segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Mônica e Cebolinha ensinam a intolerância e o desrespeito às crianças

Arrependi-me amargamente de mostrar à minha filha a Turma da Mônica, do Maurício de Souza. 

Assistindo os desenho com ela, a gente percebe que só tem duas coisas: bullying e violência. 

Quase todos os episódios giram em torno do Cebolinha xingando a Mônica de "gorducha", "baixinha", "dentuça" e levando porrada dela depois. 


Já sei, vão dizer que é só entretenimento e que não tem nada de mais. 

Bom, hoje minha filha de 3 anos viu uma menina gordinha e soltou: "Olha pai, uma gorducha!". Aí eu falei pra ela: "Não diga isso, filha, pois é feio, etc, etc, etc". Ela me olhou com cara de séria e respondeu: "Mas o Cebolinha fala isso pra Mônica, né?". Dureza, viu?

Pra gente ver como, em nossa época de criança, era natural ridicularizar as pessoas diferentes do que era considerado "normal". Isso estava em tudo, nos quadrinhos, na TV, no cinema... 


Ainda bem que tem muitos desenhos hoje que não tem nada disso e tentam passar valores de tolerância, respeito e questionamento às crianças.

Maurício de Souza, você precisa se modernizar! Chega de bullying!

Será que a ficha vai cair?


Para historiador Jesus não existiu e cristianismo tem sido uma catástrofe

Às vésperas de sua palestra Covert Messiah em Londres neste sábado, o pesquisador americano Joseph Atwill foi muito além de suas recentes afirmações de que a figura de Jesus Cristo é uma completa fabricação da aristocracia romana. 
Em entrevista exclusiva ao Terra, Atwill, 64 anos, disse que o cristianismo foi inventado durante o Império Romano para controlar as massas e, até hoje, só causou danos à sociedade.
"Acho que o cristianismo tem sido uma catástrofe. Se você olhar na história, ele criou a Idade das Trevas, as Cruzadas foram uma desgraça absoluta e a Inquisição também foi uma abominação moral. Se você observar o século 20, as nações cristãs massacraram umas às outras, com mais de 120 milhões de pessoas morrendo em guerras. Acredito que as pessoas não deveriam ter medo de um mundo sem cristianismo fazendo o papel de uma força moral maior, porque observando eventos anteriores, o cristianismo não foi bem sucedido no passado", disse.​
Apesar de tocar em um assunto polêmico como religião, Joseph Atwill ainda revelou que não se intimida com as críticas ao seu trabalho. "O que fiz foi colocar dois livros, A Guerra Judaica, de Flávio Josefo, escrito no século I, e o Novo Testamento, lado a lado e tracei paralelos entre eles. Essa análise pode ser feita por qualquer pessoa com senso comum. As evidências falam por si só. Ao comparar os textos, cada indivíduo pode tirar suas próprias conclusões", acrescentou Joseph, que explica essa série de coincidências em seu livro Caesar’s Messiah (O Messias de César, em tradução livre). 
Praticante de budismo, Joseph Atwill acrescentou que não acredita nem desacredita em Deus e que seu intuito é fazer com que as pessoas tenham suas experiências baseadas na verdade.
“Não sou ateu. Eu simplesmente estou tentando encontrar a verdade. Estou aberto à questão de Deus e procurando uma resposta. Uma das razões pelas quais quero saber a verdade sobre o Novo Testamento é o fato de que é uma pergunta que tenho curiosidade para saber a resposta, assim como todo mundo. Não tenho boas respostas, não sou um líder espiritual, só tento meu melhor”.
Confira a entrevista com o pesquisador americano na íntegra:
Terra - Quais serão os pontos altos de sua conferência Covert Messiah neste sábado, 19, em Londres?
Joseph Atwill -
 Um dos tópicos mais importantes será uma apresentação da Confissão Romana, mostrando que os romanos inventaram o cristianismo. Acho que é algo que as pessoas vão considerar de grande interesse, além de outra apresentação sobre uma nova maneira de pensar o cristianismo como uma ferramenta de controle da mente usada para escravizar as pessoas. Acho importante a ideia de que todos os cidadãos tenham consciência disso. Esses serão os dois pontos que provavelmente vão causar mais impacto durante o simpósio. 
"Acho que o cristianismo tem sido uma catástrofe. Se você olhar na história, ele criou a Idade das Trevas, as Cruzadas foram uma desgraça absoluta e a Inquisição também foi uma abominação moral. Se você observar o século 20, as nações cristãs massacraram umas às outras, com mais de 120 milhões de pessoas morrendo em guerras" Foto: Patrícia Dantas / Especial para Terra
"Acho que o cristianismo tem sido uma catástrofe. Se você olhar na história, ele criou a Idade das Trevas, as Cruzadas foram uma desgraça absoluta e a Inquisição também foi uma abominação moral."
Terra - Quais novas evidências você vai apresentar ao público para revelar que Jesus Cristo é uma completa invenção do império romano?
Joseph Atwill - 
Em um ambiente como esse, no qual você tem a oportunidade de passar tempo analisando a relação entre o livro do qual a história de Jesus foi originada, que foi a história de uma guerra ocorrida entre 66 e 73 d.C, e o Novo Testamento, posso mostrar em grande detalhe a relação entre os dois textos. Eu apresento evidência de alta qualidade, mas não é necessariamente a minha opinião. Posso essencialmente mostrar os dois textos antigos e todo mundo que tem senso comum pode simplesmente olhar estes eventos lado a lado e ver claramente que um é dependente do outro. O ministério de Jesus foi criado da história da guerra de um Cesar romano.
Terra - Quais documentos você usou como base para seus estudos? 
Joseph Atwill -
 O Novo Testamento e A Guerra Judaica, de Flávio Josefo, escrito no século I. A sequência de eventos e locais do ministério de Jesus são praticamente as mesmas da sequência de eventos e locais da campanha militar do imperador romano Tito Flávio, descrito por Josefo em seu manuscrito do século I. A partir destas coincidências pude notar que se inicia um padrão. É como se fosse um triângulo de pontos e todos os diferentes paralelos entre Jesus e Tito são pontos deste triângulo. Porém, você não verá o triângulo se não se afastar e observá-lo de fora para notar as conexões entre eles. ​
Acredito que a religião é inventada pelos tiranos e classes dominantes que a usam como uma ferramenta de controle da mente. É muito claro para mim que os romanos criaram o cristianismo como uma religião de Estado, uma estrutura de autoridade do topo para baixo
Terra - O que você acha que fará as pessoas acreditarem em sua teoria? 
Joseph Atwill -
 A evidência essencialmente fala por si só. As pessoas simplesmente precisam de tempo para olhar os dois trabalhos lado a lado e em sequência. Isso é algo que ninguém fez até hoje, até mesmo os estudiosos cristãos que estudaram o Evangelho tão de perto. Eles não fizeram algo tão simples e, a partir do momento que fizerem, a evidência falará por si só e as pessoas poderão tirar suas próprias conclusões. Quero deixar claro que não uso meu ponto de vista ou dou qualquer opinião pessoal sobre essas relações. Eu apenas tento explicar como descrevê-las, mas deixo o texto intacto. Usei a versão da Bíblia do rei James e uma tradução muito comum do livro A Guerra Judaica, assim as pessoas podem ler sozinhas e fazer sua cabeça. Eles não precisam de estudiosos, de padres ou de mim. Todos podem simplesmente tirar suas próprias conclusões.
Terra - Como você acha que a Igreja Católica irá reagir às suas novas alegações?
Joseph Atwill -
 Não acho que eles vão concordar com elas. Será muito interessante de ver, porque a evidência é tão simples e seria útil se a Igreja colocasse o assunto em pauta com um de seus estudiosos para discutí-lo em público. Me preocupo que informações como essas possam ter um impacto negativo em algumas pessoas. A Igreja pode ter um papel útil neste caso. Se eles discordarem, não há problemas, eles simplesmente podem levar sua explicação e apresentar ao público. Já aqueles que acreditam quando lerem minha análise de que Jesus Cristo foi criado baseado em outras pessoas eles terão sua própria opinião. Sendo assim, teremos duas opiniões diferentes e veremos como as coisas se desenrolarão em longo prazo.
Terra - Por quais razões você acredita que a sociedade cria falsos deuses e fatos na história?
Joseph Atwill -
 Acredito que a religião é inventada pelos tiranos e classes dominantes que a usam como uma ferramenta de controle da mente. É muito claro para mim que os romanos criaram o cristianismo como uma religião de Estado, uma estrutura de autoridade do topo para baixo. Os escravos não poderiam se rebelar contra o sistema porque eles acreditavam que Deus era representativo pela figura do Pontifex Maximus, o papa estava no topo. Porém, nos tempos antigos, os escravos se rebelavam porque eles sabiam que era Cesar quem estava no poder. Essa é a razão pela qual Cesar sempre tentou se tornar um deus vivo. A cultura do império existiu por centenas de anos e sempre tentou dar a impressão de que Cesar era deus. Isso aconteceu porque eles sabiam que as pessoas não se rebelariam contra deus. No final, eles não conseguiram fazer as pessoas acreditarem que Cesar era deus e esta é a razão pela qual os romanos decidiram inventar o cristianismo. 
Terra - Por que você acha que os romanos criariam uma figura como Jesus Cristo? Qual seria a intenção deles para fazer isso?
Joseph Atwill - 
Por duas razões. Eles criaram uma religião para controlar o povo, dizer às pessoas para obedecer e pagar impostos. O outro motivo é que eles também estavam lutando contra um violento movimento messiânico na Judeia que queria derrubar a ocupação romana. O império romano era uma prisão de nações, uma mistura de religiões, reinos e etnias que eles conquistaram. Eles não poderiam permitir que um único grupo se rebelasse porque isso desencadearia outra série de rebeliões. Os judeus, porque eles se recusaram a venerar Cesar, foram capazes de se rebelar com sucesso e conseguiram estabelecer uma nação de Estado por três anos. Foi esse o motivo pelo qual os romanos trabalharam duro para tentar substituir aquela religião por outra na qual o messias diria: obedeça a Cesar e pague seus impostos.  ​
"O que fiz foi colocar dois livros, A Guerra Judaica, de Flávio Josefo, escrito no século I, e o Novo Testamento, lado a lado e tracei paralelos entre eles. Essa análise pode ser feita por qualquer pessoa com senso comum. As evidências falam por si só. Ao comparar os textos, cada indíviduo pode tirar suas próprias conclusões, acrescentou Joseph, que explica essa série de coincidências em seu livro Caesar's Messiah Foto: Patrícia Dantas / Especial para Terra
"O que fiz foi colocar dois livros lado a lado e tracei paralelos entre eles. Essa análise pode ser feita por qualquer pessoa com senso comum. As evidências falam por si só"
Terra - Que tipo de dano você acredita que o cristianismo causou à sociedade?
Joseph Atwill - 
Acho que o cristianismo tem sido uma catástrofe. Se você olhar na história, ele criou a Idade das Trevas, as Cruzadas foram uma desgraça absoluta e a Inquisição também foi uma abominação moral. Se você observar o século 20, as nações cristãs massacraram umas às outras, com mais de 120 milhões de pessoas morrendo em guerras. Acredito que as pessoas não deveriam ter medo de um mundo sem cristianismo fazendo o papel de uma força moral maior, porque observando eventos anteriores, o cristianismo não foi bem sucedido no passado. 
Terra - Você pratica alguma religião ou é ateu? 
Joseph Atwill -
 Não sou ateu. Eu simplesmente estou tentando encontrar a verdade. Estou aberto à questão de Deus e procurando uma resposta. Uma das razões pelas quais quero saber a verdade sobre o Novo Testamento é o fato de que é uma pergunta que tenho curiosidade para saber a resposta, assim como todo mundo. Não tenho boas respostas, não sou um líder espiritual, só tento meu melhor.  
Terra - Você pratica alguma religião? 
Joseph Atwill -
 Pratico o budismo, que não é realmente uma religião, é apenas uma técnica para tentar desenvolver seu próprio espírito. 
Terra - Você acredita em Deus?
Joseph Atwill - 
Não acredito, nem desacredito. Sempre que tento descobrir percebo que não sou esperto o suficiente para responder essa pergunta. Entretanto, quando eu descobrir, prometo que te aviso (risos). 
Terra - O que acha do papel da Igreja Católica nos dias de hoje? 
Joseph Atwill -
 É uma organização tão imensa. Não tenho uma opinião sobre isso. Acredito que algumas coisas são boas, outras ruins. Acima de tudo acho que é melhor se desenvolvermos nossa prática sobre a verdade. 
Terra - O professor James Crossley, da Universidade de Sheffield, disse que o tipo de pesquisa que você está desenvolvendo não faz parte da comunidade acadêmica. Você concorda com ele?
Joseph Atwill -
 Não. Não posso concordar com alguém que não leu meu livro. Estou aberto a qualquer crítica ao livro que ele possa ter, mas a opinião dele não é mais importante do que qualquer outra sobre algo que ele não leu. 
Terra - Você já foi ameaçado por promover uma pesquisa que basicamente arruinaria todo um sistema religioso vigente?
Joseph Atwill -
 É engraçado. O livro foi publicado há mais de dez anos e desde então sempre tive contato com milhares de estudiosos e cristãos. E todas as pessoas são curiosas, por mais que não concordem comigo e tenham uma conclusão diferente. Eles acham que as conexões e a maneira como enxergo o Novo Testamento no livro são muito interessantes. Nunca fui ameaçado e não ficaria surpreso se nunca receber uma ameaça porque a única que coisa que fiz foi colocar dois livros lado a lado e notar uma padrão entre eles. 
Terra - Você eventualmente gostaria de ir ao Brasil para discutir seu trabalho?
Joseph Atwill -
 Amaria ir ao Brasil. Já morei no Brasil nos anos 70 e sempre sonhei em voltar lá. Adoraria ter uma oportunidade de mostrar meu trabalho se tivesse um grupo que a informação seria valiosa para eles. Com certeza, se algum dia tiver uma boa oportunidade, irei ao Brasil.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Morreu Wojciech Kilar, autor das trilhas sonoras de "Drácula" e "O Pianista"


O compositor polonês Wojciech Kilar, autor de trilhas musicais para filmes de realizadores como Roman Polanski, Francis Ford Coppola e Andrzej Wajda, morreu hoje aos 81 anos, anunciou a rádio pública da Polónia.
Além de música para dezenas de filmes, Wojciech Kilar compôs também música sinfónica, música de câmara e obras para instrumentos a solo.
Mas foram as músicas feitas para os filmes que o notabilizaram na Polónia e internacionalmente, com peças como a valsa composta para o filme do realizador polaco Andrzej Wajda "Terra Prometida" a tornarem-se marcos na história da música clássica.
A música que compôs para o filme "O Pianista", do realizador Roman Polanski, valeu-lhe, em 2002, o prêmio Cesar para a melhor música escrita para um filme.

Em 1992, a sociedade norte-americana de compositores, autores e editores, de Los Angeles, distinguiu-o pela melhor trilha sonora original para o filme "Drácula", de Francis Ford Coppola.
"Deixou-nos um homem excecional. Foi uma das figuras mais importantes da cultura polaca", disse Waldemar Dabrowski, diretor da Ópera de Varsóvia após o anúncio da morte de Wojciech Kilar.
Nascido em 1932 em Lviv, vila polaca antes da Segunda Guerra Mundial e que atualmente faz parte da Ucrânia,  Wojciech Kilar viveu após a guerra em Katowice, no sul da Polónia, onde começou os seus estudos na academia de música local.
Posteriormente mudou-se para Paris, França, para prosseguir os estudos com a pianista e pedagoga Nadia Boulanger.

Ouça abaixo a impressionante faixa de abertura do filme "Dracula", de Coppola:

Lugar de religião é na igreja: Estado Laico já!


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A esquerda tem "síndrome de Estocolmo"? Acho que sim

Reproduzo abaixo uma série de questionamento que fiz ontem no facebook e que geraram uma grande polêmica entre o pessoal da esquerda. Muitos companheiros me chamaram de "radical", o que é uma puta elogio para quem sabe o que esse termo realmente significa... 


Puxa, na boa, não me levem a mal, mas... tem gente de esquerda assistindo e comentando um programa da TV Globo? DA GLOBO?? Tipo, estão dando IBOPE para a Globo e ainda falam mal?? Só podem ser sado-masoquistas...

Não estou afirmando que todo mundo que assiste à Globo é idiota ou alienado. O que estou questionando aqui é como é que uma pessoa de esquerda dá IBOPE (GRANA) para a Globo! Seria o mesmo que um judeu comprando Mein Kampf do Hitler ou um negro fazendo doações à Klu-Klux-Klan, não?

entendo que jornalistas, sociólogos e assessores de políticos tem inclusive o dever de acompanhar o PiG (de preferência sem pagar nada) para fazer a crítica. Até entendo que um esquerdista, movido por algum desejo masoquista, queira ver um Jornal Nacional só para "saber o que a direita pensa" (como se já não soubesse) ou para depois meter o pau. 

Agora, o cara ficar 24 horas sintonizado na Globo, vendo novela, devoice e sei lá mais o que, dando IBOPE (GRANA) para esse lixo, aí não dá. No seu caso, você é músico, então está querendo analisar o lixo mais a fundo, ok, faz parte. Agora, se falar que assiste todas as novelas, o Faustão e o Fantástico pelo mesmo motivo, aí vou achar que você tem "síndrome de Estocolmo"*....

Quando eu falo que muita gente de esquerda, especialmente os políticos, tem "síndrome de Estocolmo" ou são masoquistas, tem gente que acha ruim. Mas, puxa, eu não sintoniza na Globo há mais de 10 anos, não pego Veja, Folha e Estadão na mão a não ser para amassar e jogar no lixo. Acho que isso é o mínimo de coerência que pode se esperar de alguém que se diz de esquerda.

Até o cara assistir a um Jornal Nacional ou outro lixo "jornalístico" da Globo para fazer a crítica, eu entendo e até louvo quem tem estômago para isso. Agora, ficar sintonizado na rede Tortura para ver amenidades, novelas e afins, aí não dá não. A pessoa tá dando tiro no próprio pé.

Se você se diz "de esquerda" e sintoniza na rede Globo, saiba que está dando IBOPE para a emissora que apoiou a ditadura, as torturas e as mortes. E IBOPE se transforma em GRANA! Ou seja, você luta por um ideal por um lado, mas por outro está ajudando a sustentar uma organização midiática mafiosa que luta 24 horas por dia para destruir justamente tudo aquilo pelo qual você luta, não apenas no campo das idéias, mas também no campo físico (golpes, prisões, torturas, mortes, etc).

Enfim, se você acha que tudo bem e é feliz assim, depois não reclame.

COISAS QUE VOCÊ NUNCA VAI VER NA VIDA:
1) Um Judeu financiando a nova edição de "Minha Luta" do Adolf Hitler.
2) Um negro fazendo doações para a festa da Klu-Klux-Klan.
3) Um crente comprando o livro "Deus, Um Delírio".
4) Um petista dando IBOPE para a Rede Globo... não, pára, deu merda...

A única maneira segura de ter
contato com o que sai da Globo
Dizer que "consumir o que a Globo e o resto da mídia de direita produz não faz mal porque sou de esquerda" seria o mesmo que uma pessoa afirmar que comer Big Mac todo dia não tem problema porque ela é nutricionista. Uma coisa nada tem a ver com a outra.

Depois que eu convivi no meio político e tive contato direto com diversos políticos petistas e comunistas, a gente observa NA PRÁTICA o que quanto a mídia burguesa faz sim a cabeça deles em MUITOS conteúdos. 

Claro que, no geral, essas pessoas se mantém à esquerda, mas não é raro darem um escorregada e repetirem tim-tim por tim-tim o que o PiG divulga como "verdade absoluta".

Eu ouvi da boca de um político veterano do PT, que já foi eleito para vários cargos, que o mensalão existiu sim, tal qual é divulgado pelo PiG. Acho que foi um dos momentos mais deprimentes da minha vida, porque eu pensei: "se esse cara, que é petista de carteirinha, está acreditando numa farsa que nós, militantes da comunicação progressista, ficamos 24 horas tentando provar que não existiu, então a coisa está feia".

É realmente uma pena. Mas, espero que um dia a ficha caia.

E continuo afirmando, podem me xingar à vontade: militantes de esquerda que dá IBOPE (que é revertido em GRANA dos anúncios) para a rede Globo, assina Veja e/ou compra Folha/Estadão, mesmo que seja para falar mal, ou é masoquista ou tem "síndrome de Estocolmo". 

Desculpe, mas não tem desculpa você entregar o SEU DINHEIRO para organizações mafiosas que buscam a morte da sua ideologia e, em última instância se a a situação permitir (tipo uma ditadurazinha), a sua morte física.

Quer saber minha opinião sobre a ajuda que o governo Lula deu à Globo, logo que chegaram ao poder?

Esse foi simplesmente o maior ERRO do PT em sua história. Ao invés de deixar o câncer morrer sozinho, eles foram lá voluntariamente e ajudaram! Mas por que fizeram isso?

Simples: porque todos eles consomem a Globo, MESMO sabendo do seu passado golpista e de apoio à ditadura, mas, claro, se julgam imunes ao seu poder de manipulação tóxica.

Esquizofrênico? Sim, totalmente.

Só que todos eles acharam que, ajudando a Globo, cairiam nas bençãos dos mafiosos Marinhos. E por um tempo, a Globo deu uma amansada mesmo, até, claro, explodir o tal "mensalão". Aí todos repararam no tamanho do buraco que tinham no pé, depois que deram um tiro de escopeta nele ao ajudar a Globo.

Alguns, inclusive, estão pagando por esse erro na cadeia, literalmente!

Dirceu acreditou mesmo que era
o "homem do ano" para o PiG
Vocês querem coisa mais ridícula do que Zé Dirceu aceitando prêmio de "homem do ano" dado por uma dessas revistas nojentas do PiG? Um cara que lutou contra a ditadura e fez treinamento de guerrilha em Cuba, cair numa cilada ridícula dessas não tem como perdoar, certo?

Enfim, tudo isso apenas reforça o fato de muitos esquerdistas e petistas são masoquistas ou se apaixonaram pelos seus torturadores...

Outra coisa que é preciso ser dita, já que todo mundo está a fim de criticar.
O PT está no governo federal há 12 anos e não foi capaz de criar NEM UM jornal de esquerda de grande circulação. Nada! Zero!

O máximo que fizeram, graças ao Gushiken por sinal, foi distribuir melhor as verbas de publicidade fazendo-as chegar aos veículos independentes e fora do eixo do "imprensalão".

Mas foi só. Isso é algo que dá até vergonha. Mas, infelizmente, a esquerda em termos de comunicação é um DESASTRE!

Vejam o caso Fernando Haddad, que confessou em entrevista a meia dúzia de pseudo-blogueiros-medalhões que NÃO TEM PROJETO DE COMUNICAÇÃO PARA A PREFEITURA! 

Vejam bem: o prefeito petista de uma das maiores cidades do mundo pensou em tudo, MENOS em como iria se comunicar com a população, que é refém de uma das imprensas mais pérfidas e criminosas do planeta! Parece piada, mas não é... Leiam as palavras dele próprio:

"Não tenho dificuldade em admitir que não temos concretamente uma estratégia de comunicação. Temos um sistema de comunicação que responde a todas as perguntas que vêm da imprensa. Mas temos uma dificuldade de diálogo. Não tenha dúvida. Quando desbaratamos a quadrilha do ISS, surgiu o áudio de um dos fiscais presos dizendo que o prefeito sabia. A manchete (da Folha de S.Paulo) foi que “o prefeito sabia” e tinha uma foto minha ao lado."

Clique neste link para ler a entrevista completa do Haddad.

O engraçado foi que, quando começaram a surgir as notícias sobre o ataque à corrupção dos fiscais, na mesma hora eu pensei: "se o prefeito não correr e chamar uma coletiva de imprensa e bombardear as redes sociais e blogs com as informações corretas, o PiG vai dar nó em pingo de água para fazer parecer que a corrupção começou agora, na gestão dele". Dito e feito. O PT nada fez para sair na frente e tomou bola nas costas sem parar. 

* * * 

Para quem não sabe o que é "Síndrome de Estocolmo", vai a definição do wikipedia:

Síndrome de Estocolmo (Stockholmssyndromet em sueco) é um estado psicológico particular desenvolvido por algumas pessoas que são vítimas de sequestro. A síndrome se desenvolve a partir de tentativas da vítima de se identificar com seu raptor ou de conquistar a simpatia do sequestrador. Pode ser também chamado assim uma serie de doenças psicológicas aleatórias.

A síndrome recebe seu nome em referência ao famoso assalto do Kreditbanken em Norrmalmstorg, Estocolmo que durou de 23 a 28 de agosto de 1973. Nesse acontecimento, as vítimas continuavam a defender seus raptores mesmo depois dos seis dias de prisão física terem terminado e mostraram um comportamento reticente nos processos judiciais que se seguiram. O termo foi cunhado pelo criminólogo e psicólogo Nils Bejerot, que ajudou a polícia durante o assalto, e se referiu à síndrome durante uma reportagem. Ele foi então adotado por muitos psicólogos no mundo todo.

As vítimas começam por identificar-se emocionalmente com os sequestradores, a princípio como mecanismo de defesa, por medo de retaliação e/ou violência. Pequenos gestos gentis por parte dos raptores são frequentemente amplificados porque, do ponto de vista do refém é muito difícil, senão impossível, ter uma visão clara da realidade nessas circunstâncias e conseguir mensurar o perigo real. 

As tentativas de libertação, são, por esse motivo, vistas como uma ameaça, porque o refém pode correr o risco de ser magoado. É importante notar que os sintomas são consequência de um stress físico e emocional extremo. O complexo e dúbio comportamento de afetividade e ódio simultâneo junto aos raptores é considerado uma estratégia de sobrevivência por parte das vítimas.

É importante observar que o processo da síndrome ocorre sem que a vítima tenha consciência disso. A mente fabrica uma estratégia ilusória para proteger a psique da vítima. A identificação afetiva e emocional com o sequestrador acontece para proporcionar afastamento emocional da realidade perigosa e violenta a qual a pessoa está sendo submetida. 

Entretanto, a vítima não se torna totalmente alheia à sua própria situação, parte de sua mente conserva-se alerta ao perigo e é isso que faz com que a maioria das vítimas tente escapar do sequestrador em algum momento, mesmo em casos de cativeiro prolongado.

Não são todas as vítimas que desenvolvem traumas após o fim da situação.
A síndrome pode se desenvolver em vítimas de sequestro, em cenários de guerra, sobreviventes de campos de concentração, pessoas que são submetidas a prisão domiciliar por familiares e também em vítimas de abusos pessoais, como pessoas submetidas a violência doméstica e familiar. É comum também no caso de violência doméstica e familiar em que a vítima é agredida pelo cônjuge e continua a amá-lo e defendê-lo como se as agressões fossem normais.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

As incoerências, hipocrisias e contradições de direitistas

São inúmeras as contradições no discurso de pessoas de direita. É quase impossível encontrar um direitista, seja ele conservador ou “libertário”, que não caia em contradições severas e não possa ter seu discurso desmascarado como seletivo e hipócrita.
A lista abaixo, que pretendo atualizar de tempos em tempos, mostra diversas das incoerências, hipocrisias e contradições de quem se diz de direita. É importante frisar que:
1. este post não pretende dizer que esquerdistas são livres de cair em contradição e ter costumes que não condigam com os ideais que defendem;
2. esta lista não implica que todos os direitistas caiam em todas as contradições listadas, embora seja praticamente impossível existir um direitista que não caia em nenhuma delas;
3. o post não procura criticar (pelo menos diretamente) as ideologias de direita em si, mas sim expor incoerências nos discursos das pessoas que defendem tais ideologias. 
Muitos direitistas:
- Lamentam o “sofrimento” da classe média perante problemas como impostos muito altos e trânsito engarrafado, mas ignoram o sofrimento das pessoas de estratos sociais mais baixos, muito piores do que o da classe média;
- Criticam medidas afirmativas que beneficiem minorias políticas, mas não dão um piu, ou até mesmo apoiam ativamente, quando aparecem projetos de lei que beneficiam especificamente cristãos católicos e/ou protestantes;
- Criticam insistentemente bolsas destinadas a famílias e indivíduos necessitados, como o Bolsa Família, o auxílio-reclusão e o Cartão Recomeço (pejorativamente chamado de “bolsa-crack”), mas exaltam as bolsas universitárias (bolsas Pibic, Pibid, de monitoria, de pós-graduação etc.) e o programa Ciência Sem Fronteiras e não falam um “A” quando o governo financia a fundo perdido grandes empresas – especialmente bancos e construtoras – e latifundiários;
- Dizem que o Bolsa Família faz a classe média “sofrer” por ser financiado por impostos, mas se omitem totalmente quando o governo destina centenas de bilhões de reais por ano, dinheiro vindo de impostos e múltiplas vezes mais numeroso do que toda a despesa governamental com o BF, ao pagamento de juros da dívida pública;
- Chamam políticas afirmativas e pró-laicidade de “privilegiadores” de minorias, mas defendem efusivamente a manutenção de privilégios para homens, brancos, cristãos, heterossexuais e cissexuais, entre eles a frase “Deus seja louvado” nas notas de real, o acordo entre o Estado brasileiro e o Vaticano e a manutenção da evocação da “proteção de Deus” no preâmbulo da Constituição Federal;
- Dizem-se defensores efusivos da liberdade, mas tanto vociferam contrariamente a liberdades básicas como o direito de ser ateu, satanista, pagão ou afrorreligioso; o direito de homo, bi e pansexuais de amarem e serem felizes com quem quiserem; o direito da mulher e do homem trans de escolher entre abortar ou manter a gravidez etc. como se omitem quando grupos radicais de direita ameaçam as liberdades das minorias e defendem a restauração de um regime militar antidemocrático;
- Dizem ser os primeiros a defender a democracia e a liberdade de expressão, mas não hesitam em tentar censurar opiniões políticas de esquerda que se oponham à sua ideologia direitista e clamar que as Forças Armadas calem à força a esquerda brasileira;
- “Denunciam” aos quatro ventos uma suposta conspiração do Foro de São Paulo para tomar pelas armas o Planalto, mas silenciam-se perante as dúzias de conspirações ao longo dos séculos 20 e 21 envolvendo os Estados Unidos para a realização de golpes de Estado contra governos opositores dos interesses estadunidenses em todo o mundo;
- Vociferam fortemente contra ditaduras socialistas, lançando mão inclusive da bandeira da “defesa da liberdade” e “da democracia”, mas se calam perante ditaduras capitalistas e regimes ditos democráticos que promovem a dominação e alienação de seus governados por meios ideológicos;
- Dizem ser contra a “doutrinação de esquerda” em escolas e universidades, mas nada falam sobre tentativas, sejam elas individuais (promovidas por um ou outro professor), institucionais (promovidas pelo regime militar e pelos governos muncipais e estaduais de São Paulo em aliança com conglomerados de comunicação) ou eclesiais (escolas sob propriedade de igrejas cristãs), de se doutrinar crianças e adolescentes a valores ideológicos conservadores, nacionalistas e/ou cristãos. Em outras palavras, odeiam a alegada “doutrinação de esquerda” mas nada dizem, ou mesmo se mostram apoiadores, sobre iniciativas de doutrinação de direita;
- Dizem-se conservadores, mas o que menos fazem é defender a proposta conservadora de sociedade harmônica, baseada na ordem consensual e nos acordos entre a elite, a classe média e os trabalhadores da base da hierarquia social;
- Dizem que Marx estava errado e os intelectuais conservadores certos, mas promovem conflitos verbalmente violentos contra a esquerda, confirmando cabalmente a pressuposição marxista de que a sociedade vive em conflito e não em ordem;
- Criticam políticas de redistribuição de renda, mas esquecem-se que até mesmo alguns intelectuais “libertários” de direita, como Nozick, defendem que o Estado promova políticas de compensação de confiscos injustos de propriedade antes de se dedicar exclusivamente a funções policiais, judiciárias e militares;
- Dizem defender a liberdade religiosa, mas se calam, ou mesmo apoiam, perante iniciativas de parlamentares teocratas contra o direito dos não cristãos a manifestarem suas crenças;
- Muitos deles dizem apreciar o liberalismo, mas apenas o econômico, comportando-se com oposição a muitas das bandeiras do liberalismo social;
- Dizem defender a democracia, mas se posicionam contrários aos que querem estendê-la para além do mero direito ao voto e à assinatura de abaixo-assinados, e não se opõem aos defensores de um novo golpe militar e uma nova ditadura de direita;
- Acusam muitos intelectuais de promoverem uma historiografia de viés socialista, mas aplaudem quando são lançados livros de “História politicamente incorreta”, que promovem não a neutralização da historiografia, mas sim o endireitamento da interpretação da História humana. Em outras palavras, sua oposição a interpretações esquerdistas da História não é em favor da neutralização, mas sim em prol do favorecimento de sua visão política pessoal de mundo;
- Dizem ser contra a corrupção, mas, ao mesmo tempo em que praticamente entram em orgasmo quando políticos corruptos de partidos ex-esquerdistas como o PT, o PSB e o PCdoB são presos e condenados (vide Mensalão), têm o fervor cidadão de um defunto quando bombam na mídia escândalos de corrupção envolvendo políticos do PSDB, do DEM, do PMDB, do PPS, do PR, do PP e de outros partidos de tendência liberal-conservadora ou cristã;
- Vociferam com repúdio quando presidentes de esquerda (Hugo Chávez, Evo Morales etc.) são reeleitos para um mandato além do segundo consecutivo, acusando-os de autocracia, mas aplaudem quando alguém do centro à direita é reeleito para além do segundo mandato, como nos casos de Angela Merkel na Alemanha, Silvio Berlusconi na Itália e Vladimir Putin na Rússia;
- Dizem defender “a família” quando se posicionam frontalmente contrários ao direito de homossexuais, de genitores solteiros e de casais não monogâmicos de constituir família, defendendo na verdade a existência de um único modelo de família, em detrimento de todos os outros modelos existentes;
- Muitos dizem defender “a moral e os bons costumes”, mas, ao mesmo tempo em que não consideram “bons costumes” nem valores morais válidos o respeito às diferenças, a tolerância religiosa e a solidariedade altruísta, omitem-se contra os autênticos maus costumes, como o ódio intolerante contra seres humanos de categorias sociais diferentes, a violência abusiva e a corrupção de muitos que se dizem “paladinos da moral”;
- Dizem-se contra a “degeneração” da sociedade ao mesmo tempo em que cometem ações socialmente degeneradas, como a intolerância, a violência contra minorias e a defesa de regimes políticos de direita contrários às liberdades individuais;
- Dizem defender as liberdades individuais, mas exigem que as mulheres se (com)portem com extremo recato sexual, indumentário e personalitário, censurando-lhes a liberdade de serem quem são;
- Dizem defender as liberdades individuais, mas repudiam a liberdade de todos os seres humanos de manifestarem sem oposição sua orientação sexual;
- Dizem defender a liberdade de expressão, mas são os primeiros a acharem ruim quando alguém usa essa mesma liberdade para manifestar discordância a, por exemplo, piadas preconceituosas e discursos de ódio;
- Dizem que o PL122/2006, se aprovado e sancionado, vai instaurar a “ditadura gay” no Brasil, mas ignoram que esse projeto de lei nada mais do que imbui a Lei 7.716/89 com uma abrangência maior, calando-se quando perguntados se essa mesma lei instaurou uma “ditadura negra”, “ditadura indígena”, “ditadura afrorreligiosa”, “ditadura ateísta” e “ditadura dos imigrantes” por fazer aquilo que o PL em questão quer fazer para com LGBTs;
- Vociferam contra a violência retaliativa promovida pelo Black Bloc, mas se calam perante episódios de abuso de autoridade e violência desnecessária por parte da PM;
- Apoiam a PM quando ela argumenta que está “defendendo a ordem pública”, mas se omitem completamente perante a situação de caos social no meio rural, com latifundiários intimidando e assassinando camponeses, indígenas e ambientalistas;
- A maioria segue o cristianismo, religião cujo patrono divino prega máximas morais como “Amai ao próximo como a ti mesmo”, “Amai vossos inimigos” e “Não julgueis, para que não sejas julgado”, mas muitas vezes odeiam seus discordantes ideológicos e julgam perversamente outras pessoas – em especial mulheres não submissas ao patriarcado, LGBTs e não cristãos;
- Dizem que o capitalismo preza pela liberdade do indivíduo, ignorando os tantos que são sutilmente forçados a trabalhar em empregos que detestam ou procurar trabalhos de remuneração muito baixa;
- Muitos consideram seu ódio contra minorias um “bom costume” e o amor, dependendo da pessoa apaixonada, um “mau costume”;
- A bancada teocrática, que tanto fala de “moral e bons costumes”, não foca em questões de ordem ética, como a corrupção e o desrespeito ao meio ambiente, preferindo ao invés valorizar projetos de lei que censuram costumes moralmente valorizáveis, como o amor (entre pessoas do mesmo sexo e/ou em casais não monogâmicos);
- Seguem uma religião cujo patrono divino repudiava o moralismo e perdoava pessoas cujo comportamento não condizia com a moral de sua sociedade e época, mas ainda assim são moralistas e os primeiros a condenar ao inferno aqueles cujo comportamento moral não se assemelha ao que eles pregam;
- Seguem uma religião cujo patrono divino desaconselhava a preocupação com riquezas materiais e valorizava a partilha, mas ainda assim pensam demasiadamente em dinheiro e acúmulo de bens e desprezam o valor da partilha;
- Dizem defender a família, mas suas pregações incentivam dissensões familiares que resultam na expulsão de filhos ou de esposas, por serem ateus, homossexuais, pessoas trans e/ou insubmissas ao marido, e o consequente desmantelamento de inúmeras famílias;
- Defendem a política de tortura e matança de detentos como se fosse uma solução para a criminalidade urbana, lançando mão de máximas como “Bandido bom é bandido morto” e “Olho por olho, dente por dente”, mas, quando os bandidos são pessoas de alta posição na hierarquia social, como juízes, grandes empresários, latifundiários, deputados etc. ou filhos deles, silenciam-se em sua demanda de brutalização penal;
- Urram em apoio a ações de extermínio empreendidas por tropas de elite em favelas como se fosse uma solução para acabar com o tráfico de drogas ilegais, mas não dão um piu quando se aponta a existência de pessoas poderosas encabeçando esse tráfico, como políticos, empresários e juízes;
- Satanizam mais do que tudo a maconha, mas muitos consomem mais de um maço de cigarro por dia e não perdem as oportunidades de consumirem bebidas alcoólicas até a embriaguez em momentos de socialização;
- Defendem o “direito à vida” quando o debate é sobre aborto, mas não ligam se milhares de mulheres morrem em clínicas clandestinas por causa da ilegalidade do procedimento. Colocam a vida de embriões que sequer adquiriram senciência quilômetros acima do direito da mulher já nascida e crescida à vida;
- Defendem o “direito à vida” quando o assunto é aborto, mas desprezam completamente o direito à vida de pessoas pertencentes a minorias vulneráveis (LGBTs, negros, migrantes nordestinos, mulheres, afrorreligiosos etc.), crianças e adolescentes em situação social de risco, militares em guerra, detentos, animais não humanos (exceto quando o direitista é veg[etari]ano), inocentes vítimas das políticas policiais de extermínio em comunidades pobres etc.;
- Defendem o fim de programas de ação afirmativa de democratização do acesso à universidade, como as cotas para pessoas negras e pobres e o ProUni, mesmo quando os próprios opositores desses programas precisam, por exemplo, do ProUni para poderem cursar o ensino superior;
- Usam de convicto moralismo para criticar o funk carioca com suas letras de apelo sexual, mas silenciam-se perante músicas de rock e metal que fazem apologia explícita ao sexo – muitos inclusive ouvem com gosto essas músicas sem lhes dirigir a reprovação moral(ista) que dedicam ao funk;
- No caso dos nacionalistas, veneram os símbolos nacionais (bandeiras históricas, hinos, brasão etc.) e as forças armadas, mas fazem pouco caso do próprio povo brasileiro, evitando, fora das relações profissionais (patrão-empregado, vendedor-cliente, atendente-cliente, recepcionista-paciente etc.), o contato com pessoas pobres e migrantes do Norte-Nordeste;
- Defendem o livre mercado, a ausência de intervenção estatal na economia, mas calam-se ou tergiversam quando são questionados sobre crises como a de 1929 e a de 2007-2008, nas quais foi necessária intervenção governamental para, respectivamente, reestruturar a economia estadunidense e salvar bancos e outras grandes empresas da falência;
- Muitos elogiam o caso do rapaz que se recusou a fazer um trabalho na faculdade sobre Marx, ignorando que o melhor a fazer seria justamente estudá-lo para ter o mínimo de conhecimento sobre a obra dele para poder então consultar outros autores e (tentar) refutá-lo com base neles;
- Dizem que é um absurdo que os negros sejam ajudados pelas políticas afirmativas (cotas, bolsas acadêmicas, ProUni etc.) a ascenderem socialmente, ignorando que os brancos ricos, seja por herança ou pela criação e desenvolvimento de suas grandes empresas, subiram nas costas de milhares ou milhões de negros pobres para estarem onde estão hoje, fossem esses negros empregados assalariados nas camadas mais baixas da empresa ou escravos de seus antepassados;
- Dizem defender “a moral e os bons costumes”, mas a quantidade de material de ódio contra minorias políticas, contra mudanças socioculturais e morais e contra a esquerda que compartilham ultrapassa astronomicamente o material divulgado em defesa de costumes de civilidade e solidariedade (ser gentil, respeitar as diferenças, discutir assuntos polêmicos com civilidade, promover a cultura de paz, cumprimentar e estimar a todxs independente de categoria social, fazer caridade a quem necessita, ajudar a vizinhança no que pode, interagir regularmente com os vizinhos,divulgar informações sobre pessoas desaparecidas ou criminosos procurados etc.), de responsabilidade ambiental (evitar jogar lixo nas ruas e nos corpos d’água, evitar desperdício de água e energia elétrica, moderar ou abandonar o consumo de produtos e alimentos de impacto ambiental muito pesado, usar menos o carro etc.), de respeito à saúde do próximo (não fumar perto de outras pessoas, evitar embriagar-se se tiver tendência à agressividade, não impor o consumo de carne e álcool aos outros etc.), de respeito aos animais (deixar de consumir produtos de origem animal, denunciar crimes contra os animais não humanos etc.), de inspiração moral religiosa (respeitar o próximo, não julgar as outras pessoas, ser caridoso e solidário, partilhar o que pode com quem precisa, evitar a avareza) etc. Em outras palavras, o que menos defendem são posturas de zelo à moralidade e costumes consensualmente considerados bons, preferindo ao invés cultuar o ódio às diferenças e às mudanças sociais;
- Repudiam Karl Marx porque sua obra possibilitou, ainda que contra as expectativas dele, o surgimento dos regimes socialistas autoritários do século 20 e, por tabela, os assassinatos em massa cometidos por esses governos e as mortais ondas de fome, mas nunca crucificaram Albert Einstein por sua Física Moderna ter viabilizado a fabricação e uso de armas nucleares, nem Santos Dumont e os Irmãos Wright por sua grande invenção, o avião, ter sido usada em guerras e causado a morte de milhares ou milhões de seres humanos através de bombardeios, pulverizações de armas químicas, ataques aéreos diretos, atentados suicidas etc.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Jundiaí é uma das únicas cidades a garantir 1/3 de atividades extra-classe para professores

Prefeito Bigardi e secretário de Educação Orlato cumprem promessa de campanha
Foi aprovado, na terça-feira (18), pelos vereador na Câmara Municipal de Jundiaí projeto de Lei que garante 1/3 de atividades extra-classe para os professores, em atendimento à Lei Federal 11738, de 2008.

Assim, Jundiaí passa a ser uma das poucas cidades do país que reconhecem oficialmente os trabalhos que os professores realizam fora da sala de aula, como a correção de provas e os cursos de capacitação, atendendo assim a uma antiga reivindicação da categoria.

A Lei passará a valer a partir de janeiro de 2014 e vai garantir ao professor um terço de suas 30 horas de trabalho semanais para serem dedicados às horas de estudo na escola, à capacitação e formação (cursos serão oferecidos no Complexo Argos) e às horas de trabalho em local de livre escolha. 

Com a aprovação do projeto, o prefeito Pedro Bigardi (PCdoB) e seu secretário de Educação, Durval Orlato (PT), cumprem mais uma promessa de campanha.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Cuba sempre esteve ao lado de Mandela

Se Cuba não tivesse mandado 400 mil combatentes para defender Angola da agressão sul-africana, os segregacionistas teriam conquistado aquele país


- por Hélio Doyle
Até a fotografia com Obama, a grande imprensa brasileira parecia querer ignorar que o presidente de Cuba, Raúl Castro, era um dos seis chefes de Estado que discursaria nas homenagens póstumas a Nelson Mandela. E muita gente não entendia por que Cuba estava entre os seis.
Uma frase pronunciada por Mandela explica: “A batalha de Cuito Cuanavale foi o começo do fim do apartheid. Devemos isso a Cuba”.
Mandela sempre reconheceu o papel decisivo de Cuba no fim do regime de segregação na África do Sul. Se Cuba não tivesse mandado quase 400 mil combatentes para defender Angola da agressão sul-africana, os segregacionistas teriam conquistado aquele país e a Namíbia continuaria submetida à África do Sul.
Os cubanos lutaram durante 10 anos ao lado dos angolanos contra os sul-africanos e os derrotaram definitivamente na batalha de Cuito Cuanavale, citada por Mandela. A partir daí as forças da África do Sul recuaram do território angolano e o governo daquele país foi obrigado a negociar a paz e libertar a Namíbia. O desgaste do governo sul-africano acelerou o fim do apartheid e a libertação de Mandela.
Naqueles tempos, os Estados Unidos, o Reino Unido e a maioria dos países europeus apoiavam o governo sul-africano e queriam derrubar o de Angola. Israel ofereceu bombas atômicas aos segregacionistas, para acabar logo com a guerra e tornar aquele país uma potência nuclear.
A História mostrou quem estava do lado certo.  

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Em apenas um ano, Jundiaí sobe 23 posições no ranking "Município Verde e Azul"

Prefeito e secretários Daniela, Aguinaldo e Cristiano, o diretor Flávio e a gestora Luciana
Com um inédito quarto lugar no prêmio Município Verde e Azul, do Governo do Estado, Jundiaí teve avanços ambientais confirmados pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente com dois prêmios simultâneos. 

A nota 94,5 também colocou a cidade em primeiro lugar dentro da área da bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Foram analisados 587 municípios paulistas.
 
De 2008 até agora, a melhor colocação atingida pela cidade tinha sido um 27º lugar, em 2012. Dois anos antes, Jundiaí amargou a 311ª posição. “É uma conquista importante para o primeiro ano de um governo. Quando fui buscar o caminhão de combate a incêndios florestais, que recebemos pela posição anterior, achei que teríamos dificuldades em manter esse patamar mas já avançamos bastante. Queremos ficar ainda melhores em 2014”, afirmou o prefeito Pedro Bigardi.


 
Entre os motivos apontados para a subida de Jundiaí estão medidas como o início da elaboração dos planos de saneamento (resíduos sólidos, água e esgoto e macro e microdrenagem), as medidas de proteção e educação ambiental em implantação na Serra do Japi, o amplo plano de arborização urbana, a conservação de mananciais dos rios Jundiaí-Mirim e Capivari e muitos outros.
 
“As metas de governo já apontam um aumento de 12% para 19% de arborização urbana, por exemplo, com efeitos benéficos para o clima, para o ambiente e até para a paisagem”, explica a secretária de Planejamento e Meio Ambiente, Daniela da Câmara Sutti.
 
Sustentabilidade
Para o secretário de Serviços Públicos, Aguinaldo Leite, as escolhas cotidianas como o uso de piso permeável, os materiais reciclados usados em obras e outros avanços formam uma soma positiva que resultou no prêmio. “Todas as secretarias precisam adotar cada vez mais os critérios sustentáveis”, disse.
 
A interlocutora do prêmio na administração, a especialista Karina de Lima, lembrou que as 10 diretrizes avaliadas são bastante amplas. Ela e mais o diretor de Meio Ambiente, Flávio Gramolelli Júnior, e a gestora Luciana Maretti estiveram no Palácio dos Bandeirantes representando a Prefeitura de Jundiaí.
 
No dia 30 de novembro, ao inaugurar uma área de caminhada no bairro Cidade Nova onde plantou uma das 1,6 mil árvores plantadas no local, o prefeito já havia apontado a requalificação urbana como uma de suas metas ao lado da conservação de zonas naturais e rurais.
 

O prefeito Pedro Bigardi afirma que em 2014 a cidade tem plenas condições de continuar sendo um dos municípios mais destacados do Estado de São Paulo na área de sustentabilidade ambiental.
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