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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Especialistas aprovam as instalações do Museu do Metalúrgico

O Sindicato dos Metalúrgicos convidou vários especialistas da área para conhecer o Museu do Metalúrgico, que vai ser inaugurado no dia 11 de agosto, junto com a nova sede do Sindicato.

Confira abaixo a opinião deles, depois de visitar as instalações.


Jean Camolezi
"Só posso dar os parabéns ao Sindicato pelo Museu dos Metalúrgicos, que é um espaço muito importante conquistado pelos trabalhadores, principalmente numa cidade como Jundiaí, onde a luta das classes populares e sua história sempre foram colocadas à margem.

É um espaço que vai promover o debate da historiografia do trabalhador jundiaiense e a resistência dele, que é feita através de greves e ações sociais.

Nesse sentido, o Museu do Metalúrgico é um grande avanço para a classe trabalhadora, pois mostra ela como protagonista da história, em busca da construção de um mundo melhor e mais justo para todos. E sempre que a classe trabalhadora avança nas conquistas, os únicos que perdem são aqueles que vivem da exploração".

Jean Camolezi, Historiador com especialização em Sociedade, Cultura e Trabalho, atual diretor do Museu Histórico e Cultural de Jundiaí.


Donizette Aparecido Pinto
"O Museu dos Metalúrgicos atende aos parâmetros da museologia moderna, pois é contemplativo, mas também é interativo.

É um museu que proporciona a educação e o conhecimento através do ponto de vista do trabalhador, além do resgatar a memória dos metalúrgicos de Jundiaí, transformando ela em patrimônio da cidade.

A concepção antiga dos museus sempre foi a de demonstrar e propagar o poder das classes dominantes.

Agora, os metalúrgicos daqui fazem o contraponto de forma inédita, em um museu criado e constituído para mostrar o poder dessa classe de trabalhadores, que também tem o direito e a responsabilidade de mostrar que é um agente transformador, importante para o caminhar da história.

E a história oficial tenta o tempo todo mostrar que quem protagoniza e cria os eventos importantes é apenas a classe dominante. O museu dos Metalúrgicos comprova que o trabalhador também faz parte e constrói a história. E quem não conhece a história, não entende que os benefícios que existem hoje são resultado das lutas dos trabalhadores do passado".

Donizette Aparecido Pinto, Historiador com pós-graduação em Educação, ex-diretor do Museu da Energia em Jundiaí e atual diretor de Patrimônio da Prefeitura.


Maria Angélica Ribeiro
"Esse museu representa um movimento de vanguarda dessa classe de trabalhadores que são os metalúrgicos.

Em toda minha trajetória dentro da luta sindical eu não conheci um trabalho que mostrasse tão claramente aquilo que o Lula disse: 'Ninguém mais vai duvidar da competência da classe trabalhadora'.

O museu foge daqueles padrões antigos em matéria de arquitetura, de exposição, de educação e de interação com a sociedade.

É o trabalhador fazendo o próprio registro da sua luta, indo contra o conceito que existia nos museus lá atrás, que era o da manutenção do poder da elite.

Estou emocionada de ver esse movimento de perpetuação da luta da classe trabalhadora, ainda mais na minha cidade."

Maria Angélica Ribeiro, Professora formada em Educação e Socialismo, em Cuba, ex-sindicalista e atual diretora do Complexo Fepasa e presidenta do COMPAQ (Conselho Municipal de Patrimônio Artístico e Cultural de Jundiaí).

Fernando Atique
"O Museu do Metalúrgico de Jundiaí é uma iniciativa que coroa uma sequência de estudos que vem sendo feitos nos últimos 30, 40 anos, de analisar o mundo do trabalho, da revolução industrial, da constituição de um saber técnico e tecnológico a partir da visão dos trabalhadores e não do patrão ou apenas do produto.

O Sindicato dos Metalúrgicos recupera, dessa forma, a importância de uma trajetória de diversas pessoas que anteriormente eram tratadas apenas como uma massa de trabalhadores sem rosto e sem identidade. Mas que tem, sim, rosto, endereço e uma história de vida rica de contribuições e de conquistas para toda a sociedade".

Fernando Atique, professor da Unifesp, Universidade Federal de São Paulo.









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