quarta-feira, 29 de abril de 2015

Subiu pra cima


10 perguntas que você sempre quis fazer sobre o socialismo (mas deveria ter vergonha de perguntar)


- por Cynara Menezes, no Socialista Morena

Dada a imensa ignorância e falta de leitura sobre o socialismo que grassa nas redes sociais, resolvi fazer um rápido P & R (pergunta e resposta) sobre a ideologia que qualquer pessoa minimamente preocupada com a igualdade entre os seres humanos consegue entender – e amar.

1. Para ser socialista é preciso gostar do Taiguara ou da Mercedes Sosa?

No socialismo que sonhamos, o democrático, não tem essa de música obrigatória ou música proibida. Pode ouvir Chico Buarque, Taiguara ou Lobão, até porque somos contra a censura (ao contrário do que ocorria aqui na ditadura militar, o regime capitalista que a direita adora defender). Acreditamos no livre-arbítrio e na liberdade cognitiva e, por isso, muitos de nós também somos a favor da descriminalização de todas as drogas.

2. Se o socialismo vencer, terei que abrir mão do meu iPhone?

É o oposto: em um socialismo ideal, todas as pessoas teriam iPhone, não apenas as ricas. O socialismo, porém, prevê educar as pessoas para entender que o consumismo é ruim para o planeta e que é perfeitamente possível viver sem possuir tantas coisas. Pessoalmente, não tenho um iPhone ou smartphone e não sinto a menor falta. Mas me parece um comportamento totalitário exigir dos outros que pensem igual a mim.

3. Com o socialismo, o Brasil ficaria igual a Cuba, Coreia do Norte ou Venezuela?

Basta raciocinar um pouco para chegar à conclusão que é impossível um país ficar igual ao outro. Cada país tem sua história, suas características, seu povo. Dizer que o Brasil ficaria igual à Venezuela com o socialismo é o mesmo que dizer que os Estados Unidos são iguais ao Iraque, ao Japão ou à Indonésia, que também são países capitalistas. Quanto à Coreia do Norte, ninguém sabe exatamente que regime é aquele. Socialista é que não é.

4. O socialismo significa fim da democracia, como na União Soviética?

Experiências socialistas fracassadas não são sinônimos de socialismo. O socialismo é uma ideia, não um governo. A experiência socialista no Chile, por exemplo, foi bem diferente da cubana e da russa, primeiro porque não houve revolução; o socialista Salvador Allende chegou ao poder pelo voto. Existiam jornais e liberdade de imprensa –tanto é que foram eles que derrubaram Allende, com o apoio dos Estados Unidos. A sangrenta ditadura militar que veio a seguir, capitalista, fechou todos os jornais contrários ao regime, instaurou a censura, torturou e matou opositores. É preciso que se diga que, diferentemente dos capitalistas, os socialistas possuem autocrítica e aprendem com os erros do passado.

5. Com o socialismo haverá o fim da propriedade privada?

Muitos socialistas atuais, como eu, não acreditam em modelos implantados à força, como aconteceu no Camboja ou na China. Na verdade, mesmo na China (que só é chamada de “comunista” quando se fala de atentados aos direitos humanos) existe propriedade privada. No meu ponto de vista (explicitado aqui), o socialismo é, principalmente, uma maneira de tornar o capitalismo menos cruel e um caminho para uma sociedade menos desigual. Tanto é que, antes de o socialismo aparecer, as pessoas trabalhavam até 18 horas por dia, inclusive mulheres e crianças. Não havia férias nem jornada de oito horas e por isso muitos morriam antes dos 40 anos de idade.

6. O socialismo defende a intervenção do Estado na economia?

Sim. Achamos que deixar a economia nas mãos do mercado favorece as desigualdades, como, aliás, está ocorrendo atualmente entre os países mais desenvolvidos no mundo, onde o fosso social cresce cada vez mais –ao contrário dos países criticados como “bolivarianos” da América do Sul, onde a pobreza e a desigualdade diminuíram. O curioso é que os defensores do livre mercado e do “Estado mínimo” aceitam de forma bovina quando os bancos são socorridos pelo Estado com bilhões nos momentos de crise.

7. Com o socialismo os homens seriam massacrados pelas feministas?

O socialismo defende que homens e mulheres possuem direitos iguais. Ou seja, nenhum dos sexos está acima do outro. Atualmente, os homens ganham mais do que as mulheres ainda que ocupem o mesmo posto de trabalho e detêm a maioria dos cargos de mando. O socialismo não aceita essa disparidade.

8. A descriminalização do aborto é uma ideia socialista?

Os primeiros socialistas sempre defenderam o direito da mulher ao aborto como uma prática de saúde pública e como um direito feminino a decidir sobre o próprio corpo. No entanto, o aborto também é legalizado em países capitalistas como os Estados Unidos ou a Espanha. Na Venezuela o aborto é proibido e em Cuba, não. A legalização do aborto parece estar mais relacionada à maturidade de uma determinada sociedade do que à ideologia.

9. Todo mundo será obrigado a ser homossexual no socialismo?

Ao contrário: todo mundo poderá ser o que quiser, inclusive homossexual, sem ser xingado, ameaçado ou espancado por isso. Cuba, que os reaças adoram citar, já perseguiu homossexuais no passado, mas hoje a filha do presidente Raul Castro, Mariela, é uma das maiores personalidades mundiais em defesa dos direitos LGBTs. A cirurgia de mudança de sexo, por exemplo, pode ser feita gratuitamente na rede pública cubana.

10. Se o socialismo fracassou na União Soviética, por que seguir uma ideologia assim?

Porque enquanto houver miséria e desigualdades no mundo sempre haverá um socialista para criticar o sistema e sonhar com outro mundo possível, onde todos tenham o que comer, o que vestir e oportunidades verdadeiramente iguais. Quando vemos uma criança pedindo esmola, não fechamos o vidro do carro nem nos satisfazemos em dar uma moedinha para ela: não queremos caridade, queremos que o sistema melhore. Abra o olho: não existem capitalistas críticos do capitalismo. Quem aponta as crueldades do sistema somos nós, os socialistas. Na verdade, em vez de nos xingar, muitos deveriam nos agradecer por existir.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

E aí, valeu a pena ser um idiota útil?


Você que por ódio irracional ao PT e à esquerda, manipulado por uma mídia criminosa e desonesta, ajudou a eleger um dos congressos mais conservadores e reacionários da história do Brasil, agora aguente as consequências.

Hoje, eles aprovaram a terceirização total e irrestrita, que vai impactar diretamente NO SEU trabalho e também no dos seus filhos, netos e bisnetos.

Sabe-se lá o que vão aprovar amanhã.

E você só tem a si próprio para culpar. Parabéns!


E aí, valeu a pena ser um idiota útil daqueles que só querem lucrar em cima de todos nós?

Diferenças


domingo, 19 de abril de 2015

Governo Alckmin paga R$ 70 mil por mês para ex-assessor de Soninha atacar o PT nas redes sociais

Já fui alvo desse verme, que recebe 70 mil reais POR MÊS do governo Alckmin para atacar os inimigos do PSDB. Aumento pra professor não dá, né? Mas pagar 70 MIL REAIS por mês para um lixo humano desses ficar trollando, aí dá. Leia a denúncia abaixo e em seguida um texto de Kiko Nogueira que traça o perfil do canalha.

Governo de São Paulo banca blogueiro anti-PT

Picareta implicante: o mercenário do blog tucano terá de se explicar aos otários que acreditaram nele
O verme recebe 70 mil
por mês do nosso dinheiro

Fernando Gouveia, o homem que recebe 70 mil reais por mês do governo Alckmin para detonar o PT e fazer propaganda tucana num site, é um caso de parasitagem antiga na internet.

Gouveia está tentando se explicar para os otários que acreditaram — ou fingiram acreditar — nas papagaiadas que publicou no blog Implicante. Um deles aparece no Facebook com uma saudação. “Parabéns pela parasitagem e cara de pau”. Outro pede um frila.

Gouveia, que se esconde há anos sob o pseudônimo idiota Gravataí Merengue, que deve achar genial, está há muito tempo exercendo sua especialidade: enxovalhar reputações na net. O alvo depende da grana.

Sua explicação longa e confusa para seu desmascaramento, em resumo, é a seguinte: “Eu não sou contratado, ponto.” Mais para a frente: “Precisam atacar uma contratação”. Como assim? No meio do caminho, aquele papo furado sobre tentar calar “opiniões nas redes sociais, especialmente contra o PT”.

E a mentira de que não se identifica como CEO no Implicante. Sim, se identifica como — veja que divertido — “CEO, CFO, Capitão de Fragata, Diretor Jurídico, Diretor de RH, Diretor Musical e filho do dono do Implicante. No Twitter, @gravz.”

Fernando se esconde por trás do tal Gravataí. Sempre esteve colado nas sombras do poder público. Entre abril de 2001 e julho de 2003, foi assessor jurídico da prefeitura de São Paulo, durante a gestão de Marta Suplicy.

De 2005 a 2008, foi chefe de gabinete da corajosa, coerente e independente Soninha Francine. Em 2006, chegou a montar um blog chamado Gerente Chuchu, atualmente desativado, em que criticava Alckmin.

Depois de um bate boca de Gravataí Gouveia, Soninha descreveu o assessor: “Argumentador compulsivo, polemista incansável, sarcástico, muito inteligente, muito bem informado, com um estilo ácido que resvala na violência. Acidez (ou violência) que as pessoas normalmente apreciam muito, quando é voltada para o ‘inimigo’”.

Uma graça, o rapaz.

No papel de Gravz, o publicitário virou uma referência reaça no Twitter, sempre atento a denunciar aquele pacote que você já conhece. “Quando blogueiro oficial do governo diz que os querem ‘calar’ por contar a verba pública, fica claro o MOTIVO pelo qual ‘falam’”, escreveu no Twitter. Também ironizou os supostos “caraminguás” do personagem Dilma Bolada.

Um picareta pseudoneoliberal mamando no que chamou de Gerente Chuchu para poder produzir lixo consumido por mentecaptos. O negócio agora vai ser Gravataí Manguaça explicar para seus cúmplices nos sites o que fazia com tanto dinheiro — no mínimo, terá de dizer por que não dividiu o butim com eles para que pudessem apoiar com mais rigor e sinceridade a livre iniciativa, o estado mínimo e o PSDB.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Filmes: "Chappie"

ROBOCOP DOS POBRES

Essa é mais uma batida história de inteligência artificial criando consciência num ser mecânico 

- por André Lux, crítico-spam

É muito ruim esse novo filme do diretor Neill Blomkamp, que chamou a atenção com o interessante "Distrito 9" e logo depois fez o fraco "Elysium". Ele certamente ficou animado com os holofotes que recebeu graças ao seu primeiro longa e resolveu fazer um filme atrás do outro para aproveitar a onda positiva. 

Mas essa estratégia vai acabar virando um tiro no pé, já que a qualidade de seus filmes vem caindo visivelmente e pode decretar um fim abrupto na carreira do sujeito.

Porque fica bem óbvio que ele concebeu esse "Chappie" ainda durante as filmagens de "Elysium", que também mostrava um futuro onde robôs agiam como policiais. Aí ele esticou esse ideia, que por sinal não é nada original, e a transformou em mais uma daquelas histórias que envolvem inteligência artificial criando consciência num ser mecânico que está entre as mais velhas do gênero ficção científica. Acaba sendo uma espécie de "Robocop dos Pobres" ou algo parecido. E é muito similar ao simpático "Short Circuit", de 1986 (chamado de "O Incrível Robô" por aqui) e sua continuação, que também mostrava o robozinho sendo manipulado por ladrões para roubar carros para eles.

Se ao menos o roteiro fosse minimamente inteligente o filme poderia até ser desfrutável, mas é simplesmente pavoroso, repleto de absurdos, falta de lógica e personagem ridículos ou simplesmente desprezíveis. Alguns diálogos são dignos das "melhores" produções trash e ao menos fazem a gente rir quando era para levar a sério. Principalmente quando saem da boca da dupla que faz os traficantes que "adotam" o robô, feita por dois componentes de um grupo de rap sul-africano chamado Die Antwoord que são tão ruins que chega a dar pena. Hugh Jackman, o "Wolverine", também dá um show de canastrice como o vilão que anda de bermuda e usa um penteado de nerd ridículo.

"Mamãe, eu quero ser nerd!"
E que empresa é aquela, que fabrica robôs policiais de última geração, mas não tem segurança nenhuma? Os caras entram e saem a hora que querem levando equipamentos secretos e fica por isso mesmo. O engenheiro vilão ameaça um dos funcionários com uma arma no meio de todo mundo e nada acontece. E assim por diante. 

O robô é até bem feito e em alguns momentos quase convence, mas tudo é destruído pelos diálogos inacreditáveis e a insistência em transformar ele numa espécie de gangster robótico cheio de jinga e malandragem.

E, como de costume, o abominável Hans Zimmer destrói o pouco que resta do filme com uma música totalmente eletrônica que é tão primária e nojenta que nos "melhores" momentos soa como alguém espancando o sintetizador com um gato no cio.

É triste que um cineasta que demonstrou tanta garra e originalidade em seu primeiro filme se perca dessa forma, afinal não é todo dia que a gente tem contato com a cultura sul-africana. Vamos torcer para que ele dê um passo para trás e conceba seus novos projetos com mais carinho e cuidado, sem pressa. E sem Zimmer, por favor... 

Cotação: *

O ovo da serpente


CDHM pede a Alckmin esclarecimentos sobre abuso contra travesti

Nada justifica a selvageria da polícia contra a travesti. Repito: NADA! Polícia é para cumprir a LEI acima de tudo. Se é para valer o "olho por olho, dente por dente", pra que polícia, justiça e leis? Vamos pra rua armados de escopetas e porretes e que vença o melhor.


Corregedoria vai investigar policiais acusados de agredir travesti em São Paulo

A travesti Verônica Bolina acusou policiais militares e civis de agressão no momento de sua prisão, no 2º Distrito Policial (DP), em São Paulo, segundo nota divulgada pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. O caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil, informou a Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-SP).

Para o Centro de Cidadania LGBT (lésbicas,gays, bissexuais e transgêneros) da secretaria, Verônica declarou “ter sofrido agressão em vários momentos por parte de policiais militares e de 'preto', fazendo referência aos agentes do Grupo de Operações Estratégicas (GOE), ocorridas no momento de sua prisão; durante o episódio em que atacou o carcereiro da Polícia Civil, por causa de uma troca de cela; e no Hospital do Mandaqui, quando do atendimento médico”.

Verônica foi presa em flagrante na última sexta-feira (10), acusada de tentar matar uma vizinha idosa. Ela vai responder por dano qualificado, lesão corporal, desacato e resistência, de acordo com Boletim de Ocorrência. No domingo (12), no 2º DP, Verônica teria exposto “a genitália e começado a se masturbar” dentro da cela, o que incomodou os outros presos.

Para conter a situação, um carcereiro entrou na cela para retirá-la, quando Verônica o atacou com uma mordida na orelha. De acordo com nota da SSP-SP, o delegado Luiz Roberto Hellmeister disse que Verônica se machucou durante esses confrontos.

Segundo o Núcleo Especializado de Combate à Discriminação, da Defensoria Pública, há indícios de tortura, maus-tratos e constrangimento por parte dos policiais, na prisão e na contenção de Verônica, devido às fotos, nas quais é possível ver seu rosto desfigurado, e também pelo vazamento de um áudio, no qual ela isenta os policiais da agressão. As defensoras envolvidas no caso são Juliana Beloque, Vanessa Alves e Áurea Maria de Oliveira.

A Defensoria Pública alega que, ainda que ela tivesse de ser contida, a ação não justificaria o rosto desfigurado. Além disso, não foi garantida a entrevista reservada entre Verônica e as defensoras públicas, o que poderia configurar constrangimento. O delegado e um carcereiro permaneceram na sala, dizendo que ela deveria falar a verdade.

As defensoras querem saber ainda como e quem gravou o áudio, já que a gravação aconteceu no período em que Verônica estava custodiada por policiais – agentes do Estado que devem garantir a integridade do detido, segundo a entidade.

A Defensoria solicitou à 1ª Vara do Júri da capital que Verônica seja encaminhada ao Fórum da Barra Funda para entrevista, em local reservado, com as defensoras, e depois passe por audiência de custódia com um juiz. A assessoria de imprensa do Fórum não soube informar o andamento do pedido, e a SSP-SP comunicou que Verônica já foi transferida para o sistema prisional.

Grupos de defesa dos direitos LGBT criaram uma campanha de apoio a Verônica no Facebook, com a hashtag #somostodasVerônica.

domingo, 12 de abril de 2015

Rir para não chorar


Manifestações fashion-week-nazi-fascistas 2.0 fracassam no Brasil todo



Os protestos contra o governo da presidente Dilma Rousseff neste 12 de abril vêm tendo alcance bem mais limitado do que no último 15 de março, segundo dados da Polícia Militar, em várias capitais.

Enquanto isso, a hashtag #AceitaDilmaVez se tornou o assunto mais comentado nos trending topics do Twitter no Brasil e o segundo mais comentado no mundo.


Em Jundiaí, meia dúzia de gatos pingados desfilaram pela avenida e pagaram mico de novo.



Marcha em BH fracassa e Aécio foge

Depois de confirmada a informação que os protestos deste domingo 12 têm cerca de metade ou menos da população que foi às ruas no dia 15 de março, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) confirmou que não irá à manifestação contra o governo da presidente Dilma Rousseff que acontece na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, onde ele passa o fim de semana.

Isto é BRAZIL ZIL ZIL!




quarta-feira, 8 de abril de 2015

PSDB, sempre contra os trabalhadores


"Jornal de Jundiaí" faz propaganda de novo protesto-fashion-week-nazi-fascista da direita

O "Jornal de Jundiaí", famigerado panfleto tucano oficioso da cidade, faz chamada para o próximo protesto-fashion-week-nazi-fascista da direita, usando como gancho um vídeo postado por um general de pijama, viúva da ditadura.

O tal general mantém um blog que só tem artigos contra o PT e a esquerda em geral, recheado de argumentos que são mais mofados do que a Guerra Fria entre EUA e União Soviética. O "Jornal de Jundiaí" dá inclusive o link para o blog do golpista aposentado.


Perguntas básicas para a patota do JJ:

1) O que esse senhor tem a ver com Jundiaí para ter seu vídeo colocado com tamanho destaque?

2) Por que o JJ faz  propaganda do ato dos coxinhas com tanta antecedência?

3) Qual o valor jornalístico desse tipo de divulgação, principalmente quando o general de pijama nem de Jundiaí é?

4) Por que o JJ não faz esse tipo de propaganda de outros atos, como por exemplo, dos professores em greve ou das manifestações contra a PL da Terceirização?

São perguntas meramente retóricas, afinal o JJ faz parte do PiG (Partido da imprensa Golpista) e qualquer pessoa como o mínimo de bom senso sabe muito bem as respostas...

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Golpe contra a democracia faz 51 anos

"Gringos bonzinhos desejam aos brasileiros trouxas 
um feliz aniversário do golpe de estado promovido pelos EUA 
no Brasil com ajuda de militares traidores e subornados, sempre 
prontos a prender, torturar e matar brasileiros para agradar 
seus patrões em Washington." (Fabio De Oliveira Ribeiro)

Filmes: "Relatos Selvagens"

PORRADA NA CLASSE MÉDIA

Filme é retrato brutal da mentalidade daquele extrato social que sonha que "um dia vai chegar lá"

- por André Lux, crítico-spam

É impressionante a vitalidade do cinema argentino, sempre pronto a nos surpreender com uma nova produção inusitada e original que quase sempre entretém, mas também faz pensar.

É o caso desse notável "Relatos Selvagens", que é um retrato brutal do que se pode chamar de "mentalidade de classe média", aquele extrato social que acha que vive espremido entre os podres de ricos e os pobres, enquanto sonha que "um dia vai chegar lá" sem perceber que, de fato, está a dez mil passos dos primeiros e a míseros dez dos segundos.

Escrito e dirigido por Damián Szifron, o filme é uma comédia de humor muito negro, que não tem medo de dar uma bela porrada nos classe-medianos e de expor seus maiores defeitos e também o seu retumbante falso moralismo. 


Dividido em seis episódios sem relação um com o outro, "Relatos Selvagens" coloca em cena situações limites que evidenciam algumas das características mais patéticas, violentas, assustadoras ou simplesmente podres das pessoas ditas comuns.

Não dá para comentar a fundo os episódios sem estragar as surpresas de cada um deles, mas basta dizer que abordam questões corriqueiras na vida de qualquer um dos autoproclamados "cidadãos de bem" que, pelo jeito, são comuns em qualquer grande metrópole do mundo. Ou seja: os "coxinhas" estão por todos os lados!


O mantra dos coxinhas: "Sou contra 
a corrupção... dos outros, é claro"
Temos ali a propina e a corrupção nossa de cada dia que só gera indignação quando são os outros que as cometem, o desejo de vingança e retaliação que cega e destrói, a alienação política gerando atos de revolta inúteis e autodestrutíveis, a traição como forma de manter relações motivadas por aparências e a incapacidade de lidar com problemas psicológicos de maneira responsável e que joga sempre nos outros a culpa.

Tudo isso vem embrulhado num pacote cinematográfico requintado, com direção e diálogos primorosos, atores excelentes, edição perfeita e, como já disse, um humor negro afiadíssimo e brutal, que chega a chocar em alguns momentos, principalmente nos episódios da briga entre os motoristas e do casamento.

Engraçado é ler as críticas por aí exaltando o filme, mas sem nunca mencionar os ácidos comentários sociais sobre a mentalidade mesquinha e a hipocrisia da chamada classe média. Sinal de que a ironia e o humor finos estão cada vez mais ininteligíveis para a grande maioria das pessoas, infelizmente...

Cotação: * * * * *
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