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sábado, 30 de outubro de 2010

Lula e Alencar: Bastidores de uma foto comovente



- por Mauricio Stycer, jornalista em seu blog

Na sexta-feira, 29 de outubro, quando o fotógrafo Ricardo Stuckert entrou no quarto do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o presidente Lula já estava conversando com seu vice, José Alencar, internado para mais uma sessão de quimioterapia. “Meu helicóptero chegou dez minutos depois”, explicou Stuckert ao blog. No quarto também estavam Marisa, mulher do vice-presidente, e o médico Roberto Kalil.

Lula e Alencar conversavam sobre a festa de aniversário do presidente, realizada na quarta-feira, em Brasília. Na ocasião, foi exibido um DVD com depoimentos de um neto de Lula, de sua mulher, Marisa Letícia, e do vice, que emocionaram o presidente. Alencar, desanimado, lamentou não ter participado da festa, por ter reiniciado, mais uma vez, o tratamento contra o câncer.

Foi quando Lula disse: “Zé, nós subimos a rampa (do Palácio do Planalto) juntos, nós vamos descer juntos”. Alencar se emocionou, levando o presidente a fazer o gesto captado pela lente do fotógrafo.

Stuckert acompanha Lula como fotógrafo da Presidência desde o primeiro dia de governo e vai deixar o Planalto no dia 1º de janeiro de 2011.

Acredite se quiser: Essa é a capa da nova VEJA!

A revista VEJA, expoente máximo do panfletarismo nazi-fascista tupiniquim, jogou a toalha.

Toda a blogosfera estava em alerta máximo esperando qual seria a nova jogada da famiglia Civita e seus capachos amestrados para tentar detonar a candidata da esquerda progressista e ajudar Zé Serra a se eleger o primeiro faraó do Brasil.

Mas, que nada. A VEJA deu chabu e resolveu atacar, a apenas um dia da eleição, o presidente mais popular da história! Tentam até igualar Lula ao "terrível ditador" Fidel Castro só porque ambos, pasmem, já usaram óculos escuros e tiraram fotos! Ou seja, essa é uma jogada ridícula que vai fazer efeito apenas na classe média ignara que consome esse lixo e tem ódio do Lula, da Dilma e de qualquer coisa que cheire a esquerda.

Inacreditável. Chamei minha esposa para ver a capa da nova VEJA e olha a resposta dela:

- Hahahahahaha! Foi você que fez?

Preciso dizer algo mais?

Mas, lembrem-se: eleição só acaba quando as urnas são abertas e contabilizadas. Por isso, nada de salto alto! Vamos continuar nas ruas pedindo votos para Dilma e na net fazendo nosssa guerrilha virtual contra a sujeira do PSDB.

Domingo está chegando... Vamos fazer a nossa parte para ajudar o Brasil continuar crescendo com distribuição de renda e justiça social!

Está chegando a hora... Triunfo em debate deixa Dilma mais próxima de vitória

A TV Globo bem que tentou dar uma forcinha para o tucano José Serra, no último debate entre os presidenciáveis, na noite desta sexta-feira (29). Mas quem fez a festa nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro, logo após o encontro, foram os apoiadores de Dilma Rousseff – e com razão. Ao superar um dos mais temidos obstáculos da campanha, a candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando passou a ter chances ainda mais concretas de se tornar a sucessora do presidente Lula.

- Por André Cintra, no Vermelho

Numa atração com 25 pontos de média no Ibope (cada ponto equivale a 55 mil televisores na Grande São Paulo), Dilma soube explorar o formato do debate melhor do que Serra.

Pela primeira vez nestas eleições, não houve perguntas de candidato para candidato. As 12 questões foram formuladas e lidas por eleitores supostamente indecisos, que não tinham o direito de comentar as respostas. Sem o confronto direto, o candidato que está à frente nas pesquisas – no caso, Dilma – larga em vantagem.

Mas a petista não se contentou com esse trunfo. Seu principal acerto foi captar a singularidade das perguntas, demonstrando estar interessada não só em expor seu plano geral de governo – mas também em dar perspectivas até para questões mais pontuais. De longe, foi Dilma quem conseguiu estabelecer um diálogo mais franco e natural com o grupo de eleitores indecisos. Ao mesmo tempo, Dilma frisava melhor as diferenças de concepções e projetos das duas candidaturas.

Serra, ao contrário, causou ruído já na hora de agradecer às perguntas que lhe foram feitas. Pesquisas qualitativas realizadas durante o debate apontaram particular rejeição à maneira como Serra, com sorriso forçado e de forma pouco convincente, atribuía “grande importância” a todas as questões.

Sem contar suas frases de efeito, ocas a não mais poder: “Investir no serviço público é melhorar a autoestima do país”; “A batalha da saúde tem que ser para que hoje seja melhor do que ontem e amanhã melhor que hoje”; “A primeira condição para enfrentar o problema da segurança é admitir que o problema é sério”; “Saúde e segurança são a vida, mas a educação é o futuro”.

Funcionalismo

Logo na primeira pergunta do debate – sobre propostas para os servidores públicos –, as diferenças entre Serra e Dilma se impuseram. Serra, um notório inimigo do funcionalismo, defendeu propostas genéricas – “a carreira e o concurso, a valorização dos profissionais”, a “despartidarização” das agências reguladoras.

Mais tarde, o tucano teve a oportunidade de voltar ao assunto, quando uma eleitora baiana contou estar penalizada pela filha, que é professora sem ser valorizada. Serra disse defender um pacto nacional pela educação (abstração pura) e o combate ao analfabetismo. E a valorização do professor – onde é que fica?

Dilma, em suas réplicas, lembrou que o governo Lula já iniciou uma política de valorização do funcionalismo, com destaque para a aprovação do piso salarial nacional dos professores. Para se diferenciar da política à “base de cassetetes” praticada pelo PSDB em São Paulo, a candidata mostrou que não há saída para o funcionalismo se o governo não ouvir os principais interessados. “Um governante não pode estabelecer uma relação de atrito quando o professor pede diálogo.”

Serra acusou o governo Lula de “duplicar impostos sobre saneamento”, mas patinou ao fugir do compromisso de desonerar a folha de pagamento em benefício dos pequenos empreendedores. “Temos de ser responsáveis, não é moleza”, argumentou. Dilma não perdeu a oportunidade e defendeu abertamente “uma reforma tributária que diminua a oneração”.

“Percebemos que, quando diminui a tributação, não diminui a arrecadação”, afirmou, pondo em destaque as inúmeras reduções do IPI pelo governo Lula durante a crise de 2008-09. “Eu concordo com a desoneração. A pessoa contrata mais, e mais pessoas consomem. É um círculo virtuoso.”

Uma eleitora relatou o trauma de ter sido assaltada a mão armada. Serra voltou a bater na tecla da criação de um Ministério da Segurança Pública e no combate ao tráfico de drogas. Dilma, mais sensível, disse que boa parte da criminalidade exige uma ação específica. Comprometeu-se, assim, a levar polícias comunitárias aos bairros populares, com ação concentrada e fiscalização.

Social

Um eleitor de São Paulo cobrou iniciativas para que os programas sociais, como o Bolsa Família, não sejam “vitalícios. Outro, do Paraná, reclama que os brasileiros pagam muito impostos, sem receber nada em troca. Dilma interveio a favor dos programas sociais – uma questão que, segundo ela, será “central” em seu governo.

Agregou que o ProUni, com seus mais de 700 mil beneficiados de renda média e baixa, é um exemplo de como o governo Lula tenta incluir quem paga imposto e foi historicamente desprezado. Serra, mais uma vez, tentou fazer da pergunta um trampolim para ele falar de seu programa para outras áreas – “Política social é também saúde e segurança”, tentou justificar-se.

Quando o eleitor de Pernambuco reclamou que seis irmãos seus estão na informalidade e não conseguem pagar a Previdência, Serra falou em “empuxo político” e incentivo ao empreendedorismo. “Se a contribuição for pesada, ninguém vai pagar”, rebateu Dilma, em defesa da formalização máxima do mercado de trabalho e, somado a isso, de contribuições variadas à Previdência de acordo com a faixa de renda.

Nas considerações finais, uma inesperada manipulação: a Globo usou câmeras panorâmicas para expor Dilma, enquanto Serra mereceu uma transmissão em close. As reações de protesto no estúdio foram automáticas. No conteúdo, Dilma disse representar a continuidade de “um projeto que fez com que o Brasil despertasse para a consciência de sua grandeza”.

Saber enfrentar Serra e a Globo, a dois dias das eleições, também mostra como Dilma percebeu sua própria grandeza e está à altura de governar o Brasil. A vitória ficou mais próxima. Que venha 31 de outubro!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O patético Índio da Costa: Vice de Serra é escorraçado da Rocinha!



Esse vídeo é de 2008, mas dá uma excelente idéia de quem é o vice do sr. José Serra, o psicopata que quer ser o primeiro e único faraó do Brasil!

Convite: Carreata para Dilma em Jundiaí no sábado

Da esquerda para a direita: Para ditadura, Serra também era terrorista

No inquérito conduzido pelo delegado-adjunto de ordem política Benedicto Sidney Alcântara em 28 de setembro de 1965, Serra era apontado como “cabeça” do “movimento revolucionário que grassava na classe estudantil” antes do golpe.

- por Natalia Viana, no Última Instância

Durante o período eleitoral, o passado de militância política da candidata Dilma Rousseff (PT) foi relembrado em reportagens de jornais, revistas e TV. Dilma recordou em sua propaganda eleitoral o período em que esteve presa e foi torturada, enquanto e-mails e panfletos apócrifos a acusaram de "terrorista".

Não houve muita gente interessada em levantar como os serviços de segurança e informação do país avaliavam o papel de José Serra (PSDB), que até 31 de março de 1964 presidiu a UNE (União Nacional dos Estudantes). O que dizem os arquivos do regime militar sobre o candidato da oposição?

Consultados por Última Instância, as fichas, prontuários e dossiês compilados pelo Deops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social ) nos anos 1960 e 1970 – hoje no Arquivo Público do Estado de São Paulo – revelam que, para os órgãos de segurança, Serra também esteve "envolvido em atos de terrorismo" e fazia discursos "extremistas", conclamando estudantes e trabalhadores para a "revolução".

Serra também foi julgado, à revelia, pela Justiça Militar, e condenado a três anos de prisão por "fazer publicamente propaganda de processos violentos para a subversão da ordem política ou social".

Os arquivos do Deops indicam que Serra era acompanhado pelos serviços de segurança antes de mesmo do golpe de 1964.

Eleito presidente da UNE em julho de 1963, o tucano participou ativamente do movimento de apoio ao ex-presidente João Goulart e resistência ao golpe militar. Seu dossiê no Deops – um grande resumo dos principais relatórios feitos pelo departamento sobre a sua atuação – mostra como os agentes da inteligência seguiam suas atividades, consideradas "subversivas".

Os relatórios registraram a participação do líder estudantil em eventos de solidariedade a Cuba: Serra assinou uma carta de apoio à revolução de Fidel e Raúl Castro, dirigida "ao povo paulista" de 23 de outubro de 1962. Também participou, segundo a polícia política, do encontro continental de solidariedade a Cuba em fevereiro do ano seguinte.

Nesta época, os agentes acompanhavam qualquer evento que pudesse sugerir, mesmo que remotamente, apoio ao comunismo internacional. Foi assim no encontro com cosmonautas soviéticos, celebridades mundiais por conta da conquista espacial, no auditório da Biblioteca Municipal em 26 de março de 1963.

O relatório minucioso nota que os cosmonautas chegaram acompanhados pelo embaixador da Rússia, por dirigentes da União Cultural Brasil-União Soviética, e por Serra, então presidente da UEE: "Este dando início à reunião leu um documento que registrava a passagem dos 'gêmeos' do espaço por esta cidade (...). José Serra, durante a leitura do referido documento, foi acometido de forte crise nervosa, chegando a chorar convulsivamente."

Meses antes do golpe, os relatórios sobre Serra sobem de tom. Em 23 de agosto de 1963, recém-empossado na UNE, Serra participou de um comício em homenagem a Getúlio Vargas no Rio, a convite de João Goulart. Seu discurso foi considerado "extremista" pelos agentes de segurança.

"Na oportunidade o marginado orou, atacando o general Amaury Kruel e afirmou que os estudantes, unidos ao comando geral dos trabalhadores, vão percorrer todo o país numa campanha contra o Ibad (Instituto Brasileiro Ação Democrática)", diz o dossiê do Deops. "Aduz ainda o relatório que José Serra foi um dos elementos que efetuou maiores ataques extremistas, sendo mais aplaudido que o próprio João Goulart".

Outro relatório citado no dossiê, datado de 10 de dezembro 1963, refere-se a uma assembleia realizada no sindicato dos metalúrgicos de São Paulo: “Esteve presente também o presidente da UNE, José Serra, o qual disse: o momento é para a revolução dos trabalhadores, sargentos e estudantes, que todos unidos não terão a menor dúvida que serão vitoriosos”.

Falar em revolução, na época, era visto como altamente perigoso. Por isso, os militares não gostaram do discurso de Serra no comício que serviu de justificativa para o golpe de 31 de março de 1964, o da Central do Brasil, ocorrido em 13 de março. Segundo o dossiê do Deops, Serra defendeu o governo, elogiou a ampliação das liberdades democráticas e a encampação das refinarias de petróleo. E teria concluído: “Hoje nós já estamos no tempo das marchas em busca da revolução brasileira”.

Condenação

Serra jamais foi acusado formalmente de terrorismo, mesmo porque sua condenação na Justiça Militar ocorreu em 1966, antes do endurecimento da lei para combater os opositores do regime.

Na época, a lei de segurança nacional em vigor era de 1953 e ainda não usava o termo “terrorismo”, como fizeram as posteriores (o decreto-lei nº 314, de 1967 e o decreto-lei nº 898, de 1969).

Mesmo assim, os militares viam as ações do líder estudantil como violentas, subversivas e, pelos menos em uma ocasião, como ações de terrorismo.

No inquérito conduzido pelo delegado-adjunto de ordem política Benedicto Sidney Alcântara em 28 de setembro de 1965, Serra era apontado como “cabeça” do “movimento revolucionário que grassava na classe estudantil” antes do golpe.

Pouco depois do golpe, o estudante exilou-se em Paris, e depois no Chile. Nesse período, foi julgado à revelia e condenado pela Justiça Militar na 2ª Auditoria da 2ª Região Militar, com base na letra “a” do artigo 11 da Lei de Segurança Nacional de 1953, sob acusação de “fazer publicamente propaganda de processos violentos para a subversão da ordem política ou social”.

Três anos depois, em 16 de outubro de 1969, atendendo a uma solicitação do Diretor da Divisão de Identificação Civil e Criminal, a Delegacia Especializada de Ordem Política e Social incluiu José Serra em uma extensa relação de “envolvidos em atos de terrorismo com prisão preventiva decretada”.

O regime já havia endurecido e opositores eram chamados de “terroristas”. O ex-presidente da UNE, então exilado no Chile, não escapou disso.

Monitorado no exílio

Durante o exílio no Chile, Serra uniu-se ao grupo de brasileiros que denunciavam a repressão da ditadura no exterior. Por isso, entre 1969 e 1973, continuou sendo monitorado, mas pelo Ciex (Centro de Informações do Exterior), ligado ao Itamaraty.

Na ficha remissiva do Deops, Serra é chamado de “elemento subversivo” pela atuação a época. Os agentes de inteligência também o acusavam de buscar a “infiltração nos setor estudantil do Brasil”, ao fazer em 1970 “inúmeras viagens entre Santiago e Montevidéu com despesas pagas pelo esquema Miguel Arraes/Almino Affonso” (os dois políticos, exilados, continuavam a articular as forças de oposição).

Em 1972, Serra teve seu mandado de prisão revogado por prescrição da pena, decisão tomada pela 2ª Auditoria do 2º Conselho de Justiça Militar. Por isso, pôde voltar ao Brasil antes da anistia que beneficiou os outros oposicionistas cassados pelo regime.

Mas, quando voltou ao país em 1977, suas atividades continuaram sendo monitoradas pelo governo. Em junho daquele ano, foi chamado a depor sobre sua atuação no Chile. Pela primeira vez, junto à sua ficha aparece a característica foto de frente e de perfil.

No seu dossiê no Deops, há também relatos sobre eventos, debates e reuniões aos quais ele compareceu até o ano de 1980.

Filiado ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro), Serra tentou se candidatar à Câmara dos Deputados em 1978, mas sua candidatura foi impugnada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Os juízes entenderam que ele não tinha sido reabilitado criminalmente, já que não cumpriu a pena por estar fora do país.

Serra só voltaria a ter o direito de se candidatar depois da anistia de 1979. Foi eleito deputado federal, senador, prefeito e governador do Estado de São Paulo. Hoje, concorre pela segunda vez à presidência da República. A ex-guerrilheira Dilma Roussef briga para ser a primeira mulher na presidência. Prova de que o país mudou muito desde quando se chamavam os que lutaram contra o regime de "terroristas".

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Emir Sader: "Onde você estava em 1964?"

Estamos próximos de termos uma presidente mulher, que participou da resistência à ditadura e que foi torturada pelos agentes do regime de terror, com o apoio da mídia monopolista. Parece-lhes insuportável moralmente e de fato o é. A figura de Dilma é para eles uma acusação permanente, pela dignidade, pela sua trajetória, pelos valores que ela representa.

- por Emir Sader, em seu blog

Há momentos na história de cada país que são definidores de quem é quem, da natureza de cada partido, de cada força social, de cada indivíduo. Há governos em relação aos quais se pode divergir pela esquerda ou pela direita, conforme o ponto de vista de cada um. Acontecia isso com governos como os do Getúlio, do JK, do Jango, criticado tanto pela direita – com enfoques liberais ou diretamente fascistas – e pela esquerda – por setores marxistas.

Mas há governos que, pela clareza de sua ação, não permitem essas nuances, que definem os rumos da história futura de um país. Foi assim com o nazismo na Alemanha, com o fascismo na Itália, com o franquismo na Espanha, com o salazarismo em Portugal, com a ocupação e o governo de Vichy na França, entre outros exemplos.

No caso do Brasil e de outros países latinoamericanos, esse momento foi o golpe militar e a instauração da ditadura militar em 1964. Diante da mobilização golpista dos anos prévios a 1964, da instauração da ditadura e da colocação em prática das suas políticas, não havia ambigüidade possível, nem a favor, nem contra. Tanto assim que praticamente todas as entidades empresariais, todos os partidos da direita, praticamente todos os órgãos da mídia – com exceção da Última Hora – pregavam o golpe, participando e promovendo o clima de desestabilização que levou à intervenção brutal das FAA, que rompeu com a democracia – em nome da defesa da democracia, como sempre -, apoiaram a instauração do regime de terror no Brasil.

Como se pode rever pelas reproduções das primeiras páginas dos jornais que circulam pela internet, todos – FSP, Estadão, O Globo, entre os que existiam naquela época e sobrevivem – se somaram à onda ditatorial, fizeram campanha com a Tradição, Família e Propriedade, com o Ibad, com a Embaixada dos EUA, com os setores mais direitistas do país. Apoiaram o golpe e as medidas repressivas brutais e aquelas que caracterizariam, no plano econômico e social à ditadura: intervenção em todos os sindicatos, arrocho salarial, prisão e condenação das lidreanças populares.

Instauraram a lua-de-mel que o grande empresariado nacional e estrangeiro queria: expansão da acumulação de capital centrada no consumo de luxo e na exportação, com arrocho salarial, propiciando os maiores lucros que tiveram os capitalistas no Brasil. A economia e a sociedade brasileira ganharam um rumo nitidamente conservador, elitistas, de exclusão social, de criminalização dos conflitos e das reivindicações democráticas, no marco da Doutrina de Segurança Nacional.

As famílias Frias, Mesquita, Marinho, entre outras, participaram ativamente, no momento mais determinante da história brasileira, do lado da ditadura e não na defesa da democracia. Acobertaram a repressão, seja publicando as versões mentirosas da ditadura sobre a prisão, a tortura, o assassinato dos opositores, como também – no caso da FSP -, emprestando carros da empresa para acobertar ações criminais os órgãos repressivos da ditadura. (O livro de Beatriz Kushnir, “Os cães de guarda”, da Editora Boitempo, relata com detalhes esse episódio e outros do papel da mídia em conivência e apoio à ditadura militar.)

No momento mais importante da história brasileira, a mídia monopolista esteve do lado da ditadura, contra a democracia. Querem agora usar processos feitos pela ditadura militar como se provassem algo contra os que lutaram contra ela e foram presos e torturados. É como se se usassem dados do nazismo sobre judeus, comunistas e ciganos vitimas dos campos de concentração. É como se se usassem dados do fascismo italiano a respeito dos membros da resistência italiana. É como se se usassem dados do fraquismo sobre o comportamento dos republicanos, como Garcia Lorca, presos e seviciados pelo regime. É como se se usasse os processos do governo de Vichy como testemunha contra os resistentes franceses.

Aqueles que participaram do golpe e da ditadura foram agraciados com a anistia feita pela ditadura, para limpar suas responsabilidades. Assim não houve processo contra o empréstimo de viaturas pela FSP à Operação Bandeirantes. O silêncio da família Frias diante da acusações públicas, apoiadas em provas irrefutáveis, é uma confissão de culpa.

Estamos próximos de termos uma presidente mulher, que participou da resistência à ditadura e que foi torturada pelos agentes do regime de terror instaurado no país, com o apoio da mídia monopolista. Parece-lhes insuportável moralmente e de fato o é. A figura de Dilma é para eles uma acusação permanente, pela dignidade que ela representa, pela sua trajetória, pelos valores que ela representa.

Onde estava cada um em 1964? Essa a questão chave para definir quem é quem na democracia brasileira.

Baixaria sem fim de Serra: Marina acusa PSDB de usar seu nome para vale-tudo eleitoral

A senadora e candidata derrotada à presidência da República, Marina Silva (PV-AC), criticou, nesta quarta (27), setores do PSDB que, segundo o PV, promoveram iniciativas fraudulentas ao envolvê-la em ações de apoio à candidatura tucana de José Serra. "Não usem meu nome para o vale-tudo eleitoral", afirmou a senadora, de acordo com informações de sua assessoria de imprensa.

"Os quase 20 milhões de brasileiros que endossaram meu projeto e o de Guilherme Leal no primeiro turno sabem que o respeito ao eleitor é um princípio inquestionável na nossa prática política, o que nos diferencia daqueles que querem o poder pelo poder", disse Marina.

A declaração de voto falsa foi feita com um endereço de e-mail que não corresponde ao de Marina e foi ao ar no blog "Eu Vou de Serra 45". "Infelizmente, muitos não aprenderam nada com os resultados das urnas e continuam a promover a política de mais baixo nível ao usar estratagemas banais para buscar votos", disse a senadora.

O e-mail falso seria direcionado aos eleitores de Marina contendo um "pedido" da senadora verde para que haja união em torno da candidatura tucana.

Aliados de Dilma Rousseff já alertaram para a campanha tucana pautada nos boatos, mentiras e distorções. Segundo várias denúncias, além de espalhar inverdades sobre a candidatura da adversária Dilma Rousseff, o PSDB de José Serra tem ainda tentado confundir o eleitor. Um exemplo é a notícia, difundida na internet, inclusive com foto, de que estariam sendo distribuídos adesivos da petista, com o número errado, do PSDB.

Com agências

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Esse é o meu presidente! Uma foto que vale por mil palavras...

Quem aprova Lula, vota em Dilma! Comparando Governos Lula vs FHC

Hoje é aniversário do Lula! Mas quem vai dar o presente somos nós!

Oscar Niemeyer: Maior arquiteto do Brasil está com Dilma!



Oscar Niemeyer:
Serra significaria um governo afastado do povo


"Temos que ter cuidado é para eleger uma pessoa que tenha compromissos de manter o que foi conquistado e aprimorar o que precisa ser aprimorado. Ou seja, fazer o dobro do que nós fizemos." (De entrevista concedida pelo presidente Lula a Fernando Morais, publicada pela revista "Nosso Caminho", em novembro de 2008).

- Por Oscar Niemeyer

O importante para nós da esquerda não é, propriamente falando, este momento da disputa entre Dilma Rousseff e José Serra, embora de seu resultado dependa a continuação das políticas de Lula, que tanto vêm engrandecendo o país e assegurando uma vida mais digna ao povo brasileiro.

Assusta-nos imaginar o que aconteceria no caso de uma vitória de Serra. Seria a repetição do que ocorreu no Brasil anteriormente à Presidência de Lula: o governo afastado do povo, alheio ao que se passa na América Latina, indiferente à ameaça que o imperialismo dos EUA representava para os países do nosso continente.

Seria o avançar do processo de privatização de grandes empresas nacionais e de empreendimentos de valor estratégico para este país. Tudo isso é tão claro aos olhos da maioria dos cidadãos brasileiros que, confiantes, vêm apoiando, sem recuos, a candidatura Dilma.

Não sou especialista em ciência política para entrar em detalhes sobre o assunto; a imprensa disso se ocupa o tempo todo.

Na minha posição, de homem de esquerda, o que interessa não é analisar exaustivamente os programas de governo que cada um dos candidatos apresenta, mas defender a permanência das diretrizes fixadas pela gestão de Lula, tão autêntico e patriótico que surpreende o mundo inteiro.

Eis o que vocês da Folha me pedem que escreva e que eu, modestamente, procurei atender.

* Oscar Niemeyer, 102, arquiteto, é um dos criadores de Brasília (DF). Tem obras edificadas na Alemanha, Argélia, EUA, França, Israel, Itália, Líbano e Portugal, entre outros países.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Emocionante: Do Carlos, com carinho, para o Noblat

Reproduzo do blog do Rodrigo Viana a carta aberta de Carlos Moura (aposentado, fotógrafo, redator de jornal de interior, sócio de uma pequena editora de livros clássicos e coordenador da Ação da Cidadania em Além Paraíba-MG) para o jornalista de “O Globo” Ricardo Noblat.

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Noblat

Quem é você para decidir pelo Brasil (e pela História) quem é grande ou quem deixa de ser? Quem lhe deu a procuração? O Globo? A Veja? O Estadão? A Folha?

Apresento-me: sou um brasileiro. Não sou do PT, nunca fui. Isso ajuda, porque do contrário você me desclassificaria, jogando-me na lata de lixo como uma bolinha de papel. Sou de sua geração. Nossa diferença é que minha educação formal foi pífia, a sua acadêmica. Não pude sequer estudar num dos melhores colégios secundários que o Brasil tinha na época (o Colégio de Cataguases, MG, onde eu morava) porque era só para ricos. Nas cidades pequenas, no início dos sessenta, sequer existiam colégios públicos. Frequentar uma universidade, como a Católica de Pernambuco em que você se formou, nem utopia era, era um delírio.

Informo só para deixar claro que entre nós existe uma pedra no meio do caminho. Minha origem é tipicamente “brasileira”, da gente cabralina que nasceu falando empedrado. A sua não. Isto não nos torna piores ou melhores do que ninguém, só nos faz diferentes. A mesma diferença que tem Luis Inácio em relação ao patriciado de anel, abotoadura & mestrado. Patronato que tomou conta da loja desde a época imperial.

O que você e uma vasta geração de serviçais jornalísticos passaram oito anos sem sequer tentar entender é que Lula não pertence à ortodoxia política. Foi o mesmo erro que a esquerda cometeu quando ele apareceu como líder sindical. Vamos dizer que esta equipe furiosa, sustentada por quatro famílias que formam o oligopólio da informação no eixo Rio-S.Paulo – uma delas, a do Globo, controlando também a maior rede de TV do país – não esteja movida pelo rancor. Coisa natural quando um feudo começa a dividir com o resto da nação as malas repletas de cédulas alopradas que a União lhe entrega em forma de publicidade. Daí a ira natural, pois aqui em Minas se diz que homem só briga por duas coisas: barra de saia ou barra de ouro.

O que me espanta é que, movidos pela repulsa, tenham deixado de perceber que o brasileiro não é dançarino de valsa, é passista de samba. O patuá que vocês querem enfiar em Lula é o do negrinho do pastoreio, obrigado a abaixar a cabeça quando ameaçado pelo relho. O sotaque que vocês gostam é o nhém-nhém-nhém grã-fino de FHC, o da simulação, da dissimulação, da bata paramentada por láureas universitárias. Não importa se o conteúdo é grosseiro, inoportuno ou hipócrita (“esqueçam o que eu escrevi”, “ tenho um pé na senzala” “o resultado foi um trabalho de Deus”). O que vale é a forma, o estilo envernizado.

As pessoas com quem converso não falam assim – falam como Lula. Elas também xingam quando são injustiçadas. Elas gritam quando não são ouvidas, esperneiam quando querem lhe tapar a boca. A uma imprensa desacostumada ao direito de resposta e viciada em montar manchetes falsas e armações ilimitadas (seu jornal chegou ao ponto de, há poucos dias, “manchetar” a “queda” de Dilma nas pesquisas, quando ela saiu do primeiro turno com 47% e já entrou no segundo com 53 ) ficou impossível falar com candura. Ao operário no poder vocês exigem a “liturgia” do cargo. Ao togado basta o cinismo.

Se houve erro nas falas de Lula isto não o faz menor, como você disse, imitando o Aécio. Gritos apaixonados durante uma disputa sórdida não diminuem a importância histórica de um governo que fez a maior revolução social de nossa História. E ainda querem que, no final de mandato, o presidente aguente calado a campanha eleitoral mais baixa, desqualificada e mesquinha desde que Collor levou a ex-mulher de Lula à TV.

Sordidez que foi iniciada por um vendaval apócrifo de ultrajes contra Dilma na internet, seguida das subterrâneas ações de Índio da Costa junto a igrejas e da covarde declaração de Monica Serra sobre a “matança de criancinhas”, enfiando o manto de Herodes em Dilma. Esse cambapé de uma candidata a primeira dama – que teve o desplante de viajar ao seu país paramentada de beata de procissão, carregando uma réplica da padroeira só para explorar o drama dos mineiros chilenos no horário eleitoral – passou em branco nos editoriais. Ela é “acadêmica”.

A esta senhora e ao seu marido você deveria também exigir “caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade”.

Você não vai “decidir” que Lula ficou menor, não. A História não está sendo mais escrita só por essa súcia de jornais e televisões à qual você pertence. Há centenas de pessoas que, de graça, sem soldos de marinhos, mesquitas, frias ou civitas, estão mostrando ao país o outro lado, a face oculta da lua. Se não houvesse a democracia da internet vocês continuariam ladrando sozinhos nas terras brasileiras, segurando nas rédeas o medo e o silêncio dos carneiros.

Carlos Torres Moura
Além Paraíba-MG

Veja X IstoÉ: Erenice, Paulo Preto, duas caras e o aborto

Reportagem de Rodrigo Viana, no Jornal da Record traz análise sobre a repercussão de importantes fatos políticos nas duas maiores revistas do Brasil.

O Jornal traz ainda entrevista com duas alunas de Monica Serra que confirmam que ela relatou ter feito aborto.

Está chegando a hora: O amor vai vencer o ódio!

Amigos e amigas, a campanha está na reta final. Agora, o que vai fazer a diferença é a nossa militância.

O PSDB conta com a calúnia, a mentira e a desinformação para tentar tirar votos de Dilma. Nós temos a verdade e os resultados excelentes do governo Lula para contrapor a falsidade dos cabos eleitorais do Serra.

Abaixo existe uma série de dicas para serem usadas nesses últimos dias de campanha. Eu estou seguindo-as a risca já faz tempo e garanto: traz resultados! Já fui parado na rua por várias pessoas que, ao verem o adesivo de Dilma na minha camisa ou a bandeira no carro, se animam e pedem material para utilizarem.

VAMOS À LUTA! AGORA FALTA POUCO...



Companheiras e companheiros,

A confiança de Dilma e Lula na militância para conquistar a vitória é total.Nessa última semana de campanha, a energia da nossa militância vai fazer a diferença, como sempre fez.

Vamos às ruas deixar claro que Dilma é a única garantia de que o país vai continuar no caminho iniciado pelo Governo Lula, com desenvolvimento econômico, respeito à democracia e ao meio ambiente. É a única alternativa para continuarmos gerando empregos, distribuindo renda, garantindo moradia digna, saúde, segurança e edudação. É a única candidata que se compromete com a defesa do pré-sal, com uma política externa independente, com o fortalecimento das empresas estatais.

Vamos levar informações para combater a onda de boatos e calúnias em que se apóia a candidatura adversária, e não vamos em hipótese alguma, aceitar provocações.Vamos falar com as pessoas, no trabalho, no ponto de ônibus, na comunidade e também na internet. Vamos de casa em casa conversar com as famílias.

Vamos usar bem os materiais de campanha. Se você não tem, produza o seu. No site da Dilma, você encontra tudo pronto para imprimir.É muito importante estar presente em toda a parte, mostrando com paz e tranquilidade a opção Dilma13.

É dessa forma que vamos assegurar e ampliar a expressiva votação que deu vitória a Dilma no 1º turno e conquistar mais votos para reafirmar o nosso desejo de continuar construindo um Brasil justo, igualitário e fraterno. Vamos juntos(as), rumo à vitória!

Lembre-se: no dia da votação, é permitido o uso de camiseta, boné, botton, adesivo, símbolos dos partidos coligados ou de bandeira.

Veja aqui a lista de Materiais Dilma13:

Adesivos - Lembre-se, adeviso não é panfleto. É para colar e não apenas para distribuir;

Perfurados, adesivos para carro - os adesivos maiores são preferencialmente para carros que circulam bastante. Nossa presença nas ruas é fundamental nessa reta final;

Folhetos - importantíssimo para o corpo-a-corpo, para entregar quando conversar com as pessoas;

Adesivos e cartazes - se você não os tem, escolha um. Clique e imprima o seu;

Bandeiras - devem estar na rua, sempre. Vale revezar, quando não estiver usando, empreste-a;

Faixas - são importantíssimas. Mapeie os lugares com boa visibilidade e peça autorização às pessoas para colocá-las;

Praguinhas e bottons - o uso incentiva outras pessoas a fazer o mesmo. Utilize sempre e distribua. Se for possível, cole uma nos simpatizantes que encontrar;

Colinhas - imprima tantas quantas puder distribuir aos seus amigos e conhecidos simpatizantes antes das eleições, pois no dia da eleição não é permitida a distribuição de material fora da sede do Partido.

domingo, 24 de outubro de 2010

Esquerda progressista unida em Jundiaí: Pedro Bigardi e Orlando Silva em ato de apoio a Dilma


Pedro Bigardi dá seu apoio a Dilma Rousseff: para
o Brasil seguir crescendo com justiça social


A Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região recebeu neste sábado (23) os representantes do PCdoB da região e também representantes dos partidos coligados para uma plenária em apoio à eleição de Dilma Rousseff. O evento for organizado pelo PCdoB de Jundiaí e teve como principais destaques o deputado estadual Pedro Bigardi e o ministro do Esporte Orlando Silva.


Orlando Silva, ministro do Esporte, ressalta a importância
da continuidade do governo vitorioso de Lula


Logo após o ato, militantes, representantes dos partidos de esquerda e autoridades seguiram para a rua Barão de Jundiaí, onde fizeram um corpo a corpo com eleitores.
“Não podemos nem pensar em retrocesso nas eleições presidenciais. É só olharmos quanto já conquistamos em políticas públicas para o povo brasileiro, como o Pré-Sal, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e tantas coisas mais. Vamos sediar as Olimpíadas e a Copa do Mundo, algo que nunca sonhávamos em outros tempos”, destacou o deputado.


Plenária uniu os partidos de esquerda progressista de
Jundiaí e região: todos juntos por Dilma Rousseff!


O ministro Orlando Silva ressaltou a importância da continuidade do governo Lula e o desempenho de Dilma no ministério. “Temos de agradecer a vitória que tivemos no primeiro turno. Nossa presidente fez a mesma votação no 1º turno que o Lula teve em 2002 e 2006. Isso mostra a grande mobilização que o Brasil teve e o reconhecimento do trabalho que o presidente Lula teve nestes oito anos”, comentou. “Conheço a Dilma e sei da capacidade dela. Como exemplo, cito que 60% da população de São Paulo votou contra o Serra porque quem conhece esse candidato sabe que não deve votar nele. Agora é hora de irmos para a rua e pedir votos para a Dilma”, ressaltou Orlando Silva.


Tércio Marinho, presidente do PCdoB de Jundiaí

Depois da plenária na Associação dos Aposentados, militantes, dirigentes do PCdoB de 19 municípios da região e representantes dos partidos coligados foram em caminhada para o calçadão da rua Barão de Jundiaí. “Este contato direto com a população qualifica a discussão neste segundo turno”, lembrou Bigardi.


O presidente do PCdoB de Várzea Paulista, Junior Aprillanti

Entre os representantes das legendas que apoiam a continuidade do governo Lula estavam: Tércio Marinho, presidente do PCdoB de Jundiaí e coordenador da macrorregião; Junior Aprillanti, do PCdoB de Várzea Paulista; Alceu Bezão, PCdoB de Cajamar; Helifaz Eufrásio, PCdoB de Cabreúva; Zeca Pires, dirigente da Estadual do PCdoB; Gerson Sartori, Durval Orlato e Paulo Malerba, do PT de Jundiaí; José Joaquim Rodrigues Filho, o JJ, da Executiva Nacional do PMDB; Eduardo Pereira, prefeito de Várzea Paulista.


Paulo Malerba, presidente do PT de Jundiaí


Orlando Silva e Bigardi pedem votos para Dilma


Esquerda unida em Jundiaí e região


Bigardi recebe o carinho da população de Jundiaí


Gerson Sartori e Durval Orlato também participaram do ato


Militância do PCdoB está com Dilma contra o retrocesso


PCdoB de Itupeva marcou presença no ato


Elifax, que foi candidato a deputado estadual por Cabreúva


Povo de Jundiaí está com Dilma

Serra X Aécio: Record noticia conteúdo do depoimento de jornalista



Record noticiou o conteúdo do depoimento do jornalista Amaury Ribeiro Júnior.

A Globo (TV e jornal) e a Folha de São Paulo, escondem a notícia, abafando e protegendo José Serra de três escândalos de corrupção:
- a montagem de um grupo de espionagem política;
- negociatas nas privatizações;
- calúnia e injúria ao tentar culpar Dilma por dossiês produzidos por tucanos;

A record noticiou o dispositivo de espionagem a serviço de Serra, comandado por deputado e ex-delegado Marcelo Itagiba, para espionar e fazer dossiê contra Aécio Neves, quando ele ainda disputava prévia dentro do PSDB, segundo Amaury apurou.

O jornal "O Estado de Minas" contra-atacou fazendo a investigação sobre Serra, culminando com quebra dos sigilos fiscais de tucanos e da filha.

O jornalista descobriu operações prá lá de suspeitas de filha e do genro de Serra em paraísos fiscais, com o compadrio de Ricardo Sérgio de Oliveira, um antigo amigo de Serra e tesoureiro de suas campanhas, até envolver-se em diversos escândalos de corrupção no governo FHC, ligados às privatizações.

Confira a íntegra do depoimento na PF publicado pelo jornal Estadão
http://goo.gl/M42p

Alerta de quem é do ramo: A armação que pode vir nos dias finais de campanha

por Luiz Carlos Azenha, no Viomundo

O alerta é de um jornalista experiente, com amplos contat0s na comunidade de informações, com arapongas e ex-arapongas.

Não nasce de um evento específico, mas de um encadeamento lógico de fatos: a campanha sórdida e subterrânea na internet, os panfletos apócrifos, as chamadas por robôs e a farsa de Campo Grande, onde o único ferido — realmente ferido — foi um militante petista com um corte no supercílio (que não apareceu no Jornal Nacional).

Vem da repetição de um padrão no telejornal de maior audiência: Dilma, agressiva; Serra, vítima. Um padrão que se manteve na noite deste sábado, quando a Globo omitiu o discurso do governador paulista Alberto Goldman em que ele sugeriu uma comparação entre Lula e Hitler (com menção ao incêndio do Reichstag), omitiu que militantes de PT fizeram um cordão de isolamento para que uma passeata tucana avançasse em Diadema e destacou o uso, por eleitores de Serra, de capacetes para se “proteger” das bolinhas de papel.

O colega, em seu exercício de futurologia, mencionou o Rio de Janeiro como o mais provável palco de uma armação, por dois motivos:

1) é onde fica a Globo;

2) é onde subsiste a arapongagem direitista.

Como lembrei neste espaço, anteriormente, foi assim o golpe midiático perpetrado em 2002, na Venezuela, retratado nos documentários A Revolução não Será Televisionada e Puente LLaguno.

Parte essencial daquele golpe, que juntou militares insatisfeitos com a oposição em pânico e apoio maciço da mídia, foi a acusação de que militantes chavistas tinham atirado em civis desarmados, quando as 19 mortes registradas num confronto entre militantes das duas partes resultaram de tiros disparados por franco-atiradores e de policiais de Caracas leais à oposição.

Porém, foram semanas até que tudo ficasse claro para boa parte dos venezuelanos e para a opinião pública internacional.

O Brasil de 2010 não é a Venezuela de 2002, mas não custa ficar alerta.

Esgoto vem à tona: Na origem da quebra do Sigilo, uma guerra tucana

A mídia rebola para esconder o fato: a quebra do sigilo da turma de Serra é fruto de uma guerra tucana

- por Leandro Fortes, na Carta Capital

Apesar do esforço em atribuir a culpa à campanha de Dilma Rousseff, o escândalo da quebra dos sigilos fiscais de políticos do PSDB e de parentes do candidato José Serra que dominou boa parte do debate no primeiro turno teve mesmo a origem relatada por CartaCapital em junho: uma disputa fratricida no tucanato.

Obrigada a abrir os resultados do inquérito após uma reportagem da Folha de S.Paulo com conclusões distorcidas, a Polícia Federal revelou ter sido o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, então a serviço do jornal O Estado de Minas, que encomendou a despachantes de São Paulo a quebra dos sigilos. O serviço ilegal foi pago. E há, como se verá adiante, divergências nos valores desembolsados (o pagamento­ ­teria ­variado, segundo as inúmeras versões, de 8 mil a 13 mil reais).

Ribeiro Júnior prestou três depoimentos à PF. No primeiro, afirmou que todos os documentos em seu poder haviam sido obtidos de forma legal, em processos públicos. Confrontado com as apurações policiais, que indicavam o contrário, foi obrigado nos demais a revelar a verdade. Segundo contou o próprio repórter, a encomenda aos despachantes fazia parte de uma investigação jornalística iniciada a pedido do então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que buscava uma forma de neutralizar a arapongagem contra ele conduzida pelo deputado federal e ex-delegado Marcelo Itagiba, do PSDB. Itagiba, diz Ribeiro Júnior, agiria a mando de Serra. À época, Aécio disputava com o colega paulista a indicação como candidato à Presidência pelo partido.

Ribeiro Júnior disse à PF ter sido escalado para o serviço diretamente pelo diretor de redação do jornal mineiro, Josemar Gimenez, próximo à irmã de Aécio, Andréa Neves. A apuração, que visava levantar escândalos a envolver Serra e seus aliados durante o processo de privatização do governo Fernando Henrique Cardoso, foi apelidada de Operação Caribe. O nome sugestivo teria a ver com supostas remessas ilegais a paraísos fiscais.

Acuado por uma investigação tocada por Itagiba, chefe da arapongagem de Serra desde os tempos do Ministério da Saúde, Aécio temia ter a reputação assassinada nos moldes do sucedido com Roseana Sarney, atual governadora do Maranhão, em 2002. Naquele período, a dupla Itagiba-Serra articulou com a Polícia Federal a Operação Lunus, em São Luís (MA), que flagrou uma montanha de dinheiro sujo na empresa de Jorge Murad, marido de Roseana, então no PFL. Líder nas pesquisas, Roseana acabou fora do páreo após a imagem do dinheiro ter sido exibida diuturnamente nos telejornais. Serra acabou ungido a candidato da aliança à Presidência, mas foi derrotado por Lula. A família Sarney jamais perdoou o tucano pelo golpe.

Influente nos dois mandatos do irmão, Andréa Neves foi, por sete anos, presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) de Minas Gerais, cargo tradicional das primeiras-damas mineiras, ocupado por ela por conta da solteirice de Aécio. Mas nunca foi sopa quente ou agasalho para os pobres a vocação de Andréa. Desde os primeiros dias do primeiro mandato do irmão, ela foi escalada para intermediar as conversas entre o Palácio da Liberdade e a mídia local. Virou coordenadora do Grupo Técnico de Comunicação do governo, formalmente criado para estabelecer as diretrizes e a execução das políticas de prestação de contas à população. Suas relações com Gimenez se estreitaram.

Convenientemente apontado agora como “jornalista ligado ao PT”, Ribeiro Júnior sempre foi um franco-atirador da imprensa brasileira. E reconhecido.­ Aos 47 anos, ganhou três prêmios Esso e quatro vezes o Prêmio Vladimir Herzog, duas das mais prestigiadas premiações do jornalismo nativo. O repórter integra ainda o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos e é um dos fundadores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Entre outros veículos, trabalhou no Jornal do Brasil, O Globo e IstoÉ. Sempre se destacou como um farejador de notícia, sem vínculo com políticos e partidos. Também é reconhecido pela coragem pessoal. Nunca, portanto, se enquadrou no figurino de militante.

Em 19 de setembro de 2007, por exemplo, Ribeiro Júnior estava em um bar de Cidade Ocidental, em Goiás, no violento entorno do Distrito Federal, para onde havia ido a fim de fazer uma série de reportagens sobre a guerra dos traficantes locais. Enquanto tomava uma bebida, foi abordado por um garoto de boné, bermuda, casaco azul e chinelo com uma arma em punho. O jornalista pulou em cima do rapaz e, atracado ao agressor, levou um tiro na barriga. Levado consciente ao hospital, conseguiu se recuperar e, em dois meses, estava novamente a postos para trabalhar no Correio Braziliense, do mesmo grupo controlador do Estado de Minas, os Diários Associados. Gimenez acumula a direção de redação dos dois jornais.

Depois de baleado, Ribeiro Júnior, contratado pelos Diários Associados desde 2006, foi transferido para Belo Horizonte, no início de 2008, para sua própria segurança. A partir de então, passou a ficar livre para tocar a principal pauta de interesse de Gimenez: o dossiê de contrainformação encomendado para proteger Aécio do assédio da turma de Serra. O jornalista tinha viagens e despesas pagas pelo jornal mineiro e um lugar cativo na redação do Correio em Brasília, inclusive com um telefone particular. Aos colegas que perguntavam de suas rápidas incursões na capital federal, respondia, brincalhão: “Vim ferrar com o Serra”.

Na quarta-feira 20, por ordem do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a cúpula da PF foi obrigada a se movimentar para colocar nos eixos a história da quebra de sigilos. A intenção inicial era só divulgar os resultados após o término das eleições. O objetivo era evitar que as conclusões fossem interpretadas pelos tucanos como uma forma de tentar ajudar a campanha de Dilma Rousseff. Mas a reportagem da Folha, enviezada, obrigou o governo a mudar seus planos. E precipitou uma série de versões e um disse não disse, que acabou por atingir o tucanato de modo irremediável.

Em entrevista coletiva na quarta-feira 20, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, e o delegado Alessandro Moretti, da Divisão de Inteligência Policial (DIP), anunciaram não existir relação entre a quebra de sigilo em unidades paulistas da Receita Federal e a campanha presidencial de 2010. De acordo com Moretti, assim como constou de nota distribuída aos jornalistas, as provas colhidas revelaram que Ribeiro Júnior começou a fazer levantamento de informações de empresas e pessoas físicas ligadas a tucanos desde o fim de 2008, por conta do trabalho no Estado de Minas. A informação não convenceu boa parte da mídia, que tem arrumado maneiras às vezes muito criativas de manter aceso o suposto elo entre a quebra de sigilo e a campanha petista.

Em 120 dias de investigação, disse o delegado Moretti, foram ouvidas 37 testemunhas em mais de 50 depoimentos, que resultaram nos indiciamentos dos despachantes Dirceu Rodrigues Garcia e Antonio Carlos Atella, além do office-boy Ademir Cabral, da funcionária do Serpro cedida à Receita Federal Adeildda dos Santos, e Fernando Araújo Lopes, suspeito de pagar à servidora pela obtenção das declarações de Imposto de Renda. Ribeiro Júnior, embora tenha confessado à PF ter encomendado os do­cumentos, ainda não foi indiciado. Seus advogados acreditam, porém, que ele não escapará. Um novo depoimento do jornalista à polícia já foi agendado.

De acordo com a investigação, a filha e o genro do candidato do PSDB, Verônica Serra e Alexandre Bourgeois, tiveram os sigilos quebrados na delegacia da Receita de Santo André, no ABC Paulista. Outras cinco pessoas, das quais quatro ligadas ao PSDB, tiveram o sigilo violado em 8 de outubro de 2009, numa unidade da Receita em Mauá, também na Grande São Paulo. Entre elas aparecem o ex-ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, e Gregório Preciado, ex-sócio de Serra. O mesmo ocorreu em relação a Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil e tesoureiro de campanhas de Serra e FHC.

Segundo dados da PF, todas as quebras de sigilo ocorreram entre setembro e outubro de 2009. As informações foram utilizadas para a confecção de relatórios, e todas as despesas da ação do jornalista, segundo o próprio, foram custeadas pelo jornal mineiro. Mas o repórter informou aos policiais ter disposto de 12 mil reais, em dinheiro, para pagar pelos documentos – 8,4 mil reais, segundo Dirceu Garcia – e outras despesas de viagem e hospedagem. Garcia revelou ao Jornal Nacional, da TV Globo, na mesma quarta 20, ter recebido 5 mil reais de Ribeiro Júnior, entre 9 e 19 de setembro passado, como “auxílio”. A PF acredita que o “auxílio” é, na verdade, uma espécie de suborno para o despachante não confessar a quebra ilegal dos sigilos.
A nota da PF sobre a violação fez questão de frisar que “não foi comprovada sua utilização em campanha política”, base de toda a movimentação da mídia em torno de Ribeiro Júnior desde que, em abril, ele apareceu na revista Veja como integrante do tal “grupo de inteligência” da pré-campanha de Dilma Rousseff. Embora seja a tese de interesse da campanha tucana e, por extensão, dos veículos de comunicação engajados na candidatura de Serra, a ligação do jornalista com o PT não chegou a se consumar e é um desdobramento originado da encomenda feita por Aécio.

A vasta apuração da Operação Caribe foi transformada em uma reportagem jamais publicada pelo Estado de Minas. O material, de acordo com Ribeiro Júnior, acabou por render um livro que ele supostamente pretende lançar depois das eleições. Intitulado Os Porões da Privataria, a obra pretende denunciar supostos esquemas ilegais de financiamento, lavagem de dinheiro e transferência de recursos oriundos do processo de privatização de estatais durante o governo FHC para paraísos fiscais no exterior. De olho nessas informações, e preocupado com “espiões” infiltrados no comitê, o então coordenador de comunicação da pré-campanha de Dilma, Luiz Lanzetta, decidiu procurar o jornalista.

Lanzetta conhecia Ribeiro Júnior e também sabia que o jornalista tinha entre suas fontes notórios arapongas de Brasília. Foi o repórter quem intermediou o contato de Lanzetta com o ex-delegado Onézimo Souza e o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá. O quarteto encontrou-se no restaurante Fritz, localizado na Asa Sul da capital federal, em 20 de abril. Aqui, as versões do conteú­do do convescote divergem. Lanzetta e Ribeiro Júnior garantem que a intenção era contratar Souza para descobrir os supostos espiões. Segundo o delegado, além do monitoramento interno, a dupla queria também uma investigação contra Serra.

O encontro no Fritz acabou por causar uma enorme confusão na pré-campanha de Dilma e, embora não tenha resultado em nada, deu munição para a oposição e fez proliferar, na mídia, o mito do “grupo de inteligência” montado para fabricar dossiês contra Serra. A quebra dos sigilos tornou-se uma obsessão do programa eleitoral tucano, até que, ante a falta de dividendos eleitorais, partiu-se para um alvo mais eficiente: os escândalos de nepotismo a envolver a então ministra da Casa Civil Erenice Guerra.

O tal “grupo de inteligência” que nunca chegou a atuar está na base de outra disputa fratricida, desta vez no PT. De um lado, Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte que indicou a empresa de Lanzetta, a Lanza Comunicações, para o trabalho no comitê eleitoral petista. Do outro, o deputado estadual por São Paulo Rui Falcão, interessado em assumir maior protagonismo na campanha de Dilma Rousseff. Essa guerra de poder e dinheiro resultou em um escândalo à moda desejada pelo PSDB.

Em um dos depoimentos à polícia, Ribeiro Júnior acusa Falcão de ter roubado de seu computador as informações dos sigilos fiscais dos tucanos. Segundo o jornalista, o deputado teria mandado invadir o quarto do hotel onde ele esteve hospedado em Brasília. Também atribuiu ao petista o vazamento de informações a Veja. O objetivo de Falcão seria afastar Lanzetta da pré-campanha e assumir maiores poderes. À Veja, Falcão teria se apresentado como o lúcido que impediu que vicejasse uma nova versão dos aloprados, alusão aos petistas presos em 2006 quando iriam comprar um dossiê contra Serra. Em nota oficial, o parlamentar rebateu as acusações. Segundo Falcão, Ribeiro Júnior terá de provar o que diz.

As conclusões do inquérito não satisfizeram a mídia. Na quinta 21, a tese central passou a ser de que Ribeiro Júnior estava de férias – e não a serviço do jornal – quando veio a São Paulo buscar a encomenda feita ao despachante. E que pagou a viagem de Brasília à capital paulista em dinheiro vivo. Mais: na volta das férias, o jornalista teria pedido demissão do Estado de Minas sem “maiores explicações”.

É o velho apego a temas acessórios para esconder o essencial. Por partes: A retirada dos documentos em São Paulo é resultado de uma apuração, conduzida, vê-se agora, por métodos ilegais, iniciada quase um ano antes. Não há dúvidas de que o diá­rio mineiro pagou a maioria das despesas do repórter para o levantamento das informações. Ele não é filiado ao PT ou trabalhou na campanha ou na pré-campanha de Dilma.

Ribeiro Júnior pediu demissão, mas não de forma misteriosa como insinua a imprensa. O pedido ocorreu por causa da morte de seu pai, dono de uma pizzaria e uma fazenda em Mato Grosso. Sem outros parentes que ­pudessem cuidar do negócio, o jornalista decidiu trocar a carreira pela vida de pequeno empresário. Neste ano, decidiu regressar ao jornalismo. Hoje ele trabalha na TV Record.

Quando o resultado do inquérito veio à tona, a primeira reação do jornal mineiro foi soltar uma nota anódina que nem desmentia nem confirmava o teor dos depoimentos de Ribeiro Júnior. “O Estado de Minas é citado por parte da imprensa no episódio de possível violação de dados fiscais de pessoas ligadas à atual campanha eleitoral. Entende que isso é normal e recorrente, principalmente às vésperas da eleição, quando os debates se tornam acalorados”, diz o texto. “O jornalista Amaury Ribeiro Júnior trabalhou por três anos no Estado de Minas e publicou diversas reportagens. Nenhuma, absolutamente nenhuma, se referiu ao fato agora em questão. O Estado de Minas faz jornalismo.”

No momento em que o assunto tomou outra dimensão, a versão mudou bastante. Passou a circular a tese de que Ribeiro Júnior agiu por conta própria, durante suas férias. Procurado por CartaCapital, Gimenez ficou muito irritado com perguntas sobre a Operação Caribe. “Não sei de nada, isso é um absurdo, não estou lhe dando entrevista”, disse, alterado, ao telefone celular. Sobre a origem da pauta, foi ainda mais nervoso. “Você tem de perguntar ao Amaury”, arrematou. Antes de desligar, anunciou que iria divulgar uma nova nota pública, desta vez para provar que Ribeiro Júnior, funcionário com quem manteve uma relação de confiança profissional de quase cinco anos, não trabalhava mais nos Diários Associados quando os sigilos dos tucanos foram quebrados na Receita.

A nota, ao que parece, nem precisou ser redigida. Antes da declaração de Gimenez a CartaCapital, o UOL, portal na internet do Grupo Folha, deu guarida à versão. Em seguida, ela se espalhou pelo noticiário. Convenientemente.

O que Gimenez não pode negar é a adesão do Estado de Minas ao governador Aécio Neves na luta contra a indicação de Serra. Ela se tornou explícita em 3 de fevereiro deste ano, quando um editorial do jornal intitulado Minas a Reboque, Não! soou como um grito de guerra contra o tucanato paulista. No texto, iniciado com a palavra “indignação”, o diário partiu para cima da decisão do PSDB de negar as prévias e impor a candidatura de Serra contra as pretensões de Aécio. Também pareceu uma resposta às insinuações maldosas de um articulista de O Estado de S. Paulo dirigidas ao governador de Minas.

“Os mineiros repelem a arrogância de lideranças políticas que, temerosas do fracasso a que foram levados por seus próprios erros de avaliação, pretendem dispor do sucesso e do reconhecimento nacional construído pelo governador Aécio Neves”, tascou o editorial. Em seguida, desfiam-se as piores previsões possíveis para a candidatura de Serra: “Fazem parecer obrigação do líder mineiro, a quem há pouco negaram espaço e voz, cumprir papel secundário, apenas para injetar ânimo e simpatia à chapa que insistem ser liderada pelo governador de São Paulo, José Serra”. E termina, melancólico: “Perplexos ante mais essa demonstração de arrogância, que esconde amadorismo e inabilidade, os mineiros estão, porém, seguros de que o governador ‘político de alta linhagem de Minas’ vai rejeitar papel subalterno que lhe oferecem. Ele sabe que, a reboque das composições que a mantiveram fora do poder central nos últimos 16 anos, Minas desta vez precisa dizer não”.

Ao longo da semana, Aécio desmentiu mais de uma vez qualquer envolvimento com o episódio. “Repudio com veemência e indignação a tentativa de vinculação do meu nome às graves ações envolvendo o PT e o senhor Amaury Ribeiro Jr., a quem não conheço e com quem jamais mantive qualquer tipo de relação”, afirmou. O senador recém-eleito disse ainda que o Brasil sabe quem tem o DNA dos dossiês, em referência ao PT.

Itagiba, derrotado nas últimas eleições, também refutou as acusações de que teria comandado um grupo de espionagem com o intuito de atingir Aécio Neves, no meio da briga pela realização de prévias no PSDB. “Não sou araponga. Quando fui delegado fazia investigação em inquérito aberto, não espionagem, para pôr na cadeia criminosos do calibre desses sujeitos que formam essa camarilha inscrustada no PT.”

Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor, autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo e Fragmentos da Grande Guerra, entre outros. Mantém um blog chamado Brasília eu Vi. http://brasiliaeuvi.wordpress.com

sábado, 23 de outubro de 2010

É a glória: Celso Antônio Bandeira de Mello dá seu apoio a Dilma

Depois desse depoimento do professor Celso Antônio Bandeira de Mello, se eu fosse tucano ou eleitor de Zé Serra, eu pegava minha viola, enfiava no saco e corria me esconder em baixo da cama de vergonha. É ou não é a glória ter gente assim do nosso lado?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Emocionante: Ato de artistas e intelectuais em favor de Dilma

Enquanto isso... Na cúpula da campanha da extrema-direita brasileira

Mera coincidência? Videos anti-Obama são iguais aos anti-Dilma...

Vejam abaixo dois desses vídeos grotescos produzidos pela turminha da extrema-direita estadunidense para difamar Obama. Dizem que ele é: terrorista, muçulmano, ateu, anti-americano, comunista, a favor do aborto e do casamento entre gays, etc. São ou não são iguaizinhos aos que a extrema-direita tupiniquim produz contra Dilma? E não vamos esquecer que Serra contratou por 1 milhão de dólares aquele indiano canalha que foi o responsável pela anti-campanha contra Obama. Pior que tem muito imbecil por aí que acredita nesse tipo de lixo...



O amor vai vencer o ódio: 10 coisas que devemos fazer para garantir vitória de Dilma!

1. Conversar com quem não pretende votar nela, argumentar sobre as razões pelas quais você vai votar, ouvir as razões do voto da pessoa e contra argumentar.

2. Sair com plásticos, bandeiras, bottons, tudo o que identifique nosso voto.

3. Acionar redes de internet com freqüência (facebook, orkut, twitter), reenviar mensagens, responder outras, escrever e mandar – em suma, fazer circular ao máximo as mensagens que acredita que possam favorecer o voto na Dilma.

4. Denunciar sistematicamente, multiplicando pelos endereços já existentes, a rede de calúnias que a direita continua a fazer circular.

5. Fazer circular especificamente as declarações da Dilma e do Lula.

6. Tomar a iniciativa de marcar atividades – seja com grupos de propaganda nas ruas, seja em debates nos setores onde exista certo número de indecisos, de gente que pensa votar em branco ou passível de ser convencido do voto pela Dilma.

7. Fazer campanha sistematicamente para que as pessoas votem, só viajando depois de fazê-lo, caso pensem viajar.

8. Ir votar, se possível, com algo de vermelho na roupa.

9. Reiterar a necessidade dos eleitores terem que levar algum documento com foto.

10. Não nos fiarmos nas expectativas geradas pelas pesquisas e disputar votos até o último momento, para garantirmos a vitória da Dilma.

FAÇA A SUA PARTE! A NOSSA MILITÂNCIA VAI FAZER A DIFERENÇA!

Quebra de sigilo dos tucanos: Às favas a verdade factual

Nunca na história eleitoral brasileira a mídia nativa mostrou tamanho pendor para a ficção

- por Mino Carta, na CartaCapital

Há quatro meses CartaCapital publicou a verdade factual a respeito do caso da quebra do sigilo fiscal de personalidades tucanas. Está claro que a chamada grande imprensa não quer a verdade factual, prefere a ficcional, sem contar que em hipótese alguma repercutiria informações veiculadas por esta publicação. Nem mesmo se revelássemos, e provássemos, que o papa saiu com Gisele Bündchen.

Furtei a expressão verdade factual de um ensaio de Hannah Arendt, lido nos tempos da censura brava na Veja que eu dirigia. Ela é o que não se discute. Diferencia-se, portanto, das verdades carregadas aos magotes por cada qual. Correspondem às visões que temos da vida e do mundo, às convicções e às crenças. Às vezes, às esperanças, às emoções, ao bom e ao mau humor.

Por exemplo: eu me chamo Mino e neste momento batuco na minha Olivetti. Esta é a verdade factual. Quatro meses depois da reportagem de CartaCapital sobre o célebre caso, a Polícia Federal desvenda o fruto das suas investigações. Coincide com as nossas informações. O sigilo não foi quebrado pela turma da Dilma, e sim por um repórter de O Estado de Minas, acionado porque o deputado Marcelo Itagiba estaria levantando informações contra Aécio Neves.

Nesta edição, voltamos a expor, com maiores detalhes, a verdade factual. E a mídia nativa? Desfralda impavidamente a verdade ficcional. Conta aquilo que gostaria que fosse e não é. Descreve, entre o ridículo e o delírio, uma realidade inexistente, porque nela Dilma leva a pior, como se a própria candidata petista fosse personagem de ficção. Estamos diante de um faz de conta romanesco, capaz talvez de enganar prezados leitores bem-postos na vida, tomados por medos grotescos e frequentemente movidos a ódio de classe.

Ao sabor do entrecho literário, pretende-se a todo custo que o repórter Amaury Ribeiro Jr. tenha trabalhado a mando de Dilma. Desde a quarta 20, a Folha de S.Paulo partiu para a denúncia com uma manchete de primeira página digna do anúncio da guerra atômica. Ao longo do dia, via UOL, teve de retocá-la até engatar a marcha à ré.

Deu-se que a Polícia Federal entrasse em cena para confirmar com absoluta precisão os dados do inquérito e para excluir a ligação entre o repórter e a campanha petista.

O recorde em matéria de brutal entrega à veia ficcional cabe, de todo modo, à manchete de primeira página de O Globo de quinta 21, obra-prima de fantasia ou de hipocrisia, de imaginação desvairada ou de desfaçatez. Não custa muito esforço constatar que o jornal da família Marinho acusa a PF de trabalhar a favor de Dilma, com o pronto, inescapável endosso do Estadão. Texto da primeira página soletra que, segundo “investigação da PF, partiu da campanha de Dilma Rousseff a iniciativa de contratar o jornalista”. Aqui a acusação se agrava: de acordo com o jornalão, o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, a quem coube apresentar à mídia os resultados do inquérito, é mentiroso.

Seria este jornalismo? Não hesito em afirmar que nunca, na história das eleições brasileiras pós-guerra, a mídia nativa permitiu-se trair a verdade factual de forma tão clamorosa. Tão tragicômica. Com destaque, na área da comicidade, para a bolinha de papel que atingiu a calva de José Serra.

A fidelidade canina à verdade factual é, a meu ver, o primeiro requisito da prática do jornalismo honesto. Escrevia Hannah Arendt: “Não há esperança de sobrevivência humana sem homens dispostos a dizer o que acontece, e que acontece porque é”. Este final, “porque é”, há de ser entendido como o registro indelével, gravado para sempre na teia misteriosa do tempo. A verdade factual é.

Dulcis in fundo: na festa da premiação das Empresas Mais Admiradas no Brasil, noite de segunda 18, o presidente Lula contou os dias que o separam da hora de abandonar o cargo e deixou a plateia de prontidão para as palavras e o tom do seu tempo livre pós-Presidência. Não mais “comedido”, como convém ao primeiro mandatário. E palavras e tom vai usá-los em CartaCapital. Apresento o novo, futuro colunista: Luiz Inácio Lula da Silva.

Por enquanto, ao presidente e à sua candidata não faltou na festa o apoio de dois qualificadíssimos representantes do empresariado. Roberto Setubal falou em nome dos seus pares. Abilio Diniz, de certa forma a representar também os consumidores, em levas crescentes na qualidade de novos incluídos.

A mídia nativa não deu eco, obviamente, a estes pronunciamentos muito significativos.

Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde. redacao@cartacapital.com.br

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Convite: PCdoB organiza ato de apoio a Dilma Rousseff em Jundiaí

Pego na mentira - de novo! Serra foi atingido por bolinha de papel

Telejornal da SBT exibe toda a sequência dos fatos e mostra que Serra só acusou o golpe 20 minutos depois



- Da Carta Capital

O baixo nível da campanha presidencial, antes restrito aos boatos e mentiras divulgados pela internet, às pregações de certas igrejas e ao noticiário de parte da grande mídia – além dos programas eleitorais, é claro – chegou finalmente às ruas. Consequência inevitável. O tumulto que aconteceu ontem no bairro do Campo Grande, no Rio de Janeiro, entre simpatizantes das candidaturas de Serra e Dilma tem que ser condenado e preocupar as coordenações das duas campanhas, pois pode se repetir e causar maiores danos para ambos. E para o País.

Entretanto, é preciso relatar os fatos como eles aconteceram, e entre os telejornais exibidos na noite desta quarta-feira 20, parece que apenas o SBT Brasil conseguiu mostrar toda sequência dos acontecimentos. Na matéria fica claro que o objeto que atingiu a cabeça do candidato foi uma simples bolinha de papel. Não foi uma pedra, nem um rolo de papel, nem um rolo de adesivos – versão final comprada pelos jornais do dia – como publicaram ontem os principais portais de notícias.

Pior: segundo a matéria exibida pelo SBT, Serra percebeu que recebera o golpe do objeto e olhou para o chão para identificá-lo. Depois, prosseguiu a atividade em meio ao tumulto sem nenhum dano físico aparentar, com interrupções para entradas e saídas de uma loja e do veículo que o havia conduzido ao local. Passados 20 minutos, segundo o SBT, ele recebeu um telefonema – veja na tela – e imediatamente pôs as mãos à cabeça. Só então decidiu interromper a caminhada.

Em seguida, contou o telejornal, Serra foi levado a um hospital e submetido a uma tomografia. Na tevê, surge o médico que o atendeu, a dizer que não houve ferimento, mas que havia recomendado ao candidato repouso por 24 horas. Ato contínuo, Serra suspendeu o restante da sua agenda do dia.

Verdes fogem de Serra Dilma recebe apoio de militantes do PV

Filha do líder da causa ambiental Chico Mendes, Ângela Mendes fez um discurso enfático em defesa do apoio à candidatura de Dilma à presidência. Segundo ela, a coerência a levou a votar em Marina Silva (PV) no primeiro turno e a escolher Dilma no segundo turno das eleições.



- do portal
Vermelho

Num ato político que reuniu militantes e líderes do PV, a candidata Dilma Rousseff lançou hoje os 13 Compromissos com a Política Ambiental, que vai combinar sustentabilidade com desenvolvimento econômico. Segundo ela, não há crescimento econômico que justifique a destruição dos recursos naturais.

“Isso vale para todas as nossas políticas públicas. Não queremos mais que este país se desenvolva a custa da sua gente e da sua natureza”, afirmou Dilma, destacando o compromisso com o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

“A redução do desmatamento é pré-condição para a sustentabilidade da Amazônia. Por isso, teremos tolerância zero com o desmatador. Não fizemos tudo, mas podemos dizer que avançamos”, disse Dilma no ato político.

O programa de governo estabelece ainda a consolidação da atuação brasileira na política ambiental global, que assumiu o que Dilma chamou de “posição de vanguarda” na Conferência do Clima, em Copenhague: a redução entre 36% e 39% da emissão de gases que provocam o aquecimento global e em 80% o desmatamento da Amazônia.

“Não faço leilão para ganhar apoio. Assumo compromissos e cumpro”, ressaltou a candidata, levantando a plateia.

Entre os ambientalistas presentes estavam algumas lideranças do PV, como Pedro Ivo, um dos assessores da campanha de Marina Silva (PV), terceira colocada no primeiro turno da eleição, que declarou "independência" no segundo turno.

Ivo justificou o apoio a Dilma lembrando que deixou o PT junto com Marina no ano passado e afirmando que um apoio a José Serra (PSDB) seria uma volta ao passado. “Marina queria que o Brasil fosse para frente, ela não chegou ao segundo turno, mas nós não queremos o Brasil indo para trás. Por isso estamos aqui”.

Direita de sempre

O manifesto de adesão dos verdes, intitulado "Marineiros com Dilma", declara que José Serra (PSDB) é a "direita de sempre" e que tem "transformado o preconceito em seu principal aliado".

Mesmo com críticas à esquerda, os ambientalistas afirmam que um eventual governo de coligação entre PSDB e DEM afastaria o Brasil de "um futuro de mais inclusão social".

"Entendemos que um eventual governo de coligação PSDB-DEM afastaria o Brasil destes grandes desafios, privilegiando os compromissos do 'Estado mínimo' e o discurso repressivo da 'Lei e Ordem'", afirma a carta.

Deputados

Também manifestaram seu apoio á Dilma os deputados Sarney Filho (MA), Roberto Santiago (SP), Fábio Ramalho (MG) e Edson Duarte (BA).

Avanços

Entre os avanços conquistados pelo governo Lula na construção de um novo padrão de desenvolvimento sustentável está, além da redução do desmatamento da Amazônia, o aumento das Unidades de Conservação.

Em oito anos, foram destinados 26,8 milhões de hectares para novas unidades, o que corresponde a 75% das áreas de conservação da biodiversidade criadas no mundo após 2003. Já o desmatamento da Amazônia foi reduzido para menos de 7,5 mil km² em 2009, resultado das ações de fiscalização, apoio à produção sustentável e regularização fundiária.

Filha do líder da causa ambiental Chico Mendes, Ângela Mendes fez um discurso enfático em defesa do apoio à candidatura de Dilma à presidência. Segundo ela, a coerência a levou a votar em Marina Silva (PV) no primeiro turno e a escolher Dilma no segundo turno das eleições.

“A minha coerência me trouxe até aqui. O presidente Lula tem uma relação muito bonita com o nosso estado [Acre] e a luta de Chico Mendes e de todos os companheiros que tombaram pela causa ambiental”, disse a filha do líder seringueiro, assassinado em 1988, um crime ainda sem punição.

Para Dilma, Chico Mendes foi um guerreiro. “Chico Mendes é, sem sombra de dúvida, um líder político, um líder ambiental, um líder brasileiro que honra as lutas populares do nosso país.”

De Brasília
Com Agências

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mais sujeira vem aí: Serra 2010 é o Collor de 1989, preparem-se

Já há alguns dias Serra vem tentando colar no PT a pecha de facção, de grupo extremista, de bando. O fato de hoje seria um pouco a consagração desta estratégia.

- por Renato Rovai, editor da Fórum


Ao ficar sabendo da confusão em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, imediatamente recordei-me do que ocorreu no dia 30 de novembro de 1989, quando um comício de Collor se transformou numa imensa confusão na cidade gaúcha de Caxias.

Era o segundo turno eleitoral, Lula já crescia nas pesquisas e o clima era de alto astral na campanha petista. De repente estoura esse confronto. E Collor que nem havia chegado ao evento, do aeroporto da cidade, já sai atacando o PT de ter incentivado o quebra-quebra. Depois as imagens do conflito, editadas, claro, vão para o Jornal Nacional e para o seu programa eleitoral, ficando lá por alguns dias.

Muito, mas muito mesmo, parecido com o que Serra fez hoje.

Vejam duas fotos do confronto de Caxias e depois sigam lendo o post, porque acho que vem coisa torta pela frente. Não só eu acho isso, o Rodrigo Vianna com quem falei ao telefone agora há pouco também escreveu um post sobre o assunto.


Percebam um homem com um revólver na mão. Vejam que camisa ele usa

Já há alguns dias Serra vem tentando colar no PT a pecha de facção, de grupo extremista, de bando. O fato de hoje seria um pouco a consagração desta estratégia.

Se isso for parar no Jornal Nacional e no seu programa eleitoral buscando vitimizá-lo, podem tirar o verbo ser da última frase do parágrafo anterior do condicional. Eles vão usar essa picada como caminho para tentar virar o jogo nos últimos dias.

Vai ser a última rodada do jogo Serra é do bem, contra o PT do mal.

Ainda pode acontecer coisa pior? Evidente. E o Rodrigo Vianna levanta hipóteses que devem ser consideradas, como pichações em igrejas, carros de reportagens sendo atacados etc.

Também não me surpreenderia com comitês de campanha ou diretórios do PSDB sendo assaltados e violados. E com novas confusões deste tipo em locais onde o conflito poderia ser ainda mais amplificado. Imaginem isso acontecendo, por exemplo, numa visita ao metrô de S. Paulo.

Aliás, falando em local, este evento foi agendado por Indio da Costa, que hoje completa 40 anos, e teria dito a Serra que fazia questão de realizar a agenda do seu aniversário no seu estado.

Indio da Costa é a chave para abrir certas portas das profundezas da campanha de Serra.

E ainda há muitas portas a serem abertas. Todo cuidado é pouco.

PS: Há imagens que demonstrariam que a campanha de Serra estava bem preperada para esta caminhada. Com rapazes bem fortinhos e que agiram com destreza e rapidez para animar o evento.


Relatos sobre a confusão no Rio:
Serra quer virar vítima para preparar “Quinta Onda”?

Na minha humilde opinião, está só preparando o clima. Semana que vem tem mais. É a quinta onda de terror, para “provar” violência de Dilma e PT.

- por Rodrigo Viana, no blog Escrevinhador

Recebi agora relato de Flávio Loureiro – jornalista e blogueiro no Rio - sobre os incidentes ocorridos em Campo Grande, envolvendo Serra, militantes do PSDB e militantes do PT.

Segue o relato:

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1 – Serra marcou uma caminhada no calçadão de Campo Grande com forte aparato de segurança.

2 – O sindicato dos mata-mosquitos, demitidos na época em que Serra era ministra da Saúde de FHC, se localiza nas imediações.

3 – O processo de demissão dos mata-mosquitos foi traumático, a ponto de trabalhadores perderem tudo, e foram registrados cinco suícdios entre os mata-mosquitos demitidos.

4 – A categoria organizou manifestação no calçadão de Campo Grande.

5 – Os petistas da região, que organizam panfletagens no calçadão, sabendo do quadro, foram para lá evitar confrontos.

6 – Mas os seguranças de Serra, liderados por Júnior, filho da vereadora e deputada estadual Lucinha (PSDB), rasgaram os cartazes dos mata-mosquitos, aí o tumulto começou. Vale lembrar que a comitiva de Serra estava distante do local do conflito, mas Serra foi visto entrando numa Van sem qualquer ferimento.

7 – O miltante petista Carlos Calixto foi agredido e teve o supercílio rasgado, e ainda sangrando foi para a Delegacia Policial registrar a ocorrência.

8 – Segundo o militante petista Sebastião Moraes, a confusão só não foi maior porque outros mata-mosquitos que vinham se incorporar à manifestação chegaram atrasados.

9 – O pessoal mata-mosquitos que estava na manifestação não tem vínculo com o PT. Essa turma tem dois sentimentos básicos: paixão por Lula, que os reincorporou; e ódio por Serra/FHC, que os demitiu.

Abs, Flávio Loureiro

===

Agora volto eu, Rodrigo Vianna. Como informei via twitter durante a tarde, assisti imagens brutas da confusão. Vou relatar o que vi:

1) Serra caminha numa calçada, ao lado de Indio e Gabeira…

2) Há militantes com bandeiras do Serra e vários seguranças à paisana, com aquele corte de cabelo típico de p-2 (serviço reservado), vao empurrando a turma do PT que está por ali.

3) Há empurrra empurra. Cenas nitidas de um rapaz muito forte, de camisa amarela: bate nuns caras de camisa vermelha. Petistas reagem.

4) Serra para varias vezes. Entra numa loja, depois entra numa van. Sai de novo. Quando vai pra van pela segunda vez, põe a mao na cabeça.

5) Parece mesmo ter sido atingido. Mas a gente não vê direito o que era. Depois, aparece um cara com camisa vermelha (petista?), ensanguentado. Serra entra na van.

6) Sai pela última vez, fica só na porta da van, e dá tchauzinho ao lado de Índio. A careca reluzente, nenhum machucado à vista. E vai embora.

Na sequência, pelo que me contam colegas jornalistas do Rio, Serra seguiu para um hospital, foi atendido por um médico (ex-secretario de Cesar Maia) que recomendou repouso. Serra cancelou agenda.

Dizem que foi atingido por um rolo de fita crepe, ou algo parecido.

Na minha humilde opinião, está só preparando o clima. Semana que vem tem mais. É a quinta onda de terror, para “provar” violência de Dilma e PT.

Para saber mais sobre as “Ondas” da campanha contra Dilma, clique aqui.
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