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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Filmes: "Valente"

DESANIMADO

O maior defeito do filme é sua história, que sai do nada e chega a lugar nenhum e é cheia de passagens forçadas

- por André Lux, crítico-spam

É bem desanimado esse 13º desenho digital dos estúdios Pixar, que já nos brindou com gemas como a trilogia “Toy Story” e “Os Incríveis”. O maior defeito do filme é sua história, que sai do nada e chega a lugar nenhum e é cheia de passagens forçadas (como o encontro com a bruxa e toda a trama que resulta disso). Por sinal, a maneira como os elementos de magia são introduzidos destoam muito do resto.

Também não convence a figura da princesa que é preparada por sua mãe para ser a próxima rainha enquanto ela quer mesmo é se aventurar pela floresta e disparar flechas com seu arco. É esse conflito entra mãe e filha que vai dar tom a todo o filme e não se avança além disso. O desenho é bonito e bem feito, porém tem poucos personagens e raros momentos de humor (não sabem nem aproveitar direito os três irmãos pequenos da heroína). A melhor coisa do filme acabam sendo os ursos, muito bem animados. Nem a música de Patrick Doyle chega a marcar, por demais calcada em sonoridades celtas e abusando das gaitas de foles em várias passagens.

Há também a duvidosa mensagem que o filme quer passar, de que cada um pode ser responsável pelo seu próprio destino, o que é atingido pela protagonista de maneira bastante arriscada e inconsequente, ou seja, não sei se é muito adequada para as crianças. Enfim, é uma decepção para quem está acostumado com alto nível das produções da Pixar.

Cotação: * *

Um comentário:

Apenas, Marcia disse...

Oi, Andre! Já havia assistido este filme e, ao contrário de você, fiz uma outra leitura. Como a gente costuma dizer, sou mãe de menina e essa relação pode ser bem representada pela ação de tecer, que é uma situação mostrada no filme. Tecer não é só juntar um fio ao outro: precisa ter um objetivo que vai definir, por exemplo, que fio utilizar e o método de tecer - tear, croche, tricô. A mãe tece, a filha deseja ser arqueira - ou seja, sua relação com o mundo não se constrói, simplemente acontece com o ato de focar no alvo, esticar um fio e atirar. A mãe é a representação de um papel feminino que já não encontra mais espaço numa sociedade dinâmica, onde flechas encontram seu alvo (objetivo) com a rapidez um raio de luz. Daí, o conflito que surge dessas duas realidades que se chocam na escolha do futuro de Valente. A bruxa do filme é o meio para a mensagem sobre o desejo de mudança do outro que todos, independente do gênero, carregamos: precisamos mudar o outro para que ele nos aceite ou aceite as nossas escolhas. O filme mostra o caminho da tolerância e da construção de uma relação de respeito à diversidade de opiniões e condições de cada ser humano. Queria falar mais sobre o filme, mas se eu contar sobre a mágica da bruxa vai perder o encanto. Outros trechos achei meio sem sentido, mas gostei da mensagem que fala muito ao coração de todas as mães e das meninas também. É um filme para mães e filhas assistirem juntas e depois saírem "pro abraço". PS: A minha menina já tem 29 anos e como eu reconheci nas imagens um pouco de mim e um pouco dela.

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