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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Filmes: "Mad Max: Estrada da Fúria" (revisada)

NÃO CUMPRE NEM O QUE PROMETE

Novo filme da série Mad Max parece uma colcha de retalhos da perseguição do segundo com o que existiu de pior no terceiro 

- por André Lux, crítico-spam

Esse novo Mad Max é uma grande decepção. Confesso que não estava esperando muito depois de ver os trailers, que já deixavam claro que o excesso e a histeria iriam prevalecer. 
Mas mesmo assim aguardava algo um pouco melhor do que uma longa (e tediosa) sequência de perseguição que dura duas horas e, basicamente, sai do nada e chega a lugar nenhum. 

O filme tem pouca relação com os anteriores, estrelados por Mel Gibson, cujo segundo capítulo é uma obra-prima do cinema, especialmente nos quesitos edição e fotografia. 
Apesar de ter sido concebido e dirigido pelo mesmo George Miller da trilogia original, "Mad Max: Estrada da Fúria" parece uma colcha de retalhos da antológica perseguição ao caminhão tanque do segundo filme com o que existiu de pior no terceiro capítulo ("Mad Max Além da Cúpula do Trovão"), que foi estragado justamente pelo excesso de figuras caricatas e uma narrativa flácida e praticamente isenta de suspense.

O novo filme já começa mal, com Max sendo preso facilmente e passando os próximos trinta minutos de projeção sendo arrastado de um lado para o outro por um bando de moleques chatos e histéricos, dando a impressão que é um sujeito incompetente e burro - o oposto do que deveria ser.

Mas o que mata mesmo o novo filme é a falta de qualquer elemento dramático que nos ligue aos personagens e nos faça sentir algo por eles. Embora algumas cenas de perseguição sejam bacanas e bem encenadas "ao vivo" e sem muitos efeitos digitais, é tudo tão primário, caricatural e excessivamente coreografado que a gente acaba não dando a mínima para o que acontece. Não há aqui nem sombra da tensão e suspense de "Mad Max 2", que ainda se dava ao luxo de ter um humor negro afiadíssimo, inexistente aqui.

O problema nem é tanto a premissa de fazer um filme que é, basicamente, uma única e longa cena de perseguição, mas sim a falta de sutileza como que tudo é mostrado e o grande número de clichês de filmes de ação que deveriam ter sido evitados. A primeira parte da caçada, que termina durante uma tempestade de areia imensa, não chega a incomodar. Mas, depois disso, o filme vai ficando cada vez mais absurdo, já que não tem como um caminhão daquele tamanho e peso continuar correndo mais que centenas de carros potentes e então ficam inventando desculpas sem nexo para atrasar os perseguidores.


A ação dos vilões, comandados por um sujeito deformado pela radiação, chamado de Immortan Joe (feito pelo mesmo ator que foi o Toecutter no primeiro "Mad Max"), também não faz muito sentido, pois se no começo da perseguição o objetivo deles é resgatar as fugitivas, depois esquecem isso e saem atirando para matar todo mundo. Não convence o fato de tentarem imputar uma liderança místico-religiosa ao vilão frente à sua gangue, especialmente os tais moleques pintados de branco, e isso só serve para aumentar o nível geral de histeria.

Também não foi uma boa ideia colocar no papel título Tom Hardy (que surgiu no cinema como o ridículo vilão Shinzon de "Star Trek: Nemesis"), pois continua sendo um ator neutro, que fala pra dentro, grunhe toda hora e não tem o menor carisma (algo que sobrava para Gibson). 

Quem nasceu para Shinzon nunca será Mad Max...
É triste também ver um diretor como Miller, que trabalhou com monstros da música cinematográfica como Jerry Goldsmith, John Williams, Maurice Jarre e Brian May, rendendo-se ao que há de pior no gênero hoje ao chamar para compor a trilha musical um tal de Tom Holkenborg, que se auto-intitula “Junkie XL” (um nome artístico que já diz tudo!). O sujeito é um DJ ou coisa parecida que andou participando de algumas trilhas do abominável Hans Zimmer, como “Homem de Aço”, e, claro, segue a cartilha zimerística de “como compor música ensurdecedora, opressiva, quase sempre em ré menor e repleta de ostinatos simplórios e repetitivos”. Haja saco para aguentar esse lixo que está agora em tudo quanto é filme e periga estourar nossos sensíveis tímpanos!

Para ser sincero, uma das únicas coisas positivas no filme é o tom feminista que guia às ações da personagem Furiosa (feita por uma apática Charlize Theron), embora seu plano de fuga seja completamente absurdo e forçado. O desenho de produção dos vilões e sua cidadela é realmente criativo, mas muito exagerado, caindo para o nível "desfile de escola de samba" que colabora para deixar tudo ainda mais caricatural. 


Não ajuda nada o fato do exagero no número de carros perseguindo o caminhão tanque, ainda mais com gente tocando tambor e um sujeito fazendo solos de guitarra que espirra fogo, um contra-senso já que o filme se passa num mundo pós-apocalíptico onde tudo é racionado ao extremo, especialmente a água e o combustível.

A fotografia de John Seale é deslumbrante e recheada de cores vivas e quentes, porém depois de um tempo acaba cansando porque o filme todo se passa num deserto e nem mesmo chegamos a ver qualquer ruína da antiga civilização.

Estranhamente, esse novo Mad Max está sendo altamente elogiado pelos críticos mundo afora, mais uma prova do delírio coletivo que de vez em quando toma conta dos profissionais da opinião que, aparentemente, também são vítimas do “efeito manada”. 

Mas, infelizmente, é muito barulho por nada pra variar e não cumpre nem o que promete.

Cotação: * *


terça-feira, 26 de maio de 2015

"Nossa gestão tem como meta olhar e trabalhar pelo povo", diz Bigardi

O prefeito comunista de Jundiaí/SP Pedro Bigardi fez breve balanço de sua gestão, falou do projeto do PCdoB para as cidades brasileiras e destacou que, "em Jundiaí, nosso compromisso é com uma gestão que olhe e trabalhe pelo povo".

- Por Joanne Mota, da Rádio Vermelho

"A forma adotada para o nosso projeto em Jundiaí tem tudo a ver com um projeto mais amplo que é fertilizado nas trincheiras comunistas. Quando pensamos a cidade e o povo com o detalhe e a preocupação devida, confirmamos não só um projeto de gestão, mas também um projeto de sociedade que o PCdoB tem pensado e aplicado em diferentes locais do país", acentuou ele.

Durante a conversa, Bigardi ainda falou sobre os avanços dados pela sua gestão e que transformaram Jundiaí em uma cidade cada vez mais moderna, conectada e humana. Um retrato, segundo ele, muito diferente do encontrado quando de sua posse.

"A conservação da cidade está entre as prioridades. Uma cidade bem cuidada reflete na saúde e bem-estar social. Além de impactar no cartão postal da cidade. Em 2012, encontrei uma Jundiaí com aspecto de abandono. Ao final da minha gestão, a meta é criar uma nova forma de governar e entergar uma cidade moderna, avançada e mais inclusiva".

Além da infraestrutura, Bigardi falou sobre açõs importantes na área da Saúde, Cultura e, especialmente Educação.

Educação


Ao final da entrevista o prefeito de Jundiaí falou sobre os esforços da gestão para avançar na Educação. Ele informou que o município possui oito escolas de ensino integral, ams que a meta é ampliar ainda mais. "Sabemos que a escola de tempo integral vai além da mera educação formal. Ela complementa o ciclo de formação da criança ou do jovem com atividades esportivas e culturais, por exemplo. Um esforço fundamental para a formação social", destacou o comunista.

No último sábado (23), Jundiaí conclui elaboração do Plano Municipal de Educação. De acordo com informações da Secretaria de Educação na manhã desta segunda-feira (25), os delegados concluíram a votação das metas e estratégias para a educação nos próximos dez anos (2015-2025). Agora, o documento será transformado em projeto de lei e seguirá para a votação na Câmara Municipal.

O documento-base elaborado pela comissão organizadora recebeu mais de 150 sugestões. A sociedade participou e deu sua contribuição de maneira ampla e democrática.

Pedro Bigardi foi eleito com 65,57% dos votos dos eleitores de Jundiaí, fruto da vontade de mudança da população da cidade. “Antes da campanha começar fizemos uma pesquisa qualitativa na cidade e percebemos que a população queria mudança, mas tinha um certo receio de uma mudança que não fosse responsável ou boa para a cidade.”


Clique aqui para ouvir a entrevista completa no site Vermelho.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Filmes: "Judge Dredd" (1995)

OS FÃS ESTÃO ERRADOS!

Primeira adaptação do Juiz Dredd para os cinemas foi massacrada na época do lançamento, mas resiste bem a uma revisão

- por André Lux, crítico-spam

O Juiz Dredd é um personagem dos quadrinhos, criado por John Wagner e Carlos Ezquerra, que já rendeu duas versões para as telas dos cinemas.

A ação das histórias do Juiz se passa num futuro distópico, após uma guerra nuclear que deixou a maior parte do planeta devastada por radiação, onde os humanos sobreviventes se aglomeram em gigantescas mega-cidades que vivem sob o julgo de um sistema penal totalitário e fascista, no qual os policiais tem poder absoluto de polícia, júri, juiz e executor. O melhor deles é justamente Dredd, o mais impiedoso e rígido, fruto de uma experiência de clonagem.


A primeira versão para os cinemas, "Judge Dredd" ("O Juiz" no Brasil), foi vivida por Sylvester Stallone, o eterno Rambo, e dirigida por um garoto de 26 anos chamado Danny Cannon, em 1995. Apesar de ter sido rejeitado pela maioria dos fãs do personagem, o filme não é ruim. Pelo contrário.

Tem efeitos especiais bacanas para a época, excelente música de Alan Silvestri (dos "De Volta Para o Futuro" e "Predador"), fotografia requintada de Adrian Biddle e um desenho de produção muito bonito, com direito às armaduras dos juízes criadas pelo famoso estilista Gianni Versace.

Canastrice e queixo de Stallone são perfeitos para Dredd
Os fãs reclamam até hoje do fato de Dredd tirar o capacete no filme, algo que jamais faz nos quadrinhos. Mas, sinceramente, isso não me incomoda simplesmente porque na trama contada pelo filme, que o mostra sendo injustamente acusado de um crime e enviado à prisão, não teria mesmo como ele ficar usando ele o tempo todo.

Confesso que não conhecia o personagem quando assisti nos cinemas, mas minha apreciação ao filme aumentou ainda mais depois que passei a acompanhar os quadrinhos, já que descobri que o roteiro faz uma salada bastante interessante das origens de Dredd com outros personagens clássicos.

Além disso, conta com um elenco de apoio muito bom, com direito a Max Von Sydow (como o Juiz Fargo), Jurgen Prochnow, Diane Lane, Joan Chen e um Armand Assante que praticamente mastiga o cenário com sua interpretação over do juiz Rico.

Armand Assante, como Rico, praticamente mastiga o filme
"Judge Dredd" também não tem medo de colocar o dedo na ferida e mostrar o quanto a "justiça" fascista daquele mundo é perigosa e absurda, ao colocar o próprio Dredd como vítima do sistema que ele até então defendia com unhas e dentes, sem questionar (algo que os próprios quadrinhos abordam raramente).

O que atrapalha o filme acaba sendo justamente a presença de Stallone, cuja canastrice até ajuda na caracterização. Apesar de ficar perfeito no uniforme (especialmente graças ao seu enorme queixo), ele ainda recebia tratamento de estrela e exigiu várias mudanças no roteiro, inclusive poder disparar aquelas frases cômicas infames que estavam na moda na época, mas que destoam completamente do personagem
. Embora nos quadrinhos exista bastante humor (negro), ele nunca vem de Dredd, que é mortalmente sério.

O grande Max Von Sydow como Fargo: coadjuvante de luxo
Mas é pouco para estragar a diversão. Esse é o tipo de filme que resiste bem a uma revisão, mesmo ficando datado em certos aspectos. Neste caso, os fãs estão errados!

Cotação: * * * 1/2

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Sonho de nerd: ver "Mad Max 2" no cinema!



É impressionante como ver um filme no cinema, com a sala lotada, é uma experiência inigualável. Eu perdi a conta de quantas vezes já vi "Mad Max 2" em casa, um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. 

Mas ontem pude ver na tela grande do cinema, na maratona "Mad Max" promovida pelo Cinemark, e foi como se tivesse visto pela primeira vez na vida! 

Emocionante é pouco para descrever...


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Filmes: "Vingadores 2: A Era de Ultron"

PROBLEMÁTICO, MAS DIVERTIDO

Filme é movimentado, divertido, tem atores adequados e sabe manipular as emoções na hora certa

- por André Lux, crítico-spam

Esse segundo filme dos "Vingadores" é quase tão legal quanto o primeiro, o que, convenhamos, é um milagre tendo em vista o excesso de personagens e a disparidade entre os heróis e seus poderes, que variam de um deus imortal portador de um martelo mágico a um simples sujeito bom no arco e flecha.

O mérito desse sucesso continua sendo do diretor e roteirista Joss Whedon que acerta novamente em não se levar muito a sério e inserir bastante humor e cenas calmas de interação entre os personagens.


A história, todavia, faz ainda menos sentido que a do original, já que nunca fica claro, por exemplo, o que é exatamente o tal Ultron, como foi criado, quais são suas intenções e poderes e o que o vilão da Hydra (derrotado logo no começo) tem a ver com essa salada toda. 

Quase tudo parece entrar na trama de maneira forçada, principalmente uma cientista coreana e sua máquina de recriar tecido humano e os gêmeos mutantes (feitos pelos atores que foram marido e mulher no novo "Godzilla") que odeiam Tony Stark, mas não o matam quando poderiam (sei que a ação deles fazia parte de um plano maior ligado à Hydra, mas no final não fica muito claro que plano era esse e tudo é descartado sem explicações). A atração da Viúva Negra pelo dr. Banner também não convence e o personagem Visão faz muito pouco.

O filme teve problemas na pós-produção, ao ponto de chamarem o compositor Danny Elfman para reescrever a música para algumas sequências, substituindo o que já havia sido feito por Brian Tyler (que fez a música para "Homem de Ferro 3" e "Thor 2"). Mas, na prática, trocaram seis por meia dúzia, já que não dá pra notar muita diferença e a trilha acaba sendo bastante genérica, só chamando a atenção quando usa o tema dos "Vingadores" composto por Alan Silvestri para o primeiro filme.

Todavia, esses problemas todos não chegam a incomodar muito porque o filme é movimentado, divertido, tem atores adequados e sabe manipular as emoções na hora certa. Não dá pra exigir muito mais desse tipo de produto, convenhamos...

Cotação: * * *

O brasileiro


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