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sexta-feira, 11 de março de 2011

Vídeo mostra como a TV e a propaganda fazem mal às crianças

5 comentários:

Cybershark disse...

Fui criado em família consumista, de classe média (até mais ou menos 2000 eramos da chamada "média baixa", depois melhorou um pouco) e vi bem de perto os efeitos corrosivos da publicidade, sobretudo na minha irmã. Criticar o capitalismo passa necessariamente por descer o sarrafo na mídia privada e em seu sustentáculo-mór, a publicidade. Na verdade, a primeira é lacaio da segunda.

Depois disso tudo, quando sai algum projeto vetando aparição de crianças em comerciais eles se fazem de vítima e batem o pé reclamando "liberdade de expressão". Já conversei pessoalmente com um publicitário sobre o assunto no ano passado e reitero: são a escória moral entre todas as profissões que estão aí.

Qualquer garota de programa (profissão injustamente discriminada, aliás) é moralmente superior aos "gênios" da propaganda. E tenho dito.

Cybershark disse...

Achei a versão integral!

Este documentário está dividido em 6 partes no YouTube:
PARTE 1:
http://br.youtube.com/watch?v=dX-ND0G8PRU
PARTE 2
http://br.youtube.com/watch?v=UkcVM0Vcwd0
PARTE 3
http://br.youtube.com/watch?v=eq0gqEeaNL8
PARTE 4
http://br.youtube.com/watch?v=2d0DWuZsAfM
PARTE 5
http://br.youtube.com/watch?v=88v1i9BXTS8
CRÉDITOS
http://br.youtube.com/watch?v=Oqk7uUnEurY

Anônimo disse...

ola, André, td bem? gostaria q vc fizesse um artigo sobre o uso diario q o PIG faz dos estratagemas de Schopenhauer, q vc acha? obrigado. Joao.

Cybershark disse...

TRAVESSURAS ANTI-ÉTICAS DA PIOR DAS PROFISSÕES
-
Finalmente consegui ver todo o documentário. O que observei foi uma análise pertinente e didática sobre como a pior profissão do mundo dá nó em pingo d'água para empurrar às crianças pseudonecessidades mercadológicas, principalmente nas indústrias da moda e de alimentos.

Já vivi bem de perto a realidade do consumismo patológico de classe média em casa. Eu mesmo fui criado para ser como uma das crianças do filme, com pleno amparo da mídia dos anos noventa e da ausência de pais em casa. Tive que aprender sozinho a romper com essa bolha consumista, o que comecei a fazer aos treze anos, em grande parte graças à descoberta da Internet (que, convenhamos, é bem mais democrática e plural que a televisão).

Vi com meus próprios olhos o efeito devastador que a propaganda causa também na escola, já que mais ou menos no final do meu ensino fundamental aconteceu o "boom" dos celulares pré-pagos, culminando numa disputa interna entre colegas de classe pra ver qual aparelho tinha mais funções - o que determinava quem eram os mais "descolados" e be aceitos da turma. Felizmente, naquela altura do campeonato eu já tinha me afastado desses tiques consumistas da industria de telecomunicações, porém é impossível não sentir um gosto amargo recordando essas memórias ao ver os relatos feitos sobre comerciais televisivos de celulares no documentário.

Outro acerto de 'Criança, a Alma do Negócio' é deixar para o final da projeção a solução mais plausível a ser apontada: a regulamentação do setor publicitário com intervenção estatal. Antes disso, os realizadores deixam claro que não caíram na velha armadilha de botar toda a culpa do consumismo infantil nos pais, argumento-clichê típico dos boçais e alienados. Passou da hora do governo limar a sanha dessa profissão cuja ganância, literalmente, não está pra brincadeira.

NOTA: * * * *

Dom Augusto disse...

Por experiência como pai, digo que o problema não é somente, nem principalmente a TV ou a propaganda, mas sim os pais. Televisão, computador/internet, jogos eletrônicos fazem parte da vida moderna e vão pregar mais ainda a vida das gerações futuras. Aqui o caminho não é evitar, nem permitir/liberar tudo, mas sim orientar, explicar o sistema manipulativo das mídias (de certa forma necessário para que ela - a mídia - exista/sobreviva no mundo de hoje. Não defendo isso. Só constato). É claro que uma empresa mente ou pelo menos exagera quando quer vender um produto e faz uma campanha publicitária. Isso é triste, mas é assim. Os bestas compram, os espertos ganham, já que vivemos num mundo dos espertos. Acho mais inteligente aceitar essa realidade do que negá-la, orientar as crianças, ensinando-as a ver o que está por traz das promessas de propagandas, embalagens coloridas, filmes em 3D e de alta resolução, etc. Eu sempre assisti televisão, DVDs, filmes em cinema juntamente com o meu filho. Os intervalos comerciais eu aproveitava para explicar a ele como a economia funciona, o alertava sobre as mentiras (por exemplo, quando uma propaganda mostrava um carro de brinquedo de plástico, sem motor, mas andando sozinho, o que não faz nenhum sentido), sobre os concursos e sorteios (expliquei a ele que a economia não dá nada para ninguém: se alguém ganha algo em um concurso/sorteio, é porque muitos pagaram para isso - e todos juntos pagaram mais que o valor do prêmio).

No momento em que os pais, por comodismo (alguns acham que a tv é uma babá), medo, falta de tempo (?) ou ignorância, deixam os filhos soltos, à vontade, sozinhos na frente da tv ou do computador, aí sim começa o problema. Isso é agravado quando os próprios pais têm um comportamento pouco crítico em relação ao consumo (sempre a última moda, sempre a TV mais moderna, sempre um novo celular - este normalmente cheio de funções que ninguém realmente precisa). Acho um absurdo como empresas tentam manipular nossos filhos, mas a culpa, me desculpem, não é só delas.

Na Alemanha, por exemplo, existe uma campanha chamada "Schau hin, was deine Kinder machen" (=Veja bem o que as suas crianças andam fazendo) - http://schau-hin.info/, alertando os pais exatamente sobre os perigos dos meios modernos de comunicação e sobre a sua responsabilidade sobre os seus filhos na utilização desses meios (também lá há o mesmo problema do abuso pelo setor econômico e de falta de orientação por parte dos pais).

Resumindo: tv, computador, propaganda fazem mal às crianças quando os pais se esquecem que é eles que são responsáveis por aquilo que seus filhos vêem, não vêem, fazem, não fazem, aprendem ou não aprendem. É claro que precisamos de leis e seria louvável se profissionais de mídia e mesmo a indústria trabalhassem de forma mais ética, mas não devemos nem podemos esperar até que isso aconteça. É nossa obrigação ensinar nossos filhos a lidar com essa realidade.

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