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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Resgate dos valores familiares do passado? Tô fora!

A TFP quer a volta dos valores do passado
Não gosto nem um pouco desse discurso, feito inclusive por gente que se diz de esquerda, que prega que temos que "resgatar valores familiares do passado".

Que valores são esses? Aqueles em que o homem manda e a mulher obedece? Aqueles em que a mulher tem que ser a "santa do lar" enquanto o macho vai na Zona satisfazer suas fantasias e desejos com prostitutas? Aqueles onde educação infantil era feita na base da porrada?

Sinceramente, estou fora. Isso aí pra mim é coisa de Tradição, Família e Propriedade (TFP).

Na verdade as pessoas confundem as coisas, até porque existe toda uma construção ideológica feita para que elas fiquem realmente confusas. O que aconteceu nas últimas décadas foi a imposição dos valores neoliberais, onde TUDO virou mercadoria e tudo é medido a partir do individualismo e da ganância. Esse é o PRINCIPAL fator que levou a nossa sociedade a esse estado de degradação e descontrole, pois em terra onde o dinheiro manda, é cada um por si.

Ou seja, não se trata de ter que "resgatar" valores do passado (que eram igualmente torpes), mas sim avançar e revolucionar os valores, principalmente no que diz respeito à liberdade sexual, à tolerância e à igualdade.

Médicos batem ponto sem trabalhar em hospital público


Alguns médicos da maternidade pública Leonor Mendes de Barros, na zona leste de São Paulo, passam diariamente no hospital apenas para marcar o ponto. 

Eles foram flagrados entrando pela porta de funcionários e saindo em seguida, após bater o ponto e sem prestar qualquer atendimento. 

O processo todo não dura mais do que 15 minutos. Reportagem de Fabio Diamante, com produção de Fabio Serapião e imagens de Ronaldo Dias, exibida no telejornal SBT Brasil.

Veja a reportagem completa e os flagrantes neste link.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Dilma enfrenta mitos e faz comparação demolidora

sábado, 27 de julho de 2013

Terror midiático naufraga diante da realidade


Programas oficiais como Bolsa-família, Enem e Mais Médicos, o regime de pleno emprego e o controle da inflação já foram, um a um, dinamitados, antecipadamente, pela mídia tradicional; ao que se pode ler nos últimos meses em revistas como Veja, Exame e Época, fracasso de todas as principais iniciativas do governo Dilma, sem exceção, era líquido e certo; na vida real, porém, quadro é outro: inflação de junho foi de 0,07%, Mais Médicos bateu metas, Enem superou recordes, Bolsa-família é copiado mundialmente e estádios que Veja previu para 2038 já foram entregues e estão em uso

247 – Um a um, todos os principais programas lançados pela presidente Dilma Rousseff foram dinamitados, desde logo e sem piedade, pela imprensa tradicional. A vida real, no entanto, mostrou, com o tempo, que todas, repita-se, to-das as sinistras previsões multiplicadas pela mídia não pagaram as apostas. Em outras palavras, o escrito não valeu. Acompanhe:
INFLAÇÃO DISPARADA - O terrorismo midiático com forte viés ideológico previu, no início do ano, uma disparada sem freios da inflação, com uma capa da revista Veja, em janeiro, mostrando Dilma, em montagem grosseira, pisando no tomate. Na Rede Globo, Ana Maria Braga, quem não se lembra?, exibiu um colar em que os legumes vermelhos faziam as vezes de pérolas. Em junho, no entanto, a variação do Índice de Preços aos Consumidor (IPC) foi de ínfimos 0,07% e, para julho, todas as previsões convergem para uma deflação. Até o presidenciável José Serra, em teleconferência esta semana, admitiu que o índice inflacionário fechará o ano dentro da meta prevista pelo BC. O assunto, assim, saiu da pauta.
APAGÃO ENERGÉTICO - Antes da aposta na alta dos preços, não houve noticiário de jornal ou colunista que não tivesse cravado, na virada do ano, um iminente apagão de energia elétrica no País. Nesse campo, a ênfase mais especial partiu no jornal Folha de S. Paulo e sua articulista Eliane Cantanhêde. As defesas feitas pela presidente em pessoa e o ministro Edson Lobão, das Minas e Energia, foram ironizadas e desprezadas.
LUZ MAIS CARA - O propalado colapso no sistema de energia, porém, não se deu, e o Brasil continuou com suas luzes acesas, apesar do obscurantismo da mídia tradicional. Mais ainda, o igualmente combatido plano federal de barateamento das contas de luz para todos os consumidores do País, indiscriminadamente, por meio de subsídios oficiais, deu certo – e, hoje, o que se paga pela energia é mais de 10% menos do que o custo no início do ano.
FRACASSO DO ENEM - A aposta pelo caos energético foi sucedida, este ano, pela cravada geral na imprensa de que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seria um retumbante fracasso. Desta feita, foi o jornal O Estado de S. Paulo quem mais aplicadamente bateu o bumbo da derrota governamental. O que se viu quando foram contadas oficialmente as inscrições do Enem de 2013, entretanto, foi um recorde espetacular, com mais de 7,8 milhões de adesões espontâneas da classe estudantil. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, outro que não encontrava repercussão para suas previsões de sucesso, acertara em cheio.
BOLSA-FAMÍLIA INÚTIL - Hoje um sucesso mundial, exportado para diferentes países, o Bolsa-Família, dinamizado no atual governo, que o levou para mais de 10 milhões de lares no País, foi ironizado, escrachado e combatido de todas as formas. O fato, gostem os barões da mídia ou não, é que ele sobreviveu, proliferou e modernizou-se com o passar dos anos, tornando-se o ponto de alavancagem para que 40 milhões de brasileiros, nos últimos anos, superassem sua situação de pobreza extrema.
MAIS MÉDICOS DERROTADO - Nesta sexta-feira 26, quando o programa Mais Médicos, que visa situar profissionais de Medicina nos rincões do Brasil, com salários de até R$ 10 mil para os que aceitarem o desafio, encerrou suas inscrições, mais do mesmo. Atacado por todos os flancos, o Mais Médicos obteve 18,4 mil inscrições de interessados em participar, além da adesão de mais de 3,5 mil municípios, ou 63% do total das cidades brasileiras. Um sucesso que a mídia tradicional, outra vez, não apenas não soube adiantar ao público, como o colocou no rumo errado de que, assim como os já citados anteriormente aqui, não haveria chance de dar certo. O problema, sobre esse noticiário, é que a primeira etapa do programa superou, sim, até as previsões mais otimistas – e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pode respirar aliviado.
DESEMPREGO GALOPANTE - Para usar a expressão repetida pelo papa Francisco, a mídia tradicional, agora, "bota fé" na escalada de desemprego, depois que os dados de junho mostraram, pela primeira vez desde 2009, uma interrupção no crescimento do mercado de trabalho. O ministro Guido Mantega, da Fazenda, que, de resto, já foi retirado de seu cargo diversas vezes no noticiário recente, não apenas está lá, como garantindo que o derrotismo espalhado pelos jornais não irá triunfar. Ele assegurou que todos os indicadores do governo apontam para a manutenção da taxa de desemprego em torno do nível atual de 6% até o final do ano – e, como das vezes anteriores, suas palavras são questionadas fortemente, como se, ao mesmo desta vez, e num ponto estratégico para o governo, a mídia queria receber o prêmio de sua aposta.
ESTÁDIOS PARA 2038 - Num cúmulo de erro matemático, só explicado pela distorção ideológica produtora de parcialidade, a revista Veja, carro-chefe da Editora Abril, chegou a assegurar em uma de suas capas de 2012 que os novos estádios de futebol planejados para a Copa do Mundo só ficariam prontos, isso mesmo, em 2038! Hoje, à parte a discussão sobre custos e fiscalização no emprego de recursos, o que se sabe, a olhos vistos, é que todos os estádios prometidos, sem exceção, ou já estão prontos, e em pleno funcionamento, ou em vias de serem entregues. Um dos antecessores do papa Francisco já admitiu que nem mais os papas são infalíveis, mas Veja, apesar de todos os seus erros mal intencionados, continua vendendo a sua infalibilidade. Mas quem acredita ainda nisso?
HINO NACIONAL DE COSTAS - O jogo de 'quanto pior, melhor' praticado pela imprensa, que no passado tinha a imparcialidade como um de seus dogmas, levou a mídia a vender ao público a certeza de que o público que lotou a Arena Fonte Nova, na Bahia, para ver a estréia do Brasil contra o Japão, na Copa das Confederações, em junho, iria cantar o Hino Nacional de costas para o campo. O que houve na real, no entanto, foram mais de 40 mil pessoas emocionando os jogadores em campo com suas vozes a plenos pulmões, mão no peito, respeitando o símbolo nacional em todos os seus versos. De frente e com a cabeça erguida. De quebra, a desacreditada, pela mesma mídia, Seleção Brasileira de Futebol, venceu de forma invicta e espetacular o torneio – levando dezenas de jornalistas-torcedores a rasgarem suas inúteis apostas na derrota.
ACREDITE SE QUISER - Jogando em previsões sinistras e, ao não vê-las se realizarem, perdendo verticalmente em credibilidade, a mídia tradicional, nos dois últimos anos, está muito mais confundindo os leitores do que informando-os sobre o que, de fato, está acontecendo. Fosse de outra forma, os casos registrados acima não poderia ser narrados. Mas podem, porque verdadeiros.
Uma previsão séria, diante desse quadro passado, é a de que, sem a menor dúvida, a mídia que insistir na leitura da realidade pelo caleidoscópio da ideologia irá continuar, cada vez mais, confundindo e desinformando. Acredita quem quiser no que lá está escrito.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Corrupção tucana: superfaturamento de R$ 425 milhões no metrô paulista

Porque os governos do PT são melhores


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Emprego: um semestre de Dilma é melhor que oito anos de FHC

O saldo real dos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) ficou em 770.936. Portanto, abaixo do semestre de 2013 de Dilma, que gerou mais de 800 mil

- por Cadu Amaral
Existem diversos problemas no Brasil. A cada problema que se resolve, outros surgem. Isso faz parte da dialética da vida real. As demandas surgem a partir das situações concretas. De dez, onze anos para trás, a grande pauta reivindicatória era o emprego. A questão da qualidade e das garantias por vezes eram secundarizadas. Afinal, não se tinha nem emprego, então como cobrar qualidade e direitos? A partir de 2003 essa lógica começou a mudar.
Com uma política econômica de viés desenvolvimentista, o gráfico do desemprego caiu consideravelmente na última década. Para o desespero da direita, da grande mídia, dos especuladores e dos "mamãe eu sou reaça" em geral, no governo Dilma atingimos o chamado pleno emprego. Claro que pleno emprego nos marcos do capitalismo. Nossa taxa de desemprego gira em torno dos 5%.
Os últimos dados revelados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram uma elevação da taxa de emprego, para o ambiente de crise do capital, especialmente na Europa, excepcional. De maio para junho foram criados 123.836 empregos formais, com carteira assinada. Aumento de 0,31%. A soma do primeiro semestre de 2013 é de 826.168. E nos últimos 12 meses 1.016.432.
Ao todo o governo Dilma, segundo dados do Caged, criou 4.428.220 empregos. Se compararmos com o terceiro ano do primeiro governo Lula, foram criados, de janeiro de 2003 até maio de 2006, 4.191.033. O número de empregos criados até maio de 2006 eram mais de cinco vezes maior que o registrado nos oito anos do governo anterior. E adivinhem quem era o presidente!
saldo real dos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) ficou em 770.936. Portanto, abaixo do semestre de 2013 de Dilma que gerou mais de 800 mil.
Vale lembrar que os dados de Lula são ainda do início da implantação da política econômica desenvolvimentista no Brasil.
Outro destaque do Caged é que o salário inicial teve aumento real, acima da inflação, de 1,70%. Passou de um valor médio de R$ 1.072,33 em 2012 para R$ 1. 090,52 em 2013. Infelizmente ainda é presente a diferença salarial entre homens e mulheres. O aumento de salário de admissão obteve aumento real de 1,94% e 1,50%, respectivamente.
Segundo Francisco Lafaiete Lopes, PhD por Harvard, sócio da consultoria Macrométrica e ex-presidente do Banco Central (BC), em artigo publicado no Valor Econômico, o Brasil cresce a uma média de 4% ao ano. Ele utiliza dados do Índice de Atividade do Banco Central, o IBC-BR. O Valor online permite a leitura completa apenas para assinante, mas ele pode ser acessado aqui.
E você que é pautado pela Miriam Leitão – aquela que não acerta uma – ou em qualquer outro "analista" da nossa inescrupulosa "grande imprensa", que defende na rua e vocifera as distorções de realidade que ela propaga por aí, deve estar com vontade de cortar os pulsos. Não faça. A cada dia o Brasil é um lugar melhor para se viver. Apenas pare de assistir a Globo, ler a Veja, Estadão e Folha. Você vai perceber a diferença.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Filmes: "O Homem de Aço"

GROTESCO E OFENSIVO

Só um degenerado poderia conceber algo como esse filme baseado nos quadrinhos do “Super-homem” que fazem a cabeça da garotada há décadas

- por André Lux, crítico-spam

Eu tenho pena das crianças de hoje em dia. Sei que parece papo de velho falando, mas sinceramente, só um degenerado poderia conceber algo tão grotesco quanto esse “Homem de Aço”, filme baseado nos quadrinhos do “Super-homem” que fazem a cabeça da garotada há décadas e renderam pelo menos dois longas metragens espetaculares: “Superman – O Filme” e a sequência “Superman II”.

O sucesso dos filmes dirigidos por Richard Donner e Richard Lester, no final dos anos 1970, vinha justamente do fato deles não se levarem a sério. Afinal, estamos falando de um sujeito praticamente indestrutível que se veste com as cores da bandeira dos EUA, usa capa e a cueca vermelha por cima da calça, pelo amor de Zod! Ou seja, é um filme para crianças! No final, durante o vôo de despedida em volta da Terra, Christopher Reeve até cumprimentava a plateia, como que dizendo "Ei, é apenas uma brincadeira".

Não faz o menor sentido, portanto, tentar aplicar ao “Superman” o mesmo estilo ultra-realista dos novos filmes do “Batman”. Mas, que nada, como deu certo com o "Cavaleiro das Trevas", por que não fazer o mesmo com o “Superman”, não é mesmo? Aí chamaram David S. Goyer e Christopher Nolan para escrever o roteiro (os mesmos dos novos “Batman”, vejam só!) e Zack Snyder (de “300” e “Watchmen”) para dirigir. E o resultado é um dos filmes mais grotescos e ofensivos de todos os tempos!

Confesso que fui um dos poucos que gostou do “Watchmen” do Snyder, mas seu “300” é bem fraquinho e seu filme anterior, “Sucker Punch”, é simplesmente nojento. Sinceramente, não dá para dizer o que é pior nesse “Homem de Aço”, mas sem dúvida o troféu abacaxi vai para a trilha musical do abominável Hans Zimmer, que é uma monstruosidade de ruindade, do começo ao fim, do tipo que deixa qualquer um com dor de cabeça. Eu já havia comentado brevemente o CD com a trilha do Zimmer, mas no filme fica ainda pior. Chega a ser embaraçoso o nível de amadorismo e falta de talento de Zimmer junto com um filme tão pretensioso e desmiolado como esse.

O começo, em Krypton, não faz o menor sentido. No original, Jor-El (interpretado com grande carisma por Marlon Brando) tentava em vão avisar aos governantes da destruição eminente do planeta. No novo filme, todo mundo concorda com os avisos do Jor-El (na pele de Russel Crowe, que se transformou num dos maiores canastrões da atualidade),  mas mesmo assim nada fazem para fugir do planeta, mesmo tendo altíssima tecnologia e naves poderosas!

Depois que o Superman chega à Terra, o filme pula para o presente e sua infância aparece em flash-backs onde descobrimos que seu pai adotivo era um tremendo babaca, além de ser um caipira extremamente articulado e metido a intelectual! A cena da morte dele é de provocar gargalhadas, de tão ridícula. Por sinal, colocar Kevin Costner e Diane Lane como os pais do herói não funciona nem um minuto, pois os dois atores são requintados demais para convencer como dois fazendeiros broncos do Kansas.

Tem outras coisas idiotas no filme. Como o fato de não decidirem se o Superman usa gumex no cabelo ou não. Na cena em que se entrega aos militares, por exemplo, ele está de gumex. Já na sequência seguinte, na nave, não está mais com gumex. Mas, depois, quando foge, volta o gumex! Também não ficam claras as extensões dos poderes do vilões. Pelo que dizem, o Superman levou anos absorvendo a radiação do sol para ficar poderoso, mas Zod e sua gangue ficam com a mesma força assim que chegam à Terra. E assim por diante...

Mas nada supera em ruindade o sujeito que colocaram para fazer o general Zod, um tal de Michael Shannon que, além de ser péssimo ator, tem uma voz de taquara rachada e um corte de cabelo estilo Cebolinha! E por que diabos o sujeito quer tanto destruir a Terra? Bastava ele pegar o tal Codex com o Superman numa boa e ir para qualquer outro planeta que eles já haviam colonizado antes para reconstruir a civilização de Krypton. Afinal, nesta nova versão, Zod não tem motivos para ter ódio de Jor-El e querer se vingar de seu filho, como no original.

Zod e Cebolinha: separados no nascimento
 Entretanto, o que deixa esse "Homem de Aço" intragável são as infinitas cenas de ação e lutas, todas completamente exageradas e ridículas, sempre feitas em animação digital no pior estilo vídeo game. E a destruição causada por elas? A primeira briga entre o herói e alguns vilões simplesmente arrasa Smallville! E o ataque em Metrópolis, então? Dá pra imaginar que milhões de pessoas morreram não apenas por causa do raio que sai da nave de Zod (que literalmente destrói prédios inteiros), mas também da luta entre ele e o Superman! E tudo bem, ninguém fala nada sobre isso! Ah é, mas o Super salva a Lois Lane e um soldado! Para completar a orgia de nojeiras e insensibilidade, o nosso "herói" ainda mata o vilão quebrando seu pescoço! Que coisa bonita e edificante para as crianças verem, não?

Sei que muita gente vai dizer, com razão, que o Superman não passa de um porta voz da indústria cultural imperialista dos EUA e que, por isso, já passa valores deturpados desde o começo. Sim, é verdade. Não dá para negar isso (e nesse novo filme ainda chegam ao cúmulo de perguntar ao Superman com a sutileza de um elefante como poderão ter certeza que ele nunca vai trair os EUA, ao que ele responde: "Hey, fui criado no Kansas"!). Porém, mesmo assim, quando você assiste ao primeiro "Superman" com o Christopher Reeve existem muitos valores ali que podem ser serem benéficos para uma criança, como o fato do herói "nunca mentir", ser fiel aos seus amigos ou colocar sua própria vida em risco para salvar os seres humanos, que ele aprendeu a amar e respeitar. 

Mas neste novo filme nada disso está presente e as crises de consciência do herói são forçadas e tolas. E ainda tentam forçar paralelos entre o Superman e Jesus Cristo em uma cena patética em que ele vai se confessar numa igreja e no fato dele ter 33 anos também... Ninguém merece!

Dá até pena do coitado do Henry Cavill (que esteve na série "Os Tudors") que é bonitão e tem pinta de Superman, mas é um ator por demais limitado para tentar dar algum sentido a um personagem ilógico num filme completamente sem eira nem beira como esse. Se não bastasse tudo isso, o filme é mal feito, tem uma fotografia péssima (toda esmaecida e granulada como é a moda agora dos supostos "ultra-realistas"), desenho de produção feio (algumas naves parecem besouros e outras ridículos pintos gigantes!) e edição picotada e truncada (nas cenas de luta mal conseguimos ver o que se passa).

Felizmente, esse lixo não está fazendo o sucesso esperado, o que significa que talvez não façam uma continuação ou ao menos vão ter que repensar os conceitos antes de aprová-la.

Cotação: ZERO 




Veríssimo detona os ex-esquerdistas

Conversões, por Luis Fernando Veríssimo 

Ninguém é mais direitista do que um ex-esquerdista. Talvez porque a desilusão com as promessas nunca realizadas da esquerda se misture com a necessidade do novo direitista de exorcizar seu passado, de se autopunir pela sua ingenuidade. 

Para repudiar o que era, o ex-esquerdista precisa arrasar o que era. Como está também arrasando o seu passado, a sua juventude e o tempo que perdeu acreditando em coisas como igualdade, solidariedade e a redenção da humanidade, não admira que sua crítica à esquerda seja tão ácida. 

Está lamentando a si mesmo, o que só aumenta sua raiva. O adágio, tão repetido, segundo o qual quem não é de esquerda até uma certa idade não tem coração e quem não é de direita depois não tem cérebro, equipara a migração da esquerda para a direita como uma conquista da sabedoria. Idealismo, crença em justiça social etc. seriam coisas que iríamos largando pelo caminho rumo à maturidade, junto com outras baboseiras juvenis. 

Não se tem notícia de uma migração ao contrário, de direitistas que voltam a ser esquerdistas, até como uma forma de recuperar a juventude. E esquerdistas que continuam esquerdistas apesar de já terem idade para se darem conta do engano são alvos prioritários do escárnio dos convertidos. Ainda têm coração, os inocentes. 

Os neoconservadores que levaram a política externa americana a sucessivos desastres nos últimos anos têm este nome porque muitos deles foram trotskistas na juventude. Abandonaram o internacionalismo trotskista e inauguraram o ultranacionalismo do “século americano”, e continuam influentes, mesmo sob o governo do Obama. 

Os ex-trotskistas odeiam o que foram um dia, e seu conservadorismo ativo é uma forma de expiação. Caso notório de conversão foi a do escritor John dos Passos, ex-comunista e autor de alguns livros memoráveis de crítica social, que acabou seus dias quase como uma caricatura de direitista americano, com bandeira na frente da casa e tudo. 

Para quem ainda se considera de esquerda, apesar das desilusões e de um coração combalido, o rancor dos convertidos tem seu lado positivo. Mostra que a esquerda ainda existe, logo chateia. Ou chateia, logo existe.

sábado, 20 de julho de 2013

O PiG e a corrupção do PSDB


Istoé aponta propinoduto tucano no metrô paulista

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Jornal da Cidade: Gangue aterroriza Itupeva!


Apesar da gritaria, Mais Médicos atrai 11 mil

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