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terça-feira, 7 de junho de 2011

Depois de três semanas de crise, Palocci cai

Antonio Palocci não é mais o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República. De condestável do governo Dilma, passou a ser nas últimas três semanas fator de desestabilização, com as acusações de enriquecimento ilícito e tráfico de influência formuladas a partir de uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, revelando o meteórico aumento do seu patrimônio.

Palocci entregou na tarde desta terça (7) carta à presidente Dilma Rousseff solicitando o seu afastamento do governo.

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Ele considera que a manifestação do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, que arquivou o pedido de investigação sobre as acusações, confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais no período recente, bem como a inexistência de qualquer fundamento, ainda que mínimo, nas alegações apresentadas sobre sua conduta.

Entretanto, chegou à conclusão de que a continuidade do embate político com o crescimento do clamor pela sua demissão poderia prejudicar suas atribuições no governo. Diante disso, preferiu solicitar seu afastamento.

Palocci coordenou a campanha eleitoral de Dilma à presidência e em seguida assumiu a equipe de transição. É a primeira baixa do alto escalão do governo da presidente. É a segunda vez que Palocci é afastado do governo depois de se envolver em crises políticas. Em 2006, ele deixou o cargo de ministro da Fazenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após o escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, que havia testemunhado sobre a frequência de Palocci a uma casa em que se faziam rumorosas festas às margens do Lago Paranoá, na capital federal.

Efetivamente, a permanência de Palocci à frente da Casa Civil tornou-se insustentável. Primeiro porque demorou a se pronunciar sobre o assunto. Segundo, quando o fez, nada esclareceu. Em duas longas entrevistas, uma ao Jornal Nacional, outra à Folha de S.Paulo, na sexta-feira passada (3), não deu explicações satisfatórias sobre o seu rápido enriquecimento. Recusou-se a revelar os nomes da clientela da sua próspera consultoria. Disse apenas que realizava atividade privada e prestava serviços de consultoria a empresas de diversos segmentos da indústria, de serviços, bancos e financeiras.

A oposição em crise, sem bandeiras e dividida, encontrou no caso Palocci a oportunidade de se relançar na cena política.

Mas o que tornou insustentável a sua permanência foi a falta de apoio entre as forças que compõem o governo Dilma.

Até mesmo o seu próprio partido, o PT, negou-lhe uma nota oficial de apoio. A reunião da semana passada da Comissão Executiva nacional petista foi palco de enorme celeuma, com alguns de seus membros pedindo a demissão do ministro. Figuras renomadas do petismo, como o ex-prefeito de Porto Alegre, Raul Pont, foram a público exigir a sua saída do importante posto que ocupava no centro do governo. O presidente do diretório estadual de Minas Gerais, Reginaldo Lopes, embora em termos mais amenos, foi na mesma direção.

Entre outros partidos de esquerda da base do governo, desde a semana passada era grande a preocupação com os prejuízos que a atitude de Palocci acarretava para o governo. Eduardo Campos (PSB) e Renato Rabelo (PCdoB) pediam explicações. Na 7ª reunião plenária do Comitê Central, realizada no último fim de semana (4 e 5), o PCdoB emitiu nota pública propondo uma solução rápida para a crise.

A Força Sindical, central de trabalhadores dirigida pelo PDT do deputado federal Paulinho e do ministro do Trabalho Carlos Lupi, fez pronunciamento enfático pedindo a demissão do ministro petista.

Nesta terça, apesar do arquivamento do pedido de investigação pela Procuradoria Geral da República, a situação de Palocci agravou-se com o crescimento de adesões à criação da CPI no Senado.

Da redação

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