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sábado, 11 de maio de 2013

Demércio, da APEOSP Jundiaí: “PSDB acabou com a educação pública em São Paulo”


Os professores da rede estadual de ensino estavam em greve desde o dia 19 de abril. As principais reivindicações da categoria são por aumento real de salário e reposição das perdas, melhores condições de trabalho, implantação da jornada do piso, extensão das condições da categoria F para a categoria O (que hoje trabalham com contratos temporários e não tem direito algum), não à privatização do Hospital do Servidor, entre outras.

Os professores não tiveram sucesso em ter suas reivindicações atendidas pelo governador Geraldo Alckimin (PSDB) e tiveram sua manifestação na avenida Paulista reprimida com violência pela PM paulista na sexta-feira (9). Para Demércio de Almeida, Coordenador da Sub-Sede Jundiaí da Apeoesp, isso acontece porque não existe interesse por parte do governo em melhorar as condições do ensino público.

“Os governos do PSDB acabaram com a educação no Estado de São Paulo nesses 20 anos que estão no poder. Antes do PSDB a educação era melhor, não existia esse negócio de Progressão Automática, que gera uma indisciplina terrível nos alunos, eles tinham que estudar, tinham que ralar. Não existia essa violência absurda que temos hoje, inclusive dentro das escolas. O projeto do PSDB é o do Estado mínimo, da privatização, inclusive do ensino. Assim, eles vão acabando com tudo e daí dizem que não tem mais como tocar e que tem que privatizar. É um projeto ideológico”, enfatiza.

Para ele, os grandes meios de comunicação também ajudam nesse processo de destruição da escola pública. “A mídia defende e blinda muito bem os governos do PSDB, afinal eles ganham muito por meios de contratos nos quais esses grandes jornais e revistas são comprados pelo governo e enviados para todas as escolas. Para você ter uma ideia, nossa última manifestação fechou as duas pistas da Avenida Paulista e eles não deram uma única linha!”, indigna-se.

PM do PSDB agride professora indefesa
Segundo Demércio, um professor entra hoje na rede pública estadual ganhando apenas R$ 9,47 por hora e a categoria exige um aumento de no mínimo 36%. No Estado todo são 150 mil filiados à Apeoesp e em Jundiaí 2.700. Existem 70 escolas estaduais na região da sub-sede da Apeoesp de Jundiaí, que engloba também Campo Limpo, Jarinu, Itupeva, Várzea Paulista, Louveira, Morungaba e Cabreúva.

“Hoje faltam professores no Estado, muita gente está desistindo de dar aula e a procura de jovens pela profissão é cada vez menor. Nas escolas particulares existem salas com no máximo 20 alunos. Na rede estadual são 40 alunos por sala em média. As escolas estaduais estão virando depósitos de jovens, mais parecem prisões cheias de grades e portões trancados”, denuncia.

Na avaliação do coordenador da Sub-Sede Jundiaí da Apeoesp a segurança e a educação caminham juntas. “Porque nós trabalhamos diretamente com a população, com a molecada. Se você não valoriza a educação, você empurra o jovem cada vez mais para o caminho da violência, do crime”, conclui.

Demércio admite a greve dos professores tem um alcance limitado, pois gera apenas prejuízo político ao governo. “Quando um metalúrgico faz uma greve, por exemplo, o dono da empresa vai ter prejuízo. Já quando o professor faz greve, o governo tem lucro. Isso, infelizmente, dificulta a nossa luta”, lamenta.

A única maneira de reverter esse quadro, na opinião de Demércio, é colocando no governo um partido político que tenha um projeto diferente do PSDB, que valorize e invista na educação pública de qualidade. E essa luta começa em casa. “Os pais precisam se conscientizar que eles tem lutar por uma melhor educação para seus filhos. Não adianta joga-los na escola e achar que tudo está resolvido. Falta para muitos que votam no PSDB essa consciência política, infelizmente”, lamenta.

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