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terça-feira, 29 de abril de 2014

#Somos Todos Macacos Coisa Nenhuma

- por Marcos Sacramento
A reação foi rápida. Horas depois de Daniel Alves reagir com maestria a uma provocação racista, Neymar postou no Instagram uma foto segurando uma banana com a hashtag “somostodosmacacos”. O protesto viralizou e ganhou a adesão de famosos:  Luciano Huck e Angélica, Ivete Sangalo,  Alexandre Pires e até Inri Cristo posaram com a banana.
Seria tudo lindo e altruísta não fossem duas coisas.
A primeira é que nós, negros e pardos, não somos e nem gostamos de ser chamados de macacos. Chamar uma pessoa de cor de macaco é um dos xingamentos mais comuns e cruéis. Coloca o negro em uma posição subalterna em relação ao branco, ao aludir a um animal que apesar de semelhante aos humanos está alguns andares abaixo na escala evolutiva. É pesado e cheio de subtextos, diferente de “tição”, por exemplo, que alude só ao tom da pele.
Admitir que “somos todos macacos” é uma defesa equivocada e perigosa. Equivocada porque nenhum racista questiona que os humanos são primatas. Perigosa porque traz o significado implícito de que somos todos iguais, mas para combater o racismo de frente é melhor destacar as diferenças.
O outro problema é que o movimento “Somos todos macacos” não foi tão espontâneo. A sacada de Neymar na verdade já estava planejada por uma agência de publicidade. Até aí tudo bem, porque as ofensas são tão corriqueiras que não surpreende deixar uma resposta pronta.
Só que hoje a grife do Luciano Huck lançou a camisa referente à campanha. Com uma estampa fazendo referência à manjada banana de Andy Warhol, está sendo vendida a 69 reais. A imagem promocional mostra um casal de modelos brancos.
Daniel Alves protestou com espontaneidade e irreverência. Seu ato já pode ser considerado um marco na luta contra o racismo no futebol. Mas não significa que devemos dar de ombros para o racismo e achar que a melhor saída é ignorar a ofensa. Ele fez o melhor que possível naquele momento, em pleno campo e antes de cobrar um escanteio.
Foi notícia no mundo inteiro e o problema do racismo voltou para a agenda de discussão sem a necessidade de hashtags artificiais e famosos forçando semblante indignado no Instagram.
Aí vem a tal campanha e na cola dela uma camisetinha bem oportunista, sem buscar questionamentos mais elaborados sobre a questão racial. Tudo bem superficial, na velocidade das redes sociais, sem se prender a questões mais profundas como defender cotas raciais ou questionar porque morrem mais negros do que brancos por causas violentas.
Talvez porque, como eles dizem, “somos todos macacos”, ou seja, iguais, e racismo é uma coisa de idiotas que estão lá do outro lado do mundo.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Prefeito Pedro Bigardi anuncia Bilhete Único e manutenção da tarifa em R$ 3 pelo segundo ano

Prefeito Bigardi anuncia a implantação do Bilhete Único em Jundiaí

O prefeito Pedro Bigardi (PCdoB) fez, nesta quarta-feira (23), dois importantes anúncios na área de transporte público.

O primeiro é o início do processo de implantação do Bilhete Único na cidade, que deve começar a funcionar efetivamente em setembro deste ano.

E o segundo é a manutenção da tarifa dos ônibus urbanos em R$ 3 pelo segundo ano consecutivo.


O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Eliseu Silva Costa, aprovou as medidas da Prefeitura, pois, segundo ele, vão trazer muitos benefícios aos trabalhadores de Jundiaí e região.

“Acho esse esforço em não aumentar a passagem dos ônibus muito importante, pois impacta de forma positiva diretamente no bolso no trabalhador. E o Bilhete Único também, pois com certeza vai diminuir o dinheiro que os companheiros gastam ao se deslocar para o trabalho. O prefeito Pedro Bigardi está cumprindo o que prometeu e isso é muito bom para a população”, afirmou Eliseu.

O prefeito Pedro Bigardi considera as duas medidas como conquistas do povo de Jundiaí, pois vão baratear a vida do cidadão.

“Entendemos que o transporte, assim como a saúde e a educação, é um benefício social e precisa servir à toda comunidade da melhor maneira possível e pelo menor preço. A oposição tenta de toda maneira transformar tudo isso em fatos negativos, porém a verdade é que nós estamos fazendo o que eles tiveram a oportunidade de fazer em 25 anos e não fizeram”, alfinetou.

Novos ônibus articulados e modernos entram em funcionamento

O secretário de Transporte, Wilson Folgozi, explica que o Bilhete Único terá a duração de 1 hora e meia e poderá ser usado em qualquer ônibus durante esse período.

Para ele, o Bilhete Único vai trazer ainda mais uma vantagem concreta para os trabalhadores. “Sabemos que muitas empresas não contratavam pessoas que precisavam pagar mais de uma tarifa para se deslocar até o trabalho. Agora, isso deve acabar, pois com o Bilhete Único todos vão pagar uma vez só”, garantiu.

Novos ônibus já tem rampa de acesso para cadeirantes

O presidente da Câmara, vereador Gerson Sartori (PT), lembrou que a implantação do Bilhete Único em Jundiaí é uma luta dos partidos de esquerda na cidade desde o ano 2000 e com certeza vai trazer muitos benefícios para a população.

“As pessoas perdem trinta, quarenta minutos indo de um terminal para o outro para não ter que pagar mais nesse sistema de integração que existe hoje. Com o Bilhete Único isso vai acabar. E a manutenção da tarifa nos três reais significa também um grande avanço, principalmente para os trabalhadores de Jundiaí que teriam que pagar 20% a mais caso o valor não estivesse sendo subsidiado pela prefeitura”, enfatizou.

Sartori destacou também que o Bilhete Único de Jundiaí está preparado para ser integrado com todas as cidades do aglomerado urbano da região.

O cadastramento dos usuários do Bilhete Único começa em julho.

Durante o anúncio das medidas, a Prefeitura apresentou também quatro novos ônibus articulados que começam a circular pela cidade já esta semana.

sábado, 19 de abril de 2014

Para alguns, nunca vai cair...


E assim se constrói o machão troglodita, homofóbico e machista…

- por Regina Navarro Lins, psicanalista e escritora, autora de 11 livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller “A Cama na Varanda” e “O Livro do Amor”.
 
A questão da semana é o caso do homem, que aos 12 anos o pai o obrigava a espiar a prima tomando banho para se excitar, provando que era macho. 

Os valores estão mudando, e cada vez mais homens se libertam da exigência de ter que provar o tempo todo que são machos.
 
Mas será que algum dia haverá realmente igualdade de direitos entre os sexos? Acredito que sim, mas ainda temos um longo caminho pela frente. 

A masculinidade é uma ideologia que justifica a dominação exercida pelo homem. Ela é ensinada e construída, portanto, pode ser diferente em cada época e lugar.
 
O menino nasce de uma mulher. A mãe o amamenta, cuida dele, lhe dá carinho. Ele, por isso, sente-se gratificado na condição de bebê, totalmente dependente dela. Essa relação com a mãe vai deixar uma marca profunda em seu psiquismo. No início da vida conhece o prazer dessa dependência passiva, mas durante toda a sua existência terá que lutar contra o desejo de retornar a essa condição.
 
Para tornar-se “homem'' é preciso se diferenciar da mãe, reprimindo profundamente o forte vínculo com ela, junto com o prazer da passividade. É uma luta contínua, onde deve estar sempre alerta. Isso não acontece com a menina. Para ela é mais fácil, já que a relação inicial com a mãe é a base da identificação com seu próprio sexo.
 
Numa sociedade patriarcal, para ter um comportamento classificado como masculino o homem utiliza muitas manobras defensivas. Geralmente o menino se defende temendo as mulheres e também repudiando em si próprio qualquer aspecto considerado feminino como ternura e passividade.
 
Por conta de todos os seus temores, encontramos um comportamento padrão na maioria dos meninos que se transformam em homens: são brutos, barulhentos, brigões, depreciam as mulheres ridicularizando suas atividades, privilegiam amizades com outros homens, mas odeiam homossexuais.
 
O sistema patriarcal utiliza métodos variados para transformar um menino em “homem de verdade”, mas essa identidade masculina é adquirida com grande esforço. Para a menina é mais simples porque a menstruação, que surge no início da adolescência, não deixa dúvidas de que pode ter filhos, fundamentando naturalmente sua identidade feminina. Nesse momento ela passa de menina a mulher. No homem, ao contrário, um processo educativo, muitas vezes traumático, deve substituir a natureza.
 
Pela atividade sexual que desempenha o homem toma consciência de sua identidade e virilidade. É considerado homem quando seu pênis fica ereto e “come” uma mulher. E isso deve acontecer o mais cedo possível. De maneira explícita ou não é pressionado pelos amigos ou pelo próprio pai.
 
No Ocidente, onde os rituais de iniciação não são claramente definidos, a masculinidade necessita ser provada durante toda a vida de um homem, sempre havendo o risco de se ver diminuído ao nível de condição feminina. Para corresponder ao ideal masculino da nossa cultura o homem tem que rejeitar uma parte de si mesmo, lutando para não se entregar à passividade e à fraqueza.
 
O modelo do homem masculino ideal manteve-se imutável durante um longo período da História. Dois americanos tornaram-se famosos ao enunciar quatro imperativos da masculinidade sob a forma de slogans:
 
1°: No sissy stuff (nada de fricotes) — Mesmo sabendo que homens e mulheres têm as mesmas necessidades afetivas, o estereótipo masculino impõe ao homem a mutilação parcial do seu lado humano. Um homem de verdade é isento de toda feminilidade, portanto, ele deve abandonar uma parte de si mesmo.
 
2°: The big wheel (uma pessoa importante) — Seria o verdadeiro macho. Há uma exigência de superioridade em relação aos outros. A masculinidade é medida pelo sucesso, poder e admiração que provoca.
 
3°: The study oak (o carvalho sólido) — O macho deve ser independente e só contar consigo mesmo. Jamais manifestar emoção ou dependência, sinais femininos de fraqueza.
 
4°: Give’em hell (mande todos para o inferno) — Obrigação de ser mais forte que os outros, nem que seja pela violência. Sua aparência deve ser de audácia e agressividade, estando sempre pronto a correr todos os riscos, mesmo que a razão ou o medo lhe aconselhem o contrário.
 

Contudo, em várias partes do mundo os homens já demonstram insatisfação em ter que corresponder ao que deles se espera, e discutem cada vez mais a desconstrução do masculino. 

John Lennon deu a sua contribuição para a mudança de mentalidade quando, há algumas décadas, declarou: “Gosto que se saiba que, sim, cuido do bebê e faço pão, que eu era dono de casa e me orgulho disso.”

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Só Jundiaí recebeu livros com erros. Secretário Orlato suspeita de sabotagem

Somente Jundiaí recebeu livro com erros gritantes no mapa geográfico

Em uma reportagem publicada pelo jornal conservador "O Estado de São Paulo", a editora Mathema afirmou que somente Jundiaí recebeu os livros contendo o mapa geográfico com falhas gritantes.

O livro foi distribuído a cerca de 4 mil alunos da rede municipal de Jundiaí com erros grosseiros na grafia dos Estados do Acre, Minas Gerais e Espírito Santo, além da ausência de localização do Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e do Distrito Federal.

A editora divulgou uma nota para a imprensa onde pede desculpas pelo problema ocorrido e garante que enviou as páginas corretas para serem inseridas nos livros. 

O secretário de Educação de Jundiaí, Durval Orlato (PT), confirmou que as correções já foram recebidas e devidamente coladas por cima dos mapas que apresentavam erros.

"Felizmente o problema não causou danos pedagógicos aos alunos, mas mesmo assim o setor jurídico da Prefeitura estuda as penalidades contra a editora com base no que está previsto em contrato", enfatizou Orlato.

Questionado sobre a possibilidade de os erros terem sido fruto de sabotagem contra a Prefeitura de Jundiaí, que é governada por uma aliança entre PCdoB e PT desde 2013, Orlato afirmou que essa possibilidade está sendo investigada, porém que ainda não é possível confirmar nem negar essa suspeita, embora ela exista pelo fato de apenas Jundiaí ter recebido livros com defeitos.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Orgulho


Pedro Bigardi discursa durante a Parada Gay de Jundiaí 2014
Tenho muito orgulho de ter ajudado a eleger Pedro Bigardi prefeito de Jundiaí.
Um homem que não tem medo de lutar abertamente pelos excluídos e por aqueles que são vítimas de preconceito e discriminação devido à opção sexual, cor de pele, etnia ou deficiência física ou mental.
E faz isso abertamente mesmo sabendo que pode perder votos entre os conservadores, homofóbicos e intolerantes em geral.
Parabéns, Pedro, pela coragem! Não é fácil ser assim, pode ter certeza que eu sei.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Valores da família?

Os "valores da família" que esse psicopata defende são aqueles onde a mulher é a santa do lar e fica em casa lavando pratos e cuidando dos filhos, enquanto o macho vive seus desejos sexuais com amantes, putas e em saunas gay...


Ato na Câmara de Jundiaí relembra os horrores da ditadura no Brasil


A Câmara Municipal de Jundiaí realizou um ato em memória aos 50 anos do golpe cívico-militar que derrubou um presidente democraticamente eleito para colocar em seu lugar uma ditadura militar que durou 21 anos.

Organizado pelas bancadas do PT e do PCdoB, o ato contou com a distribuição de cartazes com fotos e nomes de algumas vítimas da ditadura e com a palavra de autoridades políticas e representantes da OAB, de entidades estudantis e de defesa dos direitos humanos.

Maitê, da UNE, lembrou da perseguição sofrida pelos estudantes na ditadura
"Esse é um ótimo momento para trazer os crimes da ditadura à tona, ainda mais nesse momento em que surgem vozes e movimentos pedindo a volta desse tipo de regime. É importante dar um basta nisso tudo e mostrar que a democracia e a liberdade de expressão são os melhores caminhos para o país e para as pessoas", afirmou o vereador Rafael Purgato, do PCdoB.

O vereador Celso Arantes, do PT, lembrou que a época da ditadura foi muito difícil, principalmente para a classe trabalhadora que sofreu muito com os arrochos salariais, a inflação alta, perseguição de sindicalistas e a proibição do direito de greve. "As pessoas precisam conhecer a história daquele período justamente para que esse tipo de absurdo nunca mais volte a acontecer", enfatizou.

Cartazes em memória das vítimas do regime de exceção foram colocados nos assentos
Paulo Malerba, vereador do PT, reforçou esse fato e explicou que a ditadura trouxe uma perda de qualidade de vida para os trabalhadores com a redução de salários, direitos e benefícios, perda de estabilidade no emprego. 

"Isso sem falar da inflação altíssima, do endividamento público de 1,2 trilhões de dólares. Enfim, foi um desastre também do ponto de vista econômico que gera consequências negativas para o país até hoje", comentou.

Durante a sessão de ontem, também foram aprovados dois projetos de Lei vinculados diretamente à ditadura.

Um deles, de autoria do vereador Rafael Purgato, proíbe o uso de nome de pessoas que tenham cometido crimes contra a humanidade ou violação de direitos humanos.

O outro, apresentado por Paulo Malerba, acabou com a prática de sessões secretas na Câmara, que eram muito comuns na época da ditadura e que ainda foram usadas até 1996.


Hipocrisia de sempre


Capas da Veja comprovam apoio da revista à Ditadura

Por que será que hoje a Revista Veja evita, até nos momentos mais marcantes, falar de certos temas que vão contra os seus interesses? 

Essa prática é recorrente com temas de âmbito político e social, entretanto, não é o mais sombrio de seus recursos. 

Desde sua fundação em 1968, a Veja abusou do verbo para demonizar seus inimigos ante a opinião pública. 

Isso fica evidente quando observamos as edições mais distantes do presente, uma simples leitura das capas da revista durante a Ditadura Militar pode se absurdamente reveladora. 

Isso me levou à fonte primária, o próprio acervo digital de sua obra, para buscar algumas das capas mais evidentes sobre o apoio escancarado da revista aos golpistas militares. As palavras revolução e terrorismo representam o antagonismo de duas vertentes políticas.

Veja as capas:








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