OUTRO FILHO DO “ALIEN”É mais um exemplar de terror no espaço, que se não tem muita originalidade pelo menos é bem feito e prende a atenção.
- por André Lux, crítico-spam
“Pandorum” foi massacrado pela crítica estadunidense, mas eu não achei assim tão ruim. É apenas mais um exemplar de terror no espaço, que se não tem muita originalidade pelo menos é bem feito e prende a atenção.
A história é muito interessante. Uma nave gigantesca é enviada para tentar colonizar um planeta distante depois que a Terra foi destruída pelos abusos do homem.
Corta para o despertar de um dos oficiais (Ben Foster, bem convincente) que estava dormindo em uma câmara criogênica, só para descobrir que a nave está sem energia e, pior, cheia de monstros esquisitos que se alimentam de carne humana.
Sobra para o coitado tentar achar o caminho até o reator principal, enquanto é ajudado por outro oficial (Dennis Quaid, sinistro) via rádio. Nem preciso dizer que, no percurso, ele vai encontrar outros sobreviventes e ser perseguido inúmeras vezes pelas criaturas que parecem uma mistura do Alien do H.R. Giger com os orcs do “Senhor dos Anéis”.

Se não prima pela originalidade, “Pandorum” tem sequências claustrofóbicas muito bem realizadas (principalmente quando o protagonista tem que se arrastar por tubos apertados cheios de cabos), alguns sustos dignos, várias cenas de ação e luta, e um desenho de produção excelente, do tipo que sabe deixar o filme com cara de produção classe A.
Além disso, reserva algumas surpresas bem boladas, um final impactante e tem uma trilha sonora atonal inventiva e enervante (no bom sentido). Outro ponto positivo: evita as explicações didáticas para os mistérios da trama, o que é sempre um sinal de respeito à inteligência do espectador.
Em suma, é mais um filme de monstros no espaço que não perde muito feio para outros filhos do primeiro “Alien”. Para quem gosta do gênero, uma boa pedida.
Cotação: * * *










































