terça-feira, 31 de agosto de 2010

Para ver e rever: Dilma cala a boca de Willie Waack



Altamiro Borges: Cala boca, Willian Waack!

- Por Altamiro Borges, em seu blog

Um vazamento de áudio, na quinta-feira passada (26), expôs a postura arrogante do âncora do Jornal da Globo, que vai ao ar no final da noite.

No momento em que a Dilma Rousseff rebatia as acusações levianas sobre a quebra de sigilo fiscal de dirigentes tucanos, Willian Waack deixou escapar a frase: “Manda calar a boca”. Diante da difusão do vídeo pela internet, somente agora a TV Globo emitiu uma nota pedindo desculpas aos telespectadores pela “falha técnica”.

Segundo o sítio Comunique-se, a poderosa emissora garante que Willian Waack não se referiu à presidenciável, mas apenas pediu silêncio à equipe, já que o barulho “prejudicava a concentração dos apresentadores”. Mesmo assim, a lacônica nota tenta enterrar o constrangedor episódio: “Aos telespectadores, a TV Globo pede desculpas pela falha”. Nem o pedido de desculpa nem, muito menos, a estranha justificava devem convencer os que acompanham o trabalho deste jornalista.

Servidor do Instituto Millenium

Willian Waack nunca escondeu a sua oposição frontal ao governo Lula. Com seus comentários e suas caretas, ele sempre procura desqualificar as iniciativas do atual governo, em especial às que se referem à política externa e aos métodos democráticos de diálogo com os movimentos sociais. Seus alvos são as “amizades” de Lula com “ditadores populistas”, como Hugo Chávez, Cristina Kirchner e Evo Morales, e a sua “conivência” como movimentos “fora da lei”, como o MST.

No seminário do Instituto Millenium, em março passado, ele foi um dos mestres de cerimônia do convescote dos barões da mídia e ficou visivelmente empolgado com os incontáveis ataques ao “autoritarismo do governo Lula”. Na ocasião, a direita midiática procurou unificar sua pauta para a campanha presidencial e deixou explícito que concentraria todo o seu fogo contra a candidata Dilma Rousseff. Willian Waack foi uma das estrelas desta conspiração direitista e golpista.

Entrevista ou provocação policialesca

Mesmo após o lamentável episódio do vazamento do áudio, o apresentador segue caninamente as orientações traçadas no Millenium. No Jornal da Globo de ontem, que iniciou uma nova série de entrevistas com os presidenciáveis, ele se postou como um torturador diante da ex-ministra, no mesmo tom provocador do seu coleguinha Willian Bonner. Não fez nenhuma pergunta sobre as propostas da candidata ou sobre temas de relevo para a sociedade. Tentou, apenas, desgastá-la.

Como observou o blogueiro Luis Nassif, a entrevista procurou explorar factóides, insistindo nas especulações sobre quebra de sigilo fiscal, fatiamento do futuro ministério, influência de José Dirceu e outras bravatas demotucanas. “Surpreendente, porque Waack é dos mais preparados jornalistas da televisão. Se descesse do pedestal para discutir conceitos com a candidata, poderia ter proporcionado aos telespectadores um dos momentos altos do jornalismo nessa campanha”.

Momento de revolta do âncora

Mas não dá mais para esperar “jornalismo sério” de Willian Waack. Seus compromissos hoje são outros. O vazamento do vídeo simplesmente pode ter expressado um momento de ira do âncora da TV Globo, indignado com o definhamento da candidatura do demotucano José Serra e com crescimento de Dilma Rousseff. Afinal, os telespectadores não seguem mais as suas opiniões e as suas caretas. Na prática, a sociedade está mandando um recado: “Cala boca, Willian Waack”.

Paquera virtual? Chefão do "Jornal de Jundiaí" me envia recado picante!

O assessor de comunicação do PSDB local e dublê de poderoso chefão do "Jornal de Jundiaí" voltou à carga contra este que vos escreve. Claro que, novamente, por meio de "mensagem cifrada" em sua coluninha dominical, com a sutileza e leveza que lhe são peculiares.

Depois de ter dado satisfações por duas vezes a este blog e ser desmascarado em ambas suas tentativas de tentar tapar o sol com peneira (o que o forçou a apelar para ataques chulos), achei que o sujeito ia se fingir de morto. Mas que nada! Vejam só o recadinho que ele me mandou em sua mais recente coluna, não apenas acusando o golpe e confirmando definitivamente que é pautado pela blogosfera, mas também fazendo revelações pessoais prá lá de picantes:

"Fofoqueiros de plantão me informam que a carapuça serviu direitinho. Como outros bandoleiros da web podem querer usá-la, seria adequado que o indivíduo que a vestiu, lave antes de emprestar. (Ah, quero ver se vai vestir de novo. Ah quero! Avisem-me rápido!! É uma delícia.)" - Sindey Mazoni

Como pode-se constatar, ironia não é forte do rapaz, afinal essa é uma arte que requer o mínimo de inteligência, cultura e elegância. Assim com a sutileza.

Mas, cá entre nós, é impressão minha ou esse negócio tá ficando esquisito? Como assim, ele quer "ver eu vestir de novo, rápido, porque é uma delícia"?

Não é por nada não, sou uma pessoa de mente aberta, liberal e sem frescuras. Mas peço aos "fofoqueiros de plantão" dele que avisem ao cidadão que tucanos extremistas de direita que usam barbichinha e se alugam para o PiG não fazem meu tipo...

O mais legal dessa história toda é que fiquei sabendo por uma fonte fidedigna que meu blog é campeão de acessos na redação do "Jornal de Jundiaí". Toda vez que o "chefão" não está olhando, a galera abre o Tudo Em Cima e racha de rir com meus textos sobre o sujeito!

Fico imaginando como deve ser duro para quem leva o Jornalismo a sério ter que receber ordens de alguém tão... como direi?... medíocre. O pessoal tem que se aliviar de alguma forma. Fico feliz, portanto, de prestar esse importante serviço aos meus colegas de profissão!

sábado, 28 de agosto de 2010

Ibope: Dilma abre 24 pontos de vantagem sobre Serra

Após dez dias de exposição dos candidatos à Presidência no horário eleitoral, a candidata Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, abriu 24 pontos de vantagem sobre o tucano José Serra. Se a eleição fosse hoje, ela venceria no primeiro turno, com 59% dos votos válidos.

Segundo pesquisa Ibope/O Estado de S. Paulo/TV Globo, Dilma chegou a 51% das intenções de voto, um crescimento de oito pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto, feito às vésperas do início da propaganda eleitoral. Desde então, Serra passou de 32% para 27%. Marina Silva, do PV, oscilou de 8% para 7%. Somados, os adversários da petista têm 35 pontos, 16 a menos do que ela.

Dilma ultrapassou Serra em São Paulo (42% a 35%) e tem o dobro de votos do adversário (51% a 25%) em Minas Gerais – respectivamente primeiro e segundo maiores colégios eleitorais do país. No Rio de Janeiro, terceiro estado com a maior concentração de eleitores, a candidata do PT abriu nada menos do que 41 pontos de vantagem em relação ao tucano (57% a 16%).

Na divisão do eleitorado por regiões, Dilma registra a liderança mais folgada no Nordeste, onde tem mais que o triplo de votos do rival (66% a 20%%). No Sudeste, ela vence por 44% a 30%, e no Norte/Centro-Oeste, por 56% a 24%.

A Região Sul é a única em que há empate técnico: Dilma tem 40% e Serra, 35%. A margem de erro específica para a amostra de eleitores dessa região chega a cinco pontos porcentuais. Mas também entre os sulistas se verifica a tendência de crescimento da petista: ela subiu cinco pontos porcentuais na região, e o tucano caiu nove.

Ricos e pobres

A segmentação do eleitorado por renda mostra que a candidata do PT tem melhor desempenho entre os mais pobres. Dos que têm renda familiar de até um salário mínimo, 58% manifestam a intenção de votar nela, e 22% em Serra. Na faixa de renda logo acima – de um a dois salários mínimos –, o placar é de 53% a 26%. Há um empate entre a petista (39%) e o tucano (38%) no eleitorado com renda superior a cinco salários.

Também há empate técnico entre ambos no segmento da população que cursou o ensino superior. Nas demais faixas de escolaridade, Dilma vence com 25 a 28 pontos de vantagem. A taxa de rejeição à candidata petista oscilou dois pontos para baixo, mas se mantém praticamente a mesma desde junho, próxima dos 17%. No caso do candidato tucano, 27% afirmam que não votariam nele em nenhuma hipótese.

O desempenho de Dilma já se equipara à de Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de 2006. Na época, no primeiro turno, o então candidato petista teve 59% dos votos válidos como teto nas pesquisas. Agora, a disparada de Dilma disseminou a expectativa de que ela vença a eleição. Para dois terços da população, a ex-ministra tomará posse em janeiro como sucessora do atual presidente. Apenas 19% dos eleitores acham que Serra será o vitorioso.

Mulheres

Com boa parte de sua propaganda direcionada à conquista do eleitorado feminino – dando destaque à possibilidade de uma mulher assumir pela primeira vez a Presidência –, Dilma cresceu mais entre as mulheres (nove pontos) que entre os homens (cinco pontos). Na simulação de segundo turno, a vantagem de Dilma entre as mulheres é agora praticamente a mesma que entre os homens, um fato inédito na campanha. O próprio Lula sempre teve mais votos entre os homens.

A pesquisa mostra que 57% dos eleitores já assistiram a pelo menos um programa do horário eleitoral. Segundo o Ibope, 50% dos brasileiros preferem votar em um candidato apoiado pelo presidente, e 9% tendem a optar por um representante da oposição. Do total do eleitorado, 88% sabem que Dilma é a candidata de Lula. O governo do presidente é considerado ótimo ou bom por 78% dos brasileiros. Outros 4% consideram a gestão Lula ruim ou péssima.

Da Redação, com informações do O Estado de S.Paulo

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ricardo Kotscho: A nova derrota da grande mídia

Ninguém mais precisa dizer o que devemos pensar, como devemos votar, o que é melhor para nós. A liberdade de imprensa e de expressão não tem mais meia dúzia de donos. É um direito conquistado por todos nós.

- Ricardo Kotscho é repórter. Jornalista desde 1964, já trabalhou em praticamente todos os principais veículos da imprensa brasileira (jornais, revistas e redes de TV), nas funções de repórter, editor, chefe de reportagem e diretor de redação.

A se confirmarem as previsões de todos os principais institutos de pesquisa apontando a vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno das eleições presidenciais, não serão apenas o candidato José Serra e sua aliança demotucana de oposição os grandes derrotados. Perdem também, mais uma vez, os barões da grande mídia brasileira.

Foram-se os tempos em que eles faziam ou derrubavam presidentes e se julgavam os verdadeiros donos do poder, os formadores de opinião, os únicos proprietários da verdade. Durante os últimos oito anos, desde a primeira eleição de Lula, não fizeram outra coisa a não ser mostrar em suas capas e manchetes um país desgovernado, sempre à beira do abismo.

Em cada estatística divulgada, procuravam destacar sempre o lado negativo, sem se dar conta de que a vida dos brasileiros estava melhorando em todas as áreas, e os cidadãos eleitores percebiam isso.

Fechados em seus gabinetes e certezas, longe do país real, imaginavam que desta forma ajudariam a eleger o candidato da oposição em 2010. Fizeram a sua parte, é verdade, anunciando uma crise do fim do mundo atrás da outra, batendo no governo dia sim e no outro também, mas não deu certo de novo.

Em reunião da Associação Nacional dos Jornais, a presidente da entidade, Judith Brito, chegou a dizer com todas as letras que, na falta de uma oposição partidária, era preciso a imprensa assumir este papel, como de fato fez. Os líderes demotucanos acharam que isto seria suficiente para derrotar Lula e a sua candidata. Acreditarem que o apoio da mídia poderia fazer a diferença, decidir o jogo a seu favor. Que bobagem!

Até a última semana, antes da divulgação das novas pesquisas, o noticiário ainda alimentava o discurso da oposição numa operação casada contra o governo e a sua candidata. Como a vaca da campanha tucana caminhou inexoravelmente para o brejo, num lance desesperado para tentar virar o jogo, José Serra procurou associar sua imagem à de Lula no programa de televisão. Aí foi a vez dos seus aliados na mídia darem um basta e jogarem a toalha: assim também não…

Quem sabe agora tenham a humildade e o bom senso de reconhecer que acabou a época dos formadores de opinião abrigados na grande imprensa, que perde circulação e audiência a cada dia. Novos meios e novos agentes multiplicaram-se pelo país, democratizando a informação e a opinião.

Ninguém mais precisa dizer o que devemos pensar, como devemos votar, o que é melhor para nós. A liberdade de imprensa e de expressão não tem mais meia dúzia de donos. É um direito conquistado por todos nós.

* Foi correspondente na Europa nos anos 1970 e exerceu o cargo de Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República no governo Luiz Inácio Lula da Silva, no período 2003-2004. Ganhou os premios Esso, Herzog, Carlito Maia e Cláudio Abramo, entre outros. Em 2008, foi um dos cinco jornalistas brasileiros contemplados com o Troféu Especial de Imprensa da ONU. Tem 19 livros publicados _ entre eles, “Do Golpe ao Planalto _ Uma vida de Repórter” (Companhia das Letras) e “A Prática da Reportagem” (Ática).

Dá-lhe presidente! Lula dá uma porrada no preconceito e na soberba

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Fukuyama diria: É o fim da história para a direita brasileira. Eu não!

- Por Charles Carmo, no O Recôncavo

No PT, a ordem é evitar o sapato alto. Os números provam que Serra já perdeu, é verdade. Entretanto, ainda não houve o escrutínio, por isso, Dilma ainda não ganhou. O sentimento de “favas contadas” virou o maior problema da campanha petista e está sendo priorizado pelo partido.

Serra teve um significante crescimento, mas na rejeição. Agora tem mais gente que diz que não vota no tucano de jeito nenhum, do que pessoas dispostas a lhe dar o voto.

Por menos que isso muito japonês celebrou o ritual do haraquiri.

A democracia brasileira precisa de uma oposição. Serra amarrou a que restou ao seu destino, com a corda do lacerdismo que ela mesmo teceu durante os oito anos de governo Lula.

Agora a oposição tenta salvar o que ainda resta.

E o que ainda restam nas hostes tucanas e democratas se dividirão entre os que irão para o colo do governo Dilma e os que terão que ressignificar o papel de uma oposição política neste novo momento histórico do país, para ter qualquer chance de sobrevivência.

Fukuyama diria que é o fim da história para a direita brasileira.

Eu não!

A direita sobreviverá enquanto existir o capitalismo.

O fato novo é que este país agora tem povo. E este povo resolveu sentar à mesa, ao invés de servi-la.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Quem te viu, quem te vê... Arthur Virgílio agora é "independente"!

Arthur Virgílio, líder tucano no Senado, está tremendo nas bases. Na sua primeira peça de campanha na TV, ele mudou o nome - banindo o H -, escondeu a legenda do PSDB, afirmou na maior caradura que é "independente" e, o mais grotesco, não citou sequer uma vez o nome de José Serra. O valentão, que prometeu "dar uma surra" no Lula, pode apanhar nas urnas e do irritadiço presidenciável demotucano.



Pesquisas indicam que José Serra pode ficar em terceiro lugar no Amazonas, abaixo de Marina Silva. Para completar o desastre, também afunda a candidatura ao Senado do tucano raivoso Arthur Virgílio. O valentão já está em terceiro lugar, abaixo da candidata comunista Vanessa Grazziotin. Essa "surra" faria um enorme bem à democracia brasileira.

Não percam: Mais um programa vencedor de Dilma!

Massa cheirosa do PSDB nos odeia: Somos sujos, mas somos arrumadinhos!

Pesquisa CNT/Sensus: Dilma tem 46% das intenções de voto; Serra, 28,1 %

O coordenador da pesquisa Sensus, Ricardo Guedes, afirmou que o índice de rejeição de Serra indica que a eleição caminha para um desfecho em primeiro turno, uma vez que a rejeição de um candidato a partir de 35% já é “preocupante”. “Nunca vimos uma pessoa se eleger com 40% ou mais de rejeição”.

- por Alexandre Porto, em seu blog

A vantagem da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, sobre o adversário do PSDB, José Serra, aumentou de 10 para 17,9 pontos percentuais de acordo com a pesquisa Sensus divulgada nesta terça-feita, 24, pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Dos pontos válidos (excluídos brancos e nulos), Dilma soma 55,3% dos votos, contra 47,7% dos demais candidatos somados. De acordo com esses números, a petista venceria a eleição em primeiro turno.

Segundo o levantamento, Dilma tem 46% das intenções de voto, contra 28,1% de Jose Serra. A presidenciável do PV, Marina Silva, foi apontada por 8,1% dos entrevistados. Nenhum dos demais seis candidatos à Presidência alcançaram um ponto percentual. Não souberam responder somam 11,7%, enquanto votos brancos e nulos ficaram em 5,1%.

Na última pesquisa, divulgada no dia 5 deste mês, Dilma estava na frente do presidenciável tucano com 41,6%. Serra tinha 31,6% e Marina Silva 8,5%.

Na simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, a petista ganharia o pleito com 52,9% dos votos, contra 34% do tucano. Não souberam responder: 5,8%. Brancos e nulos: 7,4%. Na pesquisa divulgada no início do ano, os índices eram similares: Dilma venceria o pleito com 48,3% e Serra ficaria com 36,6%.

A pesquisa Sensus também perguntou aos entrevistados quem eles acreditam que vencerá a eleição presidencial, sendo que 61,8% responderam Dilma Rousseff. O número é maior do que os que garantem voto nela, que ficou em 46%. Em contrapartida, o índice de eleitores que acreditam na vitória de Serra (21,9%) é menor do que os que votarão nele (28,1%).

Rejeição - Na comparação entre a pesquisa Sensus divulgada em 5 de agosto e o levantamento publicado nesta terça-feira, aumentou o índice de rejeição ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Enquanto na última pesquisa 30,8% dos entrevistados diziam não votar dele de forma alguma, 40,7% responderam da mesma forma.

A rejeição a Marina Silva também cresceu de 29,7% para 47,9%. A rejeição de Dilma variou entre 25,3% e 28,9% entre uma pesquisa e outra. A margem de erro da pesquisa é de 2% para mais ou para menos.

O coordenador da pesquisa Sensus, Ricardo Guedes, afirmou que o índice de rejeição de Serra indica que a eleição caminha para um desfecho em primeiro turno, uma vez que a rejeição de um candidato a partir de 35% já é “preocupante”. “Nunca vimos uma pessoa se eleger com 40% ou mais de rejeição”.

A pesquisa CNT/Sensus também apurou quanto dos entrevistados assistiu ao programas eleitorais dos candidatos veiculados na TV e no rádio a partir do último dia 17. Do total, 42,9% disseram ter assistido ao programa, dos quais 56% avaliaram que Dilma apresentou o melhor programa eleitoral. O programa de Serra foi considerado o melhor por 34,3% dos eleitores, e o de Marina Silva foi eleito o melhor.

Por Região

Norte / Centro-Oeste = Dilma 45,0%, Serra 25,5%, Marina 7,6%
Nordeste = Dilma 62,1%, Serra 19,8%, Marina 6,4%
Sudeste = Dilma 39,2%, Serra 27,6%, Marina 9,7%
Sul = Dilma 35,7%, Serra 47,8%, Marina 6,9%

Por Gênero

Masculino = Dilma 49,4%, Serra 28,7%, Marina 7,6%
Feminino = Dilma 42,9%, Serra 27,4%, Marina 8,4%

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Chefão do JJ joga a toalha: Na falta de argumentos lógicos, apela-se para a baixaria

Em seu editorial do dia 8 de agosto, o editor-chefe do "Jornal de Jundiaí" jogou a toalha e admitiu, implicitamente, que não possui mais justificativas minimamente plausíveis para tentar explicar porque não publicou a notícia da impugnação do candidato a deputado federal do PSDB.

Depois de tentar justificar porque só deu destaque às impugnações dos candidatos que não eram do PSDB e ser contestado duas vezes por mim aqui no Tudo em Cima (Justificativas do editor-chefe do "Jornal de Jundiaí" não condizem com os fatos! e "Jornal de Jundiaí" muda versão para blindagem de tucano!), o editor-chefe do JJ partiu para o plano B: apelar para ataques chulos e baixaria na tentativa desesperada de denegrir seu interlocutor e, assim, desviar o foco da sua falta de argumentos.

Veja o que escreveu agora o chefão do "Jornal de Jundiaí" em sua coluna dominical:

"[...] O pleito de 3 de outubro será o primeiro em que a internet será utilizada como ferramenta - mais propriamente pelos ´assessores´ que pelos candidatos - em sua plenitude. Por isso, cuidado! Blogs ou sites ditos ´independentes´, para os quais só existe uma verdade, que só editam o que lhes apetece, não têm a menor credibilidade. São lixo. Devem ser tratados como tal."

É ou não é uma graça ver um sujeito que tem um cargo poderoso dentro de um dos jornais outroras mais lidos da região sendo obrigado a ter que dar satisfações por duas vezes a um blog que ele mesmo considera como "lixo" e "sem credibilidade"? E mais: quando é duplamente desmascarado e percebe que não tem como tentar inventar desculpas fajutas para explicar a sua parcialidade e partidarismo inconfessáveis, apela para ataques pessoais chulos, mas nem mesmo tem coragem de dar nomes aos bois!

E o mais triste: tenta me rotular como 'assessor' só porque eu trabalhava com o deputado Pedro Bigardi antes dele perder o mandato (algo que, por motivos éticos, deixei bem claro aqui em meu blog em julho de 2009). Como se o fato de alguém trabalhar para um político o tornasse impedido de tecer opiniões sobre qualquer coisa! E o cara nem originalidade tem, pois já havia apelado para essa mesma tática persecutória antes (clique aqui para ver).

Enfim, fica definitavamente comprovado que o editor-chefe do "Jornal de Jundiaí" não publicou a notícia da impugnação do candidato do PSDB por motivos que não tem coragem de confessar. Afinal, para pessoas como ele só existe uma verdade e só editam o que lhes apetece, não tendo enfim a menor credibilidade.

Eu falo que quando esses caras nos atacam, estão no fundo apenas revelando a imagem que enxergam refletidas em seus espelhos...

E para aqueles que acham que não existe diferença entre meu blog e jornais como o JJ, por ambos serem parciais, partidários e nada isentos eu digo: concordo plenamente. A única - e brutal - diferença é que eu admitido tudo isso honesta e abertamente em respeito à inteligência dos meus leitores.

Clique aqui para ler o editorial do chefão do JJ na íntegra.

Simplesmente emocionante! Mais recente programa de Dilma na TV

Atendendo a pedidos: Governo Federal lança "Bolsa Blog Sujo"!

Documento final: Blogueiros Progressistas defendem liberdade de expressão

- Por Anselmo Massad e Ricardo Negrão, na rede Brasil Atual

São Paulo - Cerca de 300 autores de blogs reunidos na capital paulista neste domingo (22), segundo dia do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, na capital paulista, aprovaram uma carta de princípios.

O texto defende a liberdade de expressão, especialmente na internet, democratização da comunicação e a universalização da banda larga no Brasil (acesse link para íntegra da Carta dos Blogueiros Progressistas). O documento encerra o 1º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas.

Os trabalhos foram organizados por Altamiro Borges, do Centro de Estudos Barão de Itararé, e tomaram cerca de duas horas e meia. Propostas elencadas na manhã do domingo por grupos de trabalho foram apresentadas e aprovadas na plenária.

Também foi deliberada a realização de um segundo encontro, em data e local ainda a definir, além de eventos locais e regionais e aprovadas moções de apoio e de solidariedade a jornalistas e comunicadores.

Uma das primeiras polêmicas entre os ativistas esteve relacionada ao próprio nome do evento. Enquanto alguns participantes defendiam outras opções de adjetivos aos blogueiros, ficou definida a manutenção do termo "progressistas".

"O que seremos depende menos do nome e mais de nossa conduta daqui para frente", resumiu Conceição Lemes, do Viomundo. A resolução teve apoio da maioria da plenária.

Preocupações em definir o movimento como suprapartidário e desvinculado de lideranças e correntes políticas específicas, em sublinhar a posição contrária à censura e em garantir o apoio à neutralidade da internet foram incorporadas à redação final.

O texto foi divulgado na tarde deste domingo. Há ainda apoio a regulamentação dos artigos da Constituição Federal que tratam dos meios de comunicação no país e de incentivo a estruturas de financiamento para produtores autônomos.

Encontro de blogueiros: Discurso de Brizola Neto

domingo, 22 de agosto de 2010

Altamiro Borges: Alckmin e a batalha de São Paulo

Para evitar mais uma gestão desastrosa da direita em São Paulo e reforçar a campanha de Dilma Rousseff no estado será preciso desmascarar Geraldo Alckmin, que já foi apelidado de “picolé de chuchu”. A mídia demotucano, que adora desfigurar o passado de seus adversários, não cumprirá este papel investigativo. Com este objetivo, apresento uma breve história do candidato tucano ao governo da principal unidade da federação, que comprova seu conservadorismo e autoritarismo.

- Por Altamiro Borges, em seu blog

As últimas pesquisas, inclusive as do Datafraude e do Globope, confirmam que Dilma Rousseff caminha para vencer a eleição presidencial já no primeiro turno. Um dos obstáculos que pode, mais uma vez, adiar este resultado é São Paulo. Neste estado, que concentra 22,3% do eleitorado brasileiro, diminuiu a diferença entre os dois principais concorrentes, mas José Serra ainda tem folgada vantagem. Em certo sentido, a batalha presidencial será definida em São Paulo.

Reduto do eleitorado conservador

Maior centro industrial e financeiro do país, com volumosa “classe média”, o estado é dominado pelo PSDB há quase 16 anos e tornou-se o principal reduto do eleitorado conservador. Apesar da chamada “locomotiva” ter emperrado nas últimas décadas, com índices pífios de crescimento e explosão da miséria social, a hegemonia tucana ainda é inconteste e pode garantir a vitória, já no primeiro turno, para Geraldo Alckmin, expressão mais tosca do conservadorismo político.

Para evitar mais uma gestão desastrosa da direita em São Paulo e reforçar a campanha de Dilma Rousseff no estado será preciso desmascarar Geraldo Alckmin, que já foi apelidado de “picolé de chuchu”. A mídia demotucano, que adora desfigurar o passado de seus adversários, não cumprirá este papel investigativo. Com este objetivo, apresento uma breve história do candidato tucano ao governo da principal unidade da federação, que comprova seu conservadorismo e autoritarismo.

Breve história de um direitista

Natural de Pindamonhangaba, no interior paulista, Geraldo Alckmin sempre conviveu com políticos reacionários, alguns deles envolvidos na conspiração que resultou no golpe militar de 1964, e com simpatizantes do Opus Dei, seita religiosa que cresceu sob as bênçãos do ditador espanhol Augusto Franco. Seu pai militou na União Democrática Nacional (UDN), principal partido golpista deste período; um tio foi prefeito de Guaratinguetá pelo mesmo grupo; outro foi professor do Mackenzie, que na época havia sido convertido num dos centros da direita fascista.

Alckmin ingressou na política em 1972, convidado pelo antigo MDB para disputar uma vaga de vereador. Na ocasião, diante do convite formulado por seu colega do curso de medicina, José Bettoni, ele respondeu: “Mas meu pai é da UDN”, talvez temeroso dos seus laços familiares com a ditadura. Até hoje, Alckmin se gaba de ter sido um dos vereadores mais jovens do país, com 19 anos, e de ter tido uma votação histórica neste pleito – 1.147 votos (cerca de 10% do total).

Um bajulador da ditadura militar

Mas, segundo o depoimento de Paulo de Andrade, presidente do MDB local nesta época, outros fatores interferiram na sua eleição. O tio de Alckmin, José Geraldo Rodrigues, tinha acabado de ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal pela ditadura. “Ele transferiu prestígio para o sobrinho”, diz Rodrigues. A outra razão era histórica. Geraldo é sobrinho-neto do folclórico político mineiro José Maria Alckmin, que foi o vice-presidente civil do general golpista Castelo Branco. “Ter um Alckmin no MDB era um trunfo [para o regime militar]’, diz Andrade”.

Tanto que o jovem vereador se tornou um bajulador da ditadura. Caio Junqueira, em um artigo no jornal Valor (03/04/06), desenterrou uma carta em que ele faz elogios ao general Garrastazu Médici. Segundo o jornalista, Alckmin sempre se manteve “afastado de qualquer movimento de resistência ao regime militar... O tom afável do documento encaminhado a Médici, sob cujo governo o Brasil viveu o período de maior repressão, revela a postura de não enfrentamento da ditadura, fato corroborado por relatos de colegas de faculdade e políticos que com ele atuaram”.

Seguidor da seita Opus Dei

Em 1976, Alckmin foi eleito prefeito da sua cidade natal por uma diferença de apenas 67 votos e logo de cara nomeou seu pai como chefe de gabinete, sendo acusado de nepotismo. Ainda como prefeito, tomou outra iniciativa definidora do seu perfil, que na época não despertou suspeitas: no cinqüentenário do Opus Dei, em 1978, ele batizou uma rua da cidade com o nome de Josemaría Escrivá de Balaguer, o fundador desta seita fascista.

Na seqüência, ele foi eleito deputado estadual (1982) e federal (1986). Na Constituinte, em 1998, teve uma ação apagada e recebeu nota sete do Diap; em 1991, tornou-se presidente da seção paulista do PSDB ao derrotar o grupo histórico do partido, encabeçado por Sérgio Motta. Em 1994, Mário Covas o escolheu como vice na eleição para o governo estadual. Já famoso por sua truculência, coube-lhe presidir o Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização.

Centralizador e a “turma de Pinda”

As privatizações das lucrativas estatais foram feitas sem qualquer transparência ou diálogo com a sociedade, gerando muitas suspeitas de negócios ilícitos. Nas eleições para a prefeitura da capital paulista, em 2000, obteve 17,2% dos votos, ficando em terceiro lugar. Com a morte de Covas, em março de 2001, assumiu o governo e mudou toda a sua equipe, causando desconforto até em setores do PSDB. Em 2002, ele foi reeleito governador no segundo turno, com 58,6% dos votos.

Numa prova de sua vocação autoritária, um de seus primeiros atos no governo foi nomear, para o estratégico comando do Departamento de Inteligência da Polícia Civil, o delegado Aparecido Laerte Calandra – também conhecido pela alcunha de “capitão Ubirajara”, que ficou famoso como um dos mais bárbaros torturadores dos tempos da ditadura. Com a mesma determinação, o governador não vacilou em excluir os históricos do PSDB do Palácio dos Bandeirantes, cercando-se apenas de pessoas de sua estrita confiança e lealdade – a chamada “turma de Pinda”.

Criminalização dos movimentos sociais

Como governador de São Paulo, Alckmin nunca escondeu sua postura autoritária. Ele se gabava das ações “enérgicas” de criminalização dos movimentos sociais e de satanização dos grevistas. Não é para menos que declarou apoio à prisão dos líderes do MST no Pontal do Paranapanema; aplaudiu a violenta desocupação de assentados no pátio vazio da Volks no ABC paulista; elogiou a prisão do dirigente da Central dos Movimentos Populares (CMP), Gegê; e nunca fez nada para investigar e punir as milícias privadas dos latifundiários no interior do estado.

Durante seu governo, o sindicalismo não teve vez e nem voz. Ele se recusou a negociar acordos coletivos, perseguiu grevistas e fez pouco caso dos sindicalistas. Que o digam os docentes das universidades, que realizaram um das mais longas greves da história e sequer foram recebidos; ou os professores das escolas técnicas, que pararam por mais de dois meses, não foram ouvidos e ainda foram retalhados com 12 mil demissões.

A linguagem da violência

Os avanços democráticos no país não tiveram ressonância no estado. Alckmin sabotou os fóruns de participação da sociedade criados no governo Lula, como o Conselho das Cidades. Avesso ao diálogo, a única linguagem do ex-governador foi a da repressão dura e crua. Isto explica a sua política de segurança pública, marcada pelo total desrespeito aos direitos humanos e que transformou o estado num grande presídio – em 2006, eram 124 mil detentos para 95 mil vagas.
Segundo relatório oficial, o ex-governante demitiu 1.751 funcionários da Febem, deixando 6.500 menores em condições subumanas, sofrendo maus-tratos. Nos seus quatro anos de governo, 23 adolescentes foram assassinados nestas escolas do crime, o que rendeu a Alckmin a condenação formal da Corte Internacional da OEA.

A submissão dos poderes

Contando com forte blindagem da mídia, Alckmin conseguiu submeter quase que totalmente o Poder Judiciário, infestando-o de tucanos, e garantiu uma maioria servil no Poder Legislativo. Através de um artifício legal do período da ditadura militar, ele abortou 69 pedidos de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) na Assembléia Legislativa – destas, 37 tinham sido solicitadas para investigar irregularidades, fraudes e casos de corrupção da sua administração.

Como sintetiza o sociólogo Rodrigo Carvalho, no livrete “O retrocesso de São Paulo no governo tucano”, Geraldo Alckmin marcou sua gestão pela forma autoritária como lidou com a sociedade organizada e pelo rígido controle que exerceu sobre os poderes instituídos e a mídia. “Alckmin trata os movimentos sociais como organizações criminosas, não tem capacidade de dialogar e identificar as demandas da sociedade... Além disso, ele utilizou sua força política para impedir qualquer ação de controle e questionamento das ações do governo”.

Contra o veneno do PiG: Encontro de blogueiros "homenageia" Judith Brito e Serra

Uma proposta do jornalista Paulo Henrique Amorim levou ao riso os mais de 300 participantes do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, neste sábado (21/8), em São Paulo. Em resposta ao presidenciável tucano José Serra — que na quinta-feira (19) classificou as páginas alternativas da web de “blogs sujos” —, PHA propôs que a próxima edição do Encontro, em 2011, agracie Serra com uma premiação nada lisonjeira.

- Por André Cintra, no Vermelho

“Serra é um tuiteiro medíocre e merece o prêmio de blog mais sujo da internet. Proponho dar a ele o Troféu Cascão”, ironizou o jornalista da TV Record e do Conversa Afiada, numa referência ao personagem imundo da Turma da Mônica que não tomava banho. “Vamos ajudar o financiar o Cloaca News, que entrará na Justiça para que Serra diga quem são os blogs sujos”, agregou Paulo Henrique.

Luis Nassif minimizou igualmente a baixaria do candidato do PSDB à Presidência. “A declaração do Serra é o melhor diploma — o melhor reconhecimento — que nós podemos ter”, disse ele, que também chamou Serra de “babaca”. E afirmou mais: “Me perguntam em quem vou votar nestas eleições. Eu quero impedir a vitória de Serra. Se ele vencer, terá nas mãos o poder da mídia e o poder do Estado”.

As relações entre imprensa e política justificaram outra escolha do dia. Enquanto a premiação a Serra fica para o ano que vem, o troféu “O Corvo de 2010”, oferecido também pela blogosfera progressista, já tem dono. Na verdade, uma dona. Por aclamação, os blogueiros presentes ao encontro elegeram Judith Brito como símbolo do que há de mais conservador e agourento na grande mídia.

Concorrência não faltava à diretora-superintendente da Folha de S.Paulo e presidente recém-reeleita da ANJ (Associação Nacional dos Jornais). Mas o fator decisivo para a “vitória” de Judith foi sua confissão de que hoje a grande mídia — e não o PSDB ou o DEM — é que realmente desempenha o papel de oposição ao governo Lula. Com Judith, o chamado PiG (Partido da Imprensa Golpista) mostrou, sem cerimônias, sua verdadeira face.

Diversidade

A resistência à mídia hegemônica e a oposição ao ideário direitista de Serra são pontos consensuais num Encontro que, contraditoriamente, demonstrou e enalteceu a diversidade da blogosfera, bem como seu caráter democrático. Nem todos os participantes são de blogs que se debruçam sobre as eleições presidenciais ou os abusos da grande imprensa. É o caso de Débora Maria da Silva, líder do movimento Mães de Maio.

À frente de um blog que leva o mesmo nome de seu movimento, a ativista aderiu à mídia alternativa devido aos acontecimentos que abalaram o estado em maio de 2006. Em retaliação à ofensiva do PCC (Primeiro Comando da Capital) sobre o sistema penitenciário e policial no estado, agentes de segurança exterminaram 562 pessoas naquele mês – “mais do que a ditadura” liquidou em 21 anos. Uma das vítimas, lembra Débora, foi uma mulher grávida que estava a três dias de fazer cesariana.

“São Paulo é um estado capitalista e autoritário”, denunciou Débora, ao lado de Nassif e PHA, na mesa de abertura do Encontro. Segundo ela, é à blogosfera que os movimentos devem recorrer para lançar seus pontos de vista e tentar sensibilizar a opinião pública. “O blog é um espaço democrático para nos manifestarmos. Não podemos deixar que barrem o direito de pensar do brasileiro, e a luta só se ganha com pressão.”

Triunfo do campo de cá

Nassif, ao analisar a relevância da blogsfera, também saudou o “momento histórico” da mídia alternativa, de que o Encontro é um contundente exemplo. Para ele, a frente de blogueiros ajudou a derrubar uma ofensiva da grande mídia, iniciada em 2005 com o proósito de derrubar, via impeachment, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nassif não poupou críticas à irresponsabilidade da grande mídia, especialmente da Veja e de seus “blogs intolerantes, divulgando o preconceito”.

Segundo Nassif, essa guerra acabou – com triunfo do campo progressista. “É o fim de um de um ciclo em que a mídia se tornou uma máquina de triturar reputações. O que nos uniu foi a luta monumental contra a ultradireita, para garantir os direitos básicos da sociedade civil”, afirma. “Vem um grande país pela frente, e nós temos o orgulho de dizer que participamos dessa construção.”

Já Paulo Henrique Amorim acredita que, apesar da “derrota fragorosa de Serra”, a grande mídia segue poderosa e influente. “Temos pela frente uma batalha pela liberdade de expressão. O PiG resiste, tem bala na agulha e vai resistir. Nós temos de lutar contra ele”, discursou.

A seu ver, o enfrentamento requer financiamento e resultados práticos. “Não podemos ser uma indústria que não encontra seus mecanismos de sustentação financeira”, diz PHA. As verbas, segundo ele, servirão para pagar eventuais advogados – mas também para buscar a notícia em primeira mão. “Os blogs precisam informar. Opinião não ganha jogo. O que ganha jogo é a informação.”

sábado, 21 de agosto de 2010

Raridade: Panfleto da Ditabranda publica notícia verdadeira na capa!

Próxima propaganda eleitoral do Zé: "Conheço o Lula desde criancinha!"



Achei essa charge no blog Os Amigos do Presidente Lula.
Não sei quem é o autor...

Serra ataca a blogosfera progressista: Tem gente que gostou...

DataFraude joga a toalha de vez: Dilma abre 17 pontos e pode vencer no 1º turno!

A primeira pesquisa Datafolha depois do início da propaganda eleitoral no rádio e TV mostra que a candidata à Presidência Dilma Rousseff – da coligação Para o Brasil Seguir Mudando – dobrou sua vantagem sobre o tucano José Serra. Os novos números confirmam que se a eleição fosse hoje Dilma seria eleita no primeiro turno.

Segundo a pesquisa realizada nesta sexta-feira (20) em todo o país, com 2.727 eleitores, Dilma tem 47%, contra 30% de Serra. No levantamento anterior, feito entre os dias 9 e 12 de agosto, a petista aparecia com 41% contra 33% do candidato demo-tucano.

A diferença entre os presidenciáveis subiu de 8 para 17 pontos. Marina Silva (PV) oscilou negativamente um ponto e está com 9%. A margem de erro máxima do levantamento é de dois pontos percentuais.

Os outros candidatos não pontuaram. Os que votam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 4% e os indecisos 8%.

Nos votos válidos – em que são distribuídos proporcionalmente os dos indecisos entre os candidatos e desconsiderados brancos e nulos – Dilma tem 54%. Com um índice acima de 50%, ela encerraria a disputa em 3 de outubro.

Entre os eleitores que assistiram a propaganda eleitoral gratuita – iniciada na última terça-feira (17) – Dilma tem 53% e Serra, 29%.

A candidata desenvolvimentista cresceu ou oscilou positivamente em todos os segmentos – exceto entre os de maior renda (acima de dez salários mínimos).

Dilma tinha 28% de intenção de voto entre os mais ricos e manteve esse percentual. Por outro lado, sua distância para Serra caiu porque o tucano recuou de 44% para 41% nesse grupo, que representa apenas 5% do eleitorado.

Mulheres com Dilma

Dilma também lidera pela primeira vez entre as mulheres. Na semana anterior, eles apareciam empatados com 35% das intenções de voto. A nova pesquisa mostra que ela abriu 12 pontos de vantagem nesse grupo: 43% contra 31% de Serra.

A liderança de Dilma no eleitorado masculino é de 52% contra 30% de Serra. Marina da Silva tem 8%.

Empate no Sul

Dilma e Serra aparecem empatados no Sul do país. Ela chegou a 38% contra 40% de Serra. Há um mês, a vantagem do tucano era de 13 pontos - 45% a 32%.

Serra não lidera de forma isolada em nenhuma região. No Sudeste, perde de 42% a 33%. No Norte/Centro-Oeste, Dilma tem 50%, e ele, 27%.

No Nordeste a petista teve uma alta de 11 pontos e foi a 60% contra 22% do tucano.

Houve também um distanciamento de Dilma na disputa de um eventual segundo turno. Se a eleição fosse hoje, ela teria 53% contra 39% de Serra. Há uma semana, ela tinha 49% e ele, 41%.

Na pesquisa espontânea, em que eleitores declaram voto sem ver a lista de candidatos, Dilma foi de 26% para 31%. Serra foi de 16% a 17%.

Da Redação com agências

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Serra ataca a blogosfera Nós sabemos como é São Paulo de verdade

Os tucanos paulistas, que governam o estado há 16 anos, contam com a blindagem completa da grande mídia. Há problemas pontuais, aqui ou ali. Mas problemas estruturais… em São Paulo? Nunca. Há críticas aqui ou ali, na mídia. Críticas pontuais. Mas dizer que o governo Serra foi medíocre, na mídia? Isso custaria o emprego.

- por Luiz Carlos Azenha, no Viomundo

A São Paulo da propaganda eleitoral de José Serra é perfeita. Estradas, hospitais, escolas, clínicas de atendimento a alcoólatras e drogados, obras em rios etc. A São Paulo de verdade é outra: basta viajar alguns quilômetros a partir do centro da cidade para descobrir. Aliás, como notou um internauta quando escrevi isso outro dia, não precisa tanto: é só ir à cracolândia, que fica no centro. Todas as vezes que vou à periferia da cidade — e faço isso com bastante frequência — tomo um choque ao voltar ao centro. São dois mundos.

Os tucanos paulistas, que governam o estado há 16 anos, contam com a blindagem completa da grande mídia. Há problemas pontuais, aqui ou ali. Mas problemas estruturais… em São Paulo? Nunca. Há críticas aqui ou ali, na mídia. Críticas pontuais. Mas dizer que o governo Serra foi medíocre, na mídia? Isso custaria o emprego. Foi um governo medíocre porque São Paulo dispõe de dinheiro, de saber e de dinamismo econômico. Mas os tucanos só estão no governo há 16 anos justamente por não fazerem os investimentos sociais que seriam necessários para acabar com a desigualdade no estado, que é profunda. Isso exigiria impostos e eles pregam o governo mínimo. São Paulo era para ser um exemplo para todo o Brasil. Há tanta força por aqui, tanta energia boa e tanto dinheiro que os tucanos poderiam ter detonado o governo Lula por comparação! Mas… vá à periferia de São Paulo, capital, como fui esta semana a Parelheiros e ao Grajaú. Ouça a população pobre: faltam vagas nas escolas, faltam creches, faltam vagas em hospitais, sobra trânsito e falta segurança.

Relativamente a outras regiões do Brasil, São Paulo pode mesmo ter avançado mais. Mas, não. Contando com a blindagem da mídia, os tucanos se preocuparam quase que exclusivamente com as oportunidades de negócios para os amigos e aliados. José Serra, especificamente, trata os movimentos sociais como inimigos. Os pobres são pobres, mas não bobos. Reside aí a chance de Dilma Rousseff de obter, em São Paulo, entre 30% e 40% dos votos. Entenderam como funciona a blindagem da mídia? É garantia de que os tucanos podem fazer seus negócios sem se incomodar com a clientela e sem que os demais brasileiros saibam exatamente o que se passa por aqui.

Mas o Marco Aurélio Mello, do Doladodelá, paga pedágio para chegar ao trabalho. O Rodrigo Vianna, do Escrevinhador, enfrenta o trânsito para chegar ao trabalho. O Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada, vai ao Jardim Pantanal. O Eduardo Guimarães, do Cidadania, frequenta os hospitais por conta do quadro trágico de sua filha. O Luís Nassif, embora morador do Higienópolis, anda bastante por aí e frequenta os bastidores do poder. Isso explica porque esses blogueiros são uma ameaça a José Serra. Eles rompem, ainda que timidamente, já que a grande maioria dos brasileiros ainda não tem acesso à internet, a blindagem que a mídia oferece a José Serra.

Eles podem contar a outros brasileiros, através da rede, que São Paulo não é esse paraíso da propaganda eleitoral, ou pelo menos que é paraíso para alguns, para a minoria. É por isso que eles são os “blogueiros sujos”. Sujam a imagem do Zé.

Partidarismo desmascarado: Três militantes tucanos na sabatina UOL!

- por Zé Augusto, no blog Os Amigos do Presidente Lula

Devido à grande repercussão da denúncia do nosso blog, que detectou partidarismo pró-Serra nas perguntas de internautas no debate Folha/UOL, eles publicaram outra notícia se justificando...

Porém, enquanto a Folha/UOL se justifica, detectamos mais duas perguntas escolhidas a dedo pela Folha/UOL, também feitas por tucanos.

Além do assessor da liderança do PSDB na Câmara dos Deputados, agraciado com a escolha de sua pergunta do jeito que Serra gosta, também teve o caso do internauta Romeu di Sessa, escolhido com uma pergunta tentando constranger Dilma (perguntou se ela não era uma candidata "improvisada"). Ele é servidor da Secretaria de Cultura do governo tucano de São Paulo (segundo o Diário Oficial, na figura abaixo), e documentarista de projetos junto à TV Cultura.



Outra internauta escolhida a dedo, também é tucana: Juliana Fragetti. Fez uma pergunta agressiva e tendenciosa sobre aborto dirigida à Dilma. Ela faz parte do Movimento Franco Montoro, dentro do PSDB.


Ao contrário do que diz a Folha/UOL, houve clara percepção de desequilíbrio na escolha das perguntas, com viés partidário.

A quantidade de "internautas" tucanos selecionados só vem a comprovar o viés partidarizado na editoração das perguntas.

Qualquer editor minimamente experiente, percebe viés partidário e dirigismo em perguntas tendenciosas, que fogem à objetividade, com acusações embutidas na pergunta. Quando selecionam de forma desequilibrada, é porque escolhem tomar partido.

Desespero total: Serra deserta do PSDB e libera geral a traição

- por Paulo Henrique Amorim

O Conversa Afiada republica post do site Amigos do Presidente Lula (aquele blog que a dra Cureau queria calar):

No programa eleitoral de José Serra (PSDB/SP) na TV, da quinta-feira, ele cometeu a picaretagem de usar a imagem do presidente Lula como se fosse um cabo eleitoral dele.
Um ato destes é um estelionato eleitoral, é falta de escrúpulos, de honra e de vergonha na cara.

Não são apenas petistas e lulistas que ficaram indignados. A moral da tropa demo-tucana baixou, perplexa, com a desonra e o puxa-saquismo ao adversário.
O ato de Serra foi de deserção política, abandonando sua tropa de oposição à própria sorte, para tentar salvar a própria pele.

Para citar o caso de São Paulo, Serra enche a bola de Lula, que enche a bola de Mercadante, deixando Alckmin sendo frito em fogo brando. Já dá para sentir o cheiro de chuchu refogado no ar.

O mesmo ocorre em Santa Catarina: o candidato do DEMos pede voto para Serra, que enche a bola de Lula, que pede votos para Ideli Salvatti (PT), que detona o candidato do DEMos.

O ato desesperado e inescrupuloso de Serra, libera geral seus aliados demo-tucanos nos estados para mandarem às favas a candidatura de Serra, e também cuidarem de tentar salvar a própria pele.

NAVALHA DO CONVERSA AFIADA

O Serra é capaz de tudo.

Se for preciso, ele passa com um trator por cima da mãe – previu Ciro Gomes, numa sabatina na Folha (*)

Serra poderá trair o Fernando Henrique com a mesma facilidade com que traiu o Alckmin, o Álvaro Dias e os Maia, do Rio.

Serra segue obstinadamente rumo ao despenhadeiro – previu seu Máximo Guru, o colonista (**) Gaspari, aquele que troca (va) receitas de veneno de madrugada com o jenio.

Serra é candidato de si próprio e do PiG (***).

Ele traiu a tradição neo liberal do Fernando Henrique, que nasceu com Eugênio Gudin, Octavio Gouvea de Bulhões e Roberto Campos.

Traiu a tradição cepalina do RaÚl Prebisch e Celso Furtado, a que disse pertencer.

Serra brinca nas onze.

Do neo liberalismo ao Prebisch.

Ele diz qualquer coisa.

E acabou prisioneiro da extrema direita, como provou recentemente o excelente artigo de Maria Inês Nassif.

Serra e FHC controlavam o Brasil quando bastava dar tres telefonemas: para o Dr Roberto, para o “seu” Frias e para o Ruy (Mesquita).

( O Robert(o) Civita vinha no vácuo dos três.)

Agora, tem mais gente no pedaço.

Que o Cloaca News vai exigir que ele ideintifique.

E, por azar, ele é contemporâneo do Lula.

Uma vez pergu ntaram ao Bing Crosby por que ele não era o melhor cantor da América e, sim, o Frank Sinatra.

Ele respondeu: porque eu sou da mesma geração do Frank Sinatra.

Mal comparando, amigo navegante.

Perto do Bing Crosby o Serra é cantor de churrascaria.

Cinismo e hipocrisia: Serra usa imagem de Lula em seu programa de TV!

Ora, Serra, tome vergonha. Não use a imagem de Lula como se fosse um aliado dele. Assuma que é um adversário e oposicionista. Fica feio.

- por Brizola Neto, deputado federal do PDT-RJ, em seu blog

Matérias e comentaristas da grande imprensa usaram seus espaços para criticar o que seria um “excesso” da presença de Lula na campanha de Dilma. Mas este excesso é fundamental para afastar a má intenção desses jornalistas, que só querem desvinculá-la de Lula, e, principalmente, para impedir que Serra cometa a trapaça de se apropriar da imagem de Lula, como se não fosse da oposição.

A sem-vergonhice de Serra chegou ao extremo no seu programa eleitoral de hoje à noite, quando explorou a imagem de Lula, aproveitando um vídeo em que os dois aparecem se cumprimentando. Ao fundo, a narração de que “Serra e Lula são homens de história”, seguida pouco depois da afirmação de que Serra tem a “vivência que Dilma não tem.”

É o máximo da cara dura Serra querer se associar a Lula. Ele passou oito anos em ferrenha oposição e vive criticando o governo, embora não tenha a decência de nomear quem está à frente deste governo que ele condena, chama de República Sindicalista e diz que está aparelhado.

Ora, Serra, tome vergonha. Não use a imagem de Lula como se fosse um aliado dele. Assuma que é um adversário e oposicionista. Fica feio. Embora o povo brasileiro já o esteja vendo como um mentiroso, que inventa e falsifica tudo, é desonesto tentar enganar os mais ingênuos com uma suposta proximidade a Lula.

Lula é Dilma e Dilma é Lula. O campo de Serra é outro. Tentar ludibriar as pessoas se apresentando como o que não é numa hora tão importante para o país como a de uma eleição presidencial é de um mau caratismo sem par. Serra não merece governar nem a farmácia da esquina.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A verdade nua e crua: Censura à mídia e à liberdade de expressão no governo Lula!


(Clique na imagem para vê-la em tamanho real)

Idéia original do blog Quanto Tempo Dura?

Blogosfera já pauta até candidato à Presidência! Zé Serra, do PSDB, ataca blogs independentes

O candidato da direita, José Serra (atualmente Zé), atacou hoje a blogosfera independente, chamando a todos nós de "sujos" e insinuando que o governo de Lula paga para que o defendamos e ataquemos seus adversários.

Patético. É o puro desespero de quem não tem propostas nem compromisso com nada, exceto com seu próprio umbigo.

Sem dizer que quem é Serra para falar sobre "blogs sujos"? Justo ele que contratou uma penca de mercenários sob o comando de um tal de Graeff só para espalhar ataques e mentiras contra o governo de Lula e sua candidata, Dilma Rousseff!

Mas esse tipo de baixaria contra nós não é novidade. Na verdade, eu já disse isso outras vezes ("Ataques à blogosfera demonstram o desespero da direita") e repito: eles nos medem a partir de suas próprias reguas. São os candidatos da direita que só conseguem ser apoiados por jornalistas e veículos midiáticos distribuindo dinheiro e mimos, afinal faz todo o sentido: a ideologia deles é a que venera o capital (grana!).

Essas pessoas simplesmente não conseguem conceber que algum cidadão de qualquer parte do Brasil possa defender um governo e criticar políticos e partidos que não gosta sem estar recebendo nada! Dá pra entender? Os caras simplesmente NÃO ACREDITAM que alguém possa fazer um trabalho como esse que fazemos nos blogs sem estar sendo pago. Por quê? Ora, porque eles jamais fariam isso! Ponto.

No final das contas, o melhor mesmo é ignorar esse tipo de acusação espúria, pois no fundo isso apenas demonstra que estamos realmente incomodando - ao ponto de um candidato ao cargo máximo da nação que está em segundo lugar nas pesquisas sentir necessidade de nos atacar publicamente!

Isso é bem diferente de ver um de seus assessores de comunicação que atuam na mídia corporativa travestidos de "jornalistas" fazendo a mesma coisa. E bem mais revelador...

Leiam abaixo a resposta dada pelo Governo Federal às acusações grotescas do candidato da direita hidrófoba.

O candidato do PSDB a presidente da República, José Serra, acusou hoje (19/8) o governo federal de cercear, constranger e censurar a imprensa. Trata-se de uma acusação grave e descabida, sem qualquer apoio nos fatos.

A imprensa no Brasil é livre. Ela apura – e deixa de apurar – o que quer. Publica – e deixa de publicar – o que deseja. Opina – e deixa de opinar – sobre o que bem entende. Todos os brasileiros sabem disso. Diariamente lêem jornais, ouvem noticiários de rádio e assistem a telejornais que divulgam críticas, procedentes ou não, ao governo. Jornalistas e veículos de imprensa jamais foram incomodados por qualquer tipo de pressão ou represália.

Para nós, a liberdade de imprensa é sagrada. O Estado Democrático só existe, consolida-se e se fortalece com uma imprensa livre. E, ao garantir a liberdade de imprensa no país, o governo federal sabe que está em perfeita sintonia com toda a sociedade. Ela é uma conquista do povo brasileiro.

Compreendemos que as paixões da campanha eleitoral podem, em determinadas circunstâncias, toldar julgamentos serenos, mesmo naqueles que dizem ter nervos de aço. Mas seria prudente que certos excessos fossem evitados. Ao dizer que o governo federal censura e persegue a imprensa, o candidato Serra não apenas falta com a verdade. Contribui também para arranhar a imagem internacional do Brasil, dando a entender que nossas instituições são frágeis e os valores democráticos, pouco consolidados.

Franklin Martins
Ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Armação no debate Folha/UOL: Assessor do PSDB é escolhido para fazer pergunta 'de internauta'

- por Zé Augusto, no blog Os Amigos do Presidente Lula

Durante o debate Folha/UOL, duas perguntas "de internautas" dirigidas para Serra – uma sobre o loteamento de cargos, outra sobre impostos – chamaram atenção, por parecer combinada, sob encomenda para o demo-tucano.

“Foram vocês que mandaram as perguntas, né?”, ironizaram os assessores de Dilma e Marina, para os de Serra.

Pois a ironia se confirmou.

O "internauta" Kleber Maciel Lage, escolhido entre milhares, para fazer uma pergunta a Serra, tem em seu currículo "Assessor Técnico da Liderança do PSDB na Câmara dos Deputados", desde 2001.

Foi escolhido para fazer a singela pergunta, contra o "atual governo":

"A sua candidatura faz críticas ao aparelhamento do Estado e ao uso de cargos por parte do atual governo. É público e notório que as alianças políticas no passado recente da, aspas, democracia, são feitas na base do “toma-lá dá-cá” de cargos, como mudar esse cenário?"

Ironia das ironias, a pergunta sobre “toma-lá dá-cá” de cargos, foi feita justamente por alguém que ocupa cargo público na base do “toma-lá dá-cá”, na Câmara dos deputados, na liderança do PSDB.

E quanto à Folha/UOL, depois disso, ainda quer que a gente não ria quando falam que são "apartidários" e "isentos".

Já virou funk! Com vocês, Serra, o comedor...

Dilma Roussef, presidente: O sentido histórico de uma candidatura

Dilma representa, portanto, a linha de continuidade de uma luta interrompida pelo golpe de 1964, retomada no processo de redemocratização e que hoje se materializa em um governo com aproximadamente 75% de aprovação popular.

- Por Marco Aurélio Weissheimer em seu blog

O primeiro programa de TV da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República calou fundo. E a emoção que despertou não foi resultado de um truque de marketing. A excelência técnica, neste caso, foi submissa ao sentido histórico da candidatura. Entregou-se por inteiro, de joelhos – a qualidade de imagem, de edição, de som, de roteiro –, para narrar um pedaço da história recente do Brasil e para apresentar uma importante personagem dessa história. A imagem de abertura é simples e poderosa: uma estrada, um veículo e somos convidados a seguir em frente com as nossas crenças, paixões e compromissos. Essa jornada, no programa, não é uma invenção aleatória, mas sim um trajeto muito bem situado historicamente. Tem passado, presente e futuro. E estabelece nexos entre eles.
Há vários detalhes que devem ser destacados. Nos programas vitoriosos de Lula, em 2002 e 2006, a ditadura militar não foi tema no debate eleitoral. Agora, aparece já no primeiro programa de Dilma. Por duas razões. Os adversários de Dilma querem usar contra ela seu passado na luta armada contra a ditadura militar, apresentando-a como uma “terrorista”. O expediente, explicitado didaticamente na capa da revista Época, já depõe contra o candidato José Serra que, supostamente, também foi perseguido pela ditadura militar. Se não foi supostamente, ou seja, se foi de fato, não deveria jamais autorizar esse tipo de argumento autoritário e aliado do fascismo que governou o país por aproximadamente duas décadas. Mas o tiro da Época saiu pela culatra e ajudou a consolidar, na figura pública de Dilma, uma dimensão histórica que não era desejada por seus adversários (não deveria ser ao menos). A capa da revista vai, entre outras coisas, inundar o país com milhares de camisetas com o a fotografia de uma mulher que entregou-se de corpo e alma na luta em defesa da democracia. Então, ela não é apenas uma “gerentona linha dura”, sombra de Lula, sem história nem passado. A candidata não só tem passado, como o resgate desse passado parece incomodar o candidato Serra, ele também, supostamente, um resistente da ditadura.

Isso não é pouca coisa. Como tantos outros brasileiros e brasileiras valorosos, Dilma participou da resistência armada contra um regime criminoso que pisoteou a Constituição brasileira e depôs um presidente legitimamente eleito. E a palavra legitimidade adquire um sentido muito especial neste caso. A transição da ditadura para a democracia, como se sabe, ocorreu com muitos panos quentes e mediações. Muita coisa foi varrida para debaixo do tapete por exigência dos militares e seus aliados civis conservadores. E agora, uma filha da geração dos que lutaram contra a ditadura apresenta-se como candidata a disputar o posto mais alto da República. Mais ainda, como candidata a dar prosseguimento ao governo do presidente com a maior aprovação da história do país. Um presidente saído das fileiras do povo pobre, sindicalista, que também participou da luta contra o regime militar e ajudou a acelerar a transição para a democracia.

Dilma representa, portanto, a linha de continuidade de uma luta interrompida pelo golpe de 1964, retomada no processo de redemocratização e que hoje se materializa em um governo com aproximadamente 75% de aprovação popular. Ela representa também a possibilidade de outras retomadas para fazer avançar a democracia brasileira. Em outras palavras, é uma candidatura com sentido histórico bem definido, um sentido que remonta a um período anterior inclusive ao golpe militar de 1964. Quando Dilma diz que olha o mundo com um olhar mineiro e que pensa o mundo com um pensamento gaúcho, não está fazendo um gracejo regionalista, mas sim retomando uma referência histórica que remonta à primeira metade do século XX e que, ainda hoje, causa calafrios nas elites econômicas e políticas de São Paulo. Essas são algumas das razões pelas quais o programa de Dilma calou fundo. Ele fala da história do Brasil, de algumas das lutas mais caras (na dupla acepção da palavra, querida e custosa) do povo brasileiro, de vitórias e derrotas. Isso transparece em suas palavras e em seu olhar. Há verdade aí, não invenção de propaganda eleitoral. Ela viveu aquilo tudo e tem hoje a oportunidade de conduzir o Brasil nesta jornada, na estrada que nos leva todos para o futuro.

Passado, presente e futuro não são categorias isoladas e aleatórias. Um não existe sem outro. São diferentes posições que assumimos nesta estrada que aparece no programa. É um programa que cala tão mais fundo quanto mais percebemos os elos de ligação nesta jornada e a oportunidade histórica que essa eleição oferece de religar alguns fios dessa trama que, em função de algumas doloridas derrotas, acabaram ficando soltos pelo caminho.

Arte: @lucioberdan

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Entrevista: Azenha fala sobre o encontro de Blogueiros Progressistas

O jornalista Luiz Carlos Azenha, da TV Record e do blog Viomundo, acredita que os temas da política não devem prevalecer no 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, que ocorre em São Paulo, de sexta-feira (20) a domingo (22). “Vejo nesse Encontro menos um debate político, muito mais a questão de disseminar técnicas para aumentar a audiência dos blogs, conseguir financiamento, se preparar judicialmente”, afirma.

Mesmo considerando que o evento será “a primeira de muitas etapas” para organizar os blogueiros no Brasil, Azenha afirma que a blogosfera já tem leitores e conteúdo suficientes para se contrapor à mídia escrita. “O pensamento crítico – inclusive ao comportamento da mídia – está na blogosfera. Tem muita gente bem informada hoje que lê um ou muitos blogs no Brasil.”

Confira sua entrevista.

Como surgiu a ideia do encontro? O que se pode esperar como saldo dessa mobilização de tantos blogueiros?
A ideia foi inspirada num encontro parecido que existe nos Estados Unidos, onde blogueiros progressistas se organizaram – muito em função do que estava acontecendo no governo republicano (do ex-presidente norte-americano George W. Bush). A mobilização nacional desses blogueiros resultou na eleição do (candidato democrata a presidente em 2008, Barack) Obama.

Neste caso aqui do Brasil, nosso objetivo não é eleitoral. É organizar os blogueiros para que eles tenham capacidade de se defender na Justiça; para que eles ganhem dinheiro, financiem seus blogs e se tornem autossuficientes; para que eles defendam as ideias humanistas e progressistas que nós não encontramos na mídia brasileira; para que defendam pontos essenciais, como o Plano Nacional de Banda Larga.

Mas acho que o principal objetivo mesmo desse Encontro é fazer com que a gente tenha um primeiro contato presencial. Das centenas de blogueiros no Brasil, poucos se conhecem fisicamente. É muito importante que as pessoas troquem e-mails e telefones, se conheçam, para que a gente avance nas causas comuns que todos nós temos. Vejo que encontro é o primeiro passo – a primeira de muitas etapas.

A programação prevê para o sábado à tarde uma oficina sua sobre TV-Web. O que você pode adiantar sobre o conteúdo dessa oficina?
Como eu trabalho com televisão e tenho blog, vou falar sobre vídeos para a internet. Como fazer? Quais vídeos que bombam? Que tipo de equipamento você pode usar?

Vejo nesse Encontro menos um debate político, muito mais a questão de disseminar técnicas para aumentar a audiência dos blogs, conseguir financiamento, se preparar judicialmente – tem muito blogueiro sendo processado no Brasil todo. É com esse objetivo que eu vejo o 1º Encontro.

Qual é a sua avaliação sobre a força atual da blogosfera e da mídia alternativa? Já se formou um contraponto à grande mídia?
Pelo número de leitores dos principais blogs, a mídia alternativa faz um certo contraponto, sim, à mídia escrita. Não dá ainda para se enfrentar uma rede nacional de televisão, nem uma grande rede de rádio.

A blogosfera, no cardápio do leitor, é mais uma coisa – a pessoa lê um jornal, vê televisão e aí vai à blogosfera. E por quê? O pensamento crítico – inclusive ao comportamento da mídia – está na blogosfera. Tem muita gente bem informada hoje que lê um ou muitos blogs no Brasil. A blogosfera começa a fazer um contraponto.

(André Cintra)

Hilariante: Serra diz que come todo mundo!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Vox Populi: Dilma 45% x Serra 29%

Se a eleição fosse hoje a petista levaria no primeiro turno, considerando apenas os votos válidos

A pesquisa Vox Populi/Band/Ig divulgada neste terça-feira 17 é mais uma, depois do Datafolha e do Ibope, a dizer que a candidata Dilma Rousseff (PT) pode ganhar a corrida presidencial ainda no primeiro turno. A petista aparece na liderança com 45% das intenções de voto, seguida por 29% do candidato José Serra do PSDB e 8% de Marina Silva, do PV.

Nenhum dos outros concorrentes obteve 1% das intenções, 5% declararam voto branco ou nulo e outros 12% se disseram indecisos. A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 10 de agosto, com 3 mil pessoas entrevistadas em 219 municípios do País. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.

Em relação a última pesquisa Vox Populi, publicada em 22 de julho, Dilma cresceu quatro pontos, pulando de 41% para 45%, enquanto o seu concorrente direto, Serra, perdeu os mesmos quatro ponto, caindo de 33% para 29%. A verde Marina se mantém na mesma margem desde o inícios das pesquisas, apresentando os mesmos 8% nas duas pesquisas. Esse foi o primeiro levantamento do instituto após o debate presidencial do dia 6 de agosto na TV Bandeirantes.

Emocionante: Assista ao primeiro programa de Dilma 13 na TV

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Surreal: Jingle de Serra apela para o nome de... Lula!

Depois que o DataFraude e o Ibope divulgaram suas novas pesquisas mostrando Dilma do PT disparando à frente da corrida à presidência, parece que tanto José Serra quanto seus marqueteiros perderam os poucos parafusos que lhes restavam no côco!

O desespero é tanto que no novo jingle de Serra, recém divulgado no site do candidato de FHC, o primeiro nome que se ouve é o do... presidente Lula!

Sim, é isso mesmo, não estou brincando! Pela primeira vez na história da política mundial, um candidato de oposição ao governo usa o nome do atual presidente, cuja sucessora ele precisa derrotar, para tentar alavancar sua campanha!

Sinceramente, me faltam os pontos de exclamação! É o desespero total!

Confiram abaixo a análise do cineasta Jorge Furtado sobre essa verdadeira aberração da natureza política!

Crise de identidade: o jingle de Serra

- Por Jorge Furtado, no seu Blog

O jingle do candidato José Serra acumula as funções de tentativa de fraude e confissão de derrota.

Fraude porque mente (insistentemente) ao dizer que José Serra é o candidato da continuidade e não da oposição. O jingle mais do que sugere, afirma que Serra – subitamente transformado em Zé – é o cidadão de origem humilde que “foi a luta e venceu”, como o Lula, e por isso é o melhor candidato para o “Brasil seguir em frente”.

Nos últimos sete anos e meio, a oposição – e sua imprensa – referiu-se ao Lula como ignorante, analfabeto, bêbado, estuprador de meninos, mentiroso, ladrão e assassino. Hoje, faltando dois meses para a eleição, Lula ocupa o primeiro verso do jingle do candidato desta mesma oposição. “Era brincadeirinha, nós também adoramos o Lula! Apedeuta era elogio, quer dizer ‘fofinho’!”

Confissão de derrota porque nunca em toda a história deste país (ou de qualquer outro, que eu saiba) se ouviu um jingle de um candidato de oposição que incluísse o nome do titular do cargo ao qual este candidato faz oposição. É como se o hino do Flamengo incluísse o nome do Vasco.

O jingle da oposição investe na ignorância ou desatenção do (e)leitor, uma aposta que se tornou um padrão. Não tem dado muito certo. Depois de sete anos e meio de ataques coléricos ao presidente e ao seu governo, os demotucanos chegam à eleição com um jingle em que o refrão grita, com todas as letras, o nome de Lula da Silva, mas não o nome do seu próprio candidato, José Serra.

Quando Lula da Silva sair
É o Zé que eu quero lá
Com Zé Serra eu sei que anda
É o Zé que eu quero lá

José Serra é um brasileiro
Tão guerreiro quanto eu
É um Zé que batalhou
Estudou, foi à luta e venceu

Zé é bom e eu já conheço
Eu já sei quem ele é
Pro Brasil seguir em frente
Sai o Silva e entra o Zé

José Serra foi Ministro
Deputado e Senador
Esse Zé já foi Prefeito
Zé já foi Governador

Tá testado e aprovado
Por tudo que ele já fez
Sempre teve do meu lado
Eu quero Zé Serra dessa vez

(refrão)

Quando Lula da Silva sair
É o Zé que eu quero lá
Agora é Serra Presidente do Brasil


Clique aqui para ouvir o jingle de Serra no site do tucano!

Ai, ai, ai, tá chegando a hora... Ibope: Dilma tem 51% dos votos válidos e venceria no 1º turno

Vejam a cara de enterro do casal 45 do "Panfleto Tucacional" da rede Golpe. Simplesmente impagável!



Ibope: Dilma tem 51% dos votos válidos e venceria no 1º turno

A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, lidera a corrida presidencial com 43% das intenções de voto, contra 32% do candidato do PSDB, José Serra, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (16) pelo Jornal Nacional. A candidata do PV ao Palácio do Planalto, Marina Silva, registra 8%. A margem de erro de é dois pontos percentuais.

Dos demais candidatos, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU), nenhum alcançou 1% das intenções de voto.

Segundo o levantamento, os votos brancos e nulos somam 7%. Enquanto 9% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

De acordo com o Ibope, considerando-se apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, Dilma tem hoje 51% das intenções de voto, enquanto Serra tem 38%, Marina tem 10% e os outros candidatos somam 1%. Neste cenário, se as eleições fossem hoje, Dilma poderia ser eleita no primeiro turno.

Segundo turno

O Ibope também fez uma simulação de um segundo turno entre Dilma e Serra, a petista aparece com 48% e o tucano com 37%.

Encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo, a pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 16 de agosto, com 2.506 entrevistados de 174 municípios e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 11 de agosto de 2010, sob o número 23548/2010.

Na pesquisa anterior, divulgada no dia 6 de agosto, Dilma liderava com 39% das intenções de voto, contra 34% do candidato do PSDB. A candidata do PV ao Palácio do Planalto, Marina Silva, registrava 8%.

Na última sexta-feira (13), o Datafolha também divulgou resultados de uma pesquisa presidencial mostrando Dilma com 41%, Serra com 33% e Marina Silva com 10%. (Leia mais aqui)

Segundo o blogueiro Ricardo Noblat, pesquisa do Vox Populi, a ser divulgada amanhã pela Rede Bandeirantes de Televisão e o portal IG, conferirá a Dilma uma vantagem de 13 a 14 pontos percentuais.

O levantamento também mostrou como os eleitores avaliam o governo Lula. Para 78%, o governo é ótimo ou bom; para 18%, regular; para 4%, ruim ou péssimo.

Para consultoria Arko Advice, TV não muda favoritismo

Nesta terça-feira (17), começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Às terças-feiras, quintas e sábados serão veiculados os programas dos candidatos à Presidência e à Câmara dos Deputados e às segundas, quartas e sextas-feiras, a exibição será aos concorrentes na disputa pelos governos estaduais, do Distrito Federal, ao Senado, e às assembleias legislativas e do DF.

Para a empresa de consultoria política Arko Advice, o histórico das últimas eleições mostram que TV e rádio não mudam favoritismo de candidatos. A tendência é ser eleito quem entra em agosto na frente nas pesquisas. "Analisando as quatro eleições presidenciais anteriores (1994, 1998, 2002 e 2006), mesmo considerando as peculiaridades inerentes a cada uma, constata-se que depender apenas da campanha no rádio e na TV não é suficiente para a vitória", diz nota da empresa.

Em agosto de 1994, segundo o Ibope (17 a 22), FHC tinha 40% de intenções de voto para presidente. Lula tinha 25%. Pelo Datafolha (16 a 18), FHC tinha 41% e Lula, 24%. Ao final de setembro e início de outubro, o Ibope registrava que FHC estava com 46% e Lula com 22%. O Datafolha mostrava FHC com 48% e Lula com 22%.

Brizola, Orestes Quércia e Esperidião Amin também variaram muito pouco. Tinham, em agosto, 5%, 5% e 2%, respectivamente, de acordo com o Datafolha. Chegaram em setembro com 4%, 5% e 2%, respectivamente.

Ou seja, a propaganda eleitoral acabou favorecendo quem já estava na frente.

Em agosto de 1998, pesquisa do Ibope (14 a 18) trazia FHC com 44% das intenções de voto, contra 21% de Lula. Pelo Datafolha (12 a 14), FHC tinha 42% e Lula, 26%. No final de setembro, FHC atingiu 47% e Lula, 24%, conforme o Ibope (24 a 27). O Datafolha de 2 de outubro registrou FHC com 49% e Lula com 26%. Ciro, segundo o Ibope, começou com 5% em agosto e terminou com 9% em setembro.

Em 2002, houve uma mudança radical. Mas entre o segundo e o terceiro colocados. Lula, que segundo o Ibope (17 a 19 de agosto) contava com 35%, terminou com 43% (28 a 30 de setembro). Ciro Gomes tinha 26% e terminou com 11%, e Serra, de 11% originais, subiu para 19%.

Por fim, em agosto de 2006, Lula aparecia no Ibope (15 a 17) com 47% das intenções de voto contra 21% de Geraldo Alckmin (PSDB). No Datafolha (7 e 8 de agosto), Lula tinha 47% e Alckmin, 24%. No primeiro turno, Lula teve 48,61% dos votos válidos e Alckmin, 41,64%. No segundo turno, Lula foi reeleito com 60,83% dos votos válidos.

Em 2010, Dilma Rousseff (PT) conseguiu seu principal objetivo. Começar a campanha no rádio e na TV na frente de José Serra (PSDB). Pela média das pesquisas, tem hoje 40,53% das intenções de voto contra 32,86% de José Serra.

Blogosfera segue pautando: "Jornal de Jundiaí" muda versão para blindagem de tucano!

Quem diria? A blogosfera segue pautando a mídia corporativa - inclusive aqueles furiosos que vivem denegrindo o nosso trabalho e dizendo que somos inúteis e indignos de atenção!

Novamente, o "Jornal de Jundiaí", por meio de seu editor-chefe em sua coluna dominical de 15 de agosto de 2010, tenta justificar as denúncias que fiz aqui em meu blog sobre o lamentável fato do jornal não ter publicado a notícia da impugnação do candidato a deputado federal do PSDB, Luiz Fernando Machado.

O referido folheto noticiou a impugnação de todos os outros candidatos da cidade (o que é totalmente justificável do ponto de vista jornalístico), menos o do PSDB.

Vejam abaixo a nova explicação do editor do JJ para esse absurdo, uma verdadeira pérola do panfletarismo partidário travestido de jornalismo imparcial e isento:

"A matéria prima do jornalismo é a fonte. Ela é a origem da boa informação. Quando é límpida e confiável, vira notícia. Quando é lamacenta, pútrida, com odor de bafo de camelo, comprometida com a irresponsabilidade, deve ser ignorada. É uma regra básica. E eficaz" - Sydnei Mazoni, editor-chefe do JJ.

Muito estranha a afirmação do sujeito, não? Afinal, a fonte que indicou a todos os jornais as impugnações dos candidatos nada mais é do que o site do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. É neste site que os jornalistas buscam as informações sobre a condição dos candidatos que desejam disputar as eleições. Foi lá que eles descobriram que os outros candidatos que não são do PSDB haviam sido, a princípio, impugnados. A maioria por falta de algum documento.

É assim que a coisa funciona: o candidato entra com o registro e, caso falte algum documento ou seja denunciado, tem a sua candidatura impugnada até que seja definitivamente julgada - e isso é publicado no site do TSE e está ao alcance de todos os brasileiros. Foi assim com todos os noticiados pela imprensa de Jundiaí e foi assim com o candidato do PSDB. Mas, estranhamente, o último foi poupado (exceto pelo jornal "Bom Dia" que noticiou a impugnação do tucano em pequenas notas na sua coluna Bastidores). Veja abaixo reprodução do site do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL indicando a situação do candidato do PSDB em questão na época em que estava impugnado:


(clique na figura para vê-la em tamanho real)

Agora, explicado tudo isso, é impressão minha ou o "Jornal de Jundiaí", por meio de seu porta voz (que aparentemente já enfiou o seu delicado nariz dentro da boca de um camelo!), está sugerindo que o site do TSE é uma fonte "pútrida, lamacenta e com odor de bafo de camelo"?

O mais grotesco nessa história toda é que o JJ muda a versão a cada dia. Primeiro, o editor-chefe justificou dizendo que o candidato do PSDB não havia sido impugnado (clique aqui para ler). Depois, desmascarado, mudou a versão e agora afirma que não publicou a impugnação do político porque a fonte não era confiável!

Em sua ânsia de agradar seus amigos do PSDB, o sujeito acaba sendo mais realista que o rei. Parece tentar confundir os leitores do jornal de que o fato da denúncia contra o tucano ter sido feita por um desafeto dele automaticamente a transforma em indigna de atenção. Esse argumento é tão consistente quando alguém afirmar o seguinte: "O documento que não foi entregue pelo candidato Fulano de Tal e gerou sua impugnação é impresso em papel vermelho. Como tenho ódio da cor vermelha, a notícia não merece ser publicada!". Todavia, independentemente de quem foi o autor da denúncia, ela tanto foi considerada procedente que foi aceita e gerou, a princípio, a impugnação do candidato!

Isso sem dizer que o próprio jornal, depois de esconder a notícia sobre a impugnação do tucano, deu destaque para o deferimento da candidatura dele. Inclusive a legenda da foto simpática ao dito cujo que publicaram na capa do jornal diz "LIBERADO Luiz Fernando: campanha na rua" (clique aqui para ver). Como alguém pode ter sido "liberado" se não estava impugnado?

É impressão minha ou o "Jornal de Jundiaí" usa realmente dois pesos e duas medidas na hora de divulgar notícias sobre políticos de Jundiaí? Parece que funciona mais ou menos assim a lógica do jornal: "Para os amigos, tudo. Para os inimigos a Lei". Ou não? Fica a dúvida no ar. Não estou acusando ninguém, apenas formando uma opinião a partir do que escreve o editor-chefe do jornal.

Vamos aguardar ansiosos qual será a próxima explicação (ou tiro no pé?) que o manda chuva do JJ vai dar ao nosso blog...

De qualquer forma, agradecemos pela atenção dedicada ao "Tudo Em Cima", um blog assumidamente de esquerda e sem medo de ser feliz!

Clique aqui para ler o texto original do editor-chefe do JJ, onde você vai descobrir também que o sujeito se diz ser contra "todo tipo de preconceito". Sim, trata-se do mesmo cidadão que, em um de seus editoriais semanais, afirmou, sem nunca me conhecer, que eu sou "gosmento, pegajoso" e que não obedeço "hábitos sadios ao ao amanhecer - muito menos ao anoitecer" (clique aqui para comprovar).

Como fica claro, coerência realmente não é o forte do rapaz...
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