É O FIM DO MUNDO!Filme é uma sucessão de corridas frenéticas e repetitivas que de vez em quando dá um breque para que os protagonistas troquem diálogos que parecem ter sido escritos pelo Ed Wood
- por André Lux, crítico-spam
Tenha certeza de colocar esse “2012” entre os filmes mais idiotas já feitos por Roliúdi. Daqueles bem trash, que tem um roteiro ridículo e um monte de discursos inflamados que nos fazem morrer de rir quando deveríamos levar tudo aquilo a sério.
Parece que o diretor Roland Emmerich quer se tornar mesmo o novo rei dos filmes-catástrofes, gênero que andou na moda nos anos 70, e que ressuscitou com “Independence Day”. Mas depois daquele divertido filme sobre uma invasão alienígena, Emmerich perdeu a mão e tem produzido verdadeiras bombas, uma atrás da outra. “2012” só não é pior que o grotesco “O Patriota”, que trazia um Mel Gibson ensandecido cortando cabeças de ingleses vilões, mas chega perto.
Esse é o tipo de filme que poderia até ser divertido, caso o roteiro não fosse uma colagem de todos os clichês mais irritantes do cinema, tipo “escritor separado tenta conquistar a amizade dos filhos e o amor da ex-mulher enquanto foge dos prédios que caem e das explosões que pipocam na tela a cada quinze minutos”. E “2012” é apenas isso: uma sucessão de corridas frenéticas e repetitivas por meio de cenários digitais catastróficos que de vez em quando dá um breque para que os protagonistas troquem diálogos que parecem ter sido escritos pelo Ed Wood, o pior diretor de todos os tempos.
O mais incrível é que o filme tem quase três horas de duração sem que houvesse a menor necessidade para isso. Vários personagens e tramas secundárias poderiam ter sido cortadas sem o menor problema e seríamos poupados de tanta chatice junta. Algumas cenas de ação são até legais e provocam alguma tensão, pena que tudo seja sempre estragado pela mensagem xarope de boa vontade entre os homens e pelos risíveis surtos de “bom mocismo” do cientista principal, que passa o filme todo indignado e fazendo discursos piegas. Também não entendi porque o presidente dos EUA (um desanimado Dany Glover), escolheu ficar para trás só para morrer quando tinha lugar de sobra nas Arcas da salvação.
Depois de ver tanta besteira junta, inclusive uma cena "super dramática" que mostra uma dondoca tentando salvar seu pet, só resta mesmo fazer um trocadilho infame: esse filme é mesmo o fim do mundo!
Cotação: * 1/2













































