sábado, 30 de novembro de 2013

Classe média: deixa de ser "bobo da corte" dos ricos e famosos! Ainda é tempo!

Um alerta para você perceber a tempo que pode estar fazendo o jogo do (seu) inimigo


Você que é classe média, seja a favor da redução de impostos, sim: menos impostos para a classe média e imposto zero para famílias pobres, para periferias. Defenda mais imposto para ricos. 

Essa agenda, a da tributação progressiva, a da justiça tributária – paga mais quem tem mais –, é sua. Assim é que vai se financiar a melhoria dos serviços públicos. 

Não caia na conversa fiada de que imposto para rico, banco, fazenda e empresa é um fardo que inviabiliza a competitividade econômica – na verdade, eles nunca serão a favor de abrir mão de qualquer parte de seus ganhos e lucros, evidentemente, e se pudessem não pagariam nada. 

Repare como os jornais, a TV, nunca debatem esse tema. Ou melhor, até debatem, mas quando o fazem é sempre do ponto de vista do andar de cima. É um sinal, não acha?

Você que é classe média, seja sim a favor do combate à corrupção: a compra de jornais ditos independentes por políticos que tentam tapear você manchete após manchete vendendo como notícia o que é manobra de blindagem; a chantagem de promotores que ameaçam com denúncias para amealhar fortunas; o financiamento privado de campanhas eleitorais, que torna os representantes no parlamento marionetes dos mais diversos interesses empresarias ou de máfias. É óbvio, mas repare que (quase) ninguém defende uma correção radical dessa anomalia.

Classe média, não seja complexado(a). A síndrome de vira-lata em relação ao Brasil é sistematicamente alimentada no contexto de uma estratégia geopolítica. Claro, seja crítico. Mas não seja derrotista, envergonhado. Você nasceu aqui, ou veio viver aqui: defenda seu lugar. Repare que muitas vezes o noticiário que você lê, ouve ou vê, embora seja veiculado em português, parece ter sido produzido fora daqui. Não é curioso?

Você que é classe média, seja conservador. Conserve o que vale a pena ser conservado: a Constituição, por exemplo, ou a política de distribuição de renda, ou a excelente concepção do SUS. 

Lembre que certos tribunos da República de hoje promoveram há pouco tempo a compra de votos para aprovar a reeleição presidencial no curso do primeiro mandato do maior interessado na mudança. Isso que é subversão! Note que forçar condenações sem provas e espernear contra o direito de recorrer é inconstitucional. Isso é subversão. 

Entenda que educação e saúde públicas, universais e de qualidade liberariam seu orçamento de classe média de um grande fardo. Lembre quem derrubou a CPMF, que financiaria a saúde pública. Pense em quem nunca investiu na expansão das universidades federais. 

 Faça esse esforço e você vai perceber que estão tentando fazer você de bobo. Ser feito de bobo da corte parece ser um papel histórico da classe média que você pode romper, para seu próprio benefício. 
- Ricardo Whiteman Muniz é jornalista, bacharel em Direito (USP) e trabalha no Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A farsa do "mensalão" desenhada

A farsa do "mensalão" desenhada para você entender. Depois não tem mais desculpa para continuar bancando o inocente útil, hein?


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

"Não penso, logo relincho": os maiores clichês dos papagaios da direita

- por Matheus Pichonelli
 
Dizem que uma mentira repetida à exaustão se transforma em verdade. Pura mentira. Uma mentira repetida à exaustão é só uma mentira, que descamba para o clichê, que descamba para o discurso.
 
E o discurso, quando mal calibrado, é o terreno para legitimar ofensas, preconceitos, perseguições e exclusões ao longo da História. Nem sempre é resultado da má fé. 

Por estranho que pareça, é na maioria das vezes fruto da indigência mental – uma indigência mental que assola as escolas, a imprensa, as tribunas, as mesas de bares, as redes sociais.
 
Com os anos, a liberdade dos leitores para se manifestar sobre qualquer assunto e o exercício de moderação de comentários nos levam a reconhecer um clichê pelo cheiro.
 
Listamos alguns deles abaixo com um apelo humanitário: ao replicar, você não está sendo original; está apenas repetindo uma fórmula pronta sem precisar pensar sobre tema algum. E um clichê repetido à exaustão, vale lembrar, não é debate. É apenas relincho*.
 
“Negros tem preconceitos contra eles mesmos”
 
Tentativa clássica de terceirizar o próprio racismo, é a frase mais falada das redes sociais durante o Dia da Consciência Negra. É propagada justamente por quem mais precisa colocar a mão na consciência em datas como esta: pessoas que nunca tomaram enquadro na rua nem foram preteridas em entrevistas de emprego sem motivos aparentes. O discurso é recorrente na boca de quem jamais se questionou por que a maioria da população brasileira não circula em ambientes frequentados pela elite financeira e intelectual do País, como universidades, centros culturais, restaurantes, shows e centros de compra. Tem a sua variação homofóbica aplicada durante a Parada Gay. O sujeito tende a imaginar que Dia Branco e Dia Hétero são equivalentes porque ignora os processos históricos de dominação e exclusão de seu próprio país.
 
“Não precisamos de consciência preta, parda ou branca. Precisamos de consciência humana”
 
Eis uma verdade fatiada que deixa algumas perguntas no contrapé: o manifestante a exigir direitos iguais não é gente? O que mais se busca, nessas datas, se não a consciência humana? Ou ela seria necessária, com ou sem feriado, caso a cor da pele (ou o gênero ou a sexualidade) não fosse, ainda hoje, fatores de exclusão e agressão?
 
“Heteros morrem mais do que homossexuais. Portanto, somos mais vulneráveis”
 
É o mesmo que medir o volume de um açude com uma régua escolar. Crimes como homicídio, latrocínio, roubo ou furto têm causas diversas: rouba-se ou mata-se por uma carteira, por ciúmes, por fome, por motivo fútil, por futebol, mas não necessariamente por causa da orientação sexual da vítima. O argumento é utilizado por quem nunca se perguntou por que ninguém acorda em um belo dia e decide estourar uma barra de ferro na cabeça de alguém só porque este alguém gosta e anda de mãos dadas com alguém do sexo oposto. O crime motivado por ódio contra heterossexuais é tão plausível quanto ser engolido por uma jaguatirica em plena Avenida Paulista.
 
“Estamos criando uma ditadura gay (ou racial) no Brasil. O que essas pessoas querem é privilégio”
 
Frase utilizada por quem jamais imaginou a seguinte cena: o sujeito acorda, vê na tevê sempre os mesmos apresentadores, sempre as mesmas pautas, sempre as mesmas gracinhas. No caminho do trabalho, ouve ofensas de pedestres, motoristas e para constantemente em uma mesma blitz que em tese serviria para todos. Mostra documento, RG. Ouve risada às suas costas. Precisa o tempo todo provar que trabalha e paga imposto (além, é claro, de trabalhar e pagar imposto). Chega ao trabalho e é recebido com deferência: “oi boneca”; “oi negão”; “veio sem camisa hoje?”. Quando joga futebol, vê a torcida imitando um macaco, jogando bananas ao campo, ou imitando gazelas. E engasga toda vez que vira as costas e se descobre alvo de algum comentário. Um dia diz: “apenas parem”. E ouve como resposta que ele tem preconceito contra a própria condição ou está em busca de privilégio. Resultado: precisamos de um novo glossário sobre privilégios.
 
“A mulher deve se dar o valor”
 
Repetida tanto por homens como por mulheres, é a confissão do recalque, em um caso, e da incompetência, no outro: o homem recorre ao mantra para terceirizar a culpa de não controlar seus próprios instintos; a mulher, por pura assimilação dos mandamentos do pai, do marido e dos irmãos. Nos dois casos o interlocutor acredita que, ao não se dar o valor, a menina assume por sua conta e risco toda e qualquer violência contra sua pretensão. Para se vestir como quer, andar como quer, dizer e fazer o que quer com quem bem quiser, ouvirá, na melhor das hipóteses, que não é a moça certa para casar; na pior, que foi ela quem provocou a agressão.
 
“Os homens também precisam ser protegidos da violência feminina”
 
Na Lua, é possível que a violência entre gêneros seja equivalente. Na Terra, ainda está para aparecer o homem que apanhou em casa porque foi chamado de gostoso na rua, levou mão na bunda, ouviu assobios ou ruídos com a língua sem pedir a opinião da mulher. Também não há relevância estatística para os homens que tiveram os corpos rasgados e invadidos por grupos de mulheres que dominam as delegacias do País e minimizam os crimes ao perguntar: “Quem mandou tirar a camisa?”.
 
“Se ela se deixou ser filmada, é porque quis se exibir”
 
Verdade. Mas não leva em conta um detalhe: existe alguém do outro lado da tela, ou da câmera. Este alguém tem um colchão de conforto a seu favor. Se um dia o vídeo vazar, será carregado nos braços como comedor. Ela, enquanto isso, vai ser sempre a exibida. A puta. A idiota que deixou ser flagrada. A vergonha da família. A piada na escola. Parece uma relação bastante equilibrada, não?
 
“O humor politicamente correto é sacal”
 
É a mais pura verdade em um mundo no qual o politicamente incorreto serve para manter as posições originais: ricos rindo de pobres, paulistas ridicularizando nordestinos, brancos ricos fazendo troça de mulatos pobres, machões buscando graça na vulnerabilidade de gays e mulheres. As provocações são brincadeiras saudáveis à medida que a plateia não se identifica com elas: a graça de uma piada sobre português é proporcional à distância do primeiro português daquele salão. Via de regra, a frase é usada por quem jura se ofender quando chamado de girafa branca tanto quanto um negro ao ser chamado de macaco. Só não vale perguntar se o interlocutor já foi chamado de “elemento suspeito”, com tapas e humilhações, pelo simples fato de ser alto como o artiodátilo.
 
“Bolsa Família incentiva a vagabundagem. Pegar na enxada e trabalhar ninguém quer”
 
Há duas origens para a sentença. Uma advém da bronca – manifestada, ironicamente, por quem jamais pegou em enxada – por não se encontrar hoje em dia uma boa empregada doméstica pelo mesmo preço e a mesma facilidade. A outra origem é da turma do “pegar o jornal e ler além do horóscopo ninguém quer”; se quisesse, o autor da frase saberia que o Bolsa Empreiteiro (que também dispensa a enxada) consome muito mais o orçamento público do que programa de transferência de renda. Ou que a maioria dos beneficiários de Bolsa Família não só trabalha como é obrigada a vacinar os filhos, manter a regularidade na escola e atravessar as portas de saída do programa. Mas a ojeriza sobre números e fatos é a mesma que consagrou a enxada como símbolo do nojo ao trabalho.
 
“Na ditadura as coisas funcionavam”
 
Frase geralmente acolhida por pacientes com síndrome de Estocolmo. Entre 1964 e 1985, a economia nacional crescia para poucos, às custas de endividamento externo e da subserviência a Washington; universalização do ensino e da saúde era piada pronta, ninguém podia escolher os seus representantes, a imprensa não podia criticar os generais e a sensação de segurança e honestidade era construída à base da omissão porque ninguém investigava ninguém. Em todo caso, qualquer desvio identificado era prontamente ofuscado com receitas de bolo na primeira página (os bolos eram de fato melhores).
 
“Você defende direito de presos porque ele não agrediu ninguém da sua família”
 
É o sofisma usado geralmente contra quem defende o uso das leis para que a lei seja garantida. Para o sujeito, aplicação de penas e encarceramentos são privilégios bancados às custas dele, o contribuinte. Em sua lógica, o Estado só seria efetivo se garantisse a sua segurança e instituísse a vingança como base constitucional. Assim, a eventual agressão contra um integrante de uma família seria compensada com a agressão a um integrante da família do acusado. O acúmulo de experiência, aperfeiçoamento de leis e instituições, para ele, são papo de intelectual: bons eram os tempos dos linchamentos, dos apedrejamentos públicos, da Lei de Talião. Falta perguntar se o defensor do fuzilamento está disposto a dar a cara a tapa, ou a tiro, quando o filho dirigir bêbado, atropelar, agredir e violentar a família de quem, como ele, defende penas mais duras para crimes inafiançáveis.
 
“A criminalidade só vai diminuir quando tiver pena de morte no Brasil”
 
Frase repetida por quem admira o modelo prisional e o corredor da morte dos EUA, o país mais rico do mundo e ao mesmo tempo o mais violento entre as nações desenvolvidas. Lá o crime pode não compensar (em algum lugar compensa?), mas está longe de ser varrido junto com seus meliantes.
 
“Político deveria ser tratado por médico cubano”
 
Tradução: “não gosto de política nem de cubano”. Pelo raciocínio, todo paciente tratado por cubanos VAI morrer e todo político que precisa de tratamento médico DEVE morrer. Para o autor da frase, bons eram os tempos em que, na falta de médico brasileiro, deixava-se o paciente morrer – ou quando as leis eram criadas não pelo Legislativo, mas pelo humor de quem governa na canetada.
 
“Deveriam fazer testes de medicamento em presidiários, não em animais”
 
Também conhecida como “não aprendemos nada com a parábola do filho Pródigo que tantas vezes rezamos na catequese”. É citada por quem não aceita tratamento desumano contra os bichos, mas não liga para o tratamento desumano contra humanos. É repetida também por quem se imagina livre de todo pecado e das grandes ironias da vida, como um certo fiscal da prefeitura de São Paulo que um certo dia criticou o direito ao indulto de presidiários e, no outro, estava preso acusado de participação na máfia do ISS. É como dizem: teste de laboratório na cela dos outros é refresco.
 
“Por que você não vai para Cuba?” 
Também conhecida como “acabou meu estoque de argumentos. Estou andando na banguela”.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Povo faz festa para médico cubano que não errou


Afastado do posto de saúde de Feira de Santana, na Bahia, por suspeita de ter dado dose excessiva de dipirona para uma criança, médico cubano é isentado de erro e volta a trabalhar. Diante de junta do Ministério da Saúde, mãe de menina diz que receita estava certa. Festa popular emociona Isoel Goméz Molina em seu retorno. Apesar de todo o ciúme, programa Mais Médicos está fazendo a diferença no interior do País
Não se conhecia, até a tarde desta segunda-feira 25, nenhuma manifestação popular pelo motivo da volta de um médico ao posto de saúde em que está trabalhando. Mas agora aconteceu. Foi em Feira de Santana, no interior da Bahia, e em homenagem ao médico cubano Isoel Goméz Molina.
Afastado nos últimos dias em razão da investigação aberta em torno de uma acusação de dosagem excessiva de remédio para uma criança, ele foi isentado do erro e pode retomar suas atividades no programa Mais Médicos. Foi surpreendido na volta ao trabalho, porém, por uma grande festa.
Entre cartazes que o saudavam, abraços e muitos sorrisos, Isoel foi recebido por um grande número de usuários do posto de saúde. "Quem te inveja te faz valioso. Seja bem-vindo", registrava um dos textos escritos pela população.
O profissional estrangeiro fora denunciado à Câmara de Vereadores da cidade por ter ministrado 40 gotas de dipirona a uma criança. Mas uma junta de médicos formada pelo Ministério da Saúde apurou que a dose tinha a recomendação de ser ministrada ao longo de quatro momentos durante 24 horas, com dez gotas a cada seis horas. A prescrição estava na receita médica emitida e foi explicada verbalmente à mãe da criança, que confirmou a ausência de erro à junta médica.
A denúncia pode ter sido feita por algum integrante do próprio posto de saúde, insatisfeito com a atuação dos profissionais cubanos, mas foi rechaçada durante a apuração – e chamou ainda mais atenção para os acertos do programa Mais Médicos.

domingo, 24 de novembro de 2013

Dez vídeos para entender a importância do Monty Python


Eles começaram na Inglaterra, influenciaram gerações e, hoje, seus integrantes estão na casa dos 70 anos de idade. Um dos mais importantes grupos de humor do mundo, o Monty Python não é Beatles nem Rolling Stones, mas bem que poderia ser.

O anúncio do retorno da trupe para um show único em julho, após 30 anos, causou alvoroço digno de estrelas do rock entre seus milhares de fãs.

Fundado na Inglaterra no final dos anos de 1960, o Monty Python ficou famoso com a série “Flying Circus'', transmitida pela rede britânica BBC entre 1969 e 1974. Nos anos seguintes, marcou época com as incursões cinematográficas “Monty Python em Busca do Cálice Sagrado'' (1975) e “A Vida de Brian'' (1979), sucessos mundiais de bilheteria.

A base do estilo “pythonesco” é um humor anárquico e nonsense, com sátiras políticas e principalmente aos costumes da sociedade britânica. A combinação única de paródia e surrealismo, com toques de metalinguagem, ainda hoje ecoa na televisão e cinema.

Sem John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones, Michael Palin provavelmente não existiria “TV Pirata'' ou “Casseta e Planeta'', nem “Hermes e Renato'' e os recentes Porta dos Fundos e “Último Programa do Mundo''.

Outro feito do grupo foi popularizar o formato de esquete, as peças cômicas de curta duração oriundas do teatro, que viraram praxe em humorísticos televisivos, de “Trapalhões'' a Roberto Bolaños, passando pelo americano “Saturday Night Live''.

A influência do Monty Python também  pode ser sentida na utilização frequente de colagens em stop-motion na TV nas últimas décadas. O grupo utilizava a técnica para contar algumas de suas histórias surrealistas, inspirando até mesmo programas educacionais.

Cabe ainda aos ingleses a “paternidade'' do lixo eletrônico da internet, o “spam''. A expressão nasceu de um quadro de 1970 em que um grupo de vikings se refere à comida processada servida em um restaurante como “spam''. A palavra acabou ficando famosa como referência a mensagens não solicitadas. 

Com essa e várias outras pérolas, veja dez esquetes inesquecíveis do grupo que ajudam a (tentar) entendê-lo.




sábado, 23 de novembro de 2013

Se Hitler era de direita, como explicar seu "Nacional Socialismo" (Nazismo)?

Se Hitler era extremista de direita, por que seu partido chamava-se "Nacional Socialismo" (Nazismo)? Leiam a contribuição do meu sábio amigo Elton Maravalhas e entendam de uma vez por todas:

"Hitler dizia que o termo "socialista" era uma palavra de origem alemã, correspondente a um modelo ideal de terras semicoletivas, semiprivadas que existia entre os antigos povos germânicos do 1º Reich. E afirmava que Karl Marx, um judeu, havia "roubado" esta palavra para sua teoria subversiva, o comunismo.

Foi justamente para diferenciar a sua proposta de novo modelo de sociedade do socialismo primitivo, que Marx criou o termo comunismo (enquanto estágio pós-socialista). Hitler defendia o retorno ao "socialismo" germânico do 1º Reich.

Assim, na Alemanha, havia uma disputa retórica e linguístico-formal entre nazistas e comunistas em torno do uso e do significado do termo "socialismo" na língua alemã."


Lincoln, o mensaleiro


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Joaquim Barbosa escondeu laudo que envolvia seu filho


O presidente do Supremo Tribunal Federal provou que não mede esforços para conduzir a carreira do filho Felipe Barbosa. No início de junho, ele voou com verbas da Corte para o Rio de Janeiro para assistir a uma partida de futebol no Maracanã como convidado do camarote do apresentador da Globo Luciano Huck e de sua esposa Angélica. Dias depois foi revelado que Huck seria o novo patrão de Felipe Barbosa no programa Caldeirão do Huck.
As gentilezas e troca de favores com a família Huck não pararam por ai. Barbosa participou da gravação de um vídeo em homenagem ao aniversário do pai do apresentador, o advogado Hermes Huck. O problema: Hermes advoga junto ao STF e já teve um caso relatado por Barbosa (Leia aqui).
Mas segundo o blog O Cafezinho, o presidente do STF pode ter ido muito além para proteger seu filho, inclusive esconder um laudo de um inquérito que corria na Justiça. Leia a informação do site:
Joaquim Barbosa escondeu laudo que envolvia seu filho
- por Miguel do Rosário
Se Barbosa é relator da ação que envolve Valério, não deveria ter mais atenção a este tema?
O grupo Tom Brasil contratou Felipe Barbosa, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para assessor de Imprensa na casa de shows Vivo Rio, em 2010. Até poucos dias atrás, antes de ele ir trabalhar na TV Globo com Luciano Huck, Felipe ainda era funcionário da Tom Brasil.
Nada demais, não fosse um forte inconveniente: a Tom Brasil é investigada no inquérito 2474/STF, derivado do chamado “mensalão”, e o relator é seu pai Joaquim Barbosa. Este inquérito, aberto para investigar fontes de financiamento do chamado “mensalão”, identificou pagamento da DNA propaganda, de Marcos Valério, para a Casa Tom Brasil, com recursos da Visanet, no valor de R$ 2,5 milhões. E quem autorizou este pagamento foi Cláudio de Castro Vasconcelos, gerente-executivo de Propaganda e Marketing do Banco do Brasil, desde o governo FHC. Estranhamente não foi denunciado na AP-470 (chamado “mensalão”) junto com Henrique Pizzolato.
Outra curiosidade é que um dos sócios do grupo Tom Brasil, Gladston Tedesco, foi indiciado na Operação Satiagraha, sob a acusação de evasão de divisas como cotista do Opportunity Fund no exterior, situação vedada a residentes no Brasil. Ele negou ao jornal Folha de S. Paulo que tenha feito aplicações no referido fundo.
Tedesco foi diretor da Eletropaulo quando era estatal em governos tucanos, e respondeu (ou responde) a processo por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público.
Pode ser só que o mundo seja pequeno, e tudo não passe de coincidência, ou seja lobismo de empresários que cortejam o poder, embora o ministro Joaquim Barbosa deveria ter se atentado para essa coincidência inconveniente, dada a sua dedicação ao inquérito.
Entretanto, não custa lembrar que se o ministro, em vez de juiz, fosse um quadro de partido político, o quanto essa relação poderia lhe causar complicações para provar sua inocência, caso enfrentasse um juiz como ele, que tratou fatos dúbios como se fossem certezas absolutas na Ação Penal 470. Também é bom lembrar que o ministro Joaquim Barbosa já declarou que não tem pressa para julgar o mensalão tucano, no qual Marcos Valério é acusado de repassar grandes somas em dinheiro para a campanha eleitoral dos tucanos Eduardo Azeredo e Aécio Neves.
PS O Cafezinho: Barbosa manteve-se o inquérito 2424 em sigilo absoluto. Neste inquérito, constavam documentos que podiam inocentar vários réus da Ação Penal 470. Os documentos também envolviam, conforme denúncia da Rede Brasil Atual, o seu próprio filho, que trabalhou numa empresa investigada por receber R$ 2,5 milhões de Marcos Valério. Tudo muito estranho. Ainda iremos escrever um bocado sobre isto. Aguardem.

Cúpula do governo Alckmin cai no propinoduto


É quase um strike. Um relatório entregue no dia 17 de abril deste ano ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica cita praticamente toda a cúpula do governo de Geraldo Alckmin no chamado "propinoduto tucano". 

A denúncia, formal, foi feita por Everton Rheinheimer, ex-diretor da Siemens, que afirmou dispor de "documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo durante os governos (Mário) Covas, (Geraldo) Alckmin e (José) Serra, e que tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa 2 do PSDB e do DEM".
 
O furo de reportagem, dos jornalistas Fernando Gallo, Ricardo Chapola e Fausto Macedo, do Estado de S. Paulo (leia aqui), aponta que o lobista Arthur Teixeira, denunciado por lavagem de dinheiro na Suíça, teria pago propinas ao deputado licenciado Edson Aparecido, atual secretário da Casa Civil e braço direito de Geraldo Alckmin. 

O documento também cita outros nomes graúdos do tucanato paulista, como os secretários José Aníbal, de Energia, Jurandir Fernandes, dos Transportes, e Rodrigo Garcia, de Desenvolvimento Econômico. Outros nomes mencionados pelo ex-diretor da Siemens são o do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) - este, também como beneficiário das propinas.
 
A denúncia do ex-diretor da Siemens tem peso importante porque é o primeiro documento oficial que vem a público com referência a propinas pagas a políticos ligados a governos tucanos. Até então, apenas ex-diretores de estatais como a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vinham sendo citados. Rheinheimer foi diretor da divisão de transportes da Siemens, onde atuou durante 22 anos. 

Ele disse ainda que o cartel "é um esquema de corrupção de grandes proporções, porque envolve as maiores empresas multinacionais do ramo ferroviário como Alstom, Bombardier, Siemens e Caterpillar e os governos do Estado de São Paulo e do Distrito Federal".
 
No Distrito Federal, os desvios teriam ocorrido nos governos de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda. Em São Paulo, ele cita os governos de Geraldo Alckmin, José Serra e Mario Covas. O fluxo das propinas ocorria por meio da empresa Procint, do lobista Arthur Teixeira, finalmente denunciado na Suíça, após dois anos de engavetamento do caso pela procuradoria-geral da República em São Paulo, por decisão do procurador Rodrigo de Grandis (leia mais aqui).

Rheinheimer está colaborando com a Justiça, no regime de delação premiada. Sobre Edson Aparecido e Reynaldo Jardim, ele sustenta que "seus nomes foram mencionados pelo diretor-presidente da Procint, Arthur Teixeira, como sendo os destinatários de parte da comissão paga pelas empresas de sistemas (Alstom, Bombardier, Siemens, CAF, MGE, T'Trans, Temoinsa e Tejofran) à Procint".

Sobre o senador Aloysio Nunes e os secretários Jurandir Fernandes e Rodrigo Garcia, o ex-diretor da Siemens diz ter tido "a oportunidade de presenciar o estreito relacionamento do diretor-presidente da Procint, Arthur Teixeira, com estes políticos". Sobre José Aníbal, mencionou um assessor: "Tratava diretamente com seu assessor, vice-prefeito de Mairiporã, Silvio Ranciaro".

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A vida imita a arte... ou a arte imita a vida?



Após prisões, procura por filiações ao PT aumenta mais de 2.000%

A prisão de José Genoino e José Dirceu, duas lendárias personalidades do Partido dos Trabalhadores, condenadas por envolvimento no chamado "mensalão", neste final de semana, fez com que o interesse por filiações ao partido aumentasse mais de 2.000%.
Não se trata da filiação, mas sim de um formulário no qual a pessoa expressa seu interesse em se filiar, uma espécie de pré-cadastro, que é concretizado junto aos diretórios locais. De acordo com o partido, entre sexta-feira e domingo, foram feitos 392 preenchimentos, 2.613% mais que os 15 registrados no final de semana anterior.
A procura, no entanto, foi praticamente espontânea, incentivada apenas por algumas pessoas em redes sociais como o Twitter. “A única maneira de enfrentar a direita, a mídia conservadora e a injustiça da Justiça, é filiação em massa ao PT”, dizia um internauta, enquanto outros completavam que o Supremo Tribunal Federal (STF) “fez surgir a maior campanha de filiação ao PT”.
Em seu site, o partido apenas divulgou uma nota assinada pelo presidente da legenda, Rui Falcão, na qual classificou a determinação da prisão dos condenados como “casuísmo jurídico” que “fere o princípio da ampla defesa”.
Já no Facebook, durante todo o final de semana, foram divulgadas mensagens de mobilização e apoio aos presos.

E tem gente que bate palmas...


PSDB deixa Jundiaí com a maior despesa de dívida por habitantes do Estado

Após 20 anos no poder, tucanos deixam Jundiaí com uma das maiores dívidas do Estado
Uma pesquisa do Tribunal de Contas do Estado, feita com base em índices de 2010 a 2012 e no censo do IBGE de 2012, revelou quais são as prefeituras que mais têm dívidas entre as 644 cidades do estado, excetuando a capital, São Paulo. 

O estudo apontou que Jundiaí tem a maior despesa na relação divida por habitante, cerca de R$ 2.825,42, mais que três salários mínimos. 

“A realização da Dívida Ativa em receita é resultado da superação de vários desafios, principalmente aqueles gerados por ineficiências da própria administração pública, até em face da maioria dos municípios não estar adequadamente organizada, administrativamente falando, para gerenciar tais cobranças”, informa o órgão no relatório.

O Tribunal de Contas esclarece que todos os dados foram extraídos do Sistema de Auditoria Eletrônica de Órgãos Públicos (Audesp), incluindo no montante da Dívida Fundada a Dívida Consolidada do Regime de Previdência, “sendo do poder Executivo municipal a responsabilidade pelo seu envio”.

O sábio e o idiota

Tem coisas que me impressionam. 

Como essas pessoas que leem Veja e Folha e assistem ao Jornal Nacional e mesmo assim acham que sabem mais sobre política e seus bastidores do que nós, que vivemos isso todos os dias e buscamos nos informar ferozmente em diversos meios de comunicação que não estão no eixo da imprensa Golpista.

O caso da farsa chamada "mensalão" é uma dessas coisas. Qualquer pessoa minimamente bem informada SABE que isso não existiu, não da forma que a direita e a sua mídia divulgam. 

E olha que tanto eu quanto outros companheiros e companheiras compartilhamos inúmeros artigos, vídeos e até charges bem didáticas comprovando isso.

Mas não adianta. Aquelas pessoas que citei acima CONTINUAM pensando da mesma forma e acreditando na mesma mídia que eles mesmo tanto criticam quando a vítima são eles ou alguém de suas famílias.

Em momentos assim eu não sei se dou risada ou choro... 

Enfim, é como diz o ditado popular: a diferença entre o sábio e o imbecil é que o sábio pode mudar de opinião.

E não se enganem: tem muita gente conhecida nossa, dessas que compartilham mensagens de amor com cachorrinhos fofinhos, que vai bater palmas se amanhã derem um golpe contra a democracia e esquerdistas como eu, você e nossos filhos pequenos começarem a ser presos e torturados até a morte. 

Eles dirão, justificando as palmas: "Bem feito! Quem mandou serem petralhas ladrões? Bandido bom é bandido morto!".

domingo, 17 de novembro de 2013

VERGONHA ALHEIA


STF prende Dirceu e Genoino e joga no lixo o Estado Democrático de Direito

A AP 470 é a maior farsa e fraude jurídicas que o Brasil testemunhou em toda sua história e o tempo a comprovará e mostrará o quão podem ser injustos e irresponsáveis os juízes, os promotores e as mídias dos magnatas bilionários
- por Davis Sena Filho
Enfim, os réus do "mensalão" do PT, condenados no fim de 2012, entregaram-se para ser presos, após os embargos infringentes. Ninguém fugiu para escapar da prisão, a exceção de Henrique Pizzolato, como chegou a especular a imprensa leviana e empresarial, que apoiou os crimes da ditadura militar, inclusive os de tortura e assassinato, pois cúmplice e parceira do regime ditatorial. Pizzolato reconheceu a fuga e disse que espera na Itália ter chance de provar sua inocência, fato que, para ele, não ocorreu no Brasil.
As manchetes dos jornais mal disfarçam a comemoração, o regozijo, enquanto os colunistas e comentaristas da imprensa de mercado só faltam abrir champanhes e festejar as prisões de José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares, dentre outros envolvidos. Pessoas que estão encarceradas sem culpas comprovadas por juízes conservadores, políticos e ávidos de fama e holofotes, porque extremamente vaidosos, com ares de celebridades e de pessoas dispostas a fazer poses, como se tirassem fotos para a revista Caras ou TV Fama.
Por sua vez, juízes do STF falsamente moralistas e politicamente conservadores, a exemplo de Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello concederam habeas corpus para criminosos riquíssimos, como o banqueiro Salvatore Cacciola e o médico Roger Abdalmessih. Reginaldo Pereira Galvão, o Taradão, também foi libertado pelo STF. Tal pessoa é a mandante da execução sumária da missionária estadunidense, Dorothy Stang.
Outro caso emblemático relativo às decisões do Supremo é a chacina de Unaí. Quatro fiscais do Ministério do Trabalho e o motorista foram assassinados a mando dos irmãos fazendeiros Antério e Norberto Mânica, considerados os "reis do feijão". Os fiscais investigavam trabalho escravo na região, e foram mortos em uma emboscada, que chamou a atenção do País.
Até hoje os dois megaempresários estão soltos, impunes e a dar continuidade aos seus negócios empresariais e políticos, inclusive a concorrer a eleições, vencê-las e ocupar a cadeira de prefeito de Unaí, como foi o caso de Antério. Este é o STF, que relaxa a prisão de pessoas acusadas por testemunhas de cometerem um banho de sangue contra servidores públicos federais, a cumprir suas obrigações, pois intrínsecas aos cargos que ocupavam.
Daniel Dantas — banqueiro também — conseguiu dois habeas corpus para sair da prisão, em tempo exíguo, fato este que, sem dúvida, deve ser um recorde mundial, cujo detentor da marca é o juiz Gilmar Mendes. Alguma surpresa? Lógico que não. A burguesia sempre foi íntima da Corte, bem como a maioria de seus integrantes, historicamente, é filha da classe dominante, com forte sentimento de classe e desprezo pela isonomia dos homens e mulheres perante a lei.
O STF, presidido pelo juiz Joaquim Barbosa, acrescentou mais um "P" ao elenco de pês no bem falar do povo brasileiro quando se trata de definir o Judiciário brasileiro, a seguir: pobre, preto e puta. Agora temos um quarto "P" a "estrear": o "P" de petista. Agora é assim no Brasil: pobres, pretos, putas e petistas são presos, enquanto a burguesia e seus porta-vozes continuam a chicotear aqueles que ousarem a abrir a boca ou agir politicamente contra os interesses dos ricos, dos muitos ricos, das classes dominantes, das corporações empresariais e dos governos dos países imperialistas.
Joaquim Barbosa vai ter seu quinhão concedido pela direita brasileira, e talvez se candidate a Presidência da República. Que venha... Seja bem-vindo à luta politica, que se dá na planície e não no elevado de seu trono de ouro de juiz nomeado, cujas atitudes, ações e condutas não podem ser questionadas concretamente por causa da força do seu atual cargo.
Por isso, defendo que juiz de STF seja eleito pelo voto popular. Joaquim, candidato, o torna simples mortal, cuja vida vai ser analisada, averiguada e não há Luciano Huck, Rede Globo, casa em Miami, interesse político e vaidade pessoal que não vai expor quem esse juiz arbitrário e condestável realmente é. Grande parte da sociedade está à espera de ver o magistrado tratar do mensalão tucano e da privataria tucana, além do príncipe da privataria, se ele não abdicar de ser juiz político para ser político juiz.
Espera-se também pelas suas ações no que tange aos escândalos tucanos de um bilhão da Alston e da Siemens. Talvez o presidente da PGR, Rodrigo Janot, não siga os passos tortuosos e tão claros quanto aos de um covil escuro, que foi a administração do prevaricador e político de direita, Roberto Gurgel, que atualmente curte as benesses de sua aposentaria, bem como sua imagem reacionária dormita em pódio do esquecimento.
Há 20 anos os políticos do PSDB aprontam em São Paulo. É uma caixa preta das mais fétidas e que o prefeito petista, Fernando Haddad, começou a desinfetar em âmbito municipal e por causa disso já enfrenta dura oposição da imprensa burguesa aliada dos tucanos desde 1988 quando esse partido conservador foi fundado e tomou o lugar do DEM, partido herdeiro da UDN, da Arena, do PDS e do PFL, mas aliado histórico dos tucanos.
O Judiciário brasileiro é o pior poder deste País. O mais afeito à mordomia, o que mais reagiu à Lei do Nepotismo e à minirreforma do próprio poder. Tentou sabotar as recomendações e denúncias do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pois a finalidade é manter os privilégios e resguardar os juízes que cometem ilegalidades e irregularidades.
Além disso, o STF se intromete, de forma inadvertida, em questões dos outros poderes, porque faz política, pois parte de seus juízes fala mais que um apresentador de televisão, afinal ela é partidária, ideológica e luta contra a reeleição da presidenta trabalhista Dilma Rousseff. Esses fatos são tão visíveis e nítidos como as águas cristalinas das praias do Nordeste.
A maioria dos juízes do STF rasgou a Constituição, o Código Penal e o estado democrático de direito se tornou apenas uma paisagem lúgubre e degradada por homens que decidem o destino de pessoas à margem do Direito processual. País nenhum merece juízes como Gilmar Mendes, Luiz Fux, Joaquim Barbosa e Marco Aurélio de Mello, sem citar outros, inclusive alguns que se aposentaram, porque não vale à pena lembrar de tais figuras capatazes do sistema.
Os quatro são extremamente vaidosos, ardilosos e autoritários e embarcaram na fama fácil e na adulação, cínica e falsa, dos donos da imprensa de direita, que tentam pautar a agenda do País e governar no lugar dos mandatários eleitos pelo povo. A imprensa golpista e que não desiste nunca de conspirar contra os governantes trabalhistas desde os tempos do estadista Getúlio Dornelles Vargas.
Aliaram-se aos interesses políticos da burguesia e não trabalham de forma isonômica para que os crimes cometidos por empresários influentes e políticos tucanos sejam, de fato, julgados. A direita brasileira, a empresarial e a política foi derrotada em três eleições e para amenizar a incompetência política e administrativa contam, seguramente, com a sistemática intervenção do Judiciário e do Ministério Público na política brasileira.
O Judiciário nunca corta na própria carne. Os juízes quando punidos recebem salários integrais, não conhecem as realidades brasileiras e muito menos as necessidades do povo, que lhes paga altos salários e sustenta suas carreiras estáveis e portadoras de status e soberba.
Torna-se imperativo que haja uma completa e abrangente reforma no Judiciário, porque depois de pessoas inocentes serem presas por intermédio da teoria do domínio do fato, a cidadania brasileira ficou à mercê da vontade de juízes que se comportam como políticos e determinam suas ações judiciais conforme seus interesses políticos e ideológicos, bem como partidários.
A teoria do domínio do fato foi questionada pelo jurista alemão, Claus Roxin,especialista que aprimorou a teoria criada para julgar os nazistas na II Guerra Mundial e usada ao bel-prazer pelos juízes conservadores do STF. Para Roxin, os réus da Ação Penal 470 conhecido como "mensalão", o do PT, tiveram suas defesas prejudicadas, pois uma pessoa não poder ser considerada culpada e, consequentemente, condenada à prisão porque ocupava cargo de chefia e presumivelmente era obrigada a saber o que todos os subalternos fazem.
A Constituição e os códigos deste País não permitem tal casuísmo, afrontas aos direitos civis, que permitam às autoridades constituídas se tornarem verdadeiras ditadoras e, por seu turno, passem a agir de forma antidemocrática, perversa e, indubitavelmente, política, razão pela qual lutam a direita partidária derrotada e seus aliados que controlam o Judiciário e o MP.
Claus Roxin afirmou: "A noção de que só o cargo serve para indicar a autoria do crime não é correta. Quem ocupa posição de comando tem que ter, de fato, emitido a ordem. E isso deve ser provado". O jurista condenou ainda o julgamento sob "publicidade opressiva", como aconteceu no Brasil. É que ele, creio eu, não tem a menor ideia que apenas meia dúzia de famílias "midiáticas" bilionárias transformam este País em um inferno.
Querem fazer crer que o Brasil é o pior lugar do mundo para baixar a autoestima dos brasileiros, além de cartelizar um segmento da economia cujo monopólio é privado, mesmo a ser de concessão pública, porque neste País ainda não se efetivou o marco regulatório para as mídias, cujo projeto se encontra há anos em alguma gaveta empoeirada do Ministério das Comunicações.
Por isto e por causa disto, empresários de mídias sem mandatos concedidos pelo povo conspiram, ousadamente, contra governos, ainda mais se os governantes forem dos campos trabalhistas e socialistas. A impunidade dos inquilinos da Casa Grande é total, como se fosse um direito de herança, sanguíneo. Por isto acontecer e ser assim, os magnatas bilionários de imprensa se consideram fortes o suficiente para conspirar e, quiçá, repetir, para seus deleites e prazeres, o golpe civil-militar de 1964 em pleno século XXI.
Gostaria de por algum momento ser um vidente para saber se, porventura, os promotores e juízes de oposição são realmente republicanos e, por sua vez, dispostos a levar a efeito a teoria do domínio do fato nos casos de José Serra, Geraldo Alckmin, Eduardo Azeredo, Fernando Henrique Cardoso (Privataria Tucana e compra da reeleição), dentre muitos outros.
O mensalão tucano é de 1998, enquanto o do PT é de 2005. Mas, o processo foi propositalmente desmembrado, o número de testemunhas aumentou exponencialmente, seus endereços não estão corretamente cadastrados e por isso, dentre muitas outras coisas, o julgamento dos réus tucanos sequer tem previsão para começar. O Judiciário brasileiro é o arauto do adágio socrático "um peso, duas medidas".
Tal poder é composto por homens e mulheres cheios de defeitos e falhas profissionais e de caráter, como os são todas as sociedades, a humanidade e as suas escolhas para o bem ou para o mal. Contudo, a humanidade se protege e se resguarda e é por isto que ela cria códigos éticos e morais, que se transformam em lei.
Os juízes são os servidores públicos da lei. Eles as executam, e por isso seus equívocos e crimes tem de ter a dimensão de suas ações e cargos e devem ser afastados. Quando um agente público de tal importância erra por motivos torpes, infames e inconfessáveis, tem de ser prontamente questionado e denunciado, porque o juiz trata de questões relativas aos conflitos sociais e por isso deve ser afastado do cargo, responder a processos e, se considerado culpado, severamente punido conforme a lei.
O chamado "mensalão", o do PT, pois existem o mensalão dos tucanos de Minas Gerais e o mensalão da compra de votos para a reeleição de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — aquele político que foi presidente, vendeu o Brasil e o quebrou três vezes, porque foi ao FMI três vezes a pedir esmolas, de joelhos e com o pires nas mãos.
A AP 470 é a maior farsa e fraude jurídicas que o Brasil testemunhou em toda sua história e o tempo a comprovará e mostrará o quão podem ser injustos e irresponsáveis os juízes, os promotores, as mídias dos magnatas bilionários e a parcela coxinha reacionária da população — o quarteto de direita que luta com garras e dentes para que o projeto de desenvolvimento do PT e do Governo trabalhista não vingue e não seja vitorioso, apesar das três eleições consecutivas vencidas pelos candidatos do Partido dos Trabalhadores.
As prisões sem provas e arbitrárias são um crime contra a cidadania, as leis do País e ao estado democrático de direito. O "mensalão" é um processo político e partidário usado como arma política por uma burguesia eleitoralmente derrotada e que teve de recorrer a seus últimos bastiões, que são o STF e a PGR, que, juntamente com os magnatas bilionários da imprensa corporativa, tornaram-se partidos políticos, que sabotam e boicotam sistematicamente os governos trabalhistas.
São instituições dominadas por uma casta social a efetivar chicanas e engodos, como o processo do "mensalão", razão pela qual essas duas instituições republicanas pertencentes ao povo brasileiro e não a servidores públicos togados, compromissados com o sistema de capitais e que dão sustentação política a partidos de direita, que há 11 anos não controlam a Presidência da República, pois fragorosamente derrotados nas últimas três eleições.
O Supremo e a PGR se transformaram em agremiações partidárias dominadas por juízes e promotores ideologicamente de direita, fundamentalmente politiqueiros, bem como, no decorrer do processo, importaram-se com a veracidade dos fatos e das provas e decidiram, por intermédio de um instrumento casuístico, acusar, julgar e prender pessoas de passado histórico e de grande importância política.
O propósito é desconstruir o PT e destruir a imagem e a reputação de homens que derrotaram, em 2003, por meio do voto popular, a burguesia herdeira da escravidão, sonhadora em ocupar por mais 500 anos a cadeira da Presidência da República e que tem a característica de congelar seu ódio ideológico e a intolerância de classe social no freezer.
Parte importante da sociedade brasileira está de olho nas ações do STF e à espera da aplicação da teoria do domínio do fato em outros casos notórios de corrupção, inclusive a sonegação de R$ 1 bilhão da Globo, em 2002, pois a imprensa de mercado vai continuar cega, muda e surda.
Agora no Brasil, o acusado tem de provar sua inocência e o acusador não precisa mais apresentar as provas. O STF jogou na lixeira o estado democrático de direito e precisa ser ocupado urgentemente pelo povo para voltar a ser republicano e temente às leis. É isso aí.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Erros do STF se voltarão politicamente contra a direita

Entre os que estudaram o processo do mensalão, acompanharam as votações dos ministros do STF, e participaram dos embates de informação, criou-se o entendimento de que houve um golpe contra a justiça. 
- por Miguel do Rosário, no site O Cafezinho
Vendo as primeiras reações de José Dirceu e José Genoíno, a repercussão que recebem, na própria grande mídia, percebe-se que já houve uma virada na opinião pública. Criou-se um núcleo forte, duro, sagaz, de pessoas dotadas de uma consciência ética, jurídica e política muito avançada.
Entre os que estudaram o processo do mensalão, acompanharam as votações dos ministros do STF, e participaram dos embates de informação, criou-se o entendimento de que houve um golpe contra a justiça. 
Um golpe contra o próprio supremo, que ficou sequestrado por uma lógica construída fora do âmbito das provas, uma lógica eminemente política ou ainda pior, midiática. 
Até o último dia do julgamento, vimos que os ministros aliados de forma mais ostensiva com os meios de comunicação e os partidos de oposição, como Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, apelaram quase que para a força física, falando muito alto em plenário, gritando mesmo, em tom sempre ameaçador, lançando todo o tipo de insinuações sobre os colegas, sobre tudo.
Eles conseguiram transformar Dirceu numa espécie de mártir pós-moderno. Em seu afã de vingança, entregaram uma poderosa ferramenta simbólica em mãos do ex-ministro.
O erro da mídia, como sempre, deriva de sua arrogância. Em outros tempos, a mídia conseguiria silenciar Dirceu. Não pode mais fazê-lo. Há um hiato crescente entre o poder de influência da grande mídia sobre setores sociais, como o próprio STF, cujos ministros são altamente vulneráveis à imagem de si que os jornais podem construir ou desconstruir, e o poder desta mesma mídia de silenciar e censurar quem pensa diferente. Antigamente, eles se aliaram à ditadura e efetivamente conseguiram amordaçar os críticos. Hoje não.
A verdade possui o tempo a seu lado. A mentira, não.
Uma das maiores mentiras, por exemplo, é falar na “demora” no julgamento do mensalão. Eram 39 réus! Desde que efetivamente o julgamento começou, ele veio à jato, com tempo curtíssimo para os réus apresentarem suas defesas. Foi um julgamento televisionado em que a acusação tinha 99% do tempo e a defesa menos de 1%. Isso nas instituições públicas. Nos meios de comunicação, a relação era ainda mais desequilibrada, com a acusação com 99,99% e a defesa com menos de 0,001%.
Mas o tempo não pára. Por quanto tempo eles vão conseguir bloquear as contradições e inépcias da Ação Penal 470? A pessoa que aprova a condenação, por uma razão e outra, apenas se apega superficialmente à convicção de que a Justiça trabalhou com normalidade. Mas se ela se aprofundar um pouco sobre o tema, e se lhe forem mostrados as inconsistências das acusações, e a maneira viciada como o processo foi construído, poderá mudar de parecer. E vai ficar aborrecida com as fontes de informação deficientes.
Os resultados das eleições de 2012 já indicavam uma tendência neste sentido. O golpe já foi assimilado para uma boa parcela do eleitorado. A relação matemática entre a quantidade de cidadãos com uma consciência “midiática” crítica e os submissos às armadilhas teóricas armadas pelos barões da imprensa, entre um e outro, já alcançou um ponto de não-retorno e de mudança qualitativa.
Os erros do STF e o mau caratismo da mídia voltar-se-ão contra a direita. Ironicamente, portanto, o julgamento do mensalão pode ser o elemento político necessário para revigorar a esquerda organizada e prepará-la para permanecer mais algumas décadas no poder.
Leia abaixo, a entrevista de Dirceu dada hoje à Monica Bergamo.
‘Nenhuma prisão vai prender minha consciência, diz Dirceu
MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA
O ex-ministro José Dirceu afirmou nesta sexta-feira (15) à Folha que a prisão não vai abatê-lo nem tirá-lo da vida política. “Eu não vou me dobrar. Eu vou continuar lutando. Nenhuma prisão vai prender a minha consciência.”
Dirceu deu a afirmação por telefone de sua casa, em Vinhedo (a 100 km de São Paulo). Ele está na cidade esperando as definições do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre como serão efetivadas as prisões dos réus do mensalão.
Com ele estão as três ex-mulheres e os quatro filhos –Zeca Dirceu, Joana, Camila e Antonia. O ex-ministro não quis dar entrevista. Mas fez um rápido desabafo.
“O que eu não posso aceitar é essa coisa medieval, de inquisição. Não basta as pessoas serem condenadas, elas têm que ser linchadas? Como é que publicam a foto da minha filha de 3 anos nos jornais? Isso é proibido em qualquer lugar do mundo, é o direito de uma menor”, disse ele, referindo-se a uma fotografia divulgada por jornais e sites em que ele aparece na praia ao lado de sua filha, Antonia, na Bahia.
“Eu faço a disputa de peito aberto, mas esse tipo de linchamento eu não aceito.” “Estão plantando o ovo da serpente. E a primeira vítima será a própria imprensa, os jornalistas. Foi assim em 1937 [ditadura do Estado Novo], em 1964 [ditadura militar]. Os que apoiaram [os golpes] foram os primeiros a sofrer depois.”
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