quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Bigardi Diz Que O Importante É A Unidade De Governo

O prefeito eleito Pedro Bigardi anunciou na tarde desta quarta-feira (28) o nome de mais cinco secretários e dos responsáveis pelo Procon e Cijun (Companhia de Informática).
O governo, na visão dele, “tem que ter uma unidade muito grande”.
Para Bigardi o mais importante é a unidade de governo e a capacidade de cada um dos escolhidos de trabalhar em equipe.
“Eu escolho pensando em equipe, mas eu também vou trabalhar para que esse trabalho em equipe aconteça de fato. Depende muito de mim também. O diálogo evita muitos conflitos.”
Secretários e Diretores anunciados hoje:
* Assistência Social: Marilena Negro
* Saúde: Dr. Cláudio Miranda
* Recursos Humanos: Mary Fornari Marinho 
* Planejamento: Daniela Camara
* Transportes: Dinei Pasqualini
* CIJUN: Gilberto Marcos Paulielo de Novaes
* PROCON: Adilton Garcia

- Do site OA Jundiaí

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Filmes: "Abril Despedaçado"

PRETENSÃO DEMAIS

Embora técnicamente brilhante, filme peca pelo excesso de maneirismos e pela falta de um final realmente forte e impactante

- por André Lux, crítico-spam

Depois do impressionante (e merecido) sucesso de CENTRAL DO BRASIL no mundo inteiro, o diretor Walter Salles resolveu adaptar para o sertão nordestino um livro de Ismail Kadaré que se passa nos Balcãs e narra a história de duas famílias rivais que se matam em nome da honra e do "olho por olho".

O roteiro narra o momento em que o filho mais velho dos miseráveis Breves (Rodrigo Santoro, que tem cara de tudo menos de nordestino miserável) tem que matar o assassino de seu irmão, perpetuando assim o ciclo de bestialidade e vingança que rege a vida deles. O único que se revolta contra isso tudo é o caçula (Ravi Ramos Lacerda) que é resposável por uma das melhores falas do filme: "Em terra de cego, quem tem olho o pessoal acha que é doido!".

Apesar da trama forte e pertinente (que poderia ter rendido um excelente paralelo com a vida moderna), os realizadores de ABRIL DESPEDAÇADO optaram por uma aproximação calculadamente fria, construída sobre emoções contidas e cenografia altamente estilizada. Tudo isso com um único motivo: preparar o caminho para o final que deveria trazer uma explosão de emoções, causando assim a redenção dos personagens e, de quebra, do espectador.

Infelizmente, Salles falhou na conclusão e com ele foi a pretensão de transformar ABRIL DESPEDAÇADO em um novo CENTRAL DO BRASIL, que era emocionante justamente por ser singelo e honesto. Aqui tudo é friamente calculado para parecer distante e árido, inclusive o sofrimento e a dor dos personagens. Se José Dumont dá um banho de interpretação no papel do patriarca dos Breves, homem duro e ignorante, o mesmo não se pode dizer do resto do elenco, onde o maior problema é justamente o impassível Santoro que falha em sua cena chave e compromete o filme deixando claro que ainda não tem condições de levar um roteiro desses nas costas.

Embora técnicamente brilhante, onde os destaques são a fotografia do mestre Walter Carvalho e a música de Antônio Pinto, ABRIL DESPEDAÇADO peca justamente pelo excesso de maneirismos e pela falta de um final realmente forte e impactante que justifique tamanha pretensão. Uma pena.

Cotação: **1/2
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