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sábado, 21 de setembro de 2013

Veja também se atira na cova que ela própria cavou


 Assim como seus colunistas, a revista se juntou ao cortejo fúnebre de parte da imprensa brasileira, após a decisão do ministro Celso de Mello, que garantiu a alguns réus a primeira oportunidade de apelação na Ação Penal 470; na visão da Abril, que está de luto, a Justiça morreu e se curvou aos poderosos; internamente, Eurípedes Alcântara, editor da revista, dá um chilique contra a decisão do decano e afirma que ele "poderia ter poupado a inteligência das pessoas" ao dizer que juiz não cede a chantagens da mídia; na verdade, quem não teve a mínima inteligência foi Veja, ao fazer uma capa, na semana passada, que emparedava o decano e ameaçava até crucificá-lo se ele não obedecesse a revista
 
Ricardo Setti, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Rodrigo Constantino... um a um, os colunistas de Veja.com foram se juntando, na última quarta-feira, ao enterro simbólico promovido na Marginal Pinheiros, sede da Editora Abril, após a decisão do ministro Celso de Mello, que garantiu a alguns réus da Ação Penal 470 a primeira oportunidade de apelação. Na práticas, tais colunistas se atiraram nas covas que eles próprios cavaram.
 
Neste fim de semana, quem se juntou ao cortejo foi a própria Veja. A revista circula de luto, com a imagem da Justiça curvada e a data de seu obituário. Segundo Veja, o 18 de setembro de 2013 é a data da morte da Justiça no Brasil.
 
Internamente, o editorial "A Justiça falhou", do diretor Eurípedes Alcântara, pode ser definido como um chilique de uma criança mimada. O decano, afinal, mostrou independência e não sucumbiu à chantagem promovida por Veja uma semana antes, quando a revista ameaçava crucificá-lo, caso ele não votasse em linha com os interesses políticos da revista – que, repita-se, são políticos e nada têm a ver com o conceito de Justiça.
 
Nesta semana, Eurípedes passa recibo. "O ministro Celso de Mello poderia ter poupado a inteligência das pessoas ao insistir que o Supremo Tribunal Federal (STF) não pode ceder ao 'clamor popular' ou à 'pressão das multidões'. Claro que não pode. Tanto não pode que isso não precisa ser declarado". 

Na verdade, o diretor de Veja ficou incomodado com a aula magna do decano, proferida na STF, que teve como um dos capítulos principais a mensagem dirigida à mídia que tenta pautar e dirigir as decisões de uma suprema corte.
 
O 18 de setembro de 2013, na verdade, jamais será lembrado como a morte da Justiça no País. Não há um advogado, procurador, juiz ou estudante de direito que pensem de tal maneira.
 
A data poderá ser lembrada, talvez, como o obituário da própria Veja, que, tal qual seus colunistas, também se jogou na cova que ela própria cavou.

 

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