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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Sob pressão, MRV compromete-se a entregar apartamentos até 15 de dezembro


Centenas de compradores dos mais de mil apartamentos do condomínio Reserva do Japi, da construtora MRV, lotaram a Câmara dos Vereadores de Jundiaí nesta quarta-feira (30). Eles estão esperando para receber seus imóveis, que haviam sido prometidos para julho de 2012, a primeira fase, e dezembro de 2012, a segunda.

Os consumidores afirmaram que estão sendo lesados, já que com o atraso na entrega das moradias, estão sendo obrigados a viver de aluguel ou em casa de parentes, enquanto continuam pagando as prestações do financiamento com grande dificuldades e sacrifícios.

Depois de várias reuniões com a construtora e protestos na cidade, os moradores apelaram aos vereadores, que intercederam e conseguiram marcar uma reunião de conciliação com a presença de representantes da MRV, da Caixa Econômica Federal (que financia a obra por meio do programa Minha Casa Minha Vida), do DAE, do Procon e da Secretaria de Obras da Prefeitura.

Frente à pressão feita tanto pelos moradores, quanto pelos vereadores que estavam presentes na reunião, o Diretor de Relações Institucionais da MRV, Sergio Lavarini Vieira, comprometeu-se em nome da empresa a iniciar a entrega das chaves dos apartamentos a partir do dia 5 de novembro até 15 de dezembro. Segundo Vieira, o enorme atraso aconteceu porque a construtora foi otimista demais nos prazos de entrega das obras. "Além disso, houve problemas na construções das duas caixas de água que vão alimentar os prédios", justificou.

Marilia da Costa, representante dos moradores, explica que em todas as reuniões realizadas anteriormente, o mesmo Vieira usou outras desculpas para explicar o atraso das entrega dos apartamentos. "Um hora ele falava que era culpa do DAE, outra que era da CPFL, outra que era da Prefeitura e assim vai. Essa é a primeira vez que ele afirma que a culpa é da própria construtora, acho que é porque está aqui na frente dos vereadores, na Câmara", afirma.

Os vereadores Gerson Sartori (PT) e Rafael Purgato (PCdoB), que organizaram a seção e lideraram os trabalhos, foram enfáticos ao cobrar a MRV para que entregue os apartamentos dentro do prazo prometido por seu Diretor. "Se eles não honrarem seus compromissos firmados aqui hoje nesta Casa de Leis, nós vamos até o fim e levaremos até o conhecimento da presidente Dilma essa situação inadmissível e que prejudica justamente as pessoas que estão em busca de realizar o sonho da casa própria", avisou Sartori.





Os vereadores Rafael Purgato e Gerson Sartori lideraram a reunião

O diretor de Relações Institucionais da MRV, Sergio Lavarini Vieira



Anti-Bigardi parte para a vingança fazendo... propaganda gratuita do meu blog!

Tem horas que eu me divirto muito com esse blog. Vejam só que engraçado: um dos anti-Bigardi mais aguerridos do facebook ficou P... da vida com meu texto ridicularizando a oposição aqui em Jundiaí e partiu para a vingança fazendo... propaganda gratuita do meu blog! 

Ele teceu inclusive rasgados elogios, dizendo que o "Tudo em Cima" é o blog com as mais divertidas charges da internet! Isso certamente vai atrair milhares de novos leitores!

Sim, é isso mesmo! Todo mundo sabe que o autor da pérola é alguém dono de um Q.I. muito abaixo da média, mas, olha, por esse nem eu esperava. Assim, sou obrigado a agradecer!




Carapuças já começam a ser vestidas

Opositores vestem a carapuça e partem para o ataque
Como eu havia previsto em meu texto abaixo, sobre a ridícula oposição ao governo Bigardi em Jundiaí, várias pessoas já vestiram a carapuça e partiram para os ataques depois que o publiquei, misturando bazófia com agressões chulas de cunho pessoal.

Inclusive contra minha esposa que, para meu orgulho, foi convidada pela secretária Daniela da Camara Sutti para fazer parte da sua equipe na Secretaria de Planejamento. 

Por sinal, eles dizem que só apóio o governo Bigardi porque minha esposa está trabalhando nele. Vejam só como sou genial: sou petista desde os 18 anos (como podem saber lendo esse meu texto), mas só porque sabia que, cerca de 20 anos mais, tarde minha futura esposa iria ser convidada para trabalhar num governo de de aliança entre o PCdoB e o PT! 

Walter Mercado e Mãe Diná são fracos perto de mim. Ligue DJÁ!

Mas, como eu disse, o nível intelectual dessa patota é muito, mas muito baixo e, claro, eles medem a mim e aos outros que continuam firmes em suas convicções a partir de seus próprios valores morais. Assim, se alguém apoia um governo é porque ganhou um cargo nele, certo? Preciso dizer mais?

Confiram abaixo o festival de gente vestindo carapuças.






terça-feira, 29 de outubro de 2013

A ridícula oposição ao governo Bigardi em Jundiai

Odiadores irracionais da esquerda, "viúvas" do PSDB e os
"sem-cabide" estão furiosos com o governo Pedro Bigardi!
Como todo mundo sabe, Jundiaí foi governada praticamente nos últimos 40 anos pelo mesmo grupo político. Muitos deles se debandaram para o PSDB, que é o partido que melhor representa e defende os interesses dos podres de ricos desde sua criação.

Nem preciso dizer que depois de tanto tempo nas mãos dessa gente, Jundiaí se tornou uma cidade praticamente inviável, com trânsito caótico, pouca segurança e nenhum planejamento. Na verdade, a única coisa que cresceu na cidade foram os condomínios fechados de luxo que geraram lucros astronômicos para meia dúzia de especuladores imobiliários amigos dos tucanos (quando não eram os próprios).

Mas, nas últimas eleições para prefeito, os tucanos foram derrotados de forma arrebatadora por Pedro Bigardi, que era do PT e está atualmente no PCdoB.

O atual governante e seus secretários encontraram a prefeitura em estado de caos. Os primeiros meses de governo foram gastos praticamente para tentar arrumar a casa nas coisas mais básicas. Obviamente, muita gente boa oriunda de concurso público trabalha na Prefeitura, mas eles estavam perdidos no “modo tucano de gestão”.

Leiam no links abaixo entrevista que fiz com os secretários de Administração e Planejamento, onde eles relatam essa situação lamentável: 

Daniela da Camara: “Jundiaí era planejada com base em interesses particulares”


E, claro, assim que foi anunciada a vitória de Bigardi, os odiadores irracionais da esquerda e as “viúvas” do PSDB passaram a atacá-lo com a fúria irracional de sempre em toda a cidade e, principalmente nas redes sociais. Isso sem falar nos infinitos perfis falsos que criam para ficarem conversando com eles mesmos...

Muitas dessas “viúvas” tem motivos de sobra para destilar ódio contra o novo prefeito, afinal eram donas de “cabides de emprego” na Prefeitura há décadas e sabiam que a partir do dia 01 de janeiro seriam obrigadas a trabalhar de verdade pela primeira vez na vida delas!

A fúria dos ex-cabideiros: "Como assim vou ter
que arrumar um emprego de verdade??"
Outros, que trabalharam para ajudar a eleger o novo prefeito, o fizeram apenas porque almejavam altos cargos ou “cabides de emprego” não só para eles, mas para parentes e amigos também. E, ao não receberem o que achavam que tinham direito, passaram a atacar os ex-companheiros pelas costas nem três meses após a posse com a mesma fúria irracional que antes criticavam.

Não vou nem comentar os ataques desferidos por esse bando de alucinados, pois as “denúncias” e as cobranças feitas por eles são tão ridículas que só geram gargalhadas. Sem dizer que o nível intelectual da patota em fúria é tão baixo, mas tão baixo, que faria corar até um Jair Bolsonaro ou um Rafinha Bastos.

Oposição de Primeiro Mundo: "Prefeito #@@&& Banana!"
"Secretário &%##@@!" "Vai tomar no %$###@#@"
Todavia, o que mais impressiona nessa história toda é a maneira como eles torcem abertamente para que desastres aconteçam na cidade, só para poder jogar a culpa no recém empossado governo. Uma coisa no mínimo triste de se ver, afinal qualquer tragédia que caia sobre a cidade pode inclusive ceifar a vida de pessoas inocentes.

Além disso, o que mais agride o bom senso é ver gente que até pouco tempo atrás jurava de pé junto que Jundiaí era uma espécie de “Ilha da Fantasia”, perfeita e sem qualquer tipo de problema, passar a reclamar da saúde, do transporte, da educação, da segurança, do trânsito... Enfim, de tudo que foi deixado aos “deus-dará” pelos desgovernos tucanos nos últimos 20 anos. Sim, agem como se tudo de ruim que existe na cidade (e que a gente denunciava há anos) fosse culpa única e exclusiva do atual prefeito!

Mas, olha, no fundo todos nós que ajudamos a eleger Bigardi por ideologia e continuamos a apoiá-lo de forma coerente e lúcida temos mais é que agradecer todos esses ataques insanos e as denúncias patéticas feitas por essa patota enfurecida. Afinal de contas, essa é a medida exata do sucesso do governo atual.

Vamos aguardar agora a reação à esse meu texto dos que certamente vão vestir a carapuça e me atacar com a mesma fúria escatológica de sempre.

E é como eu sempre digo: é mil vezes melhor a esquerda no governo errando o alvo do que a direita acertando. Por quê? A resposta é tão óbvia que até uma criança de 3 anos pode entender: porque o alvo da esquerda é a justiça social, a igualdade e a transparência, enquanto o alvo da direita é o uso do patrimônio público para benefício próprio. 

Mas, se não deu pra entender eu desenho:

A direita no governo: "Um pouco mais pra cima,
ainda não deu pra foder o povo direito!"
E olha que em momento algum estou afirmando que o governo do Bigardi está errando o alvo. Muito pelo contrário. 

O que ele ja fez desde que tomou posse vai além de qualquer previsão mais otimista, ainda mais quando levamos em consideração que ele está governando com um orçamento que foi deixado pela administração tucana.

Abaixo, reproduzo alguns dos ataques mais hilariantes desferidos pela turba de odiadores irracionais, “viúvas” dos tucanos e pelos “sem-cabide”. Leiam e divirtam-se!

Tucano propaga o velho ódio irracional contra a esquerda

Esse vai na manifestação contra o
PCdoB porque... ele é contra, oras!

Ofensas torpes contra o secretário de Cultura e
manipulação das informações. Pau na jaca?

Outro que não sabe que segurança pública é responsabilidade
do governo estadual. Ou será que sabe e está só fingindo?

Esse leva a sério uma enquete virtual, daquelas que você só
precisa limpar os cookies para poder votar de novo...

Além da denúncia ser falsa, foi feita por quem nunca protestou
contra o uso vergonhoso dos carros oficiais na gestão tucana

Acredite se quiser: quem criou esse negócio virou oposição porque
supostamente não lhe deram um cabide de emprego na Prefeitura!

"Viúva" do PSDB destila ódio contra Bigardi e o PT

Só faltou escrever "VIVA!"

Esse é tão lesado que nem mesmo leu o subtítulo da
matéria, que detona suas perguntas estúpidas

Um buraco na cidade! Impeachment já!!!

Esse está muito preocupado em saber o
quanto custou a confecção de... faixas!

"Viúva" agora preocupada com a situação das creches e
comemorando o envio de fezes ao secretário de Educação!

Esse espertalhão quer jogar déficit de 2 mil vagas
em creches deixado pelo PSDB no colo do atual prefeito
Pessoa "de bem" revoltada por não poder
desrespeitar mais as leis do trânsito impunemente!

Filmes: "A Caça"

AMANHÃ PODE SER VOCÊ

Este é um filme que todos deveriam ser obrigados a assistir, principalmente advogados e jornalistas

- por André Lux, crítico-spam

"A Caça" é um filme que todos deveriam ser obrigados a assistir, principalmente advogados e jornalistas.

O longa é dirigido por Thomas Vinterberg, dinamarquês que participou do movimento Dogma, o qual não passou de uma gozação inventada por um grupo de cineastas escandinavos que, entre outros absurdos, estipulava uma série de "regras" que deveriam ser seguidas em seus filmes. 


Obviamente, tratava-se apenas de uma peça de publicidade para provocar polêmicas que acabou dando certo, já que muitos críticos mundo afora realmente levaram a bazófia a sério, o que garantiu ao grupo notoriedade e prestígio no circuito do chamado "cinema de arte".

Em seu novo filme, Vinterberg aborda um tema que é, mais do que nunca, um dos pilares de qualquer Estado Democrático de Direito: a presunção da inocência, que dita a máxima "todos são inocentes até que seja provado o contrário". E o diretor coloca o dedo na ferida de forma contundente ao mostrar o que acontece com a vida de uma pessoa quando esse princípio básico é desrespeitado.

A trama é protagonizada por Lucas, um ex-professor que, depois de ser demitido da universidade onde lecionava e largado pela esposa, só consegue emprego em uma pequena escola infantil, onde é muito querido pelas crianças. Uma delas é filha de seu melhor amigo e, por sofrer de carência afetiva por parte dos pais, fica cada vez mais encantada com a figura do carinhoso professor, ao ponto de "se apaixonar" por ele (algo muito comum entre as crianças pequenas). Mas quando ela declara seu amor, Lucas não reage da maneira adequada e acaba despertando a raiva da menina, que se sente rejeitada.

Vingativa, ela inventa para a diretora da escola que foi abusada sexualmente pelo professor (usando termos chulos que ouviu o irmão mais velho dizer a um amigo enquanto viam pornografia na internet). Daí para frente "A Caça" se transforma em uma angustiante tragédia, na qual o protagonista é imediatamente tratado como culpado e passa a ser hostilizado pela comunidade, inclusive por seus amigos, sem ter qualquer chance de provar sua inocência.


Abro aqui um parêntese para lembrar que caso muito semelhante aconteceu em São Paulo há alguns anos, quando os donos da escola infantil Base foram acusados dos mesmos crimes e, sem chance nenhuma de se defenderem, tiveram suas reputações destruídas pela imprensa, principalmente pelo jornal Folha de S.Paulo e pela rede Globo. Anos mais tarde, provou-se que eles eram inocentes e o jornal e a emissora em questão inclusive foram condenadas pela Justiça a pagar indenizações milionárias aos acusados. Todavia, a vida deles ficou destruída para sempre.

Voltando ao filme, a decadência física e psicológica que toma conta de Lucas é retratada de forma perfeita pelo ator Mads Mikkelsen, que tem carreira internacional e foi o vilão de "Cassino Royale", o primeiro filme do atual James Bond. Sua interpretação é extremamente contida e cheia de nuances, já que o personagem é arredio, tímido e retraído, fatores que só aumentam a sensação de angústia.


O filme é também muito interessante no sentido de ser completamente diferente dos clichês tradicionais que estamos acostumados a ver no cinemão comercial estadunidense, onde uma obra com temática semelhante certamente acabaria se tornando um thriller repleto de advogados caricatos e cenas quentes de tribunal, o que certamente diluiria seu conteúdo. 

Aqui a abordagem é a oposta dessa e, por consequência, extremamente realista e humana. Nem mesmo a ação da polícia é mostrada. A direção permanece o tempo todo focada na tragédia que se abate sobre o protagonista e sua família (ele tem um filho pré-adolescente) e nas ações irracionais das pessoas que, até ontem, estavam na sua casa comendo e bebendo com ele.

É possível recuperar uma vida destruída pela calúnia?
Vinterberg não tem qualquer sutileza em denunciar o que esse repulsivo tipo de "linchamento de caráter" implica na vida de uma pessoa. Ele quer mesmo é provocar uma reação na platéia, como que dizendo: "Isso pode acontecer com qualquer um e amanhã pode ser com você!". 

Ainda mais quando levamos em conta toda a complexidade e complicações que envolvem uma denúncia grave como a mostrada pelo filme, a de abuso sexual, mas o mesmo pode ser estendido para qualquer tipo de acusação. Afinal, sabemos que na hora de noticiar, a mídia vai dar destaque enorme às acusações, ainda mais se tratar-se de algum desafeto ou inimigo político dos seus donos, manchando assim para sempre a vida dos acusados.

"A Caça" é um tratado sobre a importância da presunção da inocência e com certeza vai chocar aqueles que acham que jamais serão acusados de qualquer crime, por serem "homens de bem", iguais ao Lucas desse excepcional filme. E será que é possível recuperar uma vida destruída por uma falsa acusação? Assista ao filme e saiba a resposta...

Cotação: * * * * *

sábado, 26 de outubro de 2013

Lembre-se de que você vai morrer

- por Fabio Hernandez, escritor cubano 

Gosto da lógica do samurai: cada dia pode ser o último. Pego essa lógica e a transporto para o mundo amoroso. Acho que os que amam deveriam viver cada dia como se pudesse ser o último.
Até porque, como tudo, um dia isso vai mesmo acontecer. Ou porque um dos dois vai se cansar do outro, ou porque ambos se cansarão do caso, ou por morte, ou pelo que for. Nada é para sempre.
Li um livro com o estranho nome de Memento Mori. É de uma escritora escocesa chamada Muriel Spark. Memento mori, em latim, significa: lembre-se de que vai morrer.
O romance gira em torno de um grupo de anciões ingleses. Uns deles recebem telefonemas anônimos em que é dito simplesmente: “Lembre-se de que você vai morrer”. Memento mori. Um velhinho, ou uma velhinha, diz que essa reflexão deveria ser feita diariamente por quem é jovem. Parece mórbido, mas é exatamente o oposto. Quanto mais se pensa na morte, quanto mais se medita sobre ela, menos aterrorizadora ela nos parece.
Memento mori. Lembrarmo-nos de que vamos morrer é um antídoto contra esse terror de cada minuto.
E então volto ao campo das relações sentimentais. Viver cada dia como se fosse o último vai fazer você não deixar para dizer amanhã as coisas que tem para dizer para ela. Vai fazê-lo dar um beijo não automático nem monocórdio, mas intenso e definitivo.
Vai estimular um gesto de conciliação depois de uma das tantas brigas sem sentido que travamos com quem amamos. Vai conduzir você a uma floricultura para comprar flores que há tanto tempo saíram do seu decrescente repertório de gentilezas.
Vai talvez levar você até a ver com um certo encanto o ato de empurrar um carrinho de supermercado no sábado de manhã enquanto ela trata de enchê-lo lenta mas seguramente.
Viver cada dia como se fosse o último vai fazer você dar o devido valor às pequenas coisas boas que juntos os dois conquistaram e também o devido valor às pequenas coisas ruins para as quais acabaram atribuindo um tamanho desmedido.
Talvez faça você viver um eterno verão sentimental até que, e isso é inevitável, gostemos ou não, surjam diante do casal os tempos frios e crueis do nunca mais, nunca mais, nunca mais.

O fundamentalismo de defensores radicais dos animais é perigoso para a sociedade?


- por José Nabuco Filho, mestre em Direito Penal 
A invasão do Instituto Royal, laboratório que realiza diversos experimentos de medicamentos, inclusive para a cura do câncer, gerou um forte debate sobre os limites dos experimentos com animais domésticos.
Os defensores dos animais insistem na completa proibição dos experimentos com certos animais, sob a genérica alegação de que é possível abdicar dos testes com eles.
O que me impressiona nessa questão é o caráter fundamentalistas desse movimento, que se baseia muito mais em slogans (“prefiro bicho a gente”, “os animais não são nossos serviçais”) do que em argumentos. A rigor o que existe é a tentativa de impor um sentimento minoritário e bastante singular em relação a certos animais.
Enquanto essa visão se limitava a um comportamento individual, ou seja, enquanto a pessoa se limitava a chamar o cãozinho de “filho”, a colocá-lo para dormir na cama, isso não tinha qualquer importância. O problema é que esses movimentos pretendem subordinar toda a sociedade a essa visão singularíssima dos animais, seja impondo violentamente essa posição, como na invasão ao instituto, seja patrocinando mudanças na legislação.
Essa tendência já havia ficado evidente quando foi apresentado o anteprojeto do Código Penal, que foi chamado, não por acaso, por Miguel Reale Jr. de “passeio pelo absurdo”. Dentre as aberrações relacionadas aos animais, chama a atenção a evidente desproporção de certos crimes, que eram equiparados aos crimes contra as pessoas.
O abandono de animais no anteprojeto tinha a mesma pena do abandono de incapazes. Para essa visão fundamentalista, abandonar uma criança na rua ou um beagle tem a mesma gravidade. Ainda mais bizarra foi a criação de um crime de omissão de socorro a animais, com pena maior que a omissão de socorro à pessoa. No anteprojeto, quem omite socorro à pessoa teria uma pena de um a seis meses, mas se for omissão de socorro a um animal, a pena seria de um a quatro anos.
Além de penas desproporcionais, é gritante o absurdo de impor a todos o dever de socorrer um animal que esteja em perigo. Não existe o menor respeito à diferença, já que nem todos são obrigados a gostar de animais, até porque há quem sinta medo de um cão.
O que precisa ser dito é que a diferença entre humanos e animais é evidente. O que diferencia cada um dos animais é a carga sentimental que a cultura humana destina a cada um deles. Por isso, aqui consideramos o cão nosso “melhor amigo”, enquanto que, em algumas regiões da Coreia ou China, eles são alimentos. Do mesmo modo, nos parece chocante comer carne de cavalo, que é algo normal em alguns países europeus.
A rigor, não faz sentido em falar em direitos dos animais, exceto por pura retórica. O que se protege, com as leis de proteção dos animais, é a sensibilidade humana, atingida quando certos bichos são maltratados. Como seria possível falar em direito de um porco, que é castrado, engordado e morto, tudo para que possamos fazer aquela bistequinha na chapa? Claro que o porco não possui direitos. Isso não significa que a sociedade não imponha regras para o tratamento dos animais, seja disciplinando métodos de abate, seja criando regras sobre pesquisas.
No entanto, é mais do que óbvio que a sensibilidade humana é seletiva, porque é cultural, evidenciando que não se trata de direitos dos animais. Por isso os ativistas levaram beagles e coelhos e deixaram camundongos, e pelos mesmos motivos muitos ativistas choram pelos testes com os cães, mas comem uma picanha.
Inventar crimes como omissão de socorro a animais ou proibir pesquisas com animais seria tão bizarro quanto impor que todos sejamos vegetarianos. No fundo é uma tentativa autoritária, típica de movimentos fundamentalistas, de impor a visão moral singular de uma minoria a toda sociedade.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Quem privatizou a Vale deveria se envergonhar de criticar Libra

Quando a Vale do Rio Doce foi privatizada, era uma empresa saudável, que não precisava de investimento e gerava lucro. Na ocasião, ela custou cerca de R$ 3,3 bilhões. Seu valor de mercado atualmente é de R$ 183 bilhões.


O Campo de Libra foi vendido por R$ 15 bilhões e demandará um investimento inicial de R$ 770 milhões por ano apenas para dar início à montagem de sua estrutura para exploração de petróleo no pré-sal. 
Esses investimentos durarão alguns anos até que a extração esteja a todo o vapor.
Este pesado investimento inicial se multiplicará no Brasil, resultando em criação de empregos e literalmente injetando combustível no desenvolvimento industrial, naval e de infraestrutura.
Quando a Vale do Rio Doce foi privatizada, em 1997, era uma empresa saudável, que não precisava de investimento e gerava lucro. Na ocasião, ela custou cerca de R$ 3,3 bilhões, o que equivaleria hoje a R$ 12,2 bilhões. Quem a adquiriu obteve retornos magníficos, com o valor do minério saltando de US$ 15 para US$ 120 a tonelada. Seu valor de mercado atualmente é de R$ 183 bilhões.
Os homens da época deveriam se envergonhar de, hoje, falar em privatização quando se referem ao leilão de Libra. O país deveria cobrar o fim da vida pública desses homens pelas depredações que fizeram no patrimônio nacional.
Contudo, a Vale privatizada não seguiu os mesmos trilhos da projeção de seus números, pelo menos no que diz respeito à geração de empregos. Não foram poucas as demissões - 1.300 em 2008 -, que levaram inclusive o então presidente Lula a reagir energicamente.
Citamos a Vale porque não queremos fazer aproximações com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), vendida em 1993 a R$ 1,2 bilhão, valor que hoje equivale a aproximadamente R$ 5 bilhões, e cujo atual valor de mercado é de R$ 17 bilhões.
Ou mesmo com a Light, vendida em 1996 por cerca de R$ 2,2 bilhões, que corrigidos dariam R$ 8,8 bilhões, e cujo valor de mercado atual é de R$ 4 bilhões. Hoje, os dividendos dos lucros distribuídos aos acionistas somados ao atual valor de mercado da empresa ultrapassam estes R$ 8,8 bilhões. Vale lembrar também que, recentemente, uma participação pequena da empresa foi negociada a R$ 2 bilhões.
Ou ainda da Telebrás, privatizada em 1998, quando foi vendida por cerca de R$ 22 bilhões, valor que hoje equivale a R$ 76 bilhões. Somente a Telefônica, que integrava o grupo da Telebrás, vale hoje no mercado R$ 54 bilhões.
Lamentavelmente, as últimas manifestações públicas do FMI - a quem o Brasil já foi devedor e hoje é credor, graças a empréstimos feitos no governo Lula - nos permite imaginar que há um início de tentativa de forçar agências de risco a preparar, por razões políticas, um rebaixamento da nota do Brasil.

- fonte: Jornal do Brasil

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Experimentos e beagles: FAQs

SÓ PARA DEIXAR CLARO: Sou contra maus tratos em animais e admiro muito o trabalho das pessoas de esquerda que TAMBÉM lutam por eles. 

O que ridicularizo é JUSTAMENTE esses coxinhas da direita que fazem escândalos por causa de meia dúzia de beagles (cães de raça), enquanto batem palmas para ações monstruosas como a que foi feita contra a população do Pinheirinho ou fazem campanha contra o Bolsa Família, mesmo sabendo que o programa diminuiu em 25% a mortalidade infantil!



Sobre a questão dos testes em animais, simplesmente não sou hipócrita: não posso condenar de maneira feroz e maniqueísta algo que me traz benefícios e usufruo no dia-a-dia. 

Esse debate é muito polêmico para esse tipo de falácia que prega "todos os pesquisadores são malvados torturadores de bichinhos"...


Agora vejam o vídeo abaixo, que é bastante esclarecedor.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Dilma ouve ruas, implanta prioridades e cresce



Com resultado do leilão de Libra e sanção do programa Mais Médicos presidenta consolida superação dos tempos difíceis inaugurados com as manifestações populares de junho; capazes de acuar qualquer governo, tiveram efeito contrário na gestão de Dima Rousseff; como um bom combustível, levaram o governo a atingir maiores velocidades

O ex-embaixador do Brasil em Washington Rubens Barbosa assistiu da calçada milhares de estudantes cruzarem a avenida Faria Lima, em São Paulo, com cartazes de protesto nos quais sobravam críticas ao governo federal. Corria o mês de junho, e Barbosa se divertia francamente:
- Isso vai crescer, comentou o diplomata diretamente identificado com o núcleo dos tucanos paulistas ligado ao ex-presidente Fernando Henrique.
De fato, as manifestações cresceram, tomara o país, mas, quatro meses depois, não há motivos em particular para que os tucanos e toda a oposição ao governo continuem a sorrir. O problema, para eles, é que a chamada voz das ruas, na prática, serviu de combustível para dar rumo a um governo que parecia abatido por críticas de vários níveis, do administrativo ao ideológico.
Ainda na primeira semana dos protestos, a presidente Dilma Rousseff chamou para dentro do Palácio do Planalto os jovens do Movimento Passe Livre, que lideraram as primeiras marchas nas maiores cidades do país. Prometeu-lhes dar prioridade à solução de complexas questões de mobilidade urbana, fazendo o que estava ao seu alcance: pediu aos prefeitos das principais cidades para revogarem os aumentos nas passagens de ônibus e dedicando verbas para projetos que considerasse adequados para este fim.
A surpresa, diante do padrão histórico dos políticos brasileiros, foi que Dilma cumpriu à risca o que prometera. Só para São Paulo, semanas depois, soltou mais de R$ 3 bilhões em recursos, que estão permitindo ao prefeito Fernando Haddad abrir centenas de quilômetros de corredores de ônibus, que aumentam o fluxo do trânsito na maior cidade do país. Outras capitais igualmente receberam verbas pesadas, tocando obras à vista da população.
OXIGÊNIO PARA PRIORIDADES - Por este e outros fatores, para os quais até a violência dos black blocs contribuiu, o certo é que as manifestações foram perdendo fôlego – e Dilma começou a voltar a respirar mais livremente. O sopro de oxigênio foi usado por ela na busca de outras duas prioridades. Na típica luta no estilo 'contra tudo e contra todos', a presidente lançou, aprovou no Congresso e acaba de sancionar, na terça-feira 22, o programa Mais Médicos. 
Inédito do País, ele já resulta na chegada e mais de dois mil médicos estrangeiros aos rincões do Brasil. Sob a oposição de entidades médicas, e contra muitos prognósticos, eles já estão em seus postos e, neste momento, o governo já saboreia pesquisas que mostram altos índices de aprovação para o programa.
Dilma, no entanto, tinha ainda uma prioridade. Disposta a continuar injetando recursos públicos para não deixar a economia esmorecer, apesar de toda a crise internacional, ela apostou no leilão do campo de Libra, colocando sob martelo a maior jazida de petróleo até hoje conhecida no Brasil. Outra vez, a turma do 'vai dar errado' fez coro em todas as frentes possíveis, especialmente na mídia tradicional. 
E outra vez, como se viu na segunda-feira 21, o 'quanto pior melhor' perdeu suas apostas. No consórcio Petrobras-Shell-Total-CNOOC-CNPC, que pagará um bônus de R$ 15 bilhões à União para explorar o pré-sal naquela faixa, Dilma colheu outra vitória que seus adversários não esperavam. Além de rechear os cofres da União, conseguiu, pelo impacto do resultado, dar nova dose de ânimo na economia, garantindo, na prática, uma virada de ano sem sobressaltos.
Por esses motivos, a presidente experimenta, neste exato momento, seus maiores índices de popularidade. Dilma, que muitos julgaram derrotada pelas ruas no pós-manifestações de junho, retirou de sua cartola soluções que a população, a julgar pelos números, aguardava. O resumo da ópera que é que, de fraca, a presidente tornou-se a peça mais forte do tabuleiro político, chegando a obter resultados em pesquisas que a apontam como reeleita, em 2014, já no primeiro turno, em todos os cenários.
E no início da gestão, dizia-se que a presidente não sabia fazer política...

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Sete escolas infantis de Jundiaí atenderão em meio período para suprir demanda de pais

Orlato: "Medida vem ao encontro do desejo dos 
pais que querem passar mais tempo com filhos"
A secretaria de Educação de Jundiaí vai readequar, a partir de 2014, a grade horária de sete das trinta escolas de ensino infantil da cidade a fim de reduzir para meio período o tempo das aulas.

Segundo o secretário de Educação, Duval Orlato (PT), essa medida vem ao encontro do desejo de vários pais que gostariam de poder passar mais tempo com seus filhos e não podem atualmente. 

Ele explica que, com o ensino em período integral, se os pais tirarem a criança da escola de manhã, por exemplo, isso acarretará em perda de conteúdo e falta. 

As seguinte Emebs passarão a atender em meio período: Profa. Abigahil Alves Fêur Borin, Alvarina Barbosa Martins, Profa. Brígida Gatto Rodrigues, Profa. Cleonice Adolpho de Farias, Prefeito Manoel Aníbal Marcondes, Profa. Maria de Lourdes Gonçalves Barros e Pier Ângela.

O secretário explica que o critério de escolha dessas escolas foi regional, pois elas ficam próximas a centros urbanos populosos, além de ter maior capacidade, número menor de alunos e estarem próximas a outras creches municipais ou conveniadas. 

"Isso vai permitir o remanejamento das crianças destas sete EMEBs que necessitam de atendimento no período integral. Nenhuma criança das sete creches que passarão pela reestruturação vai ficar sem o atendimento em período integral", garante.

Também não haverá remanejamento dos profissionais da educação, nem redução da carga horária ou corte de pessoal. "O período de atendimento da creche continuará o mesmo, só será dividido em dois turnos, conforme permite a Constituição Federal e a LDB", enfatiza Orlato.

Ao todo, cerca de 500 crianças poderão ser remanejadas para as escolas que passarão a ter meio período de aulas se assim desejarem seus pais. Jundiaí tem hoje 30 escolas infantis que atendem cinco mil crianças, todas em período integral.

A reestruturação da grade horária das sete escolas significa uma oferta de 10% das vagas atuais para a demanda de meio-período. 

Orlato afirmou também que está em estudos a reorganização do atendimento para sete unidades de pré-escola para que passem a atender em período integral, algo que hoje não existe. 

The Other





sábado, 19 de outubro de 2013

Homenagem a Carl Sagan

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Carl Sagan,  é considerado um dos divulgadores científicos mais carismáticos e influentes da história. Possui mais de 600 publicações cientificas e é autor de mais de 20 livros.   Em uma época em que as belezas do universo não era tão divulgadas se restringindo aos cientistas e astrônomos, Sagan sempre tentava divulgar as grandes descobertas de uma maneira simples e acessível. A partir desse ponto, ele lançou a série “cosmos” em 1980. São 15 episódios onde Sagan explica para o mundo as belezas e mistérios do universo segundo a ciência moderna.

Aqui você curte uma pequena parte da série “cosmos” com seu famoso monólogo sobre o nosso planeta, o pálido ponto azul (vale a pena ver):

Aproveitando, já que estamos falando sobre o universo, vale a pena acessar o site abaixo.

Nele, você irá fazer uma viagem em nossa galáxia! Apenas uma em um mar de trilhões de outras. Clique na imagem e faça uma boa viagem.

universo


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Filmes: "Gravidade"

MUITO BARULHO POR NADA

Trama simplória, personagens inconsistentes e preciosismo técnico acabam diluindo o suspense

- por André Lux, crítico-spam

Toda vez que críticos e pessoas ligadas à indústria cultural estadunidense começam a rotular um filme de "revolucionário", "melhor não sei o que de todos os tempos" e coisas assim, eu já fico com um pé atrás porque na maioria das vezes é delírio coletivo.

E mais uma vez acontece isso, agora com esse "Gravidade", dirigido pelo competente Alfonso Cuarón que fez os ótimos "E Sua Mãe Também" e "Filhos da Esperança". Não vou dizer que o filme seja ruim, porque não é, todavia não passa de mais um "filme-desastre" só que situado no espaço e com a pretensão de respeitar as leis da física (como a ausência de som no vácuo), embora um astronauta verdadeiro já tenha afirmado que uma das proezas realizadas no filme é inviável (leia aqui).


Assim, "Gravidade" mostra em tempo real a luta pela sobrevivência de dois astronautas, feitos por Sandra Bullock e George Clooney, depois que sua nave é destruída por uma chuva de destroços de satélites que foram detonados por um míssil russo (será que os russos iam mesmo fazer uma burrice dessas? Os países não se comunicam, ainda mais quando tem uma missão trabalhando no espaço?). É um trama bastante simplória que o diretor tenta disfarçar com pirotecnia visual, preciosismo técnico e muito papo furado. 

Em uma das cenas que deveriam ser mais emocionantes, por exemplo, a personagem de Bullock sai girando pelo espaço enquanto é afastada da nave. Então temos uma longa sequência onde a câmera começa girando junto com ela, depois se aproxima de seu capacete até entrar dentro dele e nos dar a visão em primeira pessoa, e depois sai novamente e se fixa do rosto dela enquanto tudo continua girando. Tecnicamente, é uma cena incrível, porém dramaticamente não acrescenta nada, ao contrário, acaba desviando a atenção do drama da personagem para o malabarismo fotográfico da tomada. A gente fica se perguntado coisas como "Nossa, como será que conseguiram filmar assim?" e nem dá bola para a pobre moça. Sem dizer que dá uma tontura incrível.

Apesar da presença sempre eficiente de Clooney, no papel do comandante da missão, o filme é mesmo de Sandra Bullock, até porque a participação do ator é pequena, tem um destino bem sem graça e se resume a ficar fazendo piadas e dando tiradas sarcásticas mesmo em situações de alta tensão, algo que infelizmente contribui novamente para diluir o drama. O problema é que a moça é uma atriz fraca e não tem condições de segurar uma empreitada dessa envergadura. Além disso, sua personagem é inconsistente, pois revela um drama pessoal terrível e uma condição psicológica que jamais a permitiram viajar para o espaço. E ainda temos uma daquelas cenas constrangedoras onde a protagonista recebe informações cruciais de uma alucinação...

Clooney, o piadista: "Garota, acho que 
vamos morrer, mas... cetem bruneva?"
O filme também é prejudicado por uma trilha musical eletrônica que funciona mais como efeito sonoro do que música, exceto quando tenta ser dramática e falha fragorosamente. Não faz muito sentido fazer um filme sem o barulho de explosões e outros ruídos, como é no espaço, se vai colocar por cima de tudo uma trilha barulhenta e intrusiva. 

Cuarón ainda tenta dar algum significado mais profundo ao roteiro fazendo um paralelo na busca pela sobrevivência da protagonista com uma espécie de "renascimento" dela, mas, sinceramente, isso nem chega a funcionar. Sem dizer que as "dicas" para isso são óbvias demais: ela em posição fetal flutuando dentro da capsula e no final saindo pelo orifício embaixo da água.

Mas acho que o maior problema do filme é que em momento algum duvidei do destino da personagem, o que, convenhamos, acaba com qualquer tentativa de criar suspense. Como eu disse, "Gravidade" não é ruim, porém ao menos para mim, não causou nenhuma reação além de tontura e uma certa irritação ao ver tantas cenas repetidas de gente girando e tentando se agarrar em naves ou sendo atingidas pela enésima vez pelos benditos destroços! Ou seja, mais uma vez é muito barulho por (quase) nada.

Cotação: * * *
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