terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dilma, em Cuba, cala a boca do PiG

O vídeo traz entrevista coletiva concedida pela presidente Dilma Roussef que está em visita oficial a Cuba. Ela fala em Direitos Humanos, critica a imprensa e exalta o espírito cordial dos brasileiros.

Afinal, o PiG é contra ou a favor de Ditaduras?

Estranho.

A imprensa corporativa (que visa o lucro acima de tudo), vulgo PiG (Veja, Folha, Estadão, Globo, etc), que exige "democracia" em Cuba Socialista é a MESMA que clamou pelo golpe militar no Brasil em 1964 (o qual eles chamavam de "revolução" até ontem) e apoiou a Ditadura, dentro do sistema Capitalista, que o seguiu por 21 anos.


É a mesma imprensa que chamava Mubarak de "Presidente do Egito" (só começou a chamá-lo de Ditador quando ele já estava para ser deposto por uma revolução popular). Detalhe: a Ditadura de Mubarak, que durou 3 décadas, era Capitalista.


É a mesma imprensa que NADA fala sobre a Ditadura dos Sheiks na Arábia Saudita (talvez a mais cruel Ditadura Capitalista do mundo atual).

Estranho, não? Ditadura Capitalista, tudo bem para o PiG. Ditadura Socialista, aí não pode?

Lição de história: A Cuba que Dilma visita

Aqueles que se preocupam com o sistema politico interno de Cuba, tem que olhar não para Havana, mas para Washington. Ninguém pode pedir a Cuba relaxar seus mecanismos de segurança interna, sendo vítima do bloqueio e das agressões da mais violenta potência imperial da história da humanidade.

- por Emir Sader, em seu blog

Assim que Fidel e seus companheiros tomaram o poder e o governo dos EUA acentuou suas articulações para tratar de derrubar o novo poder, a grande burguesia cubana e uma parte da classe média alta foram se refugiar em Miami. Bastava esperar que mais um governo rebelde capitulasse diante das pressões norte-americanas ou fosse irremediavelmente derrubado. Afinal, nenhum governo latinoamericano rebelde tinha conseguido sobreviver. Poucos anos antes Getulio Vargas tinha se suicidado e Peron tinha abandonado o governo. Os dois governos da Guatemala que tinham ousado colocar em prática uma reforma agrária contra a United Fruis – hoje reciclada no nome para Chiquita -, sofreram um violento golpe militar.

Como um governo cubano rebelde, em plena guerra fria, a 110 quilômetros do império, conseguiria sobreviver? Cuba era o modelo do “pátio traseiro” dos EUA. Era ali que a burguesia cubana passava suas férias como se estivesse numa colônia sua. Era ali que os filmes de Hollywood encontravam os cenários para os seus melosos filmes sentimentais. Era ali que um aristocrata cubano tinha importado Esther Williams para inaugurar sua casa no centro de Havana, mergulhando numa piscina cheia de champanhe.

Era em Cuba que os milionários norteamericanos desembarcavam com seus iates diretamente aos hotéis com cassinos ou às suas casas, sem sequer passar pelas alfândegas. Era ali que os marinheiros norteamericanos se embebedavam e ofendiam os cubanos de todas as formas possíveis. Era para Cuba que a Pan American inaugurou seus vôos internacionais. Era ali que as construtoras de carros norte-americanas testavam seus novos modelos, um ano antes de produzi-los nos EUA. Foi em Cuba que a máfia internacional fez seu congresso mundial no fim da segunda guerra, para repartir os seus mercados internacionais, evento para o qual contrataram o jovem cantor Frank Sinatra para animar suas festas. Em suma, Cuba era um protetorado norteamericano.

Os que abandonaram o país deixaram suas casas intactas, fecharam as portas, pegaram o dinheiro que ainda tinham guardado e foram esperar em Miami que o novo governo fosse derrubado e pudessem retomar normalmente sua vida num país de que se consideravam donos, associados aos gringos.

Há um bairro em Miami que se chama Little Havana, onde os nostálgicos ficam olhando para o sul, cada vez menos esperançosos de que possam retornar a uma ilha que já não podem reconhecer, pelas transformações radicais que sofreu. Participaram das tentativas de derrubada do regime, a mais conhecida delas a invasão na Baía dos Porcos, que durou 72 horas, mesmo se pilotada e protagonizada pelos EUA – presidido por John Kennedy naquele momento. Os EUA tiveram que mandar alimentos para crianças para conseguir recuperar os presos da invasão, numa troca humanitária.

Cuba mudou seu destino com a revolução, conseguiu ter os melhores índices sociais do continente, mesmo como país pequeno, pobre, ao lado dos EUA, que mantem o mais longo bloqueio da história – há mais de 50 anos -, tentando esmagar a Ilha.

Durante um tempo Cuba pode apoiar-se na integração ao planejamento conjunto dos países socialistas, dirigida pela URSS, que lhe propiciava petróleo e armamento, além de mercados para seus produtos de exportação. O fim da URSS e do campo socialista aparecia, para alguns, como o fim de Cuba. Depois da queda sucessiva dos países do leste europeu, a imprensa ocidental se deslocou para Cuba, instalou-se em Havana Livre, ficaram tomando mojitos e daiquiris, esperando para testemunhar a ansiada queda do regime cubano. (Entre eles estava Pedro Bial e a equipe da Globo.)

Passaram-se 23 anos e o regime cubano está de pé. Desde 1959, 10 presidentes já passaram pela Casa Branca e tiveram que conviver com a Revolução Cubana – de que todos eles previram o fim.

Cuba teve que se reciclar para sobreviver sem poder participar do planejamento coletivo dos países socialistas. Cuba teve que fazer um imenso esforço, sem cortar os direitos sociais do seu povo, sem fechar camas de hospitais, nem salas de aulas, ao invés da URSS de Gorbachev, que introduziu pacotes de ajuste e terminou acelerando o fim do regime soviético.

É essa Cuba que a Dilma vai encontrar. Em pleno processo de reciclagem de uma economia que necessita adaptar suas necessidades às condições do mundo contemporâneo. Em que Cuba intensificou seu comércio com a Venezuela, a Bolívia, o Equador – através da Alba -, assim como com a China, o Brasil, entre outros. Mas que necessita dar um novo salto econômico, para o que necessita de mais investimentos.

Necessita também aumentar sua produtividade, para o que requer incentivar o trabalho, de acordo com as formulações de Marx na Critica do Programa de Gotha, de que o principio do socialismo é o de que “a cada um conforme o seu trabalho”, afim de gerar as condições do comunismo, em que a fartura permitira atender “a cada um conforme suas necessidades”.

Cuba busca seus novos caminhos, sem renunciar a seu profundo compromisso com os direitos sociais para toda a população, a soberania nacional e a solidariedade internacional. Cuba segue desenvolvendo suas políticas solidárias, que permitiram o fim do analfabetismo na Venezuela e na Bolívia e o avanço decisivo nessa direção em países como o Equador e a Nicarágua.

Cuba mantem sempre, há mais de dez anos, a Escola Latinoamericana de Medicina, que já formou na melhor medicina social do mundo, de forma gratuita, a milhares de jovens originários de comunidades carentes todo o continente – incluídos os EUA. Cuba promove a Operação Milagre, que ja’ permitiu que mais de 3 mil latino-americanos pudessem recuperar plenamente sua visão.

Cuba é um sociedade humanista, que privilegia o atendimento das necessidades dos seus cidadãos e dos de todos os outros países necessitados do mundo. Que busca combinar os mecanismos de planejamento centralizado com incentivos a iniciativas individuais e a atração de investimentos, na busca de um novo modelo de crescimento, que preserve os direitos adquiridos pela Revolução e permite um novo ciclo de expansão econômica.

Aqueles que se preocupam com o sistema politico interno de Cuba, tem que olhar não para Havana, mas para Washington. Ninguém pode pedir a Cuba relaxar seus mecanismos de segurança interna, sendo vítima do bloqueio e das agressões da mais violenta potência imperial da história da humanidade. A pressão tem que se voltar e se concentrar sobre o governo dos EUA, para o fim do bloqueio, a retirada da base naval de Guantanamo do território cubano e a normalização da relação entre os dois países.

É essa Cuba que a Dilma vai se encontrar, intensificando e ampliando os laços de amizade e os intercâmbios econômicos com Cuba. Não por acaso o Brasil só restabeleceu relações com Cuba depois que a ditadura terminou, intensificando essas relações no governo Lula e dando continuidade a essa política com o governo Dilma.

Serra do Japi e PSDB: O trator e a mordaça

Esse trator da administração, que não respeita a vontade coletiva e arrasta, de forma autoritária, os entendimentos que impõe a sociedade, agora quer calar e submeter aqueles que gritam e atrapalham os desejos dos gananciosos que não respeitam nada e só pensam em engordar suas já recheadas contas.

- por Fábio Storari, em seu blog

Estamos vivendo um momento de grande importância nas questões ambientais por todo o mundo, e como não poderia ser diferente em nossa cidade, Jundiaí. Por todo lado vemos debates, seminários, eventos que tentam formular e apresentar soluções para minimizar os impactos causados no ambiente que vivemos. Teorias, estudos, experiências, porém de fato, de concreto, de ação positiva... muito pouco.

Chega de blá, blá, blá. Passou da hora de agir, de demonstrar com clareza e firmeza que estamos fazendo algo buscando a melhoria do nosso ambiente, sem subterfúgios, sem ficar buscando desculpas ou motivações que impeçam de fazer a coisa certa.

Por aqui, mais uma vez vemos a ganância ameaçar um patrimônio natural com índices de preservação satisfatório. Quando toda a sociedade quer a preservação do território da Serra do Japi, debate e compactua uma lei mais restritiva, que visa essa preservação e que deixa claro uma política pública para esse território, a ação da administração é contrária a esse interesse e com a desculpa de querer ouvir “os proprietários”, são apenas 2, recua e fica fazendo fumaça com essa história de seminário.

Hotéis, condomínios de luxo e loteamentos de alto padrão. Esse é o destino que nossa administração quer para o nosso patrimônio natural. Tratorado por interesses particulares de alguns, que inclusive fazem parte dessa administração, o interesse coletivo é subjugado de forma vil. Pior, querem amordaçar a sociedade civil que se organiza para mais um enfrentamento dessa injustiça. É o autoritarismo despótico velado dessa administração, que privilegia os interesses particulares de poucos em detrimento ao interesse coletivo de uma cidade, de uma região, do mundo.

Amordaçar é o ato de usar algo para impedir alguém de gritar ou falar, a mordaça é usada na boca e pode sugerir também um ato de dominação para quem coloca a mordaça e de submissão a quem é amordaçado.

Esse trator da administração, que não respeita a vontade coletiva e arrasta, de forma autoritária, os entendimentos que impõe a sociedade, agora quer calar e submeter aqueles que gritam e atrapalham os desejos dos gananciosos que não respeitam nada e só pensam em engordar suas já recheadas contas. É hora do levante, ou nos unimos e mostramos força contra esse trator, ou veremos nosso patrimônio natural ser espoliado mais uma vez, e aquilo que é de todos ser alocado ao patrimônio de alguns.

Sem trégua, queremos mais Serra do Japi, 80% de preservação já.

Rir para não chorar...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Revendo conceitos...

Esquerda no poder é isso!

Homofobia é estupidez

É ou não é?

Filmes: “Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres”

SUPERESTIMADO

História é um amontoado de clichês do gênero suspense policial só que embonecada para parecer profunda e erudita

- por André Lux, crítico-spam

O diretor David Fincher dá mais uma prova que está cada vez mais distante do brilhantismo que demonstrou em “Seven”, agora com esse superestimado “Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres”. O maior problema aqui é mesmo a história, baseada no livro escrito pelo suéco Stieg Larsson, que é um amontoado de clichês do gênero suspense policial só que embonecada para parecer profunda e erudita, assim como as obras de Dan Brown, de “O Código Da Vinci”.

O livro de Larsson já havia sido adaptado para o cinema na própria Suécia, mas não vi essa versão então não dá para comparar (quem viu garante que a original é melhor). Mas é muito estranho que Fincher tenha optado para fazer a sua versão da obra na mesma Suécia, só que usando atores estadunidense falando com um sotaque estranho. Por que não situar a ação nos EUA e mudar o enfoque?

Assim, assistimos ao jornalista feito por Daniel Craig (o atual James Bond, sem ter muito o que fazer) investigar o desaparecimento de uma menina que ocorreu há mais de 40 anos a pedido de seu tio (Christopher Plummer, que parece estar em todos os filmes ultimamente). Confesso que já matei a charada de cara, mas esperava algum tipo de surpresa no final – que não veio. A conclusão do mistério central é das mais banais, com direito até a psicopata dando explicações didáticas ao protagonista, só para dar tempo dele ser salvo. Para piorar, o filme ainda se arrasta por mais 20 minutos depois que o mistério é revelado numa subtrama que não tem qualquer impacto ou interesse, deixando a obra com mais de 2 horas e meia de duração!

Fala-se muito da atuação de Rooney Mara no papel da super investigadora meio punk, cheia de piercings e tatuagens, que é pintada como uma desajustada à beira da psicopatia, mas seu personagem é mal delineado e tem ações incoerentes. Como a sua súbita atração pelo jornalista que a deixa inclusive apaixonadinha, com direito até a cena de dor de cotovelo no final. Por causa dela também somos obrigados a assistir a duas cenas de estupro anal altamente repulsivas, filmadas com requintes de sadismo por Fincher, que não servem para nada na trama – exceto mostrar como a heroína é “fodona” e, claro, chocar as pessoas (coisa que todo cineasta metido a besta adora fazer).

A seu favor o filme tem uma excelente direção de fotografia de Jeff Cronenweth, que parece ter herdado o talento do pai Jordan Cronenweth (de “Blade Runner”). Mas é só. A mão pesada e pretensiosa de David Fincher, que cada dia parece estar mais enamorado pelo próprio umbigo, transforma “Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres” em uma experiência penosa, inclusive por causa da trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross, oriundos de um grupo pop chamado "Nine Inche Nails", que não passa de um amontado de sons atonais e ruidos experimentais que em nada contribuem para criar o clima de suspense e intriga almejado pelo diretor.

Misteriosamente, o filme está indicado para vários prêmios “Oscar” e vem recebendo ótimas críticas mundo afora, prova de que o prestígio de Fincher entre os membros da Academia de Cinema estadunidense e a maioria dos críticos segue inabalado... Até quando?

Cotação: * *

sábado, 28 de janeiro de 2012

Até quando vamos tolerar isso?

Retrato de um típico tucano "amante da democracia"


Andrea Matarazzo (PSDB), Secretário da Cultura de SP, tenta agredir manifestantes do Ato pró-Pinheirinho na inauguração da nova sede do MAC.

Secretaria de Segurança da Tucanolândia exalta "Revolução" de 64

"Classificar o golpe de 1964 de "revolução" no site oficial da Polícia Militar é altamente emblemático no que diz respeito a este governo do PSDB em São Paulo. Revela não só o caráter político do governador, mas também o caráter institucional de uma corporação instada, desde sempre, a agir como uma braço armado dos interesses privados locais, uma Gestapo do grande capital e de seus representantes mais mesquinhos, seja na indústria, seja na especulação imobiliária, como se viu na Cracolândia e na favela de Pinheirinho. Já passou da hora de as pessoas de bem de São Paulo, de quaisquer opiniões ou matizes ideológicas, varrerem essa gente para o lixo da História." - Leandro Fortes, jornalista da Carta Capital no facebook.


A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo exaltou o golpe militar de 1964 em uma seção na sua página oficial na internet. O golpe é tratado como uma “Revolução”, “desencadeada para combater a política sindicalista de João Goulart”. Em seguida, a SSP diz que, durante o golpe, “Força Pública e Guarda Civil puseram-se solidárias às autoridades e ao povo.”

Golpe de 1964 foi articulado pelas Forças Armadas para depor o governo legal de Jango, que chegou a Presidência após Jânio Quadros renunciar ao cargo em 1961.

A ditadura militar durou mais de 20 anos, matou civis e estabeleceu a censura, proibindo partidos políticos e prendendo e torturando os que se opunham ao governo.

A exaltação ao golpe militar apareceu em uma linha do tempo da seção institucional da página de SSP. A descrição do golpe aparece acompanhada de uma figura onde está representada uma marcha a favor da ditadura e o símbolo do comunismo sobreposto por um "x". Por volta de 18h50 desta sexta-feira (27), o ano de 1964 foi removido da página, como mostra a imagem.

Procurada pela reportagem do UOL, a SSP afirmou que "o texto relacionado ao ano de 1964 não reflete o pensamento da Secretaria da Segurança Pública e foi retirado do site."

Fonte: UOL

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Na Tucanolândia um em cada cinco mortos é vítima de PM

Deu na Folha de S.Paulo, panfleto tucano:

"Uma a cada cinco pessoas assassinadas na cidade de São Paulo em 2011 foi morta por um policial militar, estivesse ele em serviço ou não.

A informação é de reportagem de André Caramante, Afonso Benites e Evandro Spinelli, publicada na Folha desta quarta-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Levantamento feito pela Folha, com base nos dados da Corregedoria da Polícia Militar, revela que, das 1.299 pessoas mortas na capital paulista nesse período do ano passado, 290 foram atingidas por PMs --22,3% do total.

As 290 mortes cometidas por PMs são casos de "resistência seguida de morte" (229) e homicídios dolosos fora do trabalho (61). Essa é a maior média de mortos por PMs desde 2005, proporcionalmente ao total de pessoas mortas na cidade."

Sonsinha Francine e as fábulas da Tucanolândia...

São as pessoas da foto abaixo, vestidas com escudos e porretes de plástico e madeira, que a bibelô neoliberal de Serra chamou de "criminosos se aproveitando da situação e não pessoas comuns defendendo sua terra". Ou seja, segundo a lógica infalível da ex-comunista, bandidos comuns foram até o Pinheirinho e se vestiram dessa forma apenas para posar para fotos e se aproveitar da situação! Entenderam? Eu também não. Mas, tudo bem, na Tucanolândia fábulas como essa abundam mesmo...


Bibelô de Serra chama moradores do Pinheirinho de criminosos e aproveitadores

Soninha Francine, ex-petista, ex-comunista e atual boba da corte neoliberal, chama no twitter moradores do Pinheirinho de "criminosos se aproveitando da situação e não pessoas comuns defendendo sua terra" (só que em inglês, porque neoliberal só fala inglês, é mais chique né?).

A dondoca-bibelô do nefasto Zé Serra deve ter fortes conexões com o mundo investigativo para saber que TODOS os moradores do Pinheirinho não passam de criminosos e aproveitadores. Palmas para ela, que deu certo na vida!


Atualizado: São as pessoas da foto abaixo, vestidas com escudos e porretes de plástico e madeira, que a bibelô neoliberal de Serra chamou de "criminosos se aproveitando da situação e não pessoas comuns defendendo sua terra". Ou seja, segundo a lógica infalível da ex-comunista, bandidos comuns foram até o Pinheirinho e se vestiram dessa forma apenas para posar para fotos e se aproveitar da situação! Entenderam? Eu também não. Mas, tudo bem, na Tucanolândia fábulas como essa abundam mesmo...


Dilma: 'Pinheirinho é barbárie'

Em reunião fechada com representantes do comitê internacional do Fórum Social Mundial, Dilma Rousseff critica duramente ação policial contra sem teto em São Paulo. Segundo ela, governo federal negociava solução amistosa e foi surpreendido por despejo, hipótese que não tinha sido colocada concretamente. Ministra dos Direitos Humanos também condena violencia.

- André Barrocal, na Carta Maior

Porto Alegre – A presidenta Dilma Rousseff classificou de “barbárie” a operação de despejo de 1,6 mil famílias sem teto da área do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), no último domingo (22). Dilma comentou o episódio nesta quinta-feira (26) em reunião com cerca de 90 representantes do comitê internacional do Fórum Social Mundial, em um hotel na capital gaúcha.

A presidenta foi provocada a tocar no assunto pelo empresário Oded Grajew, ex-presidente do Instituto Ethos de Responsabilidade Social, segundo relato feito à reportagem por uma pessoa presente à reunião. O empresário entregou a Dilma um documento sobre direito à moradia escrito por entidades populares que atuam na área.

Em resposta, a presidenta criticou duramente o que aconteceu, embora, segundo este participante, não tenha culpado ninguém especificamente. “Pinheirinho é barbárie”, disse a presidenta de acordo com relato de um outro participante da reunião.

Segundo Dilma, o governo federal foi surpreendido, pois participava de negociações para um desfecho amigável e em nenhum momento a hipótese de despejo teria sido colocada concretamente – as outras autoridades na mesa de negociação eram de São Paulo e São José dos Campos.

A presidenta teria dito, porém, que apesar de discordar do que ocorreu, o governo federal não tem muito o que fazer, pois respeita as demais autoridades – no caso, o governo de São Paulo e a prefeitura de São José dos Campos, ambos comandados pelo PSDB, e a Justiça paulista.

Na véspera, depois de participar de uma atividade no Fórum Social Temático, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, tinha adotado a mesma posição de Dilma. Demarcou a posição diferenciada do governo federal, mas dizendo que se deve respeitar as instituições paulistas. “Nós da área dos direitos humanos somos naturalmente a favor de soluções pactuadas”, afirmou a ministra. “O governo federal ainda está aberto a negociar.”

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Record News mostra tragédia dos moradores do Pinheirinho após massacre da Gestapo do PSDB de Geraldo Alckmin

É difícil ver essa reportagem sem ficar com lágrimas nos olhos e uma profunda revolta no coração. Até quando vamos aturar isso em São Paulo?

Explicação do DAE deixa claro que não existe planejamento urbano em Jundiaí

Tubulação ia ser trocada "nos próximos dias".
Que azar ter chovido ontem, não?
O leitor Matheus Joanizio postou a explicação do DAE sobre a cratera em Jundiaí:

"A DAE acaba de enviar uma nota de esclarecimento para o Departamento de Jorhnalismo da Rádio Difusora. Acompanhe.

A DAE S.A. informa que devido ao volume e pressão de água, uma antiga adutora da avenida Antônio Pincinato, no Retiro, se rompeu e em poucos segundos criou-se um buraco no asfalto.

Essa adutora, de 400 mm, é feita em tubos de PVC, que não suportou a pressão da água. Essa adutora, que atende todo o vetor oeste da cidade, como Eloy Chaves, Medeiros, Jardim Teresa Cristina, Jardim Ermida e Fazenda Grande I, II e III, já está programada para ser desativada nos próximos dias.

A adutora será substituída por outra de ferro fundido, com 600 mm de diâmetro, já instalada na avenida. Além de mais resistente, a nova adutora foi instalada às margens da via.

A DAE informa ainda que este acidente foi um fato isolado. O motorista recebeu toda a assistência da empresa para minimizar os transtornos causados e será ressarcido de seu prejuízo.

A empresa já trabalha no local para tirar o rescaldo de água do buraco e assim avaliar o ocorrido. Para isso o fornecimento de água da região será interrompido. A previsão é que até o fim do dia o abastecimento esteja normalizado."


Quer dizer que eles já sabiam há tempos que os tubos não aguentavam a pressão da água e nada fizeram? Só vão fazer agora, depois da tragédia? Isso que é uma "cidade bem planejada", não? Que azar chover forte justo dias antes deles trocarem a tubulação...

Pinheirinho: artistas protestam em prêmio do governo de SP

E os tucanalhas tiveram que engolir...

Enquanto isso, na Tucanolândia...

Do perfil da Rádio Difusora no Facebook: "O carro continua na cratera na avenida Antonio Pincinato, no bairro do Retiro, em Jundiaí. O tráfego está sendo desviado na pista sentido Eloy Chaves, quem puder procure rotas alternativas".

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Até quando?

Estadão rosna contra o Pinheirinho

Quando os abolicionistas se rebelaram contra a escravidão, o Estadão defendeu o “direito sagrado de propriedade” dos senhores de escravo. Hoje, ele defende o direito sagrado de propriedade do banqueiro-bandido Naji Nahas e a ação fascistóide do tucano Geraldo Alckmin. O jornal não mudou nada neste longo período histórico!

- Por Altamiro Borges, em seu blog

O oligárquico jornal O Estado de S.Paulo, que na sua origem no final do século 19 publicava anúncios sobre a venda de escravos, considera a propriedade privada um direito sagrado. Ele nunca tolerou as greves ou protestos contra os proprietários capitalistas. Não poderia ser diferente agora no lamentável episódio da desocupação violenta dos moradores do Pinheirinho.

Em editorial, o Estadão manifestou o seu apoio à decisão da Justiça de São Paulo e à bárbara operação do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Para o jornal, os manifestantes é que provocaram o confronto – como se alguém gostasse de apanhar e de ver seus filhos desesperados, chorando. A truculência do Estadão não fica nada a dever à violência da PM de Geraldo Alckmin.

“Manchetes e visibilidade política”

“A desocupação de uma área de 1,3 milhão de metros quadrados em São José dos Campos, determinada pela Justiça estadual e realizada na manhã de domingo pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM), seguiu rigorosamente o roteiro elaborado pelos movimentos sociais para ganhar as manchetes dos jornais e obter visibilidade política”, afirma o repugnante editorial.

O jornal até cita que “a área pertence à massa falida da empresa Selecta”, mas não diz uma única palavra contra o Naji Nahas, o agiota que já foi preso e é acusado por crimes financeiros e outras maracutaias. A propriedade privada do bandido é “sagrada”. Já as 2 mil famílias carentes que ocuparam o terreno ocioso e irregular em 2004 são rotuladas de “invasoras”, “violentas”.

Famiglia Mesquita desrespeita as famílias

Elas seriam as únicas responsáveis pelas cenas de violência. “Para dificultar o acesso ao local, os invasores ergueram barricadas com paus, que depois incendiaram, e colocaram idosos, grávidas e crianças na primeira linha de resistência”. A fascistóide famiglia Mesquita realmente não merece ser tratada como família! Na sua defesa da propriedade, ela não respeita nem grávidas ou crianças!

O editorial é uma apologia da ação da polícia, que “empregou na operação um blindado, além de 220 viaturas, 100 cavalos, 40 cães e 2 helicópteros”. Já os movimentos sociais seriam oportunistas, que usaram a internet para divulgar o “massacre de pobres e desabrigados”. O jornalão também aproveita para elogiar o governador Alckmin e para atacar o PT e outras forças de esquerda.

A mentalidade do senhor de escravos

“Por trás desse lamentável episódio, estão dois partidos que há muito tempo se digladiam para desalojar o PSDB das principais prefeituras do Vale do Paraíba, região onde Alckmin iniciou sua carreira política. Um deles é o PT. Não foi por acaso que, entre as pessoas feridas com escoriações, uma se apresentou como assessor da Presidência da República... O outro partido é o PSTU”.

Quando os abolicionistas se rebelaram contra a escravidão, o Estadão defendeu o “direito sagrado de propriedade” dos senhores de escravo. Hoje, ele defende o direito sagrado de propriedade do banqueiro-bandido Naji Nahas e a ação fascistóide do tucano Geraldo Alckmin. O jornal não mudou nada neste longo período histórico!

A escolha do PSDB: o horror e a opção preferencial contra os pobres

Existem muitas explicações para a truculência, a desumanidade, a destituição do direito de cidadania aos pobres pelo poder público paulista.

- por Maria Inês Nassif, colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.

É o horror. Nada mais precisa ser dito para descrever a operação de despejo de Pinheirinho, em São José dos Campos, e a ação policial contra os usuários de crack no centro da capital, na chamada Cracolândia. Mas existem muitas explicações para a truculência, a desumanidade, a destituição do direito de cidadania aos pobres pelo poder público paulista.

A primeira delas é tão clara que até enrubesce. Nos dois casos, trata-se de espantar o rebotalho urbano de terrenos cobiçados pela especulação imobiliária. O Projeto Nova Luz do prefeito Kassab, que vem a ser a privatização do centro para grandes incorporadoras, vai ser construído sob os escombros da Cracolândia, sem que nenhuma política social tenha sido feita para minorar a miséria ou dar uma opção séria para crianças, adolescentes e adultos que se consomem na droga.

O terreno desocupado com requintes de crueldade em São José dos Campos, de propriedade da massa falida do ex-mega-investidor Naji Nahas, que já era de fato um bairro, vai ser destinado a um grande investimento, certamente. O presente de Natal atrasado para essas populações pobres libera esses territórios antes que terminem os mandatos dos atuais prefeitos, e o mais longe possível do calendário eleitoral. Rapidamente, a prefeitura de São Paulo está derrubando imóveis; a prefeitura de São José não deve demorar para limpar o terrreno de Pinheirinho das casas - inclusive de alvernaria - das quais os moradores foram expulsos.

Até outubro, no mínimo devem ter feito uma limpeza na paisagem, o que atenua nas urnas, pelo menos para a classe média, a ação da polícia. A higienização justifica a truculência policial. A "Cidade Limpa" de Kassab, que começou com a proibição de layouts na cidade, termina com a proibição de exposição da pobreza e da miséria humana.

A segunda é de ordem ideológica. Desde a morte de Mário Covas, que ainda conseguia erguer um muro de contenção para o PSDB paulista não guinar completamente à direita, não existe dentro do partido nenhuma resistência ao conservadorismo. Quando Geraldo Alckmin reassumiu o governo do Estado, em janeiro de 2011, muitas análises foram feitas sobre se ele, por força da briga por espaço político com José Serra dentro do partido, iria trazer o seu governo mais para o centro. A referência tomada foi o comando da Segurança Pública, já que em seu mandato anterior a truculência do então secretário, Saulo de Castro Abreu Filho, virou até denúncia contra o governo de São Paulo junto à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos.

O fato de ter mantido Castro fora da Segurança e se aproximado do governo federal, incorporando alguns programas sociais federais, e uma relação nada íntima com o prefeito da capital, deram a impressão, no primeiro ano de governo, que Alckmin havia sido empurrado para o centro. O que não deixava de ser uma ironia: um político que nunca escondeu seu conservadorismo foi deslocado dessa posição por um adversário interno no partido, José Serra, que, vindo da esquerda, tornou-se a expressão máxima do conservadorismo nacional.

Isso não deixa de ser uma lição para a história. Superado o embate interno pela derrota incondicional de José Serra, que desde a sua derrota vinha perdendo terreno no partido e foi relegado à geladeira, depois da publicação de "Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, Alckmin volta ao leito. O governador é conservador; o PSDB tornou-se orgânicamente conservador, depois de oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) e oito anos de posição neoudenista. A polícia é truculenta - e organicamente truculenta, já que traz o modelo militar da ditadura e foi mais do que estimulada nos últimos governos a manter a lei, a ordem e esconder a miséria debaixo do tapete.

O nome de quem faz a gestão da Segurança Pública não interessa: está mais do que claro que passou pelo governador a ordem das invasões na Cracolândia e em Pinheirinho.

Outra análise que deve ser feita é a da banalização da desumanidade. Conforme a sociedade brasileira foi se polarizando politicamente entre PSDB e PT, a questão dos direitos humanos passou a ser tratada como um assunto partidário. O conservadorismo despiu-se de qualquer prurido de defender a ação policial truculenta, de tomar como justiça um Judiciário que, nos recantos do país, tem reiterado um literal apoio à propriedade privada, um total desprezo ao uso social da propriedade e legitimado a ação da polícia contra populações pobres (com nobres exceções, esclareça-se).

Para os porta-vozes desses setores, a polícia, armada, "reage" com inofensivas balas de borracha à agressão dos moradores que jogam pedras perigosíssimas contra escudos enormes da tropa de choque. No caso de Pinheirinho, a repórter Lúcia Rodrigues, que estava na ocupação, na sexta-feira, foi ela própria alvo de duas balas letais, vindas da pistola de um policial municipal. Ela não foi atingida, mas duvida, pela violência que presenciou, das informações de que tenha saído apenas uma pessoa gravemente ferida daquele cenário de guerra.

Quem trabalha para o PiG o faz por opção, portanto que arque com as consequências!

Sinceramente, não tem coisa mais ridícula do que ver jornalista que trabalha no PiG querendo dar lição de moral quando algum coleguinha é hostilizado na rua por pessoas que não aguentam mais serem estupradas todos os dias pelas mentiras que publicam em seus veículos.

Quem trabalha para o PiG o faz por opção, ninguém o está obrigando. Então, que arque com as consequências, ora!

Eu sou totalmente contra a violência. Porém, veículos midiáticos que plantam a violência (como apoiar uma ditadura por 21 anos ou tentar derrubar todos os dias governos democraticamente eleitos), vão colher violência (inclusive contra seus funcionários).

Chega dessa hipocrisia ridícula de neguinho achar que só porque é reporterzinho de merda é ser humano superior, está acima do bem e do mal. Vão plantar batatas e se não estão contentes, procurem um emprego numa empresa decente. Até ser assessor de imprensa do Tiririca é mais honrado do que se prostituir para o PiG.

Organizações promovem ato contra "terrorismo de Estado"

Movimentos e organizações sociais promovem, nesta quarta-feira (25), em São Paulo, um ato contra a violência do Estado e a especulação imobiliária. Para as organizações envolvidas as ações realizada na Favela do Moinho, Pinheirinho e "Cracolândia" são exemplos de uma política repressiva.

A concentração para o ato, intitulado "Especulação extermina: basta de trevas na Luz e em São Paulo!", iniciarou às 8h, na Praça da Sé. De lá, os manifestantes sairam em caminhada para o Pátio do Colégio, onde estarão o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da cidade, Gilberto Kassab, por conta das comemorações do aniversário da capital paulista nesta quarta-feira. Em seguida, haverá um protesto em frente à Prefeitura. À tarde, estão previstas atividades culturais no bairro da Luz.

Em um manifesto, as entidades que promovem o ato denunciam o "terrorismo de Estado" promovido pelos governos estadual e municipal. Essa postura, de acordo com as organizações, se expressa em situações recentes como a falta de assistência aos moradores da Favela do Moinho, que perderam suas casas depois de um incêndio em São Paulo; a violência contra as famílias da ocupação urbana Pinheirinho, em São José dos Campos, interior paulista; e a repressão a dependentes químicos e moradores da região da Luz e Santa Ifigênia, no centro da capital paulista, a chamada área da "Cracolândia".

"Além de décadas de descaso por parte do poder público, estas regiões ganharam um novo elemento em comum: o terrorismo de Estado, que carrega consigo inúmeras denúncias de abuso de autoridade, racismo, violação de direitos humanos e tortura. Fica cada vez mais evidente que a política do governo paulista está calcada na militarização como instrumento de garantia dos lucros da iniciativa privada que a financia. Fica também cada vez mais claro que é hora de dizer BASTA", diz o manifesto.

Fonte: Brasil de Fato

Enquanto isso, na Tucanolândia...

Ricardo Boechat coloca o tucano Alckmin em seu devido lugar

‎"Governador Geraldo Alckmin! Não adianta ir pra missa toda semana rezar, falar com Deus, ler a Bíblia e ser na prática no mundo dos homens, alguém que faz isso com o semelhante. Procure na Bíibia que o senhor lê a passagem que lhe dá cobertura moral e ética pra fazer o que o senhor fez." (Ricardo Boechat na Rádio Band)




terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Há 100 anos estariam eles defendendo a escravidão também?

É de dar nojo ver gente falando em "direito a propriedade privada" para justificar o massacre dos moradores do Pinheirinho. É o tipo que, há pouco mais de 100 anos, estaria defendendo a escravidão dos negros, afinal naquela época ter um escravo também era "direito a propriedade privada", é ou não é? Impressionante como tem gente insensível e alienada neste mundo. Não cai a ficha de jeito nenhum!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Protógenes: "Em Pinheirinho (SP), presenciei atos de barbárie e violência comparados aos campos de concentração Nazista"

- do Blog do deputado federal Protógenes Queiroz

O deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP) esteve, neste domingo (22), em São José dos Campos (SP) para avaliar a situação dos moradores do Pinheirinho, despejadas pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para pagar dívidas do criminoso Naji Nahas, preso por Protógenes em 2008. O terreno do Pinheirinho foi ocupado há 8 anos onde viviam aproximadamente 1.600 famílias (cerca de 5.500 pessoas), segundo o censo da Prefeitura.

A desocupação foi antecedida de uma batalha judicial e conflitos dentro do próprio judiciário. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, negou liminar que pedia a validação da decisão da Justiça Federal, que impedia a desocupação da área. Com isso, o presidente do tribunal validou a desocupação, que ocorreu na manhã de domingo em meio a confronto entre policiais militares e moradores do local.

Segundo Protógenes, o “conflito judicial parece esconder algo de muito podre na disputa da área”. O parlamentar afirmou que “a desocupação violou princípios constitucionais: desde as garantias individuais e coletivas até o mais sublime dos princípios da função social da propriedade, posto que envolve a massa falida do criminoso Naji Nahas”… “Presenciei atos de barbárie e violência comparados aos campos de concentração Nazistas”, concluiu.

O deputado Protógenes lembrou matéria do jornalista Laerte Braga que qualifica Naji Nahas como “Um criminoso comum, bandido sem entranhas, com varias prisões, respondendo a inúmeros processos e sabidamente especulador, em manobras que envolvem o prefeito Kassab, o governador Alckimin, setores do Judiciário (onde há resistência de poucos juízes íntegros)”.

Protógenes destacou ainda a inconveniência da ação truculenta do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, já que o Governo Federal estava negociando uma saída pacífica para o conflito. O parlamentar disse também que qualquer desocupação deve acontecer no início da invasão, e não depois dela se tornar um bairro com milhares de famílias, comércio local estabilizado e igrejas.

Nem por esperteza, Alckmin demonstrou sensibilidade

Não se espere de Alckmin nenhuma sensibilidade social. Só um amorfo moral para ordenar as ações da PM contra familias indefesas, em nome da ordem - como se estivesse tratando com marginais do PCC.

- por Luis Nassif, em seu blog

É trágica a maneira como o PSDB joga pela janela oportunidades políticas.

A vulnerabilidade central do partido é a insensibilidade social. Mesmo no bem avaliado governo Aécio Neves, a crítica central era a falta de preocupação social. Em São Paulo, a arrogância administrativa, das decisões de gabinete, sem nenhuma preocupação em ouvir, planejar ações.

Aí o partido reune sua executiva para pensar o futuro. As únicas fontes de pensamento "novo" são financistas, exclusivamente preocupados em vender o peixe do mercado para o partido.

Curiosamente, foi Geraldo Alckmin o primeiro político de peso do PSDB a perceber a emergência de novos valores. Ainda na campanha, mostrou as vantagens de programas tipo "Minha Casa, Minha Vida" sobre o modelo autárquico do CDHU. Entendeu a importância da colaboração federativa. Percebeu a relevância de reduzir o estado de guerra com o professorado, praticar o relacionamento civilizado com prefeitura e lideranças de bairro. Até ensaiou algumas ações administrativas colaborativas, juntando várias secretarias de governo e a prefeitura.

De repente, surge a grande oportunidade: 6.000 pessoas morando em uma área de disputa jurídica. Não são aventureiros, não são invasores forçando a barra para conseguir imóveis para futura negociação. São famílias que se estabeleceram ao longo de anos, criando uma comunidade com velhos, crianças, mulheres, mães e pais de família, que levantaram suas casas em regime de mutirão, firmaram-se nos seus empregos, colocaram suas crianças nas escolas, criaram uma comunidade sem nenhuma ajuda do poder público.

Seria o momento máximo de inaugurar uma nova era. Um governador minimamente competente teria convocado a Secretaria de Assistência Social, o CDHU, a Secretaria da Justiça e da Defesa, a prefeitura de São José dos Campos, grandes empresas instaladas na região para um plano integrado destinado a encontrar uma solução para a comunidade de Pinheirinho.

Não se espere de Alckmin nenhuma sensibilidade social. Só um amorfo moral para ordenar as ações da PM contra familias indefesas, em nome da ordem - como se estivesse tratando com marginais do PCC. Mas considere-se que, para quem almeja vôos altos, o exercício da esperteza política é fundamental.

Tivesse tratado o caso com um mínimo de esperteza, Alckmin estaria inaugurando um conjunto habitacional. As televisões mostrariam imagens de crianças brincando nas praças do conjunto, velhos se aquecendo ao sol de São José, pais de família voltando para casa e encontrando os seus em segurança. Estudos acadêmicos, no futuro, analisariam uma comunidade viva, com relacionamentos construídos ao longo desses anos, com a solidariedade dos vizinhos de outros bairros, que se auto-organizou ao largo do poder público. E falariam do governador sábio que impediu que essa riqueza social - uma comunidade que se auto-organizou - se perdesse sob os tratores e os cassetetes da polícia.

No entanto, o que se viu foi um festival de fotos trágicas, de mães carregando filhos ao colo, chorando, tendo ao fundo as fogueiras provocadas por governantes imbecis. Fotos de batalhões da PM, com cassetetes, escudos, capacetes, enfrentando familias com crianças e velhos. E, como defensores das famílias, políticos do PSOL se legitimando junto a uma rapaziada que ainda acredita na responsabilidade social como fator de mobilização política.

Que as fotos das mães e filhos chorando as casas perdidas sejam uma maldição a acompanhar Alckmin pelo resto da vida política.


Até quando vai prevalecer a lógica do dinheiro grosso contra o povo miúdo?

Qual o sentido em se despejar violentamente cerca de 1.660 famílias pobres, que já estão construindo suas casas, que mal ou bem abrigam-se sob um teto e erguem uma comunidade, para depois cadastrá-las nas intermináveis filas dos programas de habitação social que para atende-las terão que adquirir ou desapropriar glebas, viabilizar projetos, contratar obras até , finalmente, um dia --se é que essa dia chegará-- devolver um chão e alguma esperança de cidadania a essa gente?

Mas, sobretudo, qual o sentido dessa enorme volta em falso quando o único beneficiário da ação policial violenta contra a ocupação de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), chama-se Naji Nahas, um especulador notório, preso em julho de 2008 pela Polícia Federal, na operação Satiagraha, junto do não menos notório banqueiro Daniel Dantas, ambos acusados de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro? Qual o sentido? O sentido é justamente esse, apenas esse: a supremacia do dinheiro grosso contra o povo miúdo.


(- editorial da Carta Maior; 2ª feira; 23/12/ 2012)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Jornalista Leonardo Sakamoto fala sobre o massacre da Gestapo do PSDB no Pinheirinho

- por Leonardo Sakamoto, jornalista, via facebook:

Conversei com juristas renomados sobre dúvidas de colegas jornalistas a respeito do caso da violenta reintegação de posse da área da comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos (SP). Então, vamos lá:

1) Ao receber uma ordem judicial que possa colocar em risco a vida de pessoas, o poder executivo tem o dever de não cumpri-la;

2) A Constituição Federal proíbe servidores públicos de cumprir ordens judiciais quando, para a sua execução, tenham que cometer excessos. Acima do interesse particular está sempre a proteção da dignidade humana. Como a ocupação era antiga, cai por terra a questão da urgência;

3) Ou seja, culpa do governo. Mas a Polícia Milita também não podia receber a ordem para paralisar a ação por parte da Justiça Federal. Teria que receber uma contraordem da esfera que deu a ordem de reintegração, a Estadual, seja da juíza ou do TJ-SP;

4) Considerando que há conflito de competência, a Justiça Estadual deveria ter suspendido a ordem dada, após pedido da Justiça Federal;

5) O conflito deve ser decidido pelo STJ ou STF. Até lá, como não havia urgência (os envolvidos aceitaram uma trégua), esperar seria o óbvio;

6) A desocupação nunca poderia ter começado em um final de semana, ainda mais em um caso antigo como esse;

7) Sobre a juíza que autorizou: a menos que se prove dolo, benefício próprio e interesses, enfim, ela não pode ser denunciada ou punida por autorizar a desocupação em um final de semana. Sobre o pedido federal, ela vai alegar que nao o recebeu oficialmente.

Alckmin e prefeito de São José não cumpriram acordo, diz Suplicy

- por Renato Rovai, editor da Fórum

Entrevistei o senador Suplicy e o deputado federal Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara Federal, que estavam negociando com o governo do estado no caso da ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos. Ambos me confirmaram que havia um acordo com o governador Alckmin e com o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury, para que se buscasse um entendimento nos próximos quinze dias e o Pinheirinho não fosse invadido pela Polícia Militar.

Como o acordo não foi cumprido, ao saber da invasão, às 6h30 da manhã, o senador Suplicy pegou seu carro e foi para o Palácio dos Bandeirantes. Chegou lá às 7h e foi atendido às 8h30 por Alckmin, que lhe disse que teve que cumprir ordem judicial. Suplicy ponderou que havia uma decisão federal em outro sentido e Alckmin lhe respondeu que a que valia era a decisão paulista.

Suplicy disse que como não é jurista, achou estranho, mas decidiu não discutir a questão e ponderou que essa não era a melhor solução. Alckmin lhe disse que tinha enviado muitos assistentes sociais para o local e que a ocupação seria “absolutamente pacífica”.

Antes disso acontecer, o senador, no entanto, afirmou que esteve em uma reunião na sexta-feira, no Fórum João Mendes, em São Paulo, que contou com a participação dos deputados estaduais Carlos Gianazzi (PSOL) e Adriano Diogo (PT) e o deputado federal Ivan Valente (PSOL).

Na ocasião ficou acertado com o juiz Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, responsável pelo processo de falência da Selecta, Jorge Uwada, administrador da massa falida, e Waldir Helu, advogado da empresa, que se esperaria 15 dias para que qualquer decisão fosse tomada.

O acordo teria sido protocolado no gabinete do presidente do Tribunal de Justiça, Ivan Sartori, e na frente de Suplicy o juiz Beethovem teria ligado para à juíza Márcia Loureiro e lhe informado dos termos acordados.

Marcia Faria Mathey Loureiro é da 6ª Vara Cível de São José dos Campos. Foi ela quem determinou a desocupação do Pinheirinho.

O relato de Suplicy tem nomes e sobrenomes. As pessoas citadas precisam se explicar.

Atualizando:

Acabo de ler esta nota no jornal O Vale, da região de São José dos Campos. Ela ajuda a entender ainda melhor o que aconteceu e confirmam a história relatada aqui pelo senador Suplicy:

Anteontem, a massa falida da Selecta S/A aceitou congelar por 15 dias seu processo de falência


A juíza da 6ª Vara Cível de São José, Márcia Mathey Loureiro, adiou seu parecer sobre a suspensão da ordem de reintegração de posse do acampamento do Pinheirinho.
Anteontem, a massa falida da Selecta S/A, dona da área e responsável pela ação que pede a retirada dos invasores da gleba, aceitou congelar por 15 dias seu processo de falência.
A intenção do acordo, homologado pelo juiz de falências da capital, Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, é adiar, pelo mesmo prazo, a reintegração de posse dos sem-teto.
No período, o governo federal, o Estado e o município poderiam avançar nas negociações sobre uma possível desapropriação da área.
O acordo, contudo, precisa ser referendado pela juíza de São José, que determinou a reintegração. Ontem, ela deixou o Fórum à noite sem despachar acerca da proposta.
Com isso, a ordem de reintegração de posse continua mantida, podendo ser cumprida a qualquer momento.

Ou seja, a juíza não assinou a acordo e pelo jeito sabia que o governo do estado, mesmo sabendo que o acordo existia, iria aproveitar essa brecha para mandar invadir a área. As coisas estão começando a ficar mais claras.

PSDB de São Paulo transforma PM em sua Gestapo particular!

"Eu espero, sinceramente, que essa invasão policial covarde e truculenta em Pinheirinho seja o baile da Ilha Fiscal do PSDB em São Paulo. Não é possível que o povo do estado mais rico do país, apenas para se alinhar a uma elite tristemente conservadora e racista, ainda vá votar nessas pessoas que aí estão. A PM de SP passou a ser uma perigosa Gestapo a serviço de um governo de inspiração fascista, comandado por um fanático religioso. Que haja gente no Judiciário local a serviço dessa elite degradante, não me surpreende. Minha surpresa será sempre em relação às pessoas pobres e excluídas que dão seu voto à essa direitinha predatória paulista."
- por Leandro Fortes, jornalista da CartaCapital










Ação covarde e ilegal no Pinheirinho

- Por Altamiro Borges

Das redes sociais chega a revoltante notícia de que soldados da Polícia Militar de São Paulo iniciaram a desocupação violenta do Pinheirinho, em São José dos Campos. Há depoimentos sobre o uso da tropa de choque e de helicópteros na repressão. O UOL-Notícias chegou a especular sobre três mortes no local. Os moradores foram pegos de surpresa, foram apunhalhados pelas costas numa ação traiçoeira e ilegal do governo tucano de Geraldo Alckmin.

Na sexta-feira, dia 20, o Tribunal Regional Federal – 3ª. Região suspendeu a ordem de reintegração de posse da ocupação. A decisão foi tomada pelo desembargador federal Antonio Cedenho, da 5ª Turma do TRF. Ele determinou ainda que a União passe a integrar o processo por conta do interesse do governo federal na área.

Com essa decisão, festejada pelos moradores, o processo seria deslocado da Justiça Estadual (da juíza Márcia Loureiro) para a Justiça Federal. Além disso, não caberia recurso às instâncias superiores, enquanto a turma de desembargadores do Tribunal não analisasse a decisão.

Essa deliberação revalidou a liminar concedida no dia 17 pela juíza substituta Roberta Monza Chiari momentos antes da execução da reintegração de posse pela Tropa de Choque da Polícia Militar. Nessa liminar, a juíza reconheceu o interesse da União no caso e citou ofício do Ministério da Cidade pedindo adiamento da reintegração.

A ação da PM de Alckmin na manhã deste domingo confirma a postura autoritária, fascistóide, dos tucanos. Exige a imediata repulsa dos setores democráticos da sociedade e a urgente solidariedade às milhares de famílias que ocupam há anos o bairro do Pinheirinho.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Filmes: "Matrix Revolutions"

A VINGANÇA DOS NERDS

REVOLUTIONS é só mais uma parte de um imenso e divertido quebra-cabeças, o qual caberá a você montar no final da projeção.

- por André Lux, crítico-spam

Verdade seja dita: temos que tirar o chapéu para a dupla de irmãos Larry e Andy Wachowsky. Ao contrário de todas as expectativas eles conseguiram fechar a trilogia MATRIX com chave de ouro. Chega até a ser ridículo tentar comparar REVOLUTIONS com RELOADED já que ambos são duas partes de um mesmo filme, tanto que o terceiro começa no exato ponto que terminou o segundo (recomenda-se vê-lo novamente antes de ir aos cinemas).

O mais incrível é o fato de terem conseguido encerrar tudo sem apelar para explicações didáticas ou soluções simplistas (vide o patético MINORITY REPORT, de Spielberg), evidenciando de forma cabal o que espectadores mais atentos já haviam percebido nos dois primeiros filmes: tudo que vemos na tela nada mais são do que peças de um imenso quebra-cabeças que vai se formando por partes, cabendo então ao espectador juntar tudo na última cena e dar sentido ao que viu.

O mais divertido é notar o quanto a maioria dos críticos e "entendidos de cinema" têm soterrado o filme com suas críticas ferozes e rancorosas simplesmente por não terem sido capazes de responder as perguntas que o filme levantou, ainda mais quando as respostas estavam desde o início na cara de todos e não em profundas masturbações mentais acerca dos mistérios do universo... Não há (nem nunca houve) enigmas terríveis a serem decifrados, muitos menos mensagens profundas e existenciais para serem levadas a "sério" - e, sinceramente, alguém que tenha considerado levar a sério um filme estrelado pelo simpático canastrão Keanu Reeves no papel de um ex-nerd-de-computador-que-virou-Messias tem que procurar ajuda médica!

Qualquer um que tenha prestado atenção às pistas jogadas pelos Wachowsky desde o primeiro filme vai perceber que tudo que acontece em REVOLUTIONS é exatamente o que previu o Arquiteto no final de RELOADED. Quer dizer, nem tudo, pois há um diferencial que a princípio parece pequeno, mas é fundamental para a compreensão da saga de Neo e o significado das ações que ocorrem à sua volta. O personagem Oráculo tem papel fundamental nisso tudo, é claro, e nem são necessárias grandes elucubrações para descobrir qual. Todavia, algum tipo de reflexão será exigida para que as peças do quebra-cabeça formem um todo coerente no final.

O problema todo com MATRIX e as expectativas geradas pelas continuações é que o primeiro filme fez mais sucesso por causa de seus efeitos visuais revolucionários e pancadaria generalizada regada à golpes de karatê brilhantemente estilizados, quando na verdade o que o tornava acima da média e o diferenciava de ser uma mera exibição de técnica e pirotecnia era justamente as entrelinhas da trama. Se pensarmos bem, o que de tão diferente tem o primeiro dos outros dois filmes? A história se fecha de maneira redonda? Será? Reveja MATRIX e reflita sobre o que Neo conseguiu no final, além de tomar consciência de seus poderes e ?destruir? o agente Smith (Hugo Weaving, excelente). Algo mais? Certamente que não.

É por isso que, vistos sob essa nova perspectiva (e com o apoio dos ótimos episódios de ANIMATRIX), os dois filmes seguintes tornam-se tão saborosos e fica fácil entender porque estão sendo massacrados pela crítica. Afinal, descobrimos que a história tinha uma continuação e, infelizmente, ela não era exatamente o que a maioria das pessoas gostaria: o típico confronto "bem x mal" no qual o primeiro prevalece onipotente sobre o segundo. Muito pelo contrário. Não é a toa, portanto, que o filme chama-se REVOLUTIONS.

Pior de tudo é ver gente dizendo que o filme faz sucesso porque as pessoas gostam de se achar burras. Nada mais longe da verdade, já que somente críticos e intelectualóides gostam de louvar filmes indecifráveis e sem nexo feitos por malas sem alça que são são tidos como gênios intocáveis por pessoas que preferem morrer a ter que admitir que não entenderam absolutamente nada que viram nos filmes ("não entendi, então deve ser genial", concluem). Já a maioria das pessoas gosta sabiamente é de entender tudo a que assiste. Pena que, devido à qualidade cada vez mais baixa dos filmes muitos simplesmente desaprenderam a pensar e refletir sobre o que veem na tela, acostumados que estão a receber tudo pronto no final de preferência com algum personagem explicando a trama durante uma narração...

Não é de se estranhar, portanto, que MATRIX REVOLUTIONS não está fazendo e nem vai repetir o sucesso do primeiro filme que, embora fosse tão complexo quanto os subseqüentes, ao menos tinha um final (pseudo) redentor e mais aceitável, o que apagava o fato de que a maioria simplesmente não tinha entendido quase nada até então. É por essas e outras que devemos dar os cumprimentos aos irmãos Warchowsky que, com REVOLUTIONS, firmaram afinal sua derradeira vingança contra aqueles que acham que meros nerds não teriam capacidade (ou direito) de criar algo novo e revolucionário, mesmo que para isso tenham bebido em diversas fontes das mais variadas origens e vertentes - mais do que nunca a saga de DUNA, de Frank Herbert, se faz presente na MATRIX (quem leu os livros certamente vai lembrar, por exemplo, do messias cego de Arrakis).

E se não bastasse tudo isso, ainda temos a chance de ver cenas de ação tensas e repletas de efeitos visuais exuberantes - felizmente as lutas protagonizadas por Neo são mais convincentes e dramáticas do que as redundantes de RELOADED. Digna de nota também é a majestosa música de Don Davis, que finalmente ganhou o destaque e a importância merecidas. Merece louvor também o papel de destaque que as mulheres têm no desenrolar dos eventos, bem como o fato do filme dar grande destaque aos personagens negros, geralmente relevados ao papel de meros coadjuvantes na maoiria dos filmes produzidos em Hollywood.

Ou seja: quem entrar no cinema esperando ver desvendados os mistérios da vida ou, ao contrário, receber explicações didáticas e herméticas vai obviamente ficar frustrado. Já quem está sendo capaz de seguir a trama sem se deixar levar pelo excesso de expectativas e está consciente da intenção dos autores desde o início (a qual ficou ainda mais clara e óbvia em RELOADED) vai certamente se divertir. Mesmo porque a palavra chave é exatamente essa: diversão. MATRIX nada mais é do que diversão de qualidade, repleta de ação, efeitos e citações ao pop contemporâneo, mas que de quebra faz pensar - mas não em bobagens pretensiosamente indecifráveis como o "sentido da vida" ou o "sexo dos anjos", mas sim na própria trama descrita no universo do filme.

Sinceramente, você quer mais do que isso num filme-pipoca? Então o problema é seu...

Cotação: * * * * ½
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