fox News cresceu substancialmente desde 2007. Hoje, uma grande maioria dos republicanos vê a Fox News positivamente (72%), comparados com apenas 43% para os democratas. Em 2007, 73% dos republicanos e 61% dos democratas viam a Fox favoravelmente. Três quartos dos democratas (75%) avaliam a CNN positivamente, enquanto apenas 44% dos republicanos dizem o mesmo, o que significa pouca mudança desde 2007. A MSNBC também tem uma visão substancialmente mais positiva entre democratas (60%) do que entre republicanos (34%).

Mas a divisão partidária mais distinta se dá na avaliação do New York Times. Embora a maioria dos americanos não seja suficientemente familiar com o Times para dar opinião, os republicanos têm uma visão negativa do jornal de quase dois por um (31% a 16%), enquanto os democratas julgam o jornal positivamente por cinco por um (39% a 8%). A maioria dos independentes tem uma visão favorável (29%) que desfavorável (18%).

Índices favoráveis dos republicanos são reservados para o Wall Street Journal. Dentre os republicanos, a avaliação positiva do jornal só perde para a da Fox News. O julgamento de democratas e independentes também é positivo. E a opinião positiva sobre a National Public Radio [a rádio pública dos Estados Unidos] é majoritária entre todos; de qualquer forma, a aprovação da NPR é mais positiva entre democratas (50%) do que republicanos (39%).

A pesquisa também demonstra que a televisão continua sendo o meio de obter notícias dominante para o público, com 71% dizendo que recebem as notícias nacionais e internacionais na TV. Mais de quatro-em-dez (42%) dizem que se informam pela internet, comparados com 33% que citam os jornais. Em dezembro passado, pela primeira vez nas pesquisas do Pew mais pessoas disseram se informar sobre o país e o mundo pela internet que pelos jornais.

De qualquer forma, as notícias na rede ficam atrás dos jornais quando se trata de noticiário local. Para essas notícias, 64% citam a televisão como sua principal fonte. Apesar da queda de leitura dos jornais nos anos mais recentes, cerca de quatro-em-dez (41%) dizem que se informam de notícias locais por eles, mais que o dobro dos que se informam na internet (17%).

Para a pesquisa completa, em inglês, clique aqui.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Esclarecendo de uma vez por todas: Combater o PiG é defender o Jornalismo

Quem desrespeita o jornalismo e os jornalistas por tabela são os editores chefes do PiG, que distorcem a realidade, manipulam as informações e mentem descaradamente com o único objetivo de fazer valer a ideologia conservadora, reacionária e elitista de seus patrões – que na imensa maioria dos casos nem jornalistas são.

- por André Lux, jornalista que não gosta do PiG

Vira e mexe aparece alguém me dizendo que chamar a imprensa ou a mídia corporativa de PiG é uma ofensa contra os jornalistas, um verdadeiro absurdo, coisa de gente louca. Bom, vou tentar esclarecer isso de uma vez por todas.

Em primeiro lugar, a sigla PiG significa Partido da imprensa Golpista. Ou seja, quem está sendo chamada de golpista é a instituição imprensa que abusa de práticas antidemocráticas e golpistas e não necessariamente os jornalistas que nela trabalham.

Para quem não sabe ou finge não saber, as organizações midiáticas mundo afora nada mais são do que empresas mercantis que seguem a mesma lógica de qualquer outra empresa. Elas tem donos, presidentes, diretores, gerentes, supervisores e funcionários e visam, acima de tudo, dar lucro aos seus acionistas. A diferença entre um Estadão e uma GM, por exemplo, é que a primeira vende notícias e a segunda, carros. Ponto.

E, assim como acontece em todas as empresas, que estão entre as instituições mais autoritárias do mundo, manda quem pode e obedece quem tem juízo. Essa é a lógica do mercado e nas empresas jornalísticas não é diferente. Assim, dizer que um determinado órgão de imprensa é golpista não significa dizer necessariamente que todos os jornalistas que lá trabalham o são por tabela. Existem, é claro, muitos jornalistas que são sim golpistas, não dão a mínima bola para conceitos democráticos e falariam mal da própria mãe só para agradar seus patrões. Mas também é verdade que ainda trabalham nessas organizações midiáticas pessoas que procuram exercer sua profissão com ética e respeito ao próximo. São cada vez mais raros, é verdade, mas com certeza existem.

Eu mesmo tenho um amigo, formado em jornalismo junto comigo, que pediu demissão da Folha de S.Paulo, onde ganhava um bom salário, por não concordar com a linha editorial adotada pelo jornal, francamente golpista e mentirosa, depois que Lula ganhou as eleições para presidente da República.

Tem gente que acha que eu não gosto da Veja ou da Folha de S.Paulo só porque elas falam mal do governo Lula e de qualquer outra coisa que cheire a esquerda ou que vá contra o sistema capitalista selvagem que impera no país. Errado. Eu repudio esses veículos e todos os outros que seguem a mesma linha deles por um único motivo: eles não são honestos. Mas em que eles não são honestos? Simples, eles mentem no que deveriam ser o mais transparentes possível. O problema não é eles serem contra o Lula, o Chávez, o Che Guevara, o diabo a quatro. O problema é eles dizerem não são contra nem a favor de ninguém. São “imparciais”, “isentos”, “apartidários”.

E é exatamente nesse quesito que a imprensa independente do capital e assumidamente de esquerda se diferencia do PiG, como Caros Amigos, Carta Capital, Fórum, Le Monde Diplomatique, pois assume abertamente suas ideologias e partidarismos sem tentar enganar o leitor com pretensas imparcialidades ou isenções - até porque isso não existe, o ser humano é parcial até na hora de colocar uma vírgula na folha de papel.

Segundo ponto. Na imensa maioria das vezes, são os próprios jornalistas que chamam alguns expoentes da imprensa corporativa de PiG ou, se não chamam de PiG, fazem duras críticas à mídia corporativa. Muitos deles, inclusive, ainda trabalham dentro dessas corporações. É o caso dos jornalistas Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Luis Carlos Azenha e Rodrigo Viana, só para citar os exemplos mais óbvios. Muitos outros jornalistas que não estão inseridos dentro da mídia mercantil também a chamam de PiG. Eu sou um deles. Altamiro Borges, do Vermelho, é outro. Renato Rovai, editor da Fórum, também. E por aí vai.

Infelizmente, existem muitos profissionais do jornalismo que se prestam ao degradante serviço de distorcer as informações no PiG e depõe contra sua própria profissão. Alguns fazem por medo ou falta de opção, outros por acreditarem realmente na ideologia de seus patrões, enquanto muitos o fazem em troca de saquinhos de moeda, tapinhas nas costas e convites para festinhas nas mansões do Morumbi.

Terceiro e último ponto. Chamar a mídia de partido e mesmo de golpista não é novidade nenhuma. Como bem lembrou o jornalista Altamiro Borges em entrevista publicada em seu blog, Gramsci falava sobre isso em 1920. "Quando os partidos das classes dominantes entram em crise, a imprensa assume o papel do partido do capital. Gramsci falava na década de 1920 sobre algo que está se confirmando hoje: como as instituições burguesas estão em crise – até porque todas elas apostaram no receituário neoliberal de desmonte do Estado, da nação e do trabalho, e afundaram na crise que elas próprias ajudaram a criar –, cada vez mais a mídia vai ocupar este papel e ser mais agressiva. E com isso ela vai perder credibilidade”. Dito e feito. Quanto mais o PiG escancara suas verdadeiras intenções, mais atira no próprio pé e perde o pouco respeito que ainda tem das pessoas mais críticas e bem informadas.

Portanto, cai por água abaixo o argumento de que chamar o PiG de PiG é um “desrespeito aos jornalistas”. Não é não, pelo contrário. Quem desrespeita o jornalismo e os jornalistas por tabela são os editores chefes do PiG, que distorcem a realidade, manipulam as informações e mentem descaradamente com o único objetivo de fazer valer a ideologia conservadora, reacionária e elitista de seus patrões – que na imensa maioria dos casos nem jornalistas são.

Diferente do que faz a direita... Lula incentiva jovens a participarem da política

DVD: "1492: A Conquista do Paraíso"

DESCOBERTA OU INVASÃO?

Ridley Scott mostra que a “conquista do paraíso” foi na verdade um terrível banho de sangue, que levou à extinção da maioria dos nativos do continente americano.

- por André Lux, crítico-spam

Na época em que foram comemorados os 500 anos da “descoberta” (ou seria invasão?) da América, Róliudi produziu dois filmes sobre o assunto, mas apenas um é digno de nota.

“1492: A Conquista do Paraíso” marcou também a última obra decente do cineasta Ridley Scott, que em tempos áureos nos brindou com gemas como “Os Duelistas”, “Alien” e “Blade Runner” antes de se vender de vez para o cinemão comercial dos EUA para o qual dirigiu abominações como “Gladiador”, “Hannibal” e “Falcão Negro em Perigo”.

Ajudado em muito pela direção de fotografia de Adrian Biddle (a chegada dos europeus ao “novo mundo” é simplesmente espetacular) e pela música primorosa do grego Vangelis, Scott usa todo seu talento estético para mostrar a conquista da América com tintas realistas e sem concessões.

Nem mesmo a figura mítica de Cristovão Colombo é poupada e, mesmo tendo a princípio boas intenções, todos seus erros, falhas e fracassos são enfatizados pelo bom roteiro de Roselyne Bosch. Scott mostra acertadamente que a tal “conquista do paraíso” foi na verdade um terrível banho de sangue, que levou à extinção da maioria dos nativos do continente americano.

Embora não consiga fugir de alguns clichês (tais como exagerar na canalhice dos nobres espanhóis e apelar para cenas recheadas de frases de efeito), o filme é literalmente carregado nas costas pelo grande Gerard Depardieu como Colombo, cujo único defeito é escorregar num inglês macarrônico de vez em quando (dizem que o filme melhora na versão francesa, com a voz original de Depardieu). O restante do elenco é “multinacional” e bastante homogeneo.

Justamente por não ser o retrato heróico da “descoberta” das Américas que a maioria esperava naquela época de celebrações, “1492” fracassou no mundo inteiro e recebeu críticas bem negativas dos profissionais da opinião.

Mas numa revisão, ele melhora muito e é daqueles raros casos que servem tanto como bom espetáculo cinematográfico quanto para uma boa aula de história.

Procure ver “1492” na versão em widescreen e sem cortes que existe para venda no Brasil. A outra versão é em tela cheia e com cortes nas cenas de violência, fatores que simplesmente destroem toda a beleza e força do filme.

Cotação: * * * *
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