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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Trolls descarregam frustações na internet

Na internet, as pessoas fazem um rebaixamento de sua autocensura. Isso permite que suas frustrações e questões mal resolvidas venham à tona. Simplificando, os internautas deixam de lado o bom-senso e partem para a agressividade gratuita, ou seja, a “trollagem”. O adepto da prática é o “troll”.

- Por Vinicius Aguiari, INFO Online


São Paulo - Quando publicou o videoclipe da música “Friday” no YouTube, em fevereiro deste ano, a adolescente americana Rebecca Black não imaginava que seria vítima da maior “trollada” já realizada na internet até então.

Duas semanas após explodir na web, o vídeo atingiu a marca de 37 milhões de visualizações. Porém, “Friday” foi apontada pelos usuários como a pior música já publicada no site de vídeos.

Mas o que justificava tamanha ira dos internautas, que dedicaram centenas de comentários negativos contra a música da jovem de apenas 13 anos?

Para a professora do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP, Rosa Farah, a interação sem a necessidade de presença física proporcionada pela web abre as portas para esse tipo de comportamento.

“Na internet, as pessoas fazem um rebaixamento de sua autocensura. Isso permite que suas frustrações e questões mal resolvidas venham à tona”, explica ela. Simplificando, os internautas deixam de lado o bom-senso e partem para a agressividade gratuita, ou seja, a “trollagem”. O adepto da prática é o “troll”.

A palavra “troll” ainda não foi incorporada por dicionários de línguas como o Merriam-Webster, que já incluiu “twit” e “social media” entre os seus verbetes. De acordo com o Urban Dictionary, que agrega gírias das ruas e do mundo online, “troll” é o usuário que “posta uma série de mensagens provocativas ou depreciativas em um grupo de discussão ou comunidade a fim de causar o maior nível de perturbação possível”.

“Eu faço por diversão. Gosto de ver a reação dos autores da publicação e a forma que outros usuários reagem nos comentários”, diz o estudante de engenharia cartográfica A. F., de 22 anos.

Porém, internautas como ele precisam ficar atento à tênue linha que separa a trollagem do ciberbullying. Segundo uma pesquisa da universidade britânica Anglia Ruskin, 18,4% dos jovens do país, com idade entre 11 e 19 anos, afirmaram já terem sofrido algum tipo de coerção na rede.

De toda forma, a vítima de um troll vai precisar encontrar uma forma de se proteger. Em alguns casos, o usuário pode se defender por meio da argumentação. Em outros mais sérios, o melhor é fazer uma denúncia à polícia ou ao ministério público.

No caso de Rebecca, ela se manteve indiferente, os usuários do YouTube continuaram a trollar e o vídeo de “Friday” chegou a marca de 167 milhões de visualizações.

Foi quando a produtora da cantora, a Ark Music Factory, especializada em produzir webhits, decidiu retirar o clipe do ar. Em seguida, ele voltou no Vevo, braço do YouTube que paga os artistas por suas canções. Para a Rebecca, a trollagem serviu apenas como um “falem bem ou mal, mas falem de mim” a caminho do sucesso.

9 comentários:

Cybershark disse...

Desta vez eu discordo de quase tudo, Lux. As "trolladas", se feitas de modo lúdico, despretensioso e dentro dos limites do jogo limpo (ou seja, não valem aqueles racismos e machismos dos CQC boys e assemelhados, ou invasão de privacidade, por exemplo) pode ser divertido e uma ótima válvula de escape para que as pessoas sejam mais espontâneas e menos amordaçadas em comportamento. O tal "rebaixamento da autocensura" que rola na net pode trazer consequencias ruins, mas tb algumas muito boas.

Aproveito pra deixar uma provocação. Sempre que você reclama de "trolls", exceto em algumas ocasiões realmente pertinentes, me parece rolar uma puta incoerência da sua parte. Afinal, o TUDO EM CIMA é um blog "troll" por excelência, tira sarro de muita gente (famosos ou não), rola até auto-gozação da sua parte, charges pra fazer piadas com usuários que comentam, etc. Pra citar só o exemplo mais óbvio, tem aquele artigo "Ria dos críticos". Mais "troll" que aquilo, impossível.

Eu acho esse lado francamente sarcástico do blog bem divertido e sua espontaneidade foi justamente uma das coisas que mais me chamaram a atenção em você desde a sua fase no E-pipoca. O problema é quando você mistura alhos com bugalhos e parece que condena nos outros uma postura que, além de inofensiva (quando usada dentro dos limites já citados acima), ainda por cima é sua marca registrada!

André Lux disse...

Pra mim, sátira e gozação nada tem a ver com trollagem, até porque a definição de troll é aquela pessoa que entra em discussões e caixas de comentários para postar agressões gratuítas só para desviar o foco dos debates. O Serra usou muito disso nas eleições do ano passado e muitos desses trolls ainda estão na ativa nas redes sociais.

Cybershark disse...

Pelo que notei no texto que vc postou, a galera estava justamente se limitando a "sátira e gozação" com a tal cantora juvenil estadunidense. Bem semelhante a que você fez, por exemplo, com jogadores de futebol da seleção canarinho em 2006. Sem querer, você caiu numa contradição daquelas...

André Lux disse...

Respeito sua opinião, porém discordo frontalmente dela.

Cybershark disse...

Ah, esqueci de comentar uma coisa importante. Tem algo que eu concordo no texto aí postado: "(...) a vítima de um troll vai precisar encontrar uma forma de se proteger. Em alguns casos, o usuário pode se defender por meio da argumentação. Em outros mais sérios, o melhor é fazer uma denúncia à polícia ou ao ministério público."

Ou seja, no caso dos mercenários virtuais do Serra, caberia a nós entender que vale a pena ou argumentar, ignorar ou - em casos mais extremos (tipo racismo, homofobia) - denunciá-los p/ polícia. Não tem segredo. O que não dá é misturar alhos com bugalhos e colocar as agressões dos paus mandados do Chirico no mesmo caldeirão que os comentários satíricos de videos do Youtube.

Cybershark disse...

Tá, mas tu discorda pq? Fiquei curioso. Algum problema em satirizar vídeos de cantores no Youtube - ou jogadores de futebol e críticos de cinema? Eu, sinceramente, não consigo ver empecilho nenhum...

André Lux disse...

Trollgem é sinônimo de agressão (geralmente anônima). Sátira, crítica e gozação são coisas bem diferentes.

Cybershark disse...

A fronteira pode ser bem tênue e subjetiva, a não ser que vc se prenda a questão do anonimato. Continuo não vendo diferença entre o que você fez com os jogadores e o que fizeram com a cantora do Youtube...

Sem falar que te acusaram de "cyberbullying" naquele episódio do Boris Casoy com os garis, lembra? Hahahahaha!

André Lux disse...

O caso do Borys Casoy é bem óbvio: aqueles que tentaram defender a atitude preconceituosa dele foram duramente criticados e, fazendo-se de vítimas, reclamaram de cyberbulling. Coisa típica dos leões de chácara da direita.

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