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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Cadê os defensores da "liberdade de expressão" agora?


França prende humorista que faz críticas a judeus

Após convocar uma marcha pela liberdade e contra o terror, com a presença de líderes mundiais como o israelense Benjamin Netanyahu, o governo francês expõe suas contradições ao mandar prender o comediante francês Dieudonné.

O humorista, conhecido por suas críticas ao judaísmo, foi interpelado em sua casa, em frente aos seus filhos, por ordem do primeiro-ministro Bernard Cazeneuve, sobre a acusação de incitar o terrorismo nas redes sociais.

Armas de destruição em massa
encontradas com o humorista
No Facebook, ele comentou que se sente como Charlie Coulibaly (sobrenome de um dos terroristas):

"Após essa marcha histórica, digo mais... lendária! Um momento mágico como o Big Bang que criou o universo! ...ou em um grau mais local, comparável à coroação de Vercingétorix [rei gaulês da antiguidade], eu enfim entro em casa. Sabe que essa noite, no que me diz respeito, eu me sinto como Charlie Coulibaly", escreveu.

Em sua defesa, Dieudonné disse que seu humor não difere do feito pelo Charlie, que estimulava preconceito contra muçulmanos

No ano passado, o comediante foi alvo de outra ação do governo de François Hollande, em ofício pedindo para que todas as prefeituras cancelassem seus shows de stand-up.


5 comentários:

Paulo disse...

Fonte?

Anônimo disse...

Prezado
Sou um fã do seu blog mas, neste caso, vc está errado. Dieudonné faz uso franksteiniano de causas legítimas e é, na verdade, um direitista emperdenido, amigo de Le Pen, e que não disfarça, no pretendido anti-sionismo, o seu anti-semitismo nojento. Já deu diversas provas disto. Não caiamos nas armadilhas que levam a acreditar que, em nome da democracia e da liberdade de expressão, tudo é permitido, inclusive, a defesa dos nazismos e fascismos (e, portanto, de crimes contra a humanidade) como os do Front Nacional francês. Front esse que, aliás, se livraria de Dieudonné na primeira oportunidade de poder porque ele, no seu confuso mix direitista, representa ou traz questões inconvenientes para os brancos de olhos azuis franceses.

André Lux disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
André Lux disse...

Não estou nem aí se o cara é de direita ou de esquerda. Ou as pessoas são a favor da liberdade de expressão total e irrestrita ou não.

O que não dá é essa hipocrisia de "Sou Charlie" porque os idiotas que faziam aqueles desenhos nojentos foram mortos e todo mundo calado quando outro é preso só porque fez a mesma coisa.

Dois pesos e duas medidas, isso sim é coisa de fascista.

Anônimo disse...

André,
Não sei se Piaget ou Lauro de Oliveira Lima interpretando Piaget, um desses dois disse não existir crítica construtiva. Ou seja, toda crítica é destrutiva no sentido de que você quer que a coisa criticada deixe de existir e ceda lugar a outra coisa - o seu contrário, podemos dizer assim. Em todo caso, entendo que criticar é diferente de aniquilar. Je suis Charlie e Je ne suis pas Charlie no sentido de que defendo a plena liberdade de expressão, mas reconheço que certos limites não deveriam, de iniciativa própria, ser ultrapassados. Volto: criticar é diferente de aniquilar. O Charlie Hebdo criticava, a meu ver com excessos, as religiões, o clericanismo e todos os fanatismos que se produziram em torno. Eu também tendo a este tipo de crítica, como também a todo uso político que dessas coisas se faz. O Hebdo, com seu (questionável?) jeito, não deixa de fazer ataque moral grave aos religiosos. Diga-se de passagem, a todos. Mas não consigo um segundo sequer imaginar que esses caricaturistas pregassem ou se envolvessem com a aniquilação física dos seus pretensos adversários. Até por gravíssima experiência histórica, já não podemos pensar o mesmo de Le Pens, Dieudonnés, etc. Sabemos aonde suas ideias (não simplesmente críticas, mas preconceitos) vão dar. Não? Um erro tratar de maneira republicana e democrática quem, desde sua origem ofídica, não tem a menor vocação republicana e democrática. Muito pelo contrário. É do seu DNA. Não cultivemos, pois, os seus ovos de serpente ou, como sempre fazem, terminarão por bater e tentar eliminar fisicamente negros, socialistas, gays, judeus e outros mais. Meu ponto? Não estamos a falar de duas coisas iguais, uma à esquerda e outra à direita. Quanto à foto do post, concordo: HIPÓCRITAS!
Abraços

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