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sábado, 26 de setembro de 2015

"The Strain": sobre como homens viram monstros

O nazista Thomas Eichhorst
Simplesmente sensacional a série "The Strain". 

Não apenas por trazer uma história muito bem escrita sobre uma invasão de vampiros malvados sobre Nova York atual, mas também pelos excelentes comentários sociais sobre como homens se tornam monstros.

No mais recente episódio da segunda temporada, "Dead End", ficamos sabendo como o braço direito do Mestre vampiro iniciou sua trajetória rumo à monstruosidade.

Vendedor fracassado de rádios na Alemanha nazista, Thomas Eichhorst é constantemente desprezado pelos colegas de trabalho, até o dia em que a bela Helga, secretária da empresa, o elogia e aceita seu convite para sair.

No restaurante, enquanto conversam e ele se apaixona pelo brilho da moça, que diz a ele que certamente um futuro grandioso o espera, um jovem nazista sobe na mesa e começa a conclamar a todos para se juntar a Hitler para salvar o país.

A moça fica incomodada e pede para irem embora, mas Eichhorst ouve o discurso animado. Depois, já na rua, os dois começam a conversar sobre o nazismo e Eichhorst defende Hitler e seu discurso de ódio contra os judeus, dizendo que foi por culpa deles que a Alemanha entrou em colapso. Não são confiáveis nem dignos de respeito.

A jovem Helga, então, lhe diz: "Eu sou judia, Thomas. Quer dizer que é isso que pensa de mim?". Ele, com a cara de idiota digna dos covardes e ignorantes, diz que esse discurso se refere só aos judeus estrangeiros. Ela, então, lhe diz: "Estava enganada sobre você. Está exatamente no lugar que merece". E vai embora.

Anos depois, já oficial da SS Nazista, Eichhorst é chamado a um interrogatório e, claro, se depara com a jovem Helga sendo torturada e prestes a ser deportada. Perguntado se conhecia a moça como ela afirmava, Eichhorst diz, depois de ficar gelado por alguns momentos: "Conheci sim. Ela trabalhava na mesma firma que eu. Foi acusada de roubo, mas nada foi comprovado. Todavia..."


O vampiro Thomas Eichhorst
Em seguida vai embora todo orgulhoso por ter se "vingado" dela, passeia fazendo pose pela rua e é reverenciado com temor pelos civis, inclusive por um antigo colega de trabalho que o humilhava.

Ao voltar para o quartel-general da SS, Eichhorst vê então Helga enforcada em uma árvore na entrada do prédio. 


Chocado, acaba mudando a feição para um esgar de cinismo quando percebe que seu superior o observa.

Entenderam por que não dá para ter amizade com gente assim? Alguma semelhança com o que ocorre hoje no Brasil? Ou não?

2 comentários:

Anônimo disse...

Sei, não, André, mas acho que você vai ter que desenhar. O pessoal da direita costuma ser tão estúpido, ignorante e preconceituoso que o significado do teu texto está muito além da compreensão deles. Não vejo como impossível, mas acho bastante difícil um ignorante entupido de preconceitos se dar conta da dimensão do que pensa ou faz. Tem a visão simplória e estreita demais para isso. Para piorar pouco importa o nível cultural. Pode ser um simples vendedor de rádios ou mesmo o mais culto dos profissionais liberais.
Marcos K

Anônimo disse...

sim, total semelhança, é gente que venderia o Brasil numa esperança vã de ficar por cima, mal sabem eles que serão usados e jogados fora ao bel prazer de bancários e especuladores internacionais. Também venderia qualquer um por terem ideias de esquerda ou que não compactuassem com eles.

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