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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Marcelo Tas não passa de um covarde cínico e hipócrita

Por tudo que fez e deixou de fazer no episódio da censura ao colega Rafinha Bastos, o sujeito mostrou que o caráter dele é feito de algo que ele realmente tem de sobra: bosta.

Marcelo Tas provou que é um bosta
- por André Lux, jornalista

Bom, vou dar meus pitacos na recente polêmica envolvendo o tal de Rafinha Bastos e seu afastamento do programa CQC da TV Bandeirantes.

Pra começo de conversa deixo claro que nunca assisti a esse programa e também nunca vi qualquer performance do Bastos. Mas, obviamente, acompanho pela blogosfera, pelas redes sociais e pelos sites independentes as polêmicas e os desdobramentos das grosserias que são apresentadas no programa comandado pelo Marcelo Tas.

Então posso dizer que tenho uma boa ideia do que se trata e, obviamente, concluo que é mais um exemplar de lixo televisivo disfarçado de "atração cômica" que, mais grave, ainda acha que tem caráter "politizador" só porque causa constrangimento público em políticos.

Também faço questão de deixar claro que nunca gostei desse Marcelo Tas. Desde a época em que ele aparecia em alguns programas da TV Cultura, sempre achei-o um sujeito metido a besta, pseudo-intelecutal, afetado em demasia e, acima de tudo, completamente sem graça. Enfim, é uma espécie de bobo alegre que se leva a sério e realmente se julga um gênio da comédia (bem sabemos que os verdadeiros gênios são intrinsecamente humildes).

Abrindo um parênteses, para mim o verdadeiro comediante é aquele que sabe, antes de mais nada, rir de si mesmo, que não se leva a sério e que nunca faz gozação usando um ponto de vista opressivo ou do opressor - exceto quando sua intenção é justamente ridicularizar o opressor. Estão aí Charles Chaplin, Jacques Tati, Peter Sellers e toda a gangue do Monty Phyton para não me deixar mentir.

Corta para a nova polêmica imbecil envolvendo um dos membros mais infames do programa CQC. Depois de proferir centenas de comentários preconceituosos, sexistas, agressivos ou simplesmente grosseiros contra, essencialmente, minorias (principalmente os gays), pobres e mulheres, o tal de Rafinha Bastos acabou sendo afastado do programa por mexer com quem não devia. Ou seja, disparou sua saraivada de baixarias contra uma celebridade e causou a fúria de quem é dono da grana. Assim, pauzinhos foram mexidos e os donos da TV Bandeirantes, que não rasgam dinheiro, acharam por bem "censurar" o playboy chegado num bullying.

Como bem frisou Gilberto Maringoni em seu artigo na Agência Carta Maior, "O integrante do CQC, que fez piada de péssimo gosto com Wanessa Camargo, já falara coisas piores. Agora mexeu com esposa de milionário, que ameaçou tirar anúncios da TV Bandeirantes. Ninguém classificou caso como atentado à liberdade de expressão. Já quando ministra condena comercial de lingerie machista, o coro é um só: “Censura”!"

Exatamente. Assim, o mesmo Marcelo Tas que vive dando xiliques contra uma suposta agenda de cerceamento da liberdade de expressão que faz parte do governo federal, primeiramente calou-se em relação à censura feita contra seu próprio colega de programa e certamente uma das suas principais atrações (lembrem-se que estamos falando da pessoa "mais influente do mundo", segundo o jornal The New York Times - eu fico aqui imaginando que tipo de pessoa se deixa influenciar por um idiota do tamanho de um Rafinha Bastos!).

Agora, questionado em um entrevista para um portal que não me lembro o nome, o bobo alegre do Marcelo Tas afirma que "é preciso fazer humor, mas com responsabilidade", enquanto condena o politicamente correto. No português correto isso significa uma só coisa: Marcelo Tas, o autoproclamado cavaleiro andante a favor da liberdade de expressão, saiu pela tangente e provou de forma cabal que não passa de um covardezinho cínico e hipócrita. Na hora em que tinha que realmente defender a liberdade de expressão (e de um colega de trabalho!), enfiou o rabinho entre as pernas e correu lamber as botas do patrão.

São em momentos como esses que uma pessoa mostra quem realmente é e de que é feito seu caráter. Por tudo que fez e deixou de fazer no episódio da censura ao colega Rafinha Bastos, o Marcelo Tas mostrou que o caráter dele é feito de algo que ele realmente tem de sobra: bosta.

13 comentários:

Anônimo disse...

Pegou pesado, mas quer saber: concordo com você.

Cybershark disse...

Assino embaixo!

Hector Salles disse...

"Que tipo de pessoa Rafinha influencia". Boa pergunta. A resposta é infortunamente, toda uma geração babaca, sem formação cultural e política. São os mesmos que se influenciam pelo PiG, que repetem os comentários em todos os portais de notícias, coisas do tipo : "tenho vergonha de ser brasileiro". Em seguida ao comentário do infeliz, uma turba de outros idiotas qualificam como gostei, concordo, etc. Basta lermos comentários do MSN, Yahoo, Folha-UOL, etc.

Odete disse...

É cômico!!! Como pode a "pessoa mais influente do mundo" acabar sendo subjugada pelo poder de um Milionário que não é a "pessoa mais poderosa do mundo". Então, me poupe!!! Balela esta história de classificar alguém como sendo o "mais isto, mais aquilo". Para mim, este Bastos é simplesmente um babaca entre tantos outros.

Odete disse...

Em tempo, esse Tas, idem. Apenas e tão somente um babaca (deslumbrado) entre tantos outros, que aBUNDAm na TV aberta deste país.

Elder Ferreira disse...

Quem fala o que quer ouve o que não quer.... palmas para quem entendeu....

Anônimo disse...

Muito bom este texto....não tiro uma vírgula. ESTÁ CORRETÍSSIMO.

debora disse...

Falou tudo, André!! Impressionante!!

Adilson disse...

Muito bem dito, Anfré. Postei um texto que vai de encontro ao que vc afal

abraços,

Adilson

M. Exenberger disse...

Fiquei arrepiado com o seu texto. Muito bom. Olha, cara, dá uma olhada no DVD do Rafinha. Você vai ver que ele não é esse horror que dizem. O cara só quer fazer rir. Agora, a covardia dos colegas dele foi de amargar.

Anônimo disse...

Pegou pesado mais falou tudo, cara! mais tenho que dizer que o cara tá adorando essa repercussão toda.

Flávio Soares disse...

O Rafinha Bastos não passa de mais um causador, e que de humorista não tem nada. O cara só queria se aparecer e conseguiu.
Não sei o que as pessoas vêem de inteligente no humor desse cara.

Já o Marcelo Tas é o pai dessas porcarias, que agora deu uma de Maluf (que ele tanto ataca) e lava as mãos que nada tem haver com o seu Pitta (Rafinha Bastos).

O único trabalho do Marcelo Tas que prestou até hoje foi o Professor Tiburcio, kkkkk.

Já o CQC é um programinha forçado, que até é assistível de vez em nunca, quando não se tem nada pra fazer.
Mas é ilusão que brincar de bullying com os políticos vai melhorar a situação do Brasil.

Alexandre Figueiredo disse...

Sempre assisto o CQC e gosto do programa, mas o Marcelo Tas realmente foi contraditório. Parece que teve receio de defender o Rafinha Bastos e perder o emprego também.

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