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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Filmes: "Maggie - A Transformação"

HORROR PSICOLÓGICO

Para quem procura algo fora do tradicional no gênero "apocalipse zumbi", esse filme é uma boa pedida

- por André Lux, crítico-spam

Esse "Maggie - A Transformação" está sendo analisado de forma errada pelos críticos, como se fosse um filme do Schwarzenegger que fracassou, apesar da presença do astro veterano. Na verdade, é o contrário: só está gerando algum tipo de interesses devido à presença dele. Merece ser louvada a tentativa do eterno "Exterminador do Futuro" de escolher projetos diferentes e mais pesados, ao invés de ficar batendo só na mesma tecla.

Afinal, trata-se de um terror sobre um apocalipse zumbi que foge do convencional do gênero. Ou seja, é terror psicológico, daqueles em que as situações que geram horror e suspense são muito mais sugeridas do que realmente mostradas e o foco fica em cima dos dramas pessoais dos personagens atingidos pelas tragédias. Lembra bastante o excelente "Deixe-me Entrar" (a refilmagem estadunidense, que é bem melhor que o original).

Arnold faz com seu carisma de sempre (embora o sotaque não tenha melhorado quase nada) o papel de um fazendeiro que vai atrás da filha que foi mordida por um zumbi. Ao levá-la de volta para casa, apenas uma certeza existe: ela está infectada e irremediavelmente se tornará um monstro comedor de carne humana. Uma situação terrível e sem saída que é conduzida com habilidade e sensibilidade pelo diretor Henry Hobson.

Há apenas uma cena de ataque de zumbis tradicional, mas mesmo assim é curta e não muito violenta. A violência fica muito mais implícita durante todo o filme, em cenas dramáticas que enfatizam a a inevitabilidade da transformação da menina, feita pela sempre excelente Abigail Breslin, de "A Pequena Miss Sunshine". 

Em uma das sequências mais tristes, ela reencontra seu namorado adolescente, que também está infectado e logo em seguida é entregue pelo próprio pai à polícia. Em outra cena marcante, a menina começa a sentir cheiro de "comida" ao se aproximar da madrasta (Joely Richardson), que descobre apavorada que a comida no caso era ela mesma.

Eu só não gostei muito do final, que é anti-climático e acaba evitando o que deveria ser o confronto mais forte do filme. Não que seja incoerente ou forçado, apenas dá uma solução muito fácil para o dilema terrível enfrentado pelo pai.

Enfim, para quem procura algo fora do tradicional no gênero horror, esse é uma boa pedida.

Cotação: * * *

5 comentários:

Anônimo disse...

André, desde quando tu não assiste o Roda Viva?

André Lux disse...

O Poleiro de Tucanos? Vixe, acha que há mais de 10 anos não vejo nada na TV aberta.

Anônimo disse...

Quando, especificamente?

André Lux disse...

Nem lembro, antes do Lula ganhar a primeira vez.

Tirar a TV aberta da sua vida é como retirar um câncer.

Anônimo disse...

Tem razão.

Saudação social-democrática(não confundir com neoliberalismo do PSDB).

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