terça-feira, 30 de novembro de 2010

Aliados de Miguel Haddad (PSDB) impedem melhorias ao orçamento de Jundiaí

- por Durval Orlato, vereador do PT no blog Mais Jundiaí


É só alegria: aliados de Haddad derrubam emendas
que trariam benefícios para população de Jundiaí
O orçamento público municipal é um do mais importantes projetos que são votados pelos vereadores todos os anos. O prefeito Miguel Haddad deveria, quando da elaboração dele, fazer várias audiências públicas para depois enviar o projeto de lei para a Câmara Municipal. Não é o que ocorre.


Assim, é natural que os vereadores recebam demandas dos bairros e de segmentos sociais para fazer um ajuste no orçamento. Isso é feito por meio das emendas. Cada parlamentar apresenta estas emendas remanejando verbas daqui e dali para atender a população.


Muito bem, fiz quatro emendas: R$ 200 mil para asfaltar algumas ruas da Vila Municipal; R$ 200 mil para “bocas de lobo” na Vila Municipal; R$ 250 mil para cobrir a quadra do Centro Esportivo “Sororoca” e R$ 250 mil para subvenções a entidades assistenciais. De onde retirei os recursos? De uma previsão orçamentária feita pelo Prefeito Miguel Haddad, para a Secretaria de Comunicação Social, no valor de R$ 5,7 milhões para gastos com publicidade.


Estas emendas foram impedidas de se tornar benefício para a população, rejeitadas pela Comissão Mista da Câmara. Conheça os vereadores que rejeitaram estas emendas:


Paulo Sérgio Martins (PV)
Ana Tonelli (PMDB)
Antonio C. Pereira Neto, Doca (PP)
Fernando Bardi (PDT)
Marcelo Gastaldo (PTB)
Domingos Fontebasso (PSDC)
Gustavo Martinelli (PSDB)
Leandro Palmarini (PV)

Luto: Perdemos um dos grandes, Mario Monicelli

- por Rubens Ewald Filho, em seu blog


O diretor Mario Monicelli 
Dentre as grandes figuras do cinema italiano, é sempre comum se colocar Vittorio DeSica, Luchino Visconti e Federico Fellini como os três maiores nomes do neo-realismo e depois da comédia a La italiana.  Eu acrescentaria um quarto nome Mario Monicelli, especialmente popular no Brasil onde seus filmes fizeram muito sucesso (como Parente é Serpente, Quinteto Irreverente).


Agora chega a notícia da morte trágica dele, que aos 95 anos e até pouco tempo ainda fazendo filmes, suicidou-se pulando da janela de seu hospital em Roma, San Giovanni, onde se tratava de câncer na próstata terminal, abreviou seu sofrimento.

Monicelli era um senhor ranzinza, que não demonstrava na vida o humor de seus filmes (ele apareceu como ator simbolizando o cinema italiano como o velho que aparece ao final em Sob o Sol da Toscana, com Diane Lane, que finalmente a cumprimenta ao final do filme). Era um realizador brilhante de longuíssima carreira e mais uma enorme perda para o cinema.
Monicelli, Mario
(1915-2010). Os italianos (e Monicelli) foram um dos poucos povos a saberem rir de si próprios, de suas mazelas, suas vergonhas. Mas sempre de forma muito humana, muito sensível. Foi também dos poucos a saber como fazer a passagem do Neo Realismo para a Comédia à La Italiana.
Nascido em Viareggio, em 16 de maio, filho de um crítico teatral e jornalista Tommaso. Foi crítico de cinema desde 1932 e teve sua primeira experiência prática dois anos depois dirigindo com o amigo Alberto Mondadori, o curta Cuore Rivelatore. Estudava literatura e filosofia na Universidade de Roma quando se interessou por cinema, ganhando em 1935 um prêmio em Veneza por I Ragazzi della Via Paal, rodado em 16mm.
Poucos sabem que em 1937 dirigiu um primeiro longa metragem, Pioggia D’estate, usando o pseudônimo de Michele Badiek. Foi assistente de Gustav McCathy e a partir de 1949 formou com Steno uma dupla de roteiristas (e depois diretores) especializados em comédias.
Fez mais de 50 filmes como roteirista de Pietro Germi, Mario Soldati, Mario Camerini e outros. Quando se separou de Steno, em pouco tempo revelou seu talento com a sátira clássica Os Eternos Desconhecidos. Mas seus melhores filmes continuam a ser O Incrível Exército de Brancaleone,A Grande Guerra (Grande Prêmio em Veneza) e principalmente Os Companheiros, obra prima do cinema político, construído em cima de uma greve de operários. Concluiu Amici Miei depois da morte de Pietro Germi (1974).
Dentro da decadência do cinema italiano, foi um dos poucos cineastas a continuar a trabalhar, sempre com projetos ambiciosos. Ganhou o Leão de Ouro em Veneza pela carreira em 1991 e pelo filme A Grande Guerra. Também foi Melhor Diretor em Berlim, três vezes, por Pais e Filhos (1956),Carol Michele (1976) e Il Marchise del Grillo (1982). Foram indicados ao Oscar de filme estrangeiro, A Grande GuerraOs CompanheirosA Garota com a Pistola.
Também dirigiu para o teatro (Rosa, 1981; Gianni Schicchi, 1983), escreveu comédias (La Piccola Satzione di Campagna, 1950), realizou filmes para a TV e foi, ocasionalmente, ator (Sono Fotogênico, 1980.L’Allegro Marciapiedi dei Delitti, 1979). No Brasil, houve o inesperado sucesso de crítica e público da comédia de humor negro, Parente é Serpente (onde os filhos tentam se livrar dos velhos pais incômodos que insistem em não morrerem) o que possibilitou a estreia de seus dois filmes seguintes e demonstrou que ele não tinha perdido nada de seu talento.  Voltou a filmar com mais de 90 anos, com  Le Rose del Deserto. Planejava refilmagem de Brancaleone como curta –metragem (aparentemente concluído).

Luto: Morre Irvin Kershner, diretor de "O Império Contra-Ataca"


Kershner brinca com Darth Vader durante as filmagens de "O Império Contra-Ataca"
O diretor americano Irvin Kershner, conhecido por ter dirigido o segundo e melhor filme da saga Star WarsO Império Contra-Ataca (1980), morreu aos 87 anos em Los Angeles, informou sua neta, Adriana Santini, que vive em Paris.
Kershner, que além do clássico da ficção científica de 1980 também dirigiu Sean Connery como James Bond em Nunca Mais Outra Vez (1983) e Peter Weller em Robocop II (1990), morreu em casa depois de um tempo doente.
Nascido na Filadélfia, em 1923, Kershner trabalhou com música e fotogafia antes de começar sua carreira como cineasta.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cynara Menezes desmascara os "democratas de araque" da imprensa golpista brasileira

Disfarçados de defensores da democracia, estes “formadores de opinião” são carpideiras do regime militar. Quando se colocam nas trincheiras da “liberdade de expressão” contra o governo, na verdade estão a tentar salvaguardar o monopólio midiático de seus patrões, não por acaso beneficiados pela ditadura.


- por Cynara Menezes, jornalista da CartaCapital


Documento dos EUA chama de "golpe" o que houve em Honduras
Há uma revelação, entre as tantas que estão vindo à tona com a divulgação dos telegramas confidenciais das embaixadas dos Estados Unidos no mundo pelo site WikiLeaks, que me deixou particularmente satisfeita. Trata-se da admissão oficial pela diplomacia americana de que o que viveu Honduras em junho do ano passado foi um golpe de Estado. G-O-L-P-E, em português claro, como escrevemos em CartaCapital. Em inglês usa-se a palavra francesa “coup”. Ninguém utilizou o eufemismo “deposição constitucional” a não ser os pseudodemocratas locupletados em setores da mídia no Brasil.


É a mesma gente que, quando o governo Lula fala da intenção de regular a mídia, vem com o papo furado de que está se querendo cercear a liberdade de expressão. É o mesmo pessoal que ataca cotidianamente um líder democraticamente eleito e reeleito com palavras vis, mas que, ao menor sinal de revide verbal, protesta com denúncias ao suposto “autoritarismo”do presidente. Jornalistas, vejam só, capazes de ir lamber as botas dos militares em seus clubes sob a escusa de que a democracia se encontra “ameaçada” em nosso país.


Pois estes baluartes da liberdade de imprensa e de expressão no Brasil foram capazes de apoiar um regime conquistado pela força a pouca distância de nós, na América Central. Quando Honduras sofreu o golpe, estes falsos democratas saíram em campo para saudar o auto-empossado novo presidente Roberto Micheletti, que mandou expulsar o eleito Manuel Zelaya do país, de pijamas. Dizem-se democratas, mas espinafraram Lula e seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, por se recusarem a reconhecer um governo golpista. Quem é e quem não é democrata nessa história toda?


Não se engane, leitor. Disfarçados de defensores da democracia, estes “formadores de opinião” são na verdade carpideiras do regime militar. Choram às escondidas de saudades dos generais. Quando se colocam nas trincheiras da “liberdade de expressão” contra o governo, na verdade estão a tentar salvaguardar o monopólio midiático de seus patrões, não por acaso beneficiados pela ditadura. Dizem-se paladinos da imprensa livre, desde que seja aquela cevada pelas graças do regime militar. Não à toa, elogiam quem morreu do lado dos generais e difamam quem foi torturado e desapareceu lutando contra a ditadura.


As carpideiras do golpe se disfarçam sob a máscara dos bons moços, cheios de senso de humor “mordaz” (alguns humoristas de profissão, inclusive) e pretensamente bem formados intelectualmente. Mas não é difícil identificá-las: fique de olho em gente que diz que “todo político é igual”, que despreza o brasileiro com declarações do tipo “somos todos Tiriricas” e que prega o voto nulo nas eleições. Repare bem: prescindir do voto é abrir mão de ser cidadão. Na ditadura, não se votava, lembra? As carpideiras do regime militar tentam se conter, mas volta e meia se traem.


PiG chamava o "golpe"de "deposição constitucional"
É mais fácil reconhecer uma carpideira dos milicos em tempos de guerra do que de paz. Durante as eleições, foi só surgir a polêmica sobre a descriminalização do aborto que elas mostraram a verdadeira face, erguendo a bandeira da ala mais obscurantista da igreja católica. Com a invasão policial dos morros cariocas no fim de semana, a mais “tchutchuca” entre todas as carpideiras da ditadura teve a desfaçatez de postar no twitter: “E se o BOPE, a Polícia e as Forças Armadas, depois da operação no Rio, fossem limpar o Congresso Nacional?” Nenhum respeito às instituições: é dessa matéria que se fazem os golpistas.


Se foram capazes de colocar o presidente Lula, do alto de sua popularidade, em capa de revista com a marca de um pé no traseiro, é de se presumir que as carpideiras do regime militar não darão trégua a Dilma Rousseff. Já começaram por escarafunchar seu passado de guerrilheira. Que ninguém se engane, as carpideiras estão à espreita. Esperam um deslize qualquer de Dilma para tentar defenestrá-la. Estão louquinhas por uma “deposição constitucional” como a que houve em Honduras, porque jamais admitirão ser o que são: groupies de ditadores. Os papéis do Wikileaks deixam claro, porém, que nem os Estados Unidos se enganam mais com golpistas.


Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto "Jornal da Bahia", em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a "Folha de S. Paulo", "Estadão", "Veja" e para a revista "VIP". Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital.

Porque a entrevista de Lula aos blogueiros deixou os donos da mídia e seus jagunços tão nervosos

Eles perceberam que não são mais o único canal de contato entre os governantes e a sociedade. Às conquistas do governo Lula soma-se mais essa, importante e pouco percebida. E é ela que permite entender melhor o apoio inédito dado ao atual governo e, também, a vitória da candidata Dilma Roussef.

- por Laurindo Lalo Leal Filho, em Carta Maior
O blogueiro Renato Rovai contou durante o curso anual do Núcleo Piratininga de Comunicação, realizado semana passada no Rio, que a Veja andou atrás dele querendo saber como foi feita a articulação para que o presidente Lula concedesse uma entrevista a blogs de diferentes pontos do Brasil. Estão preocupadíssimos.
À essa informação somam-se as matérias dos jornalões e de algumas emissoras de TV sobre a coletiva, sempre distorcidas, tentando ridicularizar entrevistado e entrevistadores.
O SBT chegou a realizar uma edição cuidadosa daquele encontro destacando as questões menos relevantes da conversa para culminar com um encerramento digno de se tornar exemplo de mau jornalismo.
Ao ressaltar o problema da inexistência de leis no Brasil que garantam o direito de resposta, tratado na entrevista, o jornal do SBT fechou a matéria dizendo que qualquer um que se sinta prejudicado pela mídia tem amplos caminhos legais para contestação (em outras palavras). Com o que nem o ministro Ayres Brito, do Supremo, ídolo da grande mídia, concorda.
Jornalões e televisões ficaram nervosos ao perceberem que eles não são mais o único canal existente de contato entre os governantes e a sociedade.
Às conquistas do governo Lula soma-se mais essa, importante e pouco percebida. E é ela que permite entender melhor o apoio inédito dado ao atual governo e, também, a vitória da candidata Dilma Roussef.
Lula, como presidente da República, teve a percepção nítida de que se fosse contar apenas com a mídia tradicional para se dirigir à sociedade estaria perdido. A experiência de muitos anos de contato com esses meios, como líder sindical e depois político, deu a ele a possibilidade de entendê-los com muita clareza.
Essa percepção é que explica o contato pessoal, quase diário, do presidente com públicos das mais diferentes camadas sociais, dispensando intermediários.
Colunistas o criticavam dizendo que ele deveria viajar menos e dar mais expediente no palácio. Mas ele sabia muito bem o que estava fazendo. Se não fizesse dessa forma corria o risco de não chegar ao fim do mandato.
Mas uma coisa era o presidente ter consciência de sua alta capacidade de comunicador e outra, quase heróica, era não ter preguiça de colocá-la em prática a toda hora em qualquer canto do pais e mesmo do mundo.
Confesso que me preocupei com sua saúde em alguns momentos do mandato. Especialmente naquela semana em que ele saía do sul do país, participava de evento no Recife e de lá rumava para a Suíça. Não me surpreendi quando a pressão arterial subiu, afinal não era para menos. Mas foi essa disposição para o trabalho que virou o jogo.
Um trabalho que poderia ter sido mais ameno se houvesse uma mídia menos partidarizada e mais diversificada. Sem ela o presidente foi para o sacrifício.
Pesquisadores nas áreas de história e comunicação já tem um excelente campo de estudos daqui para frente. Comparar, por exemplo, a cobertura jornalística do governo Lula com suas realizações. O descompasso será enorme.
As inúmeras conquistas alcançadas ficariam escondidas se o presidente não fosse às ruas, às praças, às conferências setoriais de nível nacional, aos congressos e reuniões de trabalhadores para contar de viva voz e cara-a-cara o que o seu governo vinha fazendo. A NBR, televisão do governo federal, tem tudo gravado. É um excelente acervo para futuras pesquisas.
Curioso lembrar as várias teses publicadas sobre a sociedade mediatizada, onde se tenta demonstrar como os meios de comunicação estabelecem os limites do espaço público e fazem a intermediação entre governos e sociedade.
Pois não é que o governo Lula rompeu até mesmo com essas teorias. Passou por cima dos meios, transmitiu diretamente suas mensagens e deixou nervosos os empresários da comunicação e os seus fiéis funcionários, abalados com a perda do monopólio da transmissão de mensagens.
Está dada, ao final deste governo, mais uma lição. Governos populares não podem ficar sujeitos ao filtro ideológico da mídia para se relacionarem com a sociedade.
Mas também não pode depender apenas de comunicadores excepcionais como é caso do presidente Lula. Se outros surgirem ótimo. Mas uma sociedade democrática não pode ficar contando com o acaso.
Daí a importância dos blogueiros, dos jornais regionais, das emissoras comunitárias e de uma futura legislação da mídia que garanta espaços para vozes divergentes do pensamento único atual.
Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial).

Luto: Morre o ator Leslie Nielsen

O ator Leslie Nielsen morreu neste domingo (28) aos 84 anos em um hospital de Ft. Lauderdale, no estado americano da Flórida. O canadense teria morrido de complicações devido a uma pneumonia.


A notícia foi divulgada pela rádio canadense CJOB, com informações de um sobrinho de Nielsen. Nielsen foi um dos protagonistas do clássico "O Planeta Proibido", de 1956, no qual interpretou o capitão da nave espacial. Depois, estrelou "O Destino do Poseidon", de 1972.


Mas ator é lembrado especialmente por seus papéis cômicos em filmes como Apertem os cintos, o piloto sumiu!" (1980), "Corra que a polícia vem aí" (1988) – e as sequências "Corra que a Polícia Vem Aí 2½" (1991)" e "Corra que a Polícia Vem Aí 33⅓" (1994) –, "Drácula - morto, mas feliz" (1995), "Duro de espiar" (1996), "Mr. Magoo" (1997), além de ter participado da série "Todo mundo em pânico".

domingo, 28 de novembro de 2010

Entrevista de Lula a blogueiros também irrita o boneco de ventríloco da extrema direita de Jundiaí!

Hoje, por força de profissão, fui obrigado a ler o "Jornal de Jundiaí" pois saiu uma entrevista com o deputado estadual Pedro Bigardi, do PCdoB, recém eleito. O objetivo era conferir se a entrevista saiu na íntegra, sem manipulações ou distorções. 


Imagino que a jornalista que realizou a entrevista deve ter suado a camisa para fazer valer seu trabalho sem que o ilustre editor o detonasse. Pra gente ver que existem profissionais sérios mesmo nos piores lugares. Você pode conferir a entrevista do Bigardi neste link.


Claro que, tomado por uma incontrolável motivação sadomasoquista, aproveitei também para dar uma lida por  cima na coluna do boneco de ventríloco da extrema-direita local e dublê de editor do JJ, o famigerado Sindey Mazzaropi. Na verdade, eu tinha certeza absoluta que o sujeito que considera as pessoas participantes do benefício do Bolsa Família como "vagabundos que vivem às custas de quantos filhos a mulher conseguir parir na temporada de acasalamento" ia destilar sua conhecida finesse contra a entrevista histórica que o presidente Lula deu aos blogueiros de esquerda.


Dito e feito! O sujeito é mais previsível do que final de novela da Rede Golpe de Televisão. Pior que os textos dele são de uma indigência intelectual tão gritante que dá até desânimo ridicularizá-los. Parece coisa escrita por alguém do quinto escalão do Comando de Caça a Comunistas na época da ditadura militar que, por meio de uma máquina do tempo, surgem todo domingo na sede do "Jornal de Jundiaí".


Entre as bagaceiras que o sujeito vocifera está a velha ladainha de uma suposta "ameaça à liberdade de impresa" que as viúvas da ditadura militar bradam o tempo todo contra qualquer um que cheire a esquerda.


Na verdade, por trás de todo esse discurso mofado e hipócrita está uma única verdade: esses caras morrem de medo de, assim como ocorre em países comunistas como os Estados Unidos e a França, perderem o "direito" de difamar, caluniar, assassinar as reputações ou chamar de "fedidos" os inimigos de seus capos, que colocam à disposição deles um exército de advogados para protegê-los (sem os quais eles jamais teriam coragem de escrever o que escrevem). Liberdade de imprensa para eles é isso. O resto é "censura" e "ameaça à democracia".


No fundo, o que vale nisso tudo é perceber o desespero cada vez maior que toma conta desses ex-formadores de opinião que hoje testemunham o poder de manipular as mentes dos incautos diminuir a cada dia. A terceira surra nas urnas provou isso de forma cabal. E o legal é que nós, míseros blogueiros, fizemos diferença nesse processo todo. E essa é a pedra que mais dói no sapatinho de couro legítimo deles...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Entrevista de Lula a blogueiros faz PiG e seus jagunços estrebucharem de ódio!

Blogueiros entrevistam o presidente Lula. PiG e seus jagunços não gostaram.
Está muito engraçado acompanhar na blogosfera as repercussões que o PiG (que eu não compro nem leio) e seus jagunços estão fazendo da entrevista histórica concedida pelo presidente Lula aos blogueiros de esquerda. Os caras não estão se aguentando!

Os ataques são tão descarados e histéricos que até mesmo uma criança de 6 anos percebe que eles estão se mordendo de raiva. O mais engraçado é que há pouco mais de um ano o PiG nos ridicularizava ou simplesmente ignorava. Já de uns tempos prá cá, quando perceberam que nos tornamos uma pedra nos sapatos de couro legítimo deles ao ponto de até o candidato deles à presidência, o ignóbil Zé Pedágio, nos contestar publicamente, começaram a nos agredir com insinuações maldosas ou simplesmente chulas (como faz o porta voz da extrema direita de Jundiaí, o grotesco Sindey Mazzaropi, em seus patéticos editoriais dominicais).

Panfleto nazi-fascista dos Marinho tenta desqualificar os blogueiros que entrevistaram Lula.
O blogueiro Eduardo Guimarães, que participou merecidamente da entrevista, comentou os ataques em seu blog. "Não se viu algum desses grandes jornais dizer sobre o Estadão o que disseram Folha e O Globo – este, mais virulento, tratou de insultar o blogueiros, chamando-os de “chapas-brancas” e dizendo que o que fazem “não é jornalismo” – apesar de o centenário jornal paulista ter se engajado na campanha do candidato tucano". (leia o texto completo do Edu neste link).

Já o jornalista Renato Rovai, editor da revista Fórum, partiu para o deboche puro e simples: "Vou enquadrar essa matéria de O Globo e colocar na minha sala de trabalho. Tenho o maior orgulho de saber que eles acham que o que faço não é jornalismo. Se fosse o contrário, entraria em profunda depressão. Obrigado, O Globo".

Sinceramente, isso aí é pra fazer qualquer um chorar de rir! Valeu Pigaiada!

Alguns leitores da Veja batem papo tranquilamente...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Entrevista de Lula a blogueiros de esquerda causa ódio no PiG, seus jagunços e bobos da corte

Lula deu uma entrevista histórica a alguns blogueiros assumidamente de esquerda que, assim como eu, ajudaram a furar o bloqueio do PiG (Partido da imprensa Golpista) a favor do candidato da extrema-direita, o Zé Aborto, nas últimas eleições.

Essa atitude do nosso Presidente da República, obviamente, causou profunda irritação nos donos do PiG, seus jagunços amestrados e também nos bobos da corte neoliberal.

O panfleto tucano Folha de S.Paulo reclamou e causou estranheza na Secretaria de Imprensa da Presidência da República ao questionar sobre quando “exatamente os blogueiros pediram a entrevista com o presidente Lula e quando tiveram a resposta positiva. “Uma pergunta inédita. O Presidente já concedeu 960 entrevistas à imprensa ao longo dos dois mandatos. A Folha nunca teve a mesma curiosidade em relação a outras entrevistas do Presidente”, diz o Blog do Planalto.

Outro que ficou putinho da vida foi o pseudo-jornalista e dublê de DJ do Senado Ricardo Noblat, o Walter Mercado do panfletarismo anti-esquerda. Em seu blog, ele afirmou de maneira maliciosa que "avesso a entrevistas, presidente abre agenda para blogueiros chapas-brancas no palácio". Sim, Walter, nós somos mesmo chapas-brancas e não temos medo de assumir, coisa que você que também é chapa-branquíssima jamais faria, pois quebraria o "encanto" de que se trata de um profissional isento e imparcial que ainda engana meia dúzia de neonazistas e membros da Opus Dei.


Também ficou nervosinho com o fato o bobo da corte neoliberal Marcelo Tas, o ET de Varginha, o qual insinuou de maneira grosseira que a entrevista foi "um stand-up de Lula para claque de simpatizantes", sendo que em seguida entrega o ouro e demonstra o motivo de seu veneno: "Uma grande chance perdida, 'cumpanhero'".


O bobo da corte, sem querer, deixou claro o motivo de tanto ódio e revolta desse pessoal: o candidato deles, o Zé Bolinha de Papel, levou um pé na bunda da maioria da população do Brasil e, por causa disso, eles perderam a chance de serem convidados ao Planalto para entrevistá-lo!

Ou seja: é inveja pura e simples! Coitados, eu morro de dó! No frigir dos ovos a verdade é uma só. Parciais, chapas-brancas e partidários todos nós somos, à esquerda e à direita. A diferença é que nós ganhamos e eles perderam. E, como todos os mau perdedores, eles ainda estão fazendo biquinho...

Momento histórico: Entrevista de Lula aos "blogueiros sujos"!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

20 anos de PSDB no governo de Jundiaí: caos total no trânsito e depredação do meio ambiente!

Enquanto a especulação imobiliária deita e rola por toda a cidade a população tem de perder horas e horas em congestionamentos insolúveis, até esse momento. Esta é a cidade do novo século do prefeito interino Miguel Haddad.

- por CESAR TAYAR, no blog do Beduíno


Nem o PiG consegue esconder o caos no trânsito!
A cidade parou. As administrações do PSDB que se sucedem em Jundiaí se esforçaram ao máximo e finalmente conseguiram liquidar com o trânsito. Responsabilizarmos apenas o ex-assessor de Paulo Maluf e Secretário dos Transportes da prefeitura, Roberto Salvador Scaringella, seria simples demais. É claro que ele também tem culpa no cartório, mas vamos mais longe um pouquinho.

A última avenida construída em Jundiaí foi a Av. dos Ferroviários, há 22 anos, pelo então prefeito Walmor Barbosa Martins.

De lá para cá, nada. Por outro lado, nestes 20 anos de PSDB o que foi realmente feito no município foram as melhorias no entorno dos condomínios de luxo de propriedade dos coronéis da cidade. Esta ausência de grandes obras viárias resultou no caos total.

Ninguém consegue andar na maioria da cidade onde os principais gargalos são a Av. 9 de Julho e o trevo da Av. Jundiaí com a Rodovia Anhanguera. Uma lástima. Os motivos destes estrangulamentos são muito claros.

As obras inúteis e intermináveis da Av. 9 de Julho foram levadas a cabo para deixar a via mais bonita e moderna visando, entre outras coisas, valorizar o condomínio de alto luxo que será construído na Chácara Urbana onde morava a família Rappa. Este condomínio é de propriedade do presidente do PSDB local, Sérgio Del Porto.

Obras na Av. Nove de Julho: Antes e Depois
Caos no trânsito e destruição da fauna e da flora naturais da
cidade só para beneficiar empreendimento do presidente do PSDB?

Quanto ao trevo da Anhanguera, ao invés da prefeitura investir na reforma do túnel que passa embaixo da rodovia, gastou milhões de reais, da cota do PAC, na duplicação da Av. Adilson Rodrigues, continuação da Av. Jundiaí. Esta duplicação foi feita pelo fato de um certo ex-prefeito da cidade ser dono de 2 condomínios de luxo naquela região, um perto do Jardim Novo Mundo e outro na região do Gramadão. Além do dinheiro do PAC jogado pela janela ainda gastaram R$ 70 milhões no inútil SITU, dinheiro que poderia ser investido na expansão do sistema viário.

Então, meus amigos, enquanto a especulação imobiliária deita e rola por toda a cidade a população tem de perder horas e horas em congestionamentos insolúveis, até esse momento. Esta é a cidade do novo século do prefeito interino Miguel Haddad.

Obras da Av. 09 de Julho X Meio Ambiente

- do blog do Conselho de Meio Ambiente de Jundiaí (CONDEMA)

As obras da Av. 09 de Julho não estão sendo executadas conforme o Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre a Prefeitura de Jundiaí e a Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual.

É possível identificar um 'mosaíco' de intervenções, com gabiões em 90°, pedras sobrepostas, gabiões em 45°, além da intervenção com paralelepipedo e concreto já existente próximo ao viaduto da Av. Jundiaí.

Desta forma, fica claro a inexistência do planejamento adequado para a execução da obra que ao que tudo indica, não contemplará a ciclovia prometida, bem como o desinteresse do poder público em incluir os conselhos públicos nas discussões e decisões a respeito do desenvolvimento da cidade.

Jundiaí cresce, mas a que preço?

- por Durval Orlato, Vereador do PT de Jundiaí no blog Mais Jundiaí

Estão aprovadas na Prefeitura – dentre imóveis habitacionais, comerciais e industriais – 15 mil novas unidades. A maioria habitacional. Se nos próximos três anos estas construções estiverem prontas, teremos um crescimento e tanto (hoje são cerca de 90 mil imóveis na cidade). Mais gente, mais carros, mais consumo, mais utilização de leitos hospitalares, escolas e creches, trânsito, enfim... a cidade tem de crescer junto, ou na frente, se possível.

A maioria dos novos proprietários é das classes A, B e C porque as famílias das classes D e E terão poucas oportunidades. Muitos jundiaienses tradicionais verão seus filhos sem condições de morar na cidade de seus pais. É quase um 'apartheid imobiliário': os que têm condições financeiras vêm morar em Jundiaí. Os que não têm, vão para as cidades vizinhas. Mas é inegável que vamos receber o fluxo de toda a região para entretenimento, trabalho, comércio e outros. Estamos preparados?

A qualidade de vida, a considerar pelo desdém estratégico do atual prefeito Miguel Haddad (que já foi prefeito noutras duas oportunidades e é um grande “latifundiário urbano”), pode piorar daqui pra frente. Numa cidade rica como a nossa, uma das maiores economias do Estado, isso não poderia estar acontecendo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Coletiva com Lula: Vitória dos blogs sujos!

- Por Altamiro Borges

Está confirmada para amanhã, 24, a primeira entrevista de um presidente da República do Brasil para a blogosfera. Lula falará com dez blogueiros de várias partes do país. A coletiva, que terá início às 9 horas, será transmitida ao vivo pelo Blog do Planalto e os internautas poderão participar, fazendo perguntas, através do chat.

A força da blogosfera

A entrevista se reveste de importante significado. Comprova a força que adquiriu a blogosfera progressista na fase recente. Durante a campanha eleitoral, o candidato demotucano, José Serra, com amplo respaldo da mídia oligárquica, ficou irritado com a cobertura jornalística independente, e muitas vezes irrevente, da blogosfera. Em várias ocasiões, como no discurso golpista que fez aos generais de pijama do Clube Militar, ele acusou os "blogs sujos" pelas dificuldades da sua campanha.

No extremo oposto, o presidente Lula, alvo de violento e desonesto cerco midiático, chegou a produzir um vídeo destacando o papel da blogosfera na luta de idéias na sociedade. Em vários momentos da campanha, ele criticou os jornalões, que "viraram partido político", a revista Óia (a famigerada Veja) e algumas emissoras de TV pela postura de cabos eleitorais do candidato da direita. Lula conclamou os internautas a produzirem conteúdo para se contrapor às manipulações da mídia.

Papel revelevante na eleição

Em recente debate, os coordenadores da campanha nas rede sociais dos três principais candidatos - Marcelo Branco (Dilma), Soninha Francine (Serra) e Caio Túlio (Marina) - afirmaram que a internet teve um papel decisivo nas eleições de 2010. A exemplo do que já ocorre nos EUA e na Europa, ela permitiu maior participação da sociedade e garantiu maior diversidade de opiniões. Alguns chegam a afirmar que a internet só foi superada pela cobertura mais massiva da televisão, superando jornais e revistas.

Ao convocar uma coletiva com a blogosfera, o presidente Lula reconhece a força da internet e sinaliza uma preocupação mais efetiva dos atuais ocupantes do Planalto com a democratização dos meios de comunicação. Entrevistas com "autoridades" deixam de ser uma exclusividade dos monopólios midiáticos. Os "blogs sujos", que não se omitiram no embate de idéias, ganham pontos e passam a um novo patamar na disputa de hegemonia no país.

Organizar o segundo encontro

No final de agosto, cerca de 330 internautas de 19 estados realizaram o I Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas, em São Paulo. Eles são os responsáveis pela vitória da entrevista com Lula. Agora, é preciso fortalecer ainda mais o movimento da blogosfera progressista no Brasil. Não dá mais para ninguém negar o seu papel na sociedade. O segundo encontro nacional está previsto para maio e deve ser precedido pelos encontros estaduais. É preciso investir todas as energias na sua organização, garantindo o caráter amplo e plural deste movimento democratizador.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Uma vez golpista, sempre golpista: "Grande" imprensa assume voz da tortura e da ditadura

O mais grave é tomar a voz da morte, da violência e do arbítrio como sua! Tomar a voz do torturador como sua e vendê-la à sociedade como se fosse uma informação útil à democracia e ao interesse público. O que seria útil à democracia e ao interesse público neste caso seria publicar o arquivo secreto do comportamento vergonhoso dessa imprensa durante a ditadura.

- Editorial - Agência Carta Maior

A chamada “grande imprensa” brasileira envergonha e enfraquece a nossa jovem democracia. O uso da palavra “grande”, neste caso, revela-se cada vez mais inapropriado. Não é grande no sentido da grandeza moral que uma instituição pode ter, posto que enveredou para o domínio da mesquinharia, da manipulação e da ocultação de seus reais interesses. E não é grande também no sentido quantitativo da palavra, uma vez que vem perdendo leitores e público a cada ano que passa. Mais do que isso, vem perdendo credibilidade e aí reside justamente uma das principais ameaças à ideia de democracia e de República. As empresas que representam esse setor se autonomearam porta vozes do interesse público quando o que fazem, na verdade, é defender seus interesses econômicos e os interesses políticos de seus aliados.

O QUER QUER A MÍDIA?
Falta de transparência, manipulação da informação e ocultação da verdade constituem o tripé editorial que anima as pautas e as colunas de seus porta vozes de plantão. O repentino e seletivo interesse dessas empresas por uma parte da história do Brasil no período da ditadura militar (que elas apoiaram entusiasticamente, aliás) fornece mais um prova disso. Os seus veículos estão interessados em uma parte apenas da história, como de hábito. Uma parte bem pequena. Mas bem pequena mesmo. Só aquela relacionada ao período em que a presidente eleita Dilma Rousseff esteve presa nos porões do regime militar, onde foi barbaramente torturada. O interesse é denunciar o que a presidente eleita sofreu e pedir a responsabilização dos responsáveis? Não seria esse o interesse legítimo de uma imprensa comprometida, de fato, com a ditadura? É razoável, para dizer o mínimo, pensar assim. Mas não é nada disso que interessa à “grande” imprensa.

QUEREM TORTURAR DILMA
O objetivo declarado é um só: torturar Dilma Rousseff mais uma vez. Remover o lixo que eles mesmos produziram com seu apoio vergonhoso à ditadura e tentar, de algum modo, atingir a imagem de uma mulher que teve a coragem e a grandeza de oferecer à própria vida em uma luta absolutamente desigual contra a truculência armada e o fascismo político.

O compromisso com o resgate da memória do país é zero. Talvez seja negativo. Se fosse verdadeiro e honesto tal compromisso as informações dos arquivos da ditadura contra Dilma e outros brasileiros e brasileiras que usufruíram do legítimo direito da resistência contra uma ditadura não seriam publicadas do modo que estão sendo, como sendo um relato realista do que aconteceu. Esse relato, nunca é demais lembrar, foi escrito pelas mesmas mãos que torturavam, aplicavam choques, colocavam no pau de arara, violentavam e assassinavam jovens cujo crime era resistir a sua perversidade assassina e mórbida.

UM ATESTADO DE ÓBITO
Ao tomar esses relatos como seus e dar-lhes legitimidade a chamada “grande imprensa” está assinando definitivamente seu atestado de óbito como instituição democrática. O problema é mais grave do que simplesmente alimentar um terceiro turno de uma eleição que já foi decidida pela vontade soberana do povo. O mais grave é tomar a voz da morte, da violência e do arbítrio como sua! Tomar a voz do torturador como sua e vendê-la à sociedade como se fosse uma informação útil à democracia e ao interesse público.

O que seria útil à democracia e ao interesse público neste caso seria publicar o arquivo secreto do comportamento dessa imprensa durante a ditadura. É verdade que a Folha de S.Paulo emprestou carros para transportar presos que estavam sendo ou seriam torturados? Se esse jornal está, de fato, interessado em reconstruir a história recente do Brasil por que não publica os arquivos sobre esse episódio? Por que não publica o balanço de quanto dinheiro ganhou com publicidade e outros benefícios durante os governos militares? Por que o jornal O Globo não publica os arquivos secretos das reuniões (inúmeras) do sr. Roberto Marinho com os generais que pisotearam a Constituição brasileira e depuseram um presidente eleito pelo voto popular?

QUEREM SEQUESTRAR A VERDADE
Obviamente, nenhuma dessas perguntas será motivo de pauta. E a razão é muito simples: essas empresas e seus veículos não estão preocupadas com a verdade ou com a memória. Mais do que isso, a verdade e a memória são obstáculos para seus negócios. Por essa razão, precisam sequestrar a verdade e a memória e apresentar-se, ao mesmo tempo, como seus libertadores. É uma história bem conhecida em praticamente toda a América Latina, onde a imensa maioria dos meios de comunicação desempenhou um papel vergonhoso, aliando-se sistematicamente a ditaduras e a oligarquias decrépitas e sufocando o florescimento da democracia e da justiça social no continente.

QUALQUER MISERÁVEL TEM CARRO...
Um episódio ocorrido dia 15 de novembro em Florianópolis ilustra bem a natureza e o caráter dessa imprensa. O comentarista da RBS TV, Luiz Carlos Prates, fez um inflamado discurso sobre os acidentes no trânsito dizendo que a culpa é “deste governo espúrio que permitiu que qualquer miserável tivesse um carro”. O governo espúrio em questão é o governo Lula que, por três vezes agora, foi consagrado nas urnas. O que o comentarista da RBS está dizendo, na verdade, resume bem o que a chamada grande imprensa pensa: é espúrio um governo que permita que qualquer miserável tenha um carro; é espúrio um governo que permita que qualquer miserável vote; é espúrio um governo que ousa apontar para um caminho diferente daquele que defendemos.

MÍDIA PISOTEAIA DEMOCRACIA
Durante a campanha eleitoral, essa mesma imprensa, ao mesmo tempo em que acusava o governo e sua candidata de “ameaçar a liberdade de imprensa”, demitia colunistas por crime de opinião, ingressava na justiça para tirar sites do ar e omitia-se vergonhosamente quando o seu candidato e seus aliados censuravam pesquisas, revistas e blogs. Houve alguma censura por parte do governo? Nenhuma, zero. Apenas uma crítica feita pelo presidente da República à cobertura sobre as eleições. Um crime inafiançável.

Não há mais nenhuma razão para palavras mediadas, expectativas ambíguas e estratégias de comunicação esquizofrênicas. Essas mesmas empresas que não se cansam de pisotear a democracia, desrespeitar a verdade e desprezar o povo não se cansam também de sugar milhões de reais todos os anos em publicidade dos governos que acusam de ameaçar sua liberdade. Cinismo, hipocrisia, mentira e autoritarismo: essas são as mãos que embalam o berço dessas corporações que entravam a democracia e a justiça social no Brasil.

Ivan Seixas: Folha apoiou a ditadura

Abaixo o preconceito! Record detona preconceito de jagunço da RBS/Globo

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Reação contra o preconceito: Senadora do PT ataca jagunço e pode convocar dono da RBS

A senadora Ideli Salvati (PT-SC) condenou o pronunciamento preconceituoso de um colunista da RBS de Santa Catarina, afiliada da Globo – clique aqui para ver.

Ideli referiu-se com mais ênfase aos trechos notoriamente preconceituosos e inaceitáveis numa concessão de serviço público, que é a televisão. O senador Magno Malta (PR-ES) lembrou que a televisão é uma concessão e, portanto, a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado deveria chamar o dono da RBS às falas.



terça-feira, 16 de novembro de 2010

A vida imita a arte: Capitão do Mato da elite está revoltado!

Se você achou o vídeo cômico que está no tópico abaixo "exagerado" ou "absurdo" assista então ao comentário do "vomitador de opiniões" da RBS de Santa Catarina, um tal de Luiz Carlos Prates, que é mais um dos poodles raivosos amestrados travestidos de jornalistas daquela elite grotesca ridicularizada pelo comediante Marcelo Adnet...

sábado, 13 de novembro de 2010

Choradeira no Café Millenium: Direção do PSDB tem de fazer um ‘mea culpa”

O Valor Econômico de sexta-feira, dia 12, publica um texto do tucanos Alberto Carlos Almeida espinafrando do PSDB e sua diretoria nacional por ter escolhido José Serra para presidente.

No “minicurrículo” de Alberto, o Valor coloca: sociólogo e professor universitário, é autor de A cabeça do brasileiro e O dedo na ferida: menos imposto, mais consumo. O que o jornal esqueceu de dizer foi o seguinte: Alberto Carlos Almeida é colaborador do café Millenium, aquele instituto golpista que reune a fina flor do jornalismo de esgoto do Brasil. Esquecimento bobo, né?!

Mas uma coisa é certa: ao contrário dos Mazzonis, Azevedos e Cantanhedes da vida que tentam ser mais realistas que o rei, esse tucano ao menos teve a honestidade e a coragem de colocar o dedo na ferida e apontar as causas do terceiro fracasso do seu partido nas urnas. Coisa rara, convenhamos. Leia a matéria abaixo.

O PSDB precisa ser renovado

O desempenho do PSDB em eleição nacional não foi fracassado apenas para presidente. Desde 2002, o partido só perde deputados federais. Em 1998, o PSDB elegeu 99 deputados; em 2002, esse número caiu para 71, continuou caindo nos anos seguintes, foi para 66 deputados federais em 2006 e somente 53 em 2010.

- por Alberto Carlos Almeida

A derrota precisa ter consequências. É inacreditável a discussão corrente sobre quem é responsável pela terceira derrota consecutiva do PSDB para presidente e a segunda derrota de José Serra. Uns dizem que o responsável é Aécio Neves, outros dizem que não. Só não vê quem não quer: os responsáveis pela derrota são os dirigentes nacionais do PSDB, a executiva nacional do partido. Nada é mais simples do que essa constatação. Foi a direção nacional do partido que decidiu escolher Serra candidato a presidente, foi a mesma direção que decidiu dar carta branca para Serra e seu exército de Brancaleone fazer a campanha como melhor lhe conviessem. O tempo de TV é do partido, mas Serra o utilizou da forma que quis. O responsável por isso foi o partido.

O desempenho eleitoral de Serra foi pífio: ele teve somente 44% dos votos válidos, isto é, apenas 2,4% a mais de votos do que Geraldo Alckmin teve no primeiro turno de 2006 (41,6%). Alckmin disputou a eleição contra Lula, que disputava uma reeleição. No linguajar político tradicional, Serra perdeu para um poste, o poste que Lula resolveu apoiar. Em 2009 foram inúmeras as vezes que Aécio afirmou que estava à disposição do partido para ser candidato. O partido se dobrou a Serra e deixou o ex-governador de São Paulo anunciar a sua candidatura quando considerasse mais adequado.

O desempenho do PSDB em eleição nacional não foi fracassado apenas para presidente. Desde 2002, o partido só perde deputados federais. Em 1998, o PSDB elegeu 99 deputados; em 2002, esse número caiu para 71, continuou caindo nos anos seguintes, foi para 66 deputados federais em 2006 e somente 53 em 2010. Suponho que não seja possível colocar a responsabilidade de mais essa derrota nas costas de Aécio. Porém, o resultado negativo também se aplica ao Senado. A bancada do PSDB em 1998 era de 16 senadores, foi para 14 em 2002, aumentou um pouco em 2006 indo para 15 senadores e agora o PSDB sofreu um revés histórico: tem apenas 10 senadores. Aliás, destes 10, dois foram eleitos por Minas, ao passo que em São Paulo foi eleito só um senador. Suponho, mais uma vez, que Aécio não possa ser responsabilizado por isso.

Meu sonho, que, lamento de antemão, não será realizado, é ver publicada na próxima semana uma breve carta dos dirigentes nacionais do PSDB assim redigida: “Nós que defendemos a candidatura de Serra em 2010, nós que aprovamos a estratégia eleitoral do PSDB na última eleição estamos vindo a público para reconhecer que fomos derrotados. O desempenho de nosso partido ficou muito aquém do esperado. Diante desse fato, apresentamos aqui a renúncia de nossos cargos de direção partidária. Com isso esperamos que o partido se renove. Desejamos também que outros políticos possam ocupar os nossos lugares e levar o partido a voltar a crescer nas eleições de 2014. Reconhecemos que foi um erro não realizar prévias, assim como também foi um erro dar a legenda novamente para a candidatura Serra. Mais uma vez o partido perdeu a eleição presidencial e viu suas bancadas no Senado e na Câmara ser reduzidas. Desejamos aos futuros dirigentes de nosso partido boa sorte”.

Não adianta tapar o sol com a peneira. É assim que acontece em todo lugar: a derrota eleitoral tem consequências. É assim na Alemanha, na França, nos Estados Unidos e em muitos outros países. Existem responsáveis pela derrota. Se aqueles na direção nacional do PSDB que apoiaram a escolha de Serra não fizerem isso, eles deveriam aproveitar o ensejo e mudar o nome do órgão máximo do comando do partido de executiva nacional para oligarquia nacional. Somente a oligarquização de um partido pode explicar a falta de renovação diante de três derrotas nacionais consecutivas.

É preciso mudar de rumo. Para que isso seja feito, é preciso mudar os dirigentes, em particular os dirigentes serristas. Aliás, a derrota e o fracasso no Brasil têm consequências sempre que se trata da iniciativa privada, sempre que se trata das empresas. É justamente por isso que elas sobrevivem. Se o PSDB não se renovar profundamente agora, corre o sério risco de continuar perdendo terreno eleitoral em 2014.

Fico estarrecido quando vejo logo após a eleição vários deputados serristas de carteirinha falando na mídia com enorme desenvoltura, dizendo o que o partido deveria fazer ou deixar de fazer no futuro, como se eles não tivessem nada a ver com a terceira derrota consecutiva. Eles deveriam ter a mesma dignidade que teve Barack Obama no dia seguinte às eleições legislativas dos EUA e irem para a mídia dizer que fracassaram, se equivocaram, tomaram a decisão errada ao escolher Serra e dar a ele carta branca para fazer a campanha eleitoral que fez. Obama é presidente em meio de mandato, eles não são. Assim, deveriam abrir mão de seus cargos de dirigentes partidários e dar a vez para os mais jovens.

Aqueles que quiserem objetar os argumentos acima com o fato de Lula ter disputado e perdido três vezes a eleição presidencial eu contra-argumento afirmando que o PT não tinha outra opção naquelas eleições que não fosse Lula. Agora em 2010 o PSDB pode escolher entre Serra e Aécio. Além disso, nas três eleições em que Lula foi derrotado o PT cresceu na Câmara e no Senado.

Há ainda a objeção de que o PSDB tem agora mais governadores do que tinha há quatro anos. Mais uma vez se trata de uma objeção falaciosa: a direção nacional do partido não tem influência sobre as disputas regionais. Serra e seus dirigentes preferiam que Álvaro Dias tivesse sido o candidato no Paraná, Beto Richa se impôs e venceu (cabe aqui a observação que mesmo depois de o PSDB do Paraná não ter dado a candidatura a governo para Álvaro Dias, mesmo assim Serra o quis como seu candidato a vice). Geraldo Alckmin nunca foi do mesmo grupo político de Serra. Serra preferia ganhar com Kassab, como fez na eleição para prefeito de 2008. Alckmin se impôs e venceu. Em Minas nem se fala: a direção nacional do partido não teve nenhuma influência na estratégia de sucesso de Aécio, que foi coroada com a eleição de Antônio Anastasia com 28 pontos percentuais de vantagem sobre Hélio Costa, sem falar dos dois senadores.

Mudando de partido, duvido que alguém considere que o bom desempenho eleitoral do PSB ao eleger um número recorde de governadores possa ser atribuído à direção nacional do partido. Foi a lógica regional que regeu o sucesso dos governadores do PSB. A lógica partidária no Brasil respeita a lógica da federação, com exceção do PT. A estratégia nacional do PT foi abrir mão de candidaturas aos governos estaduais em troca de eleger senadores. Ao que tudo indica, funcionou. Os senadores eleitos agora serão candidatos ao governo de seu Estado daqui a quatro anos. Não há o que corrigir quando se vence, mas é preciso mudar a rota quando se perde.

Façamos uma caricatura e proponhamos que a direção nacional do PSDB seja a mesma que é hoje em 2014. Além disso, sugiro que Serra seja novamente candidato com o mesmo marqueteiro. Pode ser que assim o PSDB venha a vencer Dilma, Lula e um PT mais forte. Alguns dirão “nem tanto ao mar nem tanto à terra”. Ora, mas não vem sendo justamente essa, do nem tanto ao mar nem tanto à terra, a estratégia do PSDB nos últimos anos? Não me consta que ela tenha funcionado. A direção do PSDB não tem se renovado ou tem se renovado de maneira insuficiente. Passadas duas eleições, por exemplo, esta mesma direção que não se renova de forma adequada não se preparou para lidar com o tema das privatizações.

Pode ser que para a executiva nacional do PSDB tenha sido uma surpresa o fato de o PT ter utilizado o tema das privatizações na eleição de 2010. A propósito, vale aqui um aviso baseado no mais tosco senso comum: em 2014 o PT utilizará novamente o tema das privatizações na eleição presidencial. O PT fez isso uma vez no segundo turno de 2002, fez isso a segunda vez no segundo turno de 2006 e agora repetiu a fórmula de sucesso. Onde estavam os dirigentes nacionais do partido que não o prepararam para esse embate? Eles vão dizer que estavam dirigindo o partido. Hei de concordar: dirigindo o partido rumo a mais uma derrota eleitoral.

Lutar é preciso, diriam os militantes de esquerda. Navegar é preciso, diria Ulisses Guimarães. A necessidade depende das circunstâncias. Neste momento, renovar é preciso. É preciso coragem com C maiúsculo ao PSDB. A direção partidária não é patrimônio, em que pese nossa tradição patrimonialista, deste ou daquele dirigente. Aliás, quanto a isso, valeria a pena ver que dirigentes nunca perderam assento nos cargos de direção nos últimos oito anos de derrotas consecutivas. O PSDB precisa mostrar para a sociedade, precisa mostrar para aqueles que se preocupam com o seu destino, que ele não é dominado por uma oligarquia partidária. Precisa mostrar de fato e não ficar simplesmente falando que não é.

Vão se os nomes, ficam as instituições. Vão se os derrotados, ficam os vencedores. Em algum momento o PSDB derrotará o PT. Para tornar isso mais tangível, para antecipar no tempo esse desfecho, seria fundamental que o PSDB fizesse a mais profunda possível renovação em sua direção partidária, uma renovação que eliminasse todos os serristas e desse a direção do partido a políticos jovens alinhados com Aécio Neves e Beto Richa. Não custa repetir, Aécio não é o responsável pela derrota para presidente, para deputados e senadores. O grande responsável pela derrota é a direção nacional do PSDB, que deu a legenda a Serra e não utilizou uma estratégia adequada para enfrentar Lula, Dilma e o PT.

Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de A cabeça do brasileiro e O dedo na Ferida: menos imposto, mais consumo. E-mail: alberto.almeida@institutoanalise.com

Copiado e aumentado do blog Limpinho e Cheiroso.
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