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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Veja, Folha e Globo contra você

Globo e Folha de S. Paulo fazem barricada para proteger Veja. É de dar calafrios quando essa turma se une. Onde estão as reportagens no Jornal Nacional citando a revista e a editora abertamente? Onde se escondeu o jornalismo "plural e independente" da Folha?

- por Marco Antônio Araújo, no blog do Provocador

O assunto é sério. Gravíssimo. E é hora de todo cidadão honesto ficar alerta. Os barões da mídia se uniram para que uma CPI não passe a limpo as relações criminosas do bicheiro Cachoeira e parte da chamada grande imprensa brasileira, principalmente a revista Veja.

O País não pode perder essa oportunidade de desmascarar aqueles que toda semana tentam mostrar nas bancas que são os reis da honestidade. Falam de ética, mas agem como traficantes da informação. Investigações da Polícia Federal já revelaram que a Veja, revista da família Civita, agiu como porta-voz do bicheiro, preso desde o final de fevereiro, e manteve com ele uma clara troca de favores.

A relação fere, no mínimo, qualquer princípio do bom jornalismo. Evidências mostram que a Veja se submeteu aos interesses do crime organizado, jogou a favor de um determinado grupo político por interesses desconhecidos e usou informações obtidas de forma ilegal para atacar seus inimigos.

O diretor de jornalismo da Veja em Brasília virou confidente, amigo íntimo, do bicheiro Cachoeira e de sua turma envolvidos até o pescoço com ações criminosas, como provam as centenas de ligações grampeadas com autorização judicial. Eles escolhiam até em qual parte da revista a informação "denunciada" seria publicada.

Quando as denúncias contra o senador Demóstenes Torres e seus negócios com o bicheiro Cachoeira ameaçavam trazer à tona toda sujeira, a revista dos Civita preferiu dedicar uma capa ao Santo Sudário. Bem diferente da cobertura dedicada ao Mensalão, que mereceu 27 capas desde maio de 2005. Repito: 27. Vinte e sete. No dia 18 de abril até ensaiaram tocar no assunto como matéria principal, mas fizeram com a palavra MENSALÃO impressa assim, em letras garrafais em meio a uma cortina de fumaça. Coisa que a Editora Abril parece conhecer bem.

Globo e Folha de S. Paulo fazem barricada para proteger Veja. É de dar calafrios quando essa turma se une. Onde estão as reportagens no Jornal Nacional citando a revista e a editora abertamente? Onde se escondeu o jornalismo "plural e independente" da Folha?

Querem proteger os que praticam um crime.

Na edição desta semana, a Veja tenta intimidar os parlamentares que podem investigar as ligações de Cachoeira com a revista. “Vou explodir”, avisa Cachoeira da prisão, de acordo com uma chamada no alto da capa. Em entrevista a revista, Andressa Mendonça, mulher do contraventor, diz que o marido pode revelar tudo o que sabe. E agora, Veja?

O mais importante agora é ver a coragem dos parlamentares para levar de fato Roberto Civita, o dono da Veja, a sentar-se em uma das cadeiras da CPI e encarar as perguntas daqueles que estão lá como representantes do povo. O mesmo povo que a Veja tenta enganar todos os fins de semana.

2 comentários:

Anônimo disse...

Se não fosse os blogs sujos nada disso viria a tona. Aqui na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul não foi publicada, nem dita uma única linha sobre essa imundície que envolve a Editora Abril. Pior. Quando contestados sobre seu silêncio os comentariastas do famigerado Grupo RBS limitam-se a latir a tese da Veja: tudo é cortina de fumaça para desviar do mensalão. Também afirmam que mesmo criminosos podem ser "fontes de informação". O engraçado é que com bem menos provas os mesmos comentaristas não tiveram tanto escrúpulo para cruxificar os ministros suspeitos de irregularidades, porque será?

Anônimo disse...

LEIA O QUE DEPUTADO E DELEGADO PROTÓGENES DIZ DA REVISTA VEJA!

O deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP) protestou, em 17/04/2012, no Plenário da Câmara dos Deputados, sua indignação com as matérias veiculadas nessa semana que tentam confundir a opinião pública. Primeiramente a revista semanal VEJA , na matéria "Eles querem apagar o mensalão", cita o deputado como ex-delegado da PF, mostrando sua irresponsabilidade de órgão de imprensa ao publicar noticias tendenciosas, pois o parlamentar é licenciado da Polícia Federal para exercer seu mandato. "Isso não é liberdade de imprensa. Não podemos confundir jornalistas com bandidos, ou ele é jornalista ou ele é bandido. Há um banditismo nessa revista semanal", declara Protógenes.

Outro veículo mencionado pelo parlamentar foi a revista ISTOÉ, onde o aponta, na reportagem "Dadá e o submundo dos grampos", como delegado aposentado da Policia Federal. "A mídia brasileira até me deu aposentadoria", ironiza o deputado. Na mesma matéria, ele é citado como parte da rede de apoio ao Dadá, devido as conversas gravadas pela PF. Protógenes esclarece que quando era delegado da Policia Federal se comunicava com o sargento da Aeronáutica, Idalberto Matias de Araujo, indicado pelas Forças Armadas, pois era chefe da Inteligência da Policia Federal.

Para finalizar, Protógenes reconhece a importância da matéria publicada essa semana pela revista Carta Capital "Na mira. Quem tem medo da CPI do Cachoeira?".
O deputado Delegado Protógenes responde às acusações de Veja
respeito da matéria “Eles querem apagar o mensalão”, da edição 2265, de 14/04/ 2012, página 78, gostaria de esclarecer que meu contato com o Sargento Idalberto Matias Araújo, o Dadá, apontado como integrante do esquema de contravenção conhecido como caso “Cachoeira”, deu-se exclusivamente à época da Operação Satiagraha, quando o mencionado oficial era o ponto de ligação entre o Serviço de Inteligência da Aeronáutica e a Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, onde eu era lotado.

Portanto, minha foto publicada num infográfico do contraventor “Carlinhos Cachoeira” (página 80 da citada matéria), encontra-se totalmente fora de contexto, insinuando de forma tendenciosa e faltosa com a verdade que integro um suposto esquema do referido empresário goiano.

Aproveito para esclarecer que o pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o possível envolvimento de parlamentares no chamado “Caso Cachoeira” é de minha autoria, fato em nenhum momento noticiado na reportagem.

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