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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

“Só educação e fiscalização podem diminuir os acidentes de trânsito”

O secretário de Transportes, Dinei Pasqualini
37% dos acidentes fatais no trânsito ocorrem por avanço de sinal vermelho. Esse é um dos principais motivos que levaram a Prefeitura de Jundiaí a instalar 34 equipamentos de controle de conversões irregulares e avanços de sinal vermelho em diversos pontos da cidade.
 
A medida tem provocado polêmica entre os jundiaienses. Muitos reclamam que se trata de uma “indústria da multa” e que o poder público deveria investir em campanhas educacionais.
 
O secretário de Transportes, Dinei Pasqualini, defende a instalação dos equipamentos de controle e lembra que eles são resultado de um processo de licitação executado no governo anterior, em 2012.
 
Todavia, explica Pasqualini, os equipamentos não foram instalados antes porque a secretaria de Transportes concluiu que haveria necessidade de reestudar a localização desses equipamentos. “Além disso, eles só serão ligados no início de novembro após o término da semana do Trânsito e da campanha educativa que vai esclarecer a população sobre os motivos da instalação dos equipamentos”, enfatiza.
 
Não se trata de “indústria da multa”, garante o secretário. “Todo o dinheiro arrecadado com as infrações vai para uma conta especial que só pode ser usada para investimentos em educação, fiscalização ou segurança e é auditada pelo Tribunal de Contas do Estado”, explica.
 
Para o secretário, só um processo conjunto de educação e de fiscalização rigorosa vai poder diminuir as estatísticas que mostram que 95% dos acidentes viários são uma combinação de irresponsabilidade e imperícia. “O trânsito mata mais que assaltos. De cada 10 leitos de UTI, 4 são de origem em acidentes de trânsito. No ano passado, mais de 30 pessoas perderam a vida no trânsito na área urbana de Jundiaí e queremos diminuir significativamente esse número”, alerta.
 
Segundo Pasqualini, os equipamentos de fiscalização funcionarão das 6 às 22 horas. Em locais de maior perigo de assalto, eles poderão ser desligados mais cedo, as 21 ou até 20 horas.
 
Para tornar as ruas menos perigosas é fundamental reduzir a velocidade. “Esta é uma das ações que têm dado mais resultados na luta contra os acidentes de trânsito”, afirmou o superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Luiz Carlos Néspoli (Branco), durante a abertura da Semana Nacional de Trânsito e do lançamento do Programa de Humanização do Trânsito (PHT), da Secretaria Municipal de Transportes, com a campanha “Não Brinque no Trânsito”. O objetivo do programa é a educação e conscientização dos motoristas, por meio de palestras e campanhas educativas.
 
Estatísticas preocupantes
Os dados apresentados por Branco preocupam. O Brasil, relatou ele, está no topo da lista dos países com maior número de mortes no trânsito, com 23,4 mortes por 100 mil habitantes. Para se ter ideia, o Reino Unido tem 3,1 mortes por 100 habitantes. “Vivemos uma epidemia. É uma situação que exige providências urgentes”, alertou. E Jundiaí segue a tendência do País, com 22,2 mortes por 100 habitantes.
 
Apesar dos problemas, Branco mostrou algumas ações que têm mostrado bons resultados, como a redução da velocidade máxima permitida nas vias e a lei seca. Estudos comprovam que diminuir 10 km/h no limite de velocidade reduz 38% a taxa de acidentes. Em São Paulo, exemplificou Branco, depois que a Prefeitura reduziu a velocidade na avenida 23 de Maio, o número de acidentes caiu 28%. 

“Cidades que criaram programas com apoio de organizações não governamentais também estão tendo sucesso.” A palavra-chave, segundo ele, é “gestão”. “Envolve vontade política, organização, método e continuidade, que deve ultrapassar as gestões de governos.”

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